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Fluidos e contextualização no ensino médio

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Academic year: 2021

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a

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEAR ´A

CENTRO DE CIˆENCIAS

DEPARTAMENTO DE F´ISICA

GRADUAC¸ ˜AO EM F´ISICA

MATEUS ALC ˆANTARA DE CASTRO BORGES

FLUIDOS E CONTEXTUALIZAC¸ ˜AO NO ENSINO M´EDIO

FORTALEZA 2018

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MATEUS AlC ˆANTARA DE CASTRO BORGES

FLUIDOS E CONTEXTUALIZAC¸ ˜AO NO ENSINO M´EDIO:

Monografia de Licenciatura apresentada `a coordena¸c˜ao da gradua¸c˜ao do curso de F´ısica, da Universidade Federal do Cear´a, como re-quisito parcial para obten¸c˜ao do T´ıtulo de Licenciado em f´ısica.

Orientadora: Profa. Dra. Carla Maria

Salgado Vidal Silva.

FORTALEZA 2018

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Universidade Federal do Ceará

Biblioteca Universitária

Gerada automaticamente pelo módulo Catalog, mediante os dados fornecidos pelo(a) autor(a)

C352f Castro Borges, Mateus Alcântara de.

Fluidos e contextualização no ensino médio / Mateus Alcântara de Castro Borges. – 2018. 49 f. : il. color.

Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências, Curso de Física, Fortaleza, 2018.

Orientação: Profa. Dra. Carla Maria Salgado Vidal Silva. 1. Ensino de Física. 2. Fluidos. 3. Contextualização. I. Título.

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MATEUS ALC ˆANTARA DE CASTRO BORGES

FLUIDOS E CONTEXTUALIZAC¸ ˜AO NO ENSINO M´EDIO

Monografia de Licenciatura apresentada `a Coordena¸c˜ao de Gradua¸c˜ao em F´ısica, da Universidade Federal do Cear´a, como requi-sito parcial para a obten¸c˜ao do t´ıtulo de Li-cenciado em F´ısica.

Aprovoda em: / / 2018.

BANCA EXAMINADORA

Profa. Dra. Carla Maria Salgado Vidal Silva (Orientadora)

Universidade Federal do Cear´a (UFC)

Prof. Dr. Saulo-Davi Soares e Reis Universidade Federal do Cear´a (UFC)

Prof. Me. Antˆonio Sousa Ribeiro Universidade Federal do Cear´a (UFC)

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1

A Deus.

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AGRADECIMENTOS

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A Profa. Dra. Carla Maria Salgado Vidal pela excelente orienta¸c˜ao. Aos membros da banca examinadora pelas sugest˜oes e disponibilidade.

Aos meus pais, Marcus Alcˆantara Borges, Sandra Maria de Castro Borges, meus irm˜aos e minha namorada pelo apoio e incentivo que me foi dado.

`

As minhas av´os Eridan e Teresinha pela dedica¸c˜ao que sempre tiveram por mim.

Aos familiares, tios, tias, primos e primas que me acompanharam durante toda essa jornada.

Aos amigos fora da universidade.

Aos amigos do Departamento de F´ısica, em especial ao Anthˆonio Nunes Mo-reira Netto.

A todos os professores que tive at´e hoje.

Ao Prof. Dr. Marcos Antˆonio Ara´ujo Silva, pelas dicas e aux´ılio desde que fui inserido no ambiente acadˆemico.

`

A Profa. Dra. Priscila Barros David, pela boa orienta¸c˜ao dada durante a bolsa

de inicia¸c˜ao cient´ıfica.

Aos amigos do tempo de col´egio, Paulo, J´ulio, Auric´elio, Igor, Diego, Remo, Rodrigo, Jamil, Leandro, T´ulio, Fl´avio, Giln´ario, Rodrigo, Felipe, Arthur e Marquinhos.

`

A Universidade Federal do Cear´a pela boa estrutura oferecida no Departa-mento de F´ısica.

Aos funcion´arios do Departamento de F´ısica. `

A agˆencia de fomento a pesquisa CAPES, pelo aux´ılio financeiro durante esses anos de dedica¸c˜ao `a pesquisa.

Aos alunos do terceiro ano do ensino m´edio que responderam ao question´ario. A todos que, direta ou indiretamente, contribuiram na minha forma¸c˜ao.

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1

”A mente que se abre a uma nova id´eia ja-mais voltar´a ao seu tamanho original.” - Albert Einstein

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RESUMO

O uso de contextualiza¸c˜ao no ensino de F´ısica ´e de fundamental importˆancia para o apren-dizado do aluno, pois o mesmo j´a possuindo conceitos f´ısicos pr´e-estabelecidos tem mais facilidade em substitu´ı-los pela nova informa¸c˜ao, possibilitando que haja uma boa apren-dizagem. Neste trabalho que tem como foco a contextualiza¸c˜ao do assunto de fluidos, ser˜ao revisados alguns conceitos importantes de algumas teorias de aprendizagem, ser´a dada a sugest˜ao de uma ementa que aborda assuntos fundamentais de fluidos para o ensino m´edio, a descri¸c˜ao da ementa, sugest˜ao bibliogr´afica, aplica¸c˜oes relacionadas ao cotidiano do aluno, como tamb´em, em tecnologias. Por fim, foi aplicado um question´ario aos alunos como forma de refor¸car a importˆancia de contextualizar os assuntos de F´ısica. Atrav´es do question´ario aplicado, pode-se perceber que quase 20% dos estudantes n˜ao relacionam a F´ısica com o seu cotidiano; refor¸cando a necessidade de uma maior contextualiza¸c˜ao em sala de aula.

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ABSTRACT

The use of contextualization in Physics teaching is of fundamental importance for stu-dent learning, since they already possess pre-established physical concepts wich is easier to replace by the new information, allowing good learning. In this work, we focus on the contextualization of the subject of fluids. We will review some important concepts of some learning theories, we will be given the suggestion of a program that addresses the fundamental subjects of fluids in high school, the description of the program, bibliographic suggestion, applications related to the student’s daily life, as well as in technologies, fi-nally, a questionnaire was applied to the students as a way to reinforce the importance of contextualizing the subjects of Physics. Through the questionnaire, it can be seen that almost 20% of students do not relate physics with their daily life; reinforcing the need for greater contextualization in the classroom.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 – Mapa Conceitual . . . 16

Figura 3.1 – Sangue . . . 21

Figura 3.2 – G´as de Pimenta . . . 21

Figura 3.3 – Gelo boiando na ´agua . . . 22

Figura 3.4 – Press˜ao e ´Area de contato . . . 22

Figura 3.5 – Distribui¸c˜ao da press˜ao . . . 23

Figura 3.6 – Press˜ao em um fluido est´atico . . . 23

Figura 3.7 – Vasos comunicantes . . . 25

Figura 3.8 – Recipiente com fluido incompress´ıvel . . . 25

Figura 3.9 – Empuxo . . . 26

Figura 3.10 – Diagrama do Empuxo . . . 27

Figura 3.11 – Situa¸c˜oes com o Empuxo . . . 28

Figura 3.12 – Escoamento Laminar . . . 29

Figura 3.13 – Tubos de diferentes diˆametros . . . 30

Figura 3.14 – Linhas de Fluxo . . . 31

Figura 3.15 – Escoamento de um fluido em uma tubula¸c˜ao . . . 31

Figura 4.1 – Macaco Hidr´aulico . . . 34

Figura 4.2 – Prensa Hidr´aulica . . . 34

Figura 4.3 – Iceberg . . . 35

Figura 4.4 – Navio flutuando . . . 36

Figura 5.1 – Diagrama de for¸cas do Bal˜ao de ar quente . . . 37

Figura 5.2 – Bal˜ao de ar quente . . . 38

Figura 5.3 – Aerof´olio traseiro do carro de F´ormula 1 . . . 39

Figura 5.4 – Ferrari 166F2/50 . . . 39

Figura 5.5 – Ferrari 312 . . . 40

Figura 6.1 – Dificuldade em F´ısica . . . 41

Figura 6.2 – Dificuldade em Matem´atica . . . 41

Figura 6.3 – Afinidade com F´ısica . . . 42

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LISTA DE TABELAS

Tabela 3.1 – Densidade de algumas substˆancias comuns . . . 21 Tabela 4.1 – Valores da press˜ao arterial em mm Hg . . . 33 Tabela 4.2 – Press˜ao de ar dos pneus (medido com os pneus frios) . . . 35

