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Relatório de Gestão e Contas

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2014

Relatório de Gestão e Contas

Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças e Jovens Inadaptados de Sines e Santiago do

Cacém

(2)

Índice

Introdução... 3

I. A Cercisiago ... 4

Missão ... 4

Visão... 4

Valores ... 4

Objetivos Estratégicos ... 5

II. Enquadramento de Atividades ... 6

III. Configuração Organizacional ... 6

IV. Estratégia e Síntese de Resultados ... 7

V. As Respostas Sociais da Cercisiago ... 10

VI. Atividades ... 12

6.1. Atividades da Direção ... 12

6.2. Atividades Desenvolvidas pelas Respostas Sociais ... 14

6.2.1. Atividades do Centro Educativo (CE) ... 15

6.2.2. Atividades da Formação Profissional (FP) ... 15

6.2.3. Atividades do Centro de Atividades Ocupacionais I e II (CAO) ... 16

6.2.4. Atividades dos Lares Residenciais e da Residência Autónoma ... 17

6.2.5. Atividades da Intervenção Precoce (IP) ... 19

6.2.6. Atividades do Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) ... 20

VII. Execução Orçamental ... 21

Nota Introdutória ... 21

Demonstração de Resultados Financeiros e Comentários: ... 21

(3)

Introdução

O presente relatório de gestão e contas respeita ao exercício de 2014. Nele será feita uma apresentação breve da Cercisiago e um pequeno enquadramento das suas atividades enquanto instituição no decorrer desse ano.

Serão ainda apresentadas e desenvolvidas as atividades levadas a cabo pela Direção da Cercisiago e que se dividem pelas suas diversas respostas sociais e será ainda apresentada a sua execução orçamental respeitante ao suprarreferido ano.

(4)

I. A Cercisiago

Apresentemos, primeiramente, a Cercisiago.

A Cercisiago – Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças e Jovens Inadaptados de Sines e Santiago do Cacém, foi fundada no ano de 1978, por iniciativa de um grupo de pais, técnicos e amigos de crianças portadoras de deficiência. A 7 de Agosto de 1978 é publicado o início de atividade em Diário da República e a Cercisiago junta-se a um movimento alargado de solidariedade social e de procura de resolução de problemas da pessoa com deficiências e incapacidades, abrangendo os concelhos de Santiago do Cacém, Sines e algumas freguesias limítrofes do concelho de Odemira.

A 17 de Dezembro de 1984 foi elaborada a primeira alteração aos estatutos e a 2 de Março de 1999 foi elaborada a segunda alteração.

Atualmente, a Cercisiago tem, para a sua área geográfica de intervenção, sete respostas sociais que abrangem todas as faixas etárias, nomeadamente: Centro Educativo; Formação Profissional; Centro de Atividades Ocupacionais I e II (CAO e CAO II – Pólo); Lar Residencial de Sines e Lar Residencial de Santiago do Cacém;

Residência Autónoma de Sines; Intervenção Precoce; e Centro de Recursos para a Inclusão (CRI).

Missão

A Cercisiago é uma cooperativa para a educação e reabilitação de pessoas com deficiência e incapacidades, que, através de diversas respostas sociais, promove a qualidade de vida dos clientes, favorecendo a sua inserção em vários contextos ao longo da vida.

Visão

Continuar a desenvolver as respostas sociais de forma a responder às necessidades da comunidade e dos nossos clientes, com base na inovação, compromisso e profissionalismo.

Valores

v Respeito v Afetividade

(5)

v Inserção/Participação v Seriedade/Integridade

v Sentimento de pertença (“amor à camisola”)

Objetivos Estratégicos

v Procura contínua da melhoria dos serviços prestados aos nossos clientes, contribuindo, consequentemente, para a melhoria da sua qualidade de vida;

v Estreitar laços com a comunidade em que nos inserimos, aumentando a nossa visibilidade enquanto instituição e contribuindo para desenvolver na comunidade uma imagem positiva das pessoas com deficiências e incapacidades;

v Aumentar a eficiência dos nossos Recursos Humanos, investindo na formação e melhoria contínua;

v Consolidação e incremento das parcerias estratégicas;

v Criar condições de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável da Cercisiago.

(6)

II. Enquadramento de Atividades

A nível de estrutura organizacional e do pessoal, no decorrer de 2014, destacamos o seguinte:

· Em 2014, tomou posse a 5 de Setembro a nova Direção da Cercisiago.

· Em relação a 2013, houve um aumento do número de colaboradores ligados à Cercisiago, passando de 71 para 78, de modo a colmatar necessidades de pessoal.

A nível institucional, podemos destacar algumas das atividades desenvolvidas no decorrer de 2014.

· Durante o ano, foram realizadas três reuniões da Assembleia Geral – 27 de Março, 30 de Junho, e 17 de Julho, com a presença de todos os seus membros, das quais foram lavradas as respetivas atas. Destaca-se que, na reunião de 17 de Julho foi aprovado por unanimidade o novo corpo de Direção.

· Houve lugar a duas reuniões do Conselho Fiscal da Cercisiago, a primeira a 27 de Março e a segunda a 27 de Novembro, com a presença de todos os seus membros e das quais foram lavradas as respetivas atas.

