05
TRANQUILIDADE-VIDA
A Companhia de Seguros Tranquilidade-Vida foi criada em 1993, na
sequência da decisão de autonomizar o ramo Vida da Companhia de
Seguros Tranquilidade, numa altura em que o forte crescimento do
mer-cado, particularmente na banca-seguros, exigia especialização,
segmen-tação e desenvolvimento de novas soluções financeiras e de protecção.
Ao longo destes últimos doze anos, a Tranquilidade-Vida tem crescido de
forma sustentada, ocupando, em 2005, a quarta posição no mercado
segurador Vida português, com uma quota de mercado de 13%. No
mesmo período, o volume de prémios atingiu 1.217 milhões de euros , o
que traduz um crescimento de 35,4% face ao ano anterior, e os
resulta-dos líquiresulta-dos ascenderam a 25,8 milhões de euros.
Com uma oferta diversificada de produtos de protecção, de
reforma/edu-cação e de capitalização, a Tranquilidade-Vida beneficia das sinergias da
sua integração no Grupo Espírito Santo, tendo como canais de
distri-buição os balcões do BES, BES Açores e a rede de delegações, de lojas de
gestores de seguros e de agentes e corretores da Tranquilidade.
Índice
08.
14.
26.
32.
72.
78.
84.
94.
100.
142.
01.
02.
03.
04.
05.
06.
07.
08.
09.
10.
Órgãos Sociais
Relatório do Conselho de Administração
Demonstrações Financeiras
Anexo às Demonstrações Financeiras
Certificação Legal das Contas e Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Quadros Directivos
CONTAS CONSOLIDADAS
Relatório do Conselho de Administração
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas
Assembleia Geral
Francisco Marques da Cruz Vieira da Cruz
(Presidente)
Jean-Luc Guinoiseau
(Vice-Presidente)
António Boaventura Carvalho Baptista
(Secretário)
Conselho de Administração
Luís Frederico Redondo Lopes
(Presidente)
Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha
(Vogal)
Claude Emile André Filhue
(Vogal)
Nuno Manuel da Silva Ribeiro David
(Vogal)
António José Baptista do Souto
(Vogal)
Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes
(Vogal)
Patrick Gérard Daniel Coudène
(Vogal)
Bernard Louis François Auguste Chauvel
(Vogal)
Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
(Vogal)
Conselho Fiscal
Fernando Valente Gaspar
(Presidente)
José Maria Ribeiro da Cunha – R. O. C.
(Vogal)
Representante de Amável Calhau, Ribeiro da Cunha e Associados,
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Dominique Jacques Marie Berthou
(Vogal)
José Manuel Macedo Pereira – R.O.C.
(Vogal Suplente)
01.
Joaquim de Goes António do Souto
Conselho
de Administração
Luís Frederico Redondo Lopes Presidente
Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha Claude Emile André Filhue
Nuno Manuel da Silva Ribeiro David António José Baptista do Souto Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes Patrick Gérard Daniel Coudène Bernard Louis François Auguste Chauvel Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
Patrick Coudène
Peter Brito e Cunha Claude Filhue
Bernard Chauvel
Nuno David
02.
RELATÓRIO DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO
02.
Relatório do Conselho de Administração
Senhores Accionistas,
Nos termos da Lei e do Contrato de Sociedade, o Conselho de
Adminis-tração tem a honra de submeter à apreciação de V. Exas. o Relatório de
Gestão e as Contas da Companhia de Seguros Tranquilidade-Vida, SA,
res-peitantes ao exercício de 2005.
2.1
Enquadramento Económico
2.1.1
Economia Internacional
A economia mundial registou, em 2005, um crescimento forte, estimado
em 4,3%. Embora em ligeira desaceleração face ao ano anterior, em que o
Produto Interno Bruto (PIB) mundial subiu 5,1%, o crescimento registado,
em 2005, evidenciou uma distribuição mais equilibrada, com registos
elevados nas principais áreas económicas, destacando se o desempenho
extremamente positivo das economias emergentes – na Ásia, América
Latina e Europa de Leste. Foram igualmente visíveis sinais de recuperação
na Zona Euro, em particular na segunda metade do ano. O preço do
petróleo subiu, em termos médios, de cerca de USD 38 para perto de USD
56/barril, sobretudo em função de uma procura elevada e da persistência
de condições restritivas no lado da oferta. No entanto, o impacto negativo
desta subida revelou-se menor que o esperado – atenuado pela menor
dependência energética das principais economias e pela persistência de
taxas de juro baixas, que mais do que compensaram a perda de poder de
compra associada à subida do preço da energia.
Na Zona Euro, o primeiro semestre de 2005 foi marcado por uma evolução
negativa do sentimento económico, no contexto da rejeição do projecto
da Constituição Europeia e da não aprovação do Orçamento comunitário
para o período 2007-2013. Na segunda metade de 2005, foi visível uma
recuperação dos principais índices de confiança empresarial e uma ligeira
aceleração da actividade económica. Para esta evolução terão contribuído
o impacto positivo sobre as exportações da depreciação do euro e do forte
crescimento das economias dos Estados Unidos e da Ásia, para além do
forte crescimento das receitas dos países exportadores de petróleo, em
parte direccionadas para a procura de bens produzidos na Zona Euro. Ao
mesmo tempo, a generalidade das empresas manteve-se focada nos
objectivos de contenção de custos e de obtenção de ganhos de
produ-tividade, em função do ambiente crescentemente competitivo a nível
internacional. Apesar da recuperação observada no 2.º semestre, no
con-junto do ano o PIB da Zona Euro cresceu apenas 1,4%, após um registo de
1,8% em 2004.
Embora descendo de 8,8% para 8,3% da população activa, a taxa de
desemprego manteve-se elevada na Zona Euro, sustentando um
am-biente de moderação salarial. Este manteve a inflação relativamente
controlada, não obstante a pressão em alta exercida pelos preços dos
bens energéticos. A taxa de inflação média anual subiu de 2,1% para 2,2%.
Num contexto de recuperação da actividade económica e com a inflação
acima do objectivo de 2% consistente com a sua definição de estabilidade
de preços, o Banco Central Europeu iniciou, no último mês do ano, um
novo ciclo de subida dos juros de referência, elevando a taxa de juro das
operações principais de refinanciamento em 25 pontos base, para 2,25%.
Tal como nos Estados Unidos, a curva de rendimentos da Zona Euro exibiu
uma tendência de flattening, com a yield dos títulos da dívida pública a 10
anos a descer de 3,683% para 3,309%. O euro registou uma depreciação de
12,7% face ao dólar, terminando o ano com uma cotação de EUR/USD
1,183.
Em termos de mercados financeiros, a conjuntura de ampla liquidez
criada pelos juros baixos traduziu-se, por sua vez, em valorizações
signi-ficativas de activos financeiros e imobiliários na Zona Euro. Os índices
accionistas CAC 40 de Paris, DAX de Frankfurt e IBEX 35 valorizaram-se
em 23,4%, 27,1% e 18,2%, respectivamente. Fora da zona euro, os índices
Nasdaq e S&P500 subiram cerca de 1,4% e 3%, respectivamente, enquanto
o Dow Jones caiu 0,6%.
2.1.2
Economia Nacional
A economia portuguesa observou, em 2005, um abrandamento face ao
ano anterior, com o crescimento do PIB a descer de 1,2% para 0,3%.
A desaceleração da actividade decorreu, fundamentalmente, do menor
dinamismo verificado em todas as componentes da procura interna, uma
vez que se assistiu a um ligeiro aumento do contributo da procura externa
líquida.
O consumo privado terá registado uma expansão real em torno de 2%, em
desaceleração face ao crescimento de 2,4% observado em 2004, mas
ainda claramente acima do crescimento global da actividade. A expansão
do consumo deverá ter sido da mesma ordem de grandeza do aumento do
rendimento disponível, devendo a taxa de poupança das famílias ter
verificado uma tendência de estabilização em torno de 10% do
rendimento disponível, após uma queda significativa observada em 2004.
Por outro lado, a continuação de um quadro de taxas de juro
historicamente baixas e o alongamento dos prazos de amortização dos
empréstimos bancários (particularmente no que respeita à aquisição de
habitação) facilitaram também o crescimento das despesas das famílias,
apesar da subida da taxa média anual de desemprego (de 6,7% para 7,6%
da população activa) e não obstante a subida dos níveis agregados de
endividamento.
A formação bruta de capital fixo registou o comportamento mais negativo
entre as componentes da procura interna, com uma queda real em torno
de 2,7%. Este comportamento desfavorável estendeu-se a todos os
secto-res, em particular o público e o empresarial. Apesar das condições de
financiamento permanecerem muito favoráveis, as perspectivas menos
positivas para a evolução da procura interna e a evolução em alta dos
custos energéticos contribuíram para uma degradação do sentimento
económico entre os empresários e, consequentemente, para um
adia-mento de decisões de investiadia-mento.
O consumo público contribuiu, igualmente, para a estagnação da
actividade económica, com o respectivo crescimento a cair de 2,4% para
1%. Tal como em 2004, foi visível um esforço de contenção das despesas
públicas, quer em bens e serviços quer com o pessoal, neste caso em
resultado de uma política de moderação salarial e de uma relativa
estabilização do número dos funcionários públicos. O défice global da
Administração Pública deverá ter atingido um valor ligeiramente inferior
ao objectivo de 6% do PIB inscrito no Programa de Estabilidade e
Cres-cimento, com as receitas fiscais a crescerem 7,5%, acima da estimativa de
execução apresentada no Orçamento 2006.
O contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB foi
menos desfavorável em 2005 do que no ano anterior, sobretudo em
resultado de uma forte desaceleração das importações, cujo crescimento
deverá ter caído de 6,7% para cerca de 2,1%. Por seu lado, no conjunto do
ano as exportações terão registado um crescimento inferior a 2%. Ao nível
das exportações de serviços, o crescimento face a 2004 foi negativamente
afectado por um efeito de base associado ao crescimento extraordinário
das vendas de serviços de turismo no âmbito do Campeonato Europeu de
Futebol.
No conjunto de 2005, observou-se uma deterioração significativa no saldo
conjunto das balanças corrente e de capital, elevando as necessidades
líquidas de financiamento externo de 5,9% para cerca de 8% do PIB. Para
além dos aspectos estruturais relacionados com problemas de
competi-tividade da economia portuguesa, esta evolução reflecte também uma
evolução desfavorável dos termos de troca, determinada pelo aumento do
preço do petróleo face a 2004.
Apesar do impacto desfavorável da subida do IVA e da pressão associada
à subida dos preços dos bens energéticos, o índice de preços no
consu-midor registou, em 2005, uma ligeira desaceleração, com a taxa de
infla-ção média a descer de 2,4% para 2,3% – uma evoluinfla-ção resultante da
conjuntura de moderação salarial e de uma utilização dos recursos
produ-tivos abaixo da capacidade potencial da economia.
Na vertente do mercado de capitais, o ano caracterizou-se pelo
acom-panhamento do mercado português da tendência manifestada nas
principais praças europeias, tendo o PSI-20 registado uma valorização de
13,4% (12,6% em 2004).
2.2
O Mercado Segurador Vida em Portugal
O mercado segurador registou um crescimento de 28,3% (10,9% em 2004),
com uma produção de prémios de seguro directo no valor de 13 431
mi-lhões de euros, devendo-se sobretudo à acentuada expansão
demons-trada pela produção dos seguros no Ramo Vida, com um aumento de
46,2% (15,9% em 2004), tendo o Ramo Não Vida apresentado um
cres-cimento de 1,8% (4,2% em 2004). Como consequência dos ritmos
histo-ricamente elevados nos últimos anos, o Ramo Vida tem vindo a aumentar
a sua importância no sector pelo que, no final do exercício, correspondia
a 68,0% do total da produção do Sector Segurador em Portugal (59,8% em
2004).
Em 2005, no Ramo Vida, à semelhança do ano anterior, verificou-se a
manutenção das quotas de mercado por parte de Companhias
asso-ciadas a grupos bancários, sendo de registar, que os cinco maiores grupos
seguradores a operarem no Ramo Vida em 2005, detiveram cerca de
82,4% do mercado (78,9% em 2004), confirmando a importância da
ban-cassurance neste Ramo.
O crescimento do Ramo Vida foi generalizado em todos os segmentos
tendo no entanto, o acréscimo mais significativo sido registado nos
segu-ros de capitalização, 63,0%, que pode ser explicado, num momento de
maior instabilidade quanto ao crescimento da economia, pela aposta das
Companhias na oferta de produtos de seguros de capitalização, servindo
estes produtos como refúgio e alternativa de aplicação das suas
pou-panças.
Os PPR´s apresentaram um acréscimo de 14,5%, num ano em que os
benefícios fiscais à “entrada” associados a estes produtos foram extintos.
Este aumento pode ser explicado pela maior preocupação dos cidadãos
sobre o futuro do sistema da Segurança Social e a sua procura de
instru-mentos de poupança de longo prazo.
Relativamente aos seguros tradicionais, verificou-se um crescimento de
13,7%. Neste segmento, os principais grupos financeiros terão beneficiado
da continuidade de um quadro de taxas de juro historicamente baixas,
que contribuíram para um aumento dos empréstimos concedidos,
poten-ciando a venda de produtos ligados a linhas de crédito.
Em termos gerais é esperada para o Sector Segurador uma melhoria nos
seus resultados globais face ao ano anterior, derivada não só da melhoria
do mercado de capitais, mas também efeito dos processos de
reestru-turação levados a cabo por várias Companhias nestes últimos anos com
o objectivo de redução e contenção de custos.
O ano de 2005 também evidenciou algumas situações que poderão ser
determinantes no desenvolvimento da actividade das Companhias de
Seguros, tais como o regresso a partir de 2006 dos benefícios fiscais das
entregas efectuadas nos produtos PPR, bem como o adiamento da
regulação da Lei de Bases da Segurança Social, provocando o atraso no
processo de participação das Seguradoras no sistema público de
Segurança Social.
2.3
Actividade da Tranquilidade-Vida
2.3.1
Evolução dos Principais Indicadores
Principais Variáveis e Indicadores de Actividade milhares de euros
2005 2004 Variação Balanço Investimentos 6 399 405 5 768 528 10,9% Activo líquido 6 474 489 5 826 704 11,1% Capital próprio 316 512 288 172 9,8% Passivos subordinados 90 000 90 000 0,0% Provisões técnicas de seguro directo 5 998 507 5 395 528 11,2% Conta de Ganhos e Perdas
Prémios de seguro directo 1 217 087 898 654 35,4% Rendimentos da actividade financeira 224 712 236 690 -5,1% Provisões matemáticas de seguro directo (variação) 592 028 530 669 11,6% Participação nos resultados 18 061 22 114 -18,3% Custos com sinistros de seguro directo 756 662 512 234 47,7% Resultado Líquido 25 834 21 166 22,1% Rendibilidade
Resultado líquido / prémios de seguro directo 2,12% 2,36% -0,24pp Resultado líquido / capital próprio 8,16% 7,34% 0,82pp Resultado líquido / activo líquido 0,40% 0,36% 0,04pp Produtividade
N.º de apólices/N.º de empregados efectivos 13 532 12 553 7,8% Prémios/N.º de empregados efectivos 15 604 11 375 37,2% Provisão matemática/N.º de empregados efectivos 72 368 64 277 12,6% Outros dados N.º de empregados efectivos 78 79 -1,3%
2.3.2
Prémios
milhares de euros 2005 2004 Variação % % % TRADICIONAIS 97 203 8,2% 65 793 7,4% 47,7% Risco 62 079 5,2% 54 810 6,1% 13,3% Mistos 5 726 0,5% 6 255 0,7% -8,5% Rendas 29 398 2,5% 4 729 0,5% 521,7% CAPITALIZAÇÃO 598 215 50,3% 415 912 46,5% 43,8% Garantido 207 126 17,4% 208 361 23,3% -0,6% Unit Linked 391 089 32,9% 207 551 23,2% 88,4% PPR´S 494 142 41,5% 412 902 46,2% 19,7% Garantido 311 972 26,2% 325 687 36,4% -4,2% Unit Linked 182 170 15,3% 87 215 9,7% 108,9% TOTAL PORTUGAL 1 189 560 100,0% 894 607 100,0% 33,0% ESPANHA 27 527 4 047 580,2% TOTAL GERAL 1 217 087 898 654 35,4%O volume de prémios emitidos pela Tranquilidade-Vida, em 2005,
ascen-deu a 1 217 087 milhares de euros, o que corresponde a um acréscimo de
35,4%. De referir que cerca de 27 527 milhares de euros foram realizados
através da sucursal de Madrid.