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

PCNs Parˆametros Curriculares Nacionais

GP Grand Prix

SI Sistema Internacional de Unidades SEDUC Secretaria de Educa¸c˜ao do Cear´a

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LISTA DE S´IMBOLOS d Densidade m Massa V Volume p Press˜ao F For¸ca g Gravidade L Comprimento h altura E Empuxo A Area v velocidade x posi¸c˜ao

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SUM ´ARIO

1 INTRODUC¸ ˜AO . . . 14

2 REVIS ˜AO BIBLIOGR ´AFICA . . . 15

2.1 Uso de contextualiza¸c˜ao no Ensino de F´ısica . . . 15

2.1.1 Aprendizagem Significativa . . . 15

2.1.2 Ensino de F´ısica no Brasil . . . 16

3 FLUIDOS NO ENSINO M´EDIO . . . 20

3.1 Sugest˜ao de Ementa sobre Fluidos para o Ensino M´edio . . . . 20

3.2 Descri¸c˜ao da Ementa . . . 20

3.2.1 Defini¸c˜ao de fluidos . . . 20

3.2.2 Densidade . . . 21

3.2.3 Press˜ao em fluidos em repouso e Teorema de Stevin . . . 22

3.2.4 Princ´ıpio de Pascal . . . 25

3.2.5 Princ´ıpio de Arquimedes . . . 26

3.2.6 Fluidos ideais em movimento . . . 28

3.2.6.1 Escoamento laminar . . . 28 3.2.6.2 Escoamento incompress´ıvel . . . 29 3.2.6.3 Escoamento n˜ao viscoso . . . 29 3.2.6.4 Escoamento irrotacional . . . 29 3.2.7 Equa¸c˜ao da continuidade . . . 29 3.2.8 Equa¸c˜ao de Bernoulli . . . 31

3.3 Sugest˜ao Bibliogr´afica para o Tema . . . 32

4 APLICAC¸ ˜OES DE FLUIDOS NO COTIDIANO . . . 33

4.1 Press˜ao Arterial . . . 33

4.2 Macaco Hidr´aulico . . . 33

4.3 Calibra¸c˜ao de Pneus . . . 34

4.4 Icebergs . . . 35

5 APLICAC¸ ˜OES EM TECNOLOGIAS . . . 37

5.1 Bal˜ao de ar quente . . . 37

5.2 Aerodinˆamica (aerof´olio dos carros de F´ormula 1) . . . 38

5.2.1 Uma Breve Hist´oria do Carro de F´ormula 1 . . . 39

5.2.2 A Evolu¸c˜ao da Aerodinˆamica dos Carros de F´ormula 1 . . . . 40

6 PESQUISA SOBRE O APRENDIZADO DE F´ISICA . . . 41

7 CONCLUS ˜OES . . . 44

REFERˆENCIAS . . . 45

APˆENDICE A – PESQUISA DE SATISFAC¸ ˜AO COM O EN-SINO DE F´ISICA . . . 49

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1 INTRODUC¸ ˜AO

Pela experiˆencia em sala de aula de ensino m´edio ´e conhecido que as disciplinas que envolvem c´alculos, por exemplo, F´ısica e Matem´atica, n˜ao s˜ao bem vindas pelos alu-nos. Muito deles apresentam d´eficits que j´a os acompanham desde o ensino fundamental, como, a realiza¸c˜ao das quatros opera¸c˜oes matem´aticas b´asicas: adi¸c˜ao; subtra¸c˜ao; multi-plica¸c˜ao; divis˜ao e, assim, dificultando o aprendizado de F´ısica, tornando-a mon´otona ou, muitas vezes, o professor acaba por ensinar as f´ormulas e conceitos sem associ´a-las aos fenˆomenos rotineiros na vida do discente. Por exemplo, associar o atrito como condi¸c˜ao para que seja poss´ıvel locomover-se.

Neste trabalho, ser´a usado o tema fluidos para uma proposta de ensino que vise abordar o conte´udo, sem esquecer de aproxim´a-lo do cotidiano do aluno, ou seja, contextualizando-o. Tal tema foi escolhido pela variedade de aplica¸c˜oes interessantes que ele possui e que nem sempre apresenta solu¸c˜oes simples. Espera-se que com a contextua-liza¸c˜ao seja poss´ıvel fazer com que o aluno goste e aprenda F´ısica com menos esfor¸co, ao aproxim´a-la de assuntos considerados significantes para o aluno.

Aplicou-se uma pesquisa de satifa¸c˜ao por F´ısica, como forma de confirmar fatores que refor¸cam a importˆancia de se usar contextualiza¸c˜ao, diminuindo o grau de abstra¸c˜ao que a F´ısica apresenta, o que dificulta o aprendizado pelos discentes.

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2 REVIS ˜AO BIBLIOGR ´AFICA

2.1 Uso de contextualiza¸c˜ao no Ensino de F´ısica

Para que a aprendizagem de um aluno aconte¸ca de uma forma mais efetiva, faz-se necess´ario considerar o conhecimento pr´evio de cada indiv´ıduo, ou seja, deve-se aproxim´a-lo de acontecimentos do seu pr´opio cotidiano. Por exemplo, se determinado aluno pratica algum esporte, deve-se buscar relacionar tal fator ao m´aximo poss´ıvel do conte´udo a ser abordado em sala de aula.

O uso da contextualiza¸c˜ao no ensino de f´ısica ´e de fundamental importˆancia, pois se trata de uma disciplina que muitas vezes apresenta conceitos de d´ıficil entendi-mento. Quando tal conceito ´e mostrado ao aluno com o uso de um recurso visual e que seja relacionado ao cotidiano dele, por exemplo, quando se quer falar sobre movimento e se relaciona isso a um jogo de futebol, n˜ao s´o se consegue prender a aten¸c˜ao do aluno, como tamb´em, facilita o entendimeneto do mesmo acerca do assunto abordado (KRUM-MENAUER, 2010).

2.1.1 Aprendizagem Significativa

Segundo a teoria de aprendizagem de David Ausubel para que haja uma aprendizagem significativa, ou seja, para que o aluno realmente aprenda o conte´udo pas-sado em sala de aula, ´e necess´ario que o professor fa¸ca um investiga¸c˜ao de cada indiv´ıduo com o objetivo de descobrir se h´a conceitos preexistentes a cerca do assunto, o que ser-vir´a de alicerce para a constru¸c˜ao do novo conhecimento. Tamb´em, segundo Ausubel, a nova informa¸c˜ao adquire significado por intera¸c˜ao com conceitos ou pro-posi¸c˜oes relevan-tes preexistenrelevan-tes na estrutura cognitiva. Um fator relevante para que haja aprendizagem significativa, ´e a de que o material a ser utilizado na abordagem do conte´udo seja poten-cialmente significativo, ou seja, deve ocorrer a associa¸c˜ao com as id´eias j´a elaboradas pelo discente sobre determinado assunto. (KRUMMENAUER, 2010)

O professor pode fazer o uso de mapas conceituais, uma esp´ecie de mapa que colocar´a o aluno em posi¸c˜ao de relacionar as id´eias hierarquicamente, como est˜ao organizadas na estrutura cognitiva do mesmo, sobre determinado assunto. Estes ser-vir˜ao como uma forma de avaliar o aluno, facilitando o processo de investiga¸c˜ao de id´eias pr´e-concebidas, como assim saber se houve, realmente, uma aprendizagem significativa (KRUMMENAUER, 2010). Um exemplo de mapa conceitual ´e apresentado na figura 2.1.

