RELATÓRIO DE ATIVIDADES
SETEMBRO DE 2016
A
SETEMBRO DE 2017
2
ÍNDICE
ELEIÇÃO DO CONSELHO E DA DIRETORIA ... 3
DIRETRIZES ... 5
CAMPANHA INSTITUCIONAL ... 7
DESONERAÇÃO DA FOLHA SALARIAL ... 7
PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DA ANJ ... 8
TREINAMENTOS REALIZADOS ... 9
COMITÊS DA ANJ ... 13
ATIVIDADES DOS COMITÊS ... 14
1.COMITÊ EDITORIAL ... 14
2.COMITÊ DE ESTRATÉGIAS DIGITAIS (CED) ... 16
3. COMITÊ DE GESTÃO ... 21
4. COMITÊ JURÍDICO E DE ASSUNTOS TRIBUTÁRIOS ... 22
5. COMITÊ DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO ... 27
6. COMITÊ MERCADO ANUNCIANTE ... 28
7. COMITÊ MERCADO LEITOR ... 30
8. COMITÊ DE RH E RELAÇÕES TRABALHISTAS ... 31
9. COMITÊ DE RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS ... 34
10. COMITÊ DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS ... 38
11. COMITÊ DE OPERAÇÕES ... 39
3
ELEIÇÃO DO CONSELHO E DA DIRETORIA
Em 18 de agosto de 2016, na sede da Associação Nacional de Jornais, em Brasília, a Assembleia Geral Ordinária da ANJ elegeu e empossou os membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal para mandato de dois anos, 2016-2018. O novo Conselho de Administração, reunido no mesmo local, elegeu Marcelo Antônio Rech, Vice-presidente Editorial e Institucional do Grupo RBS – Zero Hora (RS), presidente da ANJ, junto com os onze vice-presidentes que integram a Diretoria, para o mesmo período. A Assembleia aprovou o Relatório de Atividades da Diretoria referente ao biênio 2014-2016 e as contas da Diretoria relativas a 2015, com Parecer do Conselho Fiscal. Na ocasião, foi apresentado o Relatório Anual de Liberdade de Imprensa, que também abrangeu o período de 2014 a 2016.
A Diretoria para o biênio 2016-2018 ficou composta desta forma: Presidente: Marcelo Antônio Rech – Zero Hora (RS)
Vice-Presidente Secretário:
Álvaro Augusto Teixeira da Costa – Correio Braziliense (DF) Vice-Presidente Financeiro:
Jaime Câmara Júnior – O Popular (GO) Vice-Presidentes:
Ana Amélia Cunha Pereira Filizola – Gazeta do Povo (PR) Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto – A Gazeta (ES) Francisco Mesquita Neto – O Estado de S.Paulo (SP)
João Roberto Marinho – O Globo (RJ) Luciana de Alcântara Dummar – O Povo (CE) Maria Judith de Brito – Folha de S.Paulo (SP) Mário Alberto de Paula Gusmão – Jornal NH (RS) Sylvino de Godoy Neto – Correio Popular (SP) Walter de Mattos Junior – Diário Lance! (RJ)
4 O Conselho de Administração para o biênio 2016-2018 ficou formado da seguinte forma:
A TARDE (BA) Titular: Renato Simões
Suplente: André Blumberg
CORREIO DO POVO (RS) Titular: Telmo Ricardo Borges Flor Suplente: Cleber do Nascimento Dias
(18/8/2014 a 15/9/2017) CORREIO POPULAR (SP) Titular: Sylvino de Godoy Neto
Suplente: Adhemar José de Godoy Jacob FOLHA DE S.PAULO (SP) Titular: Maria Judith de Brito
Suplente: Luís Frias
JORNAL NH (RS) Titular: Mário Alberto de Paula Gusmão Suplente: Carlos Eduardo Gusmão
O ESTADO DE S.PAULO (SP) Titular: Francisco Mesquita Neto Suplente: Christiano Rodolfo Nygaard
O GLOBO (RJ) Titular: João Roberto Marinho
Suplente: Frederic Zoghaib Kachar O POPULAR (GO) Titular: Jaime Câmara Júnior
Suplente: Guliver Augusto Leão
O POVO (CE) Titular: Luciana de Alcântara Dummar
Suplente: Arlen Magno Medina Néri ZERO HORA (RS) Titular: Marcelo Antônio Rech
Suplente: Nelson Pacheco Sirotsky
A CRÍTICA (AM) Titular: Tereza Cristina Calderaro Corrêa Suplente: Miguel Botelho de Bragança
A GAZETA (ES) Titular: Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto Suplente: Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Filho A TRIBUNA (SP) Titular: Marcos Clemente Santini
Suplente: Roberto Clemente Santini CORREIO BRAZILIENSE (DF) Titular: Álvaro Teixeira da Costa
Suplente: Evaristo de Oliveira DIÁRIO LANCE! (RJ) Titular: Walter de Mattos Junior
Suplente: Afonso Luiz Pinto da Cunha GAZETA DO POVO (PR) Titular: Ana Amélia Cunha Pereira Filizola
Suplente: Guilherme Döring Cunha Pereira JORNAL DO COMMERCIO (PE) Titular: João Carlos Paes Mendonça
Suplente: Jaime de Queiroz Lima Filho JORNAL DO COMÉRCIO (RS) Titular: Mércio Cláudio Tumelero
5 O LIBERAL (PA) Titular: Romulo Maiorana Junior
Suplente: João Pojucam de Moraes Filho O PROGRESSO (MS) Titular: Adiles do Amaral Torres
Suplente: Blanche Maria Torres
O Conselho Fiscal para o biênio 2016-2018 ficou composto como segue:
TITULARES:
Antônio de Pádua Lopes de Freitas DIÁRIO DO NORDESTE (CE) (Presidente do Conselho Fiscal)
Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Junior CORREIO* (BA)
Tulio Da San Biagio O DIÁRIO DE MOGI (SP)
SUPLENTES:
Ana Eliza Assis Lemos Cenci FOLHA DA REGIÃO (SP) Marcelo Batuíra Cunha Losso P. de Mello JORNAL DE PIRACICABA (SP) Marcos Nogueira da Luz DIÁRIO COMERCIAL (RJ)
DIRETRIZES
Em seu discurso de posse, no dia 18 de agosto de 2016, o presidente eleito da ANJ, Marcelo Rech, agradeceu a condução ao cargo, dirigindo-se primeiramente ao seu antecessor, Carlos Fernando Lindenberg Neto, “que nos últimos quatro anos conduziu com tanto desprendimento, vigor e talento essa entidade. A ANJ sai muito engrandecida ao fim dessas duas gestões de tantos avanços em meio a tempos muito difíceis. Café tem sido um capitão sereno e decidido a liderar a ANJ pelos mares revoltos da economia e da vida institucional do país”.
O presidente destacou que “a ANJ é, sem dúvida, um ícone entre as entidades no campo da comunicação. A partir de minhas atividades internacionais, sou uma testemunha de como a nossa associação é encarada com respeito e admiração mundo afora. O reconhecimento de nossos pares no exterior vem, sobretudo, de uma cultura implementada e estimulada na ANJ desde a sua fundação: a comunhão de valores sólidos entre seus membros na defesa da liberdade e a unidade de propósitos em favor da indústria brasileira de jornais”.
6 Referindo-se aos tempos desafiadores que a indústria jornalística enfrenta, o presidente eleito frisou que são “um grande desafio, um estímulo à nossa muitas vezes testada e comprovada capacidade de adaptação e inovação”. Segundo ele, “para sermos protagonistas do futuro, temos felizmente ao nosso lado dois princípios fundamentais, cultivados e difundidos por essa entidade e seus sócios. Um deles, repito, é a defesa da liberdade de expressão, que está na gênese da ANJ... Outro valor fundamental está diretamente associado à liberdade de imprensa: é a confiança das pessoas, da sociedade, em nós, os profissionais e empresas que fazem da comunicação livre e do jornalismo independente e de qualidade o seu modo de vida”.
Marcelo Rech destacou que as relações entre pessoas, empresas e instituições serão regradas pela confiança, que, segundo ele, “é palavra-chave destinada a pavimentar o caminho para o nosso futuro”. O presidente referiu-se à “carência de informação confiável, lastreada em valores éticos, na independência, em técnicas profissionais e na cultura de perseguir a todo o custo a verdade e a pluralidade”. Ainda de acordo com Marcelo, “é aí, nessa falta de informação confiável, nessa necessidade do público em saber onde está a verdade, que nós chegamos à encruzilhada que separa a imprensa independente do resto. E aí tomamos a estrada da relevância de nossos conteúdos e de nossas marcas. É dessa mesma fonte que nossos antecessores extraíram o sucesso de seus empreendimentos. E é nela que vamos moldar o nosso futuro, que teremos um valor único em sociedades desorientadas pela desinformação, por rumores, por notícias falsas, pela difusão de meias-verdades subordinadas a interesses que pisoteiam os conceitos do jornalismo livre e independente”.
Referindo-se ao futuro, o presidente Marcelo Rech mostrou que “devemos ser, os jornais, em todas as suas formas e plataformas, muito mais que transmissores de notícias: deveremos ser os certificadores profissionais da realidade. Nossos logotipos já são e serão cada vez mais a ISO 9001 dos fatos e fenômenos do mundo à nossa volta. Em meio ao caos gerado pela abundância desinformativa, temos o desafio de sermos reconhecidos como avalistas do cotidiano, de sermos aqueles que, graças a conceitos éticos e técnicas profissionais, oferecem a todo instante, minuto a minuto se for preciso, os atestados de veracidade para a história. Enfim, vendermos credibilidade e entregarmos também confiança, em última análise”.
Ainda segundo Marcelo, “os jornais sempre tiveram um papel central em apurar e distribuir conteúdos exclusivos, e agora também em organizar, hierarquizar e muitas vezes confrontar o pandemônio das redes sociais e suas correias de transmissão”.
Finalmente, o presidente eleito destacou que, “com a ANJ à frente, devemos seguir incansáveis na tarefa de demonstrar publicamente essa diferença, que é a nossa força e valor junto a públicos e mercados. Temos, portanto, uma enorme missão a cumprir. E tenho certeza de que a nossa Associação, por intermédio de todos aqui, continuará muito firme à frente desse ideal que nos une pela nobre causa da liberdade e da paixão pela verdade”.
7 Em setembro de 2016, Marcelo apresentou à Diretoria da ANJ o seu Plano Estratégico para o biênio 2016-2018, que foi aprovado por unanimidade.
Ficou definido que dois eixos estratégicos orientarão o trabalho da ANJ nesse período: • Liberdade de Expressão;
• Posicionamento dos jornais.
No eixo da Liberdade de Expressão, a ANJ buscará aumentar a visibilidade e o impacto de suas manifestações nessa área, reforçando sua posição histórica. Também identificará ações oficiais que, por fragilizar a saúde financeira dos jornais, afetam sua independência e, portanto, a liberdade de imprensa. Entre essas ações, estão as exigências e encargos trabalhistas, tributários e regulatórios que prejudicam os produtores de conteúdo, como os jornais, e não são aplicados aos gigantes digitais.
No eixo do Posicionamento dos Jornais, a ANJ trabalhará para reverter a tendência de percepção negativa sobre jornais, posicionando-os no mercado e no público como fonte de informação confiável em um mundo em que esse é um bem escasso e, portanto, um valor diferenciado. Esse trabalho está sendo feito com o fornecimento aos associados de informações favoráveis aos jornais e a presença do presidente da ANJ em eventos e fóruns do mercado de comunicação. Ficou ainda definido que a ANJ buscará um relacionamento público com os gigantes digitais que vise a beneficiar os jornais, sem privar a entidade de enfrentamentos e críticas específicos.
CAMPANHA INSTITUCIONAL
Por iniciativa da ANJ, na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a 3 de maio, foi veiculada em jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, e internet a campanha “Nunca se precisou tanto da imprensa”, assinada pelas três principais associações dos veículos de comunicação – ANJ, ABERT e ANER – e também a Unesco. Criada pela Agência Africa, do publicitário Nizan Guanaes, a campanha destacou a importância do jornalismo profissional, independente e de qualidade como antídoto aos danos causados pelas notícias falsas, sobretudo nas redes sociais. Com grande repercussão, a campanha está inserida também em trabalho conjunto das três associações, ao longo deste ano de 2017, de valorização do jornalismo diante da desinformação que penaliza e prejudica as sociedades contemporâneas.
DESONERAÇÃO DA FOLHA SALARIAL
Num momento em que os jornais encontram sérias dificuldades em seu faturamento publicitário, principal fonte de receita, obrigando-os a ajustes e reduções, a desoneração de suas folhas salariais foi importante vitória do setor. Por isso, a ANJ acompanha com preocupação as
8 perspectivas de mudanças na política de desoneração, que continua beneficiando os jornais em função de intenso trabalho da Associação.
Em março de 2017, com o agravamento da crise fiscal do governo, foi editada a MP 774/2017, que reonerou vários setores da economia, mas manteve o nosso setor no benefício da desoneração, resultado dos esforços da ANJ, junto com outras entidades da área de comunicação. Por falta de acordo com os setores reonerados, em agosto de 2017 a MP foi revogada e o governo enviou o PL 8.456/2017, em que está preservado o benefício para os jornais. A ANJ prossegue trabalhando no Congresso, para que seja preservada a desoneração das folhas salariais dos jornais.
PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DA ANJ
O Programa de Qualificação para a Indústria Jornalística visa, sobretudo, os associados de pequeno e médio portes, com mais dificuldade de acesso às melhores e novas práticas do mercado. Busca, também, atender aos maiores jornais naquilo em que a ANJ puder agregar ao permanente esforço de maior eficiência e produtividade. Já são mais de 31.000 participações de profissionais e estudantes nas atividades desde setembro de 2013, quando foi criado.
Desde 2015, o foco do programa está na realização de webinários (ou palestras online), o que tem possibilitado que um número maior de profissionais dos jornais associados tenha acesso às ações do seu Programa de Qualificação.
Entre agosto de 2016 e setembro de 2017, foram realizados 47 webinários, com 4.000 participações de profissionais de empresas jornalísticas de Norte a Sul do Brasil.
Desde o início de 2015, a ANJ conta com o apoio da Federação Nacional de Jornais e Revistas (Fenajore) em atividades do Programa de Qualificação. Assim, esses eventos também estão abertos aos profissionais das empresas ligadas aos sindicatos e associações filiados à Federação. A ANJ firmou outras parcerias com reconhecidas instituições para a realização de eventos conjuntos ou concessão de descontos aos associados para participação em atividades de formação. Dentre elas estão a Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), o departamento de Comunicação do ISE – Instituto Superior de Empresa (anteriormente denominado IICS – Instituto Internacional de Ciências Sociais) e a ComSchool.
Desde 2013, a ANJ atua em conjunto com o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, para a formatação de atividades e-Learning. Ao longo desse tempo, somaram-se 24.265 participações de profissionais das empresas jornalísticas e estudantes, que se beneficiaram dos treinamentos ministrados pelo Centro Knight. Destacam-se a realização de cursos massivos online abertos (e gratuitos) organizados com o apoio do Google.
Treinamentos realizados
WEBINÁRIOS PROMOVIDOS ENTRE AGOSTO 2016 E 19 DE SETEMBRO 2017
2016 Palestrante Participantes
1 “O desafio das Redações na cobertura das eleições 2016" Rosane Oliveira (Zero Hora - RS) e Thiago Roque (A Cidade – SP) 41 2 “GPBC Begins: concebendo e implantando um núcleo de Branded Content
dentro de um jornal” Guilherme Krauss, Head de Planejamento e Inovação da Gazeta do Povo Jornais 132 3 “Funcionamento de Ad Servers" Gustavo Reis, Professor da JumpEducation 89 4 “As redações das empresas transmídia” Eduardo Tessler, Diretor para a América Latina e sócio da Innovation. 68 5 "Formatos de publicidade online" Fred Pacheco, professor da JumpEducation 178 6 “Novas receitas: muito além do clássico cm x coluna" Marcio Delfim Leite Soares, Gerente de Comercialização e Marketing de A Tribuna
(Santos - SP) 150
7 "Estratégia Mobile para Jornais" Fred Pacheco, professor da JumpEducation 120 8 “Métricas Online e Fontes de Informação” Fred Pacheco, professor da JumpEducation 131 9 “Viewability – a oportunidade que gera engajamento" Vitor Bellote, gerente de Programática na AOL 80 10 “Impressão de jornais: principais desafios na gestão das gráficas" Rodrigo Schoenacher, sócio da RIGGO Consultoria Empresarial 71 11 “Criação de Conteúdo com foco em SEO” Leonardo Pereira Cruz, professor da JumpEducation 96 12 “Distribuição do jornal impresso: principais desafios na gestão operacional” Rodrigo Schoenacher, sócio da RIGGO Consultoria Empresarial 100 13 "Jornalistas transmídia: novas rotinas e competências" Hugo Pardo Kuklinski, fundador e diretor geral da Outliers School e professor do ISE –
Instituto Superior de Empresa 124
14 “Projetos: como áreas integradas geram soluções além do impresso e do
digital" Fábio Góis, gerente de Marketing e Mídias Digitais do jornal Correio* (Salvador - BA) 116 15 “Projetos Especiais e Inovação” Fred Pacheco, professor da JumpEducation. 99
10
Total - agosto a dezembro de 2016 1.595
2017 Palestrante Participantes
1 "Competindo na Economia das Plataformas - desafios para a monetização de jornal online"
Pedro Sellos , Diretor do Departamento de Comunicação e Mídia do ISE Business
School 73
2 “Superedição de Zero Hora de fim de semana” Marta Gleich, Diretora de Redação de ZH e dos Jornais do Grupo RBS (Porto Alegre
- RS) 75
3 “Reinventando um jornal, o modelo de inovação adotado pelo NOVO Notícias” Paulo Moreira, Executivo de Inovação Digital e Experiência do Usuário do Novo
Jornal (Natal - RN) 91
4 “Direito ao esquecimento e retirada de conteúdo do site” Taís Gasparian, Advogada sócia do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de
Figueiredo, Gasparian – Advogados 53
5 “Estratégia Digital: o caso de sucesso da Zero Hora” Sidney Zamel, Diretor de Mercado Leitor de Zero Hora (Porto Alegre - RS) 146 6 “Branded Content em Multiplataforma” Fernando Carvalho, Editor-chefe do JC360 (Recife - PE) 115 7 “Modelo operacional para melhoria de produtividade e eficiência em canais de
call center”
Andreia Hilgert, Sócia consultora da Polia Consultoria Marketing e Vendas (Porto
Alegre – RS) 52
8 “Vendas externas de assinaturas” Marcelo Porto, Gerente de Circulação do Diário do Nordeste (Fortaleza – CE) 63 9 “Interatividade – o melhor do SXSW“ Karin Ribeiro, Gerente de Negócios Digitais do Valor Econômico (São Paulo - SP) e
Paulo Arruda, Diretor de Publicidade Digital do Estadão (São Paulo - SP) 42 10 “Gestão de pessoas na gráfica: como engajar o time em épocas de crise” Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial (Rio de Janeiro –
RJ) 62
11 “Reforma Trabalhista – Conhecendo a proposta no Congresso e suas
possibilidades” Emerson Casali, Diretor na CBPI Produtividade Institucional 80 12 “Exclusiva e na palma da mão: a nova Gazeta do Povo” Leonardo Mendes, Diretor de Redação da Gazeta do Povo (Curitiba – PR) 86 13 “Requisitos básicos para uma política de venda de serviços gráficos ou
logísticos”
Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial (Rio de Janeiro –
RJ) 59
14 “Adblockers e seus impactos nos produtos de mídia” Luiz Dutra, Consultor de Produtos Digitais (Campinas – SP) 54 15 “Como a Redação colocou em prática o novo posicionamento de ZH – Perto
para entender. Junto para transformar” Nilson Vargas, Editor-chefe de Zero Hora e zerohora.com (Porto Alegre – RS) 78 16 “Os diferentes players de mídia (introdução à mídia programática)” Gustavo Reis, professor da JumpEducation (São Paulo – SP) 106 17 “Técnicas de gestão de projetos aplicadas à operação de jornal impresso” Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial (Rio de Janeiro –
RJ) 94
18 “Grupo de Investigação do Grupo RBS” Carlos Etchichury, Editor-chefe do Diário Gaúcho (Porto Alegre – RS) 44 19 “Monitoramento de mídias sociais” Fred Pacheco, professor da JumpEducation (São Paulo – SP) 107
11
20 “Entendendo a audiência – DMP“ Karin Ribeiro, Gerente de Negócios Digitais do Valor Econômico (São Paulo - SP) 73 21 “Mídia mobile” Fred Pacheco, professor da JumpEducation (São Paulo – SP) 92 22 “Como a logística e a gráfica podem contribuir estrategicamente para o negócio Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial
(Rio de Janeiro – RJ) 47
23 “Curadoria de conteúdo" Catia LaSalvia, professora da JumpEducation (São Paulo – SP) 59 24 "Como aumentar a rentabilidade otimizando a circulação de jornal nas bancas" Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial (Rio de Janeiro –
RJ) 69
25 “Branded Content” Fred Pacheco, professor da JumpEducation (São Paulo – SP) 113 26 “Google News Lab" Marco Túlio Pires – Google (São Paulo – SP) 113 27 "Gestão de pessoas na distribuição: o equilíbrio entre produtividade e
engajamento"
Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial (Rio de Janeiro –
RJ) 57
28 “Entregando performance nos jornais (e-commerce)”, Catia LaSalvia, professora da JumpEducation (São Paulo – SP) 73 29 Webinário Internacional com a INMA Earl Wilkinson, Diretor Executivo da INMA 39 30 “Formato de vídeo e rich media” Fred Pacheco, professor da JumpEducation (São Paulo – SP) 61 31 "Tornando sua operação de impressão ambientalmente mais amigável" Rodrigo Schoenacher, Sócio da RIGGO Consultoria Empresarial (Rio de Janeiro –
RJ) 38
32 “Formatos nativos mobile” Tore Haugland, professor da JumpEducation (São Paulo – SP) 91
Total - janeiro a 19 setembro de 2017 2405
12
TREINAMENTO PRESENCIAL REALIZADO ENTRE AGOSTO 2016 E SETEMBRO 2017
2016 Palestrante Participantes
1 Workshop - Como tornar sua operação de jornal impresso mais eficiente” Rodrigo Schoenacher, sócio e diretor da RIGGO Consultoria
Empresarial 13
Total - agosto a setembro de 2017 13
TOTAL DE PARTICIPANTES EM TREINAMENTOS PRESENCIAIS ENTRE AGOSTO 2016 E SETEMBRO 2017 13
CURSOS MASSIVOS ONLINE ABERTOS REALIZADOS ENTRE AGOSTO 2016 E SETEMBRO 2017
2017 Palestrante Participantes
1 "Fact-checking: a ferramenta para combater notícias falsas Cristina Tardáguila, Diretora da Agência Lupa 2.892
2 Vídeojornalismo: Narrativas Visuais para plataformas digitais João Wainer, ex-editor da TV Folha e vencedor do Prêmio Esso e
Alessandro Alvim, editor assistente de O Globo 3.645
Total em 2017 6.537
13
COMITÊS DA ANJ
COMITÊ EDITORIAL
VP.: Luciana de Alcântara Dummar – O Povo (CE) DIRETOR: Laurindo Ferreira – Jornal do Commercio (PE)
COMITÊ DE ESTRATÉGIAS DIGITAIS
VP.: Maria Judith de Brito – Folha de S.Paulo (SP) DIRETORA: Margot Pavan – Valor Econômico (SP)
COMITÊ DE GESTÃO
VP.: Ana Amélia Cunha Pereira Filizola – Gazeta do Povo (PR) DIRETOR: Ricardo Pedreira – ANJ (DF)
Subcomitê de Indicadores
COORDENADOR: Thiago Javorouski – Gazeta do Povo (PR)
COMITÊ JURÍDICO E DE ASSUNTOS TRIBUTÁRIOS
VP.: Jaime Câmara Júnior – O Popular (GO) DIRETOR: Guliver Leão – O Popular (GO)
Subcomitê Contábil-Fiscal
COORDENADORA: Claudia Toledo – O Popular (GO)
COMITÊ DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO
VP.: Francisco Mesquita Neto – O Estado de S.Paulo (SP)
DIRETOR: Marcelo Beraba – O Estado de S.Paulo (Sucursal Brasília)
COMITÊ MERCADO ANUNCIANTE
Conselheiro: Nelson Pacheco Sirotsky – Zero Hora (RS)
DIRETOR: Martim Novaes – DCI (SP) – A partir de maio de 2017
Flávio Steiner – Zero Hora (SP) – De outubro de 2014 a abril de 2017
COMITÊ MERCADO LEITOR
VP.: Walter de Mattos Júnior – Diário Lance! (RJ)
DIRETORA: Verônica Barros – Jornal do Commercio (PE)
COMITÊ DE RH E RELAÇÕES TRABALHISTAS
VP.: Carlos Fernando Lindenberg Neto – A Gazeta (ES)
DIRETOR – RH: José Nilvan de Oliveira – Grupo Globo (SP) – a partir de 06/03/2017 Helder Luciano de Oliveira – A Gazeta (ES) – Até 06/03/2017
14
COMITÊ DE RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS
VP.: Sylvino de Godoy Neto – Correio Popular (SP) DIRETOR: Paulo Tonet Camargo – Grupo Globo (DF)
COMITÊ DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
VP.: Mário Alberto de Paula Gusmão – Jornal NH (RS) DIRETOR: Ricardo Pedreira – ANJ (DF)
COMITÊ DE OPERAÇÕES
VP.: João Roberto Marinho – O Globo (RJ) DIRETOR: Guilherme Reis – O Tempo (MG)
Subcomitê de Logística Subcomitê Industrial
ATIVIDADES DOS COMITÊS
1.Comitê Editorial
O Comitê tem trabalhado conforme a orientação da Diretoria da ANJ, a partir do Plano Estratégico para o biênio em curso, que é a de “apoiar decisivamente a linha de defesa dos jornais, incluindo o aprimoramento da cobertura de tecnologia; e aconselhar a Diretoria e demais comitês em questões relativas aos gigantes digitais, branded content, integração e eficiência de redações, e comentários em sites”.
Durante o período deste relatório, o Comitê Editorial da ANJ, que reúne editores, diretores de conteúdo e/ou chefes de redação de jornais associados, realizou 4 reuniões. Nesses encontros, além de fazer balanços rotineiros sobre a situação das redações, foram discutidos temas relacionados à produção jornalística nos aspectos tecnológicos, éticos, e de gestão, entre outros. As reuniões do Comitê têm-se mostrado importante fórum para troca de experiências entre os jornais integrantes. Abaixo, alguns temas debatidos pelo grupo.
1. Publicidade Nativa e Conteúdo Patrocinado – Os dois temas estiveram presentes em várias reuniões durante o ano de 2016. O grupo discutiu vários aspectos da questão, mas principalmente os que dizem respeito às redações e suas responsabilidades/limitações editoriais. Como resultado, várias redações do país ampliaram ou implantaram modelos parecidos de branded content, cuja regra principal é a produção de conteúdo sob demanda comercial. Mas conteúdos esses, devidamente identificados na edição e sob supervisão das áreas de conteúdo, fundamental para a preservação das nossas marcas tradicionais de mídia. Importante dizer que este modelo de conteúdo patrocinado tem crescido hoje e tem se tornado cada vez mais relevante nas nossas receitas.
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2. As edições únicas do final de semana – Este foi outro grande tema das discussões do comitê, que começaram em 2016 e se prolongaram durante 2017 e ainda estão na agenda de muitos encontros. Várias experiências foram trazidas e discutidas no grupo, como a do Zero Hora, de Porto Alegre. Na reunião ocorrida na redação de O Globo (RJ), em setembro de 2016, a edição única de final de semana já era prática usada pelo Zero Hora, Diário do Nordeste (CE), Gazeta do Povo (PR). O assunto continua na agenda de muitos jornais impressos, pela boa repercussão que teve entre os leitores e pelo impacto positivo nas contas das empresas.
3. As redações de impresso e suas adaptações aos conteúdos digitais – Tema também presente
em todas as reuniões do comitê durante o período 2016-2017, com demandas cada vez mais fortes dentro das nossas redações e no nosso negócio: redes sociais, os modelos de entregas dos conteúdos digitais, audiência digital x audiência offline, as mudanças físicas e hierárquicas nos modelos de gestão nas redações, o novo papel da mídia impressa. O fato é que, ao longo do período, todas as empresas passaram por fortes mudanças em sua operação e nas suas estruturas físicas, tecnológicas e humanas para reagir aos desafios, criando produtos, inovando nas entregas e, também, buscando novas receitas.
4. Fake news, fact checking e pós-verdade – Fenômenos diretamente ligados à expansão das audiências digitais, observados de maneira mais conceitual após a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, passou a ganhar relevância grande nos debates do comitê, como aliás no resto do mundo. Um marco, para o comitê, foi a apresentação do repórter Fábio Victor, autor de uma grande matéria sobre o tema fake news na Folha de S.Paulo, apresentada ao grupo na reunião ocorrida na redação da Folha em 30 de março de 2017. Os bastidores da matéria, a repercussão, sugestões de como trataremos notícias como essa, o surgimento e ampliação de estruturas de checagem. Hoje é fato e o debate acabou contaminando várias redações.
Nessa mesma reunião, houve a participação da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, quando o seu presidente, Thiago Herdy, apresentou projeto de monitoramento e denúncia de casos de violência contra jornalistas, que tem o apoio da Fundação Soros. A ideia é mobilizar as redações de todo o país na produção e posterior distribuição de conteúdos sobre investigações de casos suspeitos de violência contra jornalistas. A convite da ABRAJI, em 30 de junho de 2017 os membros do comitê participaram do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI e realizaram sua reunião no mesmo espaço.
5. O case Gazeta do Povo (PR) – Foi o jornal responsável pela maior transformação, no Brasil, ocorrida numa redação de veículo impresso. Uma marca forte na sua praça, Curitiba. As mudanças na Gazeta, que resultaram no fim da edição diária impressa do jornal, viraram tema de debate não só no Brasil. As atualizações diárias do impresso foram substituídas por um portal, o modelo de produção de conteúdo passou por grandes transformações, a captação da audiência tem outra rotina. Nos finais de semana, o jornal manteve uma edição impressa em formato de revista. O modelo está na agenda do debate e seus resultados estão sendo acompanhados com interesse.
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6. Integração das redações – Foi o assunto da última reunião ocorrida no dia 29 de setembro de 2017, no jornal A Gazeta, em Vitória (ES). Relevante para quem tem várias marcas de conteúdo, inclusive em plataformas diferentes de rádio e TV, por exemplo. Foram apresentadas experiências de O Globo (RJ), Zero Hora (RS), Jornal do Commercio (PE), A Gazeta (ES) e Gazeta do Povo (PR). Marcas com diversidade de plataformas e que têm buscado integração como forma não só de racionalizar conteúdos, mas também de reduzir despesas. É um assunto que ainda vai ocupar a agenda do comitê.
7. Tratamento editorial de demandas relativas ao "Direito ao esquecimento" – A questão do
chamado "Direito ao Esquecimento" vem suscitando contenciosos judiciais em todo o mundo. No Congresso brasileiro tramitou projeto a respeito, de autoria do Dep. Eduardo Cunha (PL 7.881/2014), que acabou sendo rejeitado e arquivado. O Comitê Editorial discutiu o assunto a partir de uma apresentação de Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta. Houve consenso no sentido de que os jornais devem atualizar e não suprimir informações, conforme pleiteiam os defensores do direito ao esquecimento. No entendimento do Palavra Aberta, compartilhado pelo Comitê Editorial, "somente a partir da adoção de medidas voluntárias de atualização de informações, definidas por códigos de autorregulamentação, é que conseguiremos compatibilizar a liberdade de expressão e de imprensa, o acesso à informação e a pesquisa”.
8. Posts de conteúdos jornalísticos patrocinados (para obter audiência) no Facebook – O comitê
discutiu a possibilidade de que os jornais utilizem esse recurso como ferramenta de marketing editorial e concluiu que os associados devem ser recomendados a não utilizar esse instrumento, porque seus efeitos tendem a ser de curto prazo e manipulados pelas redes sociais de forma a obter receita, com pouco retorno para os jornais.
2.Comitê de Estratégias Digitais (CED)
A Diretoria da ANJ orientou o comitê a priorizar os seguintes temas: projeto mídia programática (negociação em bloco do inventário ocioso), acompanhamento de Ad blockers e acompanhamento de tráfego de usuários das redes sociais. Foi definido também que o Comitê de Estratégias Digitais apoiará o Comitê de Gestão e demais comitês nos temas digitais, incluindo relacionamento com os gigantes digitais.
Para cumprir essa orientação, a diretora do CED participa das reuniões do Comitê de Gestão, levando orientações estratégicas da área digital para serem discutidas e disseminadas nos jornais. Em julho de 2016, o comitê voltou a realizar reuniões mensais a pedido dos participantes, dado o grande número de pautas a discutir, contando com o apoio do Sindjore – Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de São Paulo, que tem anfitrionado não apenas as reuniões do CED, mas também as dos comitês Mercado Leitor, RH, Jurídico, e outros.
17 Desde então, a direção do comitê passou a ser exercida por Margot Pavan, do Valor Econômico (São Paulo – SP), que substituiu Luiz Sérgio Vieira Dutra, do Correio Popular (Campinas – SP). Ao assumir a direção do Comitê de Estratégias Digitais, Margot Pavan fez à Diretoria da ANJ um balanço das atividades do mesmo e definiu prioridades técnicas, comerciais e editoriais a serem tratadas. A seguir, um balanço desses novos temas e uma breve atualização de questões mais antigas.
PRIORIDADES EDITORIAIS
COMBATE A FAKE NEWS – APOIO AO PROJETO TRUST – O CED recebeu os professores Francisco
Belda (Unesp) e Angela Pimenta (Projor - Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) para divulgar e incentivar a adesão dos associados ao Projeto Credibilidade (http://www.credibilidade.org/) que é o capítulo brasileiro de The Trust Project (http://www.thetrustproject.org/) patrocinado pelo Google Brasil. Ambos têm a dupla missão de refletir sobre a fragmentação da notícia no meio digital e desenvolver ferramentas e técnicas para diferenciar a informação qualificada do ruído – seja informação falsa ou conteúdo ofensivo. Aderiram ao consórcio a ABRAJI e os seguintes veículos: Agência Lupa, Aos Fatos, Folha de S. Paulo, Jornal da Cidade (Bauru), Jornal de Jundiaí, Nexo Jornal, Nova Escola, O Globo, O Estado de S. Paulo, O Povo, Piauí, UOL e Zero Hora. Detalhes na ata de out.2016.
COMBATE A FAKE NEWS – GOOGLE E FACEBOOK – O CED recebeu o Google para entender como
funciona o projeto global de marcação de “fatos checados”. O tema foi amplamente explorado no CED e no Comitê de Gestão. Já aderiram ao formato o UOL, O Globo, a Folha, G1, Agência Lupa, Aos Fatos e Agência Pública. Detalhes na ata de abr.2017. O CED recebeu também o Facebook para entender como a plataforma pretende combater notícias falsas diminuindo seu peso no algoritmo. A ideia central é ouvir a comunidade e trabalhar com parceiros, como o The Trust Project, somada à análise dos feeds com inteligência artificial. Detalhes na ata de jul.2017.
BUSCA DE NOVAS MÉTRICAS PARA O JORNALISMO – IMPACTO.JOR – Em janeiro de 2017, o CED
recebeu Pedro Burgos para apresentar projeto desenvolvido originalmente para o Marshall Project com o objetivo de trocar a comunicação das métricas quantitativas pelo impacto do jornalismo, destacando a qualidade da cobertura. Em maio de 2017, os jornais interessados conseguiram o patrocínio do Google News Lab, o apoio do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) e assim nasceu o Impacto.jor. O primeiro projeto, que depois será compartilhado pelo Google, é uma ferramenta para reportar e agregar impactos. Participaram como primeiros parceiros os jornais Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo, além de Veja, Nexo e Nova Escola. O Impacto.jor foi apresentado para jornalistas do mundo todo durante o Google News Lab Summit, ocorrido em setembro em Mountain View, despertando interesse de redações nos EUA, Argentina e Indonésia, entre outros países. Detalhes na ata de jan.2017.
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OTIMIZAÇÃO DO TRÁFEGO VINDO DE REDES SOCIAIS – Entendendo a importância cada vez maior
dessa fonte para todos os participantes, o CED realizou uma intensa troca de práticas e experiências reunindo gestores de redes da Folha, O Globo, Zero Hora, Estadão e Editora Abril. Foram compartilhadas boas práticas, ações para gerenciamento de crises e ferramentas para atuar nas redes sociais. Todos os participantes do CED que solicitaram, receberam acesso à ferramenta Crowdtangle, adquirida pelo Facebook. Detalhes nas atas de fev. e jul.2017. Além do Facebook, o CED também recebeu ao longo do ano os responsáveis no Brasil por LinkedIn, Twitter e Medium (atas de nov. e dez.2016 e jul.2017).
PRIORIDADES TÉCNICAS
HTTPS – Acompanhando o movimento internacional dos grandes veículos de imprensa, o CED recomenda fortemente a migração para https, como forma de aumentar a segurança dos dados
trafegados. A documentação extensiva sobre o tema está nas atas de jan., abr. e mai.2017. O protocolo https foi especificado tecnicamente para o CED pelo Google. UOL e Folha compartilharam suas experiências de aplicação. Já estão em https: O Globo, Folha, Zero Hora. Entre outros, estão em migração: A Gazeta (ES) e Jornal do Commercio (PE) – que optaram por construir sites inteiramente novos para facilitar o processo.
PWAMP – Dado que a construção de páginas em AMP foi adotada por boa parte dos associados
em 2016, o CED avançou seus estudos para PWA em 2017, técnica que permite que os sites móveis funcionem com funções de aplicativo (como emissão de alertas, por exemplo) sem que seja preciso instalação prévia no celular. O Google apresentou os usos da tecnologia no CED e convidou o Comitê para um treinamento técnico (PWA Day) em abril. A documentação dos treinamentos trazidos ao CED está nas atas de jan. e abr.2017. PWA requer HTTPS. A Gazeta, de Vitória, já está finalizando o desenvolvimento do seu primeiro aplicativo PWAMP.
PROTEÇÃO CONTRA ATAQUE DE DDOS – Considerando que 60% dos ataques de DDOS no mundo
são sofridos por sites jornalísticos, o CED recomenda a todos os seus membros que tenham uma
CDN (rede de distribuição de conteúdo em nuvem). Para facilitar, o CED recebeu proposta da
VERIZON com preço cerca de 40% mais barato do que AKAMAI para associados da ANJ. Como solução rápida e gratuita, o Google estendeu ao Brasil sua política de proteção para qualquer veículo jornalístico contra DDOS. Basta solicitar acesso em https://projectshield.withgoogle.com/public/. Correio do Povo foi atingido por um ataque de DDOS e socorrido pelo Google no mesmo dia. Detalhes nas atas de out.2016 e mar.2017.
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PRIORIDADES COMERCIAIS
DIGITAL PREMIUM PROGRAMÁTICA – Pilotado por Rafael Silveira, do jornal A Gazeta, de Vitória,
o CED acompanhou a iniciativa independente de um grupo de veículos que, inspirado pelo modelo adotado pelo LMC http://www.localmediaconsortium.com/, expandiu o projeto Rede Digital Premium (que desde 2015 veicula anúncios nas homepages de um vasto grupo de jornais) para o universo da programática. O grupo prevê que os participantes possam entrar e sair quando quiserem e possam também disponibilizar a quantidade de inventário que julgarem conveniente. A expectativa do projeto, que entra em fase oficial a partir de outubro de 2017, com mais de dez grupos de mídia, entre jornais e revistas, é elevar o valor obtido com programática para todos os participantes e receber do Google benefícios no uso de ferramentas Google (em recursos e custos).
AD BLOCKER|COALISION FOR BETTER ADS – Desde 2016, o CED iniciou projeto de monitoramento
de Ad Blockers. Fechada parceria com o IAB (Interactive Advertising Bureau), vários veículos do CED iniciaram medições próprias. A grande maioria deles registrou um uso igual ou inferior a 5%, bastante abaixo do reportado pelo IVC (Instituto Verificador de Comunicação), seja utilizando o medidor do IAB ou próprio. Esta situação levou os participantes do CED a não adotarem ações invasivas com os usuários de Ad Blockers. Esse cenário permaneceu inalterado até que Paulo Arruda, do Estadão, trouxe ao conhecimento do CED o projeto Coalision for Better Ads - https://www.betterads.org/. O grande ponto de atenção é que o formato hoje utilizado na rede Digital Premium deve entrar na "lista negra" do Ad Blocker que o Google irá instalar no Chrome. Além disso, Apple e Firefox também já anunciaram que vão aderir, além dos maiores anunciantes globais. A recomendação do CED é que se inicie a substituição gradativa dos formatos mais
invasivos. Quanto ao Digital Premium, a sugestão é que o formato seja migrado para o billboard. Detalhes nas atas de out.2016 e jul.2017.
TABOOLA E OUTBRAIN – O CED recebeu os country-managers dessas duas ferramentas que já
respondem por um importante faturamento nos veículos. A percepção geral é de que, apesar de oferecer ganhos rápidos, ambas provocam danos na credibilidade das marcas por ofertarem conteúdo de péssima qualidade editorial. O CED recomenda que os veículos exijam que ambas
delimitem filtros de conteúdo do que não pode ser veiculado em sites de notícias – notícias que
confundem os leitores, como curas milagrosas, dietas fulminantes, produtos mágicos etc – atuando ativamente para um ambiente livre de fake news. Não adianta oferecer o melhor conteúdo editorial ao lado desse tipo de conteúdo pago. O leitor acaba equiparando ambos. Detalhes nas atas de dez.2016 e jun.2017.