· Em 2014, foram efetuadas 35 reuniões de Direção.

III. Configuração Organizacional

O organograma da Cercisiago encontra-se em anexo (consultar Anexo I Organograma da Cercisiago, página 25).

(7)

IV. Estratégia e Síntese de Resultados

Com o propósito de guiar a intervenção a curto e médio prazo da Cercisiago, elaboramos um Plano Estratégico, com uma periodicidade de três anos, que nos permite adotar estratégias de gestão claras e compreensíveis para todos e sumariza os objetivos que nos propomos a atingir neste período temporal, bem como os indicadores e os meios a adotar para a sua concretização.

Apresentamos de seguida os objetivos que a Cercisiago se propôs a cumprir para o ano de 2014:

CLIENTES

OE1- Melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes

Este objetivo visa a procura contínua da qualidade dos serviços prestados, quer pela via da melhoria global das condições de funcionamento assente em processos de auditoria para a qualidade, quer através de processos de auscultação de clientes, colaboradores e parceiros institucionais.

OE8- Contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos clientes

Pretende-se promover atividades que estimulem capacidades e desenvolvam uma maior autonomia e integração social dos clientes, com base nas suas necessidades e expetativas individuais, respeitando o modelo de qualidade de vida da instituição.

PROCESSO

OE5- Consolidar as parcerias existentes e incrementar parcerias estratégicas

As parcerias constituem-se como uma estratégia fundamental da ação organizacional, quer ao nível do trabalho direto com os clientes, quer ao nível organizacional, e desempenham um papel fundamental no futuro da instituição.

OE6- Implementar medidas de gestão e organização internas de reforço à qualidade, melhoria contínua da organização e processos de inovação

Pretende-se com este objetivo continuar a implementar medidas de reforço à qualidade, que demonstrem o compromisso da Cercisiago com a melhoria contínua dos seus serviços.

APRENDIZAGEM E CRESCIMENTO OE2- Estreitar laços entre a comunidade e a Cercisiago

Com este objetivo pretende-se continuar a aumentar a visibilidade da Cercisiago na comunidade, favorecendo o desenvolvimento de uma imagem positiva das pessoas com deficiência através da divulgação daquilo que são capazes de fazer em diversas áreas, facilitando assim a sua integração na comunidade.

OE3- Aumentar a eficiência dos recursos humanos, investindo na formação e melhoria contínua A Cercisiago pretende continuar a melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes, através do investimento nos seus recursos humanos ao nível da formação, melhorando a qualidade da sua intervenção.

(8)

Tendo estes objetivos em conta, definimos alguns indicadores que nos ajudam a assegurar que esta estratégia se encontra presente na persecução da nossa missão, dos quais escolhemos alguns dos mais importantes que sintetizamos no quadro seguinte, por considerarmos que proporcionam uma compreensão generalizada e rápida dos resultados da Cercisiago para o ano de 2014, assim como uma comparação com o ano homólogo e a respetiva tendência para cada um dos indicadores (melhoria , manutenção do resultado

=

ou pioria do resultado ).

Objetivos Estratégicos

Indicadores Meta Resultado 2014

Resultado 2013

Tendência

OE 01 – Melhorar a Qualidade dos

Serviços Prestados aos

Clientes

Índice Médio de Satisfação

dos Clientes ≥ 80% 83,6% 83,6% =

Índice Médio de Satisfação das Entidades

Financiadoras

≥ 80% 77,8% N/A N/A1

Índice Médio de Satisfação

dos Parceiros ≥ 80% 88,3% N/A N/A

Taxa de Ações de Melhoria Implementadas (via caixa de sugestões/reclamações)

≥ 85% 75% 53,3%

OE 08 – Contribuir para a

Melhoria da Qualidade de

Vida dos Clientes

Taxa de cumprimento dos objetivos dos Planos Individuais (média de todas as RS)

≥ 75% 81% 79,4%

Taxa de Cumprimento do Plano Anual de Atividades (média de todas as RS)

=

100% 94,9% 78,8%

OE 05 Consolidar as

parcerias existentes e incrementar parcerias estratégicas

% de Parceiros com avaliação interna de Nível I e II (média de todas as RS)

= 98% 100% 100% =

1 Não foram recolhidos dados relativamente à satisfação das entidades financiadoras e dos parceiros no ano de 2013, pelo que não é possível apresentar os resultados para este ano e, consequentemente, uma comparação com 2014.

OE4- Reforçar os sistemas de informação, comunicação e imagem

Pretende-se projetar a imagem da Cercisiago na comunidade, através de diversas plataformas de comunicação, e contribuir para a sensibilização da comunidade para as questões da deficiência.

FINANCEIRO OE7- Criar condições de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável da Cercisiago

Pretende-se com este objetivo continuar a desenvolver iniciativas que permitam contribuir para a sustentabilidade da Instituição, face à conjuntura económico-financeira atual.

