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Academic year: 2022

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Responsabilidade Social nas Empresas

André Damião de Araújo (Universidade Paulista) [email protected] João Paulo de Oliveira (Universidade Paulista) [email protected]

Jonathan Ivy Cerigattto (Universidade Paulista) [email protected] Paulo Henrique de Argolo Rocha (Universidade Paulista) [email protected]

Antonio Carlos Estender (Universidade Paulista) [email protected]

Resumo:

O presente artigo tem o objetivo de dissertar de forma exploratória, sobre um assunto muito discutido no mundo empresarial - uma reflexão sobre a responsabilidade social nas organizações – conceitos, características e as dificuldades, em desenvolver uma gestão empresarial, voltada para a ação de profissionais capacitados em administrar trabalhos sociais junto à comunidade. Problema: Como efetuar e analisar a melhor forma para desenvolver e criar uma comunicação adequada para atrair novos consumidores? Essa nova realidade, encontra-se retratada por consumidores mais exigentes e preocupados com os problemas sociais do ambiente em que vive. Objetivo: Destacar a importância em explorar o assunto em pauta, contribuindo para novos estudos e sugestões, que permitam examinar e detalhar os diferentes aspectos dessa questão, facilitando o desenvolvimento de estratégias voltadas para criação de diferencial competitivo, atribuído a uma melhor avaliação da imagem institucional, frente aos stakeholders da organização. Dado o devido apreço, utilizou-se a metodologia através da pesquisa em livros, Internet e citações de autores que dominam o assunto, aumentando o interesse e conhecimento do mesmo. Enfim, estar consciente da importância da responsabilidade social nas empresas, como ferramenta para gerar valores, comprometendo-se com um desenvolvimento sustentável, através de ações realizadas em prol do cidadão e da sua inclusão na sociedade.

Palavras chave: Responsabilidade Social, Sustentabilidade, Projeto Social.

Social Responsibility in Business

Abstract

This article aims to expound in an exploratory way, on a hot topic in the business world - a reflection on the social responsibility in organizations - concepts, characteristics and difficulty in developing an entrepreneurial, action-oriented professionals trained in administering social work in the community.

Problem: How to conduct and analyze how best to develop and create an appropriate communication to attract new customers? This new reality, is portrayed by the most demanding consumers and concerned with the social problems of the environment in which they live. Objective: To emphasize

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the importance of exploring the issue at hand and contribute to further studies and suggestions, and which to detail the different aspects of this issue, facilitating the development of strategies for creating competitive advantage, attributed to a better assessment of the institutional image , Compared to the stakeholders of the organization. Given due consideration, we used the methodology of research in books, Internet and quotes from authors who have mastered the subject, increasing the interest and knowledge of it. Finally, be aware of the importance of corporate social responsibility as a tool to generate values, commit to sustainable development through actions taken on behalf of the citizen and their inclusion in society.

Key-words: Social Responsibility, Sustainability, Social Project.

1 Introdução

A responsabilidade social das empresas é um tema atual e, nos últimos anos vem sendo consolidada à crença que as empresas devem assumir um papel mais amplo perante a sociedade que não somente o de maximização de lucro e criação de riqueza.

Segundo Emerson Kapaz (2004), responsabilidade social nas empresas significa uma visão empreendedora mais preocupada com o entorno social em que a empresa está inserida, ou seja, sem deixar de se preocupar com a necessidade de geração de lucro, mas colocando-o não como um fim em si mesmo, mas sim como um meio para se atingir um desenvolvimento sustentável e com mais qualidade de vida.

Partindo desse princípio, as empresas percebem que poderiam ganhar não só com um retorno positivo no seu balanço financeiro, mas também com um aumento significativo em vantagens competitivas e na credibilidade da sua marca e imagem, permitindo uma maior atuação dentro do mercado financeiro. As empresas passam a enxergar a necessidade de conhecer melhor seus clientes, acerca dos seus problemas sociais, tornando-se papel importante na elaboração de estratégias voltadas para uma gestão organizacional, ciente da responsabilidade com a sociedade, promovendo ações em prol da cidadania. Incidindo em uma maior motivação no ambiente interno, gerando diferencial competitivo capaz de permitir o desenvolvimento organizacional de forma sustentável.

