• Nenhum resultado encontrado

Hist oria da Matem atica. Primeira lista 1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Hist oria da Matem atica. Primeira lista 1"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

Os primeiros teoremas da Hist¶oria da Matem¶atica

1. O primeiro matem¶atico e ¯l¶osofo grego foi Tales de Mileto (600 a.C.). Tales foi o primeiro a construir demonstra»c~oes de teoremas. Dentre os teoremas de Tales temos: (1) os ^angulos da base de um tri^angulo is¶osceles s~ao iguais. (2) se ABC ¶e um tri^angulo inscrito em um semi-c¶³rculo de di^ametro AC, ent~ao o ^angulo A ^BC ¶e reto.

(a) Seja ABC um tri^angulo, e seja r uma linha reta passando por A e paralela a BC. Assumindo que ^angulos alternos internos s~ao iguais, demonstre que a soma dos ^angulos internos de ABC ¶e igual a dois ^angulos retos.

(b) Usando o resultado do item anterior e o teorema (1) de Tales, demonstre o teorema (2). 2. H¶a uma lenda de que Tales calculou a dist^ancia de um navio µa praia, por semelhan»ca de

tri^angulos. Como isto pode ser feito?

Desvendando a estrela de Pit¶agoras 3. Pit¶agoras (570{500 a.C.) nasceu na ilha grega de Samos, e em torno

de 525 a.C. fundou a irmandade dos Pitag¶oricos. O s¶³mbolo dos Pitag¶oricos era a estrela pitag¶orica, a estrela de cinco pontas formada pelas diagonais de um pent¶agono regular. Mostre (deduza) que o ^

angulo em cada ponta da estrela pitag¶orica ¶e de 36±.

4. Utilizando os tri^angulos is¶osceles da ¯gura abaixo, tendo em conta que o menor deles ¶e seme-lhante ao maior, mostre que (a) x =

p 5 ¡ 1 2 (b) cos 72±= p 5 ¡ 1 4 36° 72° 1 x 36° 36° 36° 72° 1 x 1 72° x x 1 - x

5. Aplicando a lei dos cossenos ao tri^angulo da ¯gura 5, deduza que o lado L5, do pent¶agono regular inscrito no c¶³rculo de raio1, ¶e dado por L5 =

s

5 ¡p5 2

(2)

1 72° 1

5 L

Figura 1. Um pent¶agono regular inscrito em um c¶³rculo de raio1.

6. (Constru»c~ao do pent¶agono regular com r¶egua e compasso) Considere a constru»c~ao geom¶etrica descrita na ¯gura 2, em que M ¶e o ponto m¶edio do raio do c¶³rculo de raio OA = 1. Mostre que P N = q 5¡p5 2 e portanto P N = L5. O M N P A

Figura 2. Constru»c~ao do lado do pent¶agono regular inscrito em um c¶³rculo de raio1.

7. (Recortando estrelas de cinco pontas) Pegue meia folha de papel A4, dobre-a e recorte-a como mostrado na seqÄu^encia de ¯guras abaixo. O resultado ¶e uma estrela de cinco pontas. O m¶etodo n~ao ¶e exato, mas um estudo pode ser feito sobre as condi»c~oes que produzir~ao uma estrela pitag¶orica.

dobra dobra centro dobra corte ao longo da linha dobra

(3)

na ¯gura, de modo que B esteja ao norte de A, ou se-ja, ambas encontrem-se quase em um mesmo meridiano terrestre, razoavelmente distantes entre si. Duas hastes verticais s~ao montadas, uma em cada local, e a dist^ancia d, entre os locais A e B, ¶e conhecida. Pela proje»c~ao dos raios do sol, ao meio dia, os ^angulos ¯ e °, em graus, s~ao calculados. O A B raiosdo sol α β

Deduza que, na situa»c~ao geom¶etrica da ¯gura, que ® = ° ¡ ¯. Como pode ser calculado o raio da Terra, a partir desse experimento?

