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POR QUE REFLETIR SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES??

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Academic year: 2021

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DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO

PSICOSSOCIAL DA CRIANÇA PSICOSSOCIAL DA CRIANÇA

E DO ADOLESCENTE E DO ADOLESCENTE

Sandra Maria F. de Amorim Sandra Maria F. de Amorim

Programa Escola de Conselhos / PREAE Programa Escola de Conselhos / PREAE

Curso de Psicologia / DCH / CCHS Curso de Psicologia / DCH / CCHS

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

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POR QUE REFLETIR SOBRE POR QUE REFLETIR SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES??

CRIANÇAS E ADOLESCENTES??

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PRINCÍPIOS PARA OS CONSELHOS PRINCÍPIOS PARA OS CONSELHOS

Os dois grandes princípios sobre os quais se Os dois grandes princípios sobre os quais se assenta o enfoque dos direitos da criança e assenta o enfoque dos direitos da criança e do adolescente no Brasil, de acordo com o do adolescente no Brasil, de acordo com o que estabelece a Convenção Internacional que estabelece a Convenção Internacional que estabelece a Convenção Internacional que estabelece a Convenção Internacional e o ECA são:

e o ECA são:

O interesse superior da criança e do O interesse superior da criança e do adolescente;

adolescente;

A condição peculiar de pessoa em A condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

desenvolvimento.

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A PEDAGOGIA DOS CONSELHOS A PEDAGOGIA DOS CONSELHOS

Na nossa sociedade, os Conselhos têm um Na nossa sociedade, os Conselhos têm um compromisso pedagógico importantíssimo, compromisso pedagógico importantíssimo, enquanto instrumentos para a mudança dos enquanto instrumentos para a mudança dos velhos hábitos, usos e costumes, em relação velhos hábitos, usos e costumes, em relação à criança, a família, a comunidade e ao poder à criança, a família, a comunidade e ao poder à criança, a família, a comunidade e ao poder à criança, a família, a comunidade e ao poder público.

público.

Que concepções temos de crianças e Que concepções temos de crianças e adolescentes?

adolescentes?

O que entendemos por

O que entendemos por “condição “condição peculiar de desenvolvimento”?

peculiar de desenvolvimento”?

(5)

No que se refere às relações

No que se refere às relações adulto adulto--criança criança a a sociedade ocidental é

sociedade ocidental é androcêntrica androcêntrica e e

adultocêntrica adultocêntrica . .

Historicamente, a criança e o adolescente não Historicamente, a criança e o adolescente não têm sido considerados sujeitos, mas objetos de têm sido considerados sujeitos, mas objetos de dominação de adultos.

dominação de adultos.

O adulto, independente do grau de O adulto, independente do grau de O adulto, independente do grau de O adulto, independente do grau de

responsabilidade, hierarquia ou de parentesco, responsabilidade, hierarquia ou de parentesco, detém o poder sobre a criança.

detém o poder sobre a criança.

Está posto pela nossa cultura que a criança deve Está posto pela nossa cultura que a criança deve submeter

submeter--se aos desejos do adulto e, mesmo que se aos desejos do adulto e, mesmo que seja mais lúcida e tenha maior discernimento, não seja mais lúcida e tenha maior discernimento, não deve ser discutida a autoridade do adulto sobre deve ser discutida a autoridade do adulto sobre ela.

ela.

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CONCEPÇÃO ATUAL

CONCEPÇÃO ATUAL -- Século XX Século XX -- fundada fundada no pressuposto de que são pessoas em

no pressuposto de que são pessoas em

desenvolvimento, sujeitos de direitos e não desenvolvimento, sujeitos de direitos e não objetos a mercê dos adultos.

objetos a mercê dos adultos.

No Brasil essa evolução concretizou

No Brasil essa evolução concretizou--se, no se, no

plano legal, por meio da promulgação em 1990 plano legal, por meio da promulgação em 1990 plano legal, por meio da promulgação em 1990 plano legal, por meio da promulgação em 1990 da Lei 8.069, o Estatuto da Criança e do

da Lei 8.069, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Adolescente (ECA).

SUJEITO

SUJEITO

OBJETOOBJETO

SUJEITO

SUJEITO SUJEITO SUJEITO

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DOUTRINA DA SITUAÇÃO IRREGULAR

DOUTRINA DA PROTEÇÃO

INTEGRAL

“VISIBILIDADE

“VISIBILIDADE

” ”

“INVISIBILIDADE” “VISIBILIDADE“VISIBILIDADE

” ”

SOCIAL SOCIAL

AÇÕES ASSISTENCIALISTAS OU

AÇÕES ASSISTENCIALISTAS OU

TITULARES DE DIREITOS TITULARES DE DIREITOS

AUTORITÁRIAS, PENALIZANTES AUTORITÁRIAS, PENALIZANTES E CRIMINALIZADORAS

E CRIMINALIZADORAS

“INVISIBILIDADE”

SOCIAL

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REFLEXÕES....

REFLEXÕES....

A Doutrina da Proteção Integral está materializada?

A Doutrina da Proteção Integral está materializada?

Por que a “transposição” tem se dado de forma lenta?

Por que a “transposição” tem se dado de forma lenta?

“RISCO” ATUAL tendência “

“RISCO” ATUAL tendência “neocínica neocínica” ”

Qual o papel dos Conselhos neste contexto de Qual o papel dos Conselhos neste contexto de transformação?

transformação?

As concepções que temos de criança e adolescente As concepções que temos de criança e adolescente estão em consonância com a Doutrina da Proteção estão em consonância com a Doutrina da Proteção Integral?

Integral?

PARADIGMA DA AMBIGUIDADE

PARADIGMA DA AMBIGUIDADE

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Refletir sobre o desenvolvimento intelectual, Refletir sobre o desenvolvimento intelectual,

afetivo, sexual e social da criança constitui uma das afetivo, sexual e social da criança constitui uma das tarefas mais importantes para quem trabalha direta tarefas mais importantes para quem trabalha direta ou indiretamente com crianças.

ou indiretamente com crianças.

Quando se fala que “cada caso é um caso”, Quando se fala que “cada caso é um caso”,

QUAL “VISIBILIDADE ” SOCIAL?

Quando se fala que “cada caso é um caso”, Quando se fala que “cada caso é um caso”, considera

considera--se não apenas o contexto e as se não apenas o contexto e as

especificidades da situação, mas a faixa etária, com especificidades da situação, mas a faixa etária, com suas características próprias e peculiaridades.

suas características próprias e peculiaridades.

Cada momento vital é marcado por características Cada momento vital é marcado por características próprias e o profissional que lida com crianças e

próprias e o profissional que lida com crianças e adolescentes deve saber reconhecê

adolescentes deve saber reconhecê--las. las.

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DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

A ÉTICA DA RELAÇÃO A ÉTICA DA RELAÇÃO

A criança e o adolescente enquanto

pessoas humanas, além de sujeitos de direitos são seres estritamente

relacionais e em permanente movimento.

Nosso mundo interno se forma e se

Nosso mundo interno se forma e se

transforma a partir dos conteúdos que

vêm do mundo externo e, como nossa

relação com esse mundo externo não

cessa, estamos sempre processando o

que dele recebemos, portanto, sempre

em movimento e em processo de

transformação.

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DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

A partir da percepção do meio social e dos outros, a criança organiza as informações,

relacionando-as com afetos e desenvolvendo uma predisposição para agir em relação às pessoas e aos objetos presentes nesse meio.

A criança e o adolescente devem ser vistos A criança e o adolescente devem ser vistos

como membros de um determinado conjunto social, de seus códigos, suas normas e regras básicas de relacionamento.

Como tal apropria-se do conjunto de

conhecimentos já sistematizados e acumulados por esse conjunto social e, a partir desse

mecanismo desenvolve sua socialização.

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DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES No estudo do desenvolvimento

humano devem considerados como

indissociáveis os elementos biológicos, biológicos, psicológicos

psicológicos e sociais sociais.

Optamos por discutir a teoria do teoria do Optamos por discutir a teoria do teoria do desenvolvimento psicossocial

desenvolvimento psicossocial de Erikson que destaca:

A pessoa evolui por toda a vida interagindo com o meio ambiente;

Cada momento tem suas peculiaridades;

Não há uniformidade no desenvolvimento.

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TEORIA DO DESENVOLVIMENTO TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DE ERIK ERIKSON PSICOSSOCIAL DE ERIK ERIKSON

Erikson foi um psicanalista alemão que cunhou a expressão “crise de identidade”. Nasceu em 1902 e morreu em 1994.

Em meados do século XX, Erikson começa a construir sua teoria psicossocial do desenvolvimento humano, repensando vários conceitos de Freud, sempre

considerando o ser humano como um ser social, antes de tudo, um ser que vive em grupo e sofre a pressão e de tudo, um ser que vive em grupo e sofre a pressão e a influência deste.