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Figura 2.1 – Mapa Conceitual

Fonte: de Moraes, 2012.

Devido a cada aluno pertencer a uma realidade diferente, os conceitos pr´ e-estabelecidos pelos mesmos podem ser diferentes. Por isso, torna-se dif´ıcil definir uma programa¸c˜ao do que ser´a ensinado, de qualquer forma, cada aluno poder´a atingir a correta defini¸c˜ao conceitual seguindo os seus pr´oprios meios.

Muitos pesquisadores em Ensino de Ciˆencias acreditam que a apren-dizagem consistente de novos conte´udos requer mudan¸cas conceituais similares `aquelas observadas nas revolu¸c˜oes cient´ıficas. Tais mudan¸cas conceituais corresponderiam a um processo em que o indiv´ıduo aban-dona concep¸c˜oes inadequadas do ponto de vista cient´ıfico e as substitui por concep¸c˜oes cientificamente aceit´aveis (BASTOS,1998 , p. 13).

2.1.2 Ensino de F´ısica no Brasil

A disciplina de F´ısica ´e considerada pela maioria dos alunos, como sendo de dif´ıcil compreens˜ao e, muitas vezes, ´e devido ao fato de muitas escolas insistirem na utiliza¸c˜ao de metodologias de ensino que n˜ao priorizam a interpreta¸c˜ao de fenˆomenos da natureza e n˜ao levam em considera¸c˜ao os conhecimentos pr´evios dos alunos, utilizando-se das equa¸c˜oes matem´aticas que descrevem tais fenˆomenos. Esta metodologia causa de-sinteresse nos alunos, devido ser este um modo de exposi¸c˜ao com um grau de abstra¸c˜ao significante, levando os estudantes `a sensa¸c˜ao de que n˜ao se consegue aprender tal disci-plina.

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17

mais significativa se iniciada pelas pr´e-concep¸c˜oes que cada indiv´ıduo possui a cerca de determinado assunto. Dessa maneira, cria-se uma ponte para a constru¸c˜ao do novo conhe-cimento. Quando explica-se apenas o formalismo matem´atico, o aluno sente dificuldade em interpretar situa¸c˜oes-problemas que n˜ao sejam iguais aos que j´a tiverem enfrentado, ou seja, torna-se uma aprendizagem mecˆanica (decoreba), assim como ´e citado abaixo.

Fujo, tanto quanto poss´ıvel, do formalismo matem´atico... Cada dia mais. N˜ao por teimosia idiota. Por convic¸c˜ao. Esclare¸co: n˜ao sou contra a matem´atica na F´ısica. Seria t˜ao imbecil como ser contra o tear mecˆanico na tecelagem. Conhe¸co bastante a F´ısica para saber que o formalismo matem´atico ´e uma linguagem, uma ferramenta indispens´avel. Mas cujo dom´ınio deve suceder, e n˜ao anteceder, a percep¸c˜ao (LUCIE,2000).

A aprendizagem deve ocorrer de uma forma que o professor n˜ao seja encarado como o detentor de todo o saber, mas sim, como o mediador de conhecimentos, levando-se em considera¸c˜ao fatores cient´ıficos, sociais e escolares de cada aluno. Dessa maneira cria-se um ambiente de discuss˜ao, ou seja, questionador em sala de aula, tornando-se o ensino significativo e contextualizado. (MOREIRA, 2000)

A F´ısica ´e uma ciˆencia que possibilita entender o universo ao redor e quem det´em o conhecimento de tal disciplina, neste caso, o professor, ao ensin´a-la deve levar em considera¸c˜ao a quest˜ao ´etica. Por exemplo, deve-se salientar a importˆancia nos dias atuais da preserva¸c˜ao da natureza. Tal ciˆencia, que possibilita a cria¸c˜ao de tecnologias, deve ser utilizada para causar o bem-estar da humanidade e n˜ao o contr´ario, como, la-ment´alvemente acontece. (MOREIRA, 2000)

H´a concordˆancia de que grandes momentos de progresso cientˆıfico e tec-nol´ogico est˜ao associados ao esfor¸co de guerra. E quem s˜ao os estra-tegistas militares, os especialistas em criptografia respons´aveis pela in-teligˆencia, os criadores de bombas e de bombardeiros? S˜ao os nossos ex-alunos em modelagem, em teoria dos jogos e probabilidades, em te-orias dos n´umeros e em l´ogica, em f´ısica matem´atica. Em essˆencia, s˜ao indiv´ıduos que de n´os aprenderam Ciˆencias e Matem´atica, mas ao que parece, de n´os n˜ao aprenderam nada de ´etica, de moral, de humanidade e de fraternidade.(D’AMBROSIO,1994 , p. 32).

A F´ısica n˜ao deve ser ensinada no Ensino M´edio considerando que o aluno ser´a um futuro F´ısico, ela dever´a ser abordada de modo que o aluno tenha capacidade de entender o mundo e as tecnologias, assim como recomenda os PCNs.

Competˆencias e Habilidades a serem desenvolvidas em F´ısica:

Os PCNS (MOREIRA, 2000) falam de competˆencias e habilidades a serem desenvolvidas na F´ısica em rela¸c˜ao: 1) Representa¸c˜ao e comunica¸c˜ao; 2) Investiga¸c˜ao e compreens˜ao; 3) Contextualiza¸c˜ao s´ocio-cultural:

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1. Representa¸c˜ao e comunica¸c˜ao

• Compreender enunciados que envolvam c´odigos e s´ımbolos f´ısicos. • Compreender manuais de instala¸c˜ao e utiliza¸c˜ao de aparelhos. • Utilizar e compreender tabelas, gr´aficos e rela¸c˜oes matem´aticas gr´aficas para a express˜ao do saber f´ısico. Ser capaz de discri-mar e traduzir as linguagens matem´aticas e discursiva entre si. • Expressar-se corretamente utilizando a linguagem F´ısica ade-quada e elementos de sua representa¸c˜ao simb´olica. Apresentar de forma clara e objetiva o conhecimento aprendido, atrav´es de tal linguagem.

• Conhecer fontes de informa¸c˜oes e formas de obter conhecimen-tos relevantes, sabendo interpretar not´ıcias cient´ıficas.

• Elaborar s´ınteses ou esquemas estruturados dos temas f´ısicos trabalhados.

2. Investiga¸c˜ao e compreens˜ao

• Desenvolver a capacidade de investiga¸c˜ao f´ısica. Classificar, organizar, sistematizar. Identificar regularidades. Observar estimar ordens de grandeza, compreender o conceito de me-dir, fazer hip´oteses, testar.

• Conhecer e utilizar conceitos f´ısicos. Relacionar grandezas, quantificar, identificar parˆametros relevantes. Compreender e utilizar leis e teorias f´ısicas.

• Compreender a F´ısica no mundo vivencial e nos equipamentos e procedimentos tecnol´ogicos. Descobrir o ”como funciona”de aparelhos.