Este novo conceito de responsabilidade social, já não questiona quais são as limitações da empresa, nem o que ela deve fazer por aqueles sob sua autoridade imediata. Exige simplesmente que assuma responsabilidade pelos problemas sociais, por questões sociais e que se torne a guardiã da consciência da sociedade e o agente decisório de seus problemas (DRUCKER, 1997, p.357).

A necessidade de consolidar uma integração com o meio externo (cliente, comunidade, organizações não governamentais e instituições), causou fortes mudanças no comportamento das empresas e da sociedade local. Por isso, estabelecer conceitos para encontrar fatores que permitam demonstrar e medir as reais necessidades das pessoas no aspecto social, permitirá uma atuação das empresas (diminuindo incertezas: Como? Onde? Quando?), mais ativa e eficaz no desenvolvimento e planejamento de estratégias viáveis na execução das ações dentro da comunidade, refletindo em uma imagem positiva e socialmente mais responsável aos olhos das pessoas.

Diante disso, o objetivo desse artigo é buscar um entendimento de acordo com a gestão da responsabilidade social e dessa nova realidade do meio empresarial, que está influenciando e modificando a estrutura organizacional e a forma de agir de algumas empresas, visando o aumento da necessidade de maximizar o lucro, gerar valor para sua imagem, criando vantagens para atuar com maior competitividade no mercado.

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Por fim, vamos realizar um estudo de caso, dedicado a compreender e analisar as dificuldades enfrentadas pelas empresas, procurando soluções e respostas para algumas questões, como:

Quais são os benefícios alcançados através da ação social? Como atuar com responsabilidade social? Por que utilizar modelos baseados em responsabilidade social? Quais os recursos utilizados para criar projetos sociais? Para isso, o artigo apresentará um estudo de caso, aprofundando de forma minuciosa e detalhando as partes do tema apresentado.

O estudo esta estruturado em cinco seções, fora esta introdução. A primeira, esta constituída com referêncial teórico, conceituando a gestão da responsabilidade social, detalhando seus objetivos e resultados. Na segunda seção, está relacionada a metodologia aplicada na forma de pesquisa e analise reflexiva do assunto explorado. Na sequência, a terceira seção apresenta o estudo de caso analisado neste trabalho, destacando o entendimento da gestão empresarial utilizada pela empresa. Na quarta seção, constitui em analisar as propostas e resutados atingidos com a aplicação das souluções apresentadas pela empresa. Por ultimo, a quinta seção apresenta as considerações finais, efetuando uma reflexão do assunto discutido durante esse artigo

2 Referência Teórica

2.1 Responsabilidade Social Corporativa

A responsabilidade social corporativa, segundo Young (2004), definitivamente se tornou uma importante ferramenta para a sustentabilidade das organizações. Os conceitos que norteiam uma gestão socialmente responsável – a relação ética e transparente com todos os públicos que se relacionam com a empresa para o desenvolvimento do seu negócio e da sociedade, preservando-se os recursos ambientais e humanos para as gerações futuras – trazem vários benefícios para as organizações.

Segundo Donaire (1999, p.15), "No principio as organizações precisavam preocupar-se apenas com a eficiência dos sistemas produtivos", gerar um lucro cada vez maior, padronizar cada dia mais o desempenho dos funcionários, essa visão industrial que as organizações idealizavam, foi tornando-se, ao longo dos anos, cada vez mais enfraquecida.

O mesmo autor afirma que:

os administradores começaram a ver que suas organizações não se baseavam somente, nas responsabilidades referentes a resolver problemas econômicos fundamentais (o que produzir, como produzir e para quem produzir) têm presenciado o surgimento de novos papéis que devem ser desempenhados, como resultado das alterações no ambiente em que operam. DONAIRE (1999, p.15).

A princípio, as empresas optaram por atuar com ações filantrópicas, agindo de forma assistencial, retribuindo à sociedade os ganhos conquistados, como se fosse um ato de caridade, caracterizado por atitudes individuais e pelo auxilio aos pobres. Logo esse ato de caridade assume a forma de doações a entidades já existentes, não havendo a necessidade de um planejamento e organização para acompanhar e avaliar tais doações.