Aristarco de Samos no mundo da Lua 10. Observa»c~oes astron^omicas acuradas, em noites de

lua cheia, revelam o diagrama geom¶etrico da ¯gura ao lado. Com base nas informa»c~oes do diagrama, conhecendo-se o di^ametro da Lua, de 3486km, e sabendo quesen 150= 0;00436, calcule a dist^ancia da Terra µa Lua.

Terra

T L' L

R 15'

Hip¶ocrates de Quio no mundo das l¶unulas 11. Na ¯gura, em um c¶³rculo de di^ametro AB, inscreve-se

um tri^angulo ABC. Sobre os catetos AC e CB s~ao constru¶³dos dois outros semi-c¶³rculos, tendo os catetos como di^ametros. As regi~oes planas da ¯gura , delimi-tadas por arcos de circunfer^encias, lembrando fases da lua, s~ao chamadas de l¶unulas. Chamemos deL1 eL2 as l¶unulas constru¶³das sobre os catetos AC e CB, respec-tivamente, e sejaT o tri^angulo ABC.

T L L 1 2 A B C

Demonstre o teorema de Hip¶ocrates: ¶areaL1+ ¶area L2 = ¶area T . 12. Sendo ABC um tri^angulo is¶osceles como na ¯gura , mostre que

as duas regi~oes hachuradas tem ¶areas iguais, ou seja, a ¶area da l¶unula ¶e igual µa ¶area do tri^angulo. Os dois arcos que delimitam a l¶unula s~ao, respectivamente,1=4 da circunfer^encia de centro A e raio AC e a semi-circunfer^encia de di^ametro CB.

A B

(4)

13. Considere a ¯gura ao lado, em que o di^ametro do c¶³rculo menor ¶e igual ao lado do hex¶agono regular. Sejam c a ¶area da regi~ao circular sombreada, C a ¶

area do c¶³rculo circunscrito ao hex¶agono, L a ¶area de cada l¶unula externa a este c¶³rculo e H a ¶area do hex¶agono. Demonstre que c = H ¡ 6L.

14. O resultado do problema 13, resolvido por Hip¶ocrates de Quio, pode nos induzir a acreditar que ¶e poss¶³vel quadrar o c¶³rculo, bastando para isso quadrar as seis l¶unulas da ¯gura do problema 13. Tendo em visto que Lindemann, em 1882, demonstrou que ¶e imposs¶³vel quadrar um c¶³rculo, que conclus~oes podemos tirar acerca da quadratura das l¶unulas do hex¶agono?

Geometria de Arquimedes 15. Na geometria, Arquimedes estudou uma ¶area chamada

arbelos. Seja B um ponto interior ao segmento AC. Construa tr^es semi-c¶³rculos com di^ametros AB, BC e AC, todos de um mesmo lado de AC. A ¶area dentro do semi-c¶³rculo sobre AC, fora dos semi-c¶³rculos menores, ¶e um arbelos.

A B C

W

U

V

(a) Considere o segmento BW , perpendicular a AC, com W no arco do semi-c¶³rculo sobre AC. Mostre que a ¶area do arbelos ¶e igual µa ¶area do c¶³rculo de di^ametro BW . (b) O c¶³rculo de di^ametro BW encontra os semi-c¶³rculos menores em U e V . Mostre que A, U e W , bem como C, V e W , est~ao alinhados. (c) Mostre que os segmentos U V e BW se encontram no ponto m¶edio de ambos. (d) Mostre que a reta U V ¶e tangente aos dois semi-c¶³rculos menores. Sugest~ao. Utilize o teorema (2) de Tales, problema 1, em todas as suas ocorr^encias na ¯gura.

Wantzel e a algebriza»c~ao dos problemas de constru»c~oes geom¶etricas 16. Considere os dois seguintes teoremas.