• Articular o conhecimento f´ısico com o conhecimento de outras ´

areas do saber cient´ıfico. 3. Contextualiza¸c˜ao s´ocio-cultural

• Reconhecer a F´ısica enquanto constru¸c˜ao humana, aspectos de sua hist´oria e rela¸c˜oes com o contexto cutural, social, pol´ıtico e econˆomico.

• Reconhecer o papel da F´ısica no sistema produtivo, compreen-dendo a evolu¸c˜ao dos meios tecnol´ogicos e sua rela¸c˜ao dinˆamica com a evolu¸c˜ao do conhecimento cient´ıfico.

• Dimensionar a capacidade crescente do homem propiciada pela tecnologia.

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• Estabelecer rela¸c˜oes entre o conhecimento f´ısico e outras for-mas de express˜ao da cultura humana.

• Ser capaz de emitir ju´ızos de valor em rela¸c˜ao a situa¸c˜oes soci-ais que envolvam aspectos f´ısicos e/ou tecnol´ogicos relevantes.

Os PCNs refor¸cam a id´eia de que o conhecimento seja constru´ıdo a partir da contextualiza¸c˜ao com a realidade do indiv´ıduo.

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3 FLUIDOS NO ENSINO M´EDIO

Segundo a SEDUC n˜ao existe uma ementa base para a disciplina de F´ısica. Desta forma, cada escola ajusta o conte´udo conforme a metodologia de ensino utilizada. De acordo com o exposto, sugeriu-se a ementa sobre fluidos para o ensino m´edio que ser´a apresentada na se¸c˜ao 3.1.

3.1 Sugest˜ao de Ementa sobre Fluidos para o Ensino M´edio

A parte essencial da ementa, visando alunos de ensino m´edio, ser´a o estudo da est´atica dos fluidos abordada nos conte´udos abaixo.

1. Defini¸c˜ao de fluidos 2. Densidade

3. Press˜ao em fluidos em repouso e Teorema de Stevin 4. Princ´ıpio de Pascal

5. Princ´ıpio de Arquimedes

Caso queira-se citar aplica¸c˜oes de fluidos em altas tenologias faz-se necess´ario es-tudar a parte de dinˆamica dos fluidos continuando a ementa com os conte´udos apresentados abaixo.

6. Fluidos ideais em movimento 7. Equa¸c˜ao da continuidade 8. Equa¸c˜ao de Bernoulli

3.2 Descri¸c˜ao da Ementa

Vamos atrav´es dessa se¸c˜ao dar uma sugest˜ao de como um professor do Ensino M´edio poderia abordar o tema de acordo com a ementa sugerida.

3.2.1 Defini¸c˜ao de fluidos

Os fluidos podem existir na forma l´ıquida, gasosa e em vapor e devido as mol´eculas que os comp˜oem terem for¸cas de atra¸c˜ao fracas, eles acabam por ”ceder”a tomarem a forma do recipiente ao qual est˜ao contidos. Por exemplo, a ´agua quando est´a dentro de um copo e o g´as H´elio quando ´e colocado dentro de um bal˜ao. Eles possuem a capacidade de escoar, devido a falta de resistˆencia `a tens˜ao de cisalhamento em equil´ıbrio est´atico, o que ser´a estudado posteriormente. As figuras 3.1 e 3.2 mostram dois exemplos de fluidos.

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21 Figura 3.1 – Sangue Fonte: e Feliz, 2017 Figura 3.2 – G´as de Pimenta Fonte: jornalismo, 2016 3.2.2 Densidade

A densidade (d) ´e uma propriedade de cada corpo e ´e dada pela rela¸c˜ao existente entre a massa m e o volume V de um determinado material. Matematicamente ´e expressa pela f´ormula d = mV (3.1) e cuja unidade padr˜ao no SI ´e o quilograma por metro c´ubico [mkg3]. Na tabela 3.1 ser´a listado a densidade de alguns materiais.

Tabela 3.1 – Densidade de algumas substˆancias comuns Material Densidade (mkg3) Material Densidade (

kg m3)

Ar 1,20 Ferro, A¸co 7,8 x 103

Gelo 0,92 x 103 Agua´ 1,00 x 103

Fonte: Sears, Francis Weston (2010).

A densidade de um corpo varia de acordo com a temperatura, por exemplo, o gelo que ´e a fase s´olida da ´agua ´e menos denso do que a mesma, como pode ser verificado

(23)

22

na tabela 3.1 e como pode-se ver na figura 3.3.

Figura 3.3 – Gelo boiando na ´agua

Fonte: Filho, 2016

3.2.3 Press˜ao em fluidos em repouso e Teorema de Stevin

A press˜ao ´e uma grandeza f´ısica escalar pelo fato de ela n˜ao ter uma orienta¸c˜ao privilegiada, pois possui o mesmo valor p em qualquer dire¸c˜ao de um ponto do fluido. A for¸ca que ´e perpendicular `a superf´ıcie e a intensidade da press˜ao expressa pela f´ormula p = FA, onde F ´e a for¸ca aplicada e A a ´area a qual est´a submetida `a for¸ca. A unidade de medida padr˜ao pelo SI ´e o newton por metro ao quadrado [mN2] tamb´em definida como a unidade de medida pascal, cujo s´ımbolo ´e [Pa]. Pela f´ormula pode-se notar que a press˜ao ´e inversamente proporcional a ´area, ou seja, como veremos na Figura 3.4 quanto maior a ´

area de contato menor a press˜ao e vice-versa.

Figura 3.4 – Press˜ao e ´Area de contato

Fonte: fisica.net, 2017

Um fluido quando est´a em repouso exerce uma for¸ca ortogonal a qualquer superf´ıcie que esteja em contato com ele, por exemplo, a parede do recipiente ao qual

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est´a contido. Isso acontece devido ao fato de que as mol´eculas que o constituem est˜ao em movimento e colidindo entre si. Devido a isso, chegou-se a conclus˜ao tamb´em de que se colocarmos um corpo dentro de um fluido, ele exercer´a for¸cas iguais e contr´arias nos dois lados do corpo, em caso contr´ario o mesmo estaria acelerado. Na figura 3.5 ´e poss´ıvel ver que a press˜ao em pontos que est˜ao `a mesma altura possuem a mesma intensidade.

Figura 3.5 – Distribui¸c˜ao da press˜ao

Fonte: BHARGAVA, 2014

Quanto maior a profundidade em um l´ıquido maior ser´a a press˜ao e quanto maior a altitude menor ela ser´a em rela¸c˜ao a press˜ao atmosf´erica p0, ou seja, a press˜ao

m´edia da atmosfera (atm) ao n´ıvel do mar, tais press˜oes s˜ao chamadas de press˜oes hi-drost´atica, que se devem a fluidos em repouso, portanto, n˜ao est˜ao submetidas `a for¸cas tangenciais (DAVID, 2013). Para encontrarmos a equa¸c˜ao que calcula a press˜ao em deter-minado ponto de um fluido est´atico tomaremos como exemplo a figura 3.6 para facilitar o entendimento.

