MEU LIVRO DE
HISTORIAS ANTIGAS
DE: ROBERTO BARROS
Big Bang
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Nota: Este artigo é sobre Big Bang na cosmologia. Para outros significados, veja Big bang (desambiguação).
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De acordo com o modelo do Big Bang, o Universo se expandiu a partir de um estado extremamente denso e quente e continua a se expandir atualmente. Uma analogia comum explica que o espaço está se expandindo, levando galáxias com ele, como passas em um naco de pão a aumentar. O esquema gráfico superior é um conceito artístico que ilustra a expansão de uma parte de um Universo plano.
O Big Bang, também por vezes denominada em português como a Grande Explosão1 , é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do universo2 (Ver
também: Big Bang Frio). Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a partir de evidências científicas disponíveis e da observação.34 De acordo com as melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás.56
Georges Lemaître propôs o que ficou conhecido como a teoria Big Bang da origem do Universo, embora ele tenha chamado como "hipótese do átomo primordial". O quadro para o modelo se baseia na teoria da relatividade de Albert Einstein e hipóteses
simplificadoras (como homogeneidade e isotropia do espaço). As equações principais foram formuladas por Alexander Friedmann. Depois Edwin Hubble descobriu em 1929 que as distâncias de galáxias distantes eram geralmente proporcionais aos seus desvios para o vermelho, como sugerido por Lemaître em 1927. Esta observação foi feita para indicar que todas as galáxias muito distantes e aglomerado de galáxias têm uma
velocidade aparente diretamente para fora do nosso ponto de vista: quanto mais distante, maior a velocidade aparente.7 Se a distância entre os aglomerados de galáxias está aumentando hoje, todos deveriam estar mais próximos no passado. Esta idéia tem sido considerada em detalhe volta no tempo para as densidades e temperaturas extremas,8910
e grandes aceleradores de partículas têm sido construídos para experimentar e testar tais condições, resultando em significativa confirmação da teoria, mas estes aceleradores têm capacidades limitadas para investigar em tais regimes de alta energia. Sem
nenhuma evidência associada com a maior brevidade instantânea da expansão, a teoria do Big Bang não pode e não fornece qualquer explicação para essa condição inicial, mas sim, que ela descreve e explica a evolução geral do Universo desde aquele instante.
As abundâncias observadas de elementos leves em todo o cosmos se aproximam das previsões calculadas para a formação destes elementos de processos nucleares na expansão rápida e arrefecimento dos minutos iniciais do Universo, como lógica e quantitativamente detalhado de acordo com a nucleossíntese do Big Bang.
Fred Hoyle é creditado como o criador do termo Big Bang durante uma transmissão de rádio de 1949. Popularmente é relatado que Hoyle, que favoreceu um modelo
cosmológico alternativo chamado "teoria do estado estacionário", tinha por objetivo criar um termo pejorativo, mas Hoyle explicitamente negou isso e disse que era apenas um termo impressionante para destacar a diferença entre os dois modelos.111213 Hoyle mais tarde ajudou consideravelmente no esforço de compreender a nucleossíntese estelar, a via nuclear para a construção de alguns elementos mais pesados até os mais leves. Após a descoberta da radiação cósmica de fundo em micro-ondas em 1964, e especialmente quando seu espectro (ou seja, a quantidade de radiação medida em cada comprimento de onda) traçou uma curva de corpo negro, muitos cientistas ficaram razoavelmente convencidos pelas evidências de que alguns dos cenários propostos pela teoria do Big Bang devem ter ocorrido.
Índice
1 História
2 A grande explosão térmica
o 2.1 Temperatura e expansão
o 2.2 Modelo quadridimensional
3 O início da teoria da grande explosão
o 3.1 Edwin Hubble
o 3.2 Os movimentos galácticos e a Lei de Hubble-Homason
4 Gamow, a explosão e a teoria da expansão
o 4.1 O paradoxo do tempo
5 A formação dos primeiros átomos
6 Os dois pré-supostos
7 A unificação das origens
8 As massas, as ondas e as leis da física na singularidade
9 Novas Possibilidades
o 9.1 Formação em partículas
10 Física especulativa além da teoria do Big Bang
11 Ver também
12 Referências
13 Bibliografia
14 Ligações externas
História[editar]
Em 1927, o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966) derivou independentemente as equações de Friedmann a partir das equações de campo de Einstein e propôs que os desvios espectrais observados em nebulosas se deviam a expansão do universo, que por sua vez seria o resultado da "explosão" de um "átomo primordial".
Em 1929, Edwin Hubble forneceu base observacional para a teoria de Lemaitre ao medir um desvio para o vermelho no espectro ("redshift") de galáxias distantes e verificar que este era proporcional às suas distâncias.7 o que ficou conhecido como Lei de Hubble-Homason.
A grande explosão térmica[editar]
O Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) é um sistema de sensoreamento térmico da energia remanescente de fundo, ou ruído térmico de fundo do Universo conhecido. Esta imagem é um mapeamento em microondas do Universo conhecido cuja energia que chega ao sistema está reverberando desde 379000 anos depois do Big-bang, há 13 bilhões de anos (presume-se). A temperatura está dividida entre nuances que vêm do mais frio ao mais morno, do azul ao vermelho respectivamente, sendo o mais frio, a matéria ou o "éter", onde a energia térmica de fundo está mais fria, demonstrando regiões mais antigas. A comparação, feita pelo autor da imagem, é como se tivéssemos tirado uma fotografia de uma pessoa de oitenta anos, mas, no dia de seu nascimento.
O Big Bang, ou grande explosão, também conhecido como modelo da grande explosão térmica, parte do princípio de Friedmann, onde, enquanto o Universo se expande, a radiação contida e a matéria se esfriam. Para entender a teoria do Big Bang, deve-se em primeiro lugar entender a expansão do Universo, de um ponto A para um ponto B, assim, podemos, a partir deste momento retroceder no espaço, portanto no tempo, até o Big Bang.
Temperatura e expansão[editar]
Como a temperatura é a medida da energia média das partículas, e esta é proporcional à matéria do universo, de uma forma simplificada, ao dobrar o tamanho do universo, sua temperatura média cairá pela metade. Isto é, ao reduzir o tecido universal, portanto aumentando sua densidade, aquela dobrará; podemos ter um ponto de partida de temperatura máxima, e massa concentrada numa singularidade, que nos dará o tempo aproximado do início da aceleração da expansão do tecido universal, e sua gradual e constante desaceleração térmica. Para entender este processo, há que se usar um exemplo prático, a visão deve ser quadridimensional. Como os sentidos humanos somente percebem o espaço tridimensional (Coordenadas x,y,z), ilustrando a partir de um modelo em três dimensões fica mais compreensível, pois o tempo estaria numa coordenada "d", o que dificulta ao leitor comum a compreensão da evolução do tempo e espaço simultaneamente.