Teorema 1 (Pierre Wantzel, 1837) Seja u > 0 um n¶umero construt¶³vel (ou seja, o compri-mento de um segcompri-mento de reta construt¶³vel), com r¶egua e compasso, a partir de um segmento unit¶ario. Se u ¶e raiz de uma equa»c~ao do 3o grau de coe¯cientes inteiros,

ax3+ bx2+ cx + d = 0 ent~ao essa equa»c~ao tamb¶em possui uma raiz racional.

Teorema 2 (Como achar as ra¶³zes racionais de polin^omios de coe¯cientes inteiros) Se anxn+ an¡1xn¡1+ ¢ ¢ ¢ + a1x + a0 = 0 ¶e uma equa»c~ao polinomial de coe¯cientes inteiros,

com an 6= 0, ent~ao toda raiz racional dessa equa»c~ao ¶e da forma p=q, sendo p um divisor de

a0 e q um divisor de an.

(5)

teoremas 1 e 2.

(b) Mostre que p32 n~ao ¶e construt¶³vel com r¶egua e compasso. Explique ent~ao porque o problema da duplica»c~ao do cubo n~ao tem solu»c~ao.

17. Mostre que cos 72± =

p 5¡1

4 , usando n¶umeros complexos e polin^omios, da seguinte maneira.

Considere o n¶umero complexo z = cos 72± + i sen 72±. Aplicando a f¶ormula de De Moivre, (cos µ + i sen µ)n = cos(nµ) + i sen(nµ), deduza que z5 = 1 e ent~ao

z4+ z3+ z2+ z + 1 = 0 Divida ambos os termos desta equa»c~ao por z2, obtendo

z2+ z + 1 + 1 z +

1 z2 = 0

Fa»ca a substitui»c~ao u = z + 1z, obtendo u2+ u ¡ 1 = 0 e conclua o exerc¶³cio.

18. Mostre que o hept¶agono regular n~ao ¶e construt¶³vel com r¶egua e compasso. Sugest~ao: Considere z = cos3607±+ i sen3607±. Utilizando as t¶ecnicas usadas no problema 17, mostre que o n¶umero u = 2 cos(360±=7) satisfaz a equa»c~ao x3+ x2¡ 2x ¡ 1 = 0. Utilize ent~ao os resultados dos teoremas 1 e 2.

19. Explique porqu^e n~ao ¶e poss¶³vel construir, com r¶egua e compasso, um pol¶³gono regular de nove lados.

20. Usando o teorema 2 acima, demonstre que p2 +p3 ¶e irracional;

21. Explique porque ¶e teoricamente poss¶³vel construir, com r¶egua e compasso, um ^angulo de3±, mas n~ao um ^angulo de 2±.

Referências

Documentos relacionados

Objective: The aim of this clinical study is to determine the depression and anxiety levels in coronary artery bypass graft (CABG) surgery patients in the pre and

As configurações Kaseya Desktop Policy and Migration e as contas de usuário local podem ser restauradas na mesma máquina usando Kaseya Desktop Policy and Migration >

No exercício de 2013, o conjunto das Empresas Públicas Não Financeiras (EPNF), excluindo o sector da Saúde, registou um resultado líquido agregado positivo de 337 M€ o que representa

Identify between bulls with high and low in vitro fertility, evaluated by embryo development rate blastocyst rate/cleavage rate: 1- If there is difference in chromatin structure

Para verificar o impacto em uma região de maior precipitação, a Figura 22 mostra a evolução temporal média da diferença de precipitação acumulada (mm) entre os experimentos

E esta é a verdadeira razão pela qual eles não podem ser distinguidos e a razão pela qual há somente um termo para ambos, para ambos os parentes com uma só forma e afins em outra:

Palestra apresentada no III Congresso Estudantil de Medicina Veterinária da UECE , Fortaleza, CE, Brasil, 08 a 12 de junho de 2015 67 Desta maneira, um ponto em comum entre

Núcleo ‘Regular’ 245µm Revestimento Secundário Revestimento Primário Casca ‘Compacto’ 200µm. Mesma dimensão do vidro (núcleo