A Tranquilidade-Vida, em 2005, em Portugal, ocupou a quarta posição no
mercado do Ramo Vida, com uma quota de 13,0% (2004: 14,3%) e um
crescimento de 33,0%.
Os PPR´s apresentaram um aumento de cerca de 81 240 milhares de euros
(19,7%), o que permitiu manter a liderança no mercado neste tipo de
produtos com uma quota de mercado estimada de 28,8%. Para este
cres-cimento contribuiu o excelente desempenho dos Unit Linked, com especial
relevo para o PPR Poupança Activa, reflexo do esforço comercial de todos
os canais de distribuição.
Em termos de produtos PPR, importa referir que a quota de mercado
(estimada) detida pela Tranquilidade-Vida em termos de provisões
matemáticas no final de 2005 atingiu os 29,7% (contra 29,6% em 2004), o
que permitiu manter a liderança, apresentando um crescimento face ao
ano anterior de 19,7%, superior ao mercado em 0,8pp. Este indicador
revela-se importante na medida em que evidencia uma fidelização dos
clientes da Companhia, sobretudo, quando este produto é considerado
estratégico face à elevada duração das apólices.
Os seguros tradicionais apresentaram um crescimento de 47,7%, tendo
contribuindo para este aumento, essencialmente, as Rendas, dada a
compra por parte de um fundo de pensões extinto, de renda vitalícias para
os seus participantes. Contudo, verifica-se que os produtos de risco,
produtos que têm sido nos últimos anos uma aposta da Companhia para
o seu crescimento sustentado e rentável, crescem 13,3%. Este acréscimo
é resultado do desenvolvimento e dinamização do cross-selling não só de
seguros ligados aos produtos de crédito habitação e ao consumo, como
também de produtos que não se encontram ligados ao crédito, realizados
através do Banco Espírito Santo, do Ex-Banco Internacional de Crédito e
da Credibom. De referir que, para este acréscimo, contribuíram de forma
significativa o produto Protecção Vida comercializado através das redes
bancárias e o Valor Protecção através da rede de agentes da
Tran-quilidade.
Os produtos de capitalização registaram um acréscimo de cerca de
182.303 milhares de euros, ou seja, um crescimento de 43,8% face ao ano
anterior.
É de referir o que os produtos Unit Linked (Capitalização e PPR) em 2005
representam cerca de 48% do total da produção da Companhia, contra
33% registados em 2004.
O volume de prémios comercializado através dos canais de distribuição
bancários representou 93.6% do total dos prémios emitidos em 2005.
milhares de euros
2005 2004 Variação %
Prémios de seguro directo 1 217 087 898 654 35,4% Prémios em cobrança 1 495 1 901 -21,4% Rácio prémios não cobrados 0,12% 0,21% -0,09pp
O saldo de prémios em cobrança e o rácio prémios em cobrança/prémios
de seguro directo registou um decréscimo de 21,4% e 0,09pp,
respecti-vamente, derivado, sobretudo, de um maior controlo das cobranças
durante todo o ano.
2.3.3
Custos com Sinistros
milhares de euros 2005 2004 Variação % % % TRADICIONAIS 25 638 3,4% 27 252 5,3% -6,0% Risco 14 628 1,9% 13 128 2,6% 11,4% Mistos 5 057 0,7% 8 201 1,6% -38,3% Rendas 5 937 0,8% 5 923 1,2% 0,2% CAPITALIZAÇÃO 585 312 77,6% 358 030 70,2% 63,5% Garantido 570 097 75,6% 341 771 67,0% 66,8% Unit Linked 15 215 2,0% 16 259 3,2% -6,4% PPR´S 143 228 19,0% 124 601 24,4% 14,9% Garantido 133 716 17,7% 116 877 22,9% 14,4% Unit Linked 9 512 1,3% 7 724 1,5% 23,1% TOTAL PORTUGAL 754 161 100,0% 509 883 100,0% 47,9% ESPANHA 2 501 2 351 6,4% TOTAL GERAL 756 662 512 234 47,7% Rácio Custos com
Sinistros/Prémios 62,2% 57,0% 5,2pp Rácio Custos com Sinistros/Média
das Provisões Matemáticas 13,4% 10,1% 3,3pp
O total de custos com sinistros de seguro directo ascendeu a 756 662
milhares de euros, representando um acréscimo de 48% face ao exercício
anterior.
Este acréscimo verificou-se, essencialmente, nos produtos de capitalização,
derivado do volume muito significativo de vencimentos de apólices, cerca de
377 milhões de euros, contra 221 milhões de euros registados em 2004.
Nos PPR´s registou-se um aumento de cerca de 18 626 milhares de euros
nos custos com sinistros, o que consideramos natural face aos
cresci-mentos do volume da carteira de apólices observados nos últimos anos.
O decréscimo verificado no montante de indemnizações nos produtos
tradicionais deve-se, essencialmente, aos produtos mistos, resultado de
uma melhoria significativa nas taxas de mortalidade, e redução no
volume de resgates.
2.3.4
Provisões Técnicas
milhares de euros Variação 2005 2004 Absoluta % Provisão matemática 5 943 389 5 346 051 597 337 11,2% Provisão para sinistros 37 636 32 556 5 080 15,6% Provisão para participaçãonos resultados 17 482 16 920 562 3,3% Total 5 998 507 5 395 528 602 979 11,2%
A evolução verificada na provisão matemática está directamente
relacionada com os produtos de natureza financeira comercializados nos
últimos anos pela Tranquilidade-Vida, para os quais existe uma
corres-pondência directa com o valor registado na provisão matemática. É de
salientar o esforço dos canais de distribuição na canalização de produção
para contratos com taxas técnicas mais baixas, o que permitiu uma
redução das taxas mínimas garantidas do PPR para 2,96% (3,33% em
2004) e dos produtos de capitalização para 2,95% (3,44% em 2004).
2.3.5
Investimentos
Composição da Carteira de Investimentos milhares de euros
2005 2004 Variação
% % %
Títulos de rendimento fixo 3 761 058 58,8% 2 876 320 49,9% 884 737 30,8% Acções 722 057 11,3% 615 603 10,7% 106 453 17,3% Fundos de Investimento mobiliário 954 555 14,9% 720 731 12,5% 233 824 32,4% Fundos de Investimento imobiliário 21 360 0,3% 21 555 0,4% -195 -0,9% Depósitos em instituições de crédito 863 795 13,5% 1 398 384 24,2% -534 589 -38,2% Imóveis 76 024 1,2% 52 430 0,9% 23 595 45,0% Outros 557 83 505 1,4% -82 948 -99,3% TOTAL 6 399 405 100,0% 5 768 528 100,0% 630 877 10,9%
No ano de 2005 a carteira da Tranquilidade-Vida apresentou um
cres-cimento de 10,9%, o que corresponde a um aumento de cerca de 630 877
milhares de euros. A Companhia continua a privilegiar uma carteira de
activos diversificada, mantendo presentes na gestão da sua carteira
níveis de liquidez, segurança e rendibilidade de forma a garantir a
cober-tura das responsabilidades assumidas a médio e longo prazo.
O acréscimo registado na carteira de obrigações verifica-se por
contra-partida da redução da liquidez e do impacto do crescimento da produção
da Companhia no exercício de 2005.
O crescimento verificado na carteira de acções e fundos de investimento,
resulta não só da valorização registada nos mercados de capitais, mas
também pelo elevado acréscimo da venda de produtos Unit Linked cuja
carteira de investimentos está aplicada significativamente em títulos com
componente accionista.
