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TÍTULO: ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA PARA PORTADORES DE NEOPLASIA MALIGNA -CANCÊR

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:

SUBÁREA: DIREITO SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): ROSANA DOS SANTOS DIAS, ANA PAULA VIEIRA RIBEIRO BROTTO, VIVIAN MARIE NAKANO

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): DENISE DE ALMEIDA, ISMAEL VIEIRA DE CRISTO CONSTANTINO ORIENTADOR(ES):

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ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA PARA PORTADORES DE NEOPLASIA MALIGNA - CANCÊR

AUTORES:

Rosana dos Santos Dias Ana Paula Ribeiro Brotto Vivian Marie Nakano

Ismael Vieira de Cristo (orientador) Denise de Almeida (orientadora)

INSTITUIÇÃO: Curso de Direito da Universidade Braz Cubas, Mogi das Cruzes, SP. E-MAIL: [email protected]

PALAVRAS-CHAVE: cidadania, Constituição Federal, neoplasia maligna

INTRODUÇÃO

Em meio a tantas leis e normas que alteram diuturnamente, é comum que pessoas portadoras de doenças crônicas e graves, desconheçam seus direitos ou benefícios adquiridos e que podem ajudar a contribuir para melhorar a sua qualidade de vida e indiretamente dos seus responsáveis que lhes cuidam.

O Imposto de renda é um tributo que incide sobre determinados ganhos proveniente do trabalho assalariado e de outras atividades econômicas, empresárias e financeiras, o imposto de renda incide, inclusive, sobre os rendimentos de aposentadoria, pensão e reforma.

Pacientes com neoplasia maligna popularmente conhecida como câncer ou com outras doenças graves tem direito a isenção de Imposto de Renda sobre valores recebidos a titulo de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas por entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Benefícios previdenciários como auxílio-doença e auxilio-acidente também já se origina isentos de imposto de renda.

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OBJETIVOS

Informar aos portadores de câncer (neoplasia maligna) a respeito da isenção do Imposto de Renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, bem como informar quais são os órgãos competentes e documentos necessários para obter a isenção.

 Apresentar, de maneira sucinta, o que é a neoplasia e como essa doença se desenvolve;

 Orientar sobre quais são as formas de obter o beneficio da Isenção de Imposto de Renda;

 Apresentar as condições em que as pessoas portadoras de tal doença podem requerer o beneficio;

 Desenvolver um estudo acerca do beneficio propiciando esclarecimentos aos portadores de tal enfermidade.

MÉTODOLOGIA

Optou-se, para a realização do presente trabalho, do método DEDUTIVO, na medida em que se baseou na análise dos enunciados genéricos localizados na Constituição Federal do Brasil, e também em pesquisas bibliográficas e Jurisprudência sobre o tema.

O estudo engloba casos reais que chegam ao Superior Tribunal de Justiça e aponta seus respectivos desenlaces.

DESENVOLVIMENTO

A escolha do presente tema como objeto de pesquisa, justifica-se pelo fato de ser um assunto de utilidade pública, que, segundo levantamento, a população que sofre de câncer (neoplasia maligna), muitas vezes desconhece que tem direito a isenção de impostos, nosso objeto de estudo será a Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988 em seu art. 6º, XIV e XXI que elenca as doenças graves, respeitando os requisitos descritos em lei. Considerando que os tratamentos a essas doenças são de alto custo, a lei especifica que ao ser diagnosticado o “Câncer”, desde que, respeitando o que a lei exige serão isentas do Imposto sobre a Renda da

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Pessoa Física (IRPF). Nossa pesquisa será especificamente sobre a Neoplasia Maligna, pois os casos vêm crescendo consideravelmente na população, e pelo fato de ser uma doença que o tratamento acarreta pesados encargos aos seus portadores, além de tratamentos cirúrgicos, exames, medicamentos, uso contínuo de radioterapia, quimioterapia, além de acompanhamento médico e psicológico.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) em 2016, 596 mil novos casos de neoplasia maligna serão diagnosticados, essa projeção inclui 19 tipos de câncer e é feita com base nas informações geradas pelos registros de Câncer de Base Populacional e o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil e o tratamento é considerado um dos mais caros, pois a maioria dos medicamentos são importados, o que aumenta consideravelmente os custos do tratamento.

Entretanto a nossa função nesta pesquisa será informar a população sobre a isenção desse tributo, pois a solicitação a este direito está condicionado a laudos e perícias médicas, sendo um processo demorado, mas que ao ser isentado desses descontos possa ter uma contribuição financeira para o tratamento do portador dessa moléstia grave.

RESULTADOS

Neoplasia, também denominada tumor, é uma forma de proliferação celular não controlada pelo organismo, com tendência para a autonomia e perpetuação.

As neoplasias malignas compreendem um grupo de doenças caracterizadas pelo desenvolvimento incontrolado de células anormais que se disseminam, podendo acometer outros órgãos, a partir de um sítio anatômico primitivo.

O prognóstico da doença é determinado pelo grau de malignidade da neoplasia, influenciado pelos seguintes fatores:

 grau de diferenciação celular;  grau de proliferação celular;

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 estadiamento clínico e/ou cirúrgico;  resposta à terapêutica específica;

 estatísticas de morbidade e mortalidade de cada tipo de neoplasia.

A isenção tributária é a dispensa do pagamento de valores sobre determinados serviços, neste caso do Imposto de Renda.

A isenção aos aposentados e pensionistas, portadores de doenças graves, tem nítida função social e o benefício é concedido pela Lei 7.713/1988, artigo 6º, incisos XIV e XXI, ou seja, a fruição do benefício é condicionada ao despacho da autoridade administrativa competente mediante exame de cada caso concreto. Indispensável a submissão do interessado à inspeção médica.

Segundo o princípio da legalidade tributária no artigo 150, inciso I, da Constituição Federal, a isenção não pode se estender a outras hipóteses, diversas das previstas em lei, razão pela qual a isenção do IRPF incide apenas sobre as parcelas percebidas a título de aposentadoria, de reserva ou de pensão.

Assim, ainda que diagnosticada neoplasia maligna, serão tributados os rendimentos decorrentes de atividade, seja ela empregatícia ou autônoma, mesmo que recebidos concomitantemente com a aposentadoria, reforma ou pensão.

Para que o contribuinte tenha direito à isenção, nos termos do art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88, a neoplasia deve ser provada “com base em conclusão de medicina especializada”.

No artigo 151 da lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, da Finalidade e dos Princípios Básicos da Previdência Social, até que seja elaborada a lista de doenças mencionada no inciso II do art. 26, independe de carência a concessão de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez ao segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido das seguintes doenças (...) neoplasia, com base em conclusão da medicina especializada (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015).

A Lei nº 9.250/95, em seu artigo 30, caput, dispõe que a prova deve ser feita por laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Nessa mesma linha dispõe o art. 39, § 4°, do Decreto nº

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3.000/99, o qual regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto sobre a Renda.

O Superior Tribunal de Justiça, órgão máximo para apreciação de controvérsia que envolva lei federal, tem entendido de forma diversa. Para os Ministros desta Corte, a Lei nº 9.250/95, bem como o Decreto nº 3.000/99, não podem restringir a liberdade que o juiz possui na apreciação de provas, liberdade esta conferida pelo Código de Processo Civil, especificamente nos artigos 131 e 436. Nesse sentido, pode o juiz, em sua decisão, ater-se a outras provas que formem a sua convicção, podendo, inclusive, acatar laudo médico particular acostado aos autos pela parte.

Quando a parte dispõe de outros mecanismos hábeis a comprovar a existência da doença, mostra-se desnecessária a realização de laudo médico oficial. No entanto, esse entendimento só é aplicável em sede judicial, não sendo aceito pela Administração Pública.

Por oportuno, o termo inicial da isenção se dá a partir da comprovação da existência da doença, mediante apresentação de diagnóstico médico. Assim, em caso de restituição, todos os valores pagos podem ser devolvidos desde a descoberta da doença, tal entendimento embasa-se no art. 39, § 4º, e § 5º, inciso III, do Decreto nº 3.000/99:

Artigo 39: § 4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido pelo serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle.

§ 5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicam-se aos rendimentos recebidos a partir:

III – da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial.

Tal entendimento deve-se ao fato de que o contribuinte terá que continuar monitorando seu estado clínico, prosseguir no uso dos medicamentos e ter

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constante acompanhamento médico, pois a qualquer momento pode-se apresentar evidências de persistência ou de recidiva da neoplasia.

No entanto, até onde se sabe a União não tem concedido a isenção após a cura, sendo necessário o ajuizamento de ação judicial para o reconhecimento de tal direito.

Por fim, em eventual ação de restituição, importante será o pedido de reconhecimento e atribuição de natureza alimentar ao eventual precatório a ser expedido de forma a agilizar, a efetivação da sentença procedente.

CONCLUSÃO

O princípal objetivo deste trabalho foi demonstrar que ainda existem muitos direitos ocultos perante a sociedade, e um deles é a Isenção de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que pessoas com neoplasia maligna, popularmente conhecida como câncer possuem e muitas delas não fazem a menor ideia desse benefício. Esse direito é estabelecido pela Lei da Previdência Social 8.213/91, em seu artigo 151, que, no entanto é pouco reconhecida por pessoas que se enquadram nesses casos.

Partindo do que foi estudado ao decorrer do projeto, é perceptível que a lei é um grande benefício para aqueles que em um momento delicado precisa de um apoio, e mesmo que existam algumas exigências para que seja colocada totalmente em prática, é uma das leis mais benéficas nesse caso de isenção de imposto de renda. Contudo, concluímos que a Isenção de Imposto de Renda para pessoas com neoplasia maligna (câncer), ainda é um assunto muito oculto na sociedade e isso poderia e deve ser mudado, pois não só esse tipo de benefício, mas qualquer outro deve ser exposto para que pessoas com pouco acesso a informações estejam ciente dos seus direitos, assim como são bem informados de seus deveres.

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Referências bibliográficas

Superior Tribunal de Justiça. Disponível em: <http://www.stj.jus.br/sites/STJ> . Acesso em 20 de maio de 2016.

Secretaria da Receita Federal do Brasil – Ministério da Fazenda. Disponível em: < http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/isencoes/isencao-do-irpf-para-portadores-de-molestia-grave> . Acesso em 23 de maio de 2016.

Secretaria da Receita Federal do Brasil - Laudo Pericial . Disponível em: <

http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/formularios/ModelodeLaudoPericial.pdf>. Acesso em 27 de maio de 2016.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal.

BRASIL. Código de Processo Civil. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

BRASIL. Lei n. 7.713 de 22 de dezembro de 1988. Brasília – DF. Disponível em: <

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7713.htm> . Acesso em 29 de maio de 2016

Brasil. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Brasília – DF. Disponível em: <

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>. Acesso em 29 de maio de 2016

Brasil. Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Brasília – DF. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9250.htm >. Acesso em 30 de maio de 2016.

Brasil. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999. Brasília – DF. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm >. Acesso em 05 de junho de 2016.

Ministério do Trabalho e Previdência Social. Disponível em: <

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