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Todas as Parabolas de Jesus

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Academic year: 2021

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1 ANTES DE LER

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E-books Evangélicos

Todas as PARÁBOLASda BíbliA SUMÁRIO

Introdução

A longevidade do método de parábolas; O significado do termo parábola; A s v á r i a s d i v i s õ e s d a l i n g u a g e m f i g u r a d a

;O v a l o r d a i n s t r u ç ã o p o r parábolas ;A missão da parábola

;A falsa e a verdadeira interpretação daparábola ;As múltiplas formas da parábola

Primeira parte — As parábolas do Antigo Testamento Introdução

As parábolas dos livros históricos (Gênesis — Jó)

As parábolas de Salomão (Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos) As parábolas de Isaías

As parábolas de Jeremias As parábolas de Ezequiel As parábolas de Daniel

As parábolas de Oséias, de Miquéias e de Habacuque As parábolas de Zacarias e de Malaquias

Segunda parte — As parábolas do Novo Testamento

IntroduçãoAs parábolas e seu potencial na pregação ;Parábolas como retratos falados; A s p a r á b o l a s d e a c o r d o c o m u m e s b o ç o ; P a r á b o l a s d o i n í c i o d o ministério; P a r á b o l a s d o f i n a l d o m i n i s t é r i o ; P a r á b o l a s d a s e m a n a d a paixão.

As parábolas de João Batista

As parábolas do Senhor Jesus Cristo em Mateus

em Marcos em Lucas

Ausência de material parabólico em João Instruções parabólicas em Atos

Instruções parabólicas nas epístolas paulinas Instruções parabólicas nas epístolas universais

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2 Instruções parabólicas em Apocalipse

Bibliografia índice de assuntos INTRODUÇÃO

E m t o d o o â m b i t o l i t e r á r i o n ã o h á l i v r o m a i s r i c o e m m a t e r i a l alegórico e em parábolas do que a Bíblia. Onde, por exemplo, podemosencontrar parábolas, emblemas ou figuras de linguagem

comparáveisàquelas que os grandes profetas da antigüidade —dentre os quais Jesus,o m a i o r d e t o d o s e l e s — e m p r e g a v a m q u a n d o d i s c u r s a v a m a o s d e

s u a época? Sabendo do poder e do fascínio da linguagem pictórica, usavame s s e r e c u r s o p a r a a u m e n t a r o e f e i t o d e s e u m i n i s t é r i o o r a l . C o m o d e s c o b r i r e m o s e m n o s s o

e s t u d o s o b r e a s p a r á b o l a s d a B í b l i a , e s p e c i a l m e n t e a s t r a n s m i t i d a s p e l o S e n h o r J e s u s , v e r e m o s q u e s ã o o mais perfeito exemplo de linguagem figurada para mostrar e reforçar asverdades divinas.Em outro livro meu, All the miracles of the Bible [Todos os milagresda Bíblia],

tratamos das diferenças entre milagres —parábolas em ação —e parábolas —milagres e m p a l a v r a s .

N a d a h á d e m i r a c u l o s o n a s parábolas, que, na maior parte, são naturais e indispensáveis, chamandoa atenção para a graça e para o juízo. Os milagres manifestam poder emisericórdia. Westcott, no estudo

The gospels [Os evangelhos],

afirmaq u e a p a r á b o l a e o m i l a g r e " s ã o p e r f e i t a m e n t e c o r r e l a t o s e n t r e s i ; n a p a r á b o l a , v e m o s a p e r s o n a l i d a d e e o p o d e r d o G r a n d e O b r e i r o ; n o milagre, a ação geral e constante da Obra [...] naquela, somos levados aa d m i r a r a s m ú l t i p l a s f o r m a s d a

Providência

e n e s t e , a r e c o n h e c e r a instrução vinda do Universo".

No debate acerca dos vários aspectos do desenvolvimento e da de-m o n s t r a ç ã o d o m é t o d o p a r a b ó l i c o e n c o n t r a d o n a B í b l i a ,

é i n t e r e s s a n t e o b s e r v a r q u a n t o s e s c r i t o r e s d o a s s u n t o m e n c i o n a m , d e forma elogiosa, a abrangente pesquisa de Trench em seu

Notes on the p a r a b l e s [ A n o t a ç õ e s s o b r e a s p a r á b o l a s ] .

O d r . G o r d o n L a n g , p o r exemplo, no "Prefácio" do seu livro esclarecedor

The parables of Jesus[As parábolas de Jesus],

afirma que o trabalho do dr. Trench foi o único q u e e l e c o n s u l t o u a o p r e p a r a r a s u a o b r a . " S e r i a s i m p l e s m e n t e u m atrevimento tentar escrever alguma coisa sobre as parábolas", diz o dr. Lang, "sem a orientação que advém da perícia e da grande percepção dodr. Trench". Outros estudiosos

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3 e n t r e o s q u a i s m e i n c l u o , s ã o u n â n i m e s e m r e c o n h e c e r q u e d e v e m m u i t o a o d r . T r e n c h . P a r a o r i e n t a r p r e g a d o r e s e

e s t u d i o s o s , a p r e s e n t a m o s a s e g u i r u m a i n d i s p e n s á v e l i n t r o d u ç ã o q u e t r a t a d o s m a i s v a r i a d o s a s p e c t o s d a parábola. A longevidade do método de parábolas

Embora o uso das parábolas tenha sido característica ímpar do en-sino popular de Jesus, visto que "Sem parábolas não lhes falava", não foiCristo o criador desse recurso

didático. As parábolas são utilizadas desdea antigüidade. Embora Jesus tenha

contribuído para os escritos sagradoscom parábolas inigualáveis e tenha elevado esse método de ensino ao

m a i s a l t o g r a u , e r a s a b e d o r d a e x i s t ê n c i a m i l e n a r d e s s e m é t o d o d e apresentar a verdade. Na época e na região em que Jesus apareceu, asp a r á b o l a s e r a m , c o m o a s f á b u l a s , u m m é t o d o p o p u l a r d e i n s t r u ç ã o , e i s s o e n t r e t o d o s o s p o v o s o r i e n t a i s . O d r . S a l m o n d , n o m a n u a l

The p a r a b l e s o f o u r L o r d [ A s p a r á b o l a s d o n o s s o S e n h o r ] ,

f a z l e m b r a r , n o parágrafo que trata do "Encanto da linguagem figurada", que a utilizaçãodesse tipo de linguagem exercia:

... atração especial sobre os povos orientais, para quem a i m a g i n a ç ã o e r a m a i s r á p i d a e t a m b é m m a i s a t i v a q u e a faculdade lógica. A grande família das nações conhecidas comosemitas, aos quais pertencem os hebreus, junto com os árabes,os sírios, os babilônios e outras raças notáveis já

demonstrarama e s p e c i a l t e n d ê n c i a à i m a g i n a ç ã o , c o m o t a m b é m u m g o s t o particular por ela.

A a n t i g ü i d a d e d e s s e m é t o d o d i s s e m i n a d o d e l i n g u a g e m s e c o n f i r m a p e l o f a t o d e f i g u r a r n o A T e m l a r g a m e d i d a e s o b d i f e r e n t e s f o r m a s . A p r i m e i r a p a r á b o l a , r e g i s t r a d a , e m f o r m a d e f á b u l a , m o s t r a á r v o r e s e s c o l h e n d o p a r a s i u m r e i , r e t r a t o d ò q u e a c o n t e c e r i a e n t r e o p o v o ( J z 9 ) . J o t ã o u s o u e s s a f á b u l a c o m o o b j e t i v o d e c o n v e n c e r o s h a b i t a n t e s d e S i q u é m s o b r e a t o l i c e d e t e r e m e s c o l h i d o p o r r e i o perverso Abimeleque. As parábolas e os símiles do AT, abordados nestaseção, mostram que era muito comum o método de instrução por meio d e p a r á b o l a s . P a r a u m a m e l h o r c o m p r e e n s ã o d a m a n e i r a e m q u e o s escritores judeus da antigüidade usavam o mundo visível para ilustrar oreino espiritual, o leitor precisa consultar o capítu lo muito interessantede Trench, chamado "Outras parábolas que não as das Escrituras". Emnota de rodapé, cita -se a declaração dos judeus cabalis -tas, segundo aqual "a luz celestial nunca desce até nós sem um véu [...] É impossívelq u e u m r a i o d i v i n o b r i l h e s o b r e n ó s , a m e n o s q u e v e l a d o p o r u m a diversidade de revestimentos sagrados".Graças à sua infinidade, Deus tinha de utilizar aquilo com que os seres humanos estivessem familiarizados, com o objetivo de comunicar àfinita mente humana a sublime revelação de sua vontade. A revelaçãode preceitos fundamentais era revestida de parábolas e analogias. Hillele Shammai foram os mais ilustres professores a usar parábolas antes deCristo. Depois de Jesus veio ainda Meir, com quem, segundo a tradição, acapacidade de criar parábolas declinou consideravelmente. A figueira dopovo judeu secou e não pôde mais produzir frutos.Quando o Senhor Jesus apareceu entre os homens, como Mestre, tomou

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4 e h o n r o u - a , u s a n d o - a c o m o v e í c u l o p a r a a m a i s s u b l i m e d e t o d a s a s v e r d a d e s . S a b e d o r d e q u e o s m e s t r e s

j u d e u s i l u s t r a v a m s u a s d o u t r i n a s c o m o a u x í l i o d e p a r á b o l a s e c o m p a r a ç õ e s , Cristo adotou essas antigas formas de ensino e deu -lhes renovação deespírito, com a qual proclamou a transcendente glória e

excelência des e u e n s i n o . D e p o i s d e J e s u s , a s p a r á b o l a s p o u c a s v e z e s f o r a m u s a d a s p e l o s a p ó s t o l o s . N ã o e x i s t e m p a r á b o l a s e m A t o s , m a s , c o m o m o s t r a r e m o s q u a n t o a o N T , a s e p í s t o l a s e o A p o c a l i p s e c o n t ê m i m p r e s s i o n a n t e s e x e m p l o s d a v e r d a d e d i v i n a r e v e s t i d a e m t r a j e s humanos.Embora os apócrifos façam grande uso das figuras de linguagem, não há parábolas nos evangelhos apócrifos. Entre os pais da igreja haviau m o u d o i s q u e s e u t i l i z a v a m d e p a r á b o l a s c o m o m e i o d e e x p r e s s ã o . Trench fornece uma seleção desses primeiros escritores da igreja, cujostraba lhos eram ricos em comparações. Entre os exemplos citados, estáeste excerto dos escritos de Efraem Siros: Dois homens iniciaram viagem a certa cidade, localizada ac e r c a d e 6 k m . U m a v e z p e r c o r r i d o s o s p r i m e i r o s q u i n h e n t o s m e t r o s , e n c o n t r a r a m u m l u g a r j u n t o à e s t r a d a , e m q u e h a v i a b o s q u e s e á r v o r e s f r o n d o s a s , a l é m d e r i a c h o s ; l u g a r m u i t o a g r a d á v e l . A m b o s o l h a r a m a o r e d o r , e u m d o s d o i s v i a j a n t e s , c o m a i n t e n ç ã o d e c o n t i n u a r a c a m i n h a d a r u m o à c i d a d e d o s seus desejos, passou apressado por aquele local; mas o outro p r i m e i r a m e n t e p a r o u p a r a o l h a r m e l h o r e d e p o i s r e s o l v e u p e r m a n e c e r u m p o u c o m a i s . M a i s t a r d e , q u a n d o c o m e ç a v a a q u e r e r d e i x a r a s o m b r a d a s á r v o r e s , t e m e u o c a l o r e a s s i m d e t e v e - s e u m p o u c o m a i s . A o m e s m o t e m p o , a b s o r t o e e n c a n t a d o c o m a b e l e z a d a r e g i ã o , f o i s u r p r e e n d i d o p o r u m a f e r a s e l v a g e m q u e a s s o m b r a v a a f l o r e s t a , s e n d o c a p t u r a d o

e arrastado até a caverna do animal. Seu companheiro, que não se descuidou em sua viagem, nem se permitiu demorar naquelel u g a r , s e d u z i d o p e l a b e l e z a d a s á r v o r e s , s e g u i u d i r e t a m e n t e para a cidade.

Comparada com as parábolas da Bíblia, essa que acabamos de verparece um tanto sem graça e infantil. Como demonstraremos mais tarde,as parábolas de Jesus são magníficas na aplicabilidade, na concisão, na beleza e no poder de atração.

Embora Cristo não tenha criado o recursod i d á t i c o d a p a r á b o l a , c e r t a m e n t e o d o t o u d e e l e v a d a o r i g i n a l i d a d e , conferindo-lhe profunda importância espiritual, com dimensões até entãodesconhecidas.

O significado do termo parábola

Embora estejamos inclinados a limitar o significado de parábola

àsparábolas de Jesus encontradas nos três primeiros evangelhos, na verda-de o vocábulo tem uma flexibilidade de emprego, pois abarca diferentesaspectos da linguagem figurada, como os símiles, as comparações, os ditados, os provérbios e assim por diante.No AT a palavra hebraica traduzida por

parábola é m_sh_l,

que sig-n i f i c a p r o v é r b i o , a n a l o g i a e p a r á b o l a . C o m a m p l a g a m a d e e m p r e g o s , essa palavra "cobre diversas formas de comunicação feitas de modo pi-toresco e sugestivo —todas aquelas em que as idéias são

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5 apresentadasnuma roupagem figurada. Em virtude de sua aplicação ser tão variada,encontra-se na versão portuguesa diferentes traduções". A idéia central

de m_sh_l

é "ser como" e muitas vezes refere -se a "frases constituídasem forma de parábola", característica da poesia hebraica. O vocábulo n u n c a é u s a d o n o s e n t i d o t é c n i c o e e s p e c í f i c o d e s e u c o r r e s p o n d e n t e neotestamentário.Pode ser encontrado no discurso figurado de Balaão:

E n t ã o p r o f e r i u B a l a ã o a s u a p a l a v r a . . . ( N m 2 3 : 7 , 1 8 ; 24:3,15).

O m e s m o t e r m o é u s a d o e m d i t a d o s p r o v e r b i a i s c u r t o s e substanciais:

Pelo que se tornou em provérbio: Está também Saul entre os profetas? (ISm 10:12).

Salmond observa que "nesse sentido a palavra é usada em referên-cia às máximas de sabedoria contidas no livro conhecido como Provér -bios"; essas máximas se apresentam em larga medida na forma de com-paração, como quando se diz: Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a jus-tiça livra da morte (10:2).M_sh_l

é o termo traduzido por provérbios

e m 1 : 1 , e m 1 0 : 1 e n a frase:

. . . a s s i m é o p r o v é r b i o n a b o c a d o s t o l o s ( 2 6 : 7 , 9 ; v . l R s 4:32). Também é usado com respeito à frase de sabedoria ética de Jó:

Prosseguiu Jó em seu discurso... (27:1; 29:1).

É também usado em referência aos ditados obscuros, declarações enigmáticas e enigmas:

... decifrarei o meu enigma na harpa (Sl 49:4);... proporei enigmas da antigüidade (Sl 78:2).

E usado ainda como correspondente de figura ou alegoria: Fala aos filhos de Israel... (Nm 17:2; 24:3).

C . W . E m m e t , n o

D i c t i o n a r y o f t h e g o s p e l s [ D i c i o n á r i o d o s evangelhos],

organizado por Hastings, observa que "há cinco passagensn o A T g e r a l m e n t e c i t a d a s c o m o a m a i s p r ó x i m a r e p r e s e n t a ç ã o d a ' p a r á b o l a ' n o s e n t i d o t é c n i c o d o t e r m o . C u m p r e s a l i e n t a r q u e e m n e n h u m a d e s s a s p a s s a g e n s s e e n c o n t r a a p a l a v r a

parábola.

C o m o j á vimos, quando temos a referência "não temos o referente (a parábola

p r o p r i a m e n t e d i t a ) ; d e i g u a l m o d o , q u a n d o t e m o s o r e f e r e n t e , n ã o encontramos a referência".As parábolas de Nata (2Sm 12:1 -4) e de Joabe (2Sm 14:6) são umtanto semelhantes, tendo uma história real com uma aplicação forte. Aprimeira corresponde à

Parábola do credor e dos devedores, e a de Joabetraz à mente a

Parábola do filho pródigo. A

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6 Parábola do profeta ferido

(lRs 20:39) conta com o auxílio de umad r a m a t i z a ç ã o . " E m t o d a s a s t r ê s p a r á b o l a s " , d i z E m m e t , " o o b j e t i v o é comunicar a verdade da história e condenar o ouvinte mediante os co -mentários impensados que saem de sua própria boca". Nos últimos dois c a s o s , o m é t o d o t a l v e z i n c l u a a s u s p e i t a d e t r a p a ç a , m o d a l i d a d e n ã o u t i l i z a d a p e l o n o s s o S e n h o r ; a

a p l i c a ç ã o d a

Parábola dos lavradoresmaus

(Mt 21:33) tem sua origem em Isaías 5:1-6.A Parábola da vinha do Senhor

(Is 5:1-7) é verdadeira, embora ape-nas pouco desenvolvida, e serve de exemplo da relação entre a parábolae a metáfora. A linha divisória entre a parábola e a alegoria é estreita (SI80:8).

A Parábola do lavrador

(Is 28:24-28) apresenta uma comparaçãoe n t r e o m u n d o n a t u r a l e o e s p i r i t u a l , e n ã o h á

n a r r a ç ã o . C o n s e q ü e n t e m e n t e , o A T f a z g r a n d e u s o d a s p a r á b o l a s , m o s t r a n d o algumas vezes serem iguais em espírito, em forma e em linguagem, comnotáveis semelhanças, às parábolas do NT. Nossa exposição acerca dasparábolas do AT revela que podem ser divididas em três classes:• narrativas,

das quais a das Arvores é um exemplo (Jz 9:7-15);• predicantes, conforme a encontrada na da Vinha do Senhor (Is5:1-7);• simbólicas, ilustrada pela

Parábola dos dois pedaços de pau

(Ez 37:15-22).No NT, o termo "parábola" assume uma variedade de significados eformas, sem se restringir às longas narrativas dos

Evangelhos

que co-n h e c e m o s c o m o p a r á b o l a s d e C r i s t o . H á n o g r e g o d u a s p a l a v r a s traduzidas por "parábola". O termo mais comum é parábola,

que ocorre48 vezes nos evangelhos sinópticos sem nunca encontrar definição. Os e u s i g n i f i c a d o s ó s e p o d e c o n j e c - t u r a r , t e n d o s i d o

a p r o v e i t a d o d a Septuaginta, que geralmente traduz o vocábulo hebraico "parábola" por

parabol_.

Há sobretudo duas idéias presentes na raiz da primeira palavra, a saber, "representar ou significar algo"; "semelhança ou aparência". Esset e r m o g r e g o s i g n i f i c a " a o l a d o d e " o u " l a n ç a r o u a t i r a r " , t r a n s m i t i n d o i d é i a d e p r o x i m i d a d e , n u m c o t e j a m e n t o q u e v i s a a v e r i f i c a r o g r a u

d e semelhança ou de diferença. Uma "semelhança" ou "pôr uma coisa ao l a d o d a o u t r a " . C e r t o e s c r i t o r d i s s e q u e o v o c á b u l o o r i g i n a l s i g n i f i c a comandar

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7 governar,

c o m o u m p r í n c i p e c u j o s p r e c e i t o s e o r d e n s d e justiça devem ser obedecidos pelo povo. O o u t r o v o c á b u l o t r a d u z i d o c o m o " p a r á b o l a " é p a r o i m i a , ques i g n i f i c a " a d á g i o , d i t a d o e n i g m á t i c o , p r o v é r b i o , a p r e s e n t a ç ã o q u e s e d i s t i n g u e d o s m e i o s n o r m a i s d e c o m u n i c a ç ã o " . E s s e t e r m o é p r a t i c a m e n t e p r ó p r i o d e J o ã o , q u e o u s a q u a t r o v e z e s ( J o 1 6 : 6 - 1 8 , 2 5 ; 15:1-18). Esse apóstolo nunca usa o primeiro termo,

parabol__,

q u e é o ú n i c o d o s d o i s u s a d o s p o r M a t e u s , p o r M a r c o s e p o r L u c a s . Paroimia,

u s a d o n a S e p t u a g i n t a e p o r J o ã o , d e n o t a u m p r o v é r b i o ( o u p a r á b o l a ) "tirado dos acontecimentos e objetos do dia-a-dia, disponível para o usopúblico e para esse fim destinado. O que se dizia uma vez em

qualquercaso poderia ser repetido sempre nas mesmas circunstâncias".Encontra-se flexibilidade no uso do termo "parábola" quando aplica-do a ditos proverbiais concisos: S e m d ú v i d a m e d i r e i s e s t e p r o v é r b i o ( p a r á b o l a ) : M é d i c o , cura-te a ti mesmo (Lc 4:23);Disse-lhes uma parábola (Lc 6:39; 14:7)

É t a m b é m u s a d o e m r e f e r ê n c i a a c o m p a r a ç õ e s o u a f i r m a ç õ e s i l u s t r a t i v a s s e m a p r e s e n ç a d e

n a r r a t i v a . P o r e x e m p l o , o c e g o conduzindo outro cego: "Explica-nos essa parábola" (Mt 15:15; Lc 6:39). Além disso há ainda a figueira e seu sinal evidente: "Aprendei agora estaparábola da figueira" (Mt 24:32,33). As

palavras de Jesus Cristo sobre asc o i s a s q u e p r o f a n a m s ã o c i t a d a s c o m o " p a r á b o l a s " : " S e u s d i s c í p u l o s perguntaram-lhe a respeito da parábola" (Lc 7:1-23). Na nossa versão, otermo

"parabol_

" é traduzido por figura:

"... e daí [Abraão] também em figura [parábola] o recobrou" (Hb 11:19).Muitas das figuras de linguagem

usadas por Jesus contêm a semen-te da parábola. Outras, chamadas parábolas, são simplesmente símilesou comparações maiores. Pense sobre esta parábola embrionária: "Podeo c e g o g u i a r o c e g o ? " ( L c 6 : 3 9 ) . F a i r b a i r n d i z q u e p r e c i s a m o s a p e n a s desenvolver esta pequena indicação, para termos uma história perfeita." D o i s c e g o s s ã o v i s t o s l e v a n d o u m a o o u t r o p e l a e s t r a d a e , d e p o i s d e l u t a r e m c o n t r a a s d i f i c u l d a d e s , a m b o s c a e m n o f o s s o a o l a d o d a e s t r a d a " . N e s s e p r o v é r b i o s u c i n t o e i l u s t r a t i v o d e J e s u s , t e m o s a substância, embora não a forma, da parábola. Nos episódios acima, osaspectos comuns da vida são empregados para ressaltar uma verdademais sublime.S e e n t e n d e r m o s o u s o d o s t e r m o s j á c i t a d o s , e s t a r e m o s p r o n t o s para responder à pergunta "O que é exatamente üma parábola?" O queela

não é

será compreendido quando examinarmos sua natureza. "O usoc o n s t a n t e d e u m t e r m o c o m o s i g n i f i c a d o d e

(8)

8 t a n t o n o hebraico como no grego, torna evidente que uma característica essenciald a p a r á b o l a e s t á e m u n i r d u a s c o i s a s d i f e r e n t e s , d e f o r m a q u e u m a ajude a explicar e a ressaltar a outra". O estudo das parábolas de Criston o s c o n v e n c e d e q u e e r a m m a i s q u e u m a b o a e s c o l h a d e i l u s t r a ç õ e s acerca da verdade que ele queria transmitir. A parábola já foi explicadacomo "um símbolo externo de uma realidade interna". E também o "seu

O o u t r o v o c á b u l o t r a d u z i d o c o m o " p a r á b o l a " é p a r o i m i a , ques i g n i f i c a " a d á g i o , d i t a d o e n i g m á t i c o , p r o v é r b i o , a p r e s e n t a ç ã o q u e s e d i s t i n g u e d o s m e i o s n o r m a i s d e c o m u n i c a ç ã o " . E s s e t e r m o é p r a t i c a m e n t e p r ó p r i o d e J o ã o , q u e o u s a q u a t r o v e z e s ( J o 1 6 : 6 - 1 8 , 2 5 ; 15:1-18). Esse apóstolo nunca usa o primeiro termo,

parabol__,

q u e é o ú n i c o d o s d o i s u s a d o s p o r M a t e u s , p o r M a r c o s e p o r L u c a s . Paroimia,

u s a d o n a S e p t u a g i n t a e p o r J o ã o , d e n o t a u m p r o v é r b i o ( o u p a r á b o l a ) "tirado dos acontecimentos e objetos do dia-a-dia, disponível para o usopúblico e para esse fim destinado. O que se dizia uma vez em

qualquercaso poderia ser repetido sempre nas mesmas circunstâncias".Encontra-se flexibilidade no uso do termo "parábola" quando aplica-do a ditos proverbiais concisos: S e m d ú v i d a m e d i r e i s e s t e p r o v é r b i o ( p a r á b o l a ) : M é d i c o , cura-te a ti mesmo (Lc 4:23);Disse-lhes uma parábola (Lc 6:39; 14:7)

É t a m b é m u s a d o e m r e f e r ê n c i a a c o m p a r a ç õ e s o u a f i r m a ç õ e s i l u s t r a t i v a s s e m a p r e s e n ç a d e

n a r r a t i v a . P o r e x e m p l o , o c e g o conduzindo outro cego: "Explica-nos essa parábola" (Mt 15:15; Lc 6:39). Além disso há ainda a figueira e seu sinal evidente: "Aprendei agora estaparábola da figueira" (Mt 24:32,33). As

palavras de Jesus Cristo sobre asc o i s a s q u e p r o f a n a m s ã o c i t a d a s c o m o " p a r á b o l a s " : " S e u s d i s c í p u l o s perguntaram-lhe a respeito da parábola" (Lc 7:1-23). Na nossa versão, otermo

"parabol_

" é traduzido por figura:

"... e daí [Abraão] também em figura [parábola] o recobrou" (Hb 11:19).Muitas das figuras de linguagem

usadas por Jesus contêm a semen-te da parábola. Outras, chamadas parábolas, são simplesmente símilesou comparações maiores. Pense sobre esta parábola embrionária: "Podeo c e g o g u i a r o c e g o ? " ( L c 6 : 3 9 ) . F a i r b a i r n d i z q u e p r e c i s a m o s a p e n a s desenvolver esta pequena indicação, para termos uma história perfeita." D o i s c e g o s s ã o v i s t o s l e v a n d o u m a o o u t r o p e l a e s t r a d a e , d e p o i s d e l u t a r e m c o n t r a a s d i f i c u l d a d e s , a m b o s c a e m n o f o s s o a o l a d o d a e s t r a d a " . N e s s e p r o v é r b i o s u c i n t o e i l u s t r a t i v o d e J e s u s , t e m o s a substância, embora não a forma, da parábola. Nos episódios acima, osaspectos comuns da vida são empregados para ressaltar uma verdademais sublime.S e e n t e n d e r m o s o u s o d o s t e r m o s j á c i t a d o s , e s t a r e m o s p r o n t o s para responder à pergunta "O que é exatamente üma parábola?" O queela

(9)

9 será compreendido quando examinarmos sua natureza. "O usoc o n s t a n t e d e u m t e r m o c o m o s i g n i f i c a d o d e

semelhança,

t a n t o n o hebraico como no grego, torna evidente que uma característica essenciald a p a r á b o l a e s t á e m u n i r d u a s c o i s a s d i f e r e n t e s , d e f o r m a q u e u m a ajude a explicar e a ressaltar a outra". O estudo das parábolas de Criston o s c o n v e n c e d e q u e e r a m m a i s q u e u m a b o a e s c o l h a d e i l u s t r a ç õ e s acerca da verdade que ele queria transmitir. A parábola já foi explicadacomo "um símbolo externo de uma realidade interna". E também o "seu

uma mesma mão, crescendo a partir da mesma raiz e sendo constituídop a r a o m e s m o f i m . T o d o s o s a m a n t e s d a v e r d a d e

r e c o n h e c e m prontamente essas misteriosas harmonias e a força de argumentos quedelas resultam. Para eles, as coisas da terra são cópias das do céu".D a t a l e n t o s a p e n a d e u m v e r d a d e i r o p r o f e t a c r i s t ã o , o d r . J o h n Pulsford, selecionamos a seguinte contribuição, encontrada em seu livro

Loyalty to Christ [Lealdade a Cristo]:

"As parábolas não são ilustraçõesforçadas, mas refl exos das coisas espirituais. Terra e céu são obras doú n i c o D e u s . T o d o s o s e f e i t o s n a t u r a i s e s t ã o l i g a d o s à s s u a s c a u s a s e s p i r i t u a i s e s u a s c a u s a s e s p i r i t u a i s e s t ã o l i g a d a s a o s s e u s e f e i t o s naturais. Os mundos espirituais e os mundos naturais concordam, como o interno e o externo". J á n o s d e t i v e m o s o s u f i c i e n t e s o b r e o a s s u n t o d a s

a n a l o g i a s existentes entre as obras de Deus na natureza e na providência, e suaso p e r a ç õ e s p e l a g r a ç a . U m a c o n c l u s ã o a p r o p r i a d a p a r a e s s a i n e g á v e l correspondência em muitas das parábolas, quem dá é William M. Taylor,em Parables ofour Savior [As parábolas do nosso Salvador]

: " O m u n d o n a t u r a l v e i o e m s u a f o r m a p r i m i t i v a e a i n d a é s u s t e n t a d o p e l a m ã o d a q u e l e q u e c r i o u a a l m a h u m a n a ; e a

a d m i n i s t r a ç ã o d a P r o v i d ê n c i a continua sendo feita por Aquele que nos deu a revelação de sua vontaden a s S a g r a d a s E s c r i t u r a s , e n o s o f e r e c e u a s a l v a ç ã o p o r s e u F i l h o . P o r t a n t o , t a l v e z e n c o n t r e m o s u m p r i n c í p i o d e u n i d a d e q u e p e r c o r r a e s s a s t r ê s á r e a s d e s u a

a d m i n i s t r a ç ã o ; e o c o n h e c i m e n t o d e s u a s operações em qualquer uma delas pode ser útil em nossa investigação arespeito das demais".C o m o o t e r m o g e r a l m e n t e t r a d u z i d o p o r " p a r á b o l a " s i g n i f i c a p ô r ladoa l a d o , t r a n s m i t i n d o a i d é i a d e c o m p a r a ç ã o , a p a r á b o l a é literalmente pôr ao lado ou comparar verdades terrenas com

verdadescelestiais, ou uma semelhança, ou ilustração entre um assunto e outro.A s p a r á b o l a s d e m o n s t r a m : o q u e h á f o r a d e n ó s é o

e s p e l h o e m q u e p o d e m o s c o n t e m p l a r o e s p i r i t u a l e o i n t e r n o , c o m o M i l t o n n o s r e v e l a nestas linhas:

E se a terraE apenas a sombra do céu e das coisas que nele há,E um se parece com o outro mais do que se supõe na terra?

As várias divisões da linguagem figurada

São várias as figuras de linguagem que a Bíblia emprega, e todas são necessárias para ilustrar verdades divinas e profundas. Como nossat e n d ê n c i a é a g r u p a r t o d a s e s s a s p a l a v r a s s e m d i s t i n g u i r u m a s d a s o u t r a s , c a d a f o r m a , p a r e c e - n o s , m e r e c e a t e n ç ã o e s p e c i a l . B e n j a m i n Keach, na sua obra antiga e um tanto difícil,

(10)

10 The metaphors [As metáfo-ras],

apresenta uma dissertação int rodutória a respeito da distinção dec a d a f i g u r a d e l i n g u a g e m . H á t a m b é m o c a p í t u l o s o b r e " A s f i g u r a s d e linguagem da Bíblia", do dr. A. T. Pierson. Insisto com o leitor para que leia a obra de Trench, de elevada perícia,

On the definition of the parable

[ S o b r e a d e f i n i ç ã o d a p a r á b o l a ]

, e m q u e d i f e r e n c i a a p a r á b o l a d a alegoria, da fábula, do provérbio e do mito.S ÍMILE . O v o c á b u l o símile significa parecença ou semelhança, exemplificado no

Salmo dos dois homens: "Será

como

a árvore plantada junto a ribeiros de águas [...] Os ímpios [...] são como

a m o i n h a q u e o vento espalha" (Sl 1:3,4).O símile

d i f e r e d a metáfora

p o r s e r a p e n a s u m e s t a d o d e semelhança, enquanto a metáfora

transfere a representação de forma m a i s v i g o r o s a , c o m o p o d e m o s v e r n e s t a s d u a s p a s s a g e n s : " T o d o s o s homens são como a erva, e toda a sua beleza como as flores do campo.Seca -se a erva, e caem as flores..." (Is

40:6,7); "Toda a carne é como aerva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Seca-se a erva, e caia sua flor..." (lPe 1:24).No

símile,

a mente apenas repousa nos pontos de concordância e nas experiências que se combinam, sempre alimentadas pela descobertade semelhanças entre coisas que diferem entre si. O dr. A. T Pierson ob-s e r v a q u e " a p a r á b o l a a u t ê n t i c a é , n o u s o d a s E s c r i t u r a s , u m s í m i l e , geralmente posto em forma de narrativa ou usado em conexão com al-gum episódio". Portanto, parábolas e símiles se parecem.P ROVÉRBIO

. Ainda que os princípios da parábola estejam presentes emalguns dos pequenos provérbios, das declarações proféticas enigmáticase d a s m á x i m a s e n i g m á t i c a s d a

-

B í b l i a ( I S m 1 0 : 1 2 ; S I 7 8 : 2 ; P v 1 : 6 ; M t 24:32; Lc 4:23), no entanto, diferem do provérbio propriamente dito, queé em geral breve, trata de assuntos menos sublimes e não se preocupaem contar histórias. Os apócrifos reúnem

parábolas e provérbios num sógrupo: "Os países maravilhar-se-ão diante de seus provérbios e parábo-l a s " ; " E l e b u s c a r á o s s e g r e d o s d a s s e n t e n ç a s

(11)

11 i m p o r t a n t e s e e s t a r á f a - miliarizado com parábolas enigmáticas" (Ec 47:17; 39:3).Embora

parábola e

provérbio

s e - j a m t e r m o s p e r m u t á v e i s n o N T , Trench ressalta "que os chamados provérbios

do

evangelho

de João ten-dem a ter muito mais afinidade com a parábola do que com o provérbio,e são de fato alegorias. Dessa forma, quando Cristo demonstra que o

re-l a c i o n a m e n t o d e re-l e c o m o s e u p o v o s e a s s e m e re-l h a a o p a s t o r c o m a s ovelhas, tal demonstração é denominada

provérbio,

embora os nossostradutores, mais fiéis ao sentido que o autor pretendia, a tenham traduzi-d o p o r

parábola

(Jo 10:6). Não é difícil explicar essa troca de palavras. Em parte deve-se a um termo que no hebraico significa ao mesmo tempop a r á b o l a e p r o v é r b i o " . ( C f . P v 1 : 1 c o m I S m 1 0 : 1 2 e E z 1 8 : 2 . ) D e m o d o geral, provérbio é um dito sábio, uma expressão batida, um adágio.M

ETÁFORA

. A Bíblia é rica em linguagem metafórica. A metáfora afir -ma de modo inconfundível que uma coisa

é

outra totalmente diferente. Otermo origina-se de dois vocábulos gregos que significam

estender.

Umobjeto é equiparado a outro. Aqui temos dois exemplos do uso de me-táforas:

Pois o Senhor Deus é sol e escudo (Sl 84:11);Ele é o meu refúgio e minha fortaleza (Sl 91:2).

Dessa forma, como pode ser observado, metáfora

é um termo co-n h e c i d o p o r n ó s " n a á r e a d a e x p e r i ê n c i a q u e f a z s e n t i d o , e i n d i c a q u e determinado objeto, possuidor de propriedades especiais, transfere-as ao u t r o o b j e t o p e r t e n c e n t e a u m a á r e a m a i s e l e v a d a , d e m o d o q u e o anterior nos dá uma idéia mais completa e realista das propriedades queo ú l t i m o d e v e t e r " . N a s p a s s a g e n s s u p r a c i t a d a s , t u d o o q u e é r e - lacionado ao Sol, ao escudo, ao refúgio e à fortaleza é transferido para oSenhor. O Sol, por exemplo, é fonte de luz, calor e poder. A vida na Terradepende das propriedades do Sol. Portanto, o Senhor como Sol é a fontede toda a vida.No evangelho de João não existem parábolas propriamente ditas,mas há, entretanto, uma série de metáforas impressionantes como:

Eu sou o bom pastor (Jo 10:11).Eu sou a videira verdadeira (Jo 15:1).Eu sou a porta (Jo 10:7).Eu sou o pão da vida (Jo 6:35).Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6). A

LEGORIA

(12)

12 parábola e alegoria. Esta últiman ã o é u m a metáfora ampliada e d e l a d i f e r e

p o r n ã o c o m p o r t a r a transferência de qualidades e de propriedades. Tanto as parábolas comoas metáforas abrangem expressões e frases, servindo para desvendar ee x p l i c a r a l g u m a s v e r d a d e s o c u l t a s q u e n ã o p o d e r i a m s e r

f a c i l m e n t e compreendidas sem essa roupagem. Num verbete de Fairbairn sobre as" p a r á b o l a s " , e m s u a r e n o m a d a

Biblical enciclopaedia [Enciclopédia bíblica],

e l e d i z : " A a l e g o r i a c o r r e s p o n d e r i g o r o s a m e n t e a o q u e s e encontra na origem da palavra. E o ensinamento de uma coisa por outra,d a s e g u n d a p e l a p r i m e i r a ; d e v e e x i s t i r u m a s e m e l h a n ç a d e p r o p r i e d a d e s , u m a s e q ü ê n c i a d e

a c o n t e c i m e n t o s s e m e l h a n t e s d e u m lado e de outro; mas a primeira não toma o lugar da segunda; as duas semantêm inconfundíveis. Considerada dessa forma, a alegoria, em sentidomais amplo, pode ser tida como um gênero, do qual a fábula, a parábolae o que geralmente chamamos alegorias são espécies".

A. alegoria,

explica o dr. Graham Scroggie, "... é uma declaração defatos supostos que aceita

interpretação literal, mas ainda assim exige ouadmite, com razão, interpretação moral ou figurada". A alegoria difere daparábola por conter aquela menos mistérios e coisas ocultas que esta. Aalegoria se interpreta por si só e nela "a pessoa ou objeto, ilustrado por

algum objeto natural, é imediatamente identificado com esse objeto". Dizo dr. Salmond: "Quando nosso Senhor conta a grande alegoria da vinha,do agricultor e dos ramos, em que ensina aos seus discípulos a verdade sobre o relacionamento que ele próprio tinha com Deus, começa dizendoque ele próprio é a videira verdadeira e seu Pai, o agricultor (Jo 15:1).D e s e j a n d o u m a m e l h o r c o m p r e e n s ã o d a s f i g u r a s d e l i n g u a g e m mencionadas na Bíblia, recomendamos ao leitor a obra de grande fôlegod o d r . E . W . B u l l i n g e r s o b r e o a s s u n t o , a q u a l , s e m d ú v i d a , é o

m e l h o r e s t u d o j á f e i t o s o b r e o m é t o d o f i g u r a d o e m p r e g a d o p e l a

B í b l i a . O d r . Bullinger lembra que há grande controvérsia sobre a defi nição e signifi-c a d o e x a t o d e

alegoria

e d e c l a r a q u e , n a v e r d a d e , o s s í m i l e s , a s metáforas e as alegorias são todos baseados na comparação.

Símile é a comparação por semelhança.Metáfora é a comparação por correspondência. Alegoria é a comparação por implicação. Na primeira, a comparação é afirmada;

(13)

13 na segunda, é substituída; na terceira, é subentendida. A alegoria é então diferente da parábola,

pois esta é um símile continuado, enquanto aquela representa algo ou dáa entender que alguma coisa é outra.H á u m a

alegoria

a q u e P a u l o s e r e f e r e d e m o d o i n e q u í v o c o : " . . . Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por pro-messa. O que se entende por

alegoria..."

(coisas que ensinam ou dizem mais do está escrito — v. Gl

4:22,24). Bullinger chega a provar que a ale-goria

pode algumas vezes ser fictícia; no entanto, Gaiatas 4 mostra que u m a

h i s t ó r i a v e r d a d e i r a p o d e s e r a l e g o r i z a d a ( o u s e j a , p o d e m o s t r a r algum ensinamento além daquele que, na verdade, se observa),

sem noentanto anular a verdade da história. A alegoria é sempre apresentadano

passado e

nunca no futuro.

Dessa forma, distingue-se da profecia. Aa l e g o r i a o f e r e c e o u t r o

e n s i n a m e n t o c o m b a s e n o s a c o n t e c i m e n t o s d o p a s s a d o , e n q u a n t o a profecia

t r a t a d e a c o n t e c i m e n t o s f u t u r o s e corresponde exatamente ao que se diz.Hillyer Straton, em seu

A guide to the parables of Jesus [Guia das p a r á b o l a s d e J e s u s ] , c o m e n t a q u e " a a l e g o r i a é u m a

d e s c r i ç ã o codificada. Ela personifica coisas abstratas; não põe uma coisa ao ladod a o u t r a , m a s f a z a s u b s t i t u i ç ã o d e u m a p e l a o u t r a . C a d a a s p e c t o d a a l e g o r i a s e t o r n a i m p o r t a n t e " . O d r . S t r a t o n , e n t ã o , a c a b a p o r c i t a r a m a i s f a m o s a a l e g o r i a d e t o d a a l i t e r a t u r a ,

O peregrino,

e m q u e J o h n B u n y a n u s o u a s u a i m a g i n a ç ã o n o t a v e l m e n t e f é r t i l p a r a r e s s a l t a r a verdade da peregrinação cristã.F

ÁBULA

. A f á b u l a é u m a n a r r a ç ã o f i c t í c i a q u e p r e t e n d e i l u s t r a r u m princípio ou uma verdade (Jz 9:8-15; 2Rs 14:9). A missão primordial dafábula é reforçar o conceito da prudência. A

fábula,

usada poucas vezesnas Escrituras, está a quilômetros de distância da parábola,

embora umap o s s a , e m a l g u n s m o m e n t o s , s e r s e m e l h a n t e à o u t r a n o s a s p e c t o s

(14)

14 externos. Comparando qualquer das

fábulas

de Esopo com as parábolasd e J e s u s , p e r c e b e - s e q u e a f á b u l a é u m t i p o i n f e r i o r d e l i n g u a g e m figurada e trata de assuntos menos elevados. Está associada à terra efocaliza a vida e os negócios comuns a todos. Tem por função transmitirlições de sabedoria prudente e prática e gravar nas mentes dos ouvintesas virtudes da prudência, da diligência, da paciência e do autocontrole. T a m b é m t r a t a d o m a l c o m o l o u c u r a e n ã o c o m o p e c a d o , a l é m d e ridicularizar as falhas e desdenhar os vícios, escarnecendo deles ou ostemendo. Essa é a razão por que a fábula faz grande uso da imaginação,dotando plantas e animais de faculdades humanas, fazendo-os raciocinare f a l a r . A p a r á b o l a , n o e n t a n t o , a g e n u m a e s f e r a m a i s s u b l i m e e e s p i r i t u a l e n u n c a s e p e r m i t e a z o m b a r i a o u a s á t i r a . T r a t a n d o d a s verdades de Deus, a parábola é naturalmente

sublime, com ilustraçõesque correspondem à realidade —nunca monstruosas ou anti-natu-rais.Na parábola, nada existe contra a verdade da natureza. Fairbairn diz: "Aparábola tem um objetivo mais admirável [...] A parábola poderia tomaro lugar da fábula, mas não o contrário". Desejando informações acerca da narrativa

mítica,

o leitor deve ler o parágrafo "Os mitos", de Trench. T IPO . Significa marca ou impressão e tem a força da cópia ou do pa-drão

(ICo 10:1-10,11 —"exemplos"; na margem "tipos"). As parábolasunem os tipos de um lado, e os milagres de outro. Todas as figuras delinguagem que a Bíblia emprega são elos de uma corrente unida de for -ma inseparável; os elos como um todo só podem ser desvinculados emdetrimento de alguns. O s

muitos tipos da Bíblia constituem um estudo independente e fascinante.P ARÁBOLA

. A p e s a r d e j á t e r m o s t r a t a d o d a n a t u r e z a d a parábola,

retornamos a título de resumo. Na parábola,

a imagem do mundo visívelé emprestada e se faz acompanhar de uma verdade do mundo invisívelou espiritual. As parábolas são os portadores, os canais da doutrina e daverdade espiritual. Cumpre ressaltar que as parábolas não foram feitasp a r a s e r i n t e r p r e t a d a s d e u m a ú n i c a f o r m a . E m a l g u m a s , h á g r a n d e s disparidades e aspectos que não podem ser aplicados

espiritualmente.E s t ã o s e m p r e l i g a d a s a o d o m í n i o d o p o s s í v e l e d o v e r d a d e i r o . O s discursos e as frases, cheios de sabedoria

espiritual e de verdade, sãochamados parábolas

(15)