2.3.6
Custos Operacionais
milhares de euros 2005 2004 Variação % Custos de aquisição 35 152 30 136 16,6% Custos administrativos 6 103 6 150 -0,8% Custos com gestão de investimentos 7 476 9 991 -25,2% Outros custos 808 626 29,1% TOTAL 49 538 46 903 5,6% Custos de aquisição/média provisões matemáticas 0,62% 0,59% 0,03pp Custos administrativos/
média provisões matemáticas 0,11% 0,12% -0,01pp Custos de gestão de investimentos/
média activos financeiros 0,12% 0,18% -0,06pp Custos operacionais/
média provisões matemáticas 0,88% 0,92% -0,04pp
Verifica-se um acréscimo em termos absolutos dos custos operacionais
de 5,6%, que reflecte, essencialmente, o aumento registado nos custos de
aquisição, na ordem dos 17%. Este acréscimo, resulta do aumento da
remuneração dos canais de distribuição face ao incremento da actividade,
e do aumento da comercialização de produtos cujo comissionamento está
associado aos encargos de gestão anual dos produtos.
Em termos de custos administrativos verifica-se que a politica de controlo
rigoroso dos custos fixos, que tem sido levada a cabo durante os últimos
anos, tem permitido ganhos de eficiência e de produtividade,
registando--se uma diminuição do rácio de custos administrativos sobre provisões
matemáticas em 0,01pp durante 2005.
Em relação aos custos com investimentos verificou-se uma redução de
25,2% face ao ano anterior. Esta redução deve-se não só a uma redução
nos custos associados à gestão da carteira de investimentos da
Companhia, derivado da renegociação dos contratos existentes, mas
também resultado, de o exercício de 2004 encontrar-se influenciado por
uma provisão que foi necessário efectuar, no valor de 1 700 milhares de
euros, para uma participação detida pela Companhia. Se excluíssemos
este facto, os custos com investimentos continuariam a apresentar um
decréscimo de 9,8% face a 2004.
2.3.7
Recursos Humanos
O quadro de pessoal efectivo da Tranquilidade-Vida passou de 79 para 78
colaboradores (decréscimo de 1,3% face a 2004), mantendo-se a política
de recrutamento centrada em dotar a Companhia de jovens quadros com
formação superior. Com efeito, 54% dos colaboradores da
Tranquilidade--Vida, têm formação académica de nível universitário e a média de idades
situa-se nos 37 anos.
2.3.8
Sistemas de Informação
No exercício de 2005, deu-se continuidade ao projecto IFRS/IAS, tendo-se
finalizado, com sucesso e de acordo com os objectivos, a 1.ª fase deste
projecto.
No âmbito do projecto de Fusão BES/BIC, para além da construção e
tes-tes dos processos de migração, efectuou-se novo investimento no
Sis-tema IBM-iSeries (em memória RAM, DASD e criação de nova partição
lógica – LPAR), por forma a dar suporte adequado a um ambiente
especí-fico, criado a nível do Grupo Espírito Santo, para testes de qualificação e
middle-office.
De referir que o Sistema IBM-iSeries foi englobado, no final do ano e
conjuntamente com outros sistemas IBM do Grupo Espírito Santo, num
acordo de outsourcing que engloba a Tranquilidade-Vida, ESI e a IBM,
> 55 50_54 45_49 40_44 35_39 30_34 25_29 20_24 6,1% 7,3% 7,3% 11% 18,3% 19,5% 22% 2,4% 5% 10% 15% 20% 0 Estrutura Etária
visando não só a redução de custos, mas também a excelência de serviço.
A nível departamental foram reformulados alguns conceitos organizativos
e implementadas algumas soluções, tendo em vista a redução de custos,
e melhorias a nível de serviço. Como exemplo, implementou-se uma nova
solução conjunta (Tranquilidade-Vida, ESI e a IBM) para “finishing” e
expe-dição de declarações IRS e extractos anuais, via Banco Espírito Santo, o
que permitiu uma redução nos custos de expedição da ordem de 40%, ao
conciliar, num mesmo envelope, documentos do Banco Espírito Santo e
Tranquilidade-Vida.
No que respeita ao suporte às transacções de negócio, introduziram-se
diversas melhorias, quer a nível do front-office de Banca-Seguros, quer a
nível dos sistemas/aplicações de back-office.
Cabe ainda referir o arranque do projecto “Portal”, tendo por objectivo
dotar a Companhia de um Portal integrado de negócio, com grande
impacto no posto de trabalho, que será orientado progressivamente a
processos, abandonando-se, sempre que adequado, a lógica
tran-saccional.
2.3.9
Fundos de Pensões
Em 2005 a Companhia é responsável pela gestão de 22 fundos de pensões,
sendo o montante dos activos sob gestão de 256.825 milhares de euros.
2.3.10
Resultado do Exercício e Capital Próprio
milhares de euros 2005 % 2004 % Variação % Capital social 250 000 79,0% 250 000 86,8% – Reservas de reavaliação 44 164 14,0% 41 013 14,2% 7,7% Reservas 12 789 4,0% 10 672 3,7% 19,8% Reserva legal 12 615 4,0% 10 498 3,6% 20,2% Outras reservas 174 0,1% 174 0,1% 0,0% Resultados transitados -16 275 -5,1% -34 678 -12,0% -53,1% Resultados líquidos 25 834 8,2% 21 166 7,3% 22,1% TOTAL 316 512 100,0% 288 172 100,0% 9,8%
A melhoria registada nos capitais próprios da Companhia é motivada pela
redução dos resultados transitados em 18 403 milhares de euros, derivado
dos resultados alcançados no exercício de 2004, bem como pelo
acréscimo, de 3 151 milhares de euros, na reserva de reavaliação face às
valorizações registadas em alguns títulos da sua carteira própria.
Os resultados líquidos da Tranquilidade-Vida ascenderam a cerca de
25 834 milhares de euros devido, sobretudo, à melhoria do saldo técnico,
na sequência da estratégia de crescimento selectivo, de continuar a
apostar em produtos de risco, mais rentáveis que os produtos de
capi-talização e menos consumidores de capital.
2.3.11
Margem de Solvência
milhares de euros 2005* 2004 Variação % Elementos constitutivos 399 536 377 679 5,8% Margem de solvência 206 504 200 367 3,1% Excesso/(insuficiência) 193 032 177 312 8,9% % Cobertura 193% 188% +5,0pp * EstimativaVerifica-se um acréscimo dos elementos constitutivos de 6%, originado
pela redução dos resultados transitados, aumento da reserva de
reava-liação e resultados líquidos de 2005. A margem de solvência cresce 3%
fruto de parte da produção ter sido canalizada para produtos Unit Linked
em que a necessidade de margem de solvência é inferior aos produtos de
capitalização tradicionais. Desta forma, a Companhia consolida a sua
solidez financeira, e apresenta um excesso face aos mínimos legais de
193.032 milhares de euros, ou seja uma taxa de cobertura de 193%.
2.3.12
Proposta de Aplicação de Resultados
O resultado do exercício foi de 25.834.302 euros, para o qual propomos a
seguinte aplicação:
a) 10% para Reservas Legais;
b) 23 250 872 euros à disposição da Assembleia Geral para os efeitos e nos
termos previstos nas alíneas c) e d) do n.º 1 do art.º 30 do Contrato de
Sociedade e o remanescente para Resultados Transitados.
2.3.13
Perspectivas para 2006
A Espírito Santo Finantial Group, S.A. e o Crédit Agricole, S.A.,
comuni-caram, no dia 20 de Fevereiro de 2006, o reforço da sua parceria na área
de banca-seguros em Portugal, consubstanciada na alienação de 50% do
capital da Tranquilidade-Vida ao Banco Espírito Santo e os restantes 50%
do capital a serem adquiridos pela Crédit Agricole, S.A, ficando estes com
o controle da gestão da empresa.
No âmbito desta operação será também alienado, por um montante de 50
milhões de euros, o negócio relativo ao canal de distribuição de
media-dores, à Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., ou a uma empresa de
seguros a ser criada para o efeito, detida a 100% por esta.
Assim, a Tranquilidade-Vida, após esta operação, passará a estar
exclusi-vamente orientada para a actividade de banca-seguros, carecendo esta
ainda da autorização das autoridades de supervisão.
Considerações Finais
O Conselho de Administração agradece a confiança demonstrada pelos
seus Clientes e manifesta o seu reconhecimento por todo o esforço e
empenho demonstrados pelos Colaboradores da Companhia.
Queremos também agradecer ao Conselho Fiscal pela sua acção
rele-vante no exercício das importantes funções que lhe estão
estatutaria-mente cometidas.
Expressamos também o nosso reconhecimento à decisiva colaboração
prestada pelo Banco Espírito Santo, pelo Banco Internacional de Crédito e
a todos os Mediadores.
Registamos, finalmente, o agradecimento da Tranquilidade-Vida pela
atenção e apoio recebido do Ministério das Finanças, do Instituto de
Seguros de Portugal e da Associação Portuguesa de Seguradores em
diversos assuntos que respeitam às suas áreas de competência.
Lisboa, 24 de Fevereiro de 2006
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Luís Frederico Redondo Lopes
Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha
Claude Emile André Filhue
Nuno Manuel da Silva Ribeiro David
António José Baptista do Souto
Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes
Patrick Gérard Daniel Coudène
Bernard Louis François Auguste Chauvel
Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
03.
Demonstrações Financeiras
Balanço em 31 de Dezembro de 2005
(em euros)
Exercício Exercício Activo Amortizações Activo
Anterior Activo Bruto e Líquido Activo Provisões Líquido Imobilizações incorpóreas 0 0 0 0 Investimentos 4 586 976 723 0 4 586 976 723 3 662 847 935 Terrenos e edifícios 76 024 153 0 76 024 153 52 429 502 De serviço próprio 8 918 298 0 8 918 298 10 428 982 De rendimento 67 105 855 0 67 105 855 42 000 520 Imobilizações em curso e adiantamentos por conta 0 0 0 0 Investimentos em empresas do grupo e associadas 19 809 827 0 19 809 827 18 247 765 Partes de capital em empresas do grupo 13 403 284 0 13 403 284 12 168 970 Obrigações e outros empréstimos a emp. do grupo 0 0 0 0 Partes de capital em empresas associadas 6 406 543 0 6 406 543 6 078 795 Obrigações e outros empréstimos a emp. associadas 0 0 0 0 Outros investimentos financeiros 4 491 142 099 0 4 491 142 099 3 592 170 024 Acções, outros títulos de rendim. variavel e unidades de participação em fundos de investimento 1 063 338 041 0 1 063 338 041 934 398 025 Obrigações e outros títulos de rendimento fixo 3 156 536 506 0 3 156 536 506 2 619 957 155 Empréstimos hipotecários 81 063 0 81 063 200 056 Outros empréstimos 644 112 0 644 112 774 900 Depósitos em instituições de crédito 269 778 500 0 269 778 500 36 839 888
Outros 763 877 0 763 877 0
Depósitos junto de empresas cedentes 644 0 644 644 Investimentos relativos a seguros de vida em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro 1 467 324 058 0 1 467 324 058 900 053 754 Provisões técnicas de resseguro cedido 5 390 433 0 5 390 433 6 159 908 Provisão matemática do ramo vida 302 504 0 302 504 272 236 Provisão para sinistros 1 718 474 0 1 718 474 2 583 864 Provisão para participação nos resultados 3 369 455 0 3 369 455 3 303 808
Outras provisões técnicas 0 0 0 0
Devedores 27 306 131 90 564 27 215 567 13 257 091 Por operações de seguro directo
Empresas do grupo 0 0 0 0
Empresas participadas e participantes 0 0 0 0 Outros devedores 2 205 101 90 564 2 114 537 2 094 879 Por operações de resseguro
Empresas do grupo 0 0 0 110 606
Empresas participadas e participantes 0 0 0 0
Outros devedores 638 355 0 638 355 899 570
Por outras operações
Empresas do grupo 0 0 0 51 662
Empresas participadas e participantes 2 223 124 0 2 223 124 3 309 241 Outros devedores 22 239 551 0 22 239 551 6 791 133
Subscritores de capital 0 0 0 0
Outros elementos do activo 311 825 237 10 105 985 301 719 252 1 162 667 860 Imobilizações corpóreas e existências 11 833 779 10 105 985 1 727 794 1 655 834 Depósitos bancários e caixa 299 991 458 0 299 991 458 1 161 012 026
Outros 0 0 0 0
Acréscimos e diferimentos 85 862 960 0 85 862 960 81 717 084 Juros a receber 36 557 056 0 36 557 056 22 288 685 Outros acréscimos e diferimentos 49 305 904 0 49 305 904 59 428 399 Total do Activo 6 484 685 542 10 196 549 6 474 488 993 5 826 703 632
(em euros)
Passivo Exercício Exercício Anterior
Capital próprio 316 511 645 288 171 681 Capital 250 000 000 250 000 000 Prémios de emissão Reservas de reavaliação Reavaliação regulamentar 44 163 691 41 012 530 Reavaliação legal Reservas Reserva legal 12 614 258 10 497 704 Reserva estatutária Outras reservas 174 341 174 341 Resultados transitados -16 274 947 -34 678 434 Resultado do exercício 25 834 302 21 165 540 Passivos subordinados 90 000 000 90 000 000
Fundo para dotações futuras 38 632 705 15 736 206 Provisões técnicas 4 531 271 789 4 495 779 628 Provisão matemática do ramo vida 4 476 153 693 4 446 302 814 Provisão para sinistros
De vida 37 636 042 32 556 387
Provisão para participação nos resultados 17 482 054 16 920 427 Outras provisões técnicas
Provisões técnicas relativas a seguros de vida em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro 1 467 234 993 899 748 610 Provisões para outros riscos e encargos
Provisões para pensões Provisões para impostos Outras provisões
Depósitos recebidos de resseguradores 145 574 130 784
Credores 7 949 595 19 189 874
Por operações de seguro directo
Empresas do grupo 5 202
Empresas participadas e participantes
Outros credores 1 503 386 1 524 085
Por operações de resseguro Empresas do grupo
Empresas participadas e participantes
Outros credores 1 743 695 1 902 662
Empréstimos bancários De empresas do grupo
De empresas participadas e participantes Outros credores
Estado e outros entes públicos 893 332 1 098 125 Credores diversos
Empresas do grupo
Empresas participadas e participantes
Outros credores 3 809 182 14 659 800
Acréscimos e diferimentos 22 742 692 17 946 849 Total do Passivo 6 474 488 993 5 826 703 632
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Luís Frederico Redondo Lopes, Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha, Claude Emile André Filhue, Nuno Manuel da Silva Ribeiro David, António José Baptista do Souto, Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes, Patrick Gérard Daniel Coudène, Bernard Louis François Auguste Chauvel, Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
Ganhos e Perdas em 31 de Dezembro de 2005
(em euros)
Conta de Ganhos e Perdas Exercício Exercício Anterior
Conta técnica do seguro de Vida Prémios líquidos de resseguro
Prémios brutos emitidos 1 217 086 629 898 654 192
Prémios de resseguro cedido -9 020 364 1 208 066 265 -8 616 880 890 037 312 Proveitos dos investimentos
Rendimentos de partes de capital
Relativos a empresas do grupo 0 0
Outros 0 0 0 0
Rendimentos de outros investimentos
Relativos a empresas do grupo 0 0
Outros 153 872 213 153 872 213 190 806 081 190 806 081
Ganhos realizados em investimentos 76 112 821 229 985 034 71 556 541 262 362 622 Mais-valias não realizadas de investimentos 87 581 634 106 606 548 Outros proveitos técnicos, líquidos de resseguro 718 690 480 592 Proveitos técnicos 1 526 351 623 1 259 487 074 Custos com sinistros, líquidos de resseguro
Montantes pagos
Montantes brutos 751 579 919 524 077 507
Parte dos resseguradores -3 288 507 748 291 412 -2 450 358 521 627 149 Provisão para sinistros (variação)
Montante bruto 5 082 168 -11 843 738
Parte dos resseguradores 865 390 5 947 558 754 238 970 -340 806 -12 184 544 509 442 605 Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro (variação) 0 0
Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro
Montante bruto 24 541 853 220 363 473
Parte dos resseguradores -30 137 24 511 716 48 501 220 411 974
Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 567 486 383 591 998 099 310 305 357 530 717 331 Participação nos resultados, líquida de resseguro 18 061 174 22 113 541 Custos de exploração líquidos
Custos de aquisição 35 067 982 29 994 974 Custos de aquisição diferidos (variação) 83 955 141 055 Custos administrativos 6 102 607 6 150 035
