UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
ESCOLA DE MINAS
Departamento de Engenharia Ambiental
http://deamb.ufop.br/
Orientações ao Calouro
de Engenharia Ambiental
Programa de Educação Tutorial – PET
PET ENGENHARIA AMBIENTAL
Antiga Sede da Escola de Minas de Ouro Preto
Rua Padre Rolim, n. 177, próximo à antiga Santa Casa de Ouro Preto - MG
Ouro Preto, Agosto de 2018
(7ª edição)
Sumário
A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO... 1
A ENGENHARIA AMBIENTAL ... 2
A ENGENHARIA AMBIENTAL DA ESCOLA DE MINAS/UFOP ... 4
O MERCADO DE TRABALHO ... 5
A ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS, ATIVIDADES, COMPETÊNCIAS E CAMPOS DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS REGISTRADOS NO SISTEMA CONFEA/CREA...7
INFRAESTRUTURA DIDÁTICA DO CURSO ... 8
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO CURRÍCULO ... 8
ESTRUTURA CURRICULAR ... 9
DISCIPLINAS ELETIVAS ... 10
OS PRÉ- REQUISITOS ... 11
COEFICIENTE DE RENDIMENTO ESCOLAR ... 11
ATIVIDADES EXTRACLASSE ... 11
Atividades em Laboratório ... 11
Atividades de campo e visitas técnicas ... 12
Trabalho final de graduação – TCC... 12
Estágio Curricular ... 12
Atividades Acadêmicas, Científicas e Culturais – AACC ... 13
ENTIDADES ESTUDANTIS VINCULADAS ... 13
PET ENGENGENHARIA AMBIENTAL ... 13
CAEA – Centro Acadêmico da Engenharia Ambiental ... 14
EMPRESA JÚNIOR: RENOVAR CONSULTORIA Jr. ... 14
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS E ACADÊMICAS AO ALUNO ... 15
ASSISTÊNCIA AO ALUNO DA UFOP ... 15
PRACE ... 15
A VIDA ESTUDANTIL EM OURO PRETO ... 17
PEQUENO GLOSSÁRIO DE TERMOS ESTUDANTIS UFOPIANOS ... 18
LISTA DE SIGLAS IMPORTANTES DA UFOP ... 19
TELEFONES ÚTEIS DA UFOP ... 20
PALAVRAS DO FUNDADOR DA ESCOLA DE MINAS ... 21
DEPOIMENTOS DE EX-ALUNOS DO CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL DA
ESCOLA DE MINAS/UFOP ... 22
PRINCIPAIS EMPREGADORES ... 24
REFERÊNCIAS ... 25
ELABORAÇÃO ... 26
FLUXOGRAMA DO CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL ... 27
MAPA DA UFOP ... 28
ORGANOGRAMA UFOP ... 29
A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO
Inspirado em desenvolver estudos sobre a exploração mineral no Brasil, D. Pedro II, que era membro estrangeiro da Academia de Ciências de Paris, em uma de suas viagens à Europa, solicitou ao geólogo e professor francês Gabriel Auguste Daubrée (1814-1896), também da Academia de Ciências de Paris, um estudo sobre as melhores formas de explorar recursos minerais das terras brasileiras. Atendendo ao pedido, Daubrée aconselhou a elaboração da carta geológica do Império e de cartas detalhadas das regiões minerais das quais poderiam se encarregar jovens brasileiros, após receberem formação especializada na Europa. Após seu regresso ao Brasil, D. Pedro II fez um convite para Daubrée visitar as minas brasileiras, porém, como o cientista se tornara diretor da Escola de Minas de Paris, não teve como aceitar o convite, prometendo-lhe, no entanto, enviar uma pessoa de confiança para a tarefa.
Assim, por indicação de Daubrée, o geólogo e mineralogista Claude Henri Gorceix aceitou, em 1874, assinar um contrato para planejar no Rio de Janeiro o ensino da mineralogia e da geologia. No final do mesmo ano, Gorceix esteve em Minas Gerais, mais especificamente em Ouro Preto, para escolher onde seria instalada uma escola de mineralogia.
Para montar o curso, Gorceix tinha em mãos dois modelos de ensino, o da Escola de Minas de Paris e o da Escola de Minas de Saint-Étiene, e, diante das características pedagógicas, acabou optando pelo segundo, entendendo ser este o que mais se adequava às circunstâncias brasileiras.
Apesar de a economia brasileira da época não necessitar de engenheiros de minas, geólogos e metalurgistas, mas sim de agrônomos e engenheiros construtores de estradas de ferro, por conta de o Brasil estar em pleno ciclo cafeeiro, instalou-se em Ouro Preto a primeira Escola de estudos mineralógicos do país. Considera-se que esse ato concretizava, na realidade, a convicção que o Imperador D. Pedro II tinha sobre o valor da ciência bem como a admiração pela cultura francesa. Após sua criação e pela qualidade do ensino e rigidez acadêmica, a Escola de Minas de Ouro Preto foi, inclusive, grande concorrente e rival da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, sendo mais tarde encampada por ela, desde a década de trinta até 1960, pela Universidade do Brasil, hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quando foi desligada, voltando a ser novamente Escola de Minas de Ouro Preto.
A primeira e ainda considerada a mais tradicional Escola de estudos de mineração, geociências e metalurgia e de desenvolvimento tecnológico dessas áreas do Brasil, passados exatos 139 anos de fundação, até hoje formou e forma bons engenheiros, porém, agora, em quase uma dezena de modalidades, dentre elas, a Engenharia Ambiental.
Hoje a Escola de Minas faz parta da Universidade Federal de Ouro Preto, que foi criada em 21 de agosto de 1969 pela união de duas Escolas centenárias e tradicionais de Ouro Preto: a Escola de Farmácia, fundada em 1839, e a Escola de Minas, de 1876. Conciliando tradição e modernidade, a UFOP expandiu-se ao longo dos anos, principalmente com o Programa do Governo Federal denominado Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), com a criação de novas unidades acadêmicas e com a implantação de novos cursos de graduação e pós-graduação. Atualmente, a UFOP possui três campi universitários nas cidades de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade, conta com 848 professores efetivos e 806 técnicos-administrativos e 683 terceirizados. Oferece 51 cursos de graduação, sendo 4 de educação a distância, 13 programas de doutorado, 28 de mestrado e 20 especialização lato sensu, sendo 13 presenciais e 7 a distância. Quanto ao corpo discente, são 13.021 alunos de graduação, 1.409 deles matriculados na modalidade a distância. Na
pós-graduação, são 357 matrículas em programas de doutorado; 1.118 em programas de mestrado, dos quais 860 são em mestrado acadêmico e 258 em mestrado profissional; e aproximadamente 3.500 matrículas em programas de especialização (presencial e a distância)
A ENGENHARIA AMBIENTAL
A Engenharia Ambiental foi criada no Brasil por meio da Portaria nº 1.693, de 05 de dezembro de 1994, do Ministério da Educação (MEC), e, desde então, vem se firmando como uma importante especialidade de graduação na área das engenharias. Foi em 1992 que a Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT) ofereceu, pela primeira vez, o curso de Engenharia Ambiental no Brasil, entretanto após dois anos de funcionamento do curso, é que a referida portaria do MEC foi publicada criando oficialmente a área da engenharia ambiental. Considera-se, portanto, que a Engenharia Ambiental existe no Brasil há vinte e cinco anos e, por conta disso, a área é ainda considerada muito pouco conhecida, principalmente pelos setores empresariais.
É importante ressaltar que, por ser um curso de graduação em engenharia, as Instituições do Sistema de Educação Superior do País que oferecem a modalidade engenharia ambiental devem cumprir plenamente as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (RESOLUÇÃO CNE/CES 11, DE 11 DE MARÇO DE 2002). As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de Graduação em Engenharia definem os princípios, fundamentos, condições e procedimentos da formação de engenheiros, estabelecidas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. Segundo o Artigo 3o, da referida resolução do CNE/CES, “o Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando
egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade”.
