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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular - Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da SCM de Seia (Santiago)

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Curso Técnico Superior Profissional

em Gerontologia

Mariana Isabel Cardoso Saraiva setembro

1

2017

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(2)

-4-Instituto Politécnico da Guarda

Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Curso Técnico Superior Profissional de Gerontologia

Relatório de Estágio

Mariana Isabel Cardoso Saraiva nº 5008589 setembro, 2017

(3)

I

Ficha Técnica

Nome da aluna: Mariana Isabel Cardoso Saraiva Número da aluna: 5008589

Curso: TeSP de Gerontologia

Estabelecimento de ensino: Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do

Instituto Politécnico da Guarda

Docente Orientadora de Estágio: Professora Maria do Rosário Camelo Dolgner

Local de Estágio: Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Santa Casa da

Misericórdia de Seia

Localidade da Instituição: Folgosa do Salvador, Freguesia de Santiago Morada: Rua Nossa Senhora da Conceição, Folgosa do Salvador Código Postal: 6270 – 211 Santiago

Orientadora de Estágio na Instituição:, Diretora Técnica, Dr.ª Susana Cláudia Carnida Rocha Ferreira, Licenciada em Serviço Social

Data de Início de Estágio: 01 de março de 2017 Data de Fim de Estágio: 05 de julho de 2017

(4)

II

Agradecimentos

Para concluir mais uma etapa do meu percurso académico, não podia deixar de agradecer a todos aqueles que me apoiaram e ajudaram na sua realização.

Gostaria de agradecer aos docentes que lecionaram as unidades curriculares do Curso Técnico Superior Profissional (TeSP) de Gerontologia, da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto (ESECD), do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), por me terem proporcionado novos conhecimentos e técnicas que apliquei no decorrer do estágio.

À minha orientadora, a docente Maria do Rosário Dolgner, um muito obrigado, por todo o apoio, dedicação e preocupação prestados no acompanhamento e elaboração deste relatório de estágio.

Gostaria de agradecer, também, de um modo geral, à Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia de Seia (SCMS), pela oportunidade e pelo acolhimento. Na instituição, gostaria de agradecer, em particular, à Diretora Técnica e Supervisora, Dr.ª Susana, à Técnica de Psicomotricidade Humana, Dr.ª Telma, à equipa de enfermagem e a todos os funcionários da instituição, pelo apoio, disponibilidade e compreensão em todo este processo. Um obrigado especial aos utentes da Instituição a quem o nosso trabalho se dirige.

Por último, um grande obrigado à minha família pelo apoio prestado durante o período de estágio, tão importante para a finalização desta etapa da minha vida.

(5)

III

Resumo

O presente relatório de estágio pretende sintetizar o conjunto das atividades desenvolvidas no âmbito do estágio curricular que integra o TeSP de Gerontologia, em que se procurou pôr em prática os conhecimentos adquiridos nas várias unidades curriculares que integram o respetivo plano curricular.

O estágio teve a duração de 750 horas e foi realizado na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da Santa Casa da Misericórdia de Seia.

As atividades previstas no plano de estágio iam desde a higiene pessoal do idoso, à administração de refeições, à administração de medicação, ao posicionamento dos utentes acamados, incluindo, ainda, a animação de todos os utentes da Instituição de forma estimulante do ponto de vista cognitivo, sensorial e motor. Para além das programadas, outras atividades foram desenvolvidas em função das necessidades imediatas no sentido de assegurar o cumprimento dos objetivos da Instituição.

Este estágio foi realizado com empenho e o intuito de ganhar uma maior experiência profissional, e, de certo modo, como uma forma de ver a realidade da evolução do envelhecimento em todas as suas vertentes.

(6)

IV

Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capítulos mais

difíceis na grande arte de viver.

Hermann Melville, http://www.citador.pt/frases/saber-envelhecer-e-a-obraprima-da-sabedoria-e-um-hermann-melville-15051

(7)

V

Índice Geral

Ficha Técnica ... I Agradecimentos ... II Resumo ... III Índice de Figuras ... VI Lista de Siglas e Abreviaturas ... VII

Introdução ... 1

Capítulo I - Contextualização Teórica ... 3

1.1. O Envelhecimento ... 4

1.2. Demências/doenças mais frequentes ... 6

1.3. Gerontologia ... 8

1.4. Intervenções Gerontológicas ... 9

1.5. O Técnico Superior de Gerontologia: atividades e competências ... 10

Capítulo II - Caraterização da Entidade Acolhedora ... 12

2.1 . A instituição: origem, evolução e localização ... 13

2.2. Missão e Valores ... 14

2.3. As Valências ... 15

Capítulo III - Atividades Desenvolvidas no estágio ... 16

3.1 . Apreciação geral ... 17 3.2. Alimentação ... 18 3.3. Higienização ... 19 3.4. Animação ... 20 3.5. Outras Atividades ... 28 Reflexão Final ... 29 Bibliografia ... 30 Webgrafia... 31 Outras Fontes ... 32 Anexos ... 33

Anexo 1- Plano de Estágio ... 34

Anexo 2- Aviso do Diário da República ... 35

(8)

