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Academic year: 2021

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 A

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POCA

POCA

L

L

IPSE

IPSE

I

(2)

 APOCA

 APOCALLIPSE E REAIPSE E REAVIVVIVAAMENTOMENTO

“O livro do

“O livro do Ap Apooccalaliippssee ... Quando nós, como um povo,... Quando nós, como um povo,

compreendermos o que este livro significa para nós, compreendermos o que este livro significa para nós, ver-se-á entre nós grande

se-á entre nós grande reavivamentoreavivamento. Não. Não

compreendemos plenamente as lições que ele ensina, não compreendemos plenamente as lições que ele ensina, não obstante a ordem que nos é dada é de examiná-lo e

obstante a ordem que nos é dada é de examiná-lo e

(3)

 APOCALIPSE – AUTORIA

Justino Martir , 2º século, disse que o apóstolo João é o autor do Apocalipse, e isso se tornou amplamente aceito.

Marcion, 2º século, questionou essa autoria, além de rejeitar todas as epístolas não-paulinas por causa da influência

 judaica sobre essas obras.

Razões: linguagem diferente do evangelho; erros

gramaticais; diferenças teológicas entre João e o Apocalipse. João: ênfase na graça e amor.

(4)

 APOCALIPSE – AUTORIA Porém,

O evangelho também fala de juízo (5:22, 30; 9:39) e o

Apocalipse, de arrependimento e graça (9:20-21; 14:6-7; 16:9). João era um judeu da Palestina, e o grego não era sua língua nativa. É possível que tenha escrito o evangelho em Éfeso com a ajuda de um secretário que editou e burilou sua linguagem. O Apocalipse foi escrito em Patmos.

(5)

 APOCALIPSE – AUTORIA Porém,

Só João e o Apocalipse chamam Jesus de

λόγος

(Jo 1:1-14; Ap 19:13) e “Cordeiro” (Jo 1:29, 36; Ap 5:6-8)

Ambos são baseados na palavra do testemunho ou testemunhas (Jo 21:24; Ap 1:2).

Só os dois usam o verbo

σκηνόω

(“tabernaculizar ”; Jo 1:14; Ap

7:15; 21:3).

Frases comuns: “Se alguém tem sede, venha” (Jo 7:37), e “quem tem sede venha” (Ap 22:17).

(6)

 APOCALIPSE – AUTORIA  Autor judeu

Livro mais judaico de todo o Novo Testamento 2 mil alusões ao AT

Ernest Renan: “A linguagem do Apocalipse foi escrita a partir

do hebraico, pensada em hebraico, e dificilmente alguém que não conheça o hebraico pode entendê-lo.”

Jacques Doukhan : “Para entender o Apocalipse, é preciso

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 APOCALIPSE – AUTORIA

“Um importante testemunho para a autoria apostólica do

Apocalipse veio recentemente dos materiais gnósticos

descobertos em 1945, em Chenoboskion, no Alto Egito. Um dos documentos é o Apocryphon of John, que cita Ap 1:19 e afirma ser escrito por ‘João, o irmão de Tiago, ambos filhos

de Zebedeu’.”

O Apocryphon foi datado do final do primeiro século ou no

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 APOCALIPSE – AUTORIA

Justino Martir : “Certo homem ente nós cujo nome é João, um

dos discípulos de Cristo, profetizou em revelação feita a ele, que os crentes em nosso Cristo, terão mil anos em

Jerusalém” (Mounce, 1997, 22).

“O manuscrito mais antigo do Apocalipse tem o título simples: ‘O Apocalipse de João’.”

O Texto Receptus diz: “O Apocalipse de João, o teólogo.”

Consenso: o Apocalipse foi escrito no tempo de Domiciano (81-96 dC); o evangelho foi escrito depois do Apocalipse.

(9)
(10)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Conceito de realidade: Conflito entre Cristo e Satanás O Apocalipse diferencia bem e mal, como inconciliáveis

Contrastes: Luz e trevas, justos e ímpios, santos e impuros,

salvação e destruição; selo de Deus e marca da besta, a mulher pura e a meretriz, o fruto da árvore da vida e o cálice da ira de Deus, Jerusalém e Babilônia, o mar de vidro e o lago de fogo. Conceito de cosmos: Céu e Terra

Constante relacionamento, numa reprodução vertical da realidade. A história da Terra é retratada numa perspectiva

progressiva, que caminha do princípio para o fim dos tempos. Profecia apocalíptica: Abarca as questões universais, desde o surgimento do pecado até sua aniquilação.

(11)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Conceito de realidade: Conflito entre Cristo e Satanás Donald Guthrie destaca essas evidências:

1) Joao está exilado em Patmos (1:9). 2) Esmirna terá perseguição (2:10).

3) Antipas morreu em Pergamo (2:13).

4) Filadélfia tem uma hora de tribulação (3:10).

5) Os mártires clamam por vingança sob o altar (6:9-11). 6) A multidão é resgatada da tribulação (7:14).