Ainda segundo a Resolução do CNE/CES (Artigo 4o), “a formação do engenheiro tem por objetivo
dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:
I - aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
II - projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados; III - conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
IV - planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia; V - identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
VI - desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas; VI - supervisionar a operação e a manutenção de sistemas; VII - avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas; VIII - comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; IX - atuar em equipes multidisciplinares;
X - compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;
XI - avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental; XII - avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
Desde a criação da área, constatou-se excepcional crescimento na oferta da Engenharia Ambiental pelas Instituições de Ensino Superior-IES nacionais, sendo ofertados, segundo dados obtidos no sistema eMEC (emec.mec.gov.br), acesso em março de 2017, 373 cursos de Engenharia Ambiental, sendo 15 deles na modalidade de ensino à distância. Desses, 187 são cursos com a denominação de Engenharia Ambiental, 180 denominados Engenharia Ambiental e Sanitária, quatro cursos de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis e dois de Engenharia Ambiental e Urbana, o que demonstra que a área ambiental vem se consolidando e também se diversificando em termos de atuação dentre as engenharias em tempos recentes.
Apesar de ter sido criada oficialmente em 1994, a regulamentação da profissão se deu por meio da Resolução nº 447/CONFEA, de 22 de setembro de 2000 – que dispõe sobre o registro profissional
do Engenheiro Ambiental e discrimina suas atividades profissionais. No art. 2º diz que “Compete ao Engenheiro Ambiental o desempenho das atividades 01 a 14 e 18 do art. 1º da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, referentes à administração, gestão e ordenamento ambientais e ao monitoramento e mitigação de impactos ambientais, seus serviços afins e correlatos., enquanto no
art. 4º está assim exposto “os engenheiros ambientais integrarão o grupo ou categoria
Engenharia, Modalidade Civil, prevista no Art. 8º da Resolução 335, de 27 de outubro de 1989”.
Ficam assim designadas as seguintes atividades para o Engenheiro Ambiental, conforme a Resolução nº 447/CONFEA, de 22 de setembro de 2000.
Atividade 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica; Atividade 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação; Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica; Atividade 04 - Assistência, assessoria e consultoria; Atividade 05 - Direção de obra e serviço técnico;
Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; Atividade 07 - Desempenho de cargo e função técnica;
Atividade 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão;
Atividade 09 - Elaboração de orçamento;
Atividade 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade; Atividade 11 - Execução de obra e serviço técnico;
Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico; Atividade 13 - Produção técnica e especializada; Atividade 14 - Condução de trabalho técnico;
Atividade 18 - Execução de desenho técnico.
Graças à crescente e sólida preocupação de todos os setores da sociedade com as questões ambientais e somadas às determinações legais e imposições do mercado, e que vem se consolidando principalmente desde o início da década de noventa, o mercado de trabalho é considerado promissor para o engenheiro ambiental, e isso é constatado principalmente em épocas de crescimento econômico, onde as empresas de todos os setores demandam por especialistas na área ambiental. Assim sendo, usinas hidrelétricas e termelétricas, indústrias de base e transformação (química e petroquímica, mineração, cimenteira, metalúrgica e siderúrgica e de papel e celulose) e grandes empreendimentos e obras de infraestrutura (rodovias, portos, aeroportos, hidrovias e ferrovias) e de serviços e saneamento necessitam desse engenheiro para desenvolver atividades de controle e monitoramento da poluição, minimização de impactos socioambientais, regularização e licenciamento ambiental de projetos, execução e avaliação de medidas de compensação ambiental dentre outras inúmeras demandas.
Sobre a empregabilidade, uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) em indústrias do setor de extração, transformação e construção civil, datada de fevereiro de 2012, com o título Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020, revelou que a Engenharia Ambiental estava entre as nove profissões em alta no mercado de trabalho, sendo a quinta relacionada com diploma de ensino superior, o que permitia vislumbrar para os próximos anos uma contínua melhoria e consolidação da área ambiental e, por conta disso, também do próprio curso oferecido pela Escola de Minas.
Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, de 02 de junho de 2015, uma pesquisa do Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração (FIA) (https://fia.com.br/) mostrou que a área ambiental e considerada das mais promissoras apontando o surgimento de novas áreas como, por exemplo, a Gerência de ecorrelações, e estando em evidência a Engenharia ambiental e a Gestão Ambiental
A ENGENHARIA AMBIENTAL DA ESCOLA DE MINAS/UFOP
O curso de Engenharia Ambiental da Escola de Minas (EM) da UFOP, que já formou mais de duas centenas e meia de engenheiros ambientais desde 2005, quando diplomou a sua primeira turma, teve início no segundo semestre de 2000 e é reconhecido pelo MEC desde 2004. É o terceiro curso de engenharia ambiental mais antigo de Minas Gerais, sendo o primeiro desta modalidade o da Universidade Federal de Itajubá (MG) -UNIFEI, 1998, e o segundo, o da Universidade Federal de Viçosa (MG) – UFV, que data do primeiro semestre de 2000.
Nesses anos, o curso da EM/UFOP vem se destacando como um dos mais tradicionais e importantes do país, alcançando em 2013 e 2015 o selo de Cinco Estrelas no Guia do Estudante da Editora Abril. Anteriormente a essa avaliação do curso feita pelo
Guia do Estudante, a Engenharia Ambiental da Escola
de Minas obteve a nota 4 numa escala de 0 a 5, no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes –
de três centenas e meia de instituições de ensino que oferecem essa modalidade de graduação. Apenas pouco mais de três dezenas (32) cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Ambiental e Energias Renováveis e Engenharia Ambiental e Urbana, num total de 373, têm notas superiores a quatro no ENADE, segundo o sistema eMEC
(emec.mec.gov.br), acesso em março de 2017.
A Engenharia Ambiental da Escola de Minas tem como forte característica uma matriz curricular com 3.880 horas, sendo 3535 horas de disciplinas obrigatórias e 285 horas de disciplinas eletivas distribuídas em um elenco de 62 disciplinas obrigatórias que privilegia a abordagem geológico, mínero e metalúrgico ambiental e mais de uma dezena de disciplinas optativas nos mais diferentes ramos de interesse dessa modalidade de engenharia. Tais particularidades são consideradas como característica diferencial dentre os demais cursos de Engenharia Ambiental do país. Complementarmente o componente Atividades Acadêmicas Científicas e Culturais (AACC), com sessenta horas de atividades, constitui a grade curricular do curso.
O MERCADO DE TRABALHO
O mercado de trabalho do engenheiro ambiental é constituído principalmente por empresas privadas e públicas e órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal.
No ramo empresarial, este profissional poderá atuar em empresas de extração, transformação, saneamento, construção, transportes, complexos industriais, bem como em unidades de geração e distribuição de energia. Trabalhos de implantação, manutenção e auditoria de sistemas de gestão ambiental (de acordo com a norma da série ISO 14001), controle e monitoramento de emissões atmosféricas, gerenciamento e tratamento de efluentes e resíduos sólidos domésticos industriais, procedimentos de licenciamento e regularização ambiental, avaliação de impactos, auditorias ambientais de diferentes modalidades, perícias ambientais, remediação e recuperação de áreas são algumas das possibilidades de atuação. Neste ramo também se encontram as atividades de consultorias, por meio das quais são elaborados planos de uso do solo, estudos para o licenciamento e regularização ambiental de projetos e obras, pareceres técnicos e projetos específicos na área ambiental, como recuperação de áreas degradadas e remediação e monitoramento de áreas contaminadas, por exemplo.
Na área pública, o engenheiro ambiental atua na avaliação de estudos referentes ao licenciamento de empreendimentos, como exige a complexa legislação ambiental brasileira, trabalhando em órgãos responsáveis pela sua aplicação, tais como, as Companhias e Agências Estatais, Companhias de Saneamento Ambiental, Órgãos Ambientais Estaduais e Federais (Ex.: IBAMA, Ministério do Meio Ambiente – MMA, Agência Nacional de Águas (ANA), FEAM-MG, IEMA-ES, INEA-RJ, IGAM-MG) e Secretarias Municipais de Meio Ambiente, além de atuar também na fiscalização de empreendimentos poluidores e degradadores do meio ambiente.
