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Influência do comportamento marginal na densidade conjunta bivariada

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Academic year: 2017

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conjunta bivariada

Mariela Fern´andez

TESE APRESENTADA AO

INSTITUTO DE MATEM ´ATICA E ESTAT´ISTICA DA

UNIVERSIDADE DE S ˜AO PAULO PARA

OBTENC¸ ˜AO DO GRAU DE

DOUTOR EM CIˆENCIAS

´

Area de Concentra¸c˜ao: Matem´atica Aplicada Orientador: Prof. Dr. Nikolai Valtchev Kolev

Durante a elabora¸c˜ao deste trabalho a autora recebeu apoio financeiro do CNPQ

(2)
(3)

Este exemplar corresponde `a reda¸c˜ao final da tese devidamente corrigida e defendida por Mariela Fern´andez e aprovada pela Comiss˜ao Julgadora.

S˜ao Paulo, julho de 2007.

Banca examinadora:

• Prof. Dr. Nikolai Valtchev Kolev (Orientador) - IME-USP

• Prof. Dr. Henrique Von Dreifus - IME-USP

• Prof. Dr. Francisco Louzada Neto - UFSCar

• Prof. Dr. Dani Gamerman - UFRJ

(4)
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(7)

A minha fam´ılia, principalmente a minha m˜ae, av´o e irm˜ao porque sem eles n˜ao teria atingido nenhum dos meus objetivos. Tamb´em fico muito grata ao Joaqu´ın, meu primeiro sobrinho e afilhado, saber que ele viria ao mundo foi uma grande motiva¸c˜ao para continuar.

Ao Leonardo por ser um ´otimo companheiro e tornar a minha fase de doutorando e a minha vida mais agrad´avel.

Aos meus colegas e amigos Silvina, Florencia, Julieta, Cristian, Sandra e Marcelo. Ao professor Nikolai Kolev por sua orienta¸c˜ao.

`

(8)
(9)

Neste trabalho propomos a representa¸c˜ao de uma densidade bivariada segundo a natureza geom´etrica das marginais. Uma densidade cont´ınua pode ser aproximada pela exponencial de um polinˆomio num dom´ınio limitado. Tal aproxima¸c˜ao permite estudar a influˆencia do com-portamento marginal e condicional sobre a densidade conjunta. Esse estudo ´e realizado encon-trando os conjuntos dos poss´ıveis valores dos coeficientes do polinˆomio segundo a informa¸c˜ao dada sobre as densidades marginais ou as densidades condicionais. Tamb´em analisamos os coeficientes segundo algumas medidas de dependˆencia. Conclu´ımos mostrando a influˆencia do comportamento marginal e condicional sobre vari´aveis aleat´orias discretas.

Abstract

(10)
(11)

Tabela de nota¸c˜ao 3

1 Introdu¸c˜ao 5

2 Aproxima¸c˜ao de uma densidade pela exponencial de um polinˆomio 7

2.1 Dom´ınio limitado . . . 7

2.2 Dom´ınio ilimitado . . . 10

3 Comportamento geom´etrico das densidades marginais 18 3.1 Polinˆomio de grau um . . . 19

3.2 Polinˆomio de grau dois . . . 20

3.2.1 Fam´ılia de trˆes parˆametros . . . 20

3.2.2 Fam´ılia de quatro parˆametros . . . 30

3.2.3 Fam´ılia de cinco parˆametros . . . 37

3.3 Polinˆomio de grau trˆes . . . 40

4 Comportamento geom´etrico das densidades condicionais 47 4.1 Polinˆomio de grau dois . . . 47

4.1.1 Fam´ılia de trˆes parˆametros . . . 47

4.1.2 Fam´ılia de quatro parˆametros . . . 54

4.1.3 Fam´ılia de cinco parˆametros . . . 59

(12)

5.2 Dependˆencia positiva . . . 69 5.3 Dependˆencia negativa . . . 72

6 Vari´aveis discretas 76

6.1 Tabelas 2× 2 . . . 76 6.2 Tabelas 3× 3 . . . 80

7 Conclus˜oes e estudos futuros 86

Referˆencias Bibliogr´aficas 90

A Demonstra¸c˜oes de resultados auxiliares 91

B Demonstra¸c˜oes dos resultados do cap´ıtulo 2 98

C Demonstra¸c˜oes dos resultados do cap´ıtulo 3 108

D Demonstra¸c˜oes dos resultados do cap´ıtulo 4 128

(13)

[a, b] Intervalo fechado de extremo inferior a e superior b. ]a, b[ Intervalo aberto de extremo inferior a e superior b.

γh Fun¸c˜ao de dependˆencia local dada na equa¸c˜ao (5.1).

ψ Fun¸c˜ao definida na equa¸c˜ao (3.3). AN Associa¸c˜ao negativa, defini¸c˜ao 5.3.3. AP Associa¸c˜ao positiva, defini¸c˜ao 5.2.3.

fX Fun¸c˜ao de densidade da vari´avel X.

fc

X Fun¸c˜ao marginal fX constante.

fd

X Fun¸c˜ao marginal fX decrescente.

fi

X Fun¸c˜ao marginal fX crescente.

fm

X Fun¸c˜ao marginal fX com um ponto m´ınimo.

fdl Fun¸c˜ao de dependˆencia local dada na equa¸c˜ao (5.1).

gY Fun¸c˜ao de densidade da vari´avel Y.

gc

Y Fun¸c˜ao marginal gY constante.

gd

Y Fun¸c˜ao marginal gY decrescente.

gi

Y Fun¸c˜ao marginal gY crescente.

gm

Y Fun¸c˜ao marginal gY com um ponto m´ınimo.

h Fun¸c˜ao de densidade conjunta.

K Fun¸c˜ao auxiliar definida na Proposi¸c˜ao A.1.

L Fun¸c˜ao definida na equa¸c˜ao (3.6).

LTD Decrescente na cauda esquerda, defini¸c˜ao 5.2.2. LTI Crescente na cauda esquerda, defini¸c˜ao 5.3.5.

N Conjunto dos n´umeros naturais.

NDQ Negativamente dependente em quadrante, defini¸c˜ao 5.3.1.

(14)

Pf Polinˆomio definido porPf(x, y) =λ10+λ11y+ 2λ20x+ 2λ21xy. Pg Polinˆomio definido porPg(x, y) =λ01+λ11x+ 2λ02y+λ21x2. pi Probabilidade P(X =i), sendo X uma vari´avel aleat´oria discreta.

pj Probabilidade P(Y =j), sendo Y uma vari´avel aleat´oria discreta.

pij Probabilidade P(X =i, Y =j), sendo X e Y vari´aveis aleat´orias discretas.

PQD Positivamente dependente em quadrante, defini¸c˜ao 5.2.1.

R Conjunto dos n´umeros reais.

RTD Decrescente na cauda direita, defini¸c˜ao 5.3.5. RTI Crescente na cauda direita, defini¸c˜ao 5.2.2. SD Estocasticamente decrescente, defini¸c˜ao 5.3.5.

sgn Fun¸c˜ao sinal definida na equa¸c˜ao (3.7). SI Estocasticamente crescente, defini¸c˜ao 5.2.2. TP Densidade totalmente positiva, defini¸c˜ao 5.2.4. TN Densidade totalmente negativa, defini¸c˜ao 5.3.7.

ya Ponto definido em (4.4).

yb Ponto definido em (4.5).

(15)

Introdu¸

ao

Na grande maioria das an´alises estat´ısticas aplicadas necessitamos modelar popula¸c˜oes multidimensionais. Usualmente conhecemos mais e melhor os processos marginais do que a estrutura de dependˆencia. Por isso ´e comum na pr´atica preferir implementar os modelos mar-ginais em sistemas de informa¸c˜ao e us´a-los para realizar a an´alise de modelos multivaridos mais complexos. Levando em conta tal tecnologia, no presente trabalho propomos encontrar as poss´ıveis formas de uma densidade bivariada assumindo o conhecimento das marginais. A necessidade de construir distribui¸c˜oes multivariadas supondo que as marginais s˜ao dadas surge com muita freq¨uˆencia em problemas de diversas ´ındoles. Dada a importˆancia deste tema em aspectos tanto de pesquisa quanto de aplica¸c˜ao, uma s´erie de conferˆencias denominadas “Distributions with Given Marginals” foram organizadas em Roma (1990), Seattle (1993), Praga (1996), Barcelona (2000), Quebec (2004) e Tartu (2007). Em Cuadras et al (2002) pode ser vista uma resenha desses eventos. Como outro exemplo citamos o trabalho de Kotz e van Dorp (2002) no qual estudaram a fam´ılia Fairlie-Gumbel-Morgenstern considerando que as distribui¸c˜oes marginais s˜ao do tipo “Two-Sided Power”. Aqui sugerimos uma classifica¸c˜ao de densidades bivariadas segundo o comportamento crescente ou decrescente das correspondentes marginais.

Existe muita bibliografia em rela¸c˜ao a an´alise ou constru¸c˜ao de densidades bivariadas via expans˜ao em s´eries, por´em a maioria dos trabalhos utiliza a informa¸c˜ao de medidas de dependˆencia como os momentos. Como exemplos temos as expans˜oes de Gram-Charlier e de Edgeworth; ver Johnsons e Kotz (1972), e a expans˜ao em vari´aveis canˆonicas ou autofun¸c˜oes

(16)

dada por Lancaster (1958). Tamb´em ´e um outro exemplo a solu¸c˜ao do Problema dos Momentos de Hausdorff; ver Shohat e Tamarkin (1943), Knill (1997) e Ang et al (1999). No nosso estudo tamb´em trabalhamos com expans˜ao em s´eries da densidade conjunta mas determinada pela informa¸c˜ao do comportamento marginal. Uma densidade cont´ınua pode ser representada como segue

h(x, y) = exp

i,j=0

λijxiyj,

sendo λij (i, j = 0,1,· · ·) coeficientes reais e a igualdade como limite uniforme (a prova ´e apresentada no cap´ıtulo 2). Truncando esta ´ultima rela¸c˜ao, e tomando em conta o conhecimento da natureza das marginais, pretendemos determinar uma poss´ıvel express˜ao para a densidade conjunta h(x, y). Especificamente, para as densidades

h(x, y) = exp(λ0 +λ10x+λ01y+λ11xy+λ20x2+λ02y2), (x, y)∈[a, b]×[a, b] (1.1)

e

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy+λ21x2y), (x, y)∈[a, b]×[a, b] (1.2)

sendo [a, b]R, determinamos os poss´ıveis valores dos coeficientesλij, i, j = 0,1,2,segundo o

comportamento geom´etrico das marginais (por exemplo fun¸c˜oes crescentes, decrescentes, uni-modais). Observemos que cada elemento da s´erie, ou seja, cada express˜ao expn

i,j=0λijxiyj

´e um elemento de uma fam´ılia de exponenciais. Tal fam´ılia ´e muito utilizada na pr´atica pelas propriedades estat´ısticas que possui. No presente trabalho n˜ao expomos detalhes sobre a fam´ılia de exponenciais. Estas podem ser consultadas, por exemplo, em Barndorff-Nielsen (1978) e em Nguyen e Rogers (1989).

(17)

Aproxima¸

ao de uma densidade pela

exponencial de um polinˆ

omio

Come¸camos o presente trabalho mostrando o resultado no qual se baseia o nosso estudo. Especificamente, provamos que uma densidade pode ser aproximada pela exponencial de um polinˆomio num dom´ınio limitado.

Primeiramente, na se¸c˜ao 2.1, estudamos o caso em que a densidade conjunta n˜ao ´e zero num conjunto limitado. Como segundo passo, na se¸c˜ao 2.2, provamos a aproxima¸c˜ao quando a densidade ´e positiva num conjunto ilimitado.

2.1

Dom´ınio limitado

A seguir definimos o conjunto que entendemos como dom´ınio de uma densidade.

Defini¸c˜ao 2.1.1. Definimos como dom´ınio de uma densidade o conjunto de pontos para os quais a densidade n˜ao ´e nula.

Durante todo o trabalho, assumimos que a densidade bivariada ´e cont´ınua no dom´ınio. A densidade marginal da variavel X ´e denotada por fX e a densidade de Y por gY.

Neste caso de dom´ınio limitado, a aproxima¸c˜ao ´e conseq¨uˆencia do Teorema de Stone-Weierstrass; ver, por exemplo, Rudin (1976) ou Lages Lima (2003). Em particular, a

(18)

xima¸c˜ao ´e obtida a partir de um dos seus corol´arios que afirma que uma fun¸c˜ao cont´ınua com suporte compacto ´e aproximada uniformemente por uma seq¨uˆencia de polinˆomios.

Proposi¸c˜ao 2.1.2. Se h : [a, b]×[a, b] ]0,+[ ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua, ent˜ao pode ser aproximada uniformemente por uma seq¨uˆencia de exponencias de polinˆomios nas vari´aveisx e

y, isto ´e, para todo ǫ >0 existe um polinˆomio Pn(x, y) =n

i,j=0λijxiyj tal que

h(x, y)−exp

Pn(x, y)

< ǫ para todo (x, y)∈[a, b]×[a, b],

sendo λij, para i, j = 0,· · · , n, n´umeros reais. Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

No seguinte resultado vemos que a seq¨uˆencia da proposi¸c˜ao anterior pode ser modificada para uma seq¨uˆencia de densidades no caso em que a pr´opria fun¸c˜ao aproximada seja uma densidade, ou seja, que tenha integral total um.

Lema 2.1.3. Seh´e uma densidade com dom´ınio[a, b]×[a, b], cont´ınua no dom´ınio, ent˜ao pode ser aproximada uniformemente por uma seq¨uˆencia de densidades definidas por exponenciais de polinˆomios nas vari´aveis x e y.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

Os resultados anteriores podem ser resumidos no seguinte corol´ario, no qual tamb´em ana-lisamos a convergˆencia das correspondentes densidades marginais.

Corol´ario 2.1.4. Seja h uma densidade cont´ınua no dom´ınio [a, b]×[a, b] com marginais fX

e gY. Para todo ǫ >0, existe um polinˆomio Pn(x, y) =

n

i,j=0λijxiyj tal que

max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]

h(x, y)−exp

Pn(x, y)

< ǫ,

max

x∈[a,b]

fX(x)− b

a exp

Pn(x, y)

dy

< ǫ e

max

y∈[a,b]

gY(y)− b

aexp

Pn(x, y)

(19)

Prova:Conseq¨uˆencia do Lema 2.1.3. As desigualdades das marginais seguem do fato de h ter dom´ınio limitado e a aproxima¸c˜ao por exponenciais de polinˆomios ser uniforme.

Assim como no corol´ario anterior, tamb´em podemos concluir que se h exp(Pn), ent˜ao para quaisquer r, sN (N denota o conjunto dos n´umeros naturais)

b

a b

a

xrysexp

P(x, y)

dxdy

´e pr´oxima de

E[XrYs] =

b

a b

a

xrysh(x, y)dxdy.

Este fato segue do dom´ınio de h ser limitado e da aproxima¸c˜ao por exp(Pn) ser uniforme. ´

E ´util observar que quando h tem dom´ınio limitado tamb´em podemos definir a seguinte igualdade

h(x, y) =M ˜h(x, y) para (x, y)[a, b]×[a, b],

sendo

M = max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]h(x, y) +ǫ, ǫ >0 arbitr´ario e ˜h(x, y) =M −h(x, y).

Antes de prosseguir, observamos que a constanteM est´a bem definida pois a densidade conjunta

h´e uma fun¸c˜ao cont´ınua num conjunto limitado, ent˜ao possui m´aximo. Essa constante implica que ˜h=Mh´e uma fun¸c˜ao cont´ınua e positiva para (x, y)[a, b]×[a, b] e portanto pode ser uniformemente aproximada pela exponencial de um polinˆomio nas vari´aveis x e y (Proposi¸c˜ao 2.1.2). Consideramos ent˜ao

˜

h(x, y)exp(λ0+ n

i,j=0

i+j=0

λijxiyj)

para algum nN sendo

λ0 = ln

 

M(ba)21

b

a

b

a exp(

n

i,j=0

i+j=0

λijxiyj)

(20)

O coeficiente λ0 est´a bem definido pois M(b−a)2−1>0 j´a que

1 =

b

a b

a

h(x, y)dxdy(ba)2 max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]h(x, y)< M(b−a) 2.

Denotamos as densidades marginais de ˜h por ˜fX e ˜gY, isto ´e

˜

fX(x) =

b

a

˜

h(x, y)dy e g˜Y(y) =

b

a

˜

h(x, y)dx.

A vantagem de trabalhar com esta outra express˜ao de h, radica na determina¸c˜ao dos coe-ficientes λij,i, j = 0, . . . , nsegundo a convexidade das marginais. Nas aproxima¸c˜oes estudadas no cap´ıtulo 3, principalmente na se¸c˜ao §3.2.1, resulta mais simples obter os coeficientes que reproduzem uma marginal convexa do que uma cˆoncava. Por´em, na modelagem aplicada, s˜ao mais usadas as densidades unimodais, ou seja cˆoncavas, do que as convexas. Essa aparente desvantagem da metodologia proposta pode ser superada utilizando a rela¸c˜ao h = M ˜h. Logo, a partir do comportamento geom´etrico das marginais, determinamos os coeficientes de ˜

h, sendo que as marginais de ˜h s˜ao convexas se, e somente se, as correspondentes de h s˜ao cˆoncavas. Por exemplo, se a densidade fX (correspondente a h) for unimodal, determinamos os

coeficientes de ˜h de tal forma que a densidade ˜fX (correspondente a ˜h) seja uma fun¸c˜ao com

um ponto m´ınimo. Um exemplo num´erico pode ser visto na Figura 3.2.6. Ao aplicar a rela¸c˜ao

h =M ˜h pode acontecer que n˜ao tenhamos informa¸c˜ao pr´evia do valor da constante M, ou seja, que n˜ao conhe¸camos o valor m´aximo da densidade conjunta que estamos aproximando. Nesse caso, pode ser utilizado qualquer valor para M desde que M > (b1a)2, por exemplo

M = (b2a)2.

Na seguinte se¸c˜ao, analisamos o caso em que o dom´ınio deh ´e ilimitado.

2.2

Dom´ınio ilimitado

(21)

Defini¸c˜ao 2.2.1. Seja h : R×R ]0,+[ uma densidade. Dizemos que h ∈ H se h ´e

cont´ınua, possui densidades marginais cont´ınuas e as seguintes condi¸c˜oes s˜ao satisfeitas i) lim

||(x,y)||→+∞h(x, y) = 0, ii) lim

|x|→+∞fX(x) = 0, iii) lim

|y|→+∞gY(y) = 0,

onde ||(x, y)||denota a norma euclideana de (x, y), isto ´e, ||(x, y)||=x2+y2.

Um exemplo de densidade conjunta emH´e a densidade normal bivariada. Por outro lado, podemos ver que as condi¸c˜oes i)-iii) n˜ao s˜ao redundantes j´a que em Romano and Siegel (1986)

§2.7 ´e dado o seguinte exemplo de uma densidade cont´ınua que n˜ao tende assintoticamente a zero. Seja Z uma vari´avel com distribui¸c˜ao geom´etrica, ou seja P(Z = n) = 2−n, para

n = 1,2, . . . , e seja W uma outra vari´avel com distribui¸c˜ao condicionada a Z, Gaussiana com m´ediaZ e variˆancia n−22−2n. Ent˜ao a distribui¸c˜ao, n˜ao condicionada, de W ´e uma mistura de

tais distribui¸c˜oes Gaussianas e a densidade ´e a soma delas, isto ´e,

fW(w) =

i=1 n2n

2πexp

− n2

n(wn)2

2

.

A densidade possui dom´ınio ilimitado, ´e cont´ınua mas n˜ao tende para zero quando w tende para infinito. Na Figura 2.2.1 mostramos uma aproxima¸c˜ao da densidade fW.

Uma outra observa¸c˜ao interessante, acerca da defini¸c˜ao do conjunto de densidades H, ´e que a condi¸c˜ao das densidades conjuntas cont´ınuas terem marginais cont´ınuas tamb´em n˜ao ´e redundante. Novamente, em Romano and Siegel (1986) §2.15, ´e apresentado um exemplo de densidade bivariada com dom´ınio ilimitado e cont´ınua que possui uma das marginais des-cont´ınua. A densidade

h(w, z) =

 

1

2πexp

−w(z−(w1)

2)

2

, sew >0

0, sew0

´e cont´ınua em R×R, por´em a densidade marginalfW(w) = exp(w)1{w>0} ´e descont´ınua na

(22)

Figura 2.2.1

DensidadefW(w) =

i=1 n2

n

2πexp

− n2n(w2−n)2

.

2 4 6 8 10 w

5 10 15 20 fw

Uma vez estabelecidas as caracter´ısticas das densidades que podem ser aproximadas, come¸camos a dar os resultados necess´arios para provar a aproxima¸c˜ao. A seguir, fornecemos um roteiro da apresenta¸c˜ao de tais resultados. Primeiramente, no Lema 2.2.2 e na Proposi¸c˜ao 2.2.3, descrevemos algumas das propriedades das densidades do conjunto H. Dada uma densi-dade conjunta h∈ H, estudamos a convergˆencia da seq¨uˆencia definida por truncamentos de h, especificamente, lim

n→+∞hn =h. Como segundo passo, aplicamos os resultados da se¸c˜ao anterior

e conclu´ımos que cada densidade hn, obtida por um truncamento de h, pode ser aproximada por uma seq¨uˆencia de exponenciais de polinˆomios

exp(Pn m)

m∈N, sendo lim

m→+∞exp(P

n

m) = hn.

O terceiro passo ´e o Teorema 2.2.6, no qual mostramos que a seq¨uˆencia definida pela diagonal, ou seja

exp(Pn n)

n∈N, aproxima h. Finalmente, no Corol´ario 2.2.8 e na Proposi¸c˜ao 2.2.9,

pro-vamos que as probabilidades e momentos calculados com a seq¨uˆencia aproximante convergem aos calculados com h.

Definimos a seq¨uˆencia de fun¸c˜oes (hn)n∈N como segue

hn : R×RR

hn(x, y) = h(x, y)1[−n,n](x)1[−n,n](y),

(23)

seq¨uˆencias de fun¸c˜oes marginais (fn

X)n∈N and (g

n

Y)n∈N sendo

fXn(x) =

+∞ −∞

hn(x, y)dy =1[−n,n](x) n

−n

h(x, y)dy gYn(y) =

+∞ −∞

hn(x, y)dx =1[−n,n](y) n

−n

h(x, y)dx.

Denominamos por seq¨uˆencia truncada de h a seq¨uˆencia (hn)n∈N junto com as correspondentes

seq¨uˆencias (fn

X)n∈N e (g

n

Y)n∈N.

O nosso primeiro resultado ´e uma propriedade das densidades em H.

Lema 2.2.2. Seja h : R× R ]0,+[ uma densidade em H. Ent˜ao valem as seguintes

convergˆencias 1. lim

n→+∞

−n

−∞h(x, y)dy+

+∞

n h(x, y)dy

= 0, uniformemente em x paraxR;

2. lim

n→+∞

−n

−∞h(x, y)dx+

+∞

n h(x, y)dx

= 0, uniformemente em y para yR.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

A seguinte proposi¸c˜ao ´e a principal propriedade das densidades em H.

Proposi¸c˜ao 2.2.3. Seja h : R× R ]0,+[ uma densidade em H. Para a seq¨uˆencia

truncada de h e qualquer ǫ >0, existe um n0 ∈N tal que para n≥n0

sup

(x,y)∈R×R

h(x, y)−hn(x, y)

< ǫ,

sup

x∈R

fX(x)−f

n

X(x)

< ǫ e

sup

y∈R

gY(y)−g

n

Y(y)

< ǫ.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

(24)

Lema 2.2.4. Seja (hn)n∈N a seq¨uˆencia truncada de h, com h ∈ H. Para cada n ∈ N, existe

uma seq¨uˆencia (En

m)m∈N tal que

sup (x,y)∈[−n,n]×[−n,n]|

hn(x, y)− Emn(x, y)| < 1 m3,

sup x∈[−n,n]|

fXn(x)−f

En m

X (x)| <

1

m3 e sup

y∈[−n,n]| gn

Y(y)−g

En m

Y (y)| <

1

m3,

sendo En

m uma densidade dada pela exponencial de um polinˆomio em x e y.

Prova: Conseq¨uˆencia da Proposi¸c˜ao 2.1.2.

Lema 2.2.5 (Seq¨uˆencia diagonal). A seq¨uˆencia ( ¯En)n∈N definida porn ≡ Enn satisfaz as

seguintes desigualdades

sup (x,y)∈[−n,n]×[−n,n]|

hn(x, y)E¯n(x, y)| <

1

n3, (2.1)

sup x∈[−n,n]|

fXn(x)−f

¯

En

X (x)| <

1

n3 e (2.2)

sup y∈[−n,n]|

gnY(y)−g

¯

En

Y (y)| <

1

n3. (2.3)

Prova: Segue da defini¸c˜ao de ¯En e do Lema 2.2.4.

A seq¨uˆencia diagonal ( ¯En)n∈N definida no Lema 2.2.5 ´e constru´ıda com o limitante 1

n3 para

garantir a convergˆencia das probabilidades (ver Corol´ario 2.2.8). Agora podemos enunciar o principal resultado da presente se¸c˜ao, o qual estabelece que a seq¨uˆencia ( ¯En)n∈N converge para

(25)

Teorema 2.2.6. Seja h:R×R ]0,+[ uma densidade em H, ent˜ao a seq¨uˆencia ( ¯En)nN

satisfaz que para todo ǫ >0, existe um n0 ∈N tal que se n≥n0, ent˜ao sup

(x,y)∈R×R|

h(x, y)E¯n(x, y)| <

1

n, (2.4)

sup x∈R|

fX(x)−f

¯

En

X (x)| <

1

n e (2.5)

sup y∈R|

gY(y)−g

¯

En

Y (y)| <

1

n. (2.6)

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

O Lema 2.2.5 e o Teorema 2.2.6 continuam valendo se consideramos (hn)n∈N e ( ¯En)nN

fun¸c˜oes de densidades, isto ´e, fun¸c˜oes com integral total 1.

Finalmente verificamos que a seq¨uˆencia aproximante constru´ıda est´a bem definida no sen-tido de que as probabilidades calculadas com ( ¯En)n∈N convergem para a probabilidade

cor-respondente de h. Mais especificamente, provamos que para quaisquer ax, bx, ay, by tais que

−∞< ax< bx <+ e−∞< ay < by <+, a seq¨uˆencia

PE¯

n

ax < X < bx, ay < Y < by

=

bx

ax

by

ay

¯

En(x, y)dydx (2.7)

converge para

Pax < X < bx, ay < Y < by=

bx

ax

by

ay

h(x, y)dydx. (2.8)

Observemos que

• Se ax, bx, ay, by R, ent˜ao a convergˆencia de (2.7) para (2.8) ´e conseq¨uˆencia da

con-vergˆencia uniforme de ¯En para h;

• Se ax = −∞, bx = +∞ e ay, by ∈ R, ent˜ao a convergˆencia de (2.7) para (2.8) ´e

con-seq¨uˆencia da convergˆencia uniforme de gE¯n

Y para gY;

• Se ay = −∞, by = + e ax, bx R, ent˜ao a convergˆencia de (2.7) para (2.8) ´e

con-seq¨uˆencia da convergˆencia uniforme de fE¯n

X para fX.

(26)

Proposi¸c˜ao 2.2.7. A convergˆencia

P¯

En

ax < X < bx, ay < Y < byn−→→+∞P

ax < X < bx, ay < Y < by

´e satisfeita para os seguintes casos 1. ax =−∞ e bx, ay, by R;

2. ax =ay =−∞ e bx, by ∈R;

3. ax =ay =−∞, by = + e bx R.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

Pela proposi¸c˜ao anterior, conclu´ımos que a convergˆencia das probabilidades ´e v´alida para todos os poss´ıveis valores de ax, bx, ay eby.

Corol´ario 2.2.8. A convergˆencia

P¯

En

ax < X < bx, ay < Y < byn−→→+∞Pax < X < bx, ay < Y < by

´e v´alida para quaisquer ax, bx, ay, by tais que −∞ ≤ax < bx + e −∞ ≤ay < by +. Prova: Conseq¨uˆencia da Proposi¸c˜ao 2.2.7 e das observa¸c˜oes anteriores.

O ´ultimo resultado do presente cap´ıtulo ´e sobre a convergˆencia dos momentos. Observamos que no resultado da Proposi¸c˜ao 2.2.9 a seguir, a seq¨uˆencia aproximante ( ¯En)n∈N ´e constru´ıda

com novos limitantes. Tais limitantes dependem do valor m´aximo da ordem dos momentos calculados, ou seja, depende do valor m´aximo de ri e si para i = 1,2,· · · , M (conforme `a nota¸c˜ao usada em dita proposi¸c˜ao).

Proposi¸c˜ao 2.2.9. Seja h:R×R ]0,+[ uma densidade em H. Se E[XriYsi]<∞ para

si, ri ∈ N∪ {0} e i = 1,2,· · · , M sendo M ∈N, ent˜ao existe uma seq¨uˆencia diagonal ( ¯En)n∈N

que converge uniformemente para h, assim como as correspondentes marginais e probabilidades, e

E¯

En[X

riYsi] =

n

−n n

−n

xriysiE¯

n(x, y)dydx

converge para

E[XriYsi] =

+∞ −∞

+∞ −∞

xriysih(x, y)dydx

(27)

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice B.

Conclu´ımos a an´alise da aproxima¸c˜ao para dom´ınio ilimitado afirmando que os resultados do presente cap´ıtulo tamb´em s˜ao v´alidos quando o dom´ınio da densidade conjunta ´e da forma [a,+[× [a,+[ ou da forma ]− ∞, a] × ]− ∞, a], sendo a um n´umero real qualquer.

As propriedades enunciadas e demonstradas neste cap´ıtulo s˜ao originais, salvo aquelas nas quais damos a referˆencia da bibliograf´ıa consultada. Salientamos que as t´ecnicas de apro-xima¸c˜ao expostas s˜ao muito utilizadas em outras ´areas de pesquisa, por exemplo, em an´alise. A maioria dos resultados do presente cap´ıtulo foi apresentada em um dos semin´arios de S´eries Temporais, An´alise de Depˆendencia e Aplica¸c˜oes em Atu´aria e Finan¸cas realizados no Instituto de Matem´atica e Estat´ıstica da Universidade de S˜ao Paulo.

(28)

Comportamento geom´

etrico das

densidades marginais

O objetivo deste cap´ıtulo ´e mostrar os conjuntos de poss´ıveis valores dos coeficientes da aproxima¸c˜ao de uma densidade conjunta segundo a natureza geom´etrica das marginais.

Especificamente, consideramos os casos quando a densidade bivaridah(x, y) pode ser des-crita por

h(x, y) = exp(λ0 +λ10x+λ01y+λ11xy+λ20x2+λ02y2), (x, y)∈[a, b]×[a, b] (3.1)

ou por

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy+λ21x2y), (x, y)∈[a, b]×[a, b] (3.2)

sendo [a, b] R. Pela informa¸c˜ao dada sobre o comportamento geom´etrico das marginais,

determinamos os intervalos onde os coeficientes λ10, λ01, λ11,λ20,λ02eλ21 podem ser definidos

(λ0´e simplesmente uma constante normalizadora). Dividimos a an´alise do problema em quest˜ao

segundo a nulidade dos coeficientes λ11, λ20, λ02 eλ21.

Usamos a seguinte nota¸c˜ao para as densidades marginais

fX(x) =

b

a

h(x, y)dy, gY(y) =

b

a

h(x, y)dx

e denotamos

(29)

• fc

X eg

c

Y, as densidades constantes;

• fi

X eg

i

Y, as densidades crescentes;

• fd

X eg

d

Y, as densidades decrescentes;

• fm

X e g

m

Y , as densidades com um ponto m´ınimo.

Observemos que por ser a densidade conjunta uma fun¸c˜ao exponencial num dom´ınio limitado, as correspondentes densidades marginaisfX egY s˜ao fun¸c˜oes cont´ınuas e positivas nos respectivos

dom´ınios. Quando falarmos de serem crescentes, decrescentes, etc., tais propriedades ser˜ao consideradas nos correspondentes dom´ınios.

3.1

Polinˆ

omio de grau um

Come¸camos a nossa abordagem do problema com o caso simples da densidade dada pela equa¸c˜ao (3.1) quando λ11 = λ20 = 0 = λ02, ou seja h(x, y) = exp(λ0 +λ10x+λ01y) para

(x, y)[a, b]×[a, b]. ´E f´acil obter os intervalos nos quais devem estar os coeficientes λ10 e λ01

segundo a poss´ıvel natureza das marginais. A Tabela 3.1.1 apresenta os resultados obtidos. Por exemplo, podemos ver na Tabela 3.1.1 que para o caso de densidades crescentes, isto ´e

fi

X eg

i

Y, os ´unicos valores poss´ıveis para os coeficientesλ10eλ01s˜ao os n´umeros reais positivos.

Tabela 3.1.1

Condi¸c˜oes encontradas para os coeficientesλ10eλ01dadas as

dife-rentes densidades marginais deh(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y). gc

Y g

i

Y g

d

Y

fc

X λ10= 0 e λ01 = 0 λ10 = 0 e λ01>0 λ10= 0 e λ01 <0

fi

X λ10>0 eλ01 = 0 λ10>0 e λ01>0 λ10>0 e λ01 <0

fd

(30)

3.2

Polinˆ

omio de grau dois

3.2.1

Fam´ılia de trˆ

es parˆ

ametros

Analisamos a seguir a representa¸c˜ao (3.1) quando λ11 = 0 e λ20 = 0 = λ02. Neste caso a

densidade conjunta ´e dada porh(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy),para (x, y)∈[a, b]×[a, b]

e as marginais correspondentes s˜ao

fX(x) =

      

exp(λ0+λ10x)

exp

(λ01+λ11x)b

−exp

(λ01+λ11x)a

λ01+λ11x

, se λ01+λ11x= 0

exp(λ0+λ10x)(b−a), se λ01+λ11x= 0

e

gY(y) =

      

exp(λ0+λ01y)

exp

(λ10+λ11y)b

−exp

(λ10+λ11y)a

λ10+λ11y

, seλ10+λ11y = 0

exp(λ0+λ01y)(b−a), seλ10+λ11y = 0.

Estamos interessados no sinal da derivada defXegY, pois a derivada positiva est´a associada

`a fun¸c˜ao crescente, a derivada negativa `a fun¸c˜ao decrescente e a derivada nula `a fun¸c˜ao constante ou a possibilidade de fun¸c˜ao com ponto m´aximo ou m´ınimo. As derivadas podem ser estudadas usando a aplica¸c˜ao seguinte

ψ(z)def=

  

 

(ba) exp

(ba)z

exp

(ba)z

−1 −

1

z, se z = 0 b−a

2 , se z = 0;

(3.3)

pois temos as rela¸c˜oes

dfX

dx(x) =fX(x)

λ11ψ(λ01+λ11x) +λ10+aλ11

e

dgY

dy (y) =gY(y)

λ11ψ(λ10+λ11y) +λ01+aλ11

(31)

Tais rela¸c˜oes s˜ao provadas na Proposi¸c˜ao C.1 do Apˆendice C. Com isso obtemos por exemplo

dfX

dx(x)>0⇔ −λ11ψ(λ01+λ11x)−aλ11< λ10.

A seguinte proposi¸c˜ao enuncia as principais propriedades da fun¸c˜ao ψ.

Proposi¸c˜ao 3.2.1. A fun¸c˜ao ψ ´e cont´ınua, estritamente crescente e limitada como segue 0< ψ(z)< ba para z R.

Prova: A demonstra¸c˜ao pode ser vista nos Corol´arios A.2 e A.3 do Apˆendice A, substituindo a constante cdos ditos corol´arios por ba.

Observemos que a express˜ao ψ(λ01+λ11x) ´e uma fun¸c˜ao crescente em x para λ11 > 0 e

decrescente para λ11 < 0. Analogamente, ψ(λ10+λ11y) ´e uma fun¸c˜ao crescente em y para λ11 >0 e decrescente para λ11<0. Isto nos permite concluir as seguintes rela¸c˜oes v´alidas para

todox, y ]a, b[ eλ10, λ01, λ11 ∈Rcom λ11= 0,

λ11ψ(λ01+λ11a)< λ11ψ(λ01+λ11x)< λ11ψ(λ01+λ11b) (3.4)

e

λ11ψ(λ10+λ11a)< λ11ψ(λ10+λ11y)< λ11ψ(λ10+λ11b). (3.5)

Com o intuito de simplificar a nota¸c˜ao na hora de estabelecer as rela¸c˜oes entre os coefi-cientes λ10, λ01 e λ11 definimos, para cada λ11 n˜ao nulo, a seguinte fun¸c˜ao

L(z, λ;λ11) def

= λ11

ψ(λ+zλ11) +a

para z, λ R. (3.6)

A partir das propriedades de ψ obtemos as propriedades deL(z, λ;λ11) enunciadas na seguinte

proposi¸c˜ao.

Proposi¸c˜ao 3.2.2. A fun¸c˜aoL(z, λ;λ11)´e cont´ınua. ´E decrescente na vari´avelz e, na vari´avel λ, ´e decrescente para λ11>0 e crescente para λ11<0. Tamb´em ´e limitada como segue

 

−bλ11< L(z, λ;λ11)<−aλ11, se λ11 >0

(32)

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Escrevendo as rela¸c˜oes (3.4) e (3.5) para a fun¸c˜aoL obtemos

L(a, λ01;λ11)> L(x, λ01;λ11)> L(b, λ01;λ11)

e

L(a, λ10;λ11)> L(x, λ10;λ11)> L(b, λ10;λ11).

Definimos L(z, λ;λ11) pois nos permite escrever de forma sucinta as rela¸c˜oes entre os

coeficientes segundo os diferentes comportamentos geom´etricos das marginais. Os casos de marginais crescentes e decrescentes est˜ao resumidos na Tabela 3.2.1. Como exemplo do pro-cedimento para obter as rela¸c˜oes existentes, apresentamos o caso da marginal fX ser

cres-cente. Para isto precisamos enunciar a seguinte propriedade da segunda derivada das mar-ginais, na qual vemos que as marginais da densidade conjunta que estamos considerando,

h(x, y) = exp(λ0 +λ10x+λ01y+λ11xy), s˜ao fun¸c˜oes estritamente convexas. A convexidade

´e equivalente `a segunda derivada ser n˜ao negativa. Se a segunda derivada for positiva ent˜ao obtemos convexidade estrita, fato detalhado, por exemplo, em Lages Lima (2002).

Proposi¸c˜ao 3.2.3. As densidades marginais fX e gY s˜ao fun¸c˜oes estritamente convexas.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Por serem fun¸c˜oes com segunda derivada positiva em todo ponto do intervalo ]a, b[, podemos afirmar que as densidades marginais s˜ao crescentes se, e somente se, a derivada primeira ´e positiva. Obtendo assim a rela¸c˜ao seguinte

fXi ⇔

dfX

dx(x)>0 para todo x∈ ]a, b[

⇔ fX(x)

λ11ψ(λ01+λ11x) +λ10+aλ11

>0

⇔ λ11ψ(λ01+λ11x) +λ10+aλ11

>0

⇔ λ10 >−λ11ψ(λ01+λ11x)−aλ11

(33)

Como a fun¸c˜aoL´e cont´ınua, decrescente emxe satisfazL(a, λ01;λ11)> L(x, λ01;λ11) para

qualquer x ]a, b[ podemos concluir que fi

X ⇔L(a, λ01;λ11)≤λ10.

Tabela 3.2.1

Condi¸c˜oes encontradas para os coeficientes λ10, λ01

e λ11 dadas marginais crescentes ou decrescentes de

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy). gi

Y g

d

Y

L(a, λ01;λ11)≤λ10 L(a, λ01;λ11)≤λ10 fi

X e e

L(a, λ10;λ11)≤λ01 L(b, λ10;λ11)≥λ01 L(b, λ01;λ11)≥λ10 L(b, λ01;λ11)≥λ10 fd

X e e

L(a, λ10;λ11)≤λ01 L(b, λ10;λ11)≥λ01

As rela¸c˜oes apresentadas na Tabela 3.2.1, junto com as desigualdades da Proposi¸c˜ao 3.2.2, permitem inferir condi¸c˜oes mais simples sobre os coeficientes para os diferentes comportamentos das marginais. Tais condi¸c˜oes s˜ao dadas na seguinte proposi¸c˜ao.

Proposi¸c˜ao 3.2.4. Sejam λ10, λ01 e λ11 n´umeros reais.

1. Paraλ11>0 temos que

(a) aλ11≤λ10 implica que a marginal fX ´e uma fun¸c˜ao crescente;

(b) bλ11 ≥λ10 implica que a marginal fX ´e uma fun¸c˜ao decrescente;

(c) aλ11≤λ01 implica que a marginal gY ´e uma fun¸c˜ao crescente;

(34)

2. Para λ11 <0 temos que

(a) bλ11 ≤λ10 implica que a marginal fX ´e uma fun¸c˜ao crescente;

(b) aλ11 ≥λ10 implica que a marginalfX ´e uma fun¸c˜ao decrescente;

(c) bλ11 ≤λ01 implica que a marginal gY ´e uma fun¸c˜ao crescente;

(d) aλ11 ≥λ01 implica que a marginalgY ´e uma fun¸c˜ao decrescente.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Na Figura 3.2.2 apresentamos uma poss´ıvel representa¸c˜ao de uma densidade conjunta com ambas marginais crescentes.

Figura 3.2.2

Densidade h(x, y) = exp(2,927 + 2x + 2y + xy) para (x, y)[1,1]×[1,1].

-1 -0.5 0.5 1 x

0.5 1 1.5 2 2.5 fx

(a) Densidade marginalfX.

-1 -0.5 0.5 1 y

0.5 1 1.5 2 2.5 gy

(b) Densidade marginalgY.

-1 -0.5 0 0.5 1 x -1 -0.5 0 0.5 1 y 0 1 2 3 4 h -1 -0.5 0 0.5 x

(c) Densidade conjuntah.

-0.4 -0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 -0.4 -0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 0.66 0.524 0.388 0.252 0.116

(35)

Sendo ambas marginais convexas, ´e natural se perguntar quais as condi¸c˜oes nos coeficientes para representar marginais com pontos m´ınimos. A resposta ´e dada na proposi¸c˜ao a seguir. Proposi¸c˜ao 3.2.5. Sejam x0, y0 ∈ ]a, b[.

1. fX possui um m´ınimo em x0 se, e somente se, L(x0, λ01;λ11) =λ10.

2. gY possui um m´ınimo em y0 se, e somente se, L(y0, λ10;λ11) =λ01.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

A partir do conjunto das propriedades enunciadas anteriormente, encontramos rela¸c˜oes entre os coeficientes λ10, λ01 e λ11 correspondentes aos comportamentos geom´etricos das

mar-ginais. Os resultados s˜ao resumidos na Tabela 3.2.3, que por sua vez cont´em a Tabela 3.2.1.

Tabela 3.2.3

Condi¸c˜oes encontradas para os coeficientesλ100111dadas as diferentes marginais deh(x, y) = exp(λ0 +λ10x+λ01y+λ11xy),

parax0, y0 ∈]a, b[. gi

Y g

d

Y g

m

Y

L(a, λ01;λ11)≤λ10 L(a, λ01;λ11)≤λ10 L(a, λ01;λ11)≤λ10 fi

X e e e

L(a, λ10;λ11)≤λ01 L(b, λ10;λ11)≥λ01 L(y0, λ10;λ11) =λ01 L(b, λ01;λ11)≥λ10 L(b, λ01;λ11)≥λ10 L(b, λ01;λ11)≥λ10 fd

X e e e

L(a, λ10;λ11)≤λ01 L(b, λ10;λ11)≥λ01 L(y0, λ10;λ11) =λ01 L(x0, λ01;λ11) =λ10 L(x0,λ01;λ11)=λ10 L(x0, λ01;λ11) =λ10 fm

X e e e

L(a, λ10;λ11)≤λ01 L(b,λ10;λ11)≥λ01 L(y0, λ10;λ11) =λ01

Pode ser visto na Tabela 3.2.3 que, quandofX possui um m´ınimo emx0 egY ´e decrescente,

ou seja fm

X e g

d

Y, os coeficientes λ10, λ01 e λ11 devem satisfazer as seguintes rela¸c˜oes

(36)

A seguir consideramos λ11 um n´umero real fixo n˜ao nulo. Com o intuito de mostrar

graficamente as regi˜oes do plano (λ10, λ01) correspondentes aos comportamentos geom´etricos

poss´ıveis das marginais, enunciamos as seguintes propriedades da fun¸c˜ao L. Proposi¸c˜ao 3.2.6. Sejam λ, λ11 ∈R com λ11 = 0.

1. L(a, λ+ (ba)λ11;λ11) =L(b, λ;λ11);

2. Existem n´umeros reais λ0

a e λ0b tais que L(a, λ0a;λ11) = λa0 e L(b, λ0b;λ11) = λ0b, sendo λ0a

e λ0

b os ´unicos valores que satisfazem essas igualdades;

3. Existem n´umeros reais λ∗

a e λ∗b tais que L(a, λ∗b;λ11) = λa∗ e L(b, λ∗a;λ11) = λ∗b, sendo λ∗a

e λ∗

b os ´unicos valores que satisfazem essas igualdades.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

A proposi¸c˜ao anterior ´e bastante ´util na determina¸c˜ao das regi˜oes do plano (λ10, λ01)

se-gundo as diferentes densidades marginais. Isto pode ser visto no seguinte corol´ario. Corol´ario 3.2.7. Seja λ11∈R, λ11= 0.