(9)

OE 02 – Estreitar os laços entre a comunidade e a

Cercisiago

N.º de atividades

realizadas na comunidade (baseado só na Ficha de Planeamento da Direção)

4/ano 13 13 =

OE 03 – Aumentar a eficiência dos

Recursos Humanos, investindo na

formação e melhoria contínua

Aumento do Índice de Satisfação dos Colaboradores

≥ 70% 76% 78,5%

Taxa de Cumprimento do

Plano de Formação ≥ 90% 75% 80%

% de Colaboradores com avaliação de desempenho

≥ Muito Bom

≥ 60% 73,6% 66%

% de Colaboradores com avaliação de desempenho

≤ Suficiente

≤ 5% 2,8% 0%

Taxa de Participação e Envolvimento dos Colaboradores

≥ 80% 96,9% 93%

OE 07 – Criar condições de sustentabilidade

e desenvolviment o sustentável da

Cercisiago

Taxa de auto-

financiamento ≥ 6% 4,7% N/D2 N/A

Valor anual de quotas pagas por sócios3

≥ ano transa to

6,470€ 11,697€

2Devido à impossibilidade de recolha destes dados em tempo útil, os resultados comparativos não puderam ser apresentados.

3 Optámos por apresentar os resultados relativos a este indicador em termos do valor recebido em quotas por parte dos sócios para o ano de 2014 e 2013. O indicador original era “Aumento do n.º de sócios pagantes” e a meta a atingir era ≥ 25.

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V. As Respostas Sociais da Cercisiago

Como já havia sido referido, a Cercisiago tem atualmente sete respostas sociais (RS), duas das quais com duas valências, de modo a aumentar a capacidade de resposta. Estas respostas sociais abrangem os concelhos de Santiago do Cacém, Sines, e algumas freguesias limítrofes do concelho de Odemira, englobando todas as faixas etárias.

Passemos à apresentação de cada uma das RS em maior detalhe, incluindo o número de clientes que nos permitem apoiar e o número de colaboradores que estão afetos a cada uma das RS.

Resposta Social Destinatários N.º Clientes/

Colaboradores

Centro Educativo (CE)

Proporciona aos alunos um apoio educativo mais individualizado e atividades mais diversificadas, para que estes adquiram os

conhecimentos e conceitos básicos indispensáveis à sua escolaridade, promovendo a sua autonomia pessoal e

social

Crianças e jovens com necessidades educativas

especiais e idades compreendidas entre os 6 e

os 18 anos de idade

2 Clientes

+

4 Colaboradores

Formação Profissional (FP) Visa dotar jovens de conhecimentos e competências necessárias à obtenção de um certificado profissional que lhes permita a entrada no mercado de trabalho e, assim, realização pessoal e participação ativa na sociedade. A formação profissional resulta de um processo de seleção e orientação vocacional dos jovens, sendo atualmente

desenvolvida em diversas atividades profissionais (exemplos: carpintaria, serralharia, serviços domésticos…)

Jovens com idade igual ou superior a 15 anos que não se encontrem matriculadas em estabelecimentos de ensino e/ou não reúnam condições para aceder à

oferta formativa das estruturas regulares

FP 24 Clientes

+

8 Colaboradores ____________

Enquanto Centro de Recursos

Local4 93 Clientes

+

3 Colaboradores

Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e

Centro de Atividades Ocupacionais II – Pólo (CAO II)

Têm como objetivo desenvolver atividades estritamente ocupacionais, lúdico- terapêuticas, apoio psicossocial, entre

outras, com os seus clientes

Jovens a partir dos 16 anos (sem limite de idade), com

deficiência intelectual moderada, grave ou profunda, sem níveis de autonomia e competência que possibilitem a sua inserção no

mercado de trabalho

CAO I 45 Clientes

+ 16 Colaboradores _______________

CAO II 14 Clientes

+

6 Colaboradores

4Este centro é uma entidade de reabilitação credenciado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que se destina a apoiar pessoas com deficiência na tomada de decisões vocacionais profissionais adequadas, ao facultar-lhes meios, informação e apoios para a definição do seu projeto de vida. Atualmente apoia inscritos nos centros de emprego de Sines e Alcácer do Sal.

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Lar Residencial de Santiago do Cacém e

Lar Residencial de Sines Apoia todas as pessoas com deficiência que, por qualquer razão, não sobrevivem sem o apoio de terceiros, permitindo-lhes a

criação e acompanhamento de um projeto de vida. Presta apoio a título permanente ou

temporário.

Jovens a partir dos 16 anos (sem limite de idade) em situação de risco ou sem

suporte familiar que necessitam do apoio permanente de terceiros

Lar Santiago 13 Clientes

+

10 Colaboradores ______________

Lar Sines 24 Clientes

+

17 Colaboradores

Intervenção Precoce (IP) Procura criar, promover e assegurar as condições necessárias ao desenvolvimento

global das crianças que, na sua área geográfica, se encontrem em risco estabelecido – biológico e/ou ambiental.

Pretende, assim, atuar preventivamente em situações de risco.

Crianças, com idades compreendidas entre os 0 e

os seis anos de idade, residentes no concelho de Sines, que apresentem risco de alterações nas funções e

estruturas corporais que limitem o seu desenvolvimento e

participação

55 Clientes

+

5 Técnicas Cercisiago (em parceria com 3 Técnicas da

Educação)

Residência Autónoma de Sines (RAS)

Criada no mesmo ano que o Lar Residencial de Sines, para aumentar a capacidade de resposta da instituição em mais 5 clientes.

