Parecer nº 018/13/PJM
Referência: Processo Administrativo nº 163/2013
Origem: Comissão Especial de Processo Seletivo Simplificado (CPSS) Assunto: Avaliação curricular em sede de Processo Seletivo Simplificado
Ementa: CONSULTA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO (PSS) PARA CONTRATAÇÃO TEM- PORÁRIA. AVALIAÇÃO CURRICULAR. FORMAÇÃO E EXPERIÊN- CIA PROFISSIONAL.
Há correlação entre o curso de Técnico em Agropecuária e os conhecimentos necessários ao bom desempenho da função de agente sanitário, de modo que o curso técnico em menção reclama por pontuação na avaliação curricular.
Verifica-se paralelismo entre a experiência profissional de técnico e as atividades de agente sanitário, merecendo pontuação no PSS.
Não se observa correspondência entre o exercício dos cargos comissionados referidos na consulta e a experiência profissional de agente sanitário, o que impede sua pontuação na avaliação curricular do PSS.
O estágio é atividade de pré-profissionalização, por isso seu emprego no PSS como experiência profissional não é aceitável.
1. DO RELATÓRIO ABREVIADO
Para exame e parecer desta Procuradoria Jurídica Municipal (PJM), a Comissão Especial de Processo Seletivo Simplificado (CPSS) remeteu o Processo Administrativo epigrafado, requerendo parecer jurídico relativamente à aceitação de formação e experiência profissional para fins de pontuação no Processo Seletivo Simplificado nº 001/2013/SEGOV, procedimento com vistas ao preenchimento de vagas existentes e futuras (inclusive cadastro de reserva) de agente sanitário, farmacêutico, odontólogo e professores.
A CPSS, com o propósito de obter orientação para avaliar e classificar de
candidatos inscritos para as vagas de agente sanitário, indaga à Procuradoria Jurídica acerca da consideração da formação de técnico em agropecuária, bem com a experiência profissional de técnico em agropecuária, de cargos comissionados e de estágio em saúde.
Os autos contêm, até aqui, 391 (trezentos e noventa e uma) folhas.
Feito o sintético relatório, resta elaborar o parecer.
2. DA ANÁLISE JURÍDICA
2.1. Da matéria submetida para exame
As dúvidas da CPSS giram em torno da formação acadêmica ou experiência profissional apresentada por determinados candidatos, inscritos no PSS nº 001/2012/SEGOV, disputando vagada para a função de agente sanitário.
A matéria que suscita dificuldades ao órgão consulente, referidas na fl. 389, pode ser sintetizada em quatro quesitos, assim dispostos:
1º. A formação de técnico em agropecuária, para fins pontuação no PSS, tem correlação com a formação de agente sanitário?
2º. A experiência profissional de técnico em agropecuária, para fins pontuação no PSS, tem correlação com a experiência profissional de agente sanitário?
3º. O exercício da chefia do Setor de Desenvolvimento Agrícola e da chefia do Departamento de Programas Agrícola pontua como experiência profissional para a vaga de agente sanitário?
4º. A atividade de estágio no órgão de saúde, ligado ao combate à dengue, deve ser considerado como experiência profissional?
As quatro questões serão examinadas de forma individualizada, conforme segue.
2.2. Do regramento da avaliação no PSS
O denominado Processo Seletivo Simplificado (PSS), destinado à seleção de profissionais para contratação por tempo determinado, para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, tem regras gerais fixadas pelo Decreto nº 711/2011.
O arts. 1º e 6º do Decreto nº 711/2011 estabelecem que o PSS será regido por edital de abertura de inscrições, instrumento que conterá a forma de avaliação, observadas as exigências fixadas no corpo do próprio decreto, e pela lei específica que autorizou a contratação.
Sinale-se que o edital de abertura de inscrições funciona como lei interna do PSS em liça, vinculando não apenas os candidatos, mas também a própria Administração1. Ordena o Edital PSS nº 001/2013/SEGOV, no subitem “4.4” (fls. 3) c/c o anexo I (fl. 38), que a formação escolar ou acadêmica e a experiência profissional a serem consideradas para pontuação dos candidatos inscritos são aquelas na área na qual se concorre ou, então, que mantenha uma correlação com ela2.
Tem-se, assim, que candidato somente pontuará se demonstrar formação escolar e/ou experiência na área que comporta a função para a qual se inscreveu ou, ainda, formação e/ou experiência em atividade correspondente3.
2.3. Do paralelismo na formação escolar do técnico em agropecuária e do agente sanitário
A CSS busca saber, inicialmente, se há paralelismo entre à área que abriga a ocupação de técnico agrícola e a formação escolar que envolve a função de agente sanitário.
A ocupação de técnico em agropecuária é profissão regulamentada por força, especialmente, do art. 9º, do Decreto nº 90.922/854, que regulamenta a Lei nº 5.524/685, sendo que a formação técnica (e registro no órgão profissional) é condição para
1 Princípio da legalidade e princípio da vinculação ao edital.
2 Essa regra do edital está em consonância com os critérios fixados no Decreto nº 711/2011.
3 A área correlata ou correspondente a que se refere o anexo I do edital (fl. 38) deve ser entendida como aquele campo (de formação ou experiência, conforme o caso) que mantenha paralelismo em relação ao campo de referência. Há de encontrar entre os campos um “algo em comum”, que não passa pelas características periféricas, mas que cria uma similitude, um paralelismo, em relação ao objeto central entre a área de referência e a área correlata.
4 Redação dada pelo Decreto nº 4.560/2002
5 A Lei nº 5.524/68 dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau.
o seu exercício.
Por sua vez, a ocupação de agente sanitário, registrada na Classificação de Ocupações Brasileira (CBO)6 sob o código 3522-107, não é profissão regulamentada, nem o exercício dessa atividade exige por si só curso técnico8.
Diante dessas circunstâncias, há como traçar hipoteticamente um paralelismo entre a formação escolar técnica do técnico em agropecuária e a formação escolar exigida para o agente sanitário, que não tem natureza técnica, considerando-se a lei local?
Entendo que sim.
Ainda que a municipalidade não exija formação técnica para o agente sanitário, a própria CBO aventa a suposição de reclamar da ocupação, v.g., instrução completa de ensino superior, isso dependendo das atribuições que se exigir do profissional.
Além disso, a formação escolar ou acadêmica aproveitável para pontuação no PSS não deve ser entendida como aquela requisitada para a contratação, mas sim como conhecimento adquirido formalmente (simpósios, curso técnico, especialização, etc.) e que se apresenta com um plus em relação ao exigido para a formação do vínculo jurídico profissional com a Administração.
Superado esse aspecto, importa pontificar o paralelismo entre a formação do técnico em agropecuária e a área de conhecimento que envolve a atuação do agente sanitário.
6 A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) foi instituída por Portaria ministerial nº 397/
2002. Não regulamenta nenhuma profissão (o que é reservado para a lei), mas tem por finalidade a identificação criteriosa das ocupações, pretendendo uniformizá-las para fins administrativos e de orientação. A CBO trata-se de documento oficial que reconhece, nomeia e codifica as ocupações segundo famílias e títulos, descrevendo suas características.
É utilizada, por exemplo, pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE) e na Relação Anual de Informações Sociais - (RAIS), ex vi da Portaria ministerial nº 397/2002.
7 Segundo a CBOA, a família 3522, cujo o agente sanitário (agente de saúde pública) é membro incluído como um título, exige como escolaridade ensino médio ao ensino superior, incompleto ou completo, conforme as atribuições exigidas do emprego ou função.
8 O provimento para o cargo de agente sanitário, conforme o anexo II, da Lei municipal nº 574/2007, exige como requisito o ensino médio.