7) As duas testemunhas são mortas pela besta do abismo (11:7) 8) O filho da mulher é perseguido (12:4).

9) A mulher foge para o deserto (12:6, 13).

10)Miguel e seus anjos lutam contra o dragão (12:7).

11)Os reais guerreiam contra o Cordeiro e seus eleitos (17:14). 12)O Senhor dos senhores luta contra a besta e os reis (19:19).

(12)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Imagética apocalíptica: Predomina o simbolismo, com uso de cores (preto, branco, vermelho, amarelo), animais e bestas,

dragão, serpente, sangue, fúria dos mares e dos ventos. Imagens: comer, beber, lavar, marcar, ferir; extraídas do conteúdo simbólico da cultura judaica, reproduzido no AT. Números: Sete representa perfeição e plenitude; 12 é o

número da aliança; 4 indica totalidade; 3 é o número de Deus. Ex. 4 ventos da terra (Dn 7:2); 4 anjos seguram 4 ventos (7:1) em referência à totalidade da Terra. História da Terra é

contada com o uso de 4 elementos (a estátua de Dn 2; e os animais de Dn 7).

Ênfase: Escatológica, focada no grande dia do Senhor, no  juízo final e na restauração da Terra.

(13)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Formas: João emprega eventos, narrativas, personagens, frases e nomes célebres, imagens que funcionam como arquétipos, tipos, modelos, formas comunicativas.

Dilúvio, Êxodo, Mar Vermelho, Sinai, Carmelo, Megido, Egito, Trono, Santuário, Cordeiro, Trombetas, Selos, Monte, Cidade Moisés, Elias, Jezabel, Acabe, Balaão, Nicolau, Judeus,

Jon Paulien: “A mensagem se origina do trono de Deus no

Céu e trata do futuro, mas é revelada e comunicada no tempo

(14)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Revelação e cultura: Deus se revela dentro do contexto cultural e linguístico do profeta.

A Palavra de Deus se reveste do nível de escolaridade e ciência, do background, do estilo literário e do modo de pensar dos receptores.

Ex: Nabucodonosor e Daniel; diferentes perspectivas Jon Paulien: “As palavras e as imagens usadas pelas

pessoas são portadoras de sua própria experiência passada,

de seu background cultural.”

A Escritura é constituída culturalmente, mas não é condicionada pela cultura.

(15)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

1. “A Bíblia é o contexto para cada tema a ser estudado, e cada

passagem sobre dado tema deve ser considerada.”

2. “Toda a Escritura é necessária e pode ser entendida por

diligente e aplicado estudo.”

3. “A Escritura é seu próprio intérprete, uma vez que ela é a

regra para si mesma.”

4. “Deus tem revelado coisas que há de acontecer, por meio de

visões, figuras e parábolas, e desta maneira as mesmas

coisas são reveladas várias vezes, em diferentes visões, ou

em diferentes figuras e parábolas. Se você deseja entendê-las, precisa combiná-las em uma só.”

(16)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

“Aqueles que estão empenhados em proclamar a terceira

mensagem angélica pesquisam as Escrituras a partir da

mesma metodologia adotada pelo pai Miller.”

Ellen White se referiu à lista de princípios de Miller como

“simples mas inteligentes e importantes” regras para o

estudo e a interpretação da Bíblia. “Nós todos faremos bem em atentar para esses princípios.”

(17)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

As Escrituras proveem as chaves para sua hermenêutica

1º PRINCÍPIO: Através da inspiração do Espírito, a Escritura dialoga consigo mesma, num processo de metatextualidade em que uma memória linguística é compartilhada pelos

escritores.

2º PRINCÍPIO: A intertextualidade (diálogo entre os textos)

revela conjuntos de expressões ou terminologia especializada como uma espécie de mapa provido pela Escritura para sua interpretação.

3º PRINCÍPIO: Os termos e as expressões técnicas que se repetem ao longo da Escritura criam pontes de significado e provêem chaves interpretativas.

(18)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA  Apocalipse 1:1

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos

seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que Ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João”

(ARA).

“The Revelation of Jesus Christ, which God gave unto him, to show

unto his servants things which must shortly come to pass; and he sent and signified it by his angel unto his servant John” (KJV).

A forma

ἐσήμανεν

vem de

σημαίνω

, que se origina de

σήμα

(neutro

σημεῖον

), que significa “sinal” ou “símbolo” (Ap 12:1, 3).

1) Semáforo: sinais por luzes.

(19)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Cristo não se comunicou com João em linguagem literal, mas por meio de sinais e símbolos.

Jo 12:33: “Isto dizia, significando [

σημαίνων

) de que gênero

de morte estava para morrer” (cf. Jo 21:18, 19).

Origem

Dn 2:45: “Deus fez saber [

ἐσήμανε

] ao rei o que há de ser

futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação.”

 Ap 1:1 faz uma alusão direta a Dn 2:28-30, 45:

As palavras “Deus revela ... fez saber ... o que há de ser/acontecer ... futuramente” ocorrem juntas somente

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 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Em Dn 2:23, 30 e 45, a palavra é usada para descrever a visão da estátua simbólica vista por Nabucodonosor.