Comissões e participação nos resultados de resseguro -4 339 692 36 914 852 -4 469 117 31 816 947 Custos com investimentos
Custos de gestão dos investimentos 7 304 622 9 709 823
Perdas realizadas em investimentos 42 372 587 49 677 209 59 072 152 68 781 975 Menos-valias não realizadas de investimentos 20 530 805 54 218 639 Outros custos técnicos, líquidos de resseguro 502 363 452 329 Dotação ou utilização do fundo para dotações futuras 22 896 499 15 111 156
Custos técnicos 1 494 819 971 1 232 654 523
Resultado da conta técnica do seguro de vida 31 531 652 26 832 551
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS Jorge Manuel Tavares Rosa
(em euros)
Conta de Ganhos e Perdas Exercício Exercício Anterior
Conta não técnica
Resultado da conta técnica do seguro de vida 31 531 652 26 832 551 Resultado da conta técnica 31 531 652 26 832 551 Proveitos dos investimentos
Rendimentos de partes de capital
Relativos a empresas do grupo 0 0
Outros 0 0 0 0
Rendimentos de outros investimentos
Relativos a empresas do grupo 0 0
Outros 3 759 719 3 759 719 3 073 764 3 073 764
Ganhos realizados em investimentos 78 530 3 838 249 0 3 073 764 Mais-valias não realizadas de investimentos 3 644 266 4 929 602
Outros proveitos 45 301 184 511
Proveitos não técnicos 7 527 816 8 187 877
Custos com investimentos
Custos de gestão de investimentos 170 943 281 337
Perdas realizadas em investimentos 0 170 943 3 111 284 448 Menos-valias não realizadas de investimentos 1 619 167 1 179 250 Outros custos, incluindo provisões 95 063 75 616
Custos não técnicos 1 885 173 1 539 314
Resultado da actividade corrente 37 174 295 33 481 114 Proveitos e ganhos extraordinários 3 574 363 1 648 777 Custos e perdas extraordinários 210 895 98 000 Resultado extraordinário 3 363 468 1 550 777 Dotação ou utilização da reserva de reavaliação regulamentar -12 918 215 -10 697 922 Recuperação de mais e menos-valias realizadas de investimentos 0 0 Resultado antes de impostos 27 619 548 24 333 969 Imposto sobre o rendimento do exercício 1 785 246 3 168 429 Resultado líquido do exercício 25 834 302 21 165 540
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Luís Frederico Redondo Lopes, Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha, Claude Emile André Filhue, Nuno Manuel da Silva Ribeiro David, António José Baptista do Souto, Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes, Patrick Gérard Daniel Coudène, Bernard Louis François Auguste Chauvel, Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
04.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
04.
Anexo às Demonstrações Financeiras
em 31 de Dezembro de 2005
(Valores expressos em euros)
Introdução
A Companhia de Seguros Tranquilidade-Vida, S.A. foi constituída em 28 de
Junho de 1993 e tem como objectivo desenvolver autonomamente a
activi-dade do ramo vida, que se iniciou em 1 de Janeiro de 1994. A Sucursal de
Espanha, com sede em Madrid, iniciou a sua actividade em Junho de 1996.
As notas às contas respeitam a ordem estabelecida no Plano de Contas
para o Sector Segurador, sendo de referir que os números não indicados
neste anexo não têm aplicação, por inexistência de valores ou de
situa-ções a reportar.
3.
Forma de Apresentação e Principais Princípios
Contabilísticos e Critérios Valorimétricos
Adoptados
3.1
Apresentação
As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos livros e
registos contabilísticos da Companhia, mantidos em conformidade com o
Plano de Contas para o Sector Segurador e com as normas e princípios
contabilísticos estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal.
3.2
Principais princípios contabilísticos
e critérios valorimétricos
Os principais princípios contabilísticos e critérios valorimétricos
adop-tados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:
a) Especialização de exercícios
Os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem
res-peito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.
Uma vez que os prémios de seguro directo são reconhecidos como
provei-tos na data do processamento ou renovação da respectiva apólice e os
sinistros são registados aquando da participação, a Companhia realiza no
final de cada exercício determinadas especializações contabilísticas de
custos e proveitos, como se segue:
I. Provisão matemática
As provisões matemáticas para o ramo vida têm como objectivo registar
o valor actual das responsabilidades futuras da Companhia,
relativa-mente às apólices emitidas, e são calculadas mediante tabelas e fórmulas
actuariais plenamente enquadradas no normativo do Instituto de Seguros
de Portugal. As provisões matemáticas são zillmerizadas e o respectivo
efeito é abatido às mesmas. Em 31 de Dezembro de 2005, o montante da
zilmerização ascendia a 342.927 euros (426.882 euros em 2004).
II. Provisão para sinistros
A provisão para sinistros corresponde ao valor previsível dos encargos
com sinistros ainda não regularizados ou já regularizados mas ainda não
liquidados no final do exercício.
Esta provisão foi determinada como se segue:
a) a partir da análise dos sinistros pendentes no final do exercício e da
consequente estimativa da responsabilidade existente nessa data; e
b) pela provisão genérica de 1% do valor dos custos com sinistros do
exercício, exceptuando vencimentos e resgates, de forma a fazer face à
responsabilidade com sinistros declarados após o fecho do exercício.
III. Provisão matemática para o resseguro cedido
A provisão matemática para o resseguro cedido é determinada aplicando
os critérios acima descritos para o seguro directo, tendo em atenção as
percentagens de cessão, bem como outras cláusulas existentes nos
trata-dos em vigor.
IV. Comissões de mediação
As comissões de mediação são representadas pela remuneração
con-tratualmente atribuída aos mediadores pela angariação de prémios de
seguro e são registadas como custos no momento da emissão dos
res-pectivos recibos.
b) Provisão para recibos por cobrar
A provisão para recibos por cobrar tem por objectivo ajustar o montante
dos prémios em cobrança para o seu valor estimado de realização. O
cál-culo desta provisão é efectuado com base no valor dos prémios de seguro
de risco emitidos há mais de 90 dias e não pagos, segundo percentagens
definidas pelo Instituto de Seguros de Portugal.
c) Provisão para participação nos resultados
Esta provisão corresponde aos montantes atribuídos aos segurados ou
aos beneficiários de contratos, a título de participação nos resultados, e
que ainda não tenham sido distribuídos.
d) Terrenos e edifícios
Os imóveis são contabilizados ao respectivo custo de aquisição ou a valor
de mercado, resultante de avaliações realizadas até 6 meses após a data
de aquisição e reavaliados pelo menos de 5 em 5 anos.
De acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal os imóveis
não são amortizados.
e) Investimentos financeiros
I. Valorimetria
Os títulos de rendimento variável, para os quais existam cotações na
Bolsa de Valores, são valorizados pelo seu valor de mercado. Os títulos não
cotados na Bolsa de Valores encontram-se valorizados pelo montante que
proporcionalmente lhe corresponde nos capitais próprios, de acordo com
o último balanço aprovado.
Os títulos de rendimento fixo emitidos com base no valor nominal são
registados ao custo de aquisição. A diferença entre o custo de aquisição e
o valor nominal dos títulos, que constitui o prémio ou o desconto
verifi-cado aquando da compra, é amortizada de forma escalonada pelo período
que decorre até à data de reembolso dos títulos, por contrapartida de
resultados.
Os activos (rendimento fixo ou rendimento variável) dos produtos Unit
Linked são valorizados pelo seu valor de mercado. Os títulos não cotados
são valorizados através de modelos de avaliação que permitem
deter-minar o seu justo valor.
II.Rendimentos
Os rendimentos dos títulos de rendimento variável são contabilizados
quando recebidos. Relativamente às obrigações e outros títulos,
procede--se à sua especialização no final de cada exercício.