ATUALIZAÇÃO DE QUESTÕES EM ANDAMENTO
PAYWALL – O CED entende que é vital para todos os veículos conhecer sua audiência para que
20 comportamento dos leitores, baseado em frequência e tipo de consumo. DMP, algoritmos e bigdata formam a base das novas áreas de audiência. Detalhes nas apresentações de O Globo e A Gazeta, de Vitória, na ata de set.2017. É consenso no CED que a importância do modelo de assinaturas tende a aumentar enquanto os ganhos com publicidade tendem a cair, pressionados pelas grandes plataformas, Google e Facebook.
SIGN IN E DADOS DE PAGAMENTO – O CED realizou ainda apresentações com o time do Google
sobre as novas ferramentas que facilitam o login e a manutenção dos dados de pagamento lançados no Google I/O. Estadão e Folha já estão implementando essas soluções. Documentação técnica disponível na ata de ago.2017.
GOOGLE NEWS – Os jornais associados à ANJ seguem, de modo geral, não autorizando que seus
conteúdos sejam indexados pelo Google News conforme sugerido em 2011 pela ANJ. Após reavaliação iniciada em 2015, o CED concluiu em 2016 que não é bom para a ANJ ficar fora do
Google News, dado que revistas e portais de notícias lá estão. A antiga posição de relevância no
resultado de busca dos sites móveis, ocupada pelo Google News, foi ocupada pelo carrossel com sites de formato AMP, já adotado pelos maiores veículos da ANJ. Em 2017, o Google News passou a ser utilizado pelo Google como referência para combate a Fake News, em parceria com agências de checagem de fatos. O Google News também é oferecido atualmente na home do Google Now e poderá ser estendido para telas bloqueadas do Android, a exemplo do Apple News nos EUA. Detalhes na ata de jan.2016.
ESTUDOS ACADÊMICOS E APRESENTAÇÕES DE FORNECEDORES
No último ano, além dos temas acima tratados, o CED buscou ocupar também uma parte de cada reunião com reflexões acadêmicas sobre jornalismo e outra parte com apresentações de fornecedores e desenvolvedores de tecnologia. Essas apresentações foram enviadas à ANJ, permanecendo à disposição dos veículos interessados.
WEBINÁRIOS DO CED
Além das reuniões presenciais, o Comitê de Estratégias Digitais priorizou uma série de temas que devem ser tratados na forma de webinários, com o apoio de treinamento do Google, até o fim do ano. Já foram realizados:
- Webinário ANJ | Adblockers e seus impactos nos produtos de mídia – Luiz Dutra, Consultor de Produtos Digitais (Campinas - SP)
- Webinário ANJ | Google News Lab – Marco Túlio Pires – Google (São Paulo - SP)
- Webinário ANJ | Google Monetização com Mídia Programática – Bel Curado - Google (São Paulo - SP)
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3. Comitê de Gestão
O comitê, sob a orientação da Diretoria, tem trabalhado na definição do relacionamento com os gigantes digitais, no debate e encaminhamento das questões mais estratégicas da Associação e na coordenação de temas para os comitês Mercado Leitor, Mercado Anunciante e de Estratégias Digitais. Nos últimos doze meses, os coordenadores desses três comitês têm se reportado regularmente ao Comitê de Gestão, expondo o trabalho que vêm desenvolvendo e recebendo orientação.
Entre os temas de destaque que foram debatidos e deliberados pelo Comitê de Gestão no período estão:
Relacionamento com os gigantes digitais – O comitê debateu em diversas reuniões o
posicionamento crítico que tem havido por parte de produtores de conteúdo em todo o mundo, e também de governos, em relação à atuação do Google e do Facebook. Houve consenso de que há oportunidade para os produtores profissionais de conteúdo, como os jornais, reagirem e se inserirem melhor no mercado de comunicação, diante da evidência de que esses chamados gigantes digitais propagam informações falsas, com possíveis danos à democracia e aos mercados, e também se utilizam de métricas de audiência duvidosas ou mesmo manipuladas. Foi rechaçada com veemência pelo comitê qualquer possibilidade de que os jornais submetam seus conteúdos a qualquer tipo de “atestado de credibilidade” por parte do Google. Por orientação do comitê, posteriormente confirmada pela Diretoria da ANJ, ficou decidido que qualquer entendimento institucional com o Google ou Facebook será feito pelo presidente Marcelo Rech. A orientação é para que todas as conversas da ANJ com os gigantes digitais sejam feitas sem que a Associação abra mão de eventuais ações que pretenda fazer em relação à assimetria legal e tributária existente entre os produtores de conteúdo e esses gigantes digitais.
Rede de publicidade programática – Embora a iniciativa esteja sendo feita fora do âmbito da ANJ
e seja da responsabilidade dos onze jornais que a integram, o Comitê de Gestão tem sido atualizado sobre a rede de publicidade programática. Exposições feitas por Andiara Petterle, da Zero Hora, e Rafael Silveira, de A Gazeta, de Vitória, mostram que há um grande potencial de geração de receita publicitária para os jornais dentro de uma rede premium de publicidade programática. A rede está em fase de testes com o Google e deve entrar em operação ainda em 2017. A criação dessa rede, em parceria com o Google, é um exemplo de iniciativa que os jornais podem fazer com os gigantes digitais, em seu benefício, sem abrir mão dos enfrentamentos que julguem adequados.
Digital Premium – Como os principais jornais que lideram o Digital Premium estão reunidos no
Comitê de Gestão, e embora esta também seja iniciativa fora do âmbito da ANJ, o comitê tem sido atualizado sobre a evolução do projeto, que vem alcançando resultados positivos.
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Print Premium – Na mesma linha do item anterior, a proposta do Print Premium tem sido
acompanhada no âmbito do Comitê de Gestão. A mesma empresa que vem operando o Digital Premium, a Tailor Media, apresentou ao comitê e à Diretoria da ANJ proposta de criação de uma rede de comercialização para os jornais impressos. Ela permitirá que agências e anunciantes veiculem publicidade de forma simultânea nos jornais com apenas uma negociação e a vantagem de adaptação automática de formatos de anúncios. De acordo com os estudos da Tailor Media, a nova rede poderá abranger cerca de 50 jornais em mais de 20 estados e 45 cidades, com audiência de mais de 7 milhões de pessoas. As diárias seriam feitas às terças-feiras e a distribuição da receita entre os jornais integrantes da rede seria feita de acordo com critérios que levem em conta a circulação e audiência de cada jornal. O comitê deu sinal verde para que os estudos prossigam, com vistas à implantação do Print Premium.
Por que jornal – Por iniciativa do presidente Marcelo Rech, o Comitê de Gestão tratou da
produção de material audiovisual para ser usado pelos jornais associados na defesa da eficiência dos jornais como veículos publicitários, sobretudo diante das redes sociais, como o Facebook. Foi aprovada a contratação de empresa para produzir powerpoint a ser distribuído a todos os associados na defesa e promoção do meio, principalmente junto aos anunciantes e às agências publicitárias. O trabalho foi feito e enviado aos associados, e considerado por todos de ótima qualidade.
4. Comitê Jurídico e de Assuntos Tributários
O comitê tem promovido a interação entre as áreas jurídicas dos jornais associados, provocando o debate e a troca de informações sobre temas comuns, com o objetivo de aprimorar a defesa dos interesses do meio Jornal. O comitê desenvolve, ainda, trabalho permanente de consultoria jurídica aos associados. Entre os temas objeto do trabalho do comitê no período, destacam-se:
Adicional de periculosidade para motociclistas – Em junho de 2014, foi aprovada a Lei
12.997/2014, que alterou a CLT para considerar perigosas as atividades de trabalhador em motocicleta. Junto a outras entidades, a ANJ trabalhou para que a regulamentação da lei não prejudicasse o setor, mas foi editada a Portaria 1.565/2014, do Ministério do Trabalho, atropelando as negociações e regulamentando o adicional de periculosidade de 30% para os motociclistas. A ANJ, ANER e ABERT entraram com ação judicial para suspender a exigência da referida portaria, e o juízo acatou o pedido e concedeu a antecipação da tutela, suspendendo os efeitos da portaria. Em março de 2017 foi publicada sentença que julgou procedente o pedido das três entidades para anular a Portaria nº 1.565 MTE, de 13/10/2014, e determinar à União, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, que reinicie o procedimento para regulamentação do Anexo 5 da norma regulamentadora nº 16, que disporá sobre a periculosidade às atividades laborais que utilizam motocicletas, respeitando assim as disposições previstas na Portaria nº 1.127/2003. Assim, os associados da ANJ permanecem dispensados de pagar o referido adicional
23 para os motociclistas contratados em regime CLT, até o momento. O comitê acompanha no Ministério do Trabalho os andamentos da nova comissão tripartite que discutirá a edição de uma nova portaria, sem atropelos legais, para regulamentar o referido adicional.