Erikson fala da importância de se considerar o contexto histórico e cultural, utilizando estas

informações como instrumento de análise, afinal, são elas que vão nos dar indicativos da formação de uma identidade, que é construída e mantida pela sociedade, pelo que Erikson chama de “ego grupal”.

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TEORIA DO DESENVOLVIMENTO TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DE ERIK ERIKSON PSICOSSOCIAL DE ERIK ERIKSON

Descreve oito estágios de desenvolvimento que vão do nascimento até a morte. Para ele, a personalidade é constituída no decorrer dos oito estágios.

A cada etapa, o indivíduo cresce a partir das exigências internas de seu ego, mas também das exigências do

meio em que vive, sendo portanto essencial a análise da cultura e da sociedade em que vive o sujeito em da cultura e da sociedade em que vive o sujeito em questão;

Cada estágio apresenta aspectos positivos e negativos, é marcado por crises emocionais e é afetado pela

cultura particular do individuo e pela sua interação com a sociedade da qual faz parte.

Da solução positiva, da crise, surge um ego mais rico e forte; da solução negativa temos um ego mais

fragilizado.

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TEORIA DO

TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

PRIMEIRO ESTÁGIO PRIMEIRO ESTÁGIO – – 0 a 12 0 a 12--18 meses 18 meses ( (bebê bebê) )

CONFIANÇA BÁSICA X DESCONFIANÇA CONFIANÇA BÁSICA X DESCONFIANÇA

Durante o primeiro ano de vida a criança é

substancialmente dependente das pessoas que cuidam substancialmente dependente das pessoas que cuidam dela requerendo cuidado quanto a alimentação, higiene, locomoção, aprendizado de palavras e seus significados, bem como estimulação para perceber que existe um

mundo em movimento ao seu redor.

O amadurecimento ocorrerá de forma equilibrada se a criança sentir que tem segurança e afeto, adquirindo confiança nas pessoas e no mundo.

(16)

TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

SEGUNDO ESTÁGIO SEGUNDO ESTÁGIO – – 12 12--18 meses a 3 anos 18 meses a 3 anos (

(infância inicial infância inicial) )

AUTONOMIA X DÚVIDA E VERGONHA AUTONOMIA X DÚVIDA E VERGONHA

Neste período a criança passa a ter controle de suas necessidades fisiológicas e responder por sua higiene pessoal, o que dá a ela grande por sua higiene pessoal, o que dá a ela grande autonomia, confiança e liberdade para tentar novas coisas sem medo de errar.

Se, no entanto, for criticada ou ridicularizada desenvolverá vergonha e dúvida quanto a sua capacidade de ser autônoma, provocando uma volta ao estágio anterior, ou seja, a

dependência.

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TERCEIRO ESTÁGIOTERCEIRO ESTÁGIO

– – 3 a 6 anos 3 a 6 anos ( ( idade do brincar idade do brincar ) )

INICIATIVA X CULPA INICIATIVA X CULPA – é o prolongamento da fase anterior mas de forma mais amadurecida: a criança já deve ter capacidade de distinguir entre o que

pode fazer e o que não pode fazer.

Durante este período a criança passa a perceber as

TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

Durante este período a criança passa a perceber as diferenças sexuais, os papéis desempenhados por mulheres e homens na sua cultura entendendo de forma diferente o mundo que a cerca.

Se a sua curiosidade “sexual ” intelectual e natural, for reprimida e castigada poderá desenvolver

sentimento de culpa e diminuir sua iniciativa de explorar novas situações ou de buscar novos

conhecimentos.

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QUARTO ESTÁGIO QUARTO ESTÁGIO – – 6 6--11 anos 11 anos ( idade escolar idade escolar )

CONSTRUTIVIDADE X INFERIORIDADE CONSTRUTIVIDADE X INFERIORIDADE

A criança percebe-se como pessoa trabalhadora, capaz de produzir, sente-se competente.

Neste período a criança está sendo alfabetizada e

TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

Neste período a criança está sendo alfabetizada e freqüentando a escola, o que propicia o convívio com pessoas que não são seus familiares, o que

exigirá maior sociabilização, trabalho em conjunto, cooperatividade, e outras habilidades necessárias em nossa cultura.

Caso tenha dificuldades o próprio grupo irá criticá- la, passando a viver a inferioridade em vez da

construtividade.

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QUINTO ESTÁGIO QUINTO ESTÁGIO – 12 12--18 anos 18 anos (adolescência adolescência)

IDENTIDADE X CONFUSÃO DE IDENTIDADE IDENTIDADE X CONFUSÃO DE IDENTIDADE ––marca o período da adolescência. É neste estádio que se

adquire uma identidade psicossocial: o adolescente precisa de entender o seu papel no mundo e tem consciência da sua singularidade.

TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

consciência da sua singularidade.

O jovem experimenta uma série de desafios que envolvem suas atitudes para consigo, com seus amigos, com pessoas do sexo oposto, amores e a busca de uma carreira e de profissionalização.

Na medida em que as pessoas à sua volta ajudam na resolução dessas questões desenvolverá o

sentimento de identidade pessoal, caso não encontre respostas para suas questões pode se desorganizar, perdendo a referência.

(20)

SEXTO ESTÁGIO SEXTO ESTÁGIO – INTIMIDADE X ISOLAMENTO – Adulto Jovem 20 a 30 anos

SÉTIMO ESTÁGIO SÉTIMO ESTÁGIO – GENERATIVIDADE

(PRODUTIVIDADE) X ESTAGNAÇÃO - Idade Adulta – 30 a 65 anos

TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL TEORIA DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

Adulta – 30 a 65 anos

OITAVO ESTÁGIO OITAVO ESTÁGIO – INTEGRIDADE X

DESESPERANÇA - Velhice/Maturidade – acima

de 65 anos

(21)

O DESENVOLVIMENTO DEVE SER VISTO E

COMPREENDIDO EM UMA PERSPECTIVA GLOBAL, CONSIDERANDO UM TRIPLO CONTEXTO :

PSICOFISIOL Ó GICO PSICOL Ó GICO

SOCIAL

DESSA FORMA, NÃO SE PODE FALAR EM PER Í ODOS R Í GIDOS E ESTANQUES, MAS “ EM UM CONTINUUM DE

INTEGRA Ç ÕES PS Í QUICAS DE COMPLEXIDADE

CRESCENTE ( S Á , 2008) .

(22)

CRIANÇAS E

ADOLESCENTES DEVEM SEMPRE SER

COMPREENDIDOS EM UM CONTEXTO AMPLO, NUMA

PERSPECTIVA DE

HISTÓRIA DE VIDA, DE HISTÓRIA DE VIDA, DE

POSSIBILIDADES, DE OPORTUNIDADES, DE

CARACTERÍSTICAS

PESSOAIS, INDIVIDUAIS E

RELACIONAIS.

(23)

REFLEXÕES FINAIS

Como são transformadas as “ crianças em perigo” em

“ crianças perigosas” ? (SÁ, 2008).

Crianças em perigo não se transformam em perigosas sem repetidas violações de direitos, maus tratos,

negligência e outros tipos de violência, advindas de todos que fizeram parte de sua história.

todos que fizeram parte de sua história.

Como podemos responsabilizar apenas os adolescentes que vitimam em conseqüência das suas experiências de vítimas, sem delegarmos as responsabilidades a todos os que estão envolvidos na sua trajetória de vida?

A violência é complexa e sistêmica e só de forma

sistêmica ela pode ser enfrentada e todos nós somos

parte desse sistema.

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Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.

Mas ninguém diz violentas as margens violentas as margens que o comprimem.

(Bertoldt Brecht , 1898-1956)

MUITO OBRIGADO!

MUITO OBRIGADO!

(25)

REFERÊNCIAS

AMORIM, S.M.F. Democratização e reconhecimento da infância e da adolescência na realidade brasileira. In: AMORIM, S.M.F.; PAES, P.D. e PEDROSSIAN, D.R. Formação continuada de socioeducadores. Caderno 2. Programa Escola de Conselhos, PREAE/UFMS. Campo Grande:

Editora UFMS, 2010.

AMORIM, S.M.F. Vinculação e tendência anti-social: um estudo exploratório. Dissertação de Mestrado. ISPA. Lisboa- Portugal, 1999.

ERIKSON, E. H. e ERIKSON, J. O ciclo da vida completo. Porto Alegre:

ERIKSON, E. H. e ERIKSON, J. O ciclo da vida completo. Porto Alegre:

Artes Médicas, 1998.

ERIKSON, E. H. Infância e Sociedade. 2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1987.

ERIKSON, E. H. Identidade, Juventude e Crise. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.

HALL, C. et. Alli. Teorias da Personalidade. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

SÁ, E. Adolescente somos nós. Lisboa: Fim de Século, 2008.

Referências

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