Figura 3.6 – Press˜ao em um fluido est´atico

Fonte: DA SILVA, 2017

Na figura 3.6, h´a trˆes for¸cas atuando no cubo, F1 ´e a for¸ca que a ´agua faz

na parte superior do cubo, F2 ´e a for¸ca que a ´agua faz na pare inferior, Fp (For¸ca peso)

´e devido `a gravidade e o comprimento do lado do cubo ´e L. Sabendo-se que o l´ıquido est´a em repouso, ent˜ao, o somat´orio das for¸cas que est˜ao atuando no cubo ´e igual a zero

(25)

24

(DA SILVA, 2017). Em cada face ´e exercida uma press˜ao p, que na parte superior ser´a chamada de p1 e na inferior p2. Como foi citado anteriormente que o fluido est´a em

equil´ıbrio ent˜ao,

F2 = F1+ Fp (3.2)

Sabe-se que a press˜ao ´e dada por p = FA, ent˜ao F = p.A e Fp = m.g,

substi-tuindo na equa¸c˜ao (1) obt´em-se,

p2.A = p1.A + m.g (3.3)

Como m = d · V (3.4), substituindo na equa¸c˜ao 3.3 encontra-se,

p2.A = p1.A + d · V · g (3.5)

Sendo o volume V = L3 e a ´area das bases A = L2 ent˜ao,

p2.L2 = p1.L2+ d.g.L3 (3.6)

Dividindo os dois lados da equa¸c˜ao por L2 fica,

p2.L2

L2 =

p1.L2+ d.g.L3

L2 (3.7)

= p2 = p1+ d.g.L (3.8)

Passando p1 para o lado esquerdo da equa¸c˜ao obt´em-se,

p2− p1 = d.g.L (3.9)

Supondo-se que p1 = p0 e L = h (profundidade ou altitude em rela¸c˜ao ao

n´ıvel do mar, ou seja, em rela¸c˜ao `a press˜ao atmosf´erica) e substituindo na equa¸c˜ao (7) , chega-se ao Teorema de Stevin (Teorema 1) que diz,

Teorema 1. A diferen¸ca de press˜ao entre dois pontos de um l´ıquido homogˆenio em equil´ıbrio sob a a¸c˜ao da gravidade ´e calculada pelo produto da densidade do l´ıquido pelo m´odulo da acelera¸c˜ao da gravidade no local e pelo desn´ıvel(diferen¸ca de cotas) entre os pontos considerados (NEWTON, 2001)

ou seja,

p2− p0 = d.g.h (3.10)

(26)

25

p = p0+ d.g.h ( press˜ao na profundidade h) (3.11)

Uma aplica¸c˜ao do Teorema de Stevin s˜ao os vasos comunicantes como mostra a figura 3.7. Quando coloca-se um l´ıquido por determinado vaso comunicante se observa que a altura do l´ıquido em todos outros ´e a mesma. Isso se deve `a press˜ao na superf´ıcie ser a mesma, ou seja, a press˜ao atmosf´erica (NEWTON, 2001).

Figura 3.7 – Vasos comunicantes

Fonte: da Silva, 2017

3.2.4 Princ´ıpio de Pascal

Este princ´ıpio foi elaborado, como o nome infere, pelo francˆes Blaise Pascal em 1652. Trata-se de explicar que a varia¸c˜ao de press˜ao aplicada em qualquer ponto de um fluido incompress´ıvel ´e transmitida sem perda a todos os outros pontos do mesmo fluido (DAVID, 2013). Toma-se como exemplo a figura 3.8, a qual mostra um martelo atingindo a regi˜ao A e a press˜ao causada pelo mesmo sendo transmitida at´e a regi˜ao B, como percebe-se com a tampa amarela sendo lan¸cada para cima.

Figura 3.8 – Recipiente com fluido incompress´ıvel

(27)

26

Na figura 3.8 pode-se ver que na tampa que est´a localizada na regi˜ao A est´a sendo exercida press˜ao tanto pelo martelo como tamb´em pela atmosfera, portanto, sendo essa a pexte no l´ıquido como a press˜ao em um ponto qualquer ´e dada pela equa¸c˜ao 3.11, se

o martelo atingir a tampa na regi˜ao A com mais for¸ca e sabendo que d.g.h n˜ao se altera, a varia¸c˜ao de press˜ao sofrida pela mesma ser´a transmitida at´e a segunda tampa na regi˜ao B fazendo com que a tampa seja lan¸cada para cima atingindo uma maior altura, ou seja, pelo Princ´ıpio de Pascal podemos concluir que,

∆pext= ∆p (3.12)

3.2.5 Princ´ıpio de Arquimedes

Quando se est´a tomando banho de piscina percebe-se que quando ´e levantado um corpo dentro dela necessita-se de menos for¸ca do que se estivesse fora e isso acontece devido `a uma for¸ca que os fluidos em repouso exercem e que ´e chamada de empuxo (DAVID, 2013). Como vimos na figura 3.5 dentro de um fluido quanto maior for a profundidade, maior ser´a a press˜ao, ou seja, em dois pontos dele que estiverem `a mesma altura em rela¸c˜ao a superf´ıcie ter˜ao a mesma press˜ao (DAVID, 2013). Portanto, h´a for¸ca de empuxo devido a resultante da soma alg´ebrica dos vetores das press˜oes atuando ao redor do corpo imerso no fluido ser vertical e para cima. Na figura 3.9 pode-se ver que os vetores na regi˜ao mais funda do fluido ´e maior que na regi˜ao menos funda, ou seja, tem maior intensidade, portanto, refor¸ca-se que haver´a um vetor resultante para cima que ´e o empuxo e que ´e representado pela letra E como pode-se ver na figura 3.10.

Figura 3.9 – Empuxo

(28)

27

Figura 3.10 – Diagrama do Empuxo

Fonte: da Silva, 2013

Arquimedes foi F´ısico, Matem´atico e invetor grego e foi ele que descobriu que um corpo imerso um fluido torna-se mais leve (F´ısica, 2018). O teorema 2 fala sobre o princ´ıpio de Arquimedes.

Teorema 2. Quando um corpo ´e imerso total ou parcialmente em um fluido em equil´ıbrio sob a¸c˜ao da gravidade, ele recebe do fluido uma for¸ca denominada empuxo (ou impuls˜ao de Arquimedes). Tal for¸ca tem sempre dire¸c˜ao vertical, sentido de baixo para cima e intensidade igual `a do peso do fluido deslocado pelo corpo (DAVID, 2013).

Segundo o teorema 2 o empuxo ´e igual ao peso do fluido deslocado, ou seja,

E = Fpf d (3.13)

Por´em o Fpf d = mf d.g e a mf d= df.vf d, substituindo na equa¸c˜ao 3.14 fica que,

E = mf d.g = df.vf d.g (3.14)

portanto,

(29)

28

A figura 3.11 mostra o exemplo de trˆes esferas, uma flutuando, outra em equil´ıbrio est´atico e a outra afundada.

Figura 3.11 – Situa¸c˜oes com o Empuxo

Fonte: mat´eria, 2018

Na figura 3.11 a primeira esfera da esquerda para a direita flutuou porque quando joga-se um corpo dentro de um fluido sobre a atua¸c˜ao da for¸ca gravitacional, cada vez que ele vai afundando a for¸ca de empuxo vai aumentando devido deslocar um maior volume de fluido e se ela atingir maior intensidade que o peso do corpo, ele flutua, na segunda esfera a for¸ca de empuxo se igualou ao peso do corpo e na terceira esfera quando ela chegou ao fundo do recipiente a for¸ca de empuxo n˜ao atingiu uma maior intensidade que o peso do corpo (DAVID, 2013).

3.2.6 Fluidos ideais em movimento

Para que seja considerado um fluido ideal em movimento ´e necess´ario que o escoamento seja laminar, incompress´ıvel, n˜ao viscoso e irrotacional. Nos subt´opicos abaixo ser´a descrito cada um dos tipos de escoamentos mencionados.

3.2.6.1 Escoamento laminar

Ocorre quando as part´ıculas dos fluidos movem-se de formas bem definidas espacialmente, ou seja, em determinado ponto fixo do fluido a velocidade n˜ao varia com tempo, portanto, n˜ao altera a intensidade e nem a orienta¸c˜ao. A figura 3.12 mostra o escoamento laminar (Ribeiro, 2016).

(30)

29

Figura 3.12 – Escoamento Laminar

Fonte: Staff, 2017

3.2.6.2 Escoamento incompress´ıvel

Qando fala-se em escoamento incompress´ıvel quer-se dizer que a densidade do fluido em repouso e ideal n˜ao varia, ou seja, pode-se desprezar a densidade (DAVID, 2013).

3.2.6.3 Escoamento n˜ao viscoso

Quando menciona-se que um determinado fluido ´e menos viscoso que o outro, quer-se dizer, por exemplo, que ao se derramar ´agua no ch˜ao, ela apresentar´a menos resistˆencia em se espalhar que o ´oleo. Ao colocar um objeto qualquer em um escoamento n˜ao viscoso o mesmo n˜ao ser´a submetido a uma for¸ca de arrasto viscoso, ou seja, uma for¸ca contr´aria ao movimento, portanto, ele se mover´a com velocidade constante.

3.2.6.4 Escoamento irrotacional

Para o entendimento desse tipo de escoamento toma-se como exemplo a roda gigante. Percebe-se que a roda gira em torno de seu centro de massa, mas os passageiros n˜ao giram, ou seja, n˜ao possuem um movimento de rota¸c˜ao (DAVID, 2013)

3.2.7 Equa¸c˜ao da continuidade

Quando se est´a aguando a planta utilizando uma mangueira e ao fechar parci-almente a sa´ıda dela, aumenta-se a velocidade com que a ´agua sai ou quando as margens de uma parte de um rio s˜ao mais pr´oximas do que a outra, a primeira parte tem correnteza com maior velocidade (DAVID, 2013). Tal fenˆomeno pode ser explicado pela equa¸c˜ao da continuidade, portanto, para prov´a-la, toma-se como referˆencia a figura 3.13.

(31)

30

Figura 3.13 – Tubos de diferentes diˆametros

Fonte: da Silva, 2016.

Na figura 3.13 na ´area A entra-se determinado volume de ´agua V e na ´area B passa a mesma quantidade de volume, pois o fluido ´e incompress´ıvel, ou seja, a densidade n˜ao varia, portanto, infere-se que,

VA = VB (3.16)

´

E conhecido que ∆x = v.∆t, ent˜ao xA = vA.∆t e xB = vB.∆t e a f´ormula do

volume de uma sec¸c˜ao qualquer cil´ındrica ´e V = A.x, onde A ´e a ´area, ent˜ao, VA = AA.xA

e VB = AB.xB e substituindo xA e xB nas equa¸c˜oes, temos que,

AA.vA.∆t = AB.vB.∆t (3.17)

Passando ∆t do lado esquerdo para o direito da equa¸c˜ao fica,

AA.vA =

AB.vB.∆t

∆t (3.18)

Ent˜ao prova-se que a equa¸c˜ao da continuidade ´e,

AA.vA= AB.vB (3.19)

Essa equa¸c˜ao mostra a rela¸c˜ao que h´a entre a velocidade de escoamento do fluido e a ´area de qualquer sec¸c˜ao reta ao qual o mesmo esteja inserido.

Na figura 3.14 ´e mostradas as linhas de fluxo que descrevem a trajet´oria de determinados elementos dos fluidos. Quanto mais as linhas tiverem pr´oximas umas das outras, maior ser´a velocidade de escoamento.

(32)

31

Figura 3.14 – Linhas de Fluxo

Fonte: SHMOOP, 2016.

3.2.8 Equa¸c˜ao de Bernoulli

Tal equa¸c˜ao cujo nome deve-se ao seu autor Daniel Bernoulli, descreve o movimento de um fluido ideal. Tomando como referˆencia a figura 3.15, ir´a- se demonstrar a equa¸c˜ao de Bernoulli.

Figura 3.15 – Escoamento de um fluido em uma tubula¸c˜ao

Fonte: Wikipedia, 2005.

Na figura 3.15 tem-se um tubo, no qual considerou-se duas se¸c˜oes S1 e S2 de

um fluido qualquer de ´areas A1 e A2, a primeira se¸c˜ao est´a submetida a uma press˜ao p1

e est´a com velocidade v1 e a segunda `a press˜ao p2 e est´a com velocidade v2. O volume V

do fluido que passa pela parte mais larga do tubo ´e a mesmo que passa pela mais estreita e h1 e h2 s˜ao as alturas dos centros das se¸c˜oes ao plano horizontal. O l´ıquido desloca-se

da parte mais baixa do tubo para a mais alta, portanto, o trabalho da for¸ca fd devido ao deslocamento s1 e s2 da massa m deslocada (NEWTON, 2012) ´e,

(33)

32

Por´em, F = p · A. Substituindo na equa¸c˜ao 3.20 obt´em- se,

τf d = p1· A1· s1− p2 · A2· s2 (3.21)

Sendo v1· ∆t = s1, v2· ∆t = s2, infere-se que, V1 = A1 · s1 e V2 = A2· s2 e

como V1 = V2 = V , substituindo na equa¸c˜ao 3.21 tem-se,

τf d = p1· V1− p2· V2 = p1 · V − p2· V = V · (p1− p2) (3.22)

O fluido tamb´em est´a submetido a for¸ca da gravidade g, portanto, deve-se considerar o trabalho τ g que ela exerce,

τg = m · g · h1− m · g · h2 = m · g · (h1− h2) (3.23)

Como o fluido ´e imcompress´ıvel a densidade ´e uniforme e pela equa¸c˜ao 3.3 tem-se que,

τg = d · V · g · (h1 − h2) (3.24)

E pelo teorema da energia cin´etica tem-se que o trabalho total τT ´e igual a

varia¸c˜ao da energia cin´etica ∆E ent˜ao,

τT = τfd + τg =

m · v22

2 −

m · v12

2 (3.25)

Substituindo as equa¸c˜oes 3.21 e 3.23 na 3.24 tem-se,

V · (P1− P2) + d · V · g · (h1− h2) = m · v22 2 − m · v12 2 = d · V · v22 2 − d · V · v12 2 (3.26)

Cancelam-se os volumes V e passam-se para a direita as grandezas com sub´ındice 2 e para a esquerda com sub´ındice 1 ent˜ao chega-se a equa¸c˜ao de Bernoulli,

P1+

d · v12

2 + d · g · h1 = P2+ d · v22

2 + d · g · h2 (3.27)

3.3 Sugest˜ao Bibliogr´afica para o Tema

Para uma abordagem de F´ısica contextualizada e que possa ser entendido por alunos de ensino m´edio, pode-se utilizar o livro F´ısica Conceitual 12◦ edi¸c˜ao de Paul G. Hewitt.

Como est´a sendo defendida que a contextualiza¸c˜ao facilita o aprendizado do aluno no cap´ıtulo 5 falaremos de aplica¸c˜oes dos fluidos no cotidiano e no cap´ıtulo 6 de aplica¸c˜oes em tecnologias.

(34)

33

4 APLICAC¸ ˜OES DE FLUIDOS NO COTIDIANO

Nesse cap´ıtulo para contextualizar os fluidos vamos falar da press˜ao arterial, do macaco hidr´aulico, da calibra¸c˜ao de pneus e dos icebergs.

4.1 Press˜ao Arterial

O sangue ´e um fluido que ´e distribuido atrav´es das art´erias que s˜ao vasos sangu´ıneos conectados a todo o corpo humano a partir do cora¸c˜ao. Quando o sangue passa por elas, ele exerce uma tens˜ao sobre as superf´ıcies das mesmas e isso deve-se ao movimento dele devido ao seu pr´oprio bombeamento pelo cora¸c˜ao e essa tens˜ao ´e o que chamamos de press˜ao arterial, que pode ser sist´olica ou diast´olica (RIBEIRO, 2016).

A press˜ao arterial sist´olica ´e quando h´a uma contra¸c˜ao do m´usculo card´ıaco causando uma press˜ao m´axima nas art´erias e a press˜ao diast´olica ´e quando h´a um rela-xamento do m´usculo card´ıaco causando uma press˜ao m´ınima (RIBEIRO, 2016). Como o cora¸c˜ao est´a bombeando, h´a uma sucessividade entre press˜ao arterial sist´olica e diast´olica (RIBEIRO, 2016). Na figura 4.1 ´e mostrado valores para press˜ao considerados saud´aveis e n˜ao saud´aveis.

Tabela 4.1 – Valores da press˜ao arterial em mm Hg

Categoria da press˜ao arterial Sist´olica (m´axima) Diast´olica (m´ınima)

Normal menor que 120 ou menor que 80

Pr´e- hipertens˜ao 120-139 e 80-89

Hipertens˜ao est´agio 1 140-159 e 90-99

Hipertens˜ao est´agio 2 160 ou maior e 100 ou maior

Crise hipertensiva maior que 180 e maior que 110

Fonte: de Informa¸c˜oes sobre Sa´ude e ´alcool, 2018.

4.2 Macaco Hidr´aulico

Quando olha-se o n´ıvel de ´oleo do carro e percebe-se que ele se encontra abaixo do ideal ´e necess´ario ir `a oficina para realizar a troca. Na oficina o mecˆanico utiliza-se de um elevador para levantar o carro, pois o filtro de ´oleo se encontra embaixo do ve´ıculo. Na figura 4.1 ´e mostrado tal instrumento. O elevador utilizado ´e chamado de macaco hidr´aulico e ´e de grande utilidade, pois torna poss´ıvel levantar um carro com pouco esfor¸co apenas utilizando uma alavanca.

(35)

34

Figura 4.1 – Macaco Hidr´aulico

Fonte: IVEI, 2015.

O funcionamento de tal instrumento ´e baseado na segunda Lei de Pascoal, a qual j´a foi explicada em outro cap´ıtulo e que diz que em um fluido em equil´ıbrio que est´a sendo submetido `a press˜ao em um de seus pontos ocorrer´a a transmiss˜ao dela a todos os outros com a mesma intensidade (NEWTON, 2001). Na figura 4.2 temos dois recipientes conectados, preenchidos por um fluido, tampados por ˆembolos de ´areas A1e A2

e quando ´e exercida uma for¸ca no ˆembolo A1 o pressionando, a press˜ao ser´a transmitida

ao outro multiplicada pela ´area A2 e como a ´area ´e maior, consequentemente, a for¸ca se

intensificar´a.

Figura 4.2 – Prensa Hidr´aulica

Fonte: MOTTA, 2014.

Sendo p = FA, como a press˜ao ´e a mesma em ambos os lados tem-se que

F1

A1 =

F2

A2.

4.3 Calibra¸c˜ao de Pneus

Uma calibragem adequada dos pneus ´e de grande importˆancia para uma boa dirigibilidade do ve´ıculo, pois evita que o ve´ıculo fique desbalanceado, ou seja, fazendo com que ele tenda a ir mais para um lado e tamb´em que haja o desgaste exacerbado da

(36)

35

borracha devido ao aumento da for¸ca de atrito do mesmo com a superf´ıcie,aumentando, consequentemente, o consumo de gasolina (WERLANG, 2013). Quando enchemos o pneu de ar h´a um aumento da press˜ao interna do pneu, causando uma diferen¸ca de press˜ao devido ao meio externo ter uma press˜ao menor e com o isso far´a com que haja vazamento de ar, por isso ´e importante sempre que poss´ıvel estar calibrando-os (WERLANG, 2013). Tamb´em ´e importante salientar que as press˜oes que s˜ao indicadas nos manuais dos ve´ıculos condizem com a temperatura para quando os pneus estiverem frios (Vadiodaxt, 2014). A tabela 4.2 mostra os valores de press˜ao para a calibragem indicada para os pneus de um determinado modelo de moto.

Tabela 4.2 – Press˜ao de ar dos pneus (medido com os pneus frios)

Carga Frente Traseiro

At´e 90 kg 1,5 x 105Pa 1,5 x 105Pa

De 90kg `a 180 kg 1,5 x 105Pa 2,25 x 105Pa Condu¸c˜ao fora de estrada 1,25 x 105Pa 1,25 x 105Pa

Condu¸c˜ao na velocidade m´axima 1,5 x 105Pa 2,25 x 105Pa

Fonte: Vadiodaxt, 2014.

4.4 Icebergs

Como sabemos os Icebergs s˜ao grandes pedras de gelo que flutuam nos oceanos em regi˜oes de baixa temperatura. Eles s˜ao originados das geleiras que s˜ao formadas pelo congelamento de ´agua doce. Devido a diferen¸ca de densidade entre o gelo e a ´agua do mar que ´e salgada ser pequena, a maior parte do Iceberg fica submersa (Fraga, 2013), como ´e mostrado na figura 4.3.

Figura 4.3 – Iceberg

Fonte: TheBitcoinNews, 2018.

Na figura 4.4 h´a um navio que tem uma parte submersa e outra emersa, por-tanto, dn < dl, onde dn ´e a densidade do navio, dl ´e a densidade do l´ıquido e tem-se

(37)

36

dl·Vl·g = dn·Vn·g, portanto, cancelam-se os valores da gravidade e fica que, dl·Vl = dn·Vn·,

ou seja, dn

dl =

Vl

Vn (4.1), fazendo-se analogia do navio com o iceberg e sabendo que a den-sidade do gelo ´e 0,9cmg3 e a densidade da ´agua do mar ´e aproximademente 1

g

cm3, tem-se que, 0,91 = Vl

Vn, ent˜ao

Vl

Vn = 0, 9, ou seja, o volume do l´ıquido deslocado ´e igual a 0, 9 · Vn, o que quer dizer que 90% do volume do iceberg est´a submerso (da Silva, 2018).

Figura 4.4 – Navio flutuando

(38)

37

5 APLICAC¸ ˜OES EM TECNOLOGIAS

Nesta cap´ıtulo ser´a mostrado que os fluidos tamb´em podem ser usados em altas tecnologias, como exemplo, ser´a falado dos bal˜oes de ar quente e da aerodinˆamica dos carros de F´ormula 1.

5.1 Bal˜ao de ar quente ´

E conhecido da termodinˆamica que quando aquecemos o ar, as mol´eculas que o comp˜oem se agitam e se afastam o tornando menos denso, por´em aumenta-se o volume de ar dentro do bal˜ao, pois o volume ´e inversamente proporcional `a densidade e devido a isso h´a um aumento no volume de fluido (atmosfera) deslocado fora, o que faz com que apare¸ca a for¸ca de empuxo de acordo com teorema 2 (Princ´ıpio de Arquimedes), como pode-se ver na figura 5.1. A medida que o ar vai ficando mais aquecido, a for¸ca de empuxo vai aumentando at´e que chega o momento em que ela torna-se maior que a for¸ca peso e, portanto, o bal˜ao vˆoa (physicsinstuff, 2017). O bal˜ao de ar quente ´e constitu´ıdo por um envelope junto a uma base e que ´e poss´ıvel utiliz´a-lo como meio de transporte, sendo considerado o transporte a´ereo mais antigo do mundo (Wikipedia, 2015). A figura 5.2 mostra um bal˜ao de ar quente.

Figura 5.1 – Diagrama de for¸cas do Bal˜ao de ar quente

(39)

38

Figura 5.2 – Bal˜ao de ar quente

Fonte: Gdynia, 2018.