As estrelas ou corpos celestes marcados com círculos são os mais distantes, logo os mais antigos já observados pelos humanos. A coloração avermelhada é devida ao efeito
Doppler. Quando um corpo se afasta deu um suposto centro, mais a sua imagem desvia para o vermelho, e quando se aproxima, ao contrário o desvio é para o azul. Como o afastamento é quase para o vermelho de tonalidade mais escura, isto indica que se dá em altíssimas velocidades, (suas distâncias estão beirando os treze bilhões de anos-luz), algo bastante próximo do Big-bang. Estas formações indicam um Universo infantil, onde as grandes galáxias (presumivelmente) ainda não se haviam formado.
Imaginemos uma bolha de sabão, suponhamos que esta bolha seja preenchida por um fluido, deixemos o fluido de lado e concentremo-nos na superfície propriamente dita da bolha. Esta no início é um ponto de água com sabão, por algum motivo desconhecido, que não importa, começa a aumentar através da inserção de um gás, tomando a forma esférica. Observemos que, na medida em que o ar penetra preenchendo o interior da bolha de sabão (a exemplo de uma bexiga), começa a haver a expansão volumétrica do objeto. Nos concentremos no diâmetro da bolha e na espessura da parede. Verificaremos que, à medida que seu diâmetro aumenta, a espessura diminui, ficando mais e mais tênue, pois a matéria está se desconcentrando e se espalhando em todas as direções. De uma maneira simplificada, podemos afirmar que o aumento do diâmetro da bolha é o universo em expansão, o aumento da área da superfície é a diminuição da densidade material, a redução da espessura da parede é a constante térmica que diminui à medida que o universo se expande.
Modelo quadridimensional[editar]
No modelo quadridimensional, não existe a fronteira, ou a parede; o conceito é volumétrico no domínio tempo, portanto, só visualizável através de cálculo. Porém pode-se tentar mostrar algo sobre a quarta dimensão, basta um pouco de imaginação e uma boa dose de visualização tridimensional.
Embora não se deva imaginar a expansão Universo como uma bolha crescendo vista do lado de fora, (O lado de fora não existe, a matéria e o tempo tiveram seu início a partir do ponto zero), esta é uma das poucas maneiras de se tentar vislumbrar um espaço quadridimensional do Universo em expansão (Não se deve também assumir uma visão antropocêntrica). Ao centro, está representada em amarelo a Via Láctea, os círculos coloridos excêntricos são todos os corpos celestes se afastando, azul para frente e vermelho para trás devido ao efeito Doppler, as esferas sem cor representam a posição real dos astros.
Para que entendamos um objeto tridimensional em visualização bidimensional, temos que desenhá-lo de forma que enxerguemos uma parte de cada vez. Imagine o mesmo exemplo da bolha, agora vista em duas dimensões, temos largura e profundidade, mas não temos noção da dimensão altura. Para que possamos representá-la e entendê-la, precisaremos fazer diversos desenhos no domínio da Altura, iniciando na parte mais baixa e assim por diante, representando círculos que, se vistos bidimensionalmente sobrepostos, apresentarão um círculo dentro do outro, (semelhantes aos mapas
topográficos). Porém, devidas limitações no desenho, a primeira impressão que teremos (se não soubermos que é uma esfera) não será de uma esfera, e sim de meia esfera.
Para a representação tridimensional, os eixos (x,y,z), e o eixo tempo (t) inserido, (isto é, em quatro dimensões, porém representada em três), a analogia é semelhante, poderemos
vislumbrar a meia esfera de acordo com nossas observações e medições, a outra metade somente poderemos teorizar.
Podemos inclusive usar a mesma esfera, porém , em vez de olharmos um círculo dentro de outro, representando a imagem topográfica, imaginemos uma esfera dentro de outra, maior e maior, como se o fotografássemos em momentos em que estivesse inflando , assim temos uma visão quadridimensional num universo tridimensional, onde a superfície da esfera, aumentando a cada passar de tempo, seria a expansão
quadridimensional do Universo. Esta visão não deve ser encarada como antropocêntrica, pois de qualquer ponto do espaço vemos o Universo se expandindo em todas as
direções, ou seja, sempre nos parecerá estarmos no centro, não importa de qual ponto estejamos observando. Portanto, devemos imaginar, não estando no centro da esfera, mas num ponto onde absolutamente tudo se afasta em todas as direções, embora os nossos sentidos nos digam estarmos no centro.
O início da teoria da grande explosão[editar]
Conforme descrito no início do artigo, em 1927, o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966), derivou independentemente as equações de Friedmann a partir das equações de Einstein e propôs que os desvios espectrais observados em nebulosas se deviam a expansão do universo, que por sua vez seria o resultado da "explosão" de um "átomo primordial". A teoria do Big Bang, grande explosão, tornou-se a explicação da expansão do universo desde suas origens, no tempo, (arbitrando-se o conceito de que o tempo teve uma origem).
Segundo essa teoria, o universo surgiu há pelo menos 13,7 bilhões de anos, a partir de um estado inicial de temperatura e densidade altamente elevadas. Embora essa
explicação tenha sido proposta na década de 1920, sua versão atual é da década de 1940 e deve-se sobretudo ao grupo de George Gamow que deduziu que o Universo teria surgido após uma grande explosão resultante da compressão de energia.
Edwin Hubble[editar]
Voltando no tempo, no início do século XX, a Astronomia desviou sua atenção das estrelas e dos planetas. Nos últimos oitenta anos a Cosmologia se voltou para as galáxias e espaço exterior. Um dos muitos responsáveis por esta mudança de perspectiva foi Edwin Hubble, do Observatório Monte Wilson. Em 1924, foram
publicadas fotografias provando que as manchas de luz difusas e distantes, chamadas de Nebulosas, (este nome devido à crença de que se tratava de massas informes de gás e poeira), na verdade eram gigantescos sistemas de aglomerados de estrelas, semelhantes à Via Láctea.
Os movimentos galácticos e a Lei de Hubble-Homason[editar]
Hubble dedicou-se ao estudo das galáxias, medindo suas distâncias, localizando sua distribuição no espaço e analisando seus movimentos,e suas características no espaço.
Com o passar do tempo, notou-se que aqueles movimentos não eram ao acaso, como o deslocamento das moléculas de um gás na termodinâmica, porém obedecem a uma
trajetória centrífuga. Cada galáxia distante afasta-se da Via Láctea numa velocidade proporcional à distância em que se encontra desta, quanto maior a distância, maior a velocidade.
Hubble e seu colega Milton L. Homason pesquisaram para descobrir a proporção dos movimentos e sua aceleração, deduzindo uma equação conhecida como Lei de Hubble- Homason em que: Vm=16r, onde Vm é a velocidade de afastamento da galáxia, dada em quilômetros por segundo, e r expressa a distância entre a Terra e a galáxia em estudo, dada em unidades de milhões de anos luz, e, segundo esta, se uma galáxia estiver situada a cem milhões de anos luz, esta se afasta a 1600 quilômetros por segundo.