Na pesquisa realizada em 2015 pela Associação Mineira dos Engenheiros Ambientais (AMEA), apresentada no 28o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), com 605 profissionais (representando 25% dos engenheiros ambientais registrados em Minas Gerais em 2015), foi constatado que a maioria deles (56,1%) colocou-se no mercado de trabalho no primeiro ano após concluir o curso, sendo que desses, 14, 8% quando se formaram e já estavam trabalhando na área (Figura 1).
Figura 1- Tempo para o engenheiro ambiental se colocar no mercado de trabalho, segundo AMEA, 2015.
Sobre as áreas de atuação, constatou-se que os engenheiros ambientais estavam envolvidos em uma lista bastante diversificada de atividades na área ambiental, com destaque para o licenciamento ambiental, gestão ambiental, gerenciamento de resíduos, recuperação de áreas degradadas e recursos hídricos. Outras áreas como saneamento, educação ambiental, auditorias ambientais, certificação ambiental, energia, ensino e pesquisa também foram verificadas na pesquisa (Figura 2).
Figura 2- Áreas de atuação do engenheiro ambiental, segundo AMEA, 2015.
Ainda sobre a pesquisa, foi possível verificar que o engenheiro ambiental exerce as funções de analista ambiental, engenheiro pleno, engenheiro júnior, coordenador, diretor, gerente, professor, assistente ambiental, dentre outros cargos. A Figura 3 demonstra a distribuição de atribuições do engenheiro ambiental.
Figura 3- cargos ocupados pelo engenheiro ambiental, segundo AMEA, 2015.
Sobre os tipos de empresas ou órgãos onde se colocam os engenheiros ambientais, a pesquisa da SMEA revelou que as consultorias ambientais são as oportunidades que mais oferecem colocação aos profissionais, seguidas das indústrias e ou mineração, órgãos ambientais estaduais, construção civil, órgãos municipais e federais, instituições de ensino e pesquisa, ONGs etc (Figura 4).
Figura 4 - Tipos de organizações em que os engenheiros ambientais desenvolvem as atividades profissionais, segundo AMEA, 2015.
A ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS, ATIVIDADES, COMPETÊNCIAS E
CAMPOS DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS REGISTRADOS
NO SISTEMA CONFEA/CREA
Em 2016, a Resolução N° 1.073 do CONFEA estabeleceu os critérios na atribuição de títulos, atividades, competências e campos de atuação dos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional no âmbito da Engenharia e da Agronomia.
Nela está determinado no Art. 3º que para efeito da atribuição de atividades, de
competências e de campos de atuação profissionais para os diplomados no âmbito das
profissões fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea, consideram-se os níveis de formação de:
I- técnico de nível médio; II- especialização para técnico de nível médio; II- superior de
graduação tecnológica; IV- superior de graduação plena ou bacharelado; V- pós-graduação
lato sensu (especialização); VI- pós-graduação stricto sensu (mestrado ou doutorado) e
VII- sequencial de formação específica por campo de saber.
Segundo o § 2º do Art. 3º, os níveis de formação profissional discriminados nos incisos I,
III e IV habilitam o diplomado ao registro profissional no Crea na forma estabelecida nos
normativos do Confea que regulam o assunto. Além disso, o § 3º os níveis de formação de
que tratam os incisos II, V, VI e VII possibilitam ao profissional já registrado no Crea,
diplomado em cursos regulares e com carga horária que atenda os requisitos estabelecidos
pelo sistema oficial de ensino brasileiro, a requerer extensão de atribuições iniciais de
atividades e campos de atuação profissionais na forma estabelecida nesta resolução.
Portanto, em eventual capacitação, caberá ao engenheiro (ambiental no caso) solicitar a
extensão da atribuição inicial de atividades. Essa, segundo a Resolução N° 1.073 se dará
mediante análise do projeto pedagógico de curso comprovadamente regular, junto ao
sistema oficial de ensino brasileiro, nos níveis de formação profissional discriminados no
art. 3º.
INFRAESTRUTURA DIDÁTICA DO CURSO
O ciclo básico do curso de Engenharia Ambiental da UFOP é ministrado no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB), contemplando as disciplinas dos departamentos de Matemática, Física, Ciências Biológicas, Química, Computação, Biodiversidade, Evolução e Meio Ambiente. Neste Instituto, estão disponíveis os Laboratórios de Ensino de Química, Física, Programação de Computadores, Modelagem e Simulação dos Sistemas Terrestres (TerraLAB), Laboratórios de Biologia e Tecnologia de Microorganismos.
Boa parte das disciplinas específicas é ministrada nos prédios da Escola de Minas, envolvendo os Departamentos de Engenharia Civil, Metalúrgica, Produção, Ambiental e Geológica, no prédio do Departamento de Engenharia Geológica e de Minas (DEGEO-DEMIN), onde ficam os Laboratórios de Geoprocessamento, Geotecnia, Mineralogia, Petrografia, Pedologia e de Tratamento de Minério, e no Bloco de Salas de Aulas, onde é ministrada parte das aulas teóricas de outros departamentos.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO CURRÍCULO
O curso de Engenharia Ambiental da UFOP segue uma estrutura curricular multi e interdisciplinar tendo em vista as exigências área ambiental. Os quatro primeiros semestres do curso incluem disciplinas de formação básica (Ex.: Cálculo Diferencial e Integral, Física, Biologia Celular e Microbiologia, Química, Ecologia Básica, Estatística, Ecossistemas, Equações Diferencias, Fenômenos de Transporte, etc.). Os seis semestres restantes abarcam disciplinas de formação profissional geral (Ex.: Climatologia, Geoprocessamento, Gerenciamento e Tratamento de Resíduos, Hidrogeologia Ambiental, Hidrologia, Sistemas Hidráulicos e Sanitários, Geotecnia, etc.) e de formação profissional específica, tais como, Legislação Ambiental, Avaliação de Impacto e Licenciamento Ambiental, Planejamento e Sistemas de Gestão Ambiental, Hidrogeologia, Gestão de Resíduos Sólidos, Tratamento de Água e Efluentes, etc. (Vide fluxograma do curso).
O curso tem como forte característica uma matriz curricular com 3.910 horas distribuídas em um elenco de 62 disciplinas obrigatórias e mais de uma dezena de disciplinas eletivas. A grade
curricular do curso da EM/UFOP segue as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia – Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002.
ESTRUTURA CURRICULAR
Estrutura Curricular
1º Período 2º Período 3º Período 4º Período 5º Período AMB101 - Introdução à Eng. Ambiental ARQ 212 - Expressão Gráfica I AMB 102 - Ocupação e Planejamento Territorial ARQ 213 - Topografia Aplicada CIV 108 - Mecânica Engenharia CBI 232 - Biologia Celular e Microbiologia
Aplicada à Eng. Amb.