VI

Índice de Figuras

Figura 1- Mapa de Localização da ERPI ... 13

Figura 2- Estrutura Residencial para Pessoas Idosas ... 15

Figura 3- Unidade de Cuidados Continuados e Integrados ... 15

Figura 4- Sabores Familiares ... 18

Figura 5- Auxílio ao dependente a enrolar trapilho ... 20

Figura 6- Contagem das molas e respetivas cores ... 21

Figura 7- Jogo do Cheiros- Alecrim ... 21

Figura 8- Atelier de Pintura... 22

Figura 9-Jogo "Em Cheio" ... 22

Figura 10- Jogo do "Paraquedas" ... 23

Figura 11- Jogo do " Bowling" ... 23

Figura 12- Jogo do Dominó ... 23

Figura 13- Jogo do Bingo ou Loto ... 24

Figura 14- Caixas de lembrança da Páscoa ... 24

Figura 15- Preparação da decoração da Páscoa ... 25

Figura 16-Elaboração dos manjericos ... 25

Figura 17- Espantalhos realizados pelos utentes ... 26

Figura 18- Mini-Espantalhos... 26

Figura 19- Visita ao Museu da Eletricidade ... 27

Figura 20- Intercâmbio entre estruturas residenciais ... 27

(9)

VII

Lista de Siglas e Abreviaturas

TeSP - Técnico Superior Profissional;

ESECD - Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto; IPG - Instituto Politécnico da Guarda;

ERPI - Estrutura Residencial para Pessoas Idosas; SCMS - Santa Casa da Misericórdia de Seia; AVC - Acidente Vascular Cerebral;

SPO2 - Saturação de Oxigénio;

UCCI - Unidade de Cuidados Continuados Integrados; CMFR - Clinica de Medicina Física e de Reabilitação.

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1

Introdução

O estágio faz parte da estrutura curricular do TeSP de Gerontologia, prevendo-se a realização de 750 horas numa Instituição de acolhimento, que, neste caso, foi a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da Santa Casa da Misericórdia de Seia.

No início, antes mesmo do estágio, foi definido um plano de estágio com o intuito de estabelecer os objetivos gerais, específicos e respetivos exemplos de atividades a realizar, de modo a mostrar à entidade acolhedora, o meu interesse e empenho nos cuidados que iria prestar ao público-alvo (anexo 1).

Sendo assim, os meus objetivos gerais eram: conhecer o funcionamento da ERPI da Santa Casa da Misericórdia de Seia; participar nas atividades com vista ao bem-estar do utente, atendendo às suas limitações e capacidades, e às suas necessidades afetivas; colaborar em programas de estimulação cognitiva, motora e sensorial; promover a integração e interação grupal dos idosos, através da promoção das atividades de animação, algumas das quais por iniciativa própria, e outras sob propostas dos técnicos.

Os objetivos específicos traduziam-se em: conhecer o espaço físico interno e externo da Instituição, tendo em conta a leitura do regulamento interno; dialogar com as equipas técnicas; conhecer o espaço físico da Instituição e dialogar com os utentes de modo a conhecê-los individualmente; executar atividades sob a orientação da equipa técnica, tais como: administrar refeições, medicamentos, acompanhar e realizar os posicionamentos dos utentes, executar a higienização de cada individuo, controlar os parâmetros vitais (tensão arterial, valores glicémicos, SPO2, etc.), estimular as

capacidades motoras por via de exercícios específicos, estimular as capacidades intelectuais por via de exercícios e jogos (jogo dos sentidos, trabalhos manuais, etc.); cooperar na realização de eventos dentro e fora da instituição (passeios, encontros, entre outros); elaborar jogos de comunicação formando grupos; e promover jogos tradicionais, trabalhos manuais, entre outros (jogo das cartas, do dominó e bingo).

Neste sentido, o presente relatório segue a seguinte estrutura. No primeiro capítulo procederei à contextualização teórica dos seguintes temas: o envelhecimento, identificando e explicando os tipos de envelhecimento e as suas causas; as demências mais frequentes nos idosos institucionalizados; a gerontologia, tendo em conta as suas componentes básicas; as intervenções gerontológicas no sentido de como devem ser realizadas; as competências de um Técnico Superior de Gerontologia.

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2

No segundo capítulo irei proceder a uma breve caracterização da Instituição de acolhimento, identificando a sua localização, a sua missão, as valências que a constituem e os valores que defende.

Por último, no terceiro capítulo, irei descrever as atividades realizadas durante o estágio.

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3

Capítulo I

(13)

4

As atividades realizadas ao longo do estágio foram suportadas, todas elas, pelos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Procurou-se, sempre que possível, pôr em prática esses mesmos conhecimentos, tendo eles sido determinantes no sucesso das atividades realizadas. Uma vez que o trabalho desenvolvido teve como público-alvo os idosos, impõe-se fazer uma breve abordagem ao envelhecimento e à gerontologia. O enquadramento de algumas doenças justifica-se dado que os utentes, na sua maioria, apresentam um conjunto de doenças perfeitamente identificadas. A compreensão destas é fundamental para uma correta intervenção junto dos idosos.

1.1. O Envelhecimento

O processo do envelhecimento está associado a um conjunto de alterações biológicas, psicológicas e sociais, as quais se vão desenvolvendo ao longo da vida de cada individuo.

Com o desenvolvimento deste processo verificam-se várias alterações, nomeadamente ao nível do metabolismo, que é quando se verifica uma mudança no funcionamento do organismo e da aparência do corpo e nas células e tecidos, onde se verifica uma redução no ritmo de rejuvenescimento celular. Existem ainda outas mudanças estruturais, verificadas na composição global do corpo e do peso corporal, nos músculos, nas articulações, nos ossos e nos tegumentos (cabelos, pêlos e unhas).

Maioritariamente, dá-se um desequilíbrio homeostático, com perda das reservas orgânicas por parte de todo o organismo.

Verificam-se ainda alterações funcionais no sistema cardiovascular, respiratório, renal e urinário, gastrointestinal, e ainda no sistema nervoso.

No entanto, existem também alterações psicológicas, as quais são maioritariamente influenciadas pelo ambiente em que evoluem e pela saúde física e mental da pessoa idosa, alterações estas que atingem principalmente pessoas insatisfeitas e inadaptadas, ou que apresentam uma maior fragilidade emocional.

Tendo em conta as alterações estruturais apresentadas anteriormente, pode dizer-se que existem dois tipos de envelhecimento: o envelhecimento normal ou primário e o envelhecimento patológico ou secundário.

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5

“O envelhecimento primário ou normal é constituído pelo envelhecimento usual, pelo envelhecimento bem-sucedido e pela senescência. Neste caso o envelhecimento usual não demonstra sinais de doença, assim como o envelhecimento bem-sucedido, o qual consiste num processo isento de danos causados por hábitos de vida inadequados, ambientes inapropriados e doenças. A senescência é “o processo natural do envelhecimento, o qual compromete progressivamente aspetos físicos e cognitivos””1.

O envelhecimento secundário ou patológico está associado e é acelerado por doenças. Assim, com idade podem aparecer lesões patológicas, que podem contribuir para a alteração da capacidade de adaptação do individuo. Assim, são alterações que resultam de traumas e doenças que ocorrem no ciclo vital, e que podem causar prejuízo na saúde. É neste tipo de envelhecimento que se observa a senilidade que “ é o declínio físico mais acelerado e acompanhado de desorganização mental com alteração no funcionamento cognitivo e perda de memória”2.

1 http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0097.pdf

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6

1.2. Demências/doenças mais frequentes

Ao envelhecimento estão associadas várias demências/doenças, sendo que as mais frequentes observadas nos idosos institucionalizados na ERPI da SCMS eram: a doença de Alzheimer; as doenças vasculares, entre elas o Acidente Vascular Cerebral (AVC); a doença de Parkinson; a doença fronto-temporal e a doença bipolar.

A doença de Alzheimer é “ uma doença neurológica degenerativa que leva a um progressivo declínio cognitivo”3. A melhor forma de prevenir ou retardar esta demência

é ter um estilo de vida saudável, em que se apela a uma boa alimentação e ao exercício físico regular.

O Acidente Vascular Cerebral ocorre com frequência em idosos afetando, nomeadamente, as suas capacidades motoras, apresentando, regra geral, paralisia de um dos lados do corpo. Também pode haver alterações do comportamento e défice de linguagem4. A prevenção do AVC passa por fomentar a qualidade de vida, protegendo, desta forma, o coração e o cérebro, nomeadamente, reduzindo o consumo de sal, abandonando vícios e o sedentarismo.

A doença de Parkinson é também uma doença degenerativa, mas que infelizmente não tem cura. A doença de Parkinson é “ uma doença crónica e progressiva, causada pela morte de neurónios que produzem dopamina, o que provoca uma queda da quantidade desse neurotransmissor no organismo. A dopamina é responsável pela transmissão de impulsos nervosos entre os neurónios que são responsáveis pelo controle dos movimentos e coordenação do corpo”5.

A doença fronto-temporal é “uma perturbação degenerativa que apresenta um quadro clínico exclusivo, com alterações de linguagem, de personalidade e de comportamento”6. Nestes casos, “a memória e as habilidades visuais e espaciais

encontram-se relativamente preservadas, o que a distingue da doença de Alzheimer”7. O declínio cognitivo “reflete uma alteração contínua nas capacidades cognitivas, como a memória, a orientação, a linguagem e a função executiva”8.

3 Revista Envelhecer com Saúde – nº1 / Portugal, PressPeople, 2017, pp. 11-25 4 Ibidem.

5 Ibidem.

6 http://cuidamos.com/artigos/demencia-frontotemporal 7 Ibidem.

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Por fim, a doença bipolar traduz-se numa “perturbação psiquiátrica caracterizada por alterações acentuadas do humor, com episódios de intensa depressão e outros de extrema euforia, chamados clinicamente de episódios de mania. Podem ocorrer também episódios mistos, nos quais estão presentes tanto sintomas depressivos, como maníacos”9.

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8

1.3. Gerontologia

A gerontologia é uma área que se reveste de uma grande importância porque, desde logo, todo o ser humano acaba por vivenciar, em circunstâncias normais, o processo de envelhecimento. A ideia é que se consiga envelhecer sem perder qualidade de vida ou pelo menos minimizar os efeitos decorrentes deste processo natural. O que passa nomeadamente por manter hábitos saudáveis quer em termos de alimentação quer em termos de mobilidade.

Segundo um artigo do jornal Público datado de 19 de agosto deste ano, citando um estudo desenvolvido pelo Instituto de Berlim para a População e o Desenvolvimento, estima-se que Portugal venha a ser, na União Europeia, o segundo país mais envelhecido, devido à emigração e à baixa taxa de natalidade. Hoje, em Portugal a taxa de fecundidade é de 1,31, sendo a mais baixa da União Europeia.

Conjugando assim a ideia de gerontologia com os factos ou dados reais, percebe-se a importância cada vez maior desta área de conhecimento.

A gerontologia é uma área científica que foi criada para estudar o processo do

envelhecimento humano10.

Esta área do conhecimento integra, pela sua natureza, conhecimentos de outras áreas científicas, tais como: a biologia, que estuda a evolução biológica do corpo humano (por exemplo: a pele enrugada, os cabelos brancos, etc.); a psicologia, que estuda a forma de como o modo evolutivo do pensamento humano contribui para a maneira de agir do indivíduo; a sociologia, que estuda a evolução das alterações dos comportamentos e atitudes do individuo em contacto com o mundo social (por exemplo: conversas em grupo, atividades grupais, etc.).