Provimento nº 46 – Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo (CGJ-SP) –
A ANJ tem buscado formas de defender os ataques à publicidade legal, como esse provimento de 12/8/17, que autoriza a publicação de proclamas de casamentos em meio eletrônico em todo o estado de São Paulo. Caberá à Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) o desenvolvimento do jornal eletrônico que conterá estas publicações. A pedido da ANJ, o Sindjore entrou com reclamação no CNJ contra o provimento, já que não houve alteração legal que permita essa publicação. Outro caso mais adiantado aconteceu em Santa Catarina, com a edição do Provimento 19/2015, em que os tabeliães foram autorizados a publicar os editais de protestos em página da internet em detrimento da imprensa local. O Sindjor entrou com recurso e os desembargadores decidiram pela manutenção da dispensa da publicação na imprensa local e não consideram negativa de vigência de norma federal, mas interpretação da Lei de forma mais benéfica à sociedade.
Imunidade Tributária – O comitê ainda auxilia o Comitê de Relações Governamentais nas
iniciativas legislativas do Congresso Nacional que visam a contornar o princípio constitucional da imunidade tributária para os jornais, como no caso da aprovação da Lei Complementar 157/2016, que alterou a legislação do ISS, em função da aprovação do PLP 366/2013 – ISS e contou com o apoio da ANJ. A lei inseriu novos itens na lista de serviços da Lei do ISS (LC 11613): 1.09 -Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdos pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de 12 de setembro de 2011, sujeita ao ICMS); 17.25 - Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer meio (exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita). Com esse texto aprovado, busca-se eliminar tentativas dos estados de cobrar ICMS sobre a publicidade.
Unificação PIS/COFINS – A falta de crédito na cadeia produtiva do jornal poderá levar às empresas
jornalísticas o aumento de carga tributária de 3,65 para 9,25%, caso ocorra a unificação do PIS/COFINS nos moldes divulgados pelo governo, que poderá beneficiar a indústria de um modo geral, mas esse benefício será pago pelo setor de serviços. O comitê tem discutido o assunto, a ANJ tem feito estudos, audiências com ministros e ajudado o movimento dos setores envolvidos para neutralizar o aumento de carga tributária em discussão com o governo desde 2013. Mais
Informações podem ser obtidas no hotsite do movimento:
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Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa – O diretor do comitê, Guliver Leão,
é o representante da ANJ no Fórum criado pelo CNJ – Conselho Nacional de Justiça, que terá a atribuição legal de examinar casos de censura, processos contra jornalistas, e demais restrições à atividade jornalística em que o Judiciário pode atuar para garantir a liberdade de imprensa e o direito à informação.
Audiência Pública: Segurança Pública e Manifestações Sociais – O diretor do Comitê, Guliver
Leão, representou a ANJ na Audiência Pública organizada pelo Ministério Público de Goiás em 21 de setembro de 2017, em Goiânia. Na oportunidade, a ANJ relatou fatos e expôs as dificuldades encontradas, os problemas identificados e propostas de soluções relativos aos conflitos que se sucedem durante a organização e realização de manifestações sociais, protestos, movimentos paredistas e greves.
Lei 10.865/2004 – PIS/PASEP e COFINS – Esta lei, que trouxe o benefício de redução para alíquota
zero sobre o papel imune importado (art. 8º, §12, III e IV) e para o papel imune nacional (art. 28, I e II) venceu em 30 de abril de 2016. O comitê, em conjunto com o Comitê de Relações Governamentais, tem buscado a renovação do benefício, mas devido ao momento de crise política e econômica, e apesar de tentativas em duas medidas provisórias, ainda não conseguiu aprovar o pleito da renovação junto ao governo federal. Até o presente momento, não há perspectivas para a renovação.
Direito ao esquecimento – Algumas ações sobre o tema já começaram a ser ajuizadas contra
empresas jornalísticas, pedindo a retirada de matérias do site dos jornais e a questão já chegou ao STF, que realizou audiência pública, em junho de 2017, para discutir o Recurso Extraordinário n.º 1.010.606, que teve reconhecida repercussão geral do tema. O comitê está atento e preocupado com o assunto e tem buscado, em conjunto com o Comitê de Relações Governamentais, atuar também em relação aos projetos de lei apresentados no Congresso Nacional.
Comentários em matérias jornalísticas – O comitê também acompanha com preocupação as
possíveis consequências da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o dano moral e manteve indenização em favor de um desembargador de Alagoas em razão de postagens ofensivas contra o magistrado feitas por internautas em portal de notícias.
Cobrança de ISS sobre a impressão de jornais para terceiros – O comitê vem acompanhando o
andamento de Recurso Extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) em que empresa jornalística foi autuada pela prefeitura de Belo Horizonte (MG), que pretende cobrar ISS pela impressão de jornais para terceiros, o que poderá representar mais custos para as empresas que não possuem gráficas próprias e contraria entendimento de que a imunidade dos jornais se dá para o produto e não para a empresa.
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Desoneração da folha de pagamentos das empresas jornalísticas – O comitê atuou em conjunto
com o Comitê de Relações Governamentais nesse tema, essencial para as empresas jornalísticas, diante das dificuldades que enfrentam. O trabalho resultou na aprovação da MP 610/2013, que permitiu a substituição do pagamento de 20% da contribuição patronal sobre o INSS por 1% do faturamento durante o ano de 2014. Em outubro de 2014, com a aprovação da MP 651/2014, a desoneração tornou-se permanente. Mas, com o agravamento da crise e a queda da arrecadação dos tributos, em fevereiro de 2015 o governo tentou reonerar, enviando MP, que foi devolvida pelo Congresso por falta de urgência e relevância. Em seguida, o governo federal enviou projeto de lei aumentando a alíquota para 2,5%, mas, após intensas articulações junto ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional, a indústria jornalística conseguiu que a elevação da alíquota fosse para 1,5%, incluindo-se entre os quatro setores beneficiados por essa alíquota menor. Outra importante mudança foi a de que agora as empresas jornalísticas poderão optar pelo pagamento de 20% da contribuição patronal sobre o INSS ou por 1,5% do faturamento, buscando a situação que lhe for mais conveniente. Em março de 2017, com o agravamento da crise, o governo editou a MP 774/2017, que reonerou vários setores da economia, mas manteve o nosso setor. Para não caducar a MP, por falta de acordo com os setores reonerados, em agosto a MP foi revogada e o governo enviou o PL 8.456/2017 para tratar do tema com mais calma. Continuamos com a folha desonerada.
Publicidade legal e balanços – O comitê tem auxiliado o Comitê de Relações Governamentais na
defesa da manutenção da obrigatoriedade da publicidade legal e da publicação de balanços nos jornais. A cada dia aumenta a pressão para acabar com a publicidade legal. Projeto de Lei aprovado no Senado em julho de 2016 tentou pôr fim à publicação dos editais de licitação nos jornais, por meio do PLS 559/2013, mas o setor convenceu o relator sobre a importância da transparência para a sociedade e para os jornais. O comitê continua acompanhando a matéria, que segue tramitando, agora na Câmara.
Eleições 2016 – Como já havia feito em 2014, o Comitê Jurídico editou uma cartilha com
orientações aos jornais associados a respeito dos efeitos, no exercício do jornalismo, da legislação eleitoral em vigor. A cartilha foi disponibilizada no site da ANJ. Além da cartilha, o comitê buscou responder aos associados, durante todo o pleito, as consultas recebidas sobre a legislação eleitoral. No âmbito do Programa de Qualificação para a Indústria Jornalística, o comitê realizou um webinário para 150 participantes, com o tema "Aspectos práticos sobre a atuação dos jornais durante o período eleitoral", tendo como palestrante o advogado Alexandre Kruel Jobim.
Direito de Resposta – Com o fim da Lei de Imprensa, o Direito de Resposta, explicitamente
previsto na Constituição, deixou de ser regulamentado. Em 2015, foi aprovado o PLS 141/2011, do senador Requião (PMDB-PR), que originou a lei n.º 13.188/2015, que “Dispõe sobre o direito de resposta ou retificação do ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social”. Em conjunto com o Comitê de Relações Governamentais, o comitê trabalhou pela revisão de alguns pontos durante a tramitação do projeto de lei, mas alguns pontos negativos
26 para as empresas jornalísticas ainda ficaram, como o que exige colegiado para analisar pedidos de suspensão de liminares. Entretanto, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu medida cautelar a fim de garantir ao magistrado integrante de tribunal a prerrogativa de suspender, em recurso, o direito de resposta sem manifestação prévia de colegiado. A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5415, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e afasta a interpretação literal do artigo 10 da Lei 13.188/2015, a qual atribui a colegiado a competência para conceder efeito suspensivo a recurso contra decisão que assegura o direito de resposta. A ANJ (ADI 5436) e a ABI também entraram com ADIs sobre este e outros pontos a serem analisados pelo STF. No âmbito do Programa de Qualificação para a Indústria Jornalística, o comitê realizou um webinário com o professor titular de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Gustavo Binembojm, em que foi tratada "A lei do direito de resposta” e contou com 45 participantes.
RESP n° 1.556.151/SP (Millôr v. Abril) – Trata-se de ação movida pela família de Millôr Fernandes
contra a Editora Abril, por causa da digitalização do conteúdo da revista Veja. A família de Millôr entende que o contrato era somente para a edição impressa e solicita a retirada de conteúdo do site da Abril. Como essa ação poderá trazer reflexos para os jornais e as revistas, o comitê orientou a Diretoria da ANJ a entrar com a ANER com pedido de Amicus Curiae/terceiro interessado no processo. Em agosto de 2016, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento, por maioria de votos, a recurso da Editora Abril, reconhecendo que houve violação dos direitos autorais do escritor, jornalista e chargista Millôr Fernandes, morto em 2012, pela publicação de seus textos e desenhos em acervo digital da revista Veja. Em junho de 2017, não acolheu Embargos de Declaração.
Super-salários do Judiciário – Em decorrência da publicação, pela Gazeta do Povo, de matéria –
com dados da lei de acesso à informação pública – sobre os salários do Judiciário do Paraná, os magistrados sentiram-se ofendidos e, sob fomento da associação dos magistrados, foram ajuizadas mais de 40 ações em diversas cidades do estado do Paraná. O comitê tem acompanhado de perto o problema, pois as ações visam a desgastar o jornal e impor custos. Entre abril e maio de 2016, os profissionais do jornal tiveram de comparecer a 17 audiências em 10 cidades. Um deslocamento total de 6.254 quilômetros, que os tirou da redação e de suas residências por 19 dias. Para junho e julho, a agenda foi de outras 17 audiências, 10 cidades e 17 dias fora de Curitiba. A Folha sofreu ataque parecido por causa de matéria em que evangélicos sentiram-se ofendidos, tendo recebido mais de 100 ações. Felizmente, a ministra Rosa Weber, do STF, atendeu à reclamação da Gazeta do Povo e suspendeu liminarmente as ações em curso. A reclamação segue tramitando no STF.
Imunidade para jornais digitais – O comitê acompanha junto aos tribunais superiores os
processos relevantes que podem ter a imunidade decidida de forma restritiva ou extensiva, trazendo grande impacto para o meio Jornal. O comitê tem feito reuniões e atividades conjuntas
27 com o Comitê de RH, para promover maior integração entre os assuntos trabalhistas, a fim de se evitar divergência de procedimentos.
Reforma Trabalhista – Em maio de 2017, em conjunto com o Comitê de RH, foi realizado
webinário para apresentar os principais objetivos, conceitos e propostas da Reforma Trabalhista, em andamento no Congresso Nacional, abordando seu potencial impacto na gestão das empresas, na vida dos trabalhadores e na economia do país, analisando ainda as perspectivas de avanço e aprovação. Intitulado “Reforma Trabalhista – Conhecendo a proposta no Congresso e suas possibilidades”, o webinário teve como palestrante o consultor Emerson Casali e contou com 80 participantes.
Em agosto de 2017 foi realizada reunião conjunta com o Comitê de RH para tratar especificamente das Oportunidades com a Reforma Trabalhista já aprovada e sancionada e que entrará em vigor em novembro de 2017. Para tanto, foi convidado o consultor Emerson Casali, que apresentou: a) Os impactos da Reforma nas empresas e na economia; b) Visão geral das mudanças: Contratação de trabalho e terceirização; Temas de jornadas de trabalho; Temas de funções e remuneração; Relações sindicais; Processos judiciais e demais temas; c) Discussão das oportunidades nas políticas de RH e negociações. Novo Webinário sobre Reforma Trabalhista já está previsto para o início de outubro, em que serão abordadas as oportunidades com a reforma trabalhista para o setor.
Já o Subcomitê Contábil-Fiscal promove troca de informações sobre temas como: padronização de procedimentos, emissão de documentos fiscais para publicidade, tributos incidentes sobre as receitas e respectivas alíquotas, regime de tributação, forma de pagamento das comissões às agências de publicidade, implantação do RECOPI nacional, implantação do SPED (Contábil, Fiscal e Social) nos prazos e requisitos exigidos pela Receita Federal, metodologia orçamentária e regime especial para NF-e.
5. Comitê de Liberdade de Expressão
O Programa de Defesa da Liberdade de Imprensa, mantido pela ANJ desde abril de 1997, monitora e denuncia casos contra o livre exercício do jornalismo por meio do Comitê de Liberdade de Expressão, que atua sob a supervisão do vice-presidente Francisco Mesquita Neto e tem como diretor o jornalista Marcelo Beraba, com apoio do staff da ANJ, em Brasília.
A manutenção do Programa de Defesa da Liberdade de Imprensa permite à ANJ acompanhar o dia a dia da atividade jornalística no que se refere à vigência da Liberdade de Expressão e subsidiar a entidade para que, por intermédio do Comitê de Liberdade de Expressão, possa intervir publicamente em apoio aos jornais e jornalistas que sejam vítimas de atentados e arbitrariedades, denunciar à opinião pública os episódios do gênero e solicitar às autoridades a adoção das
28 medidas cabíveis, conforme o caso. O detalhamento das ocorrências contrárias ao livre exercício do jornalismo está no Relatório de Liberdade de Imprensa.
No âmbito deste comitê, a ANJ tem atuado junto às autoridades federais e estaduais, em busca de soluções para a violência contra jornalistas por parte de manifestantes em atos públicos e de policiais. A ANJ tem insistido junto às autoridades, em todas as esferas, sobre a necessidade de proteger os jornalistas e demais profissionais de imprensa nos casos de atos violentos praticados por agentes do Estado e manifestantes, mas também no combate à impunidade, um estímulo indireto à ação violenta contra a imprensa.
Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa
Os premiados na edição de 2016 do Prêmio foram o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, e a equipe de cinco profissionais (os jornalistas Chico Marés, Euclides Lucas Garcia e Rogerio Waldrigues Galindo; o analista de sistemas Evandro Balmant e o infografista Guilherme Storck) que foram objeto de assédio judicial sob a forma de dezenas de processos movidos por juízes devido a uma série de reportagens sobre a remuneração do Judiciário paranaense e de membros do Ministério Público do Paraná. A solenidade de premiação ocorreu em 28/09/2016, em Brasília, no Royal Tulip Brasília Alvorada. Como vem ocorrendo todos os anos, a premiação teve ampla repercussão nos meios de comunicação, mostrando o respeito que adquiriu junto à sociedade e proporcionando visibilidade extremamente positiva para a ANJ.
6. Comitê Mercado Anunciante
Flávio Steiner, ex-Diretor de Mercado Nacional do Grupo RBS, comandou o Comitê Mercado Anunciante de outubro de 2014 a abril de 2017, e foi sucedido por Martim Novaes – Diretor Comercial do DCI (SP), que vem dando sequência ao trabalho.
De acordo com as diretrizes aprovadas pela Diretoria da ANJ, o comitê priorizou em seus trabalhos o lançamento, correções e difusão do Marketplace, a expansão e correções do Digital Premium e a busca de valorização dos espaços publicitários dos jornais.
A ANJ, por meio do Comitê Mercado Anunciante, adquiriu uma cota da Pesquisa “PMV 2017 – Painel de Marketing de Veículos” – sobre o meio Jornal, com perguntas exclusivas para a ANJ, realizada pela Singular Arquitetura de Mídia, sob a coordenação de Geraldo Leite. O resultado do PMV 2017 foi apresentado por Geraldo Leite na reunião de abril 2017 do Comitê Mercado Anunciante da ANJ.
Para melhor organização das atividades do comitê, foram formados grupos de trabalho temático que vêm debatendo e encaminhando temas específicos: