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Waldir Azevedo, o Mestre Do Cavaquinho

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Catalogação na Fonte do Departamento Nacional do Uvro W163

Créditos

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Waldir Azevedo: o mestre do cavaquinho: melodias

cifradas para cavaquinho, violão, bandolim e

teclados. - 1.ed. - Rio de Janeiro:Todamérica Música, 2000 . ...p.:

il;

em.

ISBN 85-87760-01-7

1.Azevedo, Waldir, 1923 - . 2 Música para instrumento decorda - Brasil. 3 . Música para intrumento de teclado - Brasil.

CDD-787.0981

Editoração computadorizada das partituras

Maestro Ely Arcoverde

Introdução Marcus Veras Dados Biográficos

Jairo Severiano

Transcrição das Músicas Maestro Ely Arcoverde

Design Gráfico Eclipse Publicações

Editoração e Arte

Ana Amélia Erthal Produção

Todamérica Musical Ltda. Agradecimentos Especiais

Olinda Barbosa Azevedo Impressão e Acabamento

Q

4° Centenário Artes Gráficas

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Ao completar cinqüenta e cinco anos de

existência, a Ed

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tora Todamérica decidiu se

conectar ao futuro usando seu bem mais

precioso: o passado

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brasileiros

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A escolha de Wald

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iniciar este trabalho está l

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gada a outra data

importante

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neste ano de 2000

,

"Brasileirinho" e "Delicado", dois de seus

maiores sucessos

,

completam cinqüenta anos

de edição

.

A reimpressão da obra de Wald

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atende a

uma antiga reivindicação dos músicos, pois

as partituras originais continh

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técnicos que foram cor

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gidos pelo maestro

Ely Arcoverde. Desta fo

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Waldir Azevedo acabara de tocar o "Brasileirinho" em um programa da Rádio Clube, quando Braguinha o abordou no auditório com a seguinte proposta: "Você quer gravar esta música na Continental? ...Arranje uma outra para completar o disco e compareça ao estúdio segunda-feira, àstrês da tarde, pronto para gravar". Então, ainda sob a emoção da surpresa, Waldir foi para casa ensaiar os choros "Brasileirinho" e "Carioquinha", a fim de não fazer feio no estúdio. Realmente,

Braguinha, diretor da Continental, ao procurar naquele sábado um

substituto para o seu ex-contratado Jacob do Bandolim, oferecia a Waldir Azevedo a grande oportunidade de sua vida, concretizada já no disco de estréia, que lhe renderia mais de 200 mil cruzeiros, uma fortuna em 1949.

Filho do funcionário da Light WalterAzevedo e de sua mulher Benedita Azevedo,Waldir nasceu no dia 27 de janeiro de 1923, no bairro carioca de Piedade.Vivendo a infância de um menino suburbano, fez o curso primário numa escola particular e o ginasial nos colégios Assunção e São Bento. Por esse tempo, a família queria que ele fosse padre, hipótese firmemente rejeitada pelo garoto, que pretendia ser aviador

quando crescesse. Waldir chegou a se preparar para a aviação militar, na época um setor do Exército, tendo sido reprovado no exame médico, em razão de um problema cardíaca. Seu interesse pela música

começou a se manifestar quando ele tinha dez anos. Um vizinho, conhecido por Marreco, apareceu com uma flautinha metálica, bem rudimentar, desejada e logo comprada pelo futuro instrumentista. O dinheiro da transação, dois mil réis,foi obtido com a

venda de uns passarinhos na feira do Engenho de Dentro. Comessaflautinha, o menino

Waldir faria sucesso num carnaval, no Jardim

do Méier,tocando a marchinha "Trem

Blindado", de Braguinha.

Nos anos da adolescência, ele passou a se

dedicar a instrumentos de corda, aprendendo

sucessivamente a dominar o bandolim, violão,

violão-tenor, banjo e por fim...o cavaquinho,

este somente em 1943, quando resolveu tentar

asorte no programa CalourosOK, da Rádio

Guanabara. Tentou,ganhou o primeiro lugar

-interpretando o choro "Carnbucá", de Pascoal

de Barros -e ainda recebeu um convite para

integrar o Regionalde CésarMoreno, que

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atuava na Guanabara e na Mayrink Veiga.Assim, no sábado seguinte, estreava substituindo

o

colega que

trocara o cavaquinho pelo contrabaixo, transferindo-se

para oConjunto Milionários do Ritmo.Um ano antes de tocar com César,Waldir teve uma rápida passagem por um grupo vocal, o Águias de Prata, atuando como cantor e violonista. Esse grupo chegou a se apresentar

no Copacabana Palace,tendo gravado em 23 de

dezembro de 1942 um disco na Victor,com a marcha

"Manoeis e Marias" e o samba "Somenteaquelamulher".

Em 1944, Waldir complementava seus parcos rendimentos de músico trabalhando na Light em um

emprego arranjado pelo pai. Oserviço oferecia a

vantagem de ser externo, sem a exigência de horário

rígido. Foiem maio desse ano que eleconheceu a

jovem Olinda Barbosa, com quem se casaria oito

meses depois, no dia emque completou 22 anos.

Ocasalestava em plena lua-de-mel, quando o noivo foi

convocado com urgência para umteste na RádioClube. O fato era que Benedito Lacerda deixara a emissora e o diretor Renato Murce havia incumbido oviolonista Dilermando Reis de organizar um novo regional.

Aprovado imediatamente, o cavaquinista assumiu o posto com grande satisfação, pois a rádio lhe oferecia odobro do queganhava na Light. Dando preferência

à

atividade de solista, Dilermando ficaria pouco tempo

à

frente do conjunto, passando o encargo a Waldir.

Exercia ele essa função quando recebeu a citada visita de Braguinha, naquelatarde de 1949. O diretor o procurara atendendo a recomendação de dois "reis":

Oilermando eo técnico de gravação ecompositor Norival Reis.Incluído nosuplemento de junho de 1949

da Continental, o disco 16050 apresentando

"Brasileirinho" e "Carioquinha", deslanchou no final do

ano, alcançando uma vendagem excepcional, como foi

dito. "Brasileirinho", o abre-alas da carreira de Waldir,

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é uma composição um tanto diferente dos choros da

época, o que causou impacto. De andamento rápido e

melodia aguda e sacudida, chama atenção principalmente .

por sua alegre agressividade. Foicomposto ern 1947, partindo o autor de um tema desenvolvidosobre a corda

ré (prima) do cavaquinho. Tal como "Carioquinha", "Brasileirinho" já haviasido muitasvezes executado no

rádio antes de chegar ao disco.

De 1945 a 1950, WaldireOlindamoraram nacasados

pais de Waldir, na rua Oliveira, no Méier.Nesse período nasceram suas filhas Mirian eMarli. Com o estouro do

disco inicial Waldir juntou os ganhos e reformou uma casa do sogro, na rua Jacinto,também no Méier, para onde se

mudou. Além disso, adquiriu um automóvel e um

apartamento no Grajaú. Começava assim uma nova era

emsua vida, embora ele jamais tenha modificado a

maneira simples como sempre tratou as pessoas com

que conviveu.

A"Brasileirinho" seguiu-se outro sucesso estrondoso, o

do baião "Delicado", lançado em dezembro de 1950.

Originalmente um bolero, esta composição teve, por sugestão de amigos, seu ritmo modificado para baião, a

música da moda na ocasião. Mas,a princípio, "Delicado"

não despertou o entusiasmo deWaldir,tanto assim que permaneceu inédito até o dia em que ele precisou

completar o disco em que gravaria "Vê se Gostas". Foi

então que o colega Chiquinho do Acordeon lembrou: "por que você não grava aquele baiãozinho que me mostrou

outro dia em Friburgo?". Obaiãozinho, ainda sem nome,

era o "Delicado", título então sugerido pelo mesmo

Chiquinho. Líder absoluto nas paradas de sucesso durante o ano de 51 eum dos discos maisvendidos no Brasil na era do 78 rotações, "Delicado" tornou-se a partir de então peça obrigatória nos showsde Waldir.

Possuidor de extensa discografia, nopaís e no exterior, é

a música mais gravada de seu repertório. Há até uma gravação da orquestra Percy Faith, que entrou para o hit

parade da CashBox, nos Estados Unidos.O curioso é que "Delicado", em sua simplicidade, não apresenta nada de

extraordinário, sobressaindo-se pelo contraste de sua melodia graciosa com o ritmo forte que a sustenta.

Oterceiro grande sucesso deWaldir Azevedo foi ochoro "Pedacinhos do Céu", que, lançado em maio de 1951,

manteve-se em evidência até o ano seguinte. Umade suas mais elaboradas composições, "Pedacinhos do Céu"

era a sua preferida, tendo sido feita em homenagem às filhas, então com seise três anos e meiode idade. O prestígio de Waldir como compositor e instrumentista

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participação como figura principal na 5a Caravana

Oficial da Música Popular Brasileira, patrocinada pelo

Ministério do Exterior, que realizou espetáculos na

Europa e Oriente Médio em 1963.

Dessas excursões há dois fatos pitorescos que o artista jamais esqueceu: o primeiro, em Buenos

Aires, quando fãs entusiasmados rasgaram sua

roupa eosegundo, adescoberta nosconfins do Oriente de umacaixinha de música que tocava o

"Delicado". Desde os tempos da rádio, Waldir

manteve, namedida do possível, um núcleo de

músicos que o acompanhariam pela vida afora, em shows egravações, como osviolonistas JorgeSantos

e Francisco Sá, o pandeirista Moacir Machado Gomes

e os contrabaixistas Sílvio,Gugue Dalton Vogeler.

Embora sem lançar grandes sucessos como na década de 50, Waldir continuava a gravar

regularmente na Continental, quando, em janeiro de

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1964, perdeu a filha mais velha, Mirian, num desastre de automóvel. Pianista e muito chegada ao pai, Mirian o assessorava no planejamento de seus discos e espetáculos. Em conseqüência da tragédia, Waldir entrou num processo de depressão, em que se desinteressou pela carreira, só voltando

à

música em

1967, quando gravou um LP pela London. No final deste ano, ele concederia um depoimento ao Museu da Imagem e do Som, sendo entrevistado por Almirante, Braguinha e Ricardo Cravo Albin. Na ocasião, teria a oportunidade de explicar detalhes de sua técnica de solista de cavaquinho, com a mão direita solta, o que amplia a sonoridade do instrumento.

Em outubro de 1971, Waldir e Olinda foram morar em Brasília, onde vivia sua filha Marli, casada com um funcionário do Banco Central. Na capital do país, o casal residiu inicialmente na Quadra 302 Sul, mudando-se depois para uma confortável casa no Lago Sul, com piscina e amplo terreno gramado. Uma tarde, nessa casa, num momento de distração, ele sofreu um acidente que quase ocasionou o fim de sua carreira como instrumentista: uma máquina de cortar grama decepou-lhe a ponta do dedo anelar da mão esquerda. Felizmente, graças

à

perícia de um médico, o Dr. José Aristeu, o pedaço do dedo, recolhido por Olinda no jardim, foi implantado e, após penosa e demorada recuperação, Waldir voltaria a tocar. O fato serviu de estímulo para que recuperasse o interesse pela música. Então, a partir de 1974, passaria a enturmar-se com os chorões brasilienses, tornando-se figura obrigatória nos eventos do Clube do Choro. Chegou mesmo a realizar, ainda em 74, um recital de grande sucesso na Sala Martins

Pena e Teatro Nacional de Brasília, que marcou sua volta ao palco.

No final dos anos 70, Waldir tomou parte de diversos projetos ligados ao choro como os

festivais da TV Bandeirantes, o Choro na Praça, o Seis e Meia, além de aparições em

programas de televisões, tendo composto vários choros

com amigos de Brasília, entre os quais o violonista Hamilton Costa.

Em novembro de 1979 realizou-se no Teatro Municipal de São Paulo um espetáculo em sua homenagem, no qual se comemorou o trigésimo aniversário de

"Brasileirinho". Desse espetáculo participaram, além

do homenageado, convidados ilustres como Paulo Moura,

Paulinho da Viola e Ademilde Fonseca, entre outros. Foi o seu último momento de glória no palco. Em 20 de setembro de 1980, ele morreria no Hospital da

Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em conseqüência da ruptura de um aneurisma na aorta abdominal. Wladir Azevedo deixou cerca de 160 composições, sendo

Waldir comasfilhasMirian,Marli eaesposa,Olinda. À esquerda,osnetosEduardo e Fernando, hojeformados em engenharia emedicina, respectivamente.

151 editadas pelo grupo Todamérica. Além dos mega -sucessos "Brasileirinho", "Delicado" e"Pedacinhos do Céu", há várias outras de primeira qualidade, entre as

quais"Arrasta-pé", "Carioquinha", "Cavaquinho Seresteiro", "CinemaMudo", "Vê se Gostas" e

"Apertando Eu Chego Lá".

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Brasil-Todos os direitos autorais, execução e arranjos reservados para todos os países -ALL RIGHTS RESERVED.

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oCopyright 1978 byTODAMÉRICA MÚSICA LIDA -Rio de Janeiro - Brasil

-Todos osdireitos autorais, execução, tradução e arranjos reservados paratodos ospaíses

-ALL RIGHTS RESERVED.

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-ALL RIGHTS RESERVED,

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-3- Vê se Gostas Wql<!irAzevedo/Octavrano Pitlngq2'40

4- Pedacinhos do Céu Wql<!irAzeve<!o 2'59

5- Não H~deSer Nada wqlditAzevedo 3'00

6- Delicado Wql<!itAzevedo 2'32

7- Contraste wqlditAzevedo/Hamilton Costa 2'51

8- Ourtandtnha wqlditAzevedo/S'llvqdOtMiceli 2'50

9- Minh'ls mãos, meucavaquinho wqlditAzeve<!o 3'35 10- Chiqutta wqlditAzevedo 2'24

-11- Sobe eDesce wqlditAzevedo 1'55

12- Sentido wqlditAzevedo 2'4-3 13- Frevo

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Lira wqlditAzevedo/Luiz Litq 2'23 14- Flor do Cerrado wqlditAzevedo 2'33 15- Cavaquinho Serestetro wqlditAzevedo 2'24 -16- Carnundonqo wqlditAzevedo 2'07 17- Você, carinho eamor vvaldnAzevedo 3'21

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MiX4gem eM'lsteriz.qç;jo RicardoC'llqfJte - Cravação. 25'l28/01 e02/02 de2000

lntru mentos Faixas cavaquínho solo 2,4,6,9,11,14,17 cavaquinho centro __ 1,3,5,7,8,10,12,13,15,16 __ cavaquinho solo 1,3,7,12,13,15,16 __________ cavaqurnho centro __ 2,4,6,9,11,14 __________ violão de6cordas todas bandolim 5,10 bandolim 1,6,8,10,17 ritmo exceto10e17. André Bellieny violão de 7 cordas todas D<1rlyA Cuimarães pandeiro exceto10e17 Músicos Valrnar G.de Amorirn M~rcio M. deAlmerda Déo Rían _ Bruno Ri'ln _

Referências

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