Presta apoio a título permanente ou temporário e permite a criação e acompanhamento de um projeto de vida aos

seus clientes.

Jovens a partir dos 16 anos (sem limite de idade) em situação de risco ou sem

suporte familiar que necessitam do apoio permanente de terceiros

4 Clientes

+

5 Colaboradores

Centro de Recursos para a Inclusão (CRI)

Tem como finalidade apoiar alunos com necessidades educativas especiais que estejam integrados nas escolas de ensino

regular.

Alunos entre os 6 e os 18 anos com necessidades

educativas especiais identificados pelos agrupamentos escolares

161 Clientes

+

9 Técnicos

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VI. Atividades

6.1. Atividades da Direção

Ao longo de 2014, a Direção da Cercisiago assumiu um compromisso com várias atividades que, enquadradas no Plano Estratégico da instituição, contribuem de algum modo para o cumprimento dos objetivos a que a Cercisiago se propõe, na persecução contínua da sua missão, visão e valores.

Tendo em consideração a quantidade de atividades planeadas e desenvolvidas ao longo do ano, optámos por anexar a Ficha de Planeamento anual da Direção no final do presente relatório, onde podem ser consultadas todas as atividades de 2014 e o respetivo estado de realização (consultar Anexo II – Ficha de Planeamento: Direção (2014), página 27).

Podemos destacar aqui, no entanto, alguns aspetos relativos às atividades da Direção em 2014.

· Aumento da taxa de autofinanciamento da Cercisiago

Este item é fundamental para a sobrevivência da instituição. Tendo em conta a atual conjetura económico-financeira, existe a necessidade permanente de desenvolver iniciativas que permitam à instituição o mais elevado autofinanciamento possível.

Por autofinanciamento, entende-se o contributo de entidades privadas através de donativos em dinheiro ou em espécie, o valor recebido em donativos, as quotas pagas pelos nossos sócios e os fundos recolhidos na participação em eventos na comunidade – feiras e mercados tradicionais, por exemplo – onde vendemos alguns produtos (como bolos caseiros ou agendas) que nos permitem algum encaixe financeiro que contribui para subsidiar as atividades desenvolvidas pela instituição.

No ano de 2014 verificou-se que conseguimos, relativamente a 2013, aumentar as doações à instituição – de 37.444,75€ passámos para 53.222,47€, uma diferença assinalável que ilustra os esforços levados a cabo neste âmbito. Aqui podemos encaixar também os ganhos com campanhas de angariação de fundos (8.098,33€) e o valor de donativos em espécie que conseguimos (14.580,96€).

Todos os valores que se referem a ganhos que contribuem para autofinanciar a Cercisiago estão discriminados no nosso Relatório e Contas 2014, onde podem ser consultados para uma análise mais detalhada.

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· Objetivo: Implementação do Plano de Formação

No sentido de melhoria contínua dos serviços que prestamos aos nossos clientes, torna-se imperativo existir um investimento nos nossos recursos humanos, que lhes permita melhorar a qualidade da sua intervenção. Assim, consideramos fundamental a existência de um Plano de Formação anual, elaborado de acordo com os resultados de uma averiguação das necessidades sentidas ao nível de formação.

No Plano de Formação correspondente a 2014, foi estabelecido como meta a realização de quatro ações de formação. Destas, apenas três se realizaram, o que dá uma taxa de concretização do Plano de Formação de 75%. Contudo, tal sucedeu por motivo de indisponibilidade do formador de uma das ações de formação, tendo esta ação transitado para o primeiro trimestre de 2015.

Realizaram-se as seguintes ações de formação:

® Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação – esta ação permitiu às colaboradoras da Cercisiago que exercem funções diretamente junto dos nossos clientes adquirirem conhecimentos e técnicas sobre a forma mais adequada de executar tarefas relacionadas com as necessidades humanas básicas e o conforto dos clientes;

® Relações Interpessoais – esta ação teve como finalidade a aquisição de competências, por parte dos formandos, de nível comunicacional e comportamental, que lhes permitisse responder adequadamente em variadas situações profissionais.

® Inteligência Emocional – com esta ação pretendeu-se que os técnicos superiores da instituição adquirissem competências no âmbito do tomar de consciência das suas competências emocionais e explorar o seu potencial emocional para aumentar as suas capacidades profissionais e a sua satisfação no trabalho.

De destacar que, da totalidade de colaboradores (78) da Cercisiago, 45 realizaram ações de formação no ano de 2014, estando todos eles envolvidos em trabalho direto com os nossos clientes. Tal ilustra o empenho da Cercisiago em desenvolver continuamente as competências dos seus colaboradores no sentido da melhoria contínua no desempenho das suas funções profissionais na instituição.

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· Objetivo: Reforço dos meios de comunicação e informação

Divulgar constantemente junto de todas as partes interessadas as atividades e trabalho que desenvolvemos é extremamente importante para a Cercisiago.

Pretendemos assim projetar a imagem da nossa instituição na comunidade e contribuir para a promoção de uma imagem positiva das pessoas com deficiências e incapacidades, promovendo a sua integração e aceitação na comunidade, assim como sensibilizar a comunidade para estas questões.