Segundo o art. 3º, da Lei nº 1.079/2013 (fls. 08/09), as atribuições do agente sanitário são aquelas previstas na Lei nº 62/2001 para o cargo de provimento efetivo. Por sua vez, a Lei nº 62/2001, redação dada pelo anexo II, da Lei nº 574/2007, estabelece as seguintes atribuições para o agente sanitário:
“(...) acompanhar a existência de zoonoses e doenças decorrentes, realizar o combate e prevenção de doenças transmissíveis por animais, realizar captura de animais abandonados e transmissores de doenças, promover a coleta de materiais para o controle de doenças no município, investigar denúncias, constatar a veracidade da denúncia, solicitar documentação ao fiscalizado, investigar o processo produtivo desde a matéria prima até a disposição final, acionar órgãos técnicos competentes, coletar dados e informações técnicas, coletar material para análise, coletar produtos irregulares, participar de operações especiais (blitz), verificar existência de irregularidades ambientais e sanitárias em situações de vistoria, interditar estabelecimentos e atividades, apreender produtos/subprodutos irregulares, participar de reuniões técnicas, abrir processos administrativos, preencher autos de infração, emitir termos, emitir notificações, emitir autorizações, emitir intimações, emitir licenças, preencher relatórios administrativos, formalizar proposta de embargo, interdição e multa, registrar denúncias e realizar outras atividades afins (...)”.
Possível inferir, na primeira passada de olhos, que as atividades principais do agente sanitário exigem conhecimento sobre a prevenção e combate de doenças transmissíveis aos seres humanos pelos animais (zoonoses) e o domínio de conceitos, sob o ponto de vista sanitário e de fiscalização, pertinentes ao processo produtivo desde a matéria prima até a disposição final.
Já o curso de Técnico em Agropecuária tem entre seus componentes curriculares a disciplinas de Zootecnia, Noções Básicas Higiene e Profilaxia, e, por fim, de Fisiologia dos Animais/Vegetais (ver fl. 98), que abordam zoonoses. Além disso, uma das competências da profissão, capacitada pelo curso em comento, é elaborar laudos técnicos necessários à fiscalização de produtos de origem vegetal, animal e agroindustrial (ver fl. 98 e, ainda, art. 6º, inc. XI, do Decreto nº 90.922/85).
Nítida, portando, a correlação entre o curso de Técnico em Agropecuária e os conhecimentos necessários ao bom desempenho da função de agente sanitário, de tal
sorte que o referido curso técnico deve ser considerado na avaliação curricular daqueles candidatos que comprovaram sua formação na ocasião da inscrição.
2.4. Do paralelismo da experiência profissional do técnico em agropecuária e do agente sanitário
Também há paralelismo, para efeitos de avaliação curricular no PSS em apreciação, entre as atividades do técnico em agropecuária e do agente sanitário.
O art. 6º, do Decreto nº 90.922/85, estabelece as atribuições dos “técnicos agrícolas de 2º grau” e, por força do art. 9º do mesmo ato administrativo, dos técnicos em agropecuária, para o exercício profissional e da sua fiscalização, respeitados os limites de sua formação.
Pois o rol de atribuições do art. 6º, do Decreto em menção, abrange direta e indiretamente as atividades de agente sanitário, arroladas na Lei nº 62/2001, redação dada pelo anexo II, Lei nº 574/2007.
2.5. Da pontuação em cargos comissionados
O terceiro quesito apresentado pelo órgão consulente repercute a validade da experiência profissional de cargos comissionados, de chefia do Setor de Desenvolvimento Agrícola e de chefia do Departamento de Programas Agrícola, para fins de pontuação no PSS.
DIOGENES GASPARINI9 bem esclarece:
“(...) os cargos de provimento em comissão são próprios para a direção, comando ou chefia de certos órgãos, onde se necessita de um agente que sobre ser de confiança da autoridade nomeante se disponha a seguir sua orientação, ajudando-a a promover a direção superior da Administração”. (Grifo do parecista)
Segundo ensina GASPARINI, a instituição de um CC está ligada à necessidade de um agente que, exatamente por ser de confiança do Administrador, realizará a contendo as tarefas necessárias ao funcionamento da direção superior da Administração (e da própria Administração, via de consequência).
