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PSICOLOGIA
DA CULTURA
.,.
FGVn:12
Escala de atitude sobre
..
eutanásia
Centro Brasileiro
de Pesquisas Psicossociais
(CBPP
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ISOP/FGV)
Editora da
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Instituto Superior de Estudos.~klfesquisas Psicossociais Y~.: j ~---~---·,...: i-REA: . .. 1 •• :. ••
--Escala de Atitude sobre Eutanásia , _ ) ' ' ,.,, · .
1Yara•Silveira Faria . ,. ' . ~ c···.
· Psicologia da Cultura
Centro Brasileiro de Pesquisas Psicos.sociais Responsável: Monique Rose 'Aimêe Augras Supervisor estatístico: Kilda Monteiro Motta
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1988
EXPEDIENTE:
CADfRNOS DO ISOP N9 12 - 1988
p.c.-33c H l 1) • f ..t833
DIRETOR: Franco Lo Prest: COORDENAÇÃO: Athayde Ribeiro·
-. BIBLIOTECA .. FUNDAÇÃO GETliLIO VARGAS
6'1/gr
IO/IJ~./~9BB- 00040745- 1
Direitos reservados desta edição ã Fundação Getúlio Vargas Praia de Botafogo, 190 - CEP 22.253
C.P. 9.052 - CEP 20.000 Rio de Janeiro - Brasil
É vedada a reprodução total ou parcial desta obra Copyright (c) da Fundação Getúlio Vargas
Ficha Catalogrãfica -,"
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I
Faria, Yara SilveiraI
Escala de atitude sobre eutanásia I Yara Silveira Fa-1 ria. - /Rio de Janeiro/ : Centro Brasileiro de Pesquisasl
Psicossociais, 1988. I I 1 51rp: .. :-,,_(C~~ern,ps ~o !SOP ; 12)I
•r· · .. 1 Bibliografia: p. 39~40; I . ' . '· I I I I I I I1. Eutanásia. I. Centro Brasileiro de Pesquisas Psicos -sociais. 11. TÍtulo. III. Sêrie.
I I I I I I I I I CDD - 174.24 CDU - 614.253
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APR ESE NTAÇÃ O
Este Caderno visa apresentar a construçao de Escala de Atitude sobre Eutanásia. A exposição tentou o mