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Rev. adm. empres. vol.34 número2

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Academic year: 2018

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セセエZj@

RESENHAS

GERENCIAMENTO DE

/

CUSTOS EM INDUSTRIAS

AVANÇADAS

de CALLIE BERLINER, JAMES A. BRIMSON São Paulo: T. A. Queiroz, 1992, 256 p.

por Claude Machline, Professor do Departamento de Administração de Produção, Logística e de Operações Industriais da EAESP/FGV.

Computer Aided Manufacturing -International (CAM-I) é um consórcio de pesquisas e desenvolvimento sediado em Arlington, Texas. Em 1986, essa entidade formou um grupo de trabalho composto de organizações in-dustriais progressistas, empresas de consultoria contábil e agências governamentais, para definir o papel e a metodologia do gerenciamento de custos no moderno ambiente tecnológico. A automação, a

robótica, a computação, o uso de softwares

integra-dos, tais como o Manufacturing Resource Planning (MRP), a crescente utilização de CAD-CAM-CAE (Computer Aided Design Manufacturing, Enginee-ring), de CIM (Computer Integrated Manufactu-ring), a criação de células de fabricação, a

implanta-ção de práticas como o Just-in-Tíme e outros

méto-dos avançaméto-dos vêm causando o maior impacto na organização e na administração das empresas e for-çam a atualização das técnicas de contabilidade de custos.

O Grupo de Trabalho do CAM-I planejou a pu-blicação de três livros para a divulgação dos resul-tados obtidos na sua análise. Cada livro correspon-de a uma fase do estudo realizado.

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Revista de Administração de Empresas

" Primeiro livro: base conceitual do sistema de custos;

o Segundo livro: definição do sistema de custos;

• Terceiro livro: implantação do sistema de custos.

O livro aqui resenhado, Gerenciamento de Custos

em Indústrías Avançadas, corresponde à primeira

fase do projeto do CAM-1, ou seja, à base

concei-tual do sistema de custos.

A obra é dividida em nove capítulos.

O capítulo 1 expõe os conceitos essenciais do

CMS - Cost Management System, ou Sistema de Gerenciamento de Custos. São apresentados os as-pectos mais importantes da doutrina, a saber:

o eliminar custos que não adicionam valor;

• contabilizar custos na base de atividades;

o utilizar o conceito de custo-alvo;

• levar em conta o ciclo de vida do produto no seu custo;

セ@ avaliar desempenhos, medir produtividade,

qua-lidade, prazos;

• administrar investimentos, calcular rentabilidade dos projetos.

O segundo e terceiro capítulos expõem as ten-dências da indústria moderna; o quarto, as condi-ções mínimas às quais um modelo contábil deve sa-tisfazer para tornar a empresa competitiva e esca-par das deficiências dos sistemas tradicionais de contabilidade de custos, cujas bases de rateio de custos fixos são inadequadas.

O quinto capítulo explica a noção de custo de ci-clo de vida do produto. O sexto detém-se na medi-ção do desempenho e sugere padrões físicos apro-priados para um fabricante avançado. O sétimo ca-pítulo enfoca a questão da avaliação e do gerencia-mento dos investigerencia-mentos .em alta tecnologia; des-creve dois novos modelos de tomada de decisão na seleção de tecnologias avançadas.

O capítulo 8 enfoca alguns aspectos legais da contabilidade de custos, por exemplo, a

amortiza-ção de despesas de softwares e a depreciação do

equipamento num ambiente de rápidas mudanças

tecnológicas. ·

Após o capítulo 9, que trata do gerenciamento de custos no Japão, o livro se encerra com um glos-sário e algumas referências bibliográficas.

O assunto tratado na obra aqui resenhada é de grande atualidade . Elevado número de empresas na-cionais está consciente de que o sistema tradicional . de custeio apresenta sérias limitações, que podem chegar a distorcer custos e preços dos produtos.

Es-tão dispostos a ensaiar novas metodologias e pen-sam seriamente em implantar o custeio baseado em atividades (Activíty Based Costing). Esse sistema deve ser montado na área de produção, sob a égide

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da gerência industrial, e independe, em grande par-te, do sistema de custeio tradicional.