15 por dois motivos:1. por infundir um senso de culpa e a compreensão da

autoridadedivina;2. por ser a pedra de toque da verdade —normas que,

portanto,devem ser seguidas.A parábola já foi definida como "a bela imagem de uma bela men-te". A parábola é também a justaposição de duas coisas que divergem namaioria dos seus aspectos, mas concordam em alguns. "Os milagres", dizo d r . A . T . P i e r s o n , " e n s i n a m s o b r e a s

forças

da criação; as parábolas,s o b r e a s formas

d a c r i a ç ã o . Q u a n d o a p a r á b o l a f o r p r o f é t i c a , e s t a r á

externos. Comparando qualquer das fábulas

de Esopo com as parábolasd e J e s u s , p e r c e b e - s e q u e a f á b u l a é u m t i p o i n f e r i o r d e l i n g u a g e m figurada e trata de assuntos menos elevados. Está associada à terra efocaliza a vida e os negócios comuns a todos. Tem por função transmitirlições de sabedoria prudente e prática e gravar nas mentes dos ouvintesas virtudes da prudência, da diligência, da paciência e do autocontrole. T a m b é m t r a t a d o m a l c o m o l o u c u r a e n ã o c o m o p e c a d o , a l é m d e ridicularizar as falhas e desdenhar os vícios, escarnecendo deles ou ostemendo. Essa é a razão por que a fábula faz grande uso da imaginação,dotando plantas e animais de faculdades humanas, fazendo-os raciocinare f a l a r . A p a r á b o l a , n o e n t a n t o , a g e n u m a e s f e r a m a i s s u b l i m e e e s p i r i t u a l e n u n c a s e p e r m i t e a z o m b a r i a o u a s á t i r a . T r a t a n d o d a s verdades de Deus, a parábola é naturalmente

sublime, com ilustraçõesque correspondem à realidade —nunca monstruosas ou anti-natu-rais.Na parábola, nada existe contra a verdade da natureza. Fairbairn diz: "Aparábola tem um objetivo mais admirável [...] A parábola pod eria tomaro lugar da fábula, mas não o contrário". Desejando informações acerca da narrativa

mítica,

o leitor deve ler o parágrafo "Os mitos", de Trench. T IPO . Significa marca ou impressão e tem a força da cópia ou do pa-drão

(ICo 10:1-10,11 —"exemplos"; na margem "tipos"). As parábolasunem os tipos de um lado, e os milagres de outro. Todas as figuras delinguagem que a Bíblia emprega são elos de uma corrente unida de for -ma inseparável; os elos como um todo só podem ser desvinculados emdetrime nto de alguns. Os

muitos tipos da Bíblia constituem um estudo independente e fascinante.P ARÁBOLA

. A p e s a r d e j á t e r m o s t r a t a d o d a n a t u r e z a d a parábola,

(16)

16 parábola,

a imagem do mundo visívelé emprestada e se faz acompanhar de uma verdade do mundo invisívelou espiritual. As parábolas são os portadores, os canais da doutrina e daverdade espiritual. Cumpre ressaltar que as parábolas não foram feitasp a r a s e r i n t e r p r e t a d a s d e u m a ú n i c a f o r m a . E m a l g u m a s , h á g r a n d e s disparidades e aspectos que não podem ser aplicados

espiritualmente.E s t ã o s e m p r e l i g a d a s a o d o m í n i o d o p o s s í v e l e d o v e r d a d e i r o . O s discursos e as frases, cheios de sabedoria

espiritual e de verdade, sãochamados parábolas

por dois motivos:1. por infundir um senso de culpa e a compreensão da autoridadedivina;2. por ser a pedra de toque da verdade —normas que,

portanto,devem ser seguidas.A parábola já foi definida como "a bela imagem de uma bela men-te". A parábola é também a justaposição de duas coisas que divergem namaioria dos seus aspectos, mas concordam em alguns. "Os milagres", dizo d r . A . T . P i e r s o n , " e n s i n a m s o b r e a s forças da criação; as parábolas,s o b r e a s formas d a c r i a ç ã o . Q u a n d o a p a r á b o l a f o r p r o f é t i c a , e s t a r á 5 . p r e s e r v a a v e r d a d e . A o e s c r e v e r a c e r c a d e s s e m é r i t o e m p a r t i c u l a r , C o s m o L a n g d i s s e : " Q u a n d o a s p e s s o a s p e n s a m p o r s i m e s m a s , n u n c a e s q u e c e m ; o e x e r c í c i o d a m e n t e p r o d u z e s s e e f e i t o . A l é m d o m a i s , a l i n g u a g e m d o s s í m b o l o s — e x p r e s s a p o r a q u i l o q u e o olho pode ver e construída na imaginação— é mais poderosa e de efeitom a i s d u r a d o u r a d o q u e a l i n g u a g e m q u e u t i l i z a s o m e n t e p a l a v r a s a b s t r a t a s . E l a c o m u n i c a e t r a z d e v o l t a à m e n t e o s i g n i f i c a d o i n t e r i o r c o m r a p i d e z e s e g u r a n ç a ; t r a z c o n s i g o u m a m e n s a g e m r i c a e m s u g e s t õ e s e a s s o c i a ç õ e s " . A s p a l a v r a s m u d a m c o n s t a n t e m e n t e d e s i g n i f i c a d o , a o p a s s o q u e o s s í m b o l o s u s a d o s p a r a a v i d a e p a r a a n a t u r e z a , c o m o o s q u e f o r a m e m p r e g a d o s p e l o S e n h o r e m s u a s p a r á - bolas, são tão duradouros quanto a própria natureza e a vida.A o c o m e n t a r a c e r c a d a s p a r á b o l a s d e M a t e u s 1 3 , F i n i s D a k e , e m sua

Annotated reference Bible [Bíblia de referências anotada],

apresentasete benefícios do uso das parábolas:1. revelar a verdade de forma interessante e despertar maior inte-resse (Mt 13:10,11,16);2. tornar conhecidas novas verdades a ouvintes interessados (Mt13:11,12,16,17);3. tornar conhecidos os mistérios por comparações com coisas jáconhecidas (Mt 13:11);4. ocultar a verdade de ouvintes desinteressados e rebeldes de coração (Mt 13:11-15);5. acrescentar mais conhecimento da verdade aos que a amam eanseiam mais dela (Mt 13:12);6. afastá-la do alcance dos que a odeiam ou que não a desejam (Mt 13:12);7. cumprir as profecias (Mt 13:14-17,35).

A missão da parábola

Os intuitos e a missão da parábola estão intimamente ligados aosseus métodos de ensino. Quais são as funções ou os objetivos da pará -b o l a ? J á t r a t a m o s r a p i d a m e n t e d o s e u p o d e r d e a t r a ç ã o , m a s p o r q u e Cristo

(17)

17 usou esse método? Para iluminar, exortar e edificar. No prefácio d e s e u l i v r o e s c l a r e c e d o r

L e c t u r e s o n o u r L o r d ' s p a r a b l e s [ P r e l e ç õ e s sobre as parábolas do nosso Senhor]

, o dr. John Cumming diz que:A profecia é u m e s b o ç o d o f u t u r o , q u e s e r á p r e e n c h i d o p e l o s e v e n t o s ; o s milagres s ã o p r é - a t o s d o f u t u r o , r e a l i z a d o s e m p e q u e n a e s c a l a n o p r e s e n t e ; a s parábolas

s ã o a p r e f i - g u r a ç ã o d o f u t u r o , projetadas em uma página

sagrada. Todos os três crescem diariamente em esplendor, interesse e valor.Em breve, o Sol Meridional os fará transbordar! Espero que estejamosprontos! Fazendo uso da parábola, Jesus procurou confiar as verdadesespirituais do seu R eino ao entendimento e ao coração dos homens. Ao a d o t a r u m m é t o d o

r e c o n h e c i d o p e l o s m e s t r e s j u d e u s , C r i s t o a t r a i u mentes e prendeu atenções. Os homens tinham de ser conquistados, e a

5 . p r e s e r v a a v e r d a d e . A o e s c r e v e r a c e r c a d e s s e m é r i t o e m p a r t i c u l a r , C o s m o L a n g d i s s e : " Q u a n d o a s p e s s o a s p e n s a m p o r s i m e s m a s , n u n c a e s q u e c e m ; o e x e r c í c i o d a m e n t e p r o d u z e s s e e f e i t o . A l é m d o m a i s , a l i n g u a g e m d o s s í m b o l o s — e x p r e s s a p o r a q u i l o q u e o olho pode ver e construída na imaginação— é mais poderosa e de efeitom a i s d u r a d o u r a d o q u e a l i n g u a g e m q u e u t i l i z a s o m e n t e p a l a v r a s a b s t r a t a s . E l a c o m u n i c a e t r a z d e v o l t a à m e n t e o s i g n i f i c a d o i n t e r i o r c o m r a p i d e z e s e g u r a n ç a ; t r a z c o n s i g o u m a m e n s a g e m r i c a e m s u g e s t õ e s e a s s o c i a ç õ e s " . A s p a l a v r a s m u d a m c o n s t a n t e m e n t e d e s i g n i f i c a d o , a o p a s s o q u e o s s í m b o l o s u s a d o s p a r a a v i d a e p a r a a n a t u r e z a , c o m o o s q u e f o r a m e m p r e g a d o s p e l o S e n h o r e m s u a s p a r á - bolas, são tão duradouros quanto a própria natureza e a vida.A o c o m e n t a r a c e r c a d a s p a r á b o l a s d e M a t e u s 1 3 , F i n i s D a k e , e m sua

Annotated reference Bible [Bíblia de referências anotada],

apresentasete benefícios do uso das parábolas:1. revelar a verdade de forma interessante e despertar maior inte-resse (Mt 13:10,11,16);2. tornar conhecidas novas verdades a ouvintes interessados (Mt 13:11,12,16,17);3. tornar conhecidos os mistérios por comparações com coisas jáconhecidas (Mt 13:11);4. ocultar a verdade de ouvintes desinteressados e rebeldes de coração (Mt 13:11-15);5. acrescentar mais conhecimento da verdade aos que a amam eanseiam mais dela (Mt 13:12);6. afastá-la do alcance dos que a odeiam ou que não a desejam (Mt 13:12);7. cumprir as profecias (Mt 13:14-17,35).

A missão da parábola

Os intuitos e a missão da parábola estão intimamente ligados aosseus métodos de ensino. Quais são as fu nções ou os objetivos da pará-b o l a ? J á t r a t a m o s r a p i d a m e n t e d o s e u p o d e r d e a t r a ç ã o , m a s p o r q u e Cristo usou esse método? Para iluminar, exortar e edificar. No prefácio d e s e u l i v r o e s c l a r e c e d o r

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18 L e c t u r e s o n o u r L o r d ' s p a r a b l e s [ P r e l e ç õ e s sobre as parábolas do nosso Senhor]

, o dr. John Cumming diz que:A profecia é u m e s b o ç o d o f u t u r o , q u e s e r á p r e e n c h i d o p e l o s e v e n t o s ; o s milagres s ã o p r é - a t o s d o f u t u r o , r e a l i z a d o s e m p e q u e n a e s c a l a n o p r e s e n t e ; a s parábolas

s ã o a p r e f i - g u r a ç ã o d o f u t u r o , projetadas em uma página

sagrada. Todos os três crescem diariamente em esplendor, interesse e valor.Em breve, o Sol Meridional os fará transbordar! Espero que estejamosprontos! Fazendo uso da parábola, Jesus procurou confiar as verdadesespirituais do seu Reino ao entendimento e ao coração dos homens. Ao a d o t a r u m m é t o d o

r e c o n h e c i d o p e l o s m e s t r e s j u d e u s , C r i s t o a t r a i u mentes e prendeu atenções. Os homens tinham de ser conquistados, e a

p a r á b o l a s ! M u i t o s s ã o c u l p a d o s d e a p l i c a r c e r t a s p a r á b o l a s d e

f o r m a a r t i f i c i a l e d e f o r ç a r u m s i g n i f i c a d o q u e o s s e u s a u t o r e s j a m a i s s o - nharam! Há dois extremos que devem ser evitados na

interpretação daparábola. Um extremo é dar -lhe muita

importância —o outro é atribuir-lhe pouca

i m p o r t â n c i a . C u m m i n g , e m s e u l i v r o Lectures [Preleções],

tratou desse erro duplo desta forma:

Há dois grandes erros na interpretação das parábolas: umc o n s i s t e e m a r r a n c a r s i g n i f i c a d o d e c a d a p a r t e , c o m o s e n ã o houvesse nada secundário; o outro, em considerar boa parte da parábola secundária, mera tapeçaria. O primeiro é

repreensível, p o i s a p a r á b o l a e a s u a v e r d a d e n ã o s ã o , c o m o j á

d i s s e m o s , duas retas que se encontram em todos os pontos, mas sim umareta e uma esfera que se tocam em grandes momentos. Cada parábola materializa um grande propósito, que é notoriamente o p r i n c i p a l e o m a i s n o b r e , e i s s o s e m p r e d e v e s e r l e v a d o e m c o n t a n a i n t e r p r e t a ç ã o d e t o d o s o s

a s p e c t o s s e c u n d á r i o s d a B í b l i a . O s e g u n d o v ê p o u c o s e n t i d o n a p a r á b o l a ; p e r c e b e e m boa parte dela mera intenção de inventar uma história, sendoseus componentes meros cone ctivos que mais prejudicam quea p r e s e n t a m a f i n a l i d a d e d a p a r á b o l a . E s t e ú l t i m o t i p o

d e s t r ó i m u i t a s d a s r i q u e z a s d a s E s c r i t u r a s . C a d a p a r t e d a

p a r á b o l a , c o m o e m q u a l q u e r t r e c h o d a B í b l i a , t e m s e u s i g n i f i c a d o e i m p o r t â n c i a . U m a p i n t u r a p e r f e i t a n ã o t e m p a r t e s q u e n ã o contribuam para o resultado geral, e cada parte a vida brilha eresplandece de tal forma que a ausência da menor delas já seriauma deficiência. Desejando um tratamento mais aprofundado acerca dos

prós e dos contras

(19)

19 d a i n t e r p r e t a ç ã o , o i n t e r e s s a d o d e v e l e r o c a p í t u l o

" T h e interpretation of parables" ["A interpretação das parábolas"], da obraincomparável de Trench,

T h e p a r a b l e s o f o u r L o r d [ A s p a r á b o l a s d o n o s s o S e n h o r ] , e " M e t h o d s o f i n t e r p r e t a t i o n " [ " M é t o d o s d e interpretação"], da obra de Ada Habershon,

T h e s t u d y o f p a r a b l e s [ O estudo das parábolas]

. Trench, referindo-se aos extremos acima, diz quetem havido exageros nos dois sentidos."Os defensores da interpretaçãosuperficial e não detalhada estão confortavelmente satisfeitos com sua m á x i m a f a v o r i t a . T o d a c o m p a r a ç ã o d e v e s e r i n t e r r o m p i d a e m a l g u m p o n t o " . T r e n c h c i t a u m d i t a d o d e T e o f i l a c t o : " A p a r á b o l a , s e f o r s u s - tentada em todos os seus aspectos, não será parábola, mas o aconteci -mento que a gerou".Quanto ao outro extremo da interpretação, "Há o perigo de, comuma mente fértil, deixar de atribuir o devido valor à Palavra de Deus, a m e n o s q u e o p r a z e r q u e o i n t é r p r e t e s e n t e n o e x e r c í c i o d e s s a " f e r t i l i d a d e " , a d m i r a d a q u e é p o r t a n t o s , n ã o l h e t i r e d e v i s t a q u e

a s a n t i f i c a ç ã o d o c o r a ç ã o p e l a v e r d a d e é o p r i n c i p a l o b j e t i v o d a s Escrituras".Muitos dos pais da igreja, buscando alegorizar passagens tanto do

Antigo como do NT, foram muito extremistas. Se estavam ou não erradosem pensar que havia um significado para todas as coisas é o que se temdebatido há séculos.Agostinho é um exemplo notável dos que espremiam as parábolas p a r a e n s i n a r a l g o t o t a l m e n t e f o r a d o s l i m i t e s . A o t r a t a r d o

e n s i n o tradicional da igreja (considerando as parábolas alegorias, em que cadat e r m o r e p r e s e n t a v a o c r i p t o g r a m a d e u m a i d é i a , d e m o d o q u e o t o d o precisava ser decodificado em cada termo), C. H. Dodd, em

The parablesof the kingdom [As parábolas do reino], cita a interpretação de Agostinhoda

Parábola do bom samaritano:D e s c i a u m h o m e m d e J e r u s a l é m p a r a J e r i c o s e r i a u m a referência ao próprio Adão; J e r u s a l é m é a c i d a d e

c e l e s t i a l d a p a z , c u j a b ê n ç ã o A d ã o perdeu; J e r i c ó é a l u a e r e p r e s e n t a a n o s s a m o r t a l i d a d e , p o r q u e nasce, cresce, míngua e morre;os assaltantes são o diabo e seus anjos;os quais o despojaram, i.e., lhe retiraram a imortalidade;e,

espancando-o, persuadindo-o a pecar;d e i x a n d o - o m e i o m o r t o , p o r q u e , q u a n d o o h o m e m compreende e conhece a Deus, vive; mas, quando se entrega,s e n d o o p r i m i d o p e l o p e c a d o , e s t á m o r t o ; p o r c a u s a d i s s o , é chamado meio morto;o sacerdote e o levita, que o viram e passaram de largo,r e p r e s e n t a m o s a c e r d ó c i o e o

m i n i s t é r i o d o A T , q u e n ã o continham a riqueza da salvação;o

s a m a r i t a n o s i g n i f i c a o g u a r d i ã o , e o p r ó p r i o J e s u s é conhecido por esse nome;atou-lhe as feridas é o resgate do pecado;o óleo é o consolo da esperança;o vinho é a exortação para trabalhar com ardor;a cavalgadura era a carne, por meio da qual Jesus veio aténós; p o n d o - o s o b r e a s u a

c a v a l g a d u r a é a c r e n ç a n a encarnação de Cristo;a

h o s p e d a r i a é a i g r e j a , e m q u e o s v i a j a n t e s r e c e b e m refrigé-rio no retorno da peregrinação à pátria celestial;o outro dia significa o período posterior à ressurreição doSenhor;os dois denários são os dois mandamentos do amor, ou a promessa desta vida e da que está por vir;o hospedeiro é o apóstolo Paulo.