Aparentemente, o Universo está se expandindo em torno de nós, novamente é afirmado que isto não deve ser encarado como antropocentrismo, pois todos os pontos do
universo estão se afastando relativamente uns aos outros simultaneamente, conforme já explicado. A observação, feita em 1929 por Hubble, significa que no início do tempo- espaço a matéria estaria de tal forma compactada que os objetos estariam muito mais próximos uns dos outros.
Mais tarde, observou-se em simulações que de fato exista aparentemente a confirmação de que entre dez a vinte bilhões de anos atrás toda a matéria estava exatamente no mesmo lugar, portanto, a densidade do Universo seria infinita.
As observações em modelos e as conjecturas dos cientistas apontam para a direção em que o Universo foi infinitesimalmente minúsculo, e infinitamente denso. Nessas
condições, as leis convencionais da física não podem ser aplicadas, pois quando se tem a dimensão nula e a massa infinita, qualquer evento antes desta singularidade não pode afetar o tempo atual, pois ao iniciar o universo, expandindo a massa e ao mesmo tempo se desenvolvendo em todas as direções, indica que o tempo também esteve nesta singularidade, logo o tempo era nulo.
Gamow, a explosão e a teoria da expansão[editar]
Segundo Gamow, na expansão do universo a partir de seu estado inicial de alta compressão, numa explosão repentina, o resultado foi uma violentíssima redução de densidade e temperatura; após este ímpeto inicial, a matéria passou a predominar sobre a antimatéria.
Ainda segundo Gamow toda a matéria existente hoje no universo encontrava-se concentrada no chamado "átomo inicial", ou "ovo cósmico", e que uma incalculável quantidade de energia, depois de intensamente comprimida, repentinamente explodiu, formando ao avançar do tempo gases, estrelas e planetas.
A temperatura média do universo diminui à medida que se expande. Alguns autores afirmam que a partir de um determinado momento, quando universo for totalmente resfriado, ele vai começar a diminuir de tamanho novamente, voltando a sua primeira forma, do átomo inicial.
O paradoxo do tempo[editar]
Ver artigo principal: Modelo cíclico
Se o tempo iniciou numa grande explosão, juntamente com o espaço e com a matéria- energia no Universo mutável, num Universo imutável um começo no tempo é
necessário se impor para que se possa ter uma visão dinâmica do processo da criação inicial (não confundir com Criação Teológica), esta se deu tanto numa maneira de se ver o início da dualidade tempo matéria, quanto em outra. Partindo-se da premissa de que o Universo é mutável no domínio do tempo, pois de outra forma não se consegue observar a expansão deste, deve haver razões físicas para que o Universo realmente tivesse um começo, pois não se consegue imaginar a existência de um universo antes do Big Bang, e se não existia nada antes, o que fez o desequilíbrio da singularidade que acabou criando um Universo caótico e em mutação? Voltando-se no tempo e espaço, chega-se que desde o começo, o Universo se expande de acordo com leis bastante regulares. É portanto razoável que estas se mantenham durante e antes da grande explosão, logo na singularidade está a chave para se descobrir como houve o momento de aceleração inicial nos eventos iniciais do Universo atual.
Existe uma outra teoria, entre muitas que, antes do big bang, houve outro universo, idêntico ao atual onde as galáxias ao invés de se afastarem, se aproximariam (O dia em que o universo quicou - Gravitação quântica em laços). Nessa teoria, o universo se manteria eternamente, em sístole e diástole, se expandindo e contraindo em sequência, como um coração bombeando sangue, sem início ou fim.1415161718
De facto tem-se apenas que, com os conhecimentos que detêm-se hoje acerca da matéria e energia, é possível delinear com razoável precisão os processos associados ao Big Bang que ocorreram após um dado tempo contado a partir do "tempo zero", o que implica dizer que, para os processos anteriores a este tempo limite, entra-se em um campo muito mais especulativo do que propriamente científico. O que se conhece acerca do Big Bang é descrito como processos ocorrendo no espaço-tempo.
Considerações acerca deste ter sido criado no instante zero ou existir antes, acerca da existência de outro universo com características distintas das encontradas no universo que nos abriga, ou qualquer outra afirmação relativa ao que ocorre antes deste tempo limite definido pela nossa compreensão factual transcendem assim - até a presente data - os limites científicos e o paradigma científicamente aceito acerca do Big Bang. A
pergunta sobre o que ocorreu antes deste tempo limite é contudo certamente pertinente à teoria. O Grande Colisor de Hádrons (LHC) construído na europa traz consigo a
esperanças de, em breve, poder-se compreender de facto o comportamento da matéria- energia, e por tal do espaço-tempo, em densidades tão altas quanto as esperadas para antes deste tempo limite - geralmente aceito pela maioria como próximo ao denominado tempo de planck.
Embora muitas vezes apoiadas em sólidas bases matemáticas, considerações antes apresentadas estendem-se assim para todas as teorias - ainda não científicas justo pela ausência de fatos - que afirmam conhecimento acerca do que ocorreu antes deste tempo limite, entre as quais destacam-se certamente a teoria das cordas, teoria que propõe a existência de multiversos e de onze dimensões - ao invés de apenas as quatro do espaço- tempo - e as teorias do Big Bang Frio; e do Big Crunch e do Universo oscilante.
A formação dos primeiros átomos[editar]
Radiação de Fundo resultante do Big Bang.
A nucleossíntese foi a formação inicial dos primeiros núcleos atômicos elementares (hidrogênio e hélio). Ela ocorreu porque a atuação da Força Nuclear Forte acabou atraindo prótons e nêutrons que se comprimiram em núcleos primitivos. Sabe-se que esta força nuclear forte só é eficaz em distâncias da ordem de 10-13 cm. Presume-se que a nucleossíntese ocorreu 100 segundos após o impulso inicial, e que esta foi seguida de um processo de repentino resfriamento devido à irradiação que, segundo alguns, ocasionou o surgimento dos núcleos — segundo outros, o surgimento dos núcleos ocasionou o resfriamento. Em função da nucleossíntese, a matéria propriamente dita passou a dominar o universo primitivo, pois sabe-se que a densidade de energia em forma de matéria passou, a partir daquele momento, a ser maior do que a densidade em forma de radiação. Isso se deu em torno de 10 mil anos após o impulso inicial.
Com a queda da temperatura universal, os núcleos atômicos de hidrogênio, hélio e lítio recém-formados se ligaram aos elétrons, formando assim átomos completos desses elementos. Presume-se que isso se deu em torno de 300 mil anos após o chamado marco zero. A temperatura universal estava então em torno de 3.000 K.
O processo, ou a era da formação atômica, segundo alguns pesquisadores, durou cerca de um milhão de anos aproximadamente. À medida que se expandia a matéria, a radiação que permeava o meio se expandia simultaneamente pelo espaço, porém em velocidade muito maior, ultrapassando a primeira. Daquela energia irradiada sobraram alguns resquícios em forma de micro-ondas, que foram detectadas em 1965 por Arno A.
Penzias e Robert W. Wilson, tendo sido chamada de radiação de fundo.
O satélite COBE, em 1992, descobriu flutuações na radiação de fundo recebida que explicariam a formação das galáxias logo após a Grande Explosão.
Um exemplo ilustrativo da expansão repentina a que se seguiu após o evento inicial, seria que a matéria comprimida num volume hipotético do tamanho de uma cabeça de alfinete, em torno de 1 mm de diâmetro, se expandiria para cerca de 2 mil vezes o tamanho do nosso sol.
Antes de completar um segundo de idade, o Universo estava na era da formação dos prótons e nêutrons. Os nêutrons tendem a decair espontaneamente em prótons, porém prótons recém formados pelo decaimento não decaem. Devido a experimentos em aceleradores de partículas, sabe-se que o universo naquela era, (1 segundo
aproximadamente), ficou com 7 prótons para cada nêutron — uma massa turbilhonante das partículas mais elementares. Era também mais denso do que o ferro e tão opaco que nenhuma luz conseguiria penetrá-lo.
Outro dado apontado pelas pesquisas realizadas leva à cifra de aproximadamente 500 mil anos, em média, do resfriamento universal acelerado. Supõe-se que as partículas elementares, ao se fundirem formando hidrogênio e hélio, formaram imensos bolsões de gás que poderiam ter sido causados por pequenas alterações da gravidade, resultando assim em protogaláxias que teriam originado estrelas entre 1 e 2 bilhões de anos após o Big Bang.
A evolução estelar aponta para as gigantes vermelhas e supernovas, que durante a sua vida, geraram o carbono e demais átomos. Todos os elementos, presume-se, seriam espalhados no meio interestelar a partir das supernovas; uma data limítrofe para esses eventos estaria em torno de 1,1 bilhão de anos após a explosão inicial.
As supernovas semearam nas galáxias a matéria-prima para posteriores nascimentos de estrelas.
Os dois pré-supostos[editar]
A Teoria do Big Bang baseia-se em dois pré-supostos: o primeiro é a Teoria da
Relatividade Geral de Albert Einstein, que explica a interação gravitacional da matéria;
o segundo pressuposto é o conhecido princípio cosmológico, que diz que o aspecto do universo independe da posição do observador (não há um ponto de observação
privilegiado — o universo é isotrópico) e da direção em que ele olhe (o universo apresenta o mesmo aspecto não importando a direção em que se o olhe — o universo é homogêneo).
A unificação das origens[editar]
Da teoria da gravidade de Newton sabe-se que a força gravitacional entre dois corpos depende somente de suas massas e não da matéria de que são constituídos. A teoria geral da relatividade descreve a estrutura do universo e a força da gravidade, isto é, o macro-universo ou as interações do trinômio energia-tempo-matéria, no qual as massas são mais importantes* que as cargas. A mecânica quântica descreve o micro-universo e as interações também do trinômio energia-tempo-matéria, no qual as massas são menos
**relevantes que as cargas, embora tratem da mesma natureza, obviamente
diferenciando-se o tamanho. As interações, em muitos aspectos, são idênticas às teorias, porém estas são incompatíveis e não se completam. Portanto, falta a chave que
teoricamente as une, pois não podem estar ao mesmo tempo corretas e erradas.
Portanto, pode-se deparar com muitas teorias a respeito do início do universo, mas por enquanto apenas uma trata do seu início, ou seja, a teoria do Big-Bang — é a que une as duas teorias de macro e micro-universo.
o A questão da relevância é discutível. Acredita-se que o termo mais correto seria ênfase devido às comparações entre os tamanhos e das interações no cosmo.
As massas, as ondas e as leis da física na singularidade[editar]
Uma dúvida ainda persistente para os astrofísicos é quanto à natureza da matéria e as distorções que ocorrem nas leis que a regem quando ela começa a ser comprimida ao cair em objetos densíssimos.
Os buracos negros são, por natureza, um exercício de abstração intelectual. Não há como saber se as leis da natureza se aplicam em condições tão extremas de compressão gravitacional e distorção do espaço-tempo. Na prática, é impossível criar as condições dos efeitos gravitacionais de um objeto tão denso na Terra; porém, já existem métodos pelos quais é possível a simulação dos efeitos de forma virtual, ou seja, em sistemas de ensaio operados por poderosos supercomputadores.
Mesmo com simulações e construção de objetos densíssimos em ambiente virtual, restam questões quanto à possibilidade de compressão de massa cujo volume aplicado é nulo e a densidade infinita — a isso se dá o nome de singularidade de Schwarzschild.
Einstein acreditava que o aumento da intensidade da gravidade cria uma distorção que retarda a percepção temporal. Noutras palavras, objetos muito densos, como buracos negros ou estrelas de nêutrons, retardam o tempo devido aos efeitos gravitacionais. Se fosse possível observar a queda de objetos num buraco negro, presume-se que se veria um objeto mover-se cada vez mais devagar, ao contrário do que poderia naturalmente supor, pois à medida que este se aproxima da singularidade, a distorção temporal agiria de tal forma que não o veríamos parar. Segundo Einstein, há o desvio para o vermelho e este também é dependente da intensidade gravitacional. Se se analisar sob o ponto de vista corpuscular, imaginando-se que a luz é um pacote quântico com massa e que esta partícula ocupa um determinado lugar no espaço, e está acelerada energeticamente (isto é, vibrando), a oscilação gera o comprimento de onda de luz, que se propaga como frente de onda em espaço livre. Longe de campo gravitacional intenso, a frequência emitida tende para o azul. Na medida em que o campo gravitacional começa a agir sobre a partícula, esta começará a se movimentar, ou vibrar, com menos intensidade, logo sua emissão desviará para o vermelho, pois a oscilação foi retardada. Nesse ponto, a análise funde a dualidade matéria-energia. Sabe-se que não é possível analisar a partícula como matéria e energia ao mesmo tempo: ou se considera o ponto de vista vibratório ou o corpuscular. Porém, próximo à singularidade, temos que fazer este exercício de raciocínio, pois a atração gravitacional é tão forte que pode fazer parar o movimento oscilatório, e ao mesmo tempo atrair o objeto para si. Portanto, qualquer que seja o ângulo de observação, a gravidade prende a radiação em si mesma. Logo, a conclusão é que não se pode observar absolutamente nada o que ocorre dentro do raio de
Schwarzschild, ou singularidade.
Como antes do Big-Bang o Universo era uma singularidade, presume-se que o tempo então não existia, pois se objetos densos tendem a retardar o tempo, logo quando se tem matéria infinita em espaço nulo a singularidade é tal que o tempo para.
Novas Possibilidades[editar]
Este é o conceito artístico da expansão do Universo, onde o espaço (incluindo
hipotéticas partes não observáveis do Universo) é representado em cada momento, em seções circulares. O esquema é decorado com imagens do satélite WMAP.
Apesar de ser uma tendência da cosmologia investir num princípio, devemos considerar que o argumento que endossa a teoria do Big Bang é uma expansão do universo que pode ser observada. No entanto, essa dilatação pode ser um fenômeno regional, existente apenas nos limites do universo observável ou no alcance do atual telescópio Espacial Hubble. Diante disso, existe a possibilidade desse fenômeno não atender todo
o universo. Nesse caso, o que até hoje foi observado seria somente um processo de dilatação regional de causa ainda desconhecida,e somente o desenvolvimento de telescópios de maior alcance e resolução poderiam confirmá-lo.
Não aceitar a constante de afastamento das galáxias mais distantes como uma verdade absoluta, implica endossar outras teorias que melhor se identificariam com o efeito sonda encontrado na informação de luz emitida de fontes muito distantes. A observação da propagação no meio inter-espacial da energia eletromagnética de supernovas,
(verdadeiros tsunamis de energia que constantemente varrem o espaço), com a nova tecnologia dos futuros telescópios e radiotelescópios espaciais, brevemente poderá identificar e esclarecer muitas dúvidas sobre o comportamento da luz através da matéria escura. Independente disso, e embora ainda não possa ser confirmado com as imagens de fundo provindas dos limites de observação, habitar e observar apenas parte de um hipotético universo que se desloca linearmente, e, em paralelo com velocidade
acelerada, seria uma dessas teorias que atendem a região que esta sendo mapeada. Essa teoria estima que estaríamos em meio a um universo acelerado em paralelo, e cujo efeito retardado da informação da luz que nos chega só seria permitido observar as ondas luminosas com desvio do espectro para o vermelho.
Em linguagem matemática, o ponto de vista das informações "emitidas e recebidas"
entre duas partículas que se movem com velocidades próximas à da luz e em paralelo poderiam melhor explicar o fenômeno da expansão.
Formação em partículas[editar]
A teoria mais aceita para a origem do universo propõe que ele seja o resultado duma grande explosão, logo após a qual a matéria estava extremamente densa, comprimida e quente. Essa matéria primordial era composta, principalmente, de partículas
elementares, como quarks e elétrons. À medida que ela ia se expandindo e esfriando, os quarks se uniam formando partículas maiores chamadas hádrons, os quais podem conter 3 quarks (bárions) ou 2 quarks (mésons). Os prótons e nêutrons formados (que são bárions) se agrupavam em núcleos e os elétrons eram capturados em órbitas em torno dos núcleos, formando átomos.
Os núcleos maiores e mais pesados foram criados no interior de estrelas, as quais por sua vez se formaram pela aglomeração de grandes quantidades da matéria primordial.
Algumas dessas estrelas ejetaram parte de sua massa para o espaço interestelar, levando à formação de estrelas menores, planetas, nebulosas etc. As substâncias químicas foram criadas pela aglomeração dos átomos em moléculas e, finalmente, os seres vivos
originaram-se do agrupamento de vários tipos de moléculas em estruturas complexas.
Física especulativa além da teoria do Big Bang[editar]
Enquanto o modelo do Big Bang está bem estabelecido em cosmologia, é provável que seja aprimorado no futuro. Pouco se sabe sobre os primeiros momentos da história do Universo. As equações da relatividade geral clássica indicam uma singularidade na origem do tempo cósmico, embora esta conclusão depende de vários pressupostos.
Além disso, a relatividade geral é quebrada antes que o Universo atinja a temperatura de Planck, e um tratamento correto de gravidade quântica pode evitar a singularidade. 19
A teoria do Big Bang não é um acontecimento igual a uma explosão da forma que conhecemos20 ; embora o universo observável com a ajuda das lentes dos modernos telescópios espaciais ainda descreva um resultado de uma explosão (uma fuga cósmica), há quem levante dúvidas se realmente houve algo que explodiu ou se foi uma explosão a causa dessa dilatação observada.
Alguns afirmam que o termo "Big Bang" é utilizado como uma aproximação para designar aquilo que também se costuma chamar de "Modelo Cosmológico Padrão". Este consiste numa aplicação da Relatividade Geral ao Universo como um todo. Isso é feito, em um primeiro momento, assumindo-se que o universo é homogêneo e isotrópico em larga escala. Em um segundo momento se introduzem flutuações de densidade no modelo e estuda-se a evolução destas até a formação de galáxias.
O modelo cosmológico padrão é extremamente bem testado experimentalmente e possibilitou a previsão da radiação cósmica de fundo em micro-ondas e da razão entre as abundâncias de hidrogênio e hélio.
Se for imaginado um triângulo, com lados maiores do que milhares de vezes o raio de uma galáxia observável qualquer, poder-se-á saber da validade do teorema de Pitágoras pela observação direta. Porém, não se tem ideia de qual é a topologia do universo em larga escala atualmente. Ou, é sabido se ele é infinito ou finito no espaço. O termo Big Bang também designa o instante inicial (singular) no qual o fator de escala (que caracteriza como crescem as distâncias com a expansão) tende a zero.
Em abril de 2011, utilizando uma incerteza de Heisenberg persistente, relacionada à posição primordial de uma origem comóvel, um físico brasileiro publicou uma solução para as equações de campo de Einstein, dentro do contexto cosmológico, fornecendo uma temperatura de zero absoluto para o universo primordial: "On the Cold Big bang Cosmology".21 Em junho de 2011 é publicada uma demonstração onde a incerteza de Heisenberg persistente que leva uma temperatura de zero absoluto para o universo primordial advém de um critério de quantização para a energia.22
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Dinossauros
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Nota: Para outros significados de Dinossauro, veja Dinossauro (desambiguação).
Dinossauros
Ocorrência: Triássico Médio-Recente 231.4–0 Ma
PreЄ
Є O S
D C P T J K
Pg
N
(inclui Aves)
Coleção de fósseis de dinossauros. Sentido horário:
Microraptor gui (Theropoda), Apatosaurus louisae (Sauropoda), Stegosaurus stenops (Stegosauria), Triceratops horridus (Ceratopsia), Edmontosaurus
regalis (Ornithopoda), Gastonia burgei (Ankylosauria).
Classificação científica
Domínio: Eukaryota Reino: Animalia Filo: Chordata Subfilo: Vertebrata Classe: Reptilia (sem classif.) Dinosauria
Owen, 1842
Subgrupos
Ornitischia
o Stegosauria
o Ankylosauria
o Ornithopoda
o Ceratopsia
Saurischia
o Sauropodomorpha
o Theropoda
Os dinossauros (do grego δεινός ζαῦρος, que significa "lagarto terrível") constituem um grupo de diversos animais membros do clado e da superordem dos arcossauros, que apareceram há pelo menos duzentos e trinta milhões de anos, e que, durante cento e trinta e cinco milhões de anos, foram a espécie dominante na Terra, num período geológico de tempo que vai desde o início do período jurássico até o final do período cretáceo, cerca de sessenta e cinco milhões de anos atrás, quando um evento catastrófico ocasionou a extinção em massa de quase todos os dinossauros, com exceção das
espécies emplumadas.
A teoria mais aceita é de que o meteorito encontrado na Cratera de Chicxulub, no México, foi o responsável pela extinção, ao colidir com a Terra e originar uma grande explosão que carbonizou bilhões de animais instantaneamente, levantando também uma nuvem de poeira tão espessa que bloqueou o calor do sol e transformou o planeta em um local extremamente frio, em um evento meteorológico similar ao inverno nuclear, eliminando as espécies sobreviventes, com exceção dos dinossauros emplumados e dos seres mamíferos, que tinham a capacidade de sobreviver em climas de baixas
temperaturas devido a seu sangue quente, podendo assim se adaptar ao novo ambiente.1
2 O registro fóssil indica que os dinossauros emplumados evoluíram dos terópodas durante o período jurássico, e, após o evento da extinção em massa, deram origem as aves modernas, e os mamíferos sobreviventes evoluíram até dar origem ao ser humano atual.345
Usando evidências fósseis, os paleontólogos identificaram mais de quinhentos diferentes gêneros e mais de mil diferentes espécies de dinossauros, alguns sendo herbívoros, outros carnívoros, assim como havia também espécies bípedes e
quadrúpedes. Muitas espécies possuíam estruturas como chifres ou cristas (Triceratopo), e alguns grupos chegarem a desenvolver modificações esqueléticas, como armaduras ósseas (Anquilossauro) e espinhas (Espinossauro). Estes animais variavam muito em tamanho e peso, com dinossauros terópodas adultos medindo menos de cinquenta centímetros (Compsognato), enquanto as maiores saurópodes podiam chegar a uma altura de cerca de vinte metros (Argentinossauro).6
Embora a palavra dinossauro signifique "lagarto terrível", esses animais não eram lagartos, e sim répteis, com uma postura ereta distinta não encontrada em lagartos.
Durante a primeira metade do século 20, a maior parte da comunidade científica acreditava que os dinossauros eram lentos e sem inteligência, no entanto, a maioria das pesquisas realizadas desde a década de 70 indicaram que estes animais eram ágeis, com elevado metabolismo e com numerosas adaptações para a interação social, com certos grupos, principalmente os terópodas, sendo considerados os animais mais inteligentes de todos os tempos.
Desde que os primeiros fósseis de dinossauros foram remontados no início do século XIX, os esqueletos reais ou meras réplicas destes animais tornaram-se as principais atrações em museus ao redor do mundo, e algumas espécies, como o tiranossauro, são personagens importantes da cultura popular contemporânea.
Índice
1 Etimologia
2 Definição
3 Evolução dos dinossauros
o 3.1 Dinossauros mais antigos
4 Biologia
o 4.1 Tamanho
5 Grupos de dinossauros
o 5.1 Saurópodes
o 5.2 Anquilossauros
o 5.3 Estegossauros
o 5.4 Ceratopsídeos
o 5.5 Ornitópodes
o 5.6 Paquicefalossauros
6 Taxonomia
o 6.1 Ordem Saurischia
o 6.2 †Ordem Ornithischia
7 Extinção
o 7.1 Evento de impacto
o 7.2 Basaltos de Deccan
o 7.3 Incapacidade de se adaptar
8 Ver também
9 Referências
10 Ligações externas
Etimologia[editar]
Reprodução artística mostrando Richard Owen, criador do termo Dinossauro.
O termo Dinosauria foi proposto em 1842 por Richard Owen para classificar os grandes esqueletos de répteis extintos que haviam sido recém-descobertos no Reino Unido. A palavra, em latim, deriva do grego δεινός ζαῦρος, que significa lagarto terrível, apesar desses animais serem répteis, e não lagartos. O termo Dinosauria, em português, é adaptado como Dinossauro.
Esses animais, assim como todos os demais seres vivos, existentes ou extintos, foram batizados de acordo com a nomenclatura binomial, promulgada por Carlos Lineu no século XVIII, que estabelecia que todos os animais deviam ser nomeados usando termos das línguas grega ou latina, como foi o caso do primeiro dinossauro catalogado, o
Megalossauro (que vem do grego μεγάλο ζαύρος), que significa lagarto grande. No entanto, no decorrer dos anos, muitos dinossauros foram classificados com termos vindos de outros idiomas, como o Dilong, que vêm da língua chinesa, significando Dragão Imperador, e também o Mapussauro, que vem da língua indígena mapuche, significando lagarto da terra.
Definição[editar]
Na taxonomia filogenética, dinossauros são geralmente definidos como o grupo consistindo em Triceratopos, Neornithes (aves modernas), seu ancestral comum mais recente, e todos os seus descendentes. Esses animais estão divididos em dois grupos: os Ornitísquios (quadril de pássaro) e os Saurísquios (quadril de lagarto), dependendo da estrutura da pélvis; os ornitísquios são caracterizados pelo focinho em forma de bico e pela estrutura da pélvica semelhante à das aves, enquanto que os saurísquios tem o a pélvis apontada para trás, em paralelo com o ísquio, muitas vezes também apontando para frente, dando uma estrutura de quatro pontas. E, enquanto os ornitísquios possuem parentesco com os tricerátopo, os saurísquios são os antecessores das aves.
Morfologicamente, os dinossauros são definidos como descendentes dos arcossauros, tendo a pélvis evoluída permitindo uma postura ereta. De fato, a postura ereta é o único fator que difere os dinossauros de outros grupos descendentes dos arcossauros, como os crocodilos, que são considerados animais de postura semi-ereta. Essa característica
também difere os dinossauros terrestres de espécies marinhas, como os plessiossauros, e de espécies voadoras, como os pterossauros, que, apesar dos nomes, não são
considerados dinossauros, e sim classificados como grupos distintos.
Espécies de dinossauro encontradas no sítio paleontológico Egg Mountain (Montanha dos Ovos), estado de Montana, Estados Unidos.
Muitos paleontólogos apontam que o ponto no qual saurópodes e terópodes divergiram pode excluir os saurópodes da definição tanto dos saurischia quanto dos dinossauros.
Para evitar esta instabilidade, Dinosauria pode ser definido em relação a quatro pontos de ancoragem: Triceratops horridus, Saltasaurus loricatus, Passer domesticus, seu ancestral comum mais recente e todos os descendentes. Esta definição mais "firme"
pode ser expressa como "Dinosauria = Ornithischia + Sauropodomorpha + Theropoda".
O Pardal-doméstico é usado com frequência para representar aves modernas em definições do grupo Dinosauria
Há um consenso quase universal entre os paleontólogos de que as aves são descendentes de dinossauros terópodes. Na taxonomia tradicional, as aves foram considerados uma
"classe" separada, que evoluiu a partir dos dinossauros. No entanto, a maioria dos paleontólogos modernos rejeita o estilo tradicional de classificação em favor da nomenclatura filogenética, que exige que todos os descendentes de um único ancestral comum devam ser incluídos em um grupo para que este grupo seja natural. As aves são, portanto, consideradas pela maioria dos cientistas modernos como dinossauros e os dinossauros, portanto, não se extinguiram. As aves são classificadas pela maioria dos paleontólogos como pertencendo ao subgrupo Maniraptora, que são celurossauros, que são terópodes, que são saurísquios, que são dinossauros.
Evolução dos dinossauros[editar]
O Eoraptor foi um dos primeiros dinossauros conhecidos.
Os dinossauros divergiram dos seus antepassados arcossauros há aproximadamente 230 milhões de anos durante o período Triássico, rudemente 20 milhões de anos depois que o evento de extinção do Permiano-Triássico apagou aproximadamente 95% de toda a vida na Terra. A datação de fósseis do primeiro gênero de dinossauro conhecido, o Eoraptor estabelece a sua presença no registro de fóssil de 235 milhões de anos. Os paleontólogos acreditam que Eoraptor se parece com o antepassado comum de todos os dinossauros; se isto for verdadeiro, os seus traços sugerem que os primeiros dinossauros fossem predadores pequenos, provavelmente bípedes. A descoberta de ornitodiros primitivos, parecido a um dinossauro foram animais como Marasuchus e Lagerpeton em camadas de rochas triássicas da Argentina apoia esta visão; a análise de fósseis recuperados sugere que esses animais fossem predadores.
As poucas primeiras linhas de dinossauros primitivos diversificados rapidamente pelo resto do período Triássico; as espécies de dinossauro rapidamente desenvolveram as características especializadas e a variedade de tamanhos. Durante o período da predominância dos dinossauros, que abrangeu os seguintes períodos Jurássico e Cretáceo, quase cada animal da terra conhecido eram maiores do que 1 metro de comprimento.
O Evento K-Pg, que ocorreu há aproximadamente 65 milhões de anos no fim do período Cretáceo, causou a extinção de todos os dinossauros, exceto da linhagem que já tinha constituído a origem dos primeiros pássaros. Outras espécies de diapsídeos relacionadas aos dinossauros também sobreviveram ao evento K-Pg.
Dinossauros mais antigos[editar]
Atualmente, os dinossauros mais antigos de que se tem conhecimento são dos gêneros Eoraptor, Staurikosaurus, Herrerasaurus e Pampadromaeus, que viveram há
aproximadamente 230 milhões de anos, na América do Sul.[carece de fontes?]
Biologia[editar]
O conhecimento sobre os dinossauros é derivado de uma variedade de registros fósseis e não fósseis, incluindo ossos, fezes e pegadas fossilizadas, Gastrólito e penas, impressões de pele, órgãos internos e tecidos moles78 . Muitos campos de estudo contribuem para nossa compreensão sobre dinossauros, incluindo a física (especialmente a biomecânica), a química e a biologia, bem como as ciências da terra (da qual a paleontologia é uma sub-disciplina). Dois temas em particular têm sido de interesse nos estudo sobre os dinossauro: seu tamanho e seu comportamento.
Tamanho[editar]
Escala comparando os maiores dinossauros conhecidos, em cinco subtipos com um ser humano.
A evidência atual sugere que o tamanho médio dos dinossauros variou no Triássico, Jurássico inferior, Jurássico Superior e no Cretáceo9 . Os terópodes, quando
classificadas por peso estimado em categorias baseadas na ordem de magnitude, têm na maioria das vezes kg 100-1000, enquanto predadores carnívoros do Holoceno tinham no máximo kg 10-10010 . O modo de massas do corpo de dinossauro era entre uma e dez toneladas11 . Isso contrasta fortemente com o tamanho do mamíferos no período Cenozoico, estimados pelo Museu Nacional de História Natural em cerca de 2 a 5 kg.12 Os saurópodes eram os maiores e mais pesados dos dinossauros. Durante grande parte da era dos dinossauros, os menores saurópodes eram maiores do que qualquer outra espécie em seu habitat. Em termos de ordem de magnitude, estes animais são maiores do que qualquer outra coisa que, desde então, caminhou pela Terra. Os mamíferos gigantes pré-históricos, como o Paraceratherium e a mamute colombiana foram ínfimos diante dos saurópodes gigantes. Apenas um punhado de animais aquáticos modernos podem aproximar-se ou superá-los em tamanho - mais notavelmente a baleia azul, que atinge até 173 000 kg e mais de 30 metros (98 pés) de comprimento13 . Existem várias vantagens seletivas propostas para o grande tamanho dos saurópodes, incluindo a proteção, a redução de predadores em potencial, o uso de energia e a longevidade, mas pode ser que a vantagem mais importante era dietética. Animais de grande porte são mais eficientes na digestão de pequenos animais, porque a comida passa mais tempo em seus sistemas digestivos. Isso também lhes permite subsistir com alimentos com menor valor nutritivo do que os animais menores. Restos de saurópodes são encontrados principalmente em formações rochosas, interpretadas como seca ou na época seca, e a
capacidade de comer grandes quantidades de nutrientes de baixa procura teria sido vantajoso em tais ambientes.
Grupos de dinossauros[editar]
Os Dinossauros eram divididos em seis grupos: Terópodes, que consistiam nos maiores predadores da Terra, Saurópodes, os maiores animais que já habitaram a terra,
Ceratopsídeos, que tinham adornos na cabeça, Estegossauros, dinossauros com placas nas costas, Anquilossauros, os dinossauros "blindados" e com porretes na cauda e os Ornitópodes, também conhecidos como dinossauros-bico-de-pato.
Saurópodes[editar]
Dois Braquiossauros.
Os saurópodes foram um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios ou dinossauros com bacia de réptil. Os seus corpos eram enormes, com um pescoço muito comprido que terminava em uma cabeça muito pequena. A cauda, também muito comprida, junto com uma grande unha que a maioria dos saurópodes possuíam na pata dianteira, eram suas únicas armas de defesa, além de seu tamanho. Eram quadrúpedes, com patas altas, retas como colunas, terminadas em pés dotados de dedos curtos e bastante parecidas com as dos elefantes. A sua dieta alimentar era vegetariana. Muitos deles não dispunham de mandíbulas e dentes apropriados para mastigar, de modo que engoliam grandes quantidades de matéria vegetal que, em seguida, eram "trituradas" no estômago por pedras ingeridas, chamadas gastrólitos, para facilitar a fermentação e a digestão do alimento.