BCC 701 - Programação de Computadores I
BEV 214 - Ecologia
Básica BEV 208 - Ecossistemas CIV 271 - Hidráulica
GEO 110 - Geologia
Geral FIS 130 - Física I FIS 131 - Física II
CAT 122 -Fenômenos de Transporte AMB 107 - Princípios de Biotecnologia MTM 122 - Cálculo Diferencial e Integral I GEO 113 - Minerais, Rochas e Solos MTM 124 - Cálculo Diferencial e Integral III
CBI 234 - Microbiologia Aplicada à Engenharia Ambiental GEO 114 - Climatologia MTM 131 - Geometria Analítica e Cálculo Vetorial MTM 112 - Introdução à Álgebra Linear MTM 125 - Introdução às Equações Diferenciais Ordinárias
FIS 132 - Física III
GEO 115 - Erosão e Deposição de Sedimentos QUI 200 - Química Geral MTM 123 - Cálculo Diferencial e Integral II QUI 117 - Físico-Química GEO 169 - Geoquímica Ambiental GEO 116 - Cartografia Aplicada
Eletivas QUI 153 - Química
Orgânica Ambiental Eletivas
EST 202 - Estatística e
Probabilidade Eletivas
Estrutura Curricular
6º Período 7º Período 8º Período 9º Período 10º Período
AMB 105 - Operações Unitárias PRO 243 - Organização e Administração I AMB 176 - Avaliação de Impacto de Licenciamento Ambiental AMB 103 - Trabalho de Graduação I AMB 104 - Trabalho de Graduação II AMB 118 - Degradação e Poluição Ambiental DIR 751 - Direito Ambiental CIV 274 - Sistemas Hidráulicos e Sanitários AMB106 - Tratamento
de Efluentes Gasosos E letivas
BCC 443 - Geoprocessamento e Sistema de Inf. Geográficas FAR 102 - Epidemiologia Ambiental MET 206 - Resíduos Sólidos e Efluentes na Metalurgia AMB 128 - Instrumentos de Planejamento e Sistema de Gestão Ambiental Eletivas CIV 272 - Hidrologia Aplicada FAR 103 - Métodos Biológicos de Tratamento de Resíduo MIN 102 - Tratamento de Efluentes na Mineração AMB 392 - Estágio Curricular CIV 273 - Transporte de Sedimentos AMB 119 - Fontes Energéticas e Meio Ambiente PRO 242 - Economia II CIV 275 - Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos MIN 101 - Processos em Mineração GEO126 - Hidrogeologia Ambiental PRO 244 - Organização e Administração II CIV 423 - Tratamento de Esgotos
MIN 215 – Geotecnia MET 205 - Processos em
Metalurgia Eletivas
MET 207 - Metalurgia e Meio Ambiente
Eletivas PRO 241 - Economia I Eletivas MIN 103 - Mineração e Meio Ambiente
DISCIPLINAS ELETIVAS
As disciplinas eletivas contemplam assuntos escolhidos pelo aluno do curso permitindo a ele um maior aprofundamento na abordagem de temas e assuntos específicos ou fornecendo-lhe um conjunto abrangente e diversificado da engenharia e do meio ambiente de acordo com seus interesses. As disciplinas eletivas permitem flexibilizar a formação dos alunos da graduação. Um elenco de mais de vinte disciplinas eletivas é oferecido para a Engenharia Ambiental, tendo o aluno que cursar, no mínimo, 285 horas nessa modalidade.
Disciplinas Eletivas
CAT 304 - Modelos Energéticos e Planejamento Regional
CAT 305 - Análise e Projeção da Demanda de Energia
CIV 424 - Gerenciamento de Recursos Hídricos A
CIV 425 - Simulação da Qualidade da Água em Rios e
Estuários
CIV 426 - Simulação da Qualidade da Água em Rios e
Reservatórios
CIV 437 - Modelagem
Matemática II FAR 363 - Qualidade de Águas
GEO 127 - Gerenciamento de Recursos Hídricos B
GEO 308 - Diagnóstico Geo-Hidrológico Ambiental I QUI 180 - Físico-Química de Superfície QUI 175 - Origem e Caracterização de Petróleo de Derivados QUI 301 - Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais
BEV 182 - Educação Ambiental BEV 263 - Ecologia Aquática MIN 105 – Recuperação de Áreas Degradadas pela Mineração
MIN 220 - Manejo de Estéreis e Rejeitos de mineração
MIN 111 - Mecânica das Rochas MIN 243 - Estabilidade de Taludes MIN 256 - Processamento de Minerais I MIN 257 - Processamento de Minerais II MIN 258 - Processamento de Minerais III MIN 262 - Introdução à
Geoestatística BEV 202 - Biogeografia
GEO 129 - Processos e Depósitos em Encostas
GEO 130 - Dinâmica Costeira e Processos Erosivos
GEO 134 - Geoquímica dos Processos Exógenos
GEO 227 - Processamento Digital de Imagens
GEO 294 - Geologia de Engenharia
AMB 306 - Ecologia Industrial e Sustentabilidade
AMB 305 - Contaminação e Remediação do Solo e da Água
Subterrânea
MIN 217 - Geotecnia de Meios
Urbanos GEO 164 - Pedologia
MIN 217 - Geotecnia de Meios Urbanos
AMB 304 - Auditorias e Perícias Ambientais
AMB 301 - Gestão da Qualidade do Ar
AMB 302 - Visitas Técnicas em Engenharia Ambiental
AMB 303 - Seminários em
Engenharia Ambiental MTM 154 - Estatística Aplicada I
BCC 445 - Modelagem e Simulação dos Sistemas Terrestres
MTM 155 -Estatística Aplicada II FIS 133 - Física IV PRO 255 - Engenharia Econômica BCC 702 - Programação de Computadores II EDU 303 - Metodologia Científica CBI 213 - Patologia
Ambiental FAR 104 – Ecotoxicologia
FIL 200 -Introdução à Filosofia das Ideias
PRO 338 - Gestão Ambiental de
Sistemas Energéticos QUI 129 - Química Analítica I D PRO 316 - Logística Reversa
PRO 302 - Ações Empreendedoras
OS PRÉ- REQUISITOS
O aluno deve cumprir necessariamente as atividades acadêmicas obrigatórias para que possa matricular-se em uma determinada disciplina ou atividade prevista no projeto pedagógico do curso.
A condição de pré-requisito pode ser a aprovação em disciplina(s) anterior(es) à matrícula na disciplina pleiteada ou no cumprimento de tarefas obrigatórias do curso. É responsabilidade prioritária do aluno observar e conhecer os pré-requisitos determinados no projeto pedagógico do curso. Apenas em condições excepcionais e com justificativas plausíveis é que o aluno poderá solicitar quebra de tais pré-requisitos. Uma vez solicitada a quebra, o pedido será encaminhado para avaliação do Colegiado do Curso de Engenharia Ambiental (CEAMB), que tem a função regimental de acompanhar o oferecimento regular do curso e o desempenho dos alunos.
COEFICIENTE DE RENDIMENTO ESCOLAR
O Coeficiente de Rendimento Escolar Semestral (CRE) é o índice que mede o desempenho acadêmico do aluno em cada período letivo. O número que indica o coeficiente de rendimento pode ser calculado pela fórmula abaixo, que é o somatório dos produtos obtidos entre nota e carga horária das disciplinas cursadas no semestre, dividido pela carga horária total das disciplinas cursadas no semestre.
Onde:
CRE = Coeficiente de Rendimento Escolar; Ni = nota na disciplina i; CHi = carga horária da disciplina i; CH = carga horária total.
Ter um bom CRE (sempre maior que 6,0), além de demonstrar seu bom desempenho no curso, dá ao aluno da graduação da UFOP a oportunidade de participar de diversos programas que oferecem benefícios acadêmicos e bolsas de estudos, tais como: Programa de Iniciação Científica (PIC), Programas de Educação Tutorial (PET), Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal (http://www.cienciasemfronteiras.gov.br), Mobilidade Acadêmica, Programas de Extensão Universitária, dentre outros.
ATIVIDADES EXTRACLASSE
Atividades em Laboratório
Estas atividades são executadas nos laboratórios de ensino e pesquisa da UFOP. Ao invés de aulas demonstrativas, as atividades em laboratório, de diversas disciplinas, são programadas de acordo com as necessidades pedagógicas e pesquisas em andamento, sendo que o aluno de graduação se integra a projetos de pesquisa e neles poderá aprender não somente técnicas específicas de instrumentação, mas também como essas técnicas são utilizadas na geração de conhecimento.
Atividades de campo e visitas técnicas
Nas atividades de campo, os alunos têm contato direto com componentes do meio ambiente, principalmente em situações reais de conflitos entre a ação antrópica e o ambiente natural. Elas visam aplicar e demonstrar os conceitos e situações transmitidos no decorrer do curso. Pretende-se também viabilizar estudos in loco em regiões mais sensíveis à ação antrópica, cujo desenvolvimento deve levar em conta suas vocações e susceptibilidades naturais.