(20)

20 O arcebispo Trench segue as linhas mestras de Agostinho, com umdetalhamento ainda mais fértil. Outro exemplo desse tipo de interpre -tação se encontra entre os intérpretes da Reforma e os católicos roma -nos, que encontraram um grande significado para o óleo da

Parábola das

Antigo como do NT, foram muito extremistas. Se estavam ou não erradosem pensar que havia um significado para todas as coisas é o que se temdebatido há séculos.Agostinho é um exemplo notável dos que espremiam as parábolas p a r a e n s i n a r a l g o t o t a l m e n t e f o r a d o s l i m i t e s . A o t r a t a r d o

e n s i n o tradicional da igreja (considerando as parábolas alegorias, em que cadat e r m o r e p r e s e n t a v a o c r i p t o g r a m a d e u m a i d é i a , d e m o d o q u e o t o d o precisava ser decodificado em cada termo), C. H. Dodd, em

The parablesof the kingdom [As parábolas do reino], cita a interpretação de Agostinhoda

Parábola do bom samaritano:D e s c i a u m h o m e m d e J e r u s a l é m p a r a J e r i c o s e r i a u m a referência ao próprio Adão; J e r u s a l é m é a c i d a d e

c e l e s t i a l d a p a z , c u j a b ê n ç ã o A d ã o perdeu; J e r i c ó é a l u a e r e p r e s e n t a a n o s s a m o r t a l i d a d e , p o r q u e nasce, cresce, míngua e morre;os assaltantes são o diabo e seus anjos;os quais o despojaram, i.e., lhe retiraram a imortalidade;e,

espancando-o, persuadindo-o a pecar;d e i x a n d o - o m e i o m o r t o , p o r q u e , q u a n d o o h o m e m compreende e conhece a Deus, vive; mas, quando se entrega,s e n d o o p r i m i d o p e l o p e c a d o , e s t á m o r t o ; p o r c a u s a d i s s o , é chamado meio morto;o sacerdote e o levita, que o viram e passaram de largo,r e p r e s e n t a m o s a c e r d ó c i o e o

m i n i s t é r i o d o A T , q u e n ã o continham a riqueza da salvação;o

s a m a r i t a n o s i g n i f i c a o g u a r d i ã o , e o p r ó p r i o J e s u s é conhecido por esse nome;atou-lhe as feridas é o resgate do pecado;o óleo é o consolo da esperança;o vinho é a exortação para trabalhar com ardor;a cavalgadura era a carne, por meio da qual Jesus veio aténós; p o n d o - o s o b r e a s u a

c a v a l g a d u r a é a c r e n ç a n a encarnação de Cristo;a

h o s p e d a r i a é a i g r e j a , e m q u e o s v i a j a n t e s r e c e b e m refrigé-rio no retorno da peregrinação à pátria celestial;o outro dia significa o período posterior à ressurreição doSenhor;os dois denários são os dois mandamentos do amor, ou a promessa desta vida e da que está por vir;o hospedeiro é o apóstolo Paulo. O arcebispo Trench segue as linhas mestras de Agostinho, com umdetalhamento ainda mais fértil. Outro exemplo desse tipo de interpre-tação se encontra entre os intérpretes da Reforma e os católicos roma -nos, que encontraram um grande significado para o óleo da

Parábola das

narrativa completa, apresenta apenas um ponto de comparação. Não háa intenção de que os detalhes tenham um significado independente. Jána alegoria, cada detalhe é uma metáfora independente, com significadop r ó p r i o " . D o d d e n t ã o d á u m d o s d o i s e x e m p l o s d e s s e p r i n c í p i o , e n t r e e l e s a

Parábola do semeador:

" A b e i r a d o c a m i n h o e o s p á s s a r o s , o s espinhos e o chão pedregoso não são criptogramas da perseguição, doengano das riquezas e assim por diante. Esses símbolos estão ali para evocar um quadro da grande quantidade de

(21)

21 trabalho desperdiçado, queo fazendeiro precisa enfrentar, e assim fazer sentir o alívio da colheita,a p e s a r d e t o d o o t r a b a l h o " . N o s e u c a p í t u l o " T h e m e t h o d o f interpretation" ["O método da interpretação"] , Ada Habershon, em

Thestudy of the parables [O estudo das parábolas],

expressa a opinião deque "pode ser verdade que cada detalhe (da parábola acima) tinha umsignificado, e devemos estar bem preparados para descobrir que algu-mas delas tinham diversos [...] Nenhuma explicação esgotará os signi-f i c a d o s d a m a i s s i m p l e s p a r á b o l a p r o f e r i d a p o r J e s u s e , s e reconhecermos isso, também estaremos prontos para tirar de cada uma" t o d a s o r t e d e d e s - p o j o s " . O c a m i n h o m a i s s e g u r o p a r a l i d a r c o m a parábola é procurar o pensamento central ou a idéia principal, em tornoda qual todos os elementos subordinados se agrupam. A idéia principaln ã o d e v e p e r d e r - s e e m m e i o a u m

e m a r a n h a d o d e a c e s s ó r i o s c o m - plexos, mesmo que estes tenham significado espiritual. As parábolas nãodevem ser tratadas como se fossem um

repositório de textos. Cada pará-bola deve ser vista por suas particularidades, e qualquer analogia feitadeve ser real, n ão imaginária, sempre subordinada à lição principal daparábola".Outros aspectos da interpretação, tratados de forma completa pela

Biblical enciclopaedia [Enciclopédia da Bíblia],

de Fausset, são:1. a parábola, em sua forma externa, deve ser bem compreendida(e.g., o amor de um pastor do Oriente Médio para com suas ovelhas);2. a situação no

começo da parábola, como em Lucas 15:1,2, é o ponto de partida das três parábolas do capítulo;3. as características que, interpretadas de forma literal, contrari-am as Escrituras, dão um colorido ao texto, e.g., o número das virgensprudentes era igual ao das insensatas (Mt 25:1-13).Em seu capítulo "Place and province of the parables" ["O local e ocampo das parábolas"], o dr. A. T. Pierson afirma: "As parábolas bíblicas s ã o n a r r a t i v a s f a c t u a i s o u

f i c t í c i a s , u s a d a s p a r a t r a n s m i t i r v e r d a d e s e e n s i n a m e n t o s m o r a i s e e s p i r i t u a i s . P o d e m s e r h i s t ó r i c a s , é t i c a s e alegóricas ao mesmo tempo; mas, se o significado mais elevado se perden o m e n o s e l e v a d o o u é p o r e l e o b s c u r e c i d o , a s s i m c o m o n o c a s o d o e s p i r i t u a l e m r e l a ç ã o a o l i t e r a l , p e r d e m - s e t a m b é m o s e u o b j e t i v o e o s e u s i g n i f i c a d o . E m g e r a l a p a r á b o l a s e f a z a c o m p a n h a r d e c e r t a s indicações de como deve ser interpretada. A lição central é o

principalobjeto de interesse; o restante pode ser sec undário, como a cortina e ocenário de um teatro".

As múltiplas formas da parábola

Q u a n t a d i v e r s i d a d e h á n a s p a r á b o l a s b í b l i c a s ! N a v e r d a d e , s ã o inigualáveis nas suas imagens descritivas. Sob a orientação do EspíritoSanto, os escritores da Bíblia exploraram todos os veículos apropriados,para expressar a verdade divina. De fato, precisaram de todos eles

parailustrar a inigualável maravilha da Palavra de Deus, que é radiante em sua riqueza de material parabólico. O resumo que o dr. Graham Scroggiefaz das parábolas do NT é aqui aplicado para que entendamos o alcancedas parábolas bíblicas como um todo. A medida que formos explicandoas parábolas, remeteremos o leitor para o campo em que cada uma seenquadra.1.

(22)

22 p a r á b o l a s a s s o c i a d a s c o m c é u , i n f e r n o , querubins e anjos;2.

Feiômenos naturais:

parábolas relacionadas com sol, luz, raios,terremotos, fogo, nuvens, tempestade e chuva;3.

Mundo animado:

parábolas relacionadas com criaturas (cavalos,a n i m a i s s e l v a g e n s , l e õ e s , á g u i a s , c a m e l o s , b o i s , o v e l h a s , c o r d e i r o s , lobos, jumentos, raposas, porcos, cães, bodes, peixes, pássaros e ser -p e n t e s ) ; p a r á b o l a s i l u s t r a d a s p o r p l a n t a s e á r v o r e s , e s p i n h o s , c a r d o s , figos, oliveiras, sicômoros, amêndoas, uvas, juncos, lírios, anis, menta, vinha, cedro e condimento de amoras pretas;4.

Mundo mineral:

parábolas simbolizadas por metais (ouro, prata,bronze, ferro e latão);5. Vida humana:

A variedade de ilustrações parabólicas é muito ampla:• física

( c a r n e , s a n g u e , o l h o , o u v i d o , m ã o s , p é s ; f o m e , s e d e , sono, doença, riso, choro e morte);• doméstica ( c a s a s , l â m p a d a s , c a d e i r a s , a l i m e n t o , f o r n o , c u - l i n á r i a , p ã o , s a l ; n a s c i m e n t o , m ã e s , e s p o s a s , i r m ã s , i r m ã o s , f i l h o s , afazeres, casamento e tesouros);• pastoral

(campos, vales, pastores, ovelhas, agricultores, solo, semente, cultivo, semea-dura, crescimento, colheita e vinhas);•

comercial

(pescadores, alfaiate, construtor, negociante, ba -lança, talentos, dinheiro e dívidas);•

de interesse público

(escravidão, roubo, violência, julgamento,punição e impostos);• social

(casamento, hospitalidade, festas, viagens e saudações);• religiosa

(tabernáculo, templo, esmolas, dízimos, jejuns, oraçãoe o sábado).A s p á g i n a s s e g u i n t e s s e r v i r ã o p a r a m o s t r a r q u e a s p a r á b o l a s d a Bíblia são comparações ilustrativas extraordinárias que nos falam sobrea verdade divina. Podem ser definidas como "narrativas criadas com o o b j e t i v o e s p e c í f i c o d e r e p r e s e n t a r u m a v e r d a d e r e l i g i o s a d e

f o r m a pictórica".

PRIMEIRA PARTE

AS PARÁBOLAS DOANTIGO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO

É lamentável que quase todos os livros referentes às parábolas seatenham apenas nas que proferiu o nosso Senhor, esquecendo-se do queo resto da Bíblia —além dos quatro evangelhos— apresenta em matériade linguagem figurada. Perde tempo quem procura um estudo expositivod a s m u i t a s p a r á b o l a s d o A T . G . H . L a n g , e m

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