Os mesmos fatos foram mostrados a Daniel por meio de outros símbolos: leão, urso, leopardo e um quarto animal. O uso de

σημαίνω

indica “uma comunicação por meio de símbolos, não meramente uma transmissão de informação”

(Beale, 1998, 297).

Há uma arte na composição simbólica do Apocalipse que

deve ser desvendada por outra atividade artística para que a mensagem seja entendida na interpretação.

(21)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

Em combinação com

σημαίνω

, João usa a forma verbal

δεῖξαι

(

δείκνυμι

, “mostrar ”). Ap 1:1: “que Deus lhe deu para mostrar ”.

A coisa mostrada é distinta do que ela significa (Ap 4:1; 17:1,

21:9-10; 22:1, 6, 8).

João usa 68 vezes o verbo

εἶδον

(2 aoristo,

ὁράω

): “eu vi” (cf.

1:12, 17; 4:1; 6:1; 17:3, 6, 8, 12, 15, 16, 18; 21:22; 22:8).

1) Alguns símbolos são definidos: Ap 1:20; 12: 9; 17: 9-11, 15. 2) A maioria, no entanto, não é explicada.

(22)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA

O Apocalipse se refere ao AT centenas de vezes. Tipos de referência ou intertextualidade:

(1) Eco, quando usa símbolos ou expressões de forma

inconsciente, e que são independentes da matriz VT.

(2) Alusão direta, quando emprega palavras ou imagens

precisas de forma deliberada, presumindo que os leitores conhecem a fonte.

Fontes: Texto hebraico; LXX: “Uma análise dessas citações e

alusões ao AT deixa claro que João traduziu diretamente do AT hebraico, embora às vezes tenha sido influenciado pela

(23)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA Exemplos:

Paralelos verbais. Quando duas ou mais palavras significativas são empregadas em comum.

 Ap 9:2: “a fumaça do abismo subiu como a fumaça de uma

fornalha”;

Êx 19:18: “a sua fumaça subiu como a fumaça de uma

fornalha”.

 Ap 5:3: “no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra”

Êx 20:4: “em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas

(24)

 APOCALIPSE – METODOLOGIA Exemplos:

Paralelo estrutural. Quando o Apocalipse usa uma narrativa inteira, mesmo sem reproduzir as mesmas palavras.

 Ap 9:1-11; Jl 2:1-11: trombeta, trevas, exército de gafanhotos, escurecimento do sol, barulho da carruagens, líder do

exército.

Outros: Ap 16 = Êx 7-12 Ap 19:11-16 = Is 63:1-6

Ap 4, 5 = Dt 17:18-20; 2Rs 11:12 Ap 1:14 = Dn 7:9

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 APOCALIPSE – METODOLOGIA Exemplos:

Paralelo visual. Quando cenas ou personagens são usados para estruturar a narrativa.

 Ap 15:2-4: 144 mil, mar de vidro, hino de Moisés e do Cordeiro. Êx 14, 15: Israel no Mar Vermelho, egípcios perecem, o cântico de Moisés.

 Ap 16:12 –18:24 : A queda da Babilônia mística.

Is 44:26 –45:7; Jr 50 –51: Queda de Babilônia sob Ciro.

 Ap 6:9-10: Almas “debaixo do altar” clamam por vingança.

Lv 17:11: sangue dos sacrifícios na base do altar; o sangue de Abel clama desde a terra (Gn 4:10; Hb 12:24).

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 APOCALIPSE – METODOLOGIA

 AT provê o pano-de-fundo para o estudo do Apocalipse.

O Apocalipse, porém, é um livro do contexto da nova aliança. Personagem central: o Cordeiro.

Mensagem central: vitória no sangue de Cristo.  Advertência: “Venho sem demora.”

O livro selado é aberto pelo Cordeiro que verteu seu sangue. Paralelo com Mt 24: Apocalipse descreve com detalhes os

eventos escatológicos.

 Ap 7:14: A grande tribulação

 Ap 13 e 16:13: Os falsos cristos e falsos profetas  Ap 6:12-14: Poderes celestes abalados

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 APOCALIPSE – METODOLOGIA

 AT provê o pano-de-fundo para “decodificar” o Apocalipse “Contrariamente à visão popular, o livro de Daniel não é o

único livro-chave para o estudo do Apocalipse. Isaías, Zacarias e Ezequiel são encontrados quase tão

frequentemente quanto Daniel no Apocalipse” (Osborne, 2).

Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Salmos, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, etc.

 Ap 17: A meretriz reproduz a figura de Jezabel:

1) Ambas praticam prostituição (2Rs 9:22; Ap 17:2, 4, 5).

2) Derramam sangue de santos e profetas (2Rs 9:7; Ap 17:6). 3) Têm a carne comida por cães (1Rs 21:23; 2Rs 9:36; Ap

Referências

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