De acordo com a figura 5.1, pelo Princ´ıpio de Arquimedes E = dt· Vt· g, onde

dte Vt´e a densidade e o volume do ar em temperatura ambiente que foi deslocado fora do

bal˜ao, ou seja, o empuxo ´e igual ao peso do fluido deslocado, por´em como foi dito acima que densidade do ar diminui dentro do bal˜ao quando ´e aquecido, ent˜ao, conclui-se que E > Pb (peso do bal˜ao) ou dt· Vt· g > db· Vb · g, onde db e Vb ´e densidade e o volume do

bal˜ao, pois db < dt e Vt e Vb aumentam proporcionalmente quando Vb ´e expandido.

5.2 Aerodinˆamica (aerof´olio dos carros de F´ormula 1)

O aerof´olio ´e uma tecnologia utilizada para melhorar a aerodiˆamica, neste caso, nos carros de F´ormula 1, com o intuito de garantir que o carro tenha a maior estabilidade poss´ıvel durante a corrida, j´a que atingem altas velocidades e, dessa maneira, aumentar a seguran¸ca dos mesmos impedindo-lhes de deslizar na pista que podem provocar acidentes muito s´erios.

Os avi˜oes utilizam a aerodinˆamica para conseguir que os mesmos se mantenham em vˆoo e para que isso seja poss´ıvel fazem o uso das asas, j´a os mecanismos utilizados nos carros de corridas diferem dos de avi˜oes, pois no primeiro caso a inten¸c˜ao ´e que eles se matenham na pista e no segundo ´e que eles dˆeem sustenta¸c˜ao ao vˆoo, devido a essa desigualdade ´e que os aerof´olios encontrado nos carros s˜ao invertidos em rela¸c˜ao `as asas dos aviˆoes, como mostra a figura 5.3 (Orichhio, 2006).

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39

Figura 5.3 – Aerof´olio traseiro do carro de F´ormula 1

Fonte: mczautos (2018).

Visando melhorar ainda mais a aerodinˆamica tamb´em foram utilizados concei-tos f´ısicos da mecˆanica dos fluidos.

5.2.1 Uma Breve Hist´oria do Carro de F´ormula 1

Os primeiros carros de F´ormula 1 n˜ao demonstravam um desempenho muito interessante, por conta dos motores que ainda n˜ao eram muito potentes e tamb´em devido a uma aerodinˆamica de m´a qualidade, onde n˜ao havia ainda a presen¸ca de aerof´olios como mostrado na figura 5.4 (Orichhio, 2006).

Figura 5.4 – Ferrari 166F2/50

(41)

40

A figura 5.5 mostra o primeiro carro de F´ormula 1 em corrida utilizando ae-rof´olio durante o GP da B´elgica em 1968.

Figura 5.5 – Ferrari 312

Fonte: enciclopediaf1 (2018).

5.2.2 A Evolu¸c˜ao da Aerodinˆamica dos Carros de F´ormula 1

N˜ao daria tempo dentro das aulas separadas para fluidos falar t˜ao detalha-damente sobre a f´ısica envolvida em aerof´olios dos carros de F´ormula 1, entretanto, esse assunto poderia ser utilizado como fonte de pesquisa para um trabalho, como um meio para melhorar as notas do alunos.

(42)

41

6 PESQUISA SOBRE O APRENDIZADO DE F´ISICA

Foi aplicado um question´ario `a vinte e um alunos do terceiro ano do ensino m´edio de uma escola p´ublica, visando conhecer o grau de satisfa¸c˜ao dos discentes com o m´etodo de ensino que ´e aplicado em sala de aula, principalmente, se o professor tenta aproximar o assunto abordado, com o que os alunos vivenciam em seu dia a dia. Como pode-se ver no apˆendice A, o question´ario ´e composto por quatro quest˜oes, onde cada quest˜ao apresenta quatro op¸c˜oes de resposta: n˜ao; pouco; moderadamente; totalmente. Foi feita uma an´alise objetiva dos resultados.

Os gr´aficos 6.1 e 6.2 apresentam as porcentagens das respostas da primeira e segunda quest˜ao que mostram se o aluno possui dificuldade em F´ısica e/ou Matem´atica.

Figura 6.1: Dificuldade em F´ısica

(43)

42

Pelo gr´afico 6.1 e 6.2 pode-se ver que os alunos apresentam dificuldade signifi-cativa em F´ısica e Matem´atica, o que refor¸ca a id´eia de que o ensino de F´ısica precisa ser contextualizado, ou seja, deve-se deixar de apenas focar em f´ormulas e tamb´em, aproxi-mar os fenˆomenos de situa¸c˜oes cotidianas dos alunos, n˜ao querendo-se dizer que se deve removˆe-las, pois sem d´uvidas s˜ao fundamentais para o aprendizado da disciplina, entre-tanto, exigem que se tenha um bom dom´ıno matem´atico, o qual, obviamente, n˜ao conv´em ao professor de F´ısica suprir tal d´eficit e, tamb´em, por quest˜ao de tempo e, assim, evita-se que as aulas evita-sejam mon´otonas, o ideal ´e o equil´ıbrio. Dos gr´aficos 6.1 e 6.2 pode-se observar que nenhum aluno afirmou n˜ao ter dificuldade em F´ısica, mas 4,76% afirmam n˜ao ter dificuldade em Matem´atica.

O gr´afico 6.3, mostra as porcentagens das respostas da terceira quest˜ao que tem a ver com a afinidade que o aluno possui com F´ısica.

Figura 6.3: Afinidade com F´ısica

´

E poss´ıvel ver pelo gr´afico 6.3, que a maioria dos alunos apresentam pouca afinidade com F´ısica, o que mais uma vez refor¸ca que a F´ısica n˜ao est´a sendo contex-tualizada como deve ser, pois se ela fosse associada com eventos aos quais os alunos se interessassem, teria-se muito mais discentes gostando dela.

Por fim, tem-se o gr´afico 6.4, que apresenta as porcentagens das respostas da quarta quest˜ao que tem como objetivo saber se o aluno percebe a rela¸c˜ao entre F´ısica e o cotidiano.

(44)

43

Figura 6.4: Rela¸c˜ao da F´ısica com o cotidiano

Pelo gr´afico 6.4, surpreende que quase 20% dos estudantes n˜ao selecionam a F´ısica com o cotidiano, portanto, percebe-se o pouco uso de contextualiza¸c˜ao como metodologia de ensino.

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7 CONCLUS ˜OES

Nesse trabalho:

- Foi apresentado uma ementa baseada nos PCNS para a disciplina de FLuido no Ensino M´edio.

- Foi apresentada uma sugest˜ao de como abordar o conte´udo de F´ısica dos fluidos no ensino m´edio.

- Foram propostas aplica¸c˜oes tanto no cotidiano como na tecnologia para con-textualizar o ensino da disciplina de Fluidos.

- Com o question´ario aplicado pˆode-se concluir que a maioria dos estudantes tem dificuldade em F´ısica e aproximadamente 20% deles n˜ao veˆem proximidade da F´ısica com o cotidiano.

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APˆENDICE A – PESQUISA DE SATISFAC¸ ˜AO COM O ENSINO DE F´ISICA

QUESTION ´ARIO

1 Vocˆe tem dificuldade em F´ısica?

( ) N˜ao ( ) Pouco ( ) Moderadamente ( ) Totalmente

2 Vocˆe tem dificuldade em Matem´atica?

( ) N˜ao ( ) Pouco ( ) Moderadamente ( ) Totalmente

3 Vocˆe gosta de F´ısica?

( ) N˜ao ( ) Pouco ( ) Moderadamente ( ) Totalmente

4 Para vocˆe a F´ısica est´a relacionada ao seu cotidiano? ( ) N˜ao ( ) Pouco ( ) Moderadamente ( ) Totalmente

Referências

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