Raiz Rendimento 27,9 23,2 13,5 10,8 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0
Dez 07 Jun 08 Dez 08 Jun 09
-1.014 -483 -528 -93 -308 -434 -1.300 -1.100 -900 -700 -500 -300 -100 100 300
Jan-09 Fev-09 Mar-09 Abr-09 Mai-09 Jun-09
R
ELATÓRIO DE ACTIVIDADE
O Fundo iniciou a sua actividade em 20 de Junho de 1994 e tem por objectivo a aplicação de poupanças por prazos superiores a 180 dias numa carteira diversificada de activos de rendimento fixo.
EVOLUÇÃO DO VALOR GLOBAL LÍQUIDO DO FUNDO
No final do primeiro semestre de 2009, os activos líquidos do fundo de investimento mobiliário Raiz Rendimento registavam uma queda de 2,67 milhões de euros relativamente ao final do ano anterior, totalizando 10,83 milhões de euros, o que representa uma queda de quase 20% no valor dos activos.
Milhões de Euros
SALDO LÍQUIDO DAS SUBSCRIÇÕES E RESGATES
O movimento de unidades de participação no fundo Raiz Rendimento evidenciou ao longo do primeiro semestre uma tendência negativa constante no saldo mensal entre subscrições e resgates. Apesar da atractiva rendibilidade do fundo em 2009 os investidores ainda se sentem surpreendidos e decepcionados com o impacto negativo que a crise financeira teve sobre esta classe de fundos e tem optado por continuar a resgatar, embora num claro movimento de abrandamento ao longo do semestre. Nos primeiros seis meses do ano os resgates no fundo superaram as subscrições em 2,86 milhões de euros.
Raiz Rendimento Aplicações M onetárias (1) 2, 6% Obrigações Div ersas 89, 8% Papel Comercial 7, 5% Tax a Variáv el 66, 9% Tax a F ix a > 1 Ano 21, 4% Tax a F ix a < 1 Ano 11, 7% EU A+ Canadá 10% U nião Europeia 90% Aplicações M onetárias (1) 3% Papel Comercial 7% Não Cotados 6% Bolsas da U . E. 84% \ POLÍTICA DE INVESTIMENTOS
Avaliação do desempenho do fundo
A rendibilidade do fundo compara positivamente com a evolução da Euribor a 6 meses, para o período dos últimos doze meses. Sendo este fundo constituído maioritariamente por obrigações beneficiou largamente do efeito positivo do estreitamento de “spreads” de risco no primeiro semestre de 2009, com o índice I-TRAXX Main 5 Years a cair dos 178 pontos no final de 2008 para 112 pontos em Junho de 2009. Assim, quando comparado com os restantes fundos da sua classe, o fundo Raiz Rendimento teve um comportamento notável, posicionando-se entre os três primeiros fundos com rentabilidades superiores. No último semestre, a média simples da classe foi negativa em 6,61% enquanto Raiz Rendimento gerou uma taxa anualizada positiva de 3,21%.
Principais decisões de investimento
Reduzir a exposição ao risco de crédito constituiu uma prioridade da gestão do fundo em 2008. Nesse sentido, foram alienados ao longo do ano alguns títulos mais susceptíveis de serem atingidos pelo agudizar da crise no mercado de crédito, como é o caso de emitentes do sector financeiro espanhol e americano. Em resultado dessa opção as obrigações que permaneceram em carteira e que constituem cerca de 87% dos activos do fundo estavam em condições de beneficiar totalmente da extraordinário estreitamento que se assistiu nos “spreads” de risco no primeiro semestre de 2009. O fundo beneficiou ainda da opção de trocar cerca de 20% das aplicações em taxa indexada por taxa fixa, o que permitiu assim capturar os ganhos resultantes da queda das taxas de juro nos prazos mais curtos.
Tal como no fundo de tesouraria foi igualmente decidido reduzir, no fundo Raiz Rendimento a exposição individual de cada obrigação aos 250 mil euros, o montante mínimo para ser negociado em mercado secundário sem prejudicar o preço.