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1.4. Intervenções Gerontológicas

Pelo que foi dito no ponto anterior, justificam-se plenamente as intervenções nesta área de modo a alcançar um adequado processo de envelhecimento, minimizando ou evitando certos efeitos. Na maior parte das vezes, estas intervenções ocorrem em ambiente institucional adequado, como no caso das estruturas residenciais para pessoas idosas. Segundo Vara11, em Portugal, verifica-se que existe apenas uma pequena percentagem da população idosa institucionalizada. Isto deve-se ao facto de não existir uma oferta satisfatória, verificando-se assim, que as respostas sociais envolvem montantes bastantes elevados, os quais exigem igualmente rendimentos elevados de que beneficiam apenas uma pequena parte da população idosa.

Fora do ambiente institucional, é desejável que também se intervenha junto da população idosa no sentido de promover hábitos mais saudáveis, promovendo uma alimentação saudável e a atividade física. Há que preparar também o indivíduo para a reforma e promover também os rastreios regulares de saúde. A prevenção não deve ser feita só depois dos 65 anos mas sim desde o início de vida do indivíduo. Desta forma, evita-se ou minimiza-se o sofrimento físico e psicológico da pessoa idosa e também da sua família 12.

11 VARA, M., “O olhar do gerontólogo”, in Pereira, F. (Coord.), Teoria e Prática da Gerontologia – Um

Guia Para Cuidadores de Idosos, Viseu: Psico & Soma, 2012, pp.65-77

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1.5. O Técnico Superior de Gerontologia: atividades e competências

Hoje em dia, valoriza-se e incentiva-se a formação superior nesta área social de modo a prestar apoio e orientação para um bem-estar e estilo de vida saudável da pessoa idosa.

Existe, neste sentido, uma oferta formativa diversificada como a de um Técnico Superior de Gerontologia. Nos termos do Aviso nº559/2016, publicado em Diário da República no dia 20 de janeiro, com o TeSP de Gerontologia do IPG, pretende-se estabelecer as competências profissionais de um Técnico Superior de Gerontologia e as atividades que possam ser realizadas em âmbito profissional.

Nos termos deste Aviso, este curso pretende contribuir para o bem-estar da pessoa idosa respondendo às suas necessidades quotidianas no que se refere ao estado de saúde, cognitivo e emocional, proteção e assistência social e participar ou coordenar os serviços de gestão dos equipamentos de apoio a esta população.

O Técnico Superior de Gerontologia deve ser capaz de realizar algumas atividades importantes, tais como: diagnosticar os impactos sociais, económicos e culturais do envelhecimento populacional na sociedade; assegurar as necessidades fisiológicas básicas da pessoa idosa; conceber e desenvolver ações de educação e saúde respeitando a identidade social e cultural da pessoa idosa; conceber e desenvolver projetos de animação visando a estimulação das capacidades cognitivas, afetivas, sensoriais e motoras; acompanhar e prestar apoio psicossocial à pessoa idosa; assegurar a comunicação com a pessoa idosa, com a família, com a comunidade, organizações e instituições; atuar em conformidade com as normas da instituição, de ética e deontologia; organizar espaços, planear e desenvolver sistemas administrativos com o objetivo de otimizar o funcionamento das instituições; e gerir recursos humanos e materiais de instituições para a pessoa idosa.

As competências reconhecidas a este técnico superior profissional são, nos termos da lei,

 Conhecer fundamentalmente os impactos sociais, económicos e culturais do envelhecimento na sociedade;

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11  Adquirir conhecimentos especializados de ferramentas pedagógicas relevantes para a conceção e implementação de métodos e de técnicas dirigidas à promoção de comportamentos saudáveis;

 Adquirir conhecimentos fundamentais de apoio psicossocial à pessoa idosa;

 Adquirir conhecimentos especializados de materiais e de espaços físicos específicos para prática lúdico-desportiva adaptada às necessidades da mobilidade da pessoa;

 Conhecer fundamentalmente o papel individual e social nos estilos de vida, quanto à sua influência na saúde da pessoa idosa;

 Adquirir conhecimentos especializados de saberes de cariz científico, técnico, pedagógico e ético, essenciais na intervenção bio, psico e socio-pedagógica com e para a pessoa idosa;

 Conhecer fundamentalmente as formas de comunicar informação, ideias e problemas a especialistas e à pessoa idosa, família, comunidade, organizações e instituições com quem desenvolvem a intervenção.

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Capítulo II

Caraterização da Entidade

Acolhedora

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2.1 . A instituição: origem, evolução e localização

A Santa Casa da Misericórdia de Seia foi fundada em 1571, assim como a Igreja da Misericórdia como centro irradiador da sua obrigação de caridade. À volta desta, fundou-se o primeiro albergue para doentes que a vila possuiu13.

No entanto, passados quatro séculos, a SCMS tem vindo a melhorar a sua prestação de serviços, pois criou novas valências, uma das quais a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, atualmente com vinte anos. Tem ainda a valência de apoio domiciliário, prestando serviços ao domicílio, servindo dezenas de refeições por dia.

A Estrutura Residencial para Pessoas Idosas foi construída em 1992, na aldeia Folgosa do Salvador, em que, no início, era conhecida como o Lar Nossa Senhora da Misericórdia.

Esta Estrutura Residencial tem capacidade para acolher 65 utentes. Dos seus recursos humanos, fazem parte cerca de quarenta funcionários. A ERPI é composta por uma equipa multidisciplinar, com o principal objetivo de prestar um serviço de excelência no cuidar do idoso, nomeadamente da área da medicina, enfermagem, serviço social, nutrição e motricidade humana.

A Estrutura Residencial tem, atualmente, um novo projeto em mãos, projeto este direcionado para pessoas com demência. A nova ala será constituída por dez quartos e vinte camas, o que indica que terá capacidade para acolher vinte utentes com demência. Com a abertura desta nova ala, surgirão também novos serviços na Instituição, tais como: a terapia ocupacional e a fisioterapia.

Como já referido, a Instituição encontra-se localizada na Folgosa do Salvador, pertencente à freguesia de Santiago, do concelho de Seia, podendo ser visualizada a sua localização na figura ao lado, rodeada a cor amarelo.

13 BIGOTTE, J. Quelhas, Monografia da cidade e Concelho de Seia, Seia, 2001, pp. 122-144

Figura 1- Mapa de Localização da ERPI Fonte: http://codigopostal.ciberforma.pt/mapas/

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14

2.2. Missão e Valores

A ERPI da SCMS define a sua missão através de objetivos.

Assim sendo, os objetivos da Estrutura Residencial são: “oferecer aos idosos um espaço de vida socialmente organizado para que possam viver de acordo com a sua personalidade e relação social; prestar aos idosos os cuidados de que carecem, proporcionando serviços permanentes e adequados à sua problemática bio-psico-social; contribuir para a estabilização do processo de envelhecimento; criar condições que permitam preservar e incentivar a relação inter-familiar e potenciar a integração social”14. No entanto, como todas as instituições, a ERPI da SCMS defende os seus próprios valores, tendo em atenção o bem-estar dos seus utentes. A base é constituída por um valor básico muito importante: o servir bem.

Os valores defendidos pela Estrutura Residencial são: solidariedade e amor ao próximo; ética e profissionalismo; respeito e confiança; verdade e humanismo; igualdade e justiça social; responsabilidade e dignidade; benevolência e humanização de cuidados; envolvimento e transparência; multidisciplinariedade e interdisciplinaridade15.

14 Folheto informativo sobre a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas fornecido pela entidade. 15 http://www.misericordiadeseia.pt/web/index.php/acao-socio-educativa/lar-nossa-senhora-do-rosario

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2.3. As Valências

A Santa Casa da Misericórdia de Seia, sendo uma entidade de apoio à população, possui várias valências: a creche e o jardim de infância, que foram construídos na década de oitenta, e tendo sido remodelados recentemente, com capacidade para acolher 180 crianças; a ERPI que começou a funcionar em 1997, tendo a capacidade de acolher 65 utentes; o apoio domiciliário, que funciona desde 1991; e, não menos importante, construída recentemente e inaugurada a Unidade de Cuidados Continuados e Integrados (UCCI), que é constituída por duas tipologias: Unidade de Média Duração e Reabilitação e Unidade de Longa Duração e Manutenção. Nesta última valência, ainda abriu a Clinica de Medicina Física e Reabilitação (CMFR)16. As figuras seguintes mostram os edifícios onde se encontram estas valências.

16 http://www.misericordiadeseia.pt/web/index.php/acao-socio-educativa/lar-nossa-senhora-do-rosario

Figura 2- Estrutura Residencial para

Pessoas Idosas

Fonte:

http://www.portadaestrela.com/index.asp? idEdicao=441&id=19127&idSeccao=422

6&Action=noticia

Figura 3- Unidade de Cuidados

Continuados e Integrados

Fonte:

http://www.portadaestrela.com/index.as p?idEdicao=441&id=19127&idSeccao

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Capítulo III

Atividades Desenvolvidas no

estágio

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3.1 . Apreciação geral

O meu estágio, como já referido, realizou-se na ERPI da SCMS. O estágio teve início no dia 01 de março de 2017 e terminou no dia 05 de julho do mesmo ano, com a duração previsível de 750 horas. Visto que no início realizei algumas horas extras e alguns fins-de-semana, acabei por realizar 754 horas de estágio.

Num primeiro momento, conheci a Instituição através de uma visita guiada pela Assistente Social, diretora técnica da Instituição, tendo-me sido dadas a conhecer também as equipas técnicas, assim como os utentes. À medida que os ia conhecendo individualmente, apercebia-me que uma parte deles padeciam de dependência, o que implicaria uma maior dedicação da minha parte. A Instituição acolhia, no momento do meu estágio, 62 utentes. Assim, existiam:

 nove utentes com doença de Alzheimer;

 dois utentes com doença vascular cerebral(AVC);  dois utentes com doença de Parkinson;

 dois utentes com doença fronto-temporal;  quatro utentes com declínio cognitivo;  dois utentes com doença bipolar;

 sete utentes a aguardar exames complementares de diagnóstico.

Os utentes com doença de Alzheimer encontravam-se num estado avançado da doença. Os outros utentes, não indicados anteriormente, apresentavam patologias típicas da terceira idade.

Numa primeira fase, relativa à minha integração na Instituição, foi realizado um plano de estágio, em conjunto com a Diretora Técnica (Dra. Susana Ferreira) e a Responsável pela ERPI (Dra. Lúcia Leitão17), o qual pretendia elencar as atividades que iriam ser desenvolvidas ao longo do estágio, que compreendia o apoio e administração de refeições e medicação, apoio e auxílio nas higienizações de cada utente, assim como nos posicionamentos, apoio e iniciativa na animação dos idosos.

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3.2. Alimentação

A alimentação na ERPI era orientada por uma nutricionista, exigindo alguns cuidados especiais, nomeadamente quanto à diminuição do sal e do teor de gordura, de modo a minimizar eventuais doenças vasculares. Sabe-se que uma alimentação desequilibrada (nutrição excessiva/insuficiente), aliada a um sedentarismo e falta de exercício regular e peso excessivo contribuem para uma menor qualidade de vida da pessoa idosa.

Para os utentes mais dependentes, existiam duas formas de apresentar a alimentação, comida triturada ou comida pastosa, pois estes utentes não tinham capacidade de deglutição. Nestes utentes mais dependentes, as auxiliares e eu própria, administrávamos a comida, e, sempre que possível, ajudando os mesmos a levar a comida à boca, de modo a estimular a parte motora. Todos os utentes menos dependentes comiam pela sua própria mão. Entretanto, a medicação era administrada juntamente com a refeição.

A refeição era constituída por sopa, prato principal e, como sobremesa, fruta. Em dias especiais, era dado um doce. Para que os idosos não se esquecessem das suas origens, apelando à memória, a Instituição criou todas as terças feiras, ementas denominadas de “Sabores Familiares”, em que cada utente tinha uma terça-feira destinada, podendo escolher o seu prato preferido, incluindo a sobremesa, como mostra a figura seguinte.

Figura 4- Sabores Familiares Fonte: Própria

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Com este pequeno gesto, promove-se, dentro do possível, um tratamento mais individualizado do utente minimizando a sua integração num espaço que implica uma certa uniformização de procedimentos. Desta forma, garante-se o cumprimento dos objetivos da ERPI, tal como decorrem da lei.

3.3. Higienização

A higienização dos utentes era realizada essencialmente da parte da manhã. No entanto, como o meu horário não era compatível, apenas auxiliava nos banhos da tarde.

A higiene é um processo que se traduz na limpeza do corpo, da roupa, diminuindo assim o risco de infeções ou outro tipo de complicações. Desta forma, quem cuida de pessoas com mais necessidades, deve ter uma maior atenção ao prestar cuidados de higiene, conservando assim a saúde e o bem-estar do indivíduo.

Posto isto, apesar de ser a primeira vez que contactei com pessoas dependentes, para mim a parte da higiene mostrou-se muito pouco complexa, pois nesta parte teria de prestar uma maior atenção ao utente e ao seu bem-estar ainda que para estes lhes custasse um pouco. Nesta vertente, teria de prestar uma maior atenção às condições dos utentes, sendo necessário preservar e tentar estimular a pouca autonomia que ainda lhes restava, auxiliando e incentivando-os a lavar, por exemplo, a cara e as partes mais íntimas do corpo.

No entanto, antes de a higiene ser inicializada, tínhamos de ter tudo o que era preciso para a mesma decorrer de forma eficaz, como por exemplo: gel de duche, esponjas, tolhas, cremes e, principalmente, a roupa do utente.

Para que a higienização do indivíduo seja realizada eficazmente, o utente deve estar primordialmente posicionado numa cadeira de banho, de modo a promover a sua confortabilidade. No entanto, quando os utentes se sentem mais intimidados, é obrigação do cuidador tapar as partes íntimas do mesmo com uma toalha, lavando, inicialmente, a nuca e a face, tendo um cuidado especial com os olhos, lavando-os de dentro para fora. Seguidamente, lava-se o tronco (no caso de ser uma senhora, deve-se lavar bem por baixo dos peitos) e membros superiores, tendo em conta as capacidades do utente. Deve-se aproveitar a abertura da cadeira para lavar as partes íntimas e virilhas, evitando assim futuras infeções, como por exemplo infeções urinárias. De seguida, deve lavar-se os membros inferiores. No final, deve passar-se o indivíduo com água tépida, de modo a que este não fique com resíduos de gel de banho. Para que se possa finalizar a higienização,

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20

deve limpar-se bem o corpo, principalmente, as axilas, as virilhas, as dobras da barriga e entre os dedos e, por baixo dos peitos, no caso das senhoras, para evitar assaduras e vermelhidão. Depois, impõe-se hidratar bem o corpo com creme hidratante. Por fim, deve secar-se bem o cabelo e vestir o utente adequadamente.

Deve ser promovida e feita a higiene oral do utente, principalmente ao deitar. No caso de haver placa dentária, esta deve ser retirada da boca do utente, lavando-a bem com pasta dentífrica e respetiva escova, colocando a placa dentro de um copo com água.

3.4. Animação

A animação do idoso revela-se de uma grande importância pois através dela podemos estimular determinadas faculdades do indivíduo, nomeadamente a parte motora e a parte cognitiva.

Sempre que chegava à Instituição, dialogava um pouco com os idosos, de modo a estimular a sua memória e capacidade de expressão linguística.

Da parte da manhã, entre as 09h30 e as 10h30, levava alguns utentes de cadeira de rodas, com o auxílio dos utentes mais autónomos, a um passeio matinal pelo exterior da Instituição, apelando à sua capacidade sensorial e motora.

Às segundas, quartas e sextas, entre as 10h30 e as 12h30, decorria a ginástica geriátrica, com a técnica de psicomotricidade humana, no ginásio da Instituição. No entanto, como alguns utentes não queriam participar na atividade, eu e a gerontóloga social, por iniciativa própria, criámos atividades equiparadas às da ginástica, de estimulação cognitiva e motora, tanto para os mais dependentes como para os mais autónomos, no salão onde se encontravam. Estas atividades consistiam em:

 Enrolar trapilho numa mola, de modo a estimular a motricidade fina, a parte cognitiva (a memória,

pois grande parte das senhoras trabalhou em costura na sua vida ativa) e a parte motora ao rodar o pulso, como mostra a figura ao lado;

Figura 5- Auxílio ao dependente a enrolar

trapilho

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21  Pedir ao utente para retirar de um recipiente um certo número de molas, perguntando-lhe, de seguida, o número total de molas retiradas e as respetivas cores, estimulando assim a sua memória como podemos ver na figura seguinte;

 O jogo dos cheiros realizou-se principalmente com os utentes mais dependentes, de modo a estimular os sentidos (neste caso o olfato) e a memória, utilizando odores de especiarias (salsa, alecrim, hortelã-pimenta), chás (cidreira, tília, camomila) e mel como se pode ver na seguinte figura.

Figura 6- Contagem das

molas e respetivas cores

Fonte: Própria

Figura 7- Jogo do Cheiros-

Alecrim

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Às terças feiras de manhã, era realizada a atividade musical, onde todos os utentes participavam, com muito prazer e harmonia. Havia uma docente que se deslocava propositadamente à Instituição e, com uma viola, fazia o acompanhamento de canções tradicionais que muitos utentes revelavam conhecer, participando ativamente, nomeadamente com outros instrumentos ou dançando. Aqui era estimulada a parte cognitiva e motora. A música tem ou pode ter uma grande importância na recuperação de algumas doenças. A musicoterapia é uma atividade a que se apela cada vez mais pelos seus efeitos terapêuticos18.

Durante o dia a dia, realizávamos algumas atividades com todos os utentes, como por exemplo ateliers de pintura, em que os idosos pintavam desenhos, como por exemplo alusivos aos Santos Populares e ao 25 de Abril, como mostra a figura seguinte.

Outra das atividades de estimulação cognitiva e motora consistia na realização de jogos com os utentes, de que destaco:

 O “ Em Cheio”, que se pode visualizar na figura seguinte.

18 A Musicoterapia é o uso clínico e baseado em evidências de intervenções de música para atingir objetivos

individualizados dentro de uma relação terapêutica por um profissional credenciado que tenha completado um programa de terapia aprovada. http://www.praticasalternativas.com/musicoterapia.php

Figura 8- Atelier de Pintura Fonte: Própria

Figura 9-Jogo "Em Cheio" Fonte: Própria

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23  O jogo “paraquedas”.

O bowling.

 O dominó.

Figura 10- Jogo do "Paraquedas" Fonte: Própria

Figura 11- Jogo do " Bowling" Fonte: Própria

Figura 12- Jogo do Dominó Fonte: Própria

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24  Jogo do bingo ou loto.

Colaborei, também, na realização de atividades em alguns dias especiais, tais como a Páscoa, o dia do Pai, os dias dos Santos Populares, na Caminhada realizada pela Santa Casa da Misericórdia, no passeio de intercâmbio de instituições similares e nas Marchas Populares.

Para a Páscoa, foram realizadas caixas com ovos de chocolates, para oferecer a todos utentes da Instituição e do serviço de apoio domiciliário. Com esta atividade procurámos estimular a parte cognitiva dos utentes ao elaborarem as caixas e ao contarem o número de ovos para cada caixa, como se vê na figura seguinte.

Figura 13- Jogo do Bingo ou Loto Fonte: Própria

Figura 14- Caixas de lembrança da

Páscoa

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Elaborámos ainda com os utentes a decoração da Instituição, com o mesmo objetivo da atividade anterior, e de maneira a que os idosos festejassem de forma mais íntima e familiar.

Para o dia dos Santos Populares foram elaborados com os utentes alguns manjericos em pipocas, que serviriam como centros de mesa. Estes manjericos eram compostos por um vaso de barro, em que no topo estava colada uma bola de esferovite. As pipocas eram coladas na bola, pelos utentes, de modo a estimular as suas capacidades cognitivas. De seguida, pintaram-se as pipocas de cor verde. No entanto, como a tentação era muito forte, ao pegarem nas pipocas para as colarem e pintarem, comiam-nas, o que de certa forma estimulava os seus sentidos (paladar). Nestes dias festivos, os utentes almoçavam no anfiteatro da Instituição, sendo a refeição composta por sardinha assada com batata cozida e pimentos assados. A figura seguinte mostra a atividade de pintura dos manjericos.

Figura 16-Elaboração dos manjericos Fonte: Própria

Figura 15- Preparação da decoração da

Páscoa

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26

Outra das atividades desenvolvida foi “A Caminhada Solidária”, em que participei como voluntária, por ser a um sábado. Como nem todos os utentes podiam participar na Caminhada, sugeri a realização de uma outra atividade com base no projeto que realizei na unidade curricular de Educação, Saúde e Envelhecimento, que se traduzia num “Concurso de Espantalhos”, os quais foram realizados com muita animação pelos utentes. Para a realização dos espantalhos, e para uma maior atividade da parte dos utentes, foi-lhes pedido que arranjassem roupa deles que já não utilizassem, sendo também necessários os acessórios. Tudo o resto (cabeças, e corpo) foi cozido e enchido com fibra de enchimento pelos utentes, como evidencia a figura seguinte.

Esta atividade teve como finalidade a estimulação cognitiva, dando ênfase à memória, pois, ao elaborarem os espantalhos, os utentes iam-se recordando do tempo em que trabalhavam no campo. Foram elaborados também pelos utentes mini-espantalhos, como lembrança da caminhada, estimulando também a parte cognitiva e motora ao cozerem o tronco dos pequenos espantalhos, com se pode ver na seguinte figura.

Figura 17- Espantalhos realizados pelos

utentes

Fonte: Própria

Figura 18- Mini-Espantalhos Fonte: Própria

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Foi realizado na Instituição um intercâmbio envolvendo outras estruturas residenciais para pessoas idosas, nomeadamente, de Penalva do Castelo. No âmbito deste intercâmbio, cerca de sete utentes trocaram de instituição durante dois dias, acompanhados por duas funcionárias. Durante estes dias, os utentes acolhidos, juntamente com mais sete utentes autónomos da ERPI, realizaram um passeio pelo concelho de Seia. No primeiro dia, visitaram alguns museus, em particular o Museu da Eletricidade, como mostra a figura seguinte.