Este compromisso assumido pela Direção da Cercisiago assume várias formas: a participação em atividades na comunidade, a divulgação do nosso trabalho através da promoção de iniciativas na comunidade e de plataformas de comunicação de grande abrangência, como é o caso da nossa página de facebook. Mais detalhes sobre as atividades que realizamos, muitas delas na comunidade, podem ser consultadas nas Fichas de Planeamento em anexo (ver Anexos II a X, páginas 27 a 55).

6.2. Atividades Desenvolvidas pelas Respostas Sociais

Neste subcapítulo, pretende-se um resumo de caráter geral daquilo que foi feito ao longo do ano de 2014 pelas várias Respostas Sociais (RS) da Cercisiago.

De acordo com o que está definido no Plano Estratégico da instituição, apresentamos neste relatório um resumo daquilo que foi feito em cada uma das nossas RS. Tendo em conta o elevado número de atividades que desenvolvemos ao longo do ano, optámos por não as descrever exaustivamente, mas sim por anexar as Fichas de Planeamento anuais de cada uma das Respostas Sociais, com os respetivos indicadores de execução ou não execução, por considerarmos que permite uma visão muito mais abrangentes do que é feito na Cercisiago. Apenas no caso de uma das RS, a Formação Profissional, este modelo de ficha de planeamento não se adequa, pelo que apresentaremos o seu Balanço de Atividades de 2014.

Para uma melhor compreensão de cada uma das Respostas Sociais e dos seus resultados para o ano de 2014, apresentaremos num quadro síntese alguns indicadores: o número de clientes da RS, a Taxa de Cumprimento do Plano Anual de Atividades específico da RS e a Taxa de Cumprimento dos Planos Individuais dos nossos clientes de cada RS. Estes dois últimos indicadores remetem para um dos objetivos estratégicos da instituição – OE 08: Contribuir para melhorar a qualidade de vida dos nossos clientes – sendo que, no primeiro, avaliaremos em que medida foram efetivamente realizadas as atividades programadas para cada RS em 2014 e no segundo analisaremos em que medida são cumpridos os Planos Individuais adaptados a cada um dos nossos clientes, que nos dará uma ideia acerca da sua adequabilidade.

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Será ainda apresentado o resultado da avaliação interna anual que fazemos aos nossos parceiros, com o objetivo de estabelecer em que medida estes asseguram as nossas necessidades, total ou parcialmente, nas suas áreas de atuação.

6.2.1. Atividades do Centro Educativo (CE)

Esta Resposta Social destina-se a crianças e jovens com necessidades educativas especiais e idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos de idade. O seu objetivo é proporcionar aos alunos um apoio educativo mais individualizado e atividades mais diversificadas, para que estes adquiram os conhecimentos e conceitos básicos indispensáveis à sua escolaridade, promovendo a sua autonomia pessoal e social.

Em termos de resultados do CE em 2014, temos:

N.º de Clientes

Taxa de cumprimento dos Planos Individuais

(PDIs)

Taxa de cumprimento do

Plano Anual de Atividades

Avaliação Interna das

Parcerias

Centro

Educativo 2 N/A 100%

Nível I = 2 parceiros Nível II = 3

parceiros

* Nível I - Acrescenta valor à Instituição, assegurando integralmente as necessidades da Instituição no que diz respeito à área de intervenção; Nível II - Acrescenta Valor à instituição, assegurando parcialmente as necessidades da instituição no que diz respeito à área de intervenção.

Verificou-se uma taxa de cumprimento do Plano Anual de Atividades5 de 100%, igualando a meta proposta para este indicador. As parcerias do Centro Educativo foram todas avaliadas como de Nível I e Nível II, assegurando total ou parcialmente as necessidades da RS nas respetivas áreas de atuação. Os Planos Individuais não se aplicam a esta resposta, pelo que os dados não são aqui apresentados.

6.2.2. Atividades da Formação Profissional (FP)

Esta RS destina-se a apoiar jovens com idade superior a 15 anos que não se encontrem matriculados em estabelecimentos de ensino e/ou não reúnam condições para aceder à oferta formativa das estruturas regulares. Visa dotar estes jovens de conhecimentos e competências necessárias à obtenção de um certificado profissional que lhes permita a entrada no mercado de trabalho e, assim, realização pessoal e participação ativa na sociedade. A formação profissional resulta de um processo de seleção e orientação vocacional dos jovens, sendo atualmente desenvolvida em

5A Ficha de Planeamento, da qual constam as atividades do Centro Educativo no ano de 2014, pode ser consultada em anexo (Anexo III Ficha de Planeamento: Centro Educativo (2014), página 28).

(16)

diversas atividades profissionais (exemplos: carpintaria, serralharia, serviços domésticos…).

Em 2003 iniciou funções o Centro de Recursos Local, integrado nesta Resposta Social e em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), sendo este centro uma entidade de reabilitação credenciada que se destina a apoiar pessoas com deficiência na tomada de decisões vocacionais profissionais adequadas, facultando-lhes os meios, informação e apoios considerados indispensáveis à definição do seu projeto de vida. Neste momento, abrange as áreas de intervenção dos Serviços de Emprego de Sines e de Alcácer do Sal, contando com 93 clientes por ano.

