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PME Excelência

com mais qualidade

a

edição de 2001 da PME Exce-lência distinguiu 798 empre-sas dum universo de 1278 candidatas. Com uma taxa de aprovação de 62% das candidaturas apresentadas, esta tornou-se a melhor edição de sem-pre, consolidando o salto qualitativo dado em 2000.

Depois do elevado crescimento das can-didaturas nas três primeiras edições do Estatuto, a tendência que 2001 veio con-firmar aponta para uma estabilização do número de empresas candidatas, mas de perfil superior.

Cada vez mais claro é o interesse das PME Excelência em renovar o seu estatu-to, ano após ano. Na presente edi-ção, 65% das em-presas premiadas foram também PME Excelência em 2000 e mais

de metade daquelas (331) vêm sendo distinguidas sucessivamente desde 1999 (figura 1).

As empresas do sector do Comércio continuam a revelar o maior interesse pelo estatuto PME Excelência e regista-ram 346 distinções, cerca de 43% do

to-tal e mais 11% que na edição anterior. Igual crescimento foi apenas obtido pelo sector da Construção que, depois de ter crescido 30% em 2000, assume cada vez mais expressão nesta iniciativa. Com 100 empresas distinguidas em 2001, a Construção passa, assim, a representar

Criado com o objectivo de distinguir as PME que apresentem em cada ano os melhores

desempenhos económico-financeiros e de gestão, o Estatuto PME Excelência tem

associado um conjunto de benefícios dos quais se destacam condições preferenciais de

acesso ao financiamento.

Evolução do Estatuto – Candidatas vs Galardoadas

1997 1998 1999 2000 2001 48% 1137 1389 52% 721 424 1316 61% 801 472 1278 62% 798 521 54% 614 255 785 373 Candidatas Aprovadas Renovaram

ANÁLISE

Figura 1

(2)

13 por cento do universo das PME Exce-lência (figura 2).

Estável parece estar o sector da In-dústria, que galardoou 32% do total das PME Excelência 2001 (256 empre-sas). Das 798 PME distinguidas, qua-tro por cento pertencem ao sector dos Serviços (29) e oito por cento ao do Turismo (67). Estes dois sectores, que nesta edição perderam algum peso re-lativo, encontram-se em fase de esta-bilização.

Embora a maioria das PME Excelência 2001 continuem a ser Sociedades por Quotas (65%), nota-se uma tendência crescente no número de Sociedades Anónimas candidatas ao Estatuto. Este tipo de sociedades, que representava 26% em 2000 aumentou o seu peso para 33% na actual edição da PME Ex-celência. Os menos represent ados

continuam a ser os empresários indivi-duais e as Cooperativas que não vão além dos dois por cento (figura 3). A maior parte das PME Excelência

es-tão localizadas nas regiões entre Lis-boa e Vale do Tejo e o Norte do país, com uma ligeira vantagem para a re-gião Centro que representa 31% do total (figura 4). Para esta discreta lide-rança muito contribui o facto da região Centro ter sido a primeira no sector da construção e ter obtido simultanea-mente uma boa percentagem de em-presas na indústria, sector onde a re-gião Norte predomina. Quanto ao co-mércio, a diferença entre a região Cen-tro e Lisboa e Vale do Tejo, que lidera, é pouco significativa. Aliás, esta última região, apenas surge à frente nos sec-tores menos representados: Serviços e Turismo (figuras 5 e 6).

Apesar do terceiro lugar, a região de Lis-boa e Vale do Tejo continua a contar com o importante contributo do distrito de Lisboa que, a par do distrito do Porto, se mantêm como os mais importantes com 19% e 17% das PME Excelência

respec-Comércio lidera, construção

faz crescer região centro

Indústria Serviços Turismo Comércio Construção 8% 13% 32% 4% 43%

Forma Jurídica

Sociedade por Quotas Sociedade Anónima Outras 33% 2% 65% Figura 2 Figura 3

Distribuição Geográfica – Nuts II

0% 31% 30% 28% 89% Centro Norte Sub-Total Lisboa e Vale do Tejo 20% 40% 60% 80% 100% Candidatas 2001 PME Excelência 2001 Figura 4

(3)

tivamente. A crescer continuam os distri-tos de Aveiro (15%) e de Leiria (11%) que se assumem como os grandes res-ponsáveis pela liderança global da região Centro.

A concentração de empresas galardoa-das junto à faixa litoral do país, de Setú-bal até Braga, é evidente, representando a maioria das empresas distinguidas em 2001. Os cinco principais distritos con-gregam quase 70% das empresas pre-miadas (figura 6).

A chave do sucesso de Lisboa parece continuar a residir na homogeneidade sectorial quanto às empresas seleccio-nadas. O distrito da capital detém o maior peso nos sectores do comércio, construção, serviços e turismo, ficando apenas com uma representação mo-desta no sector da indústria (8%). Este último sector é liderado por Aveiro, on-de se encontram sediadas 30% das PME Excelência Indústria, que

repre-sentam 64% das empresas premiadas naquele distrito.

O distrito de Leiria registou um dos mais significativos aumentos no núme-ro de PME Excelência e deve em gran-de parte a sua dinâmica às empresas da Construção, sector em que foi o se-gundo distrito mais representado com

13%, e da Indústria, onde obteve 12% das distinções.

S

ITUAÇÃO

F

INANCEIRA ACIMA DA MÉDIA As PME Excelência consubstanciam um segmento de empresas com um

exce-Distribuição Geográfica por sector

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 28% 24% 29% 38% 22% 31% 37% 42% 18% 21% 34% 45% 18% 22% 49% Comércio Construção Indústria Serviços Turismo Centro Norte LVT

Distribuição Geográfica – Distritos

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 19% 17% 15% 11% 6% 68% Lisboa Porto Aveiro Leiria Braga Sub-total PME Excelência 2000 Candidatas 2001 PME Excelência 2001

Perfil económico-financeiro das PME Excelência 2001

(meuro)

Turismo Serviços Indústria Construção Comércio Volume de negócios Activo líquido Resultado líquido Número de trabalhadores Rentabilidade capitais próprios Autonomia financeira Nº de empresas candidatas Nº de empresas distinguidas Nº de renovações do Estatuto 3,273 4,966 273 43 12% 47% 97 67 45 3,843 2,482 242 53 22% 45% 68 29 11 6,233 5,194 428 77 16% 52% 422 256 171 5,809 4,721 197 70 12% 34% 170 100 67 6,802 3,650 281 34 18% 43% 521 346 227 Figura 5 Figura 6 Figura 7

(4)

lente perfil de risco, precisamente no ex-tracto empresarial onde se verifica com maior acuidade o fenómeno da assime-tria de informação. De forma a mitigar esta questão, o universo das empresas distinguidas será, oportunamente, retra-tado na segunda edição dos "Indicadores Médios Sectoriais – Central de Balanços PME", publicação destinada a promover e disseminar informação económico-fi-nanceira respeitante a PME, fomentando a criação de um benchmark relativo às PME Excelência.

A vitalidade finan-ceira é uma das no-t as de realce no perfil das PME Ex-celência cujos indi-cadores médios, relativos ao ano

2000, reflectem desempenhos claramen-te superiores aos exigidos nos pré-requi-sitos de acesso à iniciativa (figura 7). Tendo por base a classe dimensional, ob-serva-se que 98% das empresas têm en-tre 5 e 250 trabalhadores – 62% são pe-quenas empresas, sendo 35% do seg-mento dimensional [50-249]. O restante 1%, não representado na figura 8, res-peita a micro empresas que, em função da adequação dos pré-requisitos efectua-da em sub-sectores do turismo, tiveram oportunidade de aceder a esta iniciativa. Quase 90% são empresas com menos de 100 trabalhadores (figura 8).

A maior parte das 798 PME Excelência 2001 possui activos de valor compreendi-do entre 1 e 3 milhões de euros, cerca de 43%. Com activos líquidos superiores a 5 milhões de euros encontramos 26% das

empresas, e apenas 10% das galardoa-das são empresas com activos abaixo do milhão de euros (figura 9).

Quanto ao volume de negócios, outro indicador da vitalidade destas empre-sas, ele revela que 22% das PME dis-tinguidas facturaram em 2000 entre 2 e 5 milhões de euros, e que quase 30% registaram vendas superiores a 15 milhões de euros. Apesar de cres-cerem a ritmos diferentes, os volumes de negócios obtidos em 2000 repre-sentaram para a maioria das empresas (76%) um importante incremento face ao exercício imediatamente anterior. Das actuais PME Excelência, 44% vi-ram o seu negócio aumentar entre 6 e 25%, e quase 20 por cento exibiram ta-xas de crescimento na ordem dos 25 pontos percentuais.

Frequências Nº Trabalhadores

5-49 50-99 100-199 200-250 63% 10% 2% 25% Figura 8

Frequências Activo Líquido

até 1 000 entre 1 001 e 3 000 entre 3 001 e 5 000 superior a 5 000 42% 26% 10% 22% Figura 9 meuro

ANÁLISE

Frequências Resultados Líquidos

até 50 entre 51 e 250 entre 251 e 500 superior a 500 50% 16% 13% 21% Figura 10 meuro

(5)

Com metade das empresas distinguidas a apresentar resultados líquidos entre 51 e 250 mil euros, e 21 por cento entre os 251 e os 500 mil euros, existe ainda uma fatia relevante de empresas com resulta-dos em 2000 superiores a meio milhão de euros (figura 10).

Apesar do crescimento verificado nas vendas, cerca de 46% não conseguiram obter uma rentabilidade superior a 5 pon-tos percentuais, isto apesar de 20% ter alcançado rentabilidades superiores a 50 por cento (figura 11).

Em termos de rentabilidade dos capitais próprios, a maioria das empresas agora premiadas obtêm valores entre os 11 e os 25%. Não obstante cerca de 30% das PME Excelência registarem rácios inferio-res a 10%, existe já uma boa parte (17%) de empresas a remunerar capitais em percentagens acima dos 25% (figura 12).

A

S

PME

EXCELÊNCIA COMO REFERÊNCIA Também ao nível das estratégias com-petitivas prosseguidas, as PME

Excelên-cia fornecem uma importante referên-cia para o mercado. Trata-se de um uni-verso de empresas com um elevado grau de maturidade, já que 96% ope-ram no mercado há mais de 7 anos. De salientar ainda que 87% se encontram em actividade há mais de 10 anos e que nenhuma delas tem menos de três anos de existência.

A relação destas empresas com o mer-cado, definida pelas suas missões, é orientada por princípios como a satisfa-ção dos clientes (28,6%), a rentabilida-de (21,8%), a excelência dos produtos e serviços prestados (13,9%) e a boa relação entre o preço e a qualidade ofe-recida (11,7%). Reflectindo uma postu-ra pró-activa, estes elementos identifi-cados pelos empresários sublinham a preocupação com as exigências cres-centes dos consumidores e com o re-forço da sua competitividade no merca-do (gráfico 1).

Frequências Rent. Vendas

< 5% até 10% até 50% > 50% 46% 19% 1% 34% Figura 11

Frequências Rent. Cap. Próprios

< 10% até 25% até 50% > 10% 29% 17% 1% 53% Figura 12

Princípios subjacentes à missão da empresa

Rentabilidade

Excelência dos Produtos/Serviços Qualidade Total

Relação Preço/Qualidade Quota de Mercado

Redefinir/Consolidar Segmentos de Mercado Satisfação dos Clientes

Satisfação dos Trabalhadores Responsabilidade Social Outros 21,8% 13,9% 9,2% 11,7% 2,9% 1,6% 7,0% 3,0% 0,3% 28,6% Gráfico 1

(6)

Numa perspectiva de futuro, a satisfação dos clientes (25,8%), o acompanhamen-to do desenvolvimenacompanhamen-to tecnológico (16%), a manutenção de standards de qualidade (15,8%) e também a motiva-ção e retenmotiva-ção de trabalhadores qualifi-cados (12,8%) são apontados pelos em-presários como os mais importantes de-safios à estratégia de crescimento das suas empresas (gráfico 2).

A procura de certificações em matéria de qualidade tem sido um dos proces-sos privilegiados para estas empresas se distinguirem no mercado. Na actual edição desta iniciativa, perto de metade das empresas distinguidas (46,4%) já se encontram certificadas ou iniciaram um processo de certificação, sendo que 41,3% tencionam vir a fazê-lo num cur-to prazo.

A abertura destas empresas ao merca-do e à cooperação com diversos agen-tes económicos é uma componente

in-teressante da capacidade competitiva das PME Excelência. Sintoma claro do valor deste tipo de soluções estratégi-cas para o curto prazo é o facto de 50% das PME Excelência 2001 já terem de-senvolvido processos de cooperação,

s o b r e tu d o c o m outras empresas (62%). Contudo, u n i v e r s i d a d e s , centros de investi-g a ç ã o e c e n t r o s tecnológicos são também parceiros

privilegiados neste domínio. O desen-volvimento de estratégias comerciais (28,7%), de marketing (15,3%), e de inovação (15,8%) são os principais ob-jectivos destes processos de coopera-ção, mas muitas empresas estão a pôr também em prática projectos na área da internacionalização (gráfico 3).

A procura de parceiros e mercados inter-nacionais é, aliás, um factor estratégico para muitas das PME Excelência 2001. Efectivamente, ainda que perto de 70% destas empresas elejam o mercado na-cional como mercado preferencial, 78% afirmam manter relações comerciais

Desafios relevantes para o crescimento e sobrevivência do negócio

Inovação

Acompanhamento do Desenvolvimento Tecnológico Internacionalização

Manutenção de Standards de Qualidade Produtividade

Satisfação dos Clientes

Motivação e Retenção de Trabalhadores Qualificados Formação de Trabalhadores

Contratação de Trabalhadores Qualificados Outras 10,5% 16,0% 4,5% 15,8% 8,3% 25,8% 4,4%1,7% 0,2% 12,8% Gráfico 2

ANÁLISE

Áreas envolvidas em processos de cooperação

Inovação de Processos/Produtos Inovação de Equipamentos Comercial Marketing Internacionalização Outras 26,5% 15,8% 28,7% 9,9% 3,8% 15,3% Gráfico 3

(7)

com o exterior. Na sua maioria, essas re-lações assumem a forma de troca co-mercial (89,7%), mas podem ser encon-trados vários casos de processos de in-ternacionalização mais estruturados, co-mo a participação no capital social de empresas estrangeiras (3,2%) e a abertu-ra de filiais noutros países (2%).

Curioso é o facto das PME Excelência 2001 conseguirem conjugar um elevado grau de maturidade com uma estrutura de recursos humanos bastante jovem. Em 52,5% das empresa distinguidas, a idade média dos trabalhadores está en-tre os 26 e os 35 anos e em 97,8% dos casos este indicador é inferior a 45 anos. Com uma dimensão média bastante su-perior à da generalidade das pequenas e médias empresas nacionais (53 trabalha-dores por empresa, face aos 30 de mé-dia nacional), mais de metade das em-presas distinguidas alargou o seu quadro de pessoal, no último ano, ligeira

(45,7%) ou mesmo significativamente (9,7%).

Ao nível do recrutamento de pessoal, as PME Excelência 2001 privilegiam os con-tactos informais (17,9%), os anúncios pu-blicados na imprensa (16,9%) e o

recru-tamento interno (15,7%). Referidas são ainda as candidaturas espontâneas (15,5%) e a procura de trabalhadores em Centros de Emprego (15,4%).

As universidades ainda não constituem uma fonte de recrutamento comum para estas empresas, sendo apenas referidas por 4%. Apesar disso, os licenciados e bacharéis detêm um peso interessante na estrutura de pessoal das empresas distinguidas, representando cerca de 15% dos trabalhadores. Relevante é tam-bém o facto de cerca de 9% dos traba-lhadores das PME Excelência 2001 esta-rem afectos a actividades de Investiga-ção e Desenvolvimento (gráfico 4). A formação é outro elemento considera-do fundamental na estratégia das PME Excelência 2001, o que se reflecte no facto de mais de 60% destas empresas terem planos de formação elaborados. Esses planos permitiram, em 2000, a participação média de mais de 30% dos

Métodos usados pelas empresas para conhecer o mercado

Publicações Seminários/Congressos Estudos Internos Integração em Associações

Visitas a Feiras de Clientes/Fornecedores

Recurso a Serviços de Consultoria Estudos de Mercados Externos Outros 17,2% 7,3% 15,3% 18,0% 32,1% 4,8% 3,1% 2,2% Gráfico 5

Principais fontes de recrutamento

Recrutamento Interno Universidades

Escolas Profissionais e Centros Tecnológicos Centros de Emprego Imprensa Internet Contactos Informais Candidaturas Espontâneas Outras 4,4% 10,5% 15,4% 16,9% 0,5% 15,5% 3,2% 15,7% 17,9% Gráfico 4

(8)

Tipo de publicidade e comunicação utilizados pelas empresas

17,1% 7,6% 14,8% 7,9% 1,3% 8,2% 15,4% 8,3% 19,3% Gráfico 7

Formas de acompanhamento da inovação tecnológica

Revistas da Especialidade

Internet

Contratação de Técnicos

Visitas de Fornecedores de Equipamento Participação na Promoção de Novos Produtos Análise da Concorrência

Parceria com Centros de Investigação (Universidade, Centros Tecnológicos) Feiras da Especialidades Outros 19,7% 11,3% 4,0% 18,3% 6,4% 11,3% 21,5% 4,2% 3,2% Gráfico 6 seus trabalhadores em acções de for-mação.

A

NTECIPAR O FUTURO

Conscientes de que o conhecimento do mercado em que actuam é de extrema importância para o desenvolvimento da sua actividade futura, as PME Excelên-cia 2001 assumem posturas claramente pró-activas. Visitas a feiras (32,1%), ela-boração de estudos, realizados interna-mente ou contrat ados a terceiros (20,1%), participação activa em associa-ções (18%) e leitura de publicaassocia-ções (17,2%) são alguns dos métodos utiliza-dos para acompanhar as dinâmicas de mercado (gráfico 5).

A procura de informação específica so-bre desenvolvimentos tecnológicos apoia-se em alguns dos mesmos

meca-nismos, nomeadamente na participação em certames (21,5%) e na leitura de re-vistas técnicas (19,7%). Além disto, as visitas de fornecedores de equipamento (18,3%) aparecem também como forma preferencial de abertura à evolução

tec-nológica. A internet é cada vez mais tida como import ante pelas PME e para 11,3% dos empresários ela já se tornou fundamental neste domínio (gráfico 6). A participação em feiras é vista ainda com especial interesse por estes empre-sários enquanto veículo de publicitação e comunicação das suas empresas (15,4%), ainda que a elaboração de catá-logos (19,3%) e a publicação de anúncios na imprensa (17,1%) sejam considerados os seus suportes preferenciais. O esta-belecimento de relações directas com os clientes actuais ou potenciais através de mailingsrecolhe, por seu turno, a prefe-rência de 14,8% dos empresários. Neste domínio, volta a ficar patente a crescente importância dada à Internet pelas PME. É, assim, interessante verificar que a In-ternet surge como quinta escolha neste domínio, superando suportes publicitá-rios clássicos como os outdoors, a rádio e a televisão (gráfico 7).

ANÁLISE

Imprensa Rádio

Mailing (Correspondência) Outdoors (Painéis de Publicidade) Televisão

Internet Catálogos Feiras Outros

(9)

Uma das formas mais eficazes de anali-sar o perfil estratégico das PME Exce-lência é através da tipologia dos seus projectos de investimento, onde a prio-ridade vai, naturalmente, para uma ofer-ta de qualidade e de excelência dos produtos e serviços. Se se observarem os investimentos mais recentemente realizados pelas PME Excelência 2001, fica patente que a aquisição de novas tecnologias e equipamentos (24,7%) e a melhoria da capacidade produtiva ou operacional (14,8%) foram áreas priori-tárias. De forma ainda muito relevante destacam-se os investimentos na área da qualidade (11,7%), possivelmente muitos deles decorrentes da adopção de processos de certificação nestas empresas.

As PME Excelência parecem também estar cada vez mais atentas às suas rela-ções com públicos internos, nomeada-mente através do investimento em

tec-nologias de informação e comunicação. Esta prioridade manifesta-se por exem-plo no facto de 42,3% das empresas dis-tinguidas possuírem uma Intranet acessí-vel aos trabalhadores, servindo designa-damente para a empresa divulgar

comu-nicados e normas internas (35,1%) ou para possibilitar o acesso a bases de da-dos (29,4%) (gráfico 8).

Nas PME Excelência, as novas tecnolo-gias são também usadas como forma de manter e fomentar relações com os públicos externos. Perto de metade das empresas distinguidas (49,8%) já dis-põe de uma página na Internet que, na maioria dos casos, tem por objectivos divulgar informações gerais sobre a em-presa (32,4%), divulgar os seus produ-tos e serviços (28,7%) e promover ou publicitar a empresa (25,3%). Sintomáti-co da posição de vanguarda que as PME Excelência ocupam no mercado é o indi-cador relativo ao uso comercial que es-tas empresas fazem da Internet, e que traduz já uma percentagem interessante (6,5%) de empresas a utilizar esta tec-nologia como suporte electrónico para a comercialização de produtos e serviços (gráfico 9).❙

Finalidade das páginas das empresas na Internet

32,4% 28,7% 6,5% 2,4% 4,7% 25,3% Gráfico 9

Objectivo do investimento das empresas

Aquisição de Novas Tecnologias/Equipamentos Produção/Prestação de Novos Produtos/Serviços Espaço Físico Administrativo

Saúde, Higiene e Segurança Ambiente

Organização e Gestão da Produção Melhoria da Capacidade Produtiva/Operacional Qualidade

Projecto e Concepção de Produtos/Serviços Espaço Físico Produção/Armazenagem Introdução de Novas Técnicas/Processos Diversificação da Oferta Expansão da Rede Redimensionamento da Unidade Remodelação/Modernização da Unidade Outros 24,7% 5,9% 5,2% 4,0% 2,5% 5,5% 14,8% 11,7% 1,7% 1,9% 2,0% 2,3% 8,1% 1,6% 0,9% 7,3% Gráfico 8

Divulgação de Informação Geral sobre a Empresa

Divulgação sobre Produtos/Serviços

Promoção/Publicidade

Comércio Electrónico

Recrutamento

Referências

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