Publícado em momento oportuno, esse trabalho constitui um dos poucos documentos existentes em português sobre moderno gerenciamento ,de cus-tos. No exterior, a partir dos artigos e livros de Ro-bert S. Kaplan, Robin Cooper, Peter Chalos, James A. Brimson e outros, já se registra, nesta década, apreciável literatura sobre o tema.

Por se tratar da parte conceitual de um conjunto de três livros, a obra não responde obviamente, a todas as dúvidas que de certo assaltarão o gerente

ou o controller desejosos de implantar o novo

siste-ma de custos. Assim, os leitores pedirão que sejam em breve traduzidos e publicados os livros que compõem a segunda e a terceira parte da trilogia do CAM-t que lhes permitirão conhecer os aspec-tos práticos da montagem e implantação de um moderno sistema de custeio.

/

ESTRATEGIAS DE

"""

TRANSIÇAO PARA

/

O

SECULO XXI

-DESENVOLVIMENTO E

MEIO AMBIENTE

de IGNACY SACHS

São Paulo: Studio Nobei/FUNDAP, 1993, 103 p.

por Ricardo Toledo Neder, Sociólogo, Cientista Político e Professor do Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos da Administração da EAESP/FGV.

RAE · v. 34 · n. 2 · Mar./Abr. 1994

e vinte e cinco anos para cá, desenha-se no cenário mundial um amplo espaço público de debates que lançou a questão da ecolo-gia -para a esfera política. Qual o significado disto?

Um dos mais evidentes é a necessidade de

inter-rompermos e redirecionarmos os processos locais, regionais e globais de destruição de bens naturais pelo ritmo e quantidade da produção econômica nos países industrializados do Norte e da interpendência entre este processo e os países em de-senvolvimento no Sul.

Outro significado da questão ecológica, menos evidente, está situado no temor da civilização oci-dental face às_ contradições do modelo político da

democracia de massas. Num misto de autocrítica e

comiseração ética, estamos tomados pelo medo de que vá se generalizar no mundo um modelo dual de sociedade, segundo o qual a opulência de al-guns se contrapõe ao pauperismo da maioria. Os dados socioeconômicos, disponíveis desde os anos 70, indicam que esse pauperismo ceifa milhares de vidas e oportunidades no dia-a-dia não apenas em

países como o Brasil e Índia, mas também em

paí-ses ricos. No núcleo desse espaço público interna-cionaC encontra-se uma dificuldade complexa: como, simultaneamente, superar este pauperismo, abandonar o problema da quantidade de

cresci-mento (crescer ou ·não) e dar ênfase à qualidade

desse processo, evitando que isto se converta numa ameaça à liberdade devido à reprodução ampliada dos apartheids sociais?

À medida que a enorme potencialidade de

ex-pansão dos mercados, desde a Segunda Guerra Mundial, foi rornpendo.em escala planetária entra-ves naturais, científicos, sociais e religiosos, perce-bemos que não há limites para o industrialismo. Em outros termos, tal potência de expansão só se viabiliza por meio de uma base cultural científico-tecnológica, associada· a uma esfera social de con-sumo e de produção entrelaçada com os dinamis-mos de mercado que engolfam populações e recur-sos. Onde há. ciência e não existe mercantilização, esta base não se instaura. Em contrapartida, onde existe esta trindade- ciência, tecnologia,

mercanti-lização - esta base passa a se chamar

industrialis-mo. Porém, à medida que esta trindade penetra por

todos os poros da sociedade, ativa processos de destruição de grupos sociais e ecossistemas natu-rais. A complexidade deste processo está escapan-do progressivamente das instâncias escapan-do poder polí-tico, ameaçando seu principal alicerce que é a liber-dade.

Não se trata aqui da questão do controle dessa complexidade. Conceber a raiz do problema

ecoló-gico como fjfalta de controle" já indicaria uma

dis-torção ainda mais monstruosa que a destruição. O

Referências

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