No que se refere aos resultados da FP (exclui-se destes dados o Centro de Recursos Local, dada a sua especificidade enquanto entidade de reabilitação credenciada pelo IEFP), temos os seguintes resultados:

N.º de Clientes

Taxa de cumprimento dos Planos Individuais

(PDIs)

Taxa de cumprimento do

Plano Anual de Atividades

Avaliação Interna das

Parcerias

Formação

Profissional 24 N/A 100%

Nível I= 20 parceiros Nível II= 2

parceiros

* Nível I - Acrescenta valor à Instituição, assegurando integralmente as necessidades da Instituição no que diz respeito à área de intervenção; Nível II - Acrescenta Valor à instituição, assegurando parcialmente as necessidades da instituição no que diz respeito à área de intervenção.

Nesta RS não apresentamos resultados relativos ao cumprimento dos Planos Individuais, uma vez que este indicador não se lhe aplica. Todas as atividades de 2014 foram realizadas6, com uma taxa de cumprimento de 100%. Também nesta resposta todas as parcerias são de Nível I ou Nível II.

6.2.3. Atividades do Centro de Atividades Ocupacionais I e II (CAO) O CAO – Centro de Atividades Ocupacionais tem como objetivo desenvolver atividades ocupacionais, lúdico-terapêuticas, de apoio psicossocial, entre outras.

Destina-se a pessoas a partir dos 16 anos de idade, portadoras de deficiência intelectual grave, moderada ou profunda, que não possuam níveis de autonomia e competências que possibilitem a sua inserção no mercado de trabalho. Possui duas Respostas Sociais, de modo a exponenciar a resposta da instituição nesta área, o CAO I e o CAO II – Pólo.

6O modelo “Ficha de Planeamento” não se aplica a esta Resposta Social, pelo que é substituído pelo Balanço da Atividade, que pode ser consultado em anexo (Anexo IV Balanço da Atividade: Formação Profissional (2014), página 29).

(17)

Dentro de um leque variado de atividades desenvolvidas em ambos os CAO, temos as atividades de sala, atividades de vida diária, treino social, psicomotricidade, hidroginástica, teatro, relaxamento, pastelaria e, de uma forma transversal, atividades que promovam o bem-estar de cada cliente. Destacamos ainda as atividades em parceria com outras entidades, com as quais procuramos derrubar barreiras e preconceitos e exponenciar a integração social dos nossos clientes na comunidade.

As várias atividades realizadas pelo CAO I e II ao longo do ano de 2014 encontram-se disponíveis em anexo para consulta pormenorizada e uma melhor ideia das atividades desenvolvidas.

Apresentamos, assim, os resultados gerais para estas Respostas Sociais, respeitantes a 2014:

N.º de Clientes

Taxa de cumprimento dos Planos Individuais

(PDIs)

Taxa de cumprimento do

Plano Anual de Atividades

Avaliação Interna das

Parcerias*

Centro de Atividades Ocupacionais

(CAO)

45 91% 100% 9 parceiros

Nível I

Centro de Atividades Ocupacionais II

(CAO II)

14 78% 100% 9 parceiros

Nível I

* Nível I - Acrescenta valor à Instituição, assegurando integralmente as necessidades da Instituição no que diz respeito à área de intervenção; Nível II - Acrescenta Valor à instituição, assegurando parcialmente as necessidades da instituição no que diz respeito à área de intervenção.

Todas as atividades constantes no Plano Anual de Atividades relativo ao CAO I e CAO II foram realizadas7, igualando o objetivo proposto (= 100%). Também a Taxa de Cumprimento dos Planos Individuais atingiu a meta proposta no caso de ambas as respostas (≥ 75%).

Destacamos ainda que a avaliação interna das parcerias das duas RS revelou que todos os parceiros do CAO I e II são de Nível I, o que indica que são de grande valor para a instituição, ao assegurarem total ou parcialmente as nossas necessidades em variadas áreas e, como tal, ajudarem-nos na persecução da nossa missão.

6.2.4. Atividades dos Lares Residenciais e da Residência Autónoma

O Lar Residencial de Sines e o Lar Residencial de Santiago do Cacém apoiam, a título permanente ou temporário, pessoas com deficiência a partir dos 16 anos (sem limite máximo de idade) que, por qualquer razão, não sobrevivem sem o apoio de

7As Fichas de Planeamento, onde constam as atividades do CAO e do CAO II, no ano de 2014, podem ser consultadas em anexo (Anexos V e VI Ficha de Planeamento: CAO e CAO II (2014), páginas 47 e 50, respetivamente).

(18)

terceiros, permitindo-lhes a criação e acompanhamento de um projeto de vida. O primeiro Lar (de Santiago do Cacém) foi criado em 2000, tendo-se-lhe juntado em 2011 o Lar de Sines, com vista a um aumento exponencial da resposta da Cercisiago na área.

Nos Lares são assegurados aos clientes os cuidados de alimentação, higiene e saúde, para além de uma promoção permanente de afetos, procurando sempre garantir proximidade de um modelo familiar. É também desenvolvido um trabalho permanente de promoção de independência pessoal dos clientes (tendo em conta os seus níveis de autonomia) e a sua participação/interação com a comunidade, com vista à melhoria da sua qualidade de vida.

A Residência Autónoma de Sines, inaugurada em Maio de 2012 com capacidade para 5 pessoas, é um projeto inovador que dá resposta a pessoas com deficiência ligeira que, mediante apoio, possuem capacidades para viverem autonomamente.

Procura-se, assim, a integração na comunidade e em mercado de trabalho (normal ou protegido) dos seus clientes, com vista à sua inclusão na comunidade e promoção da sua qualidade de vida, tendo sempre em conta as suas expetativas e competências individuais.

N.º de Clientes

Taxa de cumprimento dos Planos Individuais

(PDIs)

Taxa de cumprimento do

Plano Anual de Atividades

Avaliação Interna das

Parcerias

Lar Residencial de

Santiago do Cacém 13 91% 95% N/D

Lar Residencial de

Sines 24 71,5% 100% N/D

Residência

Autónoma de Sines 4 73,5% 100% N/D

* Nível I - Acrescenta valor à Instituição, assegurando integralmente as necessidades da Instituição no que diz respeito à área de intervenção; Nível II - Acrescenta Valor à instituição, assegurando parcialmente as necessidades da instituição no que diz respeito à área de intervenção.

Para todas estas RS, não se encontravam disponíveis dados relativos à avaliação interna das parcerias, pelo que este indicador não pode ser aqui apresentado.

Relativamente à Taxa de Cumprimento dos PDI, destacamos que as três conseguiram resultados acima de 70%, com um Plano Anual de Atividades cumprido na sua totalidade ou muito perto8.

8As Fichas de Planeamento, da qual constam as atividades dos Lares Residenciais e da Residência Autónoma, no ano de 2014, podem ser consultadas em anexo (Anexos VII a IX Ficha de Planeamento: Lar Residencial de Santiago do Cacém, Lar Residencial de Sines e Residência Autónoma de Sines (2014), páginas 51 a 54, respetivamente).

(19)

6.2.5. Atividades da Intervenção Precoce (IP)

A Intervenção Precoce (IP) consiste num conjunto de medidas de apoio integrado centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa, designadamente no âmbito da educação, da saúde e da ação social. Intervém junto de crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 6 anos de idade, residentes no concelho de Sines e que apresentem risco de alterações nas funções e estruturas corporais que limitem o seu desenvolvimento e participação. Funciona através da atuação coordenada dos Ministérios de Trabalho e Solidariedade Social, da Educação e da Saúde, conjuntamente com o envolvimento das famílias e da comunidade.

A Equipa Local de Intervenção Precoce de Sines (ELI) consolidou-se formalmente com um acordo celebrado em Agosto de 2007 com a Cercisiago – enquanto entidade promotora – e as entidades parceiras – Autarquia de Sines, Direção Regional de Saúde do Alentejo, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e o Instituto de Segurança Social (Centro Distrital de Setúbal).

Para a RS temos os seguintes dados, em 2014:

N.º de Clientes

Taxa de cumprimento dos Planos Individuais

(PDIs)

Taxa de cumprimento do

Plano Anual de Atividades

Avaliação Interna das

Parcerias

Intervenção

Precoce 55 N/A 80%

Nível I= 7 parceiros Nível II= 1

parceiro

* Nível I - Acrescenta valor à Instituição, assegurando integralmente as necessidades da Instituição no que diz respeito à área de intervenção; Nível II - Acrescenta Valor à instituição, assegurando parcialmente as necessidades da instituição no que diz respeito à área de intervenção.

São 55 as crianças apoiadas por este projeto, sendo que, pela especificidade da resposta, não se aplicam os Planos Individuais (PDIs), pelo que os resultados não se encontram aqui apresentados. As atividades da IP foram cumpridas quase na sua totalidade9, com apenas uma que não se realizou, nomeadamente uma ação de sensibilização junto dos contextos privados sobre o serviço de Intervenção Precoce, que foi substituída por outra ação destinada a contextos públicos, de acordo com as necessidades sentidas no serviço de IP. Todos os parceiros da RS receberam uma avaliação positiva, sendo todos de Nível I ou II.

9A Ficha de Planeamento, da qual constam as atividades da Intervenção Precoce no ano de 2014, pode ser consultada em anexo (Anexo X Ficha de Planeamento: Intervenção Precoce (2014), página 55).

(20)

6.2.6. Atividades do Centro de Recursos para a Inclusão (CRI)

O CRI (Centro de Recursos para a Inclusão) é criado em 2014, consistindo numa estrutura de apoio que atua de forma integrada com a comunidade no âmbito da resposta educativa e social junto dos alunos com Necessidades Educativas Especiais de Caráter Permanente, conforme previsto no Decreto- Lei 3/2008, de 7 de Janeiro.

Assim, o apoio destina-se a crianças e jovens com idades entre os 6 e os 18 anos com necessidades educativas especiais, sendo, neste momento, apoiados 160 alunos de vários agrupamentos: Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, Agrupamento de Escolas do Cercal do Alentejo; Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Santo André; Agrupamento de Escolas de Alvalade e Agrupamento de Escolas de Sines.

São prestados pela Cercisiago apoios especializados nas áreas da Psicologia, Fisioterapia, Terapia da Fala e Psicomotricidade.

Dadas as especificidades desta RS, os dados recolhidos para as outras respostas da instituição não se lhe adequam, pelo que não serão aqui apresentados resultados relativos a 2014 desses critérios.

(21)

VII. Execução Orçamental

Nota Introdutória

Neste capítulo apresentaremos os resultados de 2014 que consideramos mais sumários e pertinentes, referentes às contas e resultados financeiros da Cercisiago.

As demonstrações financeiras, balanço e demonstração de resultados e o mapa de execução orçamental que apresentaremos serão comparáveis com os respetivos referentes ao ano de 2013.

Todos os dados aqui apresentados, assim como muitos mais dados financeiros pormenorizados da instituição, encontram-se disponíveis para consulta no nosso Relatório e Contas de 2014, pelo que não nos focaremos exaustivamente neste ponto e apresentaremos somente os dois quadros que consideramos mais gerais.

Demonstração de Resultados Financeiros e Comentários:

(22)

Relativamente aos resultados por natureza, deixaremos apenas algumas notas:

- Destacamos a rúbrica n.º 75, com um aumento positivo nos Subsídios, doações e legados à exploração, com um aumento neste âmbito de 119.821,07€. Ressalvamos ainda o aumento de outros rendimentos e ganhos em relação ao ano homólogo.

- Na rúbrica n.º 62, Fornecimentos e serviços externos, destacamos que, apesar do resultado negativo, já se verifica uma recuperação em relação ao ano homólogo, o que demonstra um esforço na gestão no sentido de contenção de custos na prestação dos serviços externos.

- Em termos negativos, temos a rúbrica n.º 63, Gastos com o Pessoal, que continuam a representar um grande encargo financeiro para a instituição que se justifica pela especificidade dos serviços prestados pela Cercisiago. Conseguimos, contudo, nesta rúbrica, reduzir os nossos gastos e perdas em relação a 2013, apesar do valor se manter negativo.

Destacamos, a nível de análise financeira de cada Resposta Social que, em 2014:

· As Respostas Sociais Centro de Atividades Ocupacionais (CAO I e II) apresentam um saldo negativo em relação aos seus resultados em termos de gestão financeira.

(23)

Realçamos que esta é uma resposta que, devido à sua especificidade – grande percentagem de clientes com deficiências profundas com graus de dependência elevados, exige um grande quadro de Recursos Humanos, de forma a permitir atingir os objectivos que nos propomos relativamente à qualidade de vida que pretendemos proporcionar aos nossos clientes.

· As atividades extra valências, ou seja, as atividades que são realizadas anualmente pela instituição, que, além de terem um papel fundamental na divulgação do trabalho da Cercisiago, são uma forma de angariação de fundos para o seu autofinanciamento, revelam um desempenho positivo.

Neste indicador, estão ainda englobados os financiamentos recebidos pela instituição por parte dos Municípios/Juntas de Freguesia dos nossos concelhos de intervenção, assim como por parte das grandes empresas localizadas no pólo industrial de Sines.

Assim, tivemos um aumento de 28.049,22€ neste indicador em relação ao ano homólogo.

(24)

Anexos

Relatório de Gestão e Contas 2014

Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças e Jovens Inadaptados de Sines e Santiago do Cacém

(25)

*Enquanto Centro de Recursos Local, credenciado pelo IEFP.

Administrativos Transportes Cozinha Limpeza/Lavandaria Psicólogo Terapeuta da Fala Professor 1.º ciclo T.S. Educ. Esp. e Reab. Auxiliar Ação Educativa T.S.S. Psicólogo T.A.F.E. IAOQE* A.C./ A.P.C.* Formadores T.S.S. Psilogo T.S. Educ. Esp. e Reab. Monitores Vigilantes T.S.S. Psilogo Vigilantes T.S.S. Psilogo T.S. Educ. Esp. e Reab. Monitores Vigilantes

Assembleia Geral

Direção Conselho Fiscal

Conselho Técnico-Consultivo

Representante da Direção Coordenador Centro Educativo Coordenador Formação Profissional Coordenador CAO Coordenador Lar de Santiago do Cacém Coordenador CAO II

Coordenador Intervenção Precoce Coordenador Lar Residencial de Sines Coordenador Residência Autónoma de Sines Coordenador CRI

Serviços Gerais

Coordenação CAO

Setor Psico social

Setor de Apoio

Coordenação CAO II

Setor Psico social

Setor de Apoio Coordenação

Centro Educativo

Setor Psico social

Setor de Apoio

Coordenação Formação Profissional

Setor Psico social

Setor de Apoio

Coordenação Lar Residencial S.C.

Setor Psico social

Setor de Apoio

25

(26)

T.S.S. Psilogo Terapeuta da Fala Terapeuta Ocupacional Técnico Administrativo T.S.S. Psilogo Vigilantes T.S.S. Psilogo Vigilantes Psilogo Terapeuta da Fala Fisioterapeuta T.S. Educ. Esp. e Reab. Técnico Administrativo Coordenação

Intervenção Precoce

Setor Psico social

Setor de Apoio

Coordenação Lar Residencial de Sines

Setor Psico social

Setor de Apoio

Coordenação Residência Autónoma de Sines

Setor Psico social

Setor de Apoio

Coordenação CRI

Setor Psico social

Setor de Apoio

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Referências

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