Com o passar do tempo, as empresas assumem outra postura, realizando ações de cunho social, deixando de agir de forma individual e atuando em prol da cidadania. As empresas começam a enxergar a responsabilidade social, como uma ferramenta para o desenvolvimento do cidadão e a sua inclusão na sociedade. Por fim, esse desenvolvimento social, acaba

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refletindo em ganhos para as empresas, criando maior motivação, benefícios e melhorias para o ambiente interno das empresas (funcionários, acionistas, colaboradores).

Outra definição de responsabilidade social corporativa está citada na obra de Melo Neto e Froes; (1999, p.87), segundo eles a “Responsabilidade Social Corporativa é o comprometimento permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento econômico, melhorando simultaneamente a qualidade de vida de seus empregados e de suas famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo”. Na prática, tais princípios seguem a linha de utilizar ações sociais, para melhorar a posição das empresas no mercado, aproveitando-se das oportunidades criadas ao estabelecer requisitos legais em benefício da sociedade.

Para que essa estratégia traga resultados positivos para as empresas, a responsabilidade social corporativa tem que estar ligada à idéia de gestão continuada com base na legalidade, transparência e ética. Essa filosofia é a fonte do sucesso que esta justificada no acesso às informações compartilhadas com os seus grupos de interesse. Esse instrumento de transparência e ética é, essencial na comunicação com seus stakeholders, a onde vai refletir sobre o ponto de vista dos mesmos, em relação à imagem da empresa, ganhando maior aceitação, visibilidade e potencialidade.

Segundo Melo Neto (2001, p.93), empresa com a imagem reforçada devido a prática legal de responsabilidade social, conquista ganhos como “Clientes tornam-se orgulhosos de comprar produtos de uma empresa com elevada responsabilidade social. Fornecedores sentem-se motivados em trabalhar como parceiros de uma empresa desta natureza. O governo e a sociedade civil tornam-se parceiros desta empresa em seus empreendimentos sociais. Os concorrentes reconhecem o ganho de valor desta empresa. [...] Os seus funcionários orgulham-se e sentem-se motivados em trabalhar nesta empresa”.

Por outro lado, mesmo com tantos benefícios, as empresas sofrem críticas e desconfianças por grande parte da sociedade com relação as suas ações sociais e com os resultados obtidos.

Acabam realizando investigações acerca das reais intenções da empresa, observando se há veracidade no compromisso social, se as práticas são sustentáveis e se os resultados obtidos são eficazes, ou se estão apenas utilizando marketing para atrair vantagens competitivas.

Grayson e Hodges (2002, p. 143) exemplificam isso quando asseguram que “O consumidor tem cada vez mais interesse no impacto dos produtos sobre o meio ambiente durante a fabricação e aos serem jogados fora. Ele se preocupa com a produção de alimentos, a procedência dos ingredientes e o modo de fabricar, embalar e reciclar os produtos. Esse interesse faz com que fabricantes, produtores e varejistas mudem de métodos e dêem informações ao consumidor por meio da rotulagem e da certificação”.

2.2 Por que implementar a responsabilidade social nas empresas?

São comuns parcerias e alianças entre empresas do mundo comercial, por serem uma forma de sobrevivência no mercado. Já as parcerias e alianças estratégicas entre o segundo e terceiro setor vêm se consolidando gradativamente a medida que expandem as organizações da sociedade civil e aumentam as demandas sociais e de intervenção na sociedade (NOLETO, 2000). Segundo esse autor, atuar de forma individual e com intenção de apenas fazer o bem, acerca dos problemas sociais, esta fincando de lado.

Empresas e sociedade estão mais conscientes dos problemas sociais, isso é percebido na visão de ambas as partes, ao aceitarem que a dependência para resolver tais problemas, é recíproca.

Essa aliança representa o desenvolvimento de soluções voltadas para os valores, crenças e visão de futuro. A responsabilidade social, torna-se uma importante ferramenta de ligação

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entre as empresas e sociedade, onde ambas passam a ampliar a visão de negócio, adquirindo conhecimento e percebendo o valor estratégico em atuar de forma justa.

Muitas empresas buscaram nas práticas de responsabilidade social, vantagens competitivas.

Além de gerar riquezas, teriam que saber retribuir de forma correta e socialmente produtiva à sociedade. Essa visão socialmente responsável está presente na missão e visão das empresas que procuram criar benefícios de forma sustentável. Podemos relacionar alguns desses benefícios como:

− valorização da imagem da empresa e da marca;

− maior capacidade em atrair clientes;

− recrutar e manter funcionários mais capacitados;

− flexibilidade em se adaptar com o ambiente interno e externo e

− maior tempo de atuação no mercado.

Segundo a consultoria Apoena Social, ações bem planejadas podem se reverter em lucro para o empresariado, já que o pensamento sustentável está se dissipando com maior velocidade entre os consumidores. As micros e pequenas empresas, abrirão novos caminhos ao levantar a bandeira da responsabilidade social. Isso porque as grandes companhias são pressionadas pelo mercado internacional e consumidores a fecharem negócios com fornecedores sustentáveis.

Janaina Muller (2009), explica que os grandes diferenciais das empresas socialmente e ambientalmente responsáveis são as posturas éticas e o respeito com a comunidade. “O reconhecimento destes fatores pelos consumidores, e o apoio de seus colaboradores faz com que se criem vantagens competitivas e, conseqüentemente, atinja níveis de sucesso expressivo”.

Em um mercado mais competitivo, as empresas perceberam a importância de gerar novos recursos e de desenvolver novas estratégias para criar vantagens que não permitissem perder espaço no mercado diante dos seus concorrentes. Podemos observar ainda, que devido a influência das mudanças organizacionais seguindo uma visão empreendedora, as empresas se viram obrigadas a consolidar sua sobrevivência no mercado, através da responsabilidade social, buscando novas parecerias e maior envolvimento com seus stakeholders.

2.3 Criando Projetos Sociais

Iniciar um projeto social, fundamentado principalmente em esclarecer questões sobre a sociedade, como: O que vocês realmente precisam? Torna-se um passo importante dentro do planejamento, para desenvolver princípios e conceitos que vão gerar melhorias que realmente possam criar benefícios para as partes envolvidas no projeto.

Segundo Stephen Kanitz, “o espírito das entidades filantrópicas é servir o outro, e isto segnifica perguntar primeiro: o que vocês precisam?”

A maioria das empresas inicia seu projeto social, olhando primeiro para dentro da empresa, procurando desenvolver “boas idéias” internamente. Com isso, acaba indo de encontro aos princípios da administração, que ensina pesquisar, estudar e conhecer o mercado ou o meio em que vai atuar, antes de criar novas idéias. Esse ensinamento deixa de ser utilizado no setor social. Saber onde, como e quais os recursos devem ser utilizados antes de realizar qualquer

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ação social é, a melhor maneira de assumir projetos sociais que realmente irão alcançar resultados aceitáveis e convicentes.

São muitos os questionamentos ligados ao planejamento de um projeto social. Contudo, podemos levar em conta três processos importantes para desenvolver projetos, apoiados em um planejamento mais seguro e confiável: primeiro, processo lógico com etapas precisas e sistêmicas; segundo, processo de comunicação eficaz, que permita clareza nos objetivos e transparência nas informações compartilhadas pelos setores envolvidos e, terceiro, processo de adaptação, para melhor envolvimento com o ambiente e com as partes interessadas.

Estudos versado na ciência de um planejamento mais coerente e adequado para desenvolver projetos sociais, implicam no seguimento desses processos, dando o apoio necessário para devida execução dos projetos.

Dentro do estudo de caso, analisamos e identificamos aspectos da comunicação direta com as áreas envolvidas no desenvolvimento de projetos sociais. Destacando-se a importância do uso da tecnologia disponível e da flexibildiade em alcançar cada indivíduo, descobrindo suas reais necessidades, permitindo atuar de forma eficaz, destinando os projetos sociais propostos pela empresa, nas áreas realmente necessitadas.

Transformando a comunicação em um instrumento imprescindível no envolvimento com o indivíduo, a empresa contribuiu para solucionar conflitos existentes em uma sociedade democrática e fragmentada em vários núcleos, devido a atuação política que acabam confundindo-se com projetos sociais. Estabelecendo parcerias, através de um processo tecnológico, utilizado para criar redes de comunicação e a integração desses núcleos, permitiu a empresa uma adaptação mais simples e transparente, aprimorando sua atuação dentro da sociedade, alcançando as perspectivas e vencendo as diversidades do ponto de vista da mesma.

A elaboração de um projeto implica em diagnosticar uma realidade social, identificar contextos sócio-históricos, compreender relações institucionais, grupais e comunitárias e, finalmente, planejar uma intervenção, considerando os limites e as oportunidades para a transformação social. (STEPHANOU; MULLER; CARVALHO, 2003).

3. Aspectos Metodológicos

O presente estudo classifica-se como um ensaio teórico-empírico, dentro do universo das pesquisas aplicadas, que buscam, segundo Lakatos e Marconi, (1999) e Silva e Menezes (2000), solução para problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais. A metodologia utilizada neste trabalho é o de estudo de caso.

Yin (1994) define que, embora esta estratégia tenha sido estereotipada como fraca entre os métodos de ciências sociais, ela tem sido bastante utilizada nas pesquisas desta área, em campos orientados pela prática e como estratégias nas pesquisas de teses e dissertações.

Existem algumas condições para a escolha da estratégia de pesquisa, independente da finalidade desta ser exploratória descritiva ou explanatória, mesmo que a fronteira entre as estratégias como experimento, pesquisa de campo, análise de arquivo, histórico e estudos de casos, não seja clara e bem definida. As condições são:

− Tipo de questão básica da pesquisa;

− A extensão do controle que o investigador tem sobre os eventos comportamentais reais; e o grau de ênfase em eventos contemporâneos como oposto a eventos históricos.

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Esta pergunta é do tipo “como”, para a qual se recomenda a utilização de experimento, histórico e estudo de caso. Não é possível o controle dos eventos comportamentais dos participantes da comunidade, para efeito deste trabalho. Esta condição é atendida por histórico e estudo de caso. A ênfase é na situação atual e o que influencia esta situação, sendo possível o acesso às pessoas, documentos e observações do processo. Esta situação é atendida por estudo de caso. Ainda segundo Yin (1994), um estudo de caso é um questionamento empírico que investiga um fenômeno contemporâneo com seus contextos de vida real, quando as fronteiras entre fenômeno e contexto não são claramente evidentes, e nos quais fontes múltiplas de evidência são usadas. Isto ajuda a definir o estudo de caso e distingui-lo de outras estratégias de pesquisa.

4 Estudo de Caso

O Método Estudo de Caso pode ser utilizado em estudos empíricos que investigam fenômenos atuais e permite realizar uma investigação em profundidade de uma realidade, preservando as características significativas dos eventos da vida real. Este método permite a união de conhecimentos advindos de teorias com experiências práticas e pesquisas de campo. É adequado para investigar fenômenos sociais e baseia-se em várias fontes de evidência para estudar e explicar fenômenos sociais complexos, dentro de seu contexto real (YIN, 2001).

O estudo de casos é um método de pesquisa que tem várias aplicações, dentre as quais se destacam procurar explicar as variáveis causais de determinado fenômeno por meio de uma intervenção em uma situação da realidade que é muito complexa para ser identificada por meio de um levantamento ou experimento, descrever a situação real do contexto no qual está sendo feita a intervenção e pode, também, ser usado para estudar e explorar situações da vida real cujos limites não estão claramente definidos (PATTON, 1980).

Para Schram (1971), o que justifica a escolha deste método é a sua própria essência, a tentativa de esclarecer as estratégias implementadas, atentando porque elas foram adotadas, como foram implantadas e desenvolvidas e quais os resultados, pois esta estrutura de estudo tem com objetivo identificar e interpretar um fenômeno; além disso, o problema da pesquisa em questão está relacionado com pessoas, em uma perspectiva comportamental e sua investigação não atingiria o grau de profundidade necessário, se fosse realizada com algum método baseado simplesmente em pesquisas quantitativas.

4.1 Dimensão da empresa

A NET Serviços de Comunicação S.A., é uma das maiores empresas de multiserviços via cabo da América Latina. Está presente em 14 estados brasileiros, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Amazonas e Distrito Federal, a preferência é para a utilização de mão de obra local, dessa maneira contribui para levar maior desenvolvimento e aumento da empregabilidade em cada região onde atua. Oferece serviços de TV por assinatura, internet banda larga e telefonia fixa, por meio de um único cabo, com uma única conta: o Triple Play. Essa oferta só é possível devido ao uso de tecnologia avançada e ao investimento em pesquisas e desenvolvimento.

Conta ainda, com uma rede de mais de 47 mil km de cabos que conectam mais de 10,7 milhões de domicílios, possui mais 4,2 milhões de clientes de TV por assinatura (NET TV), o que significa 50% do mercado brasileiro, registra mais de 3,5 milhões de assinantes de

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internet (NET Virtua), que corresponde a 50% do mercado, atinge 3,1 milhões de clientes de voz (NET Fone via Embratel), oferece mais de 20 seleções diferentes de canais de TV, disponibiliza mais de 60 opções de NET Combo (combinações de TV, internet e telefonia), disponibiliza de 15.700 colaboradores diretos e mais de 15 mil colaboradores indiretos, e investi mais de R$ 1 bilhão por ano em investimentos na rede.

4.2 Fatores do Macroambiente

Assumindo um desenvolvimento a partir da aplicação de práticas sustentáveis, como parte da sua política organizacional, o que significa adotar atividades economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas, a empresa conseguiu alcançar os objetivos estabelecidos a partir de três desafios estratégicos determinados por ela – crescimento acelerado, rentabilidade e excelência nos serviços. Enxergando uma oportunidade de manter sua reputação, através da busca constante em atuar com sustentabilidade no relacionamento com colaboradores, consumidores, clientes, fornecedores, acionistas, imprensa, governo, sindicatos e comunidade. Baseando-se em uma gestão pragmática que permite consolidar e perpetuar a companhia e ao mesmo tempo fortalecer seu modelo de negócio

Por meio da sua infra estrutura e da alta tecnologia disponível, a empresa promove ações em benefício da sociedade, tendo como base os pilares do trabalho, da cidadania, da cultura e da educação. O desenvolvimento social é colocado em prática tanto em projetos quanto na concepção de serviços. A educação é o principal eixo de atuação social, porque a empresa entende que a TV, a internet e a telefonia, são meios para levar informação e a capacitação de aprendizagem para o desenvolvimento do indivíduo e da comunidade onde vive, provocando com isso, a transformação social.

Através do aprimoramento da educação básica por meio de programas, com a proposta inicial de aperfeiçoar a capacitação de professores, a empresa encontrou uma oportunidade, de demonstrar o quanto seus produtos e serviços são atraentes e interativos, passando a envolver não só o educador, mas também alunos, pais e família.

Com o desafio de fortalecer sua imagem e de ser identificada pelas pessoas e comunidades, como um canal de compartilhamento do saber, a empresa adotou iniciativas como o Movimento Criança mais Segura na Internet, com o objetivo de informar e formar crianças, adolescentes, pais e educadores para o uso ético e legal da internet. Contribuindo com a doação de mais de 4.8 mil pontos de TV e Internet, para escolas públicas, delegacias, fundações, associações e hospitais distribuídos em todo o país.

5 Resultados/ Proposta

Com uma proposta simples, mas eficiente, no que diz respeito ao desenvolvimento e a sustentabilidade do seu negócio, a empresa focou seus objetivos em criar parcerias a onde pudesse trocar informações, transformando-as em resultados lucrativos e aproveitosos para a conquista de valor e credibilidade. Ofertar o conhecimento e meios de levar o desenvolvimento social às comunidades, através da comunicação direta e de fácil acesso, resultou para a empresa, a lealdade dos seus consumidores, agregando valor para sua imagem e marca, consolidando seu crescimento de forma sustentável.

Obteve ainda, sucesso com a expansão dos seus produtos e serviços, adotando a estratégia de parcerias com seus stakeholders, unindo e motivando seus colaboradores em torno de um objetivo, estimulando novas formas de pensar e de agir, o que possibilitou novos significados a cada função e atividade.