As visitas técnicas complementares visam demonstrar aos alunos os casos apresentados em sala de aula, oferecendo a oportunidade de visualização de situações reais de operação e desenvolvimento de atividades de cunho industrial, impactos gerados e ações de controle ambiental. Em Ouro Preto e vizinhanças, são visitados locais de instabilidade geotécnica e ocupações urbanas indevidas, afloramentos rochosos, minerações atuais e antigas, antigos garimpos, ecossistemas locais, unidades de conservação, depósitos de sedimentos, empreendimentos de interesse de controle ambiental, estações de tratamento de água (ETAs), estações de tratamento de esgoto (ETEs), aterros de resíduos, siderúrgicas, intervenções de recuperação e remediação ambiental, etc. Eventualmente visitas a trabalhos em áreas mais distantes também acontecem.
Trabalho final de graduação – TCC
O Trabalho Final de Graduação (TCC), realizado individualmente no 9º e 10º períodos da grade curricular, com carga horária de 120 horas, consiste no desenvolvimento de monografia de tema de interesse do aluno no campo da Engenharia Ambiental. Tais projetos podem envolver sugestões para atenuação ou resolução de problemas ambientais de interesse público ou de empresas, ou ter ênfase na pesquisa, como estudos de novas tecnologias em comparação com soluções convencionais. O trabalho deve ser defendido perante uma Comissão Avaliadora, composta pelo Professor Orientador, por outros dois professores e, eventualmente, por profissionais com experiência comprovada no tema da monografia, convidados pelo Professor Orientador.
A monografia serve para enriquecimento intelectual do graduando, permitindo ao aluno o coroamento do curso de graduação, uma vez que o levará a desenvolver um trabalho com fundamentação científica, proporcionando-lhe no final desta fase da graduação um conhecimento amplo sobre um determinado assunto de cunho científico e/ou técnico no campo ambiental. As normas do TCC podem ser encontradas no http://deamb.ufop.br/
Estágio Curricular
O estágio curricular é obrigatório para os cursos de engenharia, com carga horária mínima de 160 horas, e deverá ser cumprido em órgãos e empresas públicas ou privadas, permitindo ao aluno desenvolver atividades relacionadas à área ambiental, conforme determinam as diretrizes curriculares da engenharia, devendo a disciplina ser cursada após o aluno ter sido aprovado em 1800 horas do curso. A proposta do estágio é que sejam colocados em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, de maneira que o aluno possa vivenciar no dia a dia a teoria absorvida na Universidade, podendo refletir e confirmar os assuntos abordados nas disciplinas.
Tem a função de propiciar ao estagiário o aprendizado social, profissional, cultural e técnico, tendo como resultado uma reflexão real e futurista dos cenários sobre sua colocação como futuro colaborador das atividades técnicas e profissionais.
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, introduziu uma série de inovações nas normas que regem a modalidade de capacitação prática de estudantes. Entre seus principais méritos, citam-se: a manutenção do caráter pedagógico do estágio e da participação da instituição de ensino na definição e aprovação do plano de atividades do estudante em ambiente de trabalho, a redução da carga horária dos estágios de alunos do ensino superior para 6 horas/dias e 30/horas semanais, o estabelecimento de um tempo mínimo de um semestre letivo e máximo de dois anos em uma mesma empresa ou órgão público, entre outras normas. Para maiores informações, acesse a
cartilha do Ministério do Trabalho e Emprego no seguinte endereço eletrônico:
http://www.mte.gov.br/politicas_juventude/cartilha_lei_estagio.pdf.
Para a Engenharia Ambiental, a RESOLUÇÃO CEAMB N°. 015, DE 2015, define normas relativas à disciplina Estágio Curricular.
Atividades Acadêmicas, Científicas e Culturais – AACC
As Atividades Acadêmicas, Científicas e Culturais (AACC) consistem em um conjunto de atividades de natureza pedagógica complementar e obrigatória, inerente à estrutura curricular do Curso de Engenharia Ambiental da Escola de Minas e que visam à integração entre a teoria acadêmica e a prática profissional.
Consideram-se como Atividades Acadêmicas, Científicas e Culturais (AACC) as práticas acadêmicas de múltiplos formatos não previstas no rol de disciplinas contidas no currículo pleno do curso, visando à flexibilização da sequência curricular de modo a possibilitar que o próprio discente procure, de forma autônoma, sua formação complementar.
As AACC têm como finalidade:
complementar a formação do aluno, considerando o currículo pedagógico vigente, as diretrizes curriculares e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação;
ampliar o conhecimento teórico-prático do corpo discente com atividades extra-classe; fomentar a prática de trabalho entre grupos e a interdisciplinaridade;
estimular as atividades de caráter solidário; e
incentivar a tomada de iniciativa e o espírito empreendedor dos alunos.
Conforme a Resolução CEAMB 017/2018, os alunos de Engenharia Ambiental da UFOP deverão realizar 60 horas de atividades obrigatórias de AACC e a atribuição de carga horária constará no histórico escolar do aluno, com a referência “Formação Complementar” (informando a atividade desenvolvida), acompanhada do número de horas, no período letivo correspondente. É importante ressaltar que somente poderá se apropriar de carga horária em uma atividade com esse propósito o aluno que não tiver reprovação em disciplina no período em que se dedicou a tal atividade. No anexo da resolução, existe uma tabela indicando a carga horária e a periodicidade das atividades que podem se encaixar nessa categoria. Disponível em: http://deamb.ufop.br/sites/default/files/deamb/files/res_ceamb_017_2016_acc.pdf?m=1520513213
ENTIDADES ESTUDANTIS VINCULADAS
PET ENGENGENHARIA AMBIENTAL
Na Escola de Minas, o Programa de Educação Tutorial (PET ENGENHARIA AMBIENTAL), fundado em 2009, foi o primeiro grupo PET criado no País nesta modalidade de engenharia, atuando desde então nos três segmentos universitários, a saber: ensino, pesquisa e extensão. Busca propiciar aos alunos do curso, sob a orientação de um professor tutor, as condições para a realização de atividades extracurriculares e integradoras, que complementem a sua formação acadêmica,
procurando atender plenamente às necessidades do próprio curso de graduação e/ou ampliar e aprofundar os objetivos e os conteúdos programáticos que integram a sua grade curricular. É dada ao aluno integrante do PET, selecionado para integrar o grupo, uma bolsa do MEC/SESu/FNDE que é concedida até a conclusão da sua graduação, desde que o integrante apresente bom desempenho escolar. O grupo é constituído de 12 bolsistas podendo ter seis integrantes na modalidade de voluntário. No PET privilegia-se a atividade em grupo, o desenvolvimento da responsabilidade e liderança, a colaboração, a pró-atividade, o desenvolvimento de atividades de natureza coletiva, a elevação da qualidade de formação do aluno, dentre outras. As atividades desenvolvidas pelo grupo PET Ambiental da UFOP e outras informações podem ser conferidas em: http://www.em.ufop.br/ceamb/ petamb/index.html e no facebook:
http://www.facebook.com/petambiental.ufop?fref=ts. A participação no PET é considerada atividade AACC e é bastante valorizada no âmbinto acadêmico. Na Escola de Minas da UFOP apenas os cursos de engenharia ambiental, civil e engenharia geológica possem Programas de Educação Tutorial do MEC.
CAEA – Centro Acadêmico da Engenharia Ambiental
Tem como objetivo fazer a integração dos alunos do curso de Engenharia Ambiental da UFOP e ampliar o conhecimento dos estudantes por meio da promoção de eventos, tais como a Semana de Estudos da Escola de Minas, visitas técnicas e palestras complementares, organização de cursos de formação complementar, integrações festivas, bem como a divulgação de cursos e oportunidades de interesse no campo ambiental.
E-mail para contato: [email protected].
EMPRESA JÚNIOR: . RENOVAR CONSULTORIA JR
A Renovar Consultoria Jr. é uma empresa sem fins lucrativos, formada por estudantes matriculados no curso de Engenharia Ambiental com o intuito de realizar projetos e serviços que contribuam para a formação de profissionais capacitados e comprometidos por meio da vivência empresarial, realizando projetos e serviços de qualidade e baixo custo, sempre sob a orientação e supervisão de um docente do curso.
De acordo com o conceito de empresa júnior, a Renovar Consultoria Jr., fundada em setembro de 2017, é uma pessoa jurídica, de direito privado, sem finalidades econômicas e com fins educativos. A Renovar visa ser uma empresa de engenharia especializada em desenvolver projetos que buscam compatibilizar as atividades econômicas com o uso sustentável dos recursos naturais, segundo os preceitos da legislação ambiental.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS E ACADÊMICAS AO ALUNO
Colegiado do Curso de Engenharia Ambiental – CEAMB
Segundo o Estatuto e Regimento da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, de 1999 (Artigo 23, § 1º),"os Colegiados de Cursos são as instâncias universitárias responsáveis pela coordenação didática das disciplinas constituintes do projeto pedagógico de cada curso.".
Na página do Colegiado do curso de Engenharia Ambiental (http://www.em.ufop.br/deamb), você encontra todas as informações sobre o curso, as resoluções do CEPE e do CEAMB, as regras de monografia, estágios, informações sobre as AACC – Atividades Acadêmicas e muitas outras informações de interesse pedagógico e operacional do curso de Engenharia Ambiental. O presidente do Colegiado, que sempre será um professor, tem o papel de coordenar as atividades acadêmicas e pedagógicas do curso. http://deamb.ufop.br/
Presidente do Colegiado do Curso (2017-2019): Prof. Alberto Freitas Castro Fonseca (DEAMB/EM)
ASSISTÊNCIA AO ALUNO DA UFOP
PRACE
A Pró-reitoria Especial de Assuntos Comunitários e Estudantis (PRACE) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) é o órgão responsável por oferecer as condições de acesso e permanência aos estudantes, por meio de serviços e programas, garantindo o bem-estar psicossocial dos discentes.
Assistência à Saúde – É realizada no Centro de Saúde aos estudantes em atendimento nas áreas de nutrição, odontologia e psicologia. No ambulatório-escola são oferecidas consultas das seguintes especialidades: ginecologia, psiquiatria, pediatria, endocrinologia, clínica geral, dermatologia, pneumologia, geriatria, cardiologia e infectologia.
Programas de Bolsas – Existem 3 tipos de bolsas de auxílio ao discente: alimentação, permanência e transporte. O ingresso nos programas é feito mediante avaliação socioeconômica. O programa bolsa-alimentação proporciona acesso subsidiado aos Restaurantes Universitários (RUs) da UFOP. A bolsa-permanência possui natureza social e pedagógica e tem por finalidade conceder aos estudantes suporte financeiro para sua permanência no curso, mediante bom desempenho acadêmico. Já a bolsa-transporte tem por objetivo subsidiar o deslocamento dos estudantes entre os municípios de Ouro Preto e Mariana e entre os distritos e as sedes dessas cidades.
Restaurantes Universitários – Os Restaurantes Universitários podem ser acessados por qualquer estudante da UFOP, basta estar com a carteirinha estudantil de identificação. As refeições são servidas a custo subsidiado (R$ 2,00) e os créditos são carregados na Carteira de Identidade Estudantil, vendidos nas lanchonetes dos campi. O cardápio das refeições é balanceado, oferecendo, inclusive, a opção vegetariana.
Programas de orientação e acompanhamento – O projeto Longe de Casa oferece um espaço de socialização para alunos ingressantes na UFOP que estejam passando por dificuldades de adaptação no ambiente universitário (nova cidade, estrutura acadêmica, moradias estudantis, dificuldades de relacionamento, entre outros). O projeto Bem-Vindo Calouro apresenta aos estudantes e aos pais ou responsáveis os programas, ações e projetos ofertados pela Universidade, voltados a proporcionar ao estudante melhores condições de permanência na graduação. Ele ocorre durante as matrículas e em mini-palestras no início do semestre. O projeto Ponto de Encontro é desenvolvido em Mariana e destina-se a discentes da UFOP com dificuldades de se apresentar em público e de expressão oral. O Caminhar – Programa de Acompanhamento Acadêmico dos Estudantes – integra a área de orientação estudantil da Coordenadoria de Assuntos Estudantis e contempla prioritariamente estudantes assistidos com bolsas e moradia administradas pela PRACE-UFOP com coeficiente de rendimento semestral inferior a cinco. Oferece acompanhamento pedagógico, psicológico e social aos estudantes e também aos outros discentes com as mesmas dificuldades acadêmicas.
Moradias Estudantis – As chamadas repúblicas federais de Ouro Preto são imóveis da Universidade destinadas à moradia estudantil. Atualmente, a UFOP possui 769 vagas, distribuídas em 59 casas que se localizam no entorno do campus universitário e no centro histórico de Ouro Preto. Nesse sistema, cada casa (presidência) é responsável por sua conservação, manutenção e gestão, devendo os moradores dividirem entre si o valor das despesas.
Há também o alojamento e os apartamentos em Ouro Preto e repúblicas federais em Mariana, cujo critério de seleção de novos moradores é o socioeconômico. O estudante interessado nessas modalidades de moradia deve se candidatar por meio de edital específico, divulgado semestralmente pela PRACE.
Para maiores informações sobre os programas de apoio ao estudante da UFOP, acesse o site <http://www.prace.ufop.br> ou ligue para (031)3559-1271.
FUNDAÇÃO GORCEIX – FG
Criada em 18 de abril de 1960 por ex-alunos da Escola de Minas de Ouro Preto, a Fundação
Gorceix é uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos.
Tem como alguns de seus objetivos: promover assistência social, beneficente e educacional aos estudantes da Escola de Minas de Ouro Preto, além de promover o acesso dos alunos da Escola de Minas a estágios profissionalizantes, bem como colaborar com a inserção dos formandos no mercado de trabalho. Para tanto, a fundação oferece regularmente cursos de capacitação como: Oficce Cal, Auto CAD 3D, Auto CAD, Excel, Minitab, MS Project, Comportamento Empreendedor, Gestão de Projetos, Marketing Pessoal e Idiomas.
A Fundação Gorceix consolidou-se como uma entidade referencial, através de um trabalho em prol da sociedade, sempre em conformidade com suas finalidades estatutárias. Site: http://www.gorceix.org.br/.
A VIDA ESTUDANTIL EM OURO PRETO
Ouro Preto tem suas particularidades: além de ser cidade tombada como Patrimônio Histórico Mundial da Humanidade pela UNESCO, desde 1980, é uma importante cidade turística e particularmente universitária.
A maior parte dos estudantes da UFOP vem de outras cidades de Minas Gerais e de outros estados, principalmente do Espírito Santo e do interior de São Paulo, mas há os que vêm de Brasília, Bahia, Goiás e de outras partes do Brasil. Por conta disso, vivenciam uma experiência única na cidade: a vida em repúblicas universitárias. São centenas de repúblicas federais e particulares. Algumas delas são quase centenárias e com muita tradição e histórias. Gerações de formados pela UFOP já passaram por elas e as têm como suas eternas casas, são os chamados e glorificados “ex-alunos”. Eles e elas são considerados ilustres moradores e importantes referências profissionais e pessoais, e, sempre que podem, retornam para prosear com moradores e contar suas histórias de vida e experiências profissionais.
Para os estudantes da Universidade, a vida é cheia de desafios, surpresas e peculiaridades: batalha por vagas nas repúblicas, comemorações festivas tradicionais, como a conhecida Festa do Doze (12 de outubro) – Aniversário da Escola de Minas, a Festa do Vinte e Um (21 de abril), o carnaval, campeonatos esportivos, os sociais das repúblicas e inúmeras outras.
Existe uma tradição interessante nas repúblicas “ouropretanas”: todos os ex-moradores formados na UFOP têm sua foto emoldurada e instalada em lugar de destaque na parede da sala de visitas da república – a galeria do formados. Nas mais antigas, dezenas de quadrinhos com as fotos dos
formados dão uma decoração especial. São fotos de ex-alunos de várias décadas decorando a parede da sala, o que acaba por incentivar os moradores novatos a terem também as suas no futuro. Para saber um pouco mais das repúblicas ouropretanas, acesse
http://www.futura.org.br/blog/2014/06/03/brasil-alem-republicas-estudantis-de-ouro-preto-sao-simbolo-de-tradicao-e-inovacao/.
PEQUENO GLOSSÁRIO DE TERMOS ESTUDANTIS UFOPIANOS
A seguir você encontra uma amostra dos principais termos usualmente utilizados no meio estudantil para facilitar a comunicação com os colegas e moradores das repúblicas de Ouro Preto. Trata-se de um linguajar universitário local que vem sendo construído desde o início da vida universitária na cidade e nas repúblicas locais.
Acochambrar – Fazer mal feito, levar nas coxas. Amarrado – Coisa que não se resolve.
Batalha – Período de teste em república federal (da própria universidade) visando conseguir uma vaga. Trote republicano.
Bixo – O novato na universidade e na república.
Burracha – Assunto de fácil entendimento, disciplina fácil. O contrário de rombudo. Cadeira – Disciplina, matéria. O calouro deverá fazer várias cadeiras até se formar. Calouro – “bixo”.
Camofa – Mulher fácil, prostituta.
Cascudo – Vestibulando, aquele que almeja a ser bixo. Catar – Abandonar a tarefa. Catar a disciplina (desistir). Catar Prova – Retirar-se da sala de provas.
Chapar – Ficar tonto de beber.
Chapar os melão – Beber todas sem parar. Coçar – Ficar à toa.
Cochambrar – O mesmo que “acochambrar”. Buscar soluções fáceis. Cumadre – Empregada de uma república.
De boa – Tudo certo, tudo bem. Decano – O mais velho da república.
Engolir corda – Fazer ou deixar de fazer em função de algo melhor. Ir na onda de outrem.
Escolha da República – O veredito final dado pelos moradores após ter-se batalhado vaga na república. Escroto – Sacana.
Ferrar – Estudar muito.
Fina – Aquilo que é certo de acontecer, de cair nas provas. Materiais como provas, trabalhos, resumos e outros documentos acadêmicos.
Finário – Conjunto de finas, muito comum nas repúblicas. Garrar – Ficar preso, não progredir.
Golo – Bebida alcoólica.
Lama – Pessoa que gosta de exagerar nas festividades. Mala – Barra pesada.
Miss Bixo – Concurso no CAEM onde se elege o calouro com fantasia mais original. Nativo – Aquele é natural de Ouro Preto, estudante, não morador de república. Pegar o Bonde – Conversar fiado com os companheiros ao invés de estudar. Pernilongo – estudante do IFMG, antiga Escola Técnica de Ouro Preto. Por na Roda – Dividir coisas ou assuntos com todo mundo.
Ranca – Racha, pelada, jogo de bola. Rock – Festa, reunião festiva.
Rombudo – Algo muito difícil, quase impossível. Matéria ou assunto complicado.
Social – Reunião com república estudantil de gênero oposto para fins de aproximação, integração, amizade e namoro.
Véi – Camarada, grande amigo, chegado.
Vento – Trote tradicional republicano, no qual o quarto do bixo é totalmente revirado. Veterano – quem não é mais calouro.
Zuada – Farra, confusão, gozação.
LISTA DE SIGLAS IMPORTANTES DA UFOP
CAEA – Centro Acadêmico de Engenharia Ambiental CAEM – Centro Acadêmico da Escola de Minas CAINT – Coordenadoria de Assuntos Internacionais CDEM – Conselho Departamental da Escola de Minas CEAMB – Colegiado do Curso de Engenharia Ambiental CEPE – Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão CUNI – Conselho Universitário
DCE – Diretório Central dos Estudantes
DEAMB – Departamento de Engenharia Ambiental DEARQ – Departamento de Arquitetura
DECAT – Departamento de Engenharia de Controle e Automação DECBI – Departamento de Ciências Biológicas
DECIV – Departamento de Engenharia Civil DECOM – Departamento de Computação
DEGEO – Departamento de Engenharia Geológica DEMAT – Departamento de Matemática
DEMET – Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais DEMIN – Departamento de Engenharia de Minas
DEPRO – Departamento de Engenharia de Produção DEQUI – Departamento de Química
PET – Programa de Educação Tutorial
PRACE – Pró-reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis PRECAM – Prefeitura do Campus Universitário
PROAD – Pró-reitoria de Administração PROEX – Pró-reitoria da Extensão PROGRAD – Pró-reitoria de Graduação
PROPLAD – Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento PROPP – Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa
RU – Restaurante Universitário
SEE – Sociedade Excursionista e Espeleológica SEMINAS – Sociedade de Estudos Mineiros
SICEG – Sociedade de Intercâmbio Cultural e Estudos Geológicos SISBIN – Sistema de Bibliotecas e Informação
TELEFONES ÚTEIS da UFOP
Nome Telefone E-mail Descrição
PROGRAD – Pró-reitora de Graduação 3559-1323 [email protected]
Desenvolvimento e Gerenciamento Acadêmico dos cursos de Graduação da UFOP
SEÇÃO DE ENSINO – EM 3559-1328 [email protected] Documentação e Matrícula
discente Colegiado do Curso de Engeharia
Ambiental – CEAMB 3559-1542 [email protected]
PRACE – Pró-reitoria de assuntos
comunitários e estudantis 3559-1372 [email protected]
Assistência Estudantil da UFOP
SECRETARIA – DEAMB 3559-1496 [email protected] Departamento de Engenharia Ambiental
Prof. José F. do Prado Filho 3559-1563 [email protected] Professor do DEAMB e
PROAMB
Profa. Lia de M. Porto 3559-1563 [email protected] Professor do DEAMB
Prof. Hubert M. P. Roeser 3559-1496 [email protected] Professor do DEAMB e
PROAMB
Prof. Frederico G. Sobreira 3559-1496 [email protected] Professor do DEAMB e
Evolução Crustal
Prof. Alberto F. C. Fonseca - [email protected] Professor do DEAMB e
PROAMB
Prof. Dr. César Falcão Barella 3559-1563 [email protected] Professor do DEAMB e
NUGEO
Profª Dra. Lívia Cristina Pinto Dias 3559-1497 [email protected] Professora do DEAMB e
PALAVRAS DO FUNDADOR DA ESCOLA DE MINAS
“Devem os alunos ser habituados a resolverem problemas cujas soluções dependem das
teorias expostas no curso, de modo a desenvolver neles o espírito inventivo sem o qual
haverá esterilidade na ciência. Não conheço melhor ginástica intelectual que esta para
ensinar aos alunos a raciocinar e habituar o espírito a pesquisas. É bom, sem dúvida,
conhecer-se tudo o que produziram os grandes homens dos outros povos; porém muito
melhor é saber servir-se do que eles fizeram para fazer novas descobertas... Este espírito
inventivo é adquirido desde a infância, nos bancos de colégios e escolas.”.
DEPOIMENTOS DE EX-ALUNOS DO CURSO DE
ENGENHARIA AMBIENTAL da Escola de Minas/UFOP
O curso de Engenharia Ambiental da UFOP tem se adequado às expectativas e necessidades para a formação dos profissionais da área. O curso de Engenharia Ambiental de Ouro Preto, é um dos pioneiros no Brasil, e absorveu o conhecimento e a tradição centenária da Escola de Minas, nas ciências relacionadas à Engenharia. Os alunos deste curso, têm a coragem de pensar a Engenharia de uma maneira diferente e moderna e trouxeram/trazem este importante viés à Universidade. E, os Engenheiros Ambientais, possuem a capacidade de integrar diferentes áreas em uma empresa, gerenciar projetos e atividades estratégicas, além de contribuir para com a Política Ambiental. Durante minha formação, desenvolvi projeto de Iniciação Científica, tive curiosidade por outras áreas de atuação, me formei em 2009, e me especializei em Energias Renováveis. Trabalhei por pouco mais de 3 anos na Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), e atualmente integro a equipe de Licenciamento Ambiental de usinas de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis complementares (eólica, solar e PCH), na empresa CPFL Renováveis, que é no momento, a maior do setor de renováveis no Brasil. Desejo bom trabalho e boa sorte a todos os meus colegas da UFOP, e me orgulho por ter feito parte dessa escola, que mantém o espírito de irmandade e profissionalismo. Viva a Escola de Minas
Emiliana Silveira Fonseca/ Engenheira Ambiental
“O curso de Engenharia Ambiental oferecido pela Escola de Minas da UFOP é uma excelente opção para ingresso na carreira ambiental, uma vez que oferece uma visão sistêmica dos processos industriais, mineração, civil, metalurgia e geologia; diferencial para o mercado de trabalho, visto que o profissional conseguirá transitar bem nesses segmentos, mesmo recém-formado. O conhecimento da legislação específica e de normas de sistemas de gestão (SGA e SGI) é fundamental. O mercado de trabalho é bastante amplo, oferecendo oportunidades tanto na área pública, acadêmica, quanto como profissional autônomo ou no setor privado, onde o engenheiro ambiental vem conquistando mais espaço a cada dia. Recomendo a integração dos conhecimentos na área da qualidade, saúde, segurança e responsabilidade social, atendendo a tendência de integração dos sistemas de gestão. Para mim é uma área muito gratificante, pessoal e profissionalmente. Me formei em 2007/02 e atualmente atuo na área de segurança, coordenando duas obras em Itabira (MG) para uma grande mineradora.”.
Angélica Lucas Damasceno/ Engenheira Ambiental
“Formei-me na primeira turma de Engenharia Ambiental da Escola de Minas/UFOP em 2005. Durante a graduação, diante da diversidade da grade curricular, tive maior afinidade com a área mínero-metalúrgica, área na qual realizei o maior número de disciplinas e foquei minha formação. Ao finalizar a graduação, decidi realizar de imediato o mestrado, também direcionado à área de mineração/geotecnia. Ainda durante o mestrado, participei de um programa trainee, e, com aprovação, me ingressei no mercado de trabalho, mas em um ramo contrário à minha trajetória acadêmica, o que me fez repensar, finalizar o mestrado e estudar por seis meses no exterior. Ao retornar, fui contratada pela Pimenta de Ávila Consultoria Ltda, empresa em que atuo até a presente data. Entrei inicialmente para trabalhar na área de geotecnia, mas com um ano de empresa a Pimenta de Ávila criou a área de Engenharia Ambiental, pela qual hoje sou a responsável. Meu trabalho profissional é voltado à engenharia associada ao meio ambiente, atuando na área de mineração e energia. Além disso, acumulo a função de coordenadora da área de Auditoria e Plano de Segurança de Barragens onde estou mais direcionada à área de geotecnia. Finalmente, me considero uma profissional realizada e de sucesso, devido, entre outras coisas, ao ensino diferenciado e de muita qualidade adquirido na graduação.
Estudar engenharia ambiental na Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto é um privilégio. Alojado em uma região minero-metalúrgica, o conteúdo abordado durante os cinco anos de graduação é forte no que diz respeito a essas atividades, permitindo que o aluno integre o aprendizado teórico ao prático. Além disso, as demais disciplinas específicas que permeiam pelas áreas da gestão ambiental, avaliação de impacto e saneamento ambiental possibilitam que o futuro engenheiro possa transitar com propriedade nas diversas áreas de atuação deste profissional. Ressalto, aqui, a competência dos docentes que ministram as disciplinas e a vontade que muitos demonstram, sobretudo aqueles do Deamb, de tornar nosso curso uma referência nacional. Em qualquer curso de graduação é importante que o estudante desenvolva atividades paralelas às obrigatórias de sua área, neste quesito a Engenharia Ambiental da UFOP oferece aos seus matriculados a possibilidade de ingresso em seu Programa de Educação Tutorial (PET), desenvolvendo atividades de pesquisa, ensino e extensão, a participação em Centro Acadêmico (CAEA), realização de cursos ofertados pela Fundação Gorceix e oportunidade de intercâmbio, complementando sua formação em renomadas universidades estrangeiras. Para aqueles com formatura iminente que possuem vocação acadêmica ou desejo de aprofundar os conhecimentos adquiridos durante o curso há a opção de iniciar um mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental da UFOP (ProAmb - Capes Nota 5), caminho escolhido por mim. Aos que desejam ingressar imediatamente no mercado de trabalho existe a possibilidade de atuação na área industrial, em consultorias, em órgãos públicos por meio de concursos e como autônomo. Finalizo deixando esperançosos os futuros engenheiros ambientais da UFOP, afirmando que para aqueles que se dedicarem durante o curso o sucesso na carreira virá automaticamente, uma vez que nossa universidade nos dá total competência para tal.
Diogo Araújo Teixeira/Engenheiro Ambiental
Me formei em Engenharia Ambiental pela Escola de Minas em 2006-segunda turma. No mesmo ano, ingressei via concurso público no Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM –, sendo lotado na Superintendência Regional de Meio Ambiente do Triângulo Mineiro (SUPRAM), em Uberlândia. Na SUPRAM, fui responsável pela análise de processos de outorga de barramentos com e sem regularização de vazão, desde pequenos destinados a irrigação, até grandes reservatórios de usinas hidrelétricas. Em 2008, visto que conhecia a atuação do Ministério Público junto ao Copam – Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais –, prestei concurso e me ingressei na Unidade Técnica Pericial Ambiental do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). O Ministério Público é um rigoroso fiscal da lei e dos direitos indisponíveis, ou seja, aqueles que não podemos abrir mão, tais como as questões que envolvem a degradação ao meio ambiente. Qualquer pessoa pode solicitar a atuação do Promotor de Justiça, desde que a questão seja de interesse de toda a sociedade. Na Unidade Técnica Pericial do MPGO, produzimos laudos que subsidiam as ações dos Promotores. Tenho trabalhado especialmente com o setor de geração hidrelétrica, desde a fase de Estudo de Impacto Ambiental até a de operação do empreendimento. Alguns dos nossos laudos subsidiam ações judiciais que podem até mesmo culminar com a paralisação de obras que apresenta alguma inconformidade ambiental. É um trabalho difícil, vez que lidamos com empreendedores de grande poder econômico e, muitas vezes, contrariamos interesses políticos. Entretanto, é uma área de atuação reconfortante, pois temos autonomia funcional na realização de nossas atividades técnicas.
Como é uma profissão nova há percalços, entretanto desde que sejamos profissionais engajados, vale a pena ser engenheiro ambiental.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, C. F.; SILVA, A. C. B.; PROCÓPIO, J.P.S.; LOPES, E. Q. Avaliação da formação acadêmica e da atuação no mercado de trabalho de engenheiros ambientais de Minas Gerais. In: 280 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-ABES, Rio de Janeiro, 2015
CARVALHO, J. M. A. Escola de Minas de Ouro Preto – O peso da glória. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2 edição. 2002.
FIRJAN, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020. Disponível em: <http://www.firjan.org.br/>. Acesso em novembro de 2012.
LEMOS, P. (coordenador). A História da Escola de Minas - 1876-2012. Ouro Preto: Livraria e Editora Graphar. 2012.
OLIVEIRA, J. Brasil Além: repúblicas estudantis de Ouro Preto são símbolos de tradição e inovação. Disponível em: < http://www.futura.org.br/blog/2014/06/03/brasil-alem-republicas-estudantis-de-ouro-preto-sao-simbolo-de-tradicao-e-inovacao/>. Acesso em 03 de junho de 2014. O Estado de São Paulo. Profissões do Futuro: área ambiental tem três carreiras promissoras, São Paulo, 02 de junho de 2015.
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