1. Os gr´aficos

λ10, L(a, λ10;λ11)

e

L(a, λ01;λ11), λ01

se cruzam unicamente no ponto (λ0

a, λ0a);

2. Os gr´aficos

λ10, L(b, λ10;λ11)

e

L(b, λ01;λ11), λ01

se cruzam unicamente no ponto (λ0

b, λ0b);

3. Os gr´aficos

λ10, L(a, λ10;λ11)

e

L(b, λ01;λ11), λ01

se cruzam unicamente no ponto (λ∗

b, λ∗a);

4. Os gr´aficos

λ10, L(b, λ10;λ11)

e

L(a, λ01;λ11), λ01

se cruzam unicamente no ponto (λ∗

a, λ∗b).

Prova: A prova ´e conseq¨uˆencia imediata da Proposi¸c˜ao 3.2.6.

(37)

Corol´ario 3.2.8. As quantidades definidas na Proposi¸c˜ao 3.2.6 satisfazem as seguintes desi-gualdades

 

−bλ11 < λ∗b < λ0b < λ0a< λ∗a<−aλ11, se λ11 >0

−aλ11< λ0b < λ∗b < λ∗a < λ0a<−bλ11, se λ11 <0.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Por exemplo, para a= 1, b= 2 e λ11=−1 temos que

λ0a= 1,545, λ∗a= 1,538, λ∗b = 1,462 e λ0b = 1,454.

Consideremos a seguir λ11>0. Utilizando as rela¸c˜oes dadas na Tabela 3.2.3, assim como

os resultados apresentados na Proposi¸c˜ao 3.2.6 e nos seus corol´arios, podemos concluir que 1. Se ambas marginais possuem um m´ınimo em ]a, b[ ent˜ao λ10 e λ01

devem satisfazer min[λ0

b, L(b, λ01;λ11)] < λ10 < max[λ0a, L(a, λ01;λ11)] e

min[λ0

b, L(b, λ10;λ11)]< λ01<max[λ0a, L(a, λ10;λ11)];

2. Se ambas marginais s˜ao fun¸c˜oes decrescentes ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer λ10≤max[λ0b, L(b, λ01;λ11)] e λ01≤max[λ0b, L(b, λ10;λ11)];

3. Se ambas marginais s˜ao fun¸c˜oes crescentes ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer λ10≥min[λ0a, L(a, λ01;λ11)] e λ01≥min[λ0a, L(a, λ10;λ11)];

4. Se fX ´e crescente e gY ´e decrescente ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer λ10≥max[λ∗a, L(a, λ01;λ11)] e λ01 ≤min[λ∗b, L(b, λ10;λ11)];

5. Se gY ´e crescente e fX ´e decrescente ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer λ10≤min[λ∗b, L(b, λ01;λ11)] e λ01≥max[λ∗a, L(a, λ10;λ11)];

6. Se fX possui um m´ınimo e gY ´e crescente ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer

min[λ∗

b, L(b, λ01;λ11)]< λ10<min[λ0a, L(a, λ01;λ11)] e λ01≥max[λ0a, L(a, λ10;λ11)];

7. Se fX possui um m´ınimo e gY ´e decrescente ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer

max[λ0

(38)

8. Se fX ´e crescente e gY possui um m´ınimo ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer

λ10≥max[λ0a, L(a, λ01;λ11)] e min[λ∗b, L(b, λ10;λ11)]< λ01<min[λ0a, L(a, λ10;λ11)];

9. Se fX ´e decrescente e gY possui um m´ınimo ent˜ao λ10 e λ01 devem satisfazer

λ10≤min[λ0b, L(b, λ01;λ11)] e max[λ0b, L(b, λ10;λ11)]< λ01 <max[λ∗a, L(a, λ10;λ11)].

Os casos de 1 at´e 9 listados servem como uma classifica¸c˜ao para λ11 > 0 fixo, a qual ´e

resumida na Figura 3.2.4.

Figura 3.2.4

Regi˜oes do plano (λ10, λ01) correspondentes aos diferentes

ti-pos de densidades marginais para λ11 > 0 fixo quando

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy).

λ10 λ0 a | λ0 b | λ∗ a | λ∗ b | λ0 a− λ0 b− λ∗ a− λ∗ b− λ01 • •

L(a, λ10;λ11)

(39)

A seguir, na Tabela 3.2.5, apresentamos exemplos de coeficientes calculados usando como guia a Figura 3.2.4. Sejam a= 1, b = 2 e λ11= 1, ent˜ao obtemos

λ∗a =1,455, λ0a=1,462, λ0b =1,538 e λ∗b =1,545. Tabela 3.2.5

Poss´ıveis valores dos coeficientes para diferentes marginais de

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy), (x, y)∈[1,2]×[1,2]. fX gY λ11 λ10 λ01 λ0

fm

X g

m

Y 1 -1,5 -1,5 2,879

fd

X g

i

Y 1 -2 1 -1,005

fd

X g

d

Y 1 -2 -2 3,724

fi

X g

m

Y 1 -1 -1,54 1,678

Para λ11 < 0 pode ser realizado um estudo equivalente obtendo uma divis˜ao do plano

(λ10, λ01) similar `a dada na Figura 3.2.4.

Um exemplo interessante ´e dado na Figura 3.2.6, na qual fornecemos uma representa¸c˜ao para h em [1,2]× [1,2] quando fX ´e decrescente e gY ´e unimodal com moda em y = 1,5.

Conforme o observado no fim de §2.1 devemos considerar

h=M ˜h=Mexp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy).

Os coeficientesλ10, λ01 eλ11 s˜ao escolhidos de tal forma que ˜fX (a densidade marginal de ˜hda

vari´avel X) seja crescente e ˜gY (a densidade marginal de ˜h da vari´avel Y) tenha um m´ınimo

(40)

Figura 3.2.6

Densidade h(x, y) = 2 exp(1,546 x 1,54y + xy) para (x, y)[1,2]×[1,2].

1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 x

0.6 0.7 0.8 0.9 1 1.1 fx

(a) Densidade marginalfX.

1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 y

0.85 0.852 0.854 0.856 0.858 0.86 0.862 gy

(b) Densidade marginal gY.

1 1.25 1.5 1.75 2 x 1 1.25 1.5 1.75 2 y 0 0.5 1 h 1 1.25 1.5 1.75 x

(c) Densidade conjuntah.

1 1.2 1.4 1.6 1.8 2

1.2 1.4 1.6 1.8 2 1.13 0.89 0.66 0.43 0.19

(d) Curvas de n´ıvel da densi-dade conjunta.

3.2.2

Fam´ılia de quatro parˆ

ametros

Aqui estudamos a densidade dada por

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy+λ20x2), (x, y)∈[a, b]×[a, b].

Sendo as correspondentes marginais

fX(x) =

      

exp(λ0+λ10x+λ20x2)

exp

(λ01+λ11x)b

−exp

(λ01+λ11x)a

λ01+λ11x

, seλ01+λ11x= 0

exp(λ010x+λ20x2)(ba), seλ0111x= 0

e

gY(y) = exp(λ0 +λ01y) b

a

exp

(λ10+λ11y)x+λ20x2

(41)

Claramente, a an´alise de fX ´e diferente da an´alise de gY. Antes de continuar salientamos que

os resultados apresentados nesta se¸c˜ao resolvem, por simetria, o caso no qual a densidade ´e

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy+λ02y2).

Propriedades de fX

Come¸camos o estudo da fX com a seguinte proposi¸c˜ao que fornece poss´ıveis valores para

os coeficientes quando a densidade ´e crescente ou decrescente. Proposi¸c˜ao 3.2.9. Seja Pf(x, y) =λ10+λ11y+ 2λ20x.

1. Se min

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pf(x, y)≥0, ent˜ao fX ´e uma fun¸c˜ao crescente;

2. Se max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pf(x, y)≤0, ent˜ao fX ´e uma fun¸c˜ao decrescente.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Os poss´ıveis minimizadores e maximizadores do polinˆomioPf s˜ao mostrados nos seguintes dois corol´arios.

Corol´ario 3.2.10. fX ´e uma fun¸c˜ao crescente se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita.

1. λ20>0, λ11≥0 e Pf(a, a)≥0;

2. λ20>0, λ11<0 e Pf(a, b)≥0;

3. λ20<0, λ11≥0 e Pf(b, a)≥0;

4. λ20<0, λ11<0 e Pf(b, b)≥0.

(42)

Corol´ario 3.2.11. fX ´e uma fun¸c˜ao decrescente se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita.

1. λ20>0, λ11 ≥0 e Pf(b, b)≤0;

2. λ20>0, λ11 <0 e Pf(b, a)≤0;

3. λ20<0, λ11 ≥0 e Pf(a, b)≤0;

4. λ20<0, λ11 <0 e Pf(a, a)≤0.

Prova: Demonstra¸c˜ao an´aloga ao corol´ario anterior, Corol´ario 3.2.10.

Os dois corol´arios pr´evios servem como guia para determinar poss´ıveis coeficientes λ10,λ11

eλ20segundo a natureza crescente ou decrescente da marginalfX. Na Tabela 3.2.7 mostramos

valores dos coeficientes obtidos aplicando tais corol´arios. Observamos antes, que as rela¸c˜oes dadas n˜ao fornecem condi¸c˜oes no coeficiente λ01 do termo y.