ESTRUTURA DA CARTEIRA EM 30.06.2009
Valores expressos em percentagem do valor global líquido do fundo.
Classes de Activos Taxa de Juro
Emitentes Mercados
Raiz Rendimento AA 54% Se m Rating 13% AAA 1% BBB 5% A 27%
Últimos Últimos Últimos
12 Meses 24 Meses 60 Meses
Rentabilidade 1,02% 1,13% 1,16%
Risco (1) 0,55% 0,45% 0,35%
Classe de Risco 1 1 1
Escalão de Risco Risco Baixo Risco Baixo Risco Baixo
(1) Desvio padrão das rentabilidades semanais Ratings
RENDIBILIDADE LÍQUIDA ANUALIZADA EM 30.06.2009
As rendibilidades líquidas anualizadas abaixo indicadas foram calculadas com base no valor da unidade de participação apurada no último dia do semestre.
As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco
mínimo) e 6 (risco máximo). O valor da unidade de participação pode variar em função do valor dos activos que compõem a carteira do fundo. As taxas de rentabilidade apresentadas não incluem eventuais comissões de subscrição ou
resgate.
O prospecto simplificado, o prospecto completo e os relatórios e contas anuais e semestrais encontram-se disponíveis na sede da sociedade gestora, em todos os balcões das entidades colocadoras e dos seus agentes e serão enviados aos
participantes que o solicitem, sem quaisquer encargos.
Lisboa, 14 de Agosto de 2009
O Conselho de Administração
João António Morais da Costa Pinto
Eduardo Augusto Pombo Martins
Raiz Rendimento João Gante Gonçalves
Unidade: Euros
ACTIVO PASSIVO
CÓDIGO DESIGNAÇÃO 30-06-2009 30-06-2008 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 30-06-2009 30-06-2008
BRUTO Mv. mv/P LÍQUIDO LÍQUIDO
CARTEIRA DE TÍTULOS CAPITAL DO OIC
21 Obrigações 10 044 112 42 233 (384 653) 9 701 692 18 503 267 61 Unidades de Participação 8 859 228 19 139 655
22 Acções - - - 62 Variações Patrimoniais (7 830 716) (5 670 453)
23 Outros Títulos de Capital - - - 64 Resultados Transitados 9 624 869 9 551 054
24 Unidades de Participação - - - 65 Resultados Distribuídos -
-25 Direitos - - - -
-26 Outros Instrumentos de Dívida 794 701 - - 794 701 992 949 66 Resultados Líquidos do Período 183 617 155 560 TOTAL DA CARTEIRA DE TÍTULOS 10 838 813 42 233 (384 653) 10 496 393 19 496 216 TOTAL DO CAPITAL DO OIC 10 836 998 23 175 816
TERCEIROS TERCEIROS
411+…+418 Contas de Devedores - - - 421 Resgates a Pagar a Participantes 19 781 54 656 422 Rendimentos a Pagar aos Participantes - -TOTAL DOS VALORES A RECEBER - - - 423 Comissões a Pagar 7 443 15 232 424+…+429 Outras Contas de Credores 272 091 81 222
DISPONIBILIDADES 43+12 Empréstimos Obtidos -
-11 Caixa - -
-12 Depósitos à Ordem 5 665 5 665 3 992 TOTAL DOS VALORES A PAGAR 299 315 151 110
13 Depósitos a Prazo e com pré-aviso 575 000 575 000 3 702 400
14 Certificados de Depósito - - - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
18 Outros Meios Monetários - - - 55 Acréscimos de Custos -
-56 Receitas com Proveito Diferido -
TOTAL DAS DISPONIBILIDADES 580 665 580 665 3 706 392 58 Outros Acréscimos e Diferimentos -
-59 Contas Transitórias Activas -
-ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
51 Acréscimos de Proveitos 59 255 59 255 124 318 TOTAL DOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS PASSIVOS -
-52 Despesas com Custo Diferido - -
-58 Outros Acréscimos e Diferimentos - -
-59 Contas Transitórias Activas - -
-TOTAL DOS ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS ACTIVOS 59 255 - - 59 255 124 318
TOTAL DO ACTIVO 11 478 733 42 233 (384 653) 11 136 313 23 326 926 TOTAL DO PASSIVO 11 136 313 23 326 926
1 776 108 3 837 140 6.1015 6.0399
Abreviaturas: Mv - Mais valias / mv - menos valias / P - Provisões Lisboa, 14 de Agosto de 2009
BALANÇO
Número total de Unidades de Participação em circulação Valor Unitário da Unidade de Participação
Unidade: Euros
CUSTOS E PERDAS PERÍODO PROVEITOS E GANHOS PERÍODO
CÓDIGO DESIGNAÇÃO 30-06-2009 30-06-2008 CÓDIGO DESIGNAÇÃO 30-06-2009 30-06-2008
CUSTOS E PERDAS CORRENTES PROVEITOS E GANHOS CORRENTES
JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS
711 + 718 De Operações Correntes - - 812+813 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 167 340 468 031 712 Da carteira de Títulos - - 811+814+817+818 Outros, de Operações Correntes 3 585 117 932
819 De Operações Extrapatrimoniais -
-COMISSÕES E TAXAS
722+723 Da carteira de Títulos e Outros Activos - - RENDIMENTO DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS
724+...+728 Outras, de Operações Correntes - - 822+...+824/5 Da Carteira de Títulos e Outros Activos -
-729 De Operações Extrapatrimoniais - - 829 De Operações Extrapatrimoniais -
-PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
732+733 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 44 641 95 704 832+833 Na Carteira de Títulos e Outros Activos 1 013 842 531 037 731+738 Outras, de operações Correntes 918 943 745 285 831+838 Outros, em Operações Correntes -
-739 Em Operações Extrapatrimoniais - - 839 Em Operações Extrapatrimoniais -
-IMPOSTOS REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES
7411+7421 Impostos sobre o Rendimento 34 182 117 048 851 Provisões para Encargos -
-7412+7422 Impostos Indirectos -
-7418 + 7428 Outros Impostos - - 86 OUTROS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES -
-75 PROVISÕES DO EXERCÍCIO TOTAL DOS GANHOS E PROVEITOS CORRENTES (B) 1 184 767 1 117 000
751 Provisões para Encargos -
-77 OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES 3 384 3 403 PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS
881 Recuperação de Incobráveis -
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) 1 001 150 961 440 882 Ganhos Extraordinários - -883 Ganhos imputáveis a Exercícios Anteriores -
-CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS 888 Outros Proveitos e Ganhos Eventuais -
-781 Valores Incobráveis -
-782 Perdas Extraordinárias - - TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (D) -
-783 Perdas Imputáveis a Exercicíos Anteriores -
-788 Outros Custos e Perdas Eventuais -
TOTAL DE CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (C) - -63 IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO DO EXERCÍCIO -
-66 RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 183 617 155 560 -
-TOTAL 1 184 767 1 117 000 TOTAL 1 184 767 1 117 000
8x2/3/4/5-7x2/3 Resultados da Carteira de Títulos e Outros Activos 1 136 541 903 364 D-C Resultados Eventuais - -8x9-7x9 Resultados das Operações Extrapatrimoniais - - B+D-A-C+74 Resultados Antes de Imposto s/ o Rendimento 217 799 272 608 B-A Resultados Correntes 183 617 155 560 B+D-A-C Resultados Líquidos do Período 183 617 155 560 Lisboa, 14 de Agosto de 2009
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
Unidade: Euros 30-06-2009 30-06-2008 RECEBIMENTOS:
Subscrição de Unidades de Participação 98 207 98 207 303 121 303 121 PAGAMENTOS:
Resgates de Unidades de Participação 3 203 089 5 406 013
Rendimentos Pagos aos Participantes - 3 203 089 - 5 406 013 Fluxo das operações sobre as unidades do OIC (3 104 882) (5 102 892) RECEBIMENTOS:
Venda de Títulos e Outros Activos 3 178 828 2 614 285 Reembolso de Títulos e Outros Activos 8 856 277 6 177 553 Resgates de Unidades de Participação noutros OIC - -Rendimento de Títulos e Outros Activos - -Juros e Proveitos Similares Recebidos 168 150 474 032 Venda de Títulos e Outros Activos com Acordo de Recompr -
-Outros Recebimentos Relacionados com a Carteira - 12 203 255 - 9 265 870 PAGAMENTOS:
Compra de Títulos e Outros Activos 10 721 246 7 879 161 Subscrições de Unidades de Participação noutros OIC - -Juros e Custos Similares Pagos 19 065 16 010 Venda de Títulos com acordo de recompra -
-Comissões de Bolsa Suportadas -
-Comissões de Corretagem - 276
Outras Taxas e Comissões -
-Outros Pagamentos Relacionados com a Carteira - 10 740 311 - 7 895 447 uxo das operações da carteira de títulos e outros activos 1 462 944 1 370 423
RECEBIMENTOS:
Juros e Proveitos Similares Recebidos -
-Operações Cambiais -
-Operações Sobre Cotações -
-Margem Inicial em Contratos de Futuros e Opções - -Comissões em Contratos de Futuros e Opções -
-Outras Comissões -
-Outros Recebimentos Operações a Prazo e de Divisas - - - -PAGAMENTOS:
Juros e Proveitos Similares Pagos -
-Operações Cambiais -
-Operações Sobre Cotações -
-Margem Inicial em Contratos de Futuros e Opções - -Comissões em Contratos de Futuros e Opções -
-Outros Pagamentos Operações a Prazo e de Divisas - - - -Fluxo das operações a prazo e de divisas - -RECEBIMENTOS:
Cobranças de Crédito Vencido -
-Juros de Depósitos Bancários 2 967 117 931
Juros de Certificados de Depósito -
-Comissões em Operações de Empréstimos de Títulos -
-Outros Recebimentos Correntes - 2 967 - 117 931 PAGAMENTOS:
Comissão de Gestão 36 254 77 715
Comissão de Depósito 9 063 19 429
Comissão de garantia -
-Despesas com Crédito Vencido -
-Juros Devedores de Depósitos Bancários -
-Impostos e Taxas 163 819 210 754
Outros Pagamentos Correntes 4 446 213 582 5 437 313 335 Fluxo das operações da gestão corrente (210 615) (195 404) RECEBIMENTOS:
Ganhos Extraordinários -
-Ganhos Imputáveis a Exercícios Anteriores -
-Recuperação de Incobráveis -
-Outros Recebimentos de Operações Eventuais - - - -PAGAMENTOS:
Perdas Extraordinárias -
-Perdas Imputáveis a Exercícios Anteriores -
-Outros Pagamentos de Operações Eventuais - - -
-Fluxo das operações eventuais -
-Saldo dos fluxos monetários do período...(A) (1 852 553) (3 927 873) Efeitos das diferenças de Câmbio...(B) - -Disponibilidades no início do período...(C) 2 433 128 7 634 265 Disponibilidades no fim do período...(D)=(C)+(B)+(A) 580 575 3 706 392 Lisboa, 14 de Agosto de 2009
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO HARMONIZADO ABERTO - RAIZ RENDIMENTO - Fundo de Obrigações de Taxa Variável
DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS
TOTA IS OPER A Ç Õ ES EVEN TU A IS OPER A Ç Õ ES SOB R E AS UNIDADE S DO O IC O PE R AÇÕ ES DA CART EI RA DE T ÍT U LO S E O U TR O S ACT IV O S O PE R AÇÕ ES A P R AZ O E DE DIV IS A S OPER A Ç Õ ES D E GESTÃ O C O R R EN TE
Raiz Rendimento
A
NEXO
O “FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO HARMONIZADO ABERTO - RAIZ RENDIMENTO - Fundo de Obrigações de Taxa Variável” (adiante designado por Fundo) constitui-se como um Fundo de Obrigações. O Fundo é administrado pela Crédito Agrícola Gest - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.. As funções de banco depositário são exercidas pela CAIXA CENTRAL - Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL.
A contabilidade do Fundo obedece ao Plano Contabilístico dos Organismos de Investimento Colectivo, em conformidade com o Regulamento da CMVM n.º 16/2003 e as notas que se seguem encontram-se organizadas e obedecem à referenciação apresentada em anexo àquele Regulamento. Os números omissos dizem respeito a notas não aplicáveis. Salvo menção em contrário, os valores encontram-se expressos em Euros.
1. VALOR DA UP E DO FUNDO NOS ÚLTIMOS 6 MESES
EVOLUÇÃO DO VALOR LÍQUIDO GLOBAL DO FUNDO EM 2009
Durante os primeiros seis meses do exercício de 2009, os movimentos nas rubricas do capital do Fundo apresentaram o seguinte detalhe:
Descrição No Início Subscrições Resgates Distribuição Resultados Outros do Período Resultado No Fim
Valor base 11.223.179 80.751 (2.444.701) - - - 8.859.228 Dif. para Valor base (7.334.003) 17.456 (514.170) - - - (7.830.716) Resultados transitados 9.551.054 - - - 73.815 - 9.624.869 Resultados distribuídos - - - - - Resultados do período 73.815 - - - (73.815) 183.617 183.617 SOMA 13.514.045 98.207 (2.958.871) - - 183.617 10.836.998 N.º de U.P. 2.250.036 16.189 (490.117) - - - 1.776.108 Valor da U.P: 6,0061 6,0662 6,0371 - - - 6,1015
O valor líquido global do fundo e o número de unidades de participação apresentou, em cada final de mês, a seguinte evolução durante os primeiros seis meses do exercício de 2009:
Anos VLGF Valor da UP Nº UP’s em Circulação
2009 Janeiro 12.533.784 6,0217 2.081.420 Fevereiro 12.080.657 6,0365 2.001.261 Março 11.570.463 6,0456 1.913.858 Abril 11.164.040 6,0605 1.842.107 Maio 10.902.110 6,0857 1.791.427 Junho 10.836.999 6,1015 1.776.108
Raiz Rendimento
3 . INVENTÁRIO DA CARTEIRA DE TÍTULOS
O inventário da carteira de títulos do Fundo em 30 de Junho de 2009 apresentava o seguinte detalhe.
DESIGNAÇÃO DOS TÍTULOS VALOR
NOMINAL DIVISA VALOR DE AQUISIÇÃO COTAÇÃO MAIS VALIAS MENOS VALIAS JUROS CORRIDOS VALOR TOTAL
1. Valores Mobiliários Cotados
1.1. Mercado de Cotações Oficiais de Bolsa de
Valores Portuguesa
1.1.1. Títulos de Divida Pública 211.701 - (2.275) 6.381 215.807
OT 3.95% 15/07/09 210.000 EUR 211.701 99,7266 - (2.275) 6.381 215.807
1.3. Mercado de Cotações Oficiais de Estado
Membro da U.E.
1.3.3. Obrigações Diversas 8.856.821 35.124 (382.378) 48.412 8.557.979
Fortis Float 25/05/10 250.000 EUR 248.875 99,3310 - (548) 264 248.591
BCPPL Float 28/05/10 300.000 EUR 299.427 99,4700 - (1.017) 457 298.867
BESPL Float 14/05/10 300.000 EUR 299.430 99,4481 - (1.086) 669 299.013
CXGD Float 21/05/10 250.000 EUR 249.300 99,6510 - (173) 430 249.557
BES Finance Ltd 6.625% 03/01/10 250.000 EUR 253.575 99,8198 - (4.026) 4.392 253.942
LUSI 1A FL 12/35 133.664 EUR 133.359 91,1155 - (11.570) 74 121.863
Autostrade Float 09/06/11 300.000 EUR 302.400 99,0300 - (5.310) 252 297.342
BSC Float 10/09 300.000 EUR 300.000 99,8000 - (600) 797 300.197
DTFloat 11/09 250.000 EUR 249.825 99,3500 - (1.450) 309 248.684
CCCI Float 01/10 250.000 EUR 249.820 97,8690 - (5.148) 553 245.225
BFCM Float 20/04/13 100.000 EUR 99.060 92,5590 - (6.501) 246 92.805
GS Float 11/05/11 250.000 EUR 241.500 96,8000 500 - 433 242.433
HYPO REAL ESTATE Float 24/05/11 50.000 EUR 49.525 83,5170 - (7.767) 60 41.818
VW Float 07/07/10 300.000 EUR 299.658 98,6700 - (3.648) 923 296.933
Vodafone Float 13/01/12 250.000 EUR 249.625 97,6000 - (5.625) 800 244.800
WB Float 01/08/11 250.000 EUR 249.725 94,2220 - (14.170) 466 236.021
DNBNOR Float 22/11/11 300.000 EUR 299.862 97,5047 - (7.348) 358 292.873 St Gobain Float 11/04/2012 250.000 EUR 247.325 91,5000 - (18.575) 730 229.480
RBS Float 18/05/10 250.000 EUR 239.250 97,8156 5.289 - 313 244.852
DANBNK Float 29/06/12 350.000 EUR 349.682 94,9467 - (17.368) 19 332.332 Seine Fl Rate Flotes 800.000 EUR 800.000 73,0693 - (215.446) 14.569 599.123 KBC Float 26/10/12 500.000 EUR 500.000 88,9990 - (55.005) 1.268 446.263 Credit Agricole Float 09/09/10 150.000 EUR 150.000 100,5440 816 - 148 150.964 EONGR 4.75% 25/11/2010 250.000 EUR 249.633 103,0300 7.943 - 5.674 263.249 Bank of Ireland 3.75% 03/09/10 300.000 EUR 299.715 100,3860 1.443 - 5.178 306.336 BP Capital 4.25% 10/01/11 250.000 EUR 249.770 102,8800 7.430 - 4.746 261.946 ROSW Float 04/03/10 250.000 EUR 250.000 100,6200 1.550 - 332 251.882 SHBASS Float 18/10/10 250.000 EUR 249.628 100,7660 2.288 - 1.084 252.999 BFCM Float 25/10/10 150.000 EUR 149.777 101,0290 1.767 - 620 152.163 BACR Float 25/10/10 250.000 EUR 249.813 101,0260 2.753 - 1.091 253.656
ESF 4.50% 31/05/11 250.000 EUR 249.048 99,9420 808 - 912 250.767
UBS 4.625% 06/07/12 250.000 EUR 249.705 100,1150 583 - - 250.288
Raiz Rendimento
DESIGNAÇÃO DOS TÍTULOS NOMINAL VALOR DIVISA AQUISIÇÃO VALOR DE COTAÇÃO VALIAS MAIS MENOS VALIAS CORRIDOS JUROS VALOR TOTAL
1.5. Mercado de Cotações Oficiais de Estado Não Membro da U.E.
1.5.3. Obrigações Diversas 293.850 6.150 - 1.157 301.157
Credit Suisse Float 08/04/10 300.000 EUR 293.850 100,0000 6.150 - 1.157 301.157
2. Outros Valores
2.2. Valores Mobiliários Estrangeiros Não
Cotados 2.2.3. Obrigações Diversas 681.740 959 - 565 683.264 DB 3.3% 20/12/10 700,000 EUR 681.740 97,5285 959 - 565 683.264
2.3. Outros Instrumentos de Dívida
2.3.2. Papel Comercial 794.701 2.737 797.439
Parpública, Participações Públicas, SGPS 250.000 EUR 250.000 - - - 70 250.070 Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. 23ª Em 250.000 EUR 249.159 - - - 67 249.226 UNICER-Bebidas de Portugal, S.A. 199ª Em 300.000 EUR 295.542 - - - 2.601 298.143
TOTAL 10.838.814 42.233 (384.653) 59.252 10.555.646
Durante os primeiros seis meses do exercício de 2009, a liquidez do Fundo apresentou o seguinte movimento.
Contas Saldo Inicial Aumentos Reduções Saldo Final
Depósitos à Ordem 3.128 70.100.809 (70.098.273) 5.665
Depósitos a Prazo e c/ Pré-aviso 2.430.000 (221.593.780) 219.738.780 575.000
4 . CRITÉRIOS DE VALORIMETRIA
Os activos integrantes da carteira do Fundo foram valorizados com base nos critérios nas normas legais em vigor e no prospecto do Fundo, designadamente:
Momento de referência da valorização
O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis e determina-se pela divisão do valor líquido global do fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido global do fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o integram o montante de comissões e encargos suportados até ao momento da valorização da carteira.
Para a determinação do valor do Fundo, concorrem todas as subscrições e resgates do dia, bem como todas as operações realizadas nos mercados europeus e asiáticos, desde que as respectivas confirmações se verifiquem até ao momento de referência a seguir indicado. As operações realizadas nos mercados americanos apenas serão registadas no dia útil subsequente.
Raiz Rendimento
O valor do fundo é apurado com referência às 17 horas. Regras de valorimetria e cálculo do valor da UP
a) Contam para efeitos de valorização da unidade de participação para o dia da transacção as operações sobre valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados transaccionadas para o Fundo e confirmadas até ao momento de referência. As subscrições e resgates recebidas em cada dia contam, para a valorização da unidade de participação, para esse mesmo dia.
b) A valorização dos valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base na última cotação conhecida no momento de referência; não havendo cotação do dia em que se esteja a proceder à valorização, ou não podendo a mesma ser utilizada, designadamente por ser considerada não representativa, tomar-se-á em conta a última cotação de fecho conhecida, desde que a mesma se tenha verificado nos 15 dias anteriores ao dia em que se esteja a proceder à valorização.
c) Tratando-se de valores representativos de dívida admitidos à negociação num mercado regulamentado, caso os preços praticados em mercado não sejam considerados representativos, poder ser consideradas para efeito de avaliação, as oferta de compra firmes ou, na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Entidade Gestora, nos termos dos artigos 20º e 21º do Código de Valores Mobiliários.
d) Quando a última cotação tenha ocorrido há mais de 15 dias, os valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados são considerados como não cotados para efeitos de valorização, aplicando-se o disposto na alínea seguinte.
e) A valorização de valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados não admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base nos seguintes critérios:
i. As ofertas de compra firmes ou, na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Entidade Gestora, nos termos dos artigos 20º e 21º do Código de Valores Mobiliários.
ii. Modelos teóricos de avaliação que a Entidade Gestora considere mais apropriados atendendo às características do activo ou instrumento derivado. A avaliação pode ser efectuada por entidade subcontratada.
f) Os valores representativos de dívida de curto prazo, bem como os depósitos bancários, serão avaliados com base no reconhecimento diário do juro inerente à operação.
g) A valorização dos activos denominados em divisas diferentes do euro terá ainda em conta o câmbio (fixing) divulgado diariamente pelo Banco de Portugal.
h) A valorização das unidades de participação não admitidas à cotação será feita com base no valor divulgado pelas respectivas sociedades gestoras disponível no momento da valorização.
11 . EXPOSIÇÃO AO RISCO CAMBIAL
O fundo apresentava em 30 de Junho de 2009 activos e passivos expressos em Euros ou em moedas com paridade fixa irrevogável face ao Euro, exclusivamente.
Raiz Rendimento
12. EXPOSIÇÃO AO RISCO DE TAXA DE JURO
O Fundo não efectuou quaisquer operações de cobertura de taxa de juro durante os primeiros seis meses do exercício de 2009. O Fundo apresenta a seguinte exposição a risco de taxa de juro fixa, em 30 de Junho de 2009:
Montante Extra-Patrimoniais (B) Saldo
Maturidades Em Carteira (A+B)
(A) FRA Swaps (IRS) Futuros Opções
De 0 a 1 Ano 1.267.188 - - - - 1.267.188
De 1 a 3 anos 2.066.277 - - - - 2.066.277
De 3 a 5 anos 250.288 - - - - 250.288
15 . CUSTOS IMPUTADOS AO FUNDO
Durante os primeiros seis meses do exercício de 2009, os custos imputados ao Fundo apresentavam os seguintes valores:
Custos Imputados Valor % VLGF (*)
Comissão de Gestão (Fixa) 34.890 0,60%
Comissão de Depósito 8.723 0,15%
Custos de Transacção - 0,00%
Taxa de Supervisão 919 0,02%
Custos de Auditoria 3.384 0,06%
Total 47.106 0,81%
TAXA GLOBAL DE CUSTOS (TGC) 47.106 0,81%
(*) % sobre a média do VLGF dos primeiros seis meses de 2009 (taxa anualizada correspondente à média apurada com base nos valores globais líquidos de 1 de Janeiro de 2009 a 30 de Junho de 2009 e no montante de encargos acumulados no semestre)
R
REELLAATTÓÓRRIIOODDEEAAUUDDIITTOORRIIAA
Introdução
1. Nos termos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 8º do Código dos Valores Mobiliários (CVM) e do nº 1 do artigo 43º e do nº 2 do artigo 67º do Decreto-Lei 252/03, de 17 de Outubro, apresentamos o nosso Relatório de Auditoria sobre a informação financeira do semestre findo em 30 de Junho de 2009, do Fundo de Investimento
Mobiliário Aberto RAIZ RENDIMENTO (Fundo de Obrigações de Taxa Variável), gerido
pela entidade gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.“, incluída no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 11.136.313 euros e um total de capital do fundo de 10.836.998 euros, incluindo um resultado líquido de 183.617 euros), na Demonstração dos Resultados e na Demonstração dos Fluxos de Caixa do semestre findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de Administração da entidade gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. “:
a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do Fundo, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa;
b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados, atentas as especificidades dos Fundos de Investimento Mobiliário;
d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
3. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto, o referido exame incluiu:
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto RAIZ RENDIMENTO – Relatório de Auditoria – 1º Semestre de 2009 Pág. 2
- a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
- a verificação do adequado cumprimento do Regulamento de Gestão do fundo;
- a verificação da adequada avaliação dos valores do fundo (em especial no que se refere a valores não cotados em mercado regulamentado e a derivados negociados fora de mercado regulamentado);
- a verificação do cumprimento dos critérios de avaliação definidos nos documentos constitutivos;
- a verificação da realização das operações sobre valores cotados, mas realizadas fora de mercado nos termos e condições previstos na lei e respectiva regulamentação; - a verificação do registo e controlo dos movimentos de subscrição e resgate das
unidades de participação do fundo;
- a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
- a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
- a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
6. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
Opinião
7. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira do Fundo de Investimento Mobiliário Aberto RAIZ
RENDIMENTO, gerido pela entidade gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de
Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.”, em 30 de Junho de 2009, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa do semestre findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal para os fundos de investimento mobiliário e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Porto, 18 de Agosto de 2009
Carlos Teixeira, Noé Gomes & Associado, SROC, Lda. Representada por Noé Gonçalves Gomes (ROC n.º 498)