No segundo dia, os mesmos utentes foram realizar um passeio pela Serra da Estrela. O almoço foi na ERPI da Santa Casa da Misericórdia de Seia. Os utentes voltaram assim com mais uma boa experiência de vida, regressando à sua rotina diária. Este intercâmbio realizou-se de modo a que os idosos se integrassem e interagissem em grupo, proporcionando o conhecimento de novas pessoas e a adquirirem mais conhecimentos entre si, estimulando assim todas as suas capacidades.

Figura 19- Visita ao Museu da Eletricidade Fonte: Própria

Figura 20- Intercâmbio entre estruturas residenciais Fonte: Própria

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28

A última atividade realizada prendeu-se com as “Marchas Populares”. Preparámos os utentes durante algumas semanas para a participação nas marchas populares e, com bastante animação, preparámos também a música. Esta foi uma atividade destinada a promover uma maior integração e interação grupal, tanto entre os idosos, como entre os seus familiares. Ajudou também na estimulação da memória pois ao realizarmos as marchas os utentes recordavam momentos da sua juventude. Estimulou-se também a mobilidade, pois nas marchas populares, pretende-se estabelecer uma marcha certa. Os fatos foram pedidos de empréstimo a uma associação do concelho de Seia. Não houve melhor forma de terminar o meu estágio, senão participando nas marchas com estes utentes tão queridos. A figura seguinte é elucidativa desta atividade.

3.5. Outras Atividades

Todos os dias, ajudava na realização das camas, algumas das quais tinham de ser mudadas. Participei também na elaboração de pensos. Auxiliei e participei nos posicionamentos dos utentes acamados, onde apliquei técnicas adquiridas na unidade curricular de Noções Básicas de Cuidados à Pessoa Idosa.

Figura 21-Marchas Populares Fonte: Própria

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Reflexão Final

Após ter decorrido o período de estágio e da realização deste relatório, é possível concluir que todos os objetivos a que me propus inicialmente foram atingidos com sucesso.

Todo este trajeto percorrido teve os seus altos e baixos. De facto, numa primeira fase, os utentes ofereciam alguma resistência em participar em algumas atividades propostas, por falta de alguma confiança relativamente à minha pessoa por ser um elemento estranho, alheio à sua rotina. Daí algumas dificuldades iniciais sentidas na realização da higiene e dos posicionamentos dos utentes, pois estes sentiam-se intimidados por eu ser uma pessoa mais nova e desconhecida a fazê-lo. No entanto, com o passar do tempo e com o diálogo que fui tendo, os utentes foram adquirindo confiança e empatia comigo. Através deste diálogo com os utentes adquiri alguns conhecimentos sobre a própria vida e sobre o processo de envelhecimento.

Através do estágio, foi possível por em prática os conhecimentos adquiridos nas diferentes unidades curriculares, o que deu sentido a alguma das atividades realizadas, sobretudo na parte da higienização e da animação. Todas as atividades de animação tinham um objetivo específico, não se limitando ao puro entretenimento. A sua importância é por demais evidente para um adequado processo de envelhecimento, em que se procura dar resposta a todas as dimensões do ser humano.

De um modo geral, este estágio proporcionou-me uma experiência bastante enriquecedora, quer do ponto de vista pessoal, quer profissional, proporcionando-me uma maior e melhor visão sobre o envelhecimento e a sua importância para o conjunto da sociedade, sendo um tema cada vez mais importante.

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Bibliografia

 BIGOTTE, J. Quelhas (2001), Monografia da cidade e Concelho de Seia, Seia;  PAÚL, C e RIBEIRO, O (2013), Manual de Gerontologia, Lidel, Lisboa;  Revista “Envelhecer com Saúde”- nº1 / Portugal, 2017;

 VARA, M. (2012), “O olhar do gerontólogo”, in Pereira, F. (Coord.), Teoria e

Prática da Gerontologia – Um Guia Para Cuidadores de Idosos,Viseu: Psico &

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31

Webgrafia

 http://www.laridosos.net/listing/santa-casa-da-misericordia-de-seia/(06-07-2017)  http://codigopostal.ciberforma.pt/dir/0/santa-casa-da-misericordia-de-seia-folgosa-do-salvador (07-07-2017)  http://codigopostal.ciberforma.pt/mapas/ (07-07-2017)  http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0097.pdf (03-08-2017)  http://desenvolvimentoidoso.webnode.pt/o-idoso/senesc%C3%AAncia%20e%20senilidade/ (03-08-2017)  http://cuidadodeidosos.blogspot.pt/2010/10/gerontologia.html (03-08-2017)  http://www.misericordiadeseia.pt/web/index.php/acao-socio-educativa/lar-nossa-senhora-do-rosario (04-08-2017)  http://cuidamos.com/artigos/demencia-frontotemporal (06-08-2017)  http://www.saudemental.pt/perturbacao-bipolar/4589916631 (06-08-2017)  https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/37343/1/Prevencao%20do%20decli nio%20cognitivo.pdf (06-08-2017)  https://pt.wikipedia.org/wiki/musicoterapia (10-08-2017)  http://www.citador.pt/frases/saber-envelhecer-e-a-obraprima-da-sabedoria-e-um-hermann-melville-15051 (10-09-2017)  http://www.praticasalternativas.com/musicoterapia.php (10-09-2017)

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32

Outras Fontes

 Folheto informativo sobre a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas fornecido pela entidade acolhedora do estágio.

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33

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34

Anexo 1- Plano de

Estágio

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35

Anexo 2- Aviso do

Diário da República

Referências

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