Tabela 3.2.7

Poss´ıveis valores dos coeficientes λ10, λ11 e λ20

correspon-dentes a marginais fX crescentes ou decrescentes, quando

h(x, y) = exp(λ0 + λ10x + λ01y + λ11xy + λ20x2) para

(x, y)[1,1]×[1,1] .

fX λ10 λ11 λ20

4 1 1

fi

X 6 -1 1

5 -1 -1

-5 1 1

fd

X -6 2 1

-4 2 -1

Por exemplo, a primeira linha da Tabela 3.2.7 foi constru´ıda utilizando o Corol´ario 3.2.10 (item 1). Isto significa que, quando fX ´e crescente em [−1,1], os valores λ10 = 4, λ11 = 1 e

(43)

A seguir damos algumas propriedades de fX para quando λ11 = 0. Salientamos que nesse

caso as vari´aveis aleat´oriasX e Y s˜ao independentes. ´E oportuno lembrar quex0 ´e um ponto

cr´ıtico defX se

dfX

dx(x)

x=x0

= 0. Um ponto cr´ıtico pode ser um minimizador, um maximizador ou um ponto no qual muda a concavidade da fun¸c˜ao, ou seja, ponto de inflex˜ao.

Proposi¸c˜ao 3.2.12. Se λ11 = 0 e x0 = −2λλ2010 ∈ ]a, b[ ent˜ao fX possui um ´unico ponto cr´ıtico

em x0.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Proposi¸c˜ao 3.2.13. Se λ11 = 0, x0 = −2λλ2010 ∈ ]a, b[ e λ20 <0 ent˜ao fX ´e unimodal com moda

em x0.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Proposi¸c˜ao 3.2.14. Se λ11 = 0 e x0 = −2λλ2010 = a+2b ent˜ao fX ´e sim´etrica.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

O seguintes resultados, Lemma 3.2.15 e Proposi¸c˜ao 3.2.16, s˜ao v´alidos para λ20 > 0 e

caracterizam, por meio da fun¸c˜ao L definida em (3.6), os pos´ıveis comportamentos defX, isto

´e fi

X,f

d

X e f

m

X.

Lema 3.2.15. Se λ20>0, ent˜ao fX ´e uma fun¸c˜ao estritamente convexa.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Proposi¸c˜ao 3.2.16. Seja λ20 >0.

1. fX ´e crescente se, e somente se, λ10≥ −2λ20a+L(a, λ01;λ11);

2. fX ´e decrescente se, e somente se,λ10≤ −2λ20b+L(b, λ01;λ11);

3. fX possui um ponto m´ınimo se, e somente se, −2λ20b + L(b, λ01;λ11) < λ10 e

λ10<−2λ20a+L(a, λ01;λ11).

(44)

Corol´ario 3.2.17. Se x0 for um ponto cr´ıtico de fX, ent˜ao λ10+ 2λ20x0−L(x0, λ01;λ11) = 0.

Prova:Conseq¨uˆencia da express˜ao da derivada defX obtida na prova da Proposi¸c˜ao 3.2.16.

A partir da caracteriza¸c˜ao fornecida na Proposi¸c˜ao 3.2.16 podem ser obtidas rela¸c˜oes mais simples entre os coeficientes no caso em que λ20´e positivo, a seguir apresentamos tais rela¸c˜oes.

Corol´ario 3.2.18. Seja λ20>0.

1. Se λ11 >0, λ01+λ11a > 0 e −2λ20a−λ11

b+a

2

≤ λ10 ou se λ11 <0, λ01+λ11b > 0 e

−2λ20b−λ11

b+a

2

≥λ10 ent˜ao fX ´e crescente;

2. Se λ11 > 0, λ01+λ11b < 0 e −2λ20b−λ11

b+a

2

≥ λ10 ou se λ11 < 0, λ01+λ11a < 0 e

−2λ20a−λ11

b+a

2

≤λ10, ent˜ao fX ´e decrescente;

3. Seλ11 >0, λ01+λ11a≤0≤λ01+λ11be−2λ20b−λ11

b+a

2

< λ10<−2λ20a−λ11

b+a

2

ou se λ11<0, λ01+λ11b <0< λ01+λ11a e −2λ20b−λ11

b+a

2

< λ10 <−2λ20a−λ11

b+a

2

, ent˜ao fX possui um ponto m´ınimo.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Na seguinte proposi¸c˜ao analisamos o caso em queλ20<0.

Proposi¸c˜ao 3.2.19. Seja λ20<0.

1. Se λ11>0 ent˜ao

(a) −λ11b−λ10

2λ20 ≤a implica que fX ´e decrescente;

(b) a < −λ11a−λ10

2λ20 <

−λ11b−λ10

2λ20 < b implica que fX possui pelo menos um ponto cr´ıtico;

(c) b −λ11a−λ10

2λ20 implica que fX ´e crescente.

2. Se λ11<0 ent˜ao

(a) −λ11a−λ10

2λ20 ≤a implica quefX ´e decrescente;

(b) a < −λ11b−λ10

2λ20 <

−λ11a−λ10

2λ20 < b implica que fX possui pelo menos um ponto cr´ıtico;

(c) b −λ11b−λ10

(45)

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Para alguns valores negativos de λ20 ´e poss´ıvel dar uma caracteriza¸c˜ao similar `a dada na

Proposi¸c˜ao 3.2.16.

Proposi¸c˜ao 3.2.20. Seja λ20 <−λ

2 11(b−a)2

24 .

1. fX ´e crescente se, e somente se, λ10≥ −2λ20b+L(b, λ01;λ11);

2. fX ´e decrescente se, e somente se,λ10≤ −2λ20a+L(a, λ01;λ11);

3. fX ´e unimodal se, e somente se, −2λ20a+L(a, λ01;λ11)< λ10 <−2λ20b+L(b, λ01;λ11).

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Propriedades de gY

Aqui estudamos a influˆencia do comportamento da marginal gY nos coeficientes da

densi-dade conjunta h. Lembramos que neste caso a marginal gY est´a dada por

gY(y) = exp(λ0+λ01y) b

a

exp

(λ10+λ11y)x+λ20x2

dx.

Observemos que se λ10 = λ11 = 0, ent˜ao as vari´aveis X e Y s˜ao independentes e gY ´e

constante. Esse caso resulta ser de pouco interesse e por isso vamos assumir que algum de tais coeficientes ´e n˜ao nulo. Assim como no caso da marginal fX, come¸camos apresentando

a seguinte proposi¸c˜ao que fornece condi¸c˜oes para alguns dos coeficientes segundo a natureza crescente ou decrescente de gY.

Proposi¸c˜ao 3.2.21. Seja Pg(x,0) = λ01+λ11x, onde λ01= 0 ou λ11= 0.

1. Se min

x∈[a,b]Pg(x,0)≥0, ent˜ao gY ´e uma fun¸c˜ao crescente;

2. Se max

x∈[a,b]Pg(x,0)≤0, ent˜ao gY ´e uma fun¸c˜ao decrescente.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

(46)

Corol´ario 3.2.22. gY ´e uma fun¸c˜ao crescente se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita.

1. λ11 >0 e Pg(a,0)≥0;

2. λ11 <0 e Pg(b,0)≥0;

3. λ11 = 0 e λ01 >0.

Prova: Conseq¨uˆencia da Proposi¸c˜ao 3.2.21 e da defini¸c˜ao de Pg(·,0).

Corol´ario 3.2.23. gY ´e uma fun¸c˜ao decrescente se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita.

1. λ11 >0 e Pg(b,0)≤0;

2. λ11 <0 e Pg(a,0)≤0;

3. λ11 = 0 e λ01 <0.

Prova: Conseq¨uˆencia imediata da Proposi¸c˜ao 3.2.21 e da defini¸c˜ao de Pg(·,0). A seguinte proposi¸c˜ao enuncia a convexidade degY.

Proposi¸c˜ao 3.2.24. A densidade marginal gY ´e uma fun¸c˜ao convexa. A convexidade ´e estrita

para λ01 = 0 ou λ11 = 0.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Corol´ario 3.2.25. Se gY possui um ponto m´ınimo, ent˜ao

λ01

λ11 ∈ ]a, b[ .

Prova: Segue das Proposi¸c˜oes 3.2.21 e 3.2.24.

Finalizamos o estudo do presente caso com a Figura 3.2.8, na qual exemplificamos uma poss´ıvel representa¸c˜ao da densidade conjunta h de dom´ınio [1,1]×[1,1] para fX unimodal

(moda x0 = −0,535) e gY crescente. Os valores dos coeficientes foram escolhidos segundo a

(47)

Figura 3.2.8

Densidade h(x, y) = exp(1,832 1,5 + 2y + xy x2) para (x, y)[1,1]×[1,1].

-1 -0.5 0.5 1 x

0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 fx

(a) Densidade marginalfX.

-1 -0.5 0.5 1 y

0.25 0.5 0.75 1 1.25 1.5 1.75 gy

(b) Densidade marginalgY.

-1 -0.5 0 0.5 1 x -1 -0.5 0 0.5 1 y 0 0.5 1 h -1 -0.5 0 0.5 x

(c) Densidade conjuntah.

-1 -0.5 0 0.5 1

-0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.06 0.84 0.62 0.4 0.18

(d) Curvas de n´ıvel da densi-dade conjunta.

3.2.3

Fam´ılia de cinco parˆ

ametros

Aqui analisamos a rela¸c˜ao dada pela equa¸c˜ao (3.1), ou seja,

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy+λ20x2+λ02y2),

para (x, y)[a, b]×[a, b], λ20= 0 e λ02= 0. As marginais correspondentes s˜ao

fX(x) = exp(λ0+λ10x+λ20x2) b

a

exp(λ01y+λ11xy+λ02y2)dy

e

gY(y) = exp(λ0+λ01y+λ02y2) b

a

(48)

Neste caso, pelas express˜oes das densidades, vemos que o estudo de uma ´e facilmente adaptado `a outra. Por exemplo, para a densidadefX ´e v´alida a Proposi¸c˜ao 3.2.9 e os Corol´arios

3.2.10 e 3.2.11 e tais resultados podem ser modificados para a densidade gY. Isto ´e realizado

mudando λ10 por λ01, λ20 por λ02 e x por y como mostra a seguinte proposi¸c˜ao e os dois

corol´arios correspodentes.

Proposi¸c˜ao 3.2.26. Seja Pg(x, y) = λ01+λ11x+ 2λ02y.

1. Se min

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pg(x, y)≥0, ent˜ao gY ´e uma fun¸c˜ao crescente;

2. Se max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pg(x, y)≤0, ent˜ao gY ´e uma fun¸c˜ao decrescente.

Prova: Prova an´aloga `a demonstra¸c˜ao da Proposi¸c˜ao 3.2.9.

Corol´ario 3.2.27. gY ´e uma fun¸c˜ao crescente se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita.

1. λ02>0, λ11 ≥0 e Pg(a, a)≥0;

2. λ02>0, λ11 <0 e Pg(b, a)≥0;

3. λ02<0, λ11 ≥0 e Pg(a, b)≥0;

4. λ02<0, λ11 <0 e Pg(b, b)≥0.

Prova: Demonstra¸c˜ao similar `a prova do Corol´ario 3.2.10.

Corol´ario 3.2.28. gY ´e uma fun¸c˜ao decrescente se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita.

1. λ02>0, λ11 ≥0 e Pg(b, b)≤0;

2. λ02>0, λ11 <0 e Pg(a, b)≤0;

3. λ02<0, λ11 ≥0 e Pg(b, a)≤0;

(49)

Prova:Demonstra¸c˜ao similar `a prova do Corol´ario 3.2.10.

A combina¸c˜ao das Proposi¸c˜oes 3.2.9 e 3.2.26 permite obter os seguintes resultados para o caso espec´ıfico em que λ20=λ02.

Corol´ario 3.2.29. Sejam λ20, λ02 ∈R e λ20=λ02= 0.

1. Se λ10 ≥λ01 e min

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pg(x, y)≥0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes crescentes;

2. Se λ01 ≥λ10 e min

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pf(x, y)≥0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes crescentes;

3. Se λ10 ≥λ01 e max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pf(x, y)≤0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes decrescentes;

4. Se λ01 ≥λ10 e max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pg(x, y)≤0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes decrescentes.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Se considerarmos o caso especial em que a=b e os coeficientes de xeys˜ao nulos, ambas densidades ser˜ao sim´etricas, isto pode ser visto na seguinte proposi¸c˜ao.

Proposi¸c˜ao 3.2.30. Se a=b e λ10=λ01 = 0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes sim´etricas.

Prova:Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Incluindo nas hip´oteses da proposi¸c˜ao anterior rela¸c˜oes entre os coeficientes e o extremo b

que garantam a negatividade da segunda derivada na origem, obtemos que uma das densidades tamb´em ´e unimodal. Na Proposi¸c˜ao 3.2.31 s˜ao enunciadas tais rela¸c˜oes, mas antes precisamos definir a fun¸c˜ao sinal como segue

sgn(z)def=

 

1, sez 0

(50)

Proposi¸c˜ao 3.2.31. Sejam a=b, λ20<0, λ02<0 e λ10=λ01= 0.

1. Se 2λ20+

−2λ20b+sgn(λ11)λ11b

2

< 0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes sim´etricas e fX ´e

unimodal; 2. Se 2λ02 +

−2λ02b+sgn(λ11)λ11b

2

< 0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes sim´etricas e gY ´e

unimodal.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

No seguinte corol´ario mostramos os casos em que a origem ´e um minimizador. Corol´ario 3.2.32. Sejam a=b e λ10=λ01 = 0.

1. Se λ20>0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes sim´etricas e x0 = 0 ´e minimizador de fX;

2. Se λ02>0, ent˜ao fX e gY s˜ao fun¸c˜oes sim´etricas e y0 = 0 ´e minimizador de gY.

Prova:Segue da express˜ao da segunda derivada defX e degY obtidas na prova da Proposi¸c˜ao

3.2.31.

Finalizamos a an´alise deste caso apresentando na Figura 3.2.9 uma poss´ıvel representa¸c˜ao para a densidade hquando ambas marginais s˜ao sim´etricas e unimodais no dom´ınio [1,1]. Os coeficientes deste exemplo foram escolhidos segundo a Proposi¸c˜ao 3.2.31.

3.3

Polinˆ

omio de grau trˆ

es

Nesta se¸c˜ao consideramos a rela¸c˜ao dada por (3.2), ou seja,

h(x, y) = exp(λ0+λ10x+λ01y+λ11xy+λ21x2y),

para (x, y)[a, b]×[a, b] eλ21 = 0. As marginais correspondentes s˜ao

fX(x) =

 

 

exp(λ0+λ10x)

exp(λ01+λ11x+λ21x2)b

−exp(λ01+λ11x+λ21x2)a

λ01+λ11x+λ21x2 , seλ01+λ11x+λ21x

2 = 0

exp(λ0+λ10x)(b−a), seλ01+λ11x+λ21x2 = 0

e

gY(y) = exp(λ0+λ01y) b

a

exp

(λ10+λ11y)x+λ21yx2

dx. (3.8)

(51)

Figura 3.2.9

Densidadeh(x, y) = exp(1,243 + 0,1xy0,1x20,35y2), para (x, y)[1,1]×[1,1].

-1 -0.5 0.5 1 x

0.47 0.48 0.49 0.5 0.51 fx

(a) Densidade marginalfX.

-1 -0.5 0.5 1 y

0.4 0.425 0.45 0.475 0.5 0.525 0.55 gy

(b) Densidade marginalgY.

-1 -0.5 0 0.5 1 x -1 -0.5 0 0.5 1 y 0.2 0.25 h -1 -0.5 0 0.5 x

(c) Densidade conjuntah.

-1 -0.5 0 0.5 1

-1 -0.5 0 0.5 1 0.27 0.248 0.248 0.227 0.227 0.206 0.206 0.206 0.206 0.184 0.184

(d) Curvas de n´ıvel da densi-dade conjunta.

Propriedades de fX

Come¸camos pesquisando as propriedades da marginal fX. Na seguinte proposi¸c˜ao damos

condi¸c˜oes para quando fX for crescente ou decrescente.

Proposi¸c˜ao 3.3.1. Seja Pf(x, y) =λ10+λ11y+ 2λ21xy.

1. Se min

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pf(x, y)≥0, ent˜ao fX ´e uma fun¸c˜ao crescente;

2. Se max

(x,y)∈[a,b]×[a,b]Pf(x, y)≤0, ent˜ao fX ´e uma fun¸c˜ao decrescente.

(52)

Como conseq¨uˆencia da proposi¸c˜ao anterior obtemos os seguintes resultados, nos quais sim-plesmente mostramos os diferentes minimizadores e maximizadores.

Corol´ario 3.3.2. Sejam x1 = −2λλ2111 e x2 = −λ11+22λλ2121(a+b). Ent˜ao, fX ´e uma fun¸c˜ao crescente se

alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita. 1. λ21 >0, x2 ≤ a+2b e Pf(b, a)≥0;

2. λ21 >0, x2 > a+2b e Pf(a, b)≥0;

3. λ21 <0, x1 ≤ a+2b e Pf(b, b)≥0;

4. λ21<0, x1 > a+2b e Pf(a, a)≥0.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Corol´ario 3.3.3. Seja x1 = −2λλ2111 e x2 = −λ11+22λλ2121(a+b). Ent˜ao, fX ´e uma fun¸c˜ao decrescente

se alguma das seguintes condi¸c˜oes ´e satisfeita. 1. λ21 >0, x1 ≤ a+2b e Pf(b, b)≤0;

2. λ21>0, x1 > a+2b e Pf(a, a)≤0;

3. λ21 <0, x2 ≤ a+2b e Pf(b, a)≤0;

4. λ21 <0, x2 > a+2b e Pf(a, b)≤0.

Prova: Ver a demonstra¸c˜ao no Apˆendice C.

Os dois corol´arios anteriores indicam poss´ıveis coeficientesλ10,λ11eλ21segundo a natureza

crescente ou decrescente da marginal fX. Salientamos que as rela¸c˜oes anteriores n˜ao fornecem

condi¸c˜oes no coeficiente λ01 do termo y. Na Tabela 3.3.1 mostramos valores dos coeficientes

que foram obtidos aplicando os corol´arios anteriores.

Por exemplo, a primeira linha da Tabela 3.3.1 foi constru´ıda utilizando o Corol´ario 3.3.2 (item 1). Isto significa que, quando fX for crescente em [−1,1], os valores λ10 = 7, λ11 = 4 e

λ21= 1 definem uma poss´ıvel representa¸c˜ao de h, j´a que satisfazem as condi¸c˜oes λ21>0, x2 ≤

a+b

Imagem

Figura 2.2.1 Densidade f W (w) =  ∞ i=1 √ n2 n 2π exp  − n2 n (w2 − n) 2  . 2 4 6 8 10 w5101520fw

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