9 In "Direito Administrativo", 7ª ed., São Paulo: Saraiva, 2002, p.241
ADILSON DE ABREU DALLARI10, citando MÁRCIO CAMMAROSANO, explica:
“(...) Não é, portanto, qualquer plexo unitário de competências que reclama seja confiado seu exercício a esta ou àquela pessoa, a dedo escolhida, merecedora da absoluta confiança da autoridade superior, mas apenas aqueles que dada a natureza das atribuições a serem exercidas pelos seus titulares, justificam exigir-se deles não apenas o dever elementar de lealdade às instituições constitucionais e administrativas a que servirem, comum a todos os funcionários, como também um comprometimento político, uma fidelidade às diretrizes estabelecidas pelos agente políticos, uma lealdade pessoal à autoridade superior”. (Grifo do parecista)
Por conseguinte, o que legitima um cargo comissionado é o comprometimento político, no sentido de lealdade à autoridade que lhe nomeia, por conta das atribuições desempenhadas, condição que garante seu engajamento, permitindo à direção superior da Administração (o Governo) a realização do projeto consagrado nas urnas.
Nessa senda, um cargo de chefia pressupõe uma função de comando, de gestão do órgão que titula, gestão essa vinculada à orientação da cúpula, de modo que suas atribuições, via de regra11, não possuem natureza técnica ou burocrática.
O parágrafo único, art. 16, da Lei municipal nº 725/2009, que dispõe sobre a organização do Gabinete do Prefeito, das Secretarias e dos demais órgãos do Poder Executivo, prescreve às chefias de setor ou departamento as seguintes atribuições, além daquelas decorrentes dos assuntos de competência do órgão:
“Art. 16. (...)
Parágrafo único. (...)
I - despachar com o Secretário da pasta a que se vincula o órgão sob o seu comando;
II - chefiar, orientar, coordenar e controlar as atividades desenvolvidas pelo órgão que titula;
10 In “Regime Constitucional dos Servidores Públicos”. 2 ed., São Paulo: RT, 1992, p.41
11 Para ilustrar uma exceção: o cargo de Procurador-Geral do Município, cujo titular exerce mando em nome da cúpula, mas também desenvolve atividade técnica, fiscalizada pela OAB.
III - prestar assistência ao Secretário em assuntos de sua competência e do órgão sob sua responsabilidade;
IV - apresentar ao Secretário, na época própria, o programa anual dos trabalhos a cargo da unidade sob sua direção;
V - proferir despachos decisórios em processos de sua responsabilidade no âmbito de sua competência;
VI - expedir instruções às unidades sob sua direção, para a boa execução das leis e regulamentos;
VII - solicitar a realização de sindicância para apuração de faltas funcionais e irregularidades, bem como, sugerir a instauração de processo disciplinar, conforme o caso, na hipótese de verificar o envolvimento de servidor lotado no órgão sob o seu comando;
VIII - fazer comunicar ao setor competente a movimentação dos bens patrimoniais existentes no órgão sob sua responsabilidade, para efeito de atualização do cadastro patrimonial;
IX - prestar ao Secretário informações e esclarecimentos sobre assuntos em fase final de decisão;
X - proferir despachos decisórios em processos atinentes a assuntos de competência dos órgãos que dirige, e interlocutórios naqueles cuja decisão esteja fora de suas atribuições;
XI - sugerir ou solicitar ao Secretário as providências que julgar necessárias para proporcionar o bom andamento dos serviços sob sua responsabilidade;
XII - propor ao Secretário a admissão de pessoal quando verificar a carência;
XIII – solicitar ao Secretário compras e licitações de bens e serviços;
XIV - promover reuniões de coordenação entre seus subordinados, a fim de traçar diretrizes, dirimir dúvidas, ouvir sugestões e discutir assuntos de interesse do órgão;
XV - baixar ordens de serviço, avisos e demais orientações aos seus subordinados;
XVI – cumprir tarefas delegadas pelo Prefeito ou pelo Secretário”.
Já a alínea “c”, inc. V, art. 3º, do Decreto nº 578/2009, que estabelece temas de competência dos departamentos e setores das secretarias municipais, e define as atribuições dos chefes desses órgãos, na redação dada pelo Decreto nº 809/2012, diz o seguinte em relação aos assuntos de competências do Departamento de Programas Agrícolas:
“Art. 3º. (...)
(...) V – (...) (...)
c - Departamento de Programas Agrícolas (DPA): Administração do pessoal Lotado no órgão, administração dos programas agrícolas e de incentivo a produtores rurais; execução da política agrícola local; produção e fomento agrícola; programas de proteção , conservação e manejo do solo e água, voltados ao processo produtivo agrícola e pecuário; desenvolvimento rural, cooperativismo e associativismo; atividades afins.
(...)”.
A mesma alínea “c”, inc. V, art. 3º, do Decreto nº 578/2009, no teor original (anterior à redação dada pelo Decreto nº 809/2012), fixava aos assuntos de competências do antigo Setor de Desenvolvimento Agrícola, que foi substituído pelo Departamento de Programas Agrícolas, assim estabelecendo:
“Art. 3º. (...) (...)
V – (...) (...)
c - Setor de Desenvolvimento Agrícola (SEDEAG); execução da política agrícola local; produção e fomento agrícola; programas de proteção, conservação e manejo do solo e água, voltados ao processo produtivo agrícola e pecuário; desenvolvimento rural, cooperativismo e associativismo; atividades afins.
(...)”.
Da leitura de suas atribuições gerais e específicas, percebe-se que as chefias em agito executam atividades de comando do órgão, de supervisão de programas de responsabilidade da pasta, além de desenvolver ações de integração do órgão sob sua responsabilidade com a secretaria que integram.
Não há, portanto, paralelismo entre o exercício dos cargos comissionados referidos na consulta e a experiência profissional de um agente sanitário.
2.6. Do estágio como experiência profissional
A última questão submetida pela CPSS ao crivo desta Procuradoria Jurídica
é se a atividade de estágio no órgão de saúde, ligado ao combate à dengue, deve ser considerado como experiência profissional.
A questão é singela.
O edital que regula o presente PSS determina que um dos elementos de avaliação dos candidatos é a experiência profissional de empregado, servidor público ou profissional autônomo (item 4.5 do edital, fls. 34/35).
O estágio é uma atividade temporária, com vista à formação profissional, ou seja, trata-se de experiência de pré-profissionalização.
Nesse diapasão, o estágio a que se refere a certidão de fls. 197/198 não reúne condições para ser pontuado como experiência profissional no PSS em agito.
3. DA CONCLUSÃO
Pelo fio do exposto, o parecerista assim responde aos quesitos formulados pelo órgão consulente:
1º. A formação de técnico em agropecuária, para fins pontuação no PSS, tem correlação com a formação de agente sanitário?
Sim, existe paralelismo entre o curso de Técnico em Agropecuária e os conhecimentos necessários ao bom desempenho da função de agente sanitário, de modo que o curso técnico em menção deve ser levado em conta na avaliação curricular dos candidatos.
2º. A experiência profissional de técnico em agropecuária, para fins pontuação no PSS, tem correlação com a experiência profissional de agente sanitário?
Sim. Resta caracterizada a correlação entre a experiência profissional de técnico e as atividades de agente sanitário, merecendo pontuação no PSS.
3º. O exercício da chefia do Setor de Desenvolvimento Agrícola e da chefia do Departamento de Programas Agrícola pontua como experiência profissional para a vaga de agente sanitário?
Não se evidencia correspondência entre o exercício dos cargos
comissionados referidos na consulta e a experiência profissional de agente sanitário, o que impede sua pontuação na avaliação curricular do PSS sob exame.
4º. A atividade de estágio no órgão de saúde, ligado ao combate à dengue, deve ser considerado como experiência profissional?
O estágio é atividade de pré-profissionalização, por isso é ilícito o seu emprego, no PSS, como experiência profissional.
Até aqui o parecer. Sob censura da autoridade superior.
Rolador (RS), em 04 de março de 2013.
Charles Leonel Bakalarczyk Procurador Jurídico Municipal OAB/RS nº 56.207 – Matrícula nº 661