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Resultados de 2009 em comparação a 2008 mostram crescimento na base de clientes:

Produtos/Serviços 2008 a 2009 Aumento %

TV por assinatura de 3,1 milhões para 3,7 milhões 20,2%

Banda Larga (NET Vírtua) de 2,2 milhões para 2,9 milhões 30,0%

Telefonia (NET Fone) de 1,8 milhões para 2,6 milhões 41,9%

Fonte: Adaptado de Relatório Social NET (2009)

Tabela 1 – Pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa

O quadro anterior, demonstra um aumento anual na quantidade de consumidores dos seus principais produtos e serviços, podendo ser observado na busca pela excelência dos serviços de comunicação, envolvimento e relacionamento com o cliente. Esses resultados foram obtidos, através da atuação responsável dos colaboradores comprometidos na realização da expansão e divulgação da imagem da empresa por meio de projetos sociais, adquirindo alto grau de conhecimento e uma maior motivação.

Aderindo um papel importante na dimensão estratégica da comunicação interna e externa, a empresa contratou colaboradores capacitados e democratizou as informações, potencializando a excelência na prestação de serviço, gerando valores para todas as partes interessadas e mantendo a reputação da empresa. Pensando sempre em desenvolver uma comunicação correta para dá continuidade ao processo de envolvimento e motivação, iniciado na integração de novos colaboradores, a empresa criou diversos veículos, como o NET Online, a Intranet, de atualização permanente, utilizados como ferramentas na gestão do conhecimento e da informação.

Todo colaborador recebe informações sobre a companhia e atualizações para conhecer melhor as diretrizes organizacionais. Estando, mais bem preparado para vivenciar o contato direto com o cliente, quando acompanha os técnicos de campo em um dia de trabalho.

Diante dos resultados obtidos, conclui-se que, a estratégia de marketing social adotada pela empresa, contribuiu para atingir os objetivos em relação a conquista da excelência no que permitiu ser observado dentro dos objetivos propostos pelos setores responsáveis. Através de pesquisas e estudos detalhados apresentados nesse trabalho, atenta-se em observar estrategicamente uma colocação adequada dentro das diretrizes da responsabilidade social, permitindo que a empresa consiga enfrentar de forma satisfatória, os conflitos e dificuldades encontrados na busca por vantagens competitivas, através das práticas de empresa socialmente responsável.

6 Considerações Finais

A presença das organizações nas sociedades e na busca pelo conhecimento e envolvimento dos indivíduos (clientes, colaboradores, sociedade), a respeito do que uma organização pode fazer e construir, baseando-se em ações de responsabilidade social legal e ética, com o intuito de conseguir a satisfação mútua, está demonstrada neste trabalho através da gestão de ações sociais da NET. Detalhando a criação de estratégias, atribuindo o conhecimento e o planejamento adequado aos seus colaboradores, para a execução de projetos sociais que vão gerar benefícios de forma justa e, que possam satisfazer as necessidades dos envolvidos.

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A aplicação do estudo sobre a importância da responsabilidade social nas empresas, permitiu estabelecer a relação em práticas sociais aplicadas pelas empresas, com a criação de diferenciais e vantagens competitivas sustentáveis. Essas vantagens aplicam-se, tanto na imagem colocada em cheque por consumidores preocupados e exigentes com seus direitos acerca de uma sociedade mais justa, como, pela busca de motivação e envolvimento com seu público interessado.

Fazendo uma reflexão dos conceitos levantados sobre a empresa estudada, podemos observar que a mesma conseguiu transformar seu potencial tecnológico e a flexibilidade de comunicação e envolvimento com o cliente, em ferramentas apropriadas para criar projetos sociais, expandindo seu negócio agregando valor a sua imagem e marca, aumentando os investimentos no âmbito social. A empresa buscou entender sua função em relação à sociedade, para ter a real consciência de que a sustentabilidade do seu negócio depende de como ela se relaciona com a sociedade, o meio ambiente e as pessoas.

Através dessa pesquisa, faz-se o julgamento que a prática de responsabilidade social, tornou- se ferramenta de importância para qualquer organização, que saiba não se tratar de um modismo ou prática de marketing, mas de uma estratégia para alcançar seus objetivos de forma sustentável.

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