III. Mais e menos-valias não realizadas
As mais e menos-valias dos títulos de rendimento variável resultantes da
diferença entre o valor contabilístico e o valor apurado segundo o critério
valorimétrico citado em (I), são registadas da seguinte forma:
• Títulos a representar provisões técnicas do seguro de vida com
partici-pação nos resultados
As mais e menos-valias são contabilizadas na conta técnica do seguro
de vida em mais-valias não realizadas de investimentos e em
menos--valias não realizadas de investimentos, respectivamente.
Se a diferença entre as mais e menos-valias for positiva, então esta é
transferida para a sub conta relativa à respectiva carteira de
investi-mentos do fundo para dotações futuras. Caso contrário, a diferença
negativa poderá ser compensada pela utilização do saldo da conta
fundo para dotações futuras afecta á respectiva modalidade, até à
sua concorrência.
O fundo para dotações futuras pode ser utilizado para outros fins, de
acordo com as seguintes condições:
• Apenas poderão ser retirados os montantes, para efeitos de cálculo
da participação nos resultados, quando cada uma das sub contas do
fundo para dotações futuras não for, antes dessa retirada, e não
resultar após a mesma, inferior a 5% do valor da respectiva carteira
de investimentos.
• Serão retirados os montantes necessários para que o saldo de cada
uma das subcontas do fundo para dotações futuras não seja
supe-rior a 25% do valor da respectiva carteira de investimentos.
• Títulos a representar provisões técnicas do seguro de vida sem
partici-pação nos resultados
As mais e menos-valias são contabilizadas na conta técnica do seguro
de vida em mais-valias não realizadas de investimentos e em
menos--valias não realizadas de investimentos, respectivamente.
Se a diferença entre as mais e menos-valias for positiva, então esta é
transferida para a conta reserva de reavaliação regulamentar. Caso
contrário, a diferença negativa poderá ser compensada pela utilização
do saldo da conta acima referida, até à sua concorrência.
• Títulos não representativos de provisões técnicas
As mais e menos-valias são contabilizadas na conta não técnica do
seguro de vida em mais-valias não realizadas de investimentos e
em menos-valias não realizadas de investimentos,
respectiva-mente.
Se a diferença entre as mais e menos-valias for positiva, então esta é
transferida para a conta reserva de reavaliação regulamentar. Caso
contrário, a diferença negativa poderá ser compensada pela utilização
do saldo da conta acima referida, até à sua concorrência.
A reserva de reavaliação regulamentar apenas pode ser utilizada para
os fins e de acordo com a ordem de prioridades que a seguir se indicam:
1.º - Compensação de menos-valias não realizadas de investimentos;
2.º - Cobertura de prejuízos acumulados até ao fim do exercício em
que foi constituída;
3.º - Registo das mais-valias realizadas de investimentos na rubrica
da conta não técnica recuperação de mais e menos-valias
reali-zadas de investimentos ou incorporação no capital social.
• Títulos relativos a seguros de vida em que o risco de investimento é
suportado pelo tomador de seguro
As mais e menos-valias são contabilizadas na conta técnica do seguro
de vida em mais-valias não realizadas de investimentos e em
menos--valias não realizadas de investimentos.
IV. Mais e menos-valias efectivas
As mais e menos-valias efectivas que resultaram da venda de títulos
de rendimento variável são reconhecidas como resultados no
exer-cício em que ocorrem.
Relativamente aos títulos de rendimento fixo, as menos-valias que
resultaram da sua venda são reconhecidas como resultados no
exer-cício em que ocorrem. No caso de mais-valias e se o proveito da venda
for utilizado para adquirir outros títulos de rendimento fixo, estas são
escalonadamente reconhecidas em resultados ao longo do período
remanescente que decorre até ao reembolso do título vendido.
O montante do diferimento a 31.12.2005 ascendia a 34.706 euros
(83.118 euros em 2004).
f) Imobilizações corpóreas
Estes bens do imobilizado estão contabilizados ao respectivo custo de
aquisição e as suas amortizações foram calculadas através da aplicação
do método das quotas constantes, com base nas seguintes taxas anuais
que reflectem, de forma razoável, a vida útil estimada dos bens:
• Equipamento administrativo
10% a 12,5%
• Máquinas e ferramentas
12,5% a 20%
• Equipamento informático
25% a 33,3%
• Instalações interiores
10%
• Material de transporte
25%
• Outro equipamento
10% a 20%
g) Responsabilidade por férias e subsídio de férias
Incluída na rubrica de acréscimos e diferimentos do passivo, corresponde
a cerca de 2 meses de remunerações e encargos resultantes, baseados
nos valores do respectivo exercício, e destinam-se a reconhecer as
respon-sabilidades legais existentes no final de 2005 perante os empregados
pelos serviços prestados até aquela data, a regularizar posteriormente.
h) Responsabilidade por pensões complementares de reforma
Em conformidade com o Contrato Colectivo de Trabalho para o Sector
Segurador, a Companhia assumiu o compromisso de conceder aos seus
empregados com contrato de trabalho em vigor à data de 22 de Junho de
1995 que tenham sido admitidos na actividade seguradora até essa
mesma data, prestações pecuniárias para complemento de reforma.
Estas prestações serão concedidas conforme o estipulado nas cláusulas
51.ª a 60.ª do Contrato Colectivo de Trabalho do Sector Segurador, de
acordo com a revisão de 1995, publicada no Boletim de Trabalho e
Em-prego, 1.ª série, n.º 23, de 22 de Junho de 1995. Os regimes atrás referidos
são também extensivos aos médicos e advogados sobre cujas
remu-nerações incidem descontos para a Segurança Social.
A Companhia constituiu um fundo de pensões que se destina a cobrir as
responsabilidades inerentes ao plano mencionado no parágrafo anterior.
As contribuições para o fundo são determinadas de acordo com os
nor-mativos estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal para este
efeito (ver Nota 45.3).
i) Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC) é determinado
com base em declarações de auto-liquidação, elaboradas de acordo com
as normas fiscais vigentes, que ficam sujeitas a inspecção e eventual
ajus-tamento pelas autoridades fiscais durante um período de 4 anos contado
a partir dos exercícios a que respeitam. Contudo, quando existem
prejuí-zos fiscais a reportar, o período de inspecção estende-se até aos 10 anos.
A Companhia regista, desde 2002, impostos diferidos que consiste no
reconhecimento de activos e passivos relativos a quantias a recuperar ou
a pagar em exercícios futuros, respeitantes a custos e proveitos incorridos
(diferenças temporárias) e ao reporte de prejuízos fiscais e de créditos
tributáveis não utilizados (ver Nota 45.5).
j) Operações de fixação de taxa de juro a prazo e outros instrumentos
derivados
Estas operações, quando realizadas para cobertura dos riscos de taxa de
juro inerentes aos activos e passivos que não sejam valorizados a preço
de mercado, não são avaliados ao preço de mercado. Os ganhos ou perdas
são reconhecidos à medida que vão sendo gerados.
No entanto, quando estas operações sejam efectuadas em produtos em
que o risco do investimento é suportado pelo tomador do seguro, a
valorimetria corresponde ao seu valor de mercado ou, na sua ausência
pela determinação do justo valor desse contratos através da aplicação de
modelos de avaliação.
k) Contratos cambiais a prazo
Estas operações, efectuadas para cobertura do risco de câmbio de activos
e passivos expressos em moeda estrangeira são convertidas para euros,
utilizando o último câmbio de referência fixado pelo Banco de Portugal.
As diferenças entre a taxa de câmbio contratada e a vigente na data do
balanço são registadas nos resultados correntes do exercício.
4.
Transacções em Moeda Estrangeira
Os valores de activos e passivos expressos em moeda de países não
participantes na União Económica e Monetária foram convertidos para
euros utilizando o último câmbio de referência fixado pelo Banco de
Portugal.
As diferenças entre as taxas em vigor na data da contratação e as
vigen-tes na data do balanço, foram registadas nos resultados correnvigen-tes do
exercício.
6.
Informação Relativa a Empresas do Grupo
e Associadas
Tranquilidade – Participações e Investimentos, SGPS, Unipessoal, Lda.