O Plateossauro, viveu no Triássico e é um dos mais antigos Saurópodes.
Não se sabe ainda qual foi o maior mas há quem diga que o Amphicoelias fragillimus foi o maior, podendo atingir 60 metros de comprimento,mas essas estatísticas são muito remotas,pois foram achados pouquíssimos fósseis do Amphicoelias.
Anquilossauros[editar]
Edmontonia, um famoso anquilossauro.
Os anquilossauros (ou Ankilosauridae) receberam este nome por causa do anquilossauro e formam um grupo de dinossauros caracterizados por possuírem
armaduras corpóreas providas de grossos espinhos e uma bola de fortes ossos fundidos que era usada como arma de defesa (este último e o fato de serem mais baixos e atarracados (baixo e gordo) é o que distinguia os anquilossauros dos nodossauros que eram os seus antepassados, que também eram encouraçados espinhentos). O corpo dos anquilossauros os transformavam em perfeitas armas de combate sendo que em alguns casos até as pálpebras dos olhos eram "blindadas" por uma espécie de persiana óssea, em um combate eles ficariam de lado para o atacante e lhes ameaçariam com a cauda que poderia desferir uma pancada que intimidaria até os maiores predadores da Terra e em caso de fuga eles poderia acertar pancadas com facilidade em quem os tivessem perseguindo. Todos eles viveram durante o período Cretáceo.
Estegossauros[editar]
Um kentrosaurus e um monolofosaurus em um duelo.
O grupo Stegosauria recebeu esse nome por causa do Estegossauro e agrupa dinossauros que possuem diversas características em comum, como por exemplo:
corpos gigantescos com cabeças minúsculas, fileiras duplas de enormes placas ósseas dispostas de ambos os lados da coluna vertebral, ferrões na cauda entre outros. Cada espécie se destacando pela forma, disposição das placas e ferrões e tamanho. Essas placas podem ter tido diversas funções mas não se sabe com certeza qual era sua função, algumas teorias dizem que elas serviam para aquecer o corpo como painéis solares, outras dizem que serviria para efeitos visuais para o acasalamento e para combates entre machos por hierarquias.
Ceratopsídeos[editar]
Dois Centrossauros em uma luta.
Ceratopsia (do latim "lagartos com chifre frontal") é uma micro-ordem de dinossauros ornitópodos marginocefalianos quadrúpedes e herbívoros, característicos do período Cretáceo. Os ceratopsianos, como são chamados os dinossauros pertencentes a essa ordem, viveram principalmente em regiões que actualmente são a Ásia e a América do Norte.
Esses dinossauros variavam muito de tamanho medindo de 75 centímetros até 10 metros de comprimento.
O nome ceratopsia que, como visto anteriormente, vem do latim "lagartos com chifre frontal" se deve ao fato de uma parte desses dinossauros possuírem um ou mais chifres na face, pois apesar do nome alguns como o Protoceratops, encontrado na Mongólia, não possuía chifre.
Ornitópodes[editar]
Vários ornitópodes.
Ornitópodes são um grupo de dinossauros ornitísquios que começaram como pequenos herbívoros terrícolas, e cresceram em tamanho e número até tornarem-se os mais bem sucedidos herbívoros do Cretáceo em todo o mundo, dominando totalmente as
paisagens da América do Norte.
Sua maior vantagem evolutiva era o desenvolvimento progressivo do aparelho
mastigatório que tornou o mais sofisticado já desenvolvido por um réptil, rivalizando o dos modernos mamíferos como a vaca doméstica. Eles alcançaram seu ápice nos bico- de-pato, antes de serem varridos pelo evento de extinção do Cretáceo-Paleogeno junto com todos os outros dinossauros não-avianos.
Na paleorrota no Rio Grande do Sul, em 2001, foi encontrado o Sacissauro, um dos mais antigos Ornitísquios, e viveu no Triássico.
Paquicefalossauros[editar]
Paquicefalossauro.
Pachycephalosauria (do grego "lagartos de cabeça espessa") é uma micro-ordem de dinossauros ornitópodos marginocefalianos bípedes e herbívoros que habitaram a Terra durante o período Cretáceo, onde atualmente estão as terras da América do Norte e da Ásia. A característica mais marcante destes animais era o topo do crânio,que possuía em alguns animais vários centímetros de espessura, podiam apresentar formato de domo ou ainda era adornada com espinhos (como o Stygmoloch). A função de tal característica incomum é desconhecida. Até recentemente especulava-se que os membros desta micro-ordem utilizavam seus crânios em disputas territoriais ou por um parceiro sexual batendo suas cabeças uma contra as outras (tal qual fazem alguns antílopes). No
entanto, estudos recentes apontaram que haveria grandes danos ao cérebro do animal, caso ele chocasse sua cabeça contra a de outro indivíduo, sugerindo que talvez seu crânio fosse utilizado para a defesa contra predadores ou as disputas por parceiros eram realizadas com golpes desferidos contra as laterais do rival (assim como as girafas o fazem).
lagartos com cabeça espessada :
Um estranho dinossauro, que fora até confundido com o Compsognato foi descoberto na década de 1850, em calcários da Formação Solnhofen, no sul da Alemanha, o animal só não foi reconhecido como um Compsognato pois no calcário onde o animal foi achado foram encontradas marcas de penas envolta do animal. Esse animal foi conhecido como Arqueopterix. Tempos depois, na China, foram encontrados diversos dinossauros com penas entre eles o Microraptor,Dilong e Sinosauropterix. Isso gerou várias dúvidas entre cientistas e paleontólogos, que até hoje discutem sobre esse assunto. Há uma teoria que diz que pequenos terópodes como o Compsognato evoluíram a dinossauros semelhantes a aves, que estas começaram a aparecer no período cretáceo, como o Baptornis e o Hesperornithiformes. Considera-se hoje que as aves são descendentes diretos dos dinossauros. todos os paquicefalossauros têm uma saliência na parte interior do crânio.
Taxonomia[editar]
Ver artigo principal: Taxonomia dos dinossauros
A super-ordem Dinosauria subdivide-se em duas ordens, de acordo com a estrutura do pélvis - e algumas outras características anatômicas. Uma vez que os seus
representantes são encontrados apenas no estado fóssil - com a provável exceção das aves -, a taxonomia deste grupo é ainda fruto de discussão na comunidade científica.
Ordem Saurischia[editar]
Sub-ordem Theropoda
o †Infra-ordem Herrerasauria
o †Infra-ordem Coelophysoidea
o †Infra-ordem Ceratosauria