Sede: Rua Cónego Jerónimo Dias Leite – Edifício Marina Fórum – Loja A
9000 – 052 Funchal
Capital detido: 100%
Capital social em 31/12/2005: 10 005 000 euros
Capitais próprios em 31/12/2005: 10 138 971 euros
Resultado líquido em 31/12/2005: 654 659 euros
Whyalla Business – Consultadoria e Projectos Lda.
Sede: Edifício Marina Club – Av. Arriaga, n.º 73 - 1.º andar 9050 – 011 Funchal
Fracção de capital detida: 90%
Capital social em 31/12/2005: 5 000 euros
Capitais próprios em 31/12/2005: 5 000 euros
Resultado líquido em 31/12/2005: 0 euros
Anadyr Overseas – Consultadoria e Projectos, Lda.
Sede: Edifício Marina Club – Av. Arriaga, n.º 73 - 1.º andar 9050 – 011 Funchal
Fracção de capital detida: 90%
Capital social em 31/12/2005: 5 000 euros
Capitais próprios em 31/12/2005: 5 000 euros
Resultado líquido em 31/12/2005: 0 euros
Esumédica – Prestação de Cuidados Médicos, S.A.
Sede: Avenida da Liberdade, n.º 242 1250 – 149 Lisboa
Fracção de capital detida: 75%
Capital social em 31/10/2005: 1 500 000 euros
Capitais próprios em 31/10/2005: 366 840 euros
Resultado líquido em 31/10/2005: -168 551 euros
Advancecare – Gestão e Serviços de Saúde, S.A.
Sede: Avenida da Liberdade, n.
os49 a 57, 1.º andar 1250 – 139 Lisboa
Fracção de capital detida: 50,99%
Capital social em 30/09/2005: 4 500 000 euros
Capitais próprios em 30/09/2005: 4 907 284 euros
Resultado líquido em 30/09/2005: 889 541 euros
Fiduprivate, S.A.
Sede: Rua Dr. Brito Câmara, n.º 7 9000-039 Funchal
Fracção de capital detida: 75%
Capital social em 30/09/2005: 125 000 euros
Capitais próprios em 30/09/2005: 639 746 euros
Resultado líquido em 30/09/2005: 52 774 euros
Espírito Santo Contact Center – Gestão de Call Centers, S.A.
Sede: Avenida Infante D. Henrique, n.º 343 – C 1800 – 218 Lisboa
Fracção de capital detida: 20,42%
Capital social em 30/09/2005: 3 600 000 euros
Capitais próprios em 30/09/2005: 3 169 179 euros
Resultado líquido em 30/09/2005: 180 901 euros
ESDATA, SGPS, S.A.
Sede: Rua da Fraternidade Operária, n.º 5 2799-501 Carnaxide
Fracção de capital detida: 27,05%
Capital social em 30/09/2005: 7 000 000 euros
Capitais próprios em 30/09/2005: 8 252 582 euros
Resultado líquido em 30/09/2005: 31 310 euros
Cominvest – Soc. Gestão e Investimentos Imobiliários, S.A.
Sede: Rua Alexandre Herculano, n.º 38 1269 - 161 Lisboa
Fracção de capital detida: 24%
Capitais próprios em 30/09/2005: 6 617 991 euros
Resultado líquido em 30/09/2005: -68 779 euros
Europ Assistance, S.A.
Sede: Av. Álvares Cabral, n.º 41 – 3.º e 4.º 1250-015 Lisboa
Fracção de capital detida: 24%
Capital social em 31/10/2005: 5 000 000 euros
Capitais próprios em 31/10/2005: 8 090 904 euros
Resultado líquido em 31/10/2005: 1 015 209 euros
A Companhia ficou obrigada a apresentar contas consolidadas a partir de
31 de Outubro de 2001, na sequência da perda de controlo por parte da
Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A.
Os saldos a receber de empresas do grupo e associadas, apresentados em
balanço são de 2 223 124 euros (2004: 3 379 362 euros), os saldos a pagar
são de 20 434 euros (2004: 109 443). Os custos registados com as mesmas
entidades foram de 4 311 276 euros (2004: 5 923 064 euros) não se
registaram proveitos (2004: 4 437 euros).
7.
Número Médio de Pessoal
O número médio de empregados ao serviço da Companhia nos exercícios
de 2005 e 2004, ventilado por categorias profissionais, foi o seguinte:
2005 2004
Director Coordenador 7 4 Director de Serviços 2 3 Técnico de Grau IV 0 0 Técnico de Grau III 12 13 Técnico de Grau II 11 15 Técnico de Grau I 18 17 Actuário 2 2 Chefe de Serviços 0 0 Chefe de Secção 2 2 Subchefe de Secção 2 2 Secretária 1 1 Escriturário 20 20 Total 77 79
8.
Custos com o Pessoal
O montante dos custos com o pessoal referente aos exercícios de 2005 e
de 2004 foi o seguinte:
Rubricas 31.12.2005 31.12.2004
Remunerações
6800 Dos órgãos sociais 586 885 560 763 6801 Do pessoal 2 463 677 2 458 319 6802 Encargos sobre remunerações 582 535 593 963
Custos com pensões
6803 Pensões e respectivos encargos 0 43 332 6804 Prémios e contribuições para pensões 850 000 145 605
12.
Dívidas de Cobrança Duvidosa
O valor das dívidas de cobrança duvidosa incluídas na rubrica devedores –
por operações de seguro directo – outros devedores é 109.431 euros, este
corresponde ao valor dos prémios em cobrança relativos a seguros de
risco (em 2004 foi de 259.249 euros).
15.
Decomposição do Capital Social
Em 31 de Dezembro de 2005, a totalidade do capital da Companhia está
representada por 50.000.000 acções nominativas de valor nominal de 5
euros.
20.
Imposto Sobre o Rendimento
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) efectuou uma acção de inspecção
das declarações fiscais dos exercícios de 1997, 1998 e 1999, tendo emitido
o Relatório de Inspecção no exercício de 2002. Do referido relatório
resul-taram correcções ao imposto favoráveis à Administração Fiscal nos
exercícios de 1997 e 1999, de 3.600.268 euros e de 4.780.684 euros,
respec-tivamente, e correcções favoráveis à Companhia relativas ao exercício de
1998 em 2.758.330 euros.
Durante o exercício 2002 a DGCI efectuou nova acção de inspecção das
declarações fiscais do exercício de 2000, tendo emitido o relatório de
Inspecção no presente exercício. Daí resultou uma correcção ao imposto
favorável à Companhia no valor de 2.806 milhares de euros.
A Companhia decidiu impugnar judicialmente algumas das correcções
efectuadas pela Administração Fiscal por esta não ter dado eficácia fiscal
à amortização do prémio/desconto de obrigações e ter incorrectamente
calculado, para alguns títulos, as mais valias relativas a fundos de
investi-mentos e obrigações.
Durante o exercício 2004 a DGCI efectuou duas acções de inspecção das
declarações fiscais do exercício de 2001 e 2002, tendo emitido os
respec-tivos Relatórios de Inspecção no mesmo exercício. Daí resultaram
correc-ções fiscais a favor da Administração Fiscal de 181.693 euros e de 360.871
euros, respectivamente, que a Companhia reclamou.
Em 2005 a Companhia reconheceu como proveito extraordinário o
mon-tante de 1.953.144 euros relativo a processos impugnados e ainda em
curso dos exercícios de 1997, 1998 e 2000.
21.
Operações em Regime de Locação Financeira
2005 2004
Imobilizações corpóreas – Material de transporte 141 189 0 Imobilizações corpóreas – Equipamento informático
Credores por operações de leasing 118 819 0
22.
Inventário de Títulos e Participações Financeiras
Conforme Anexo 1.
22.A
Avaliação de Determinados Instrumentos Financeiros
ao Justo Valor
Tipo de Instrumentos Financeiros Valor de Balanço Justo Valor
Participações em empresas do grupo e associadas 19 809 826 19 809 826 Acções e outros títulos de rendimento variável 1 678 175 198 1 678 175 198 Títulos de rendimento fixo 3 721 242 931 3 648 529 552 Instrumentos derivados 38 408 659 45 864 597 Total 5 457 636 614 5 392 379 173 Diferença entre o valor de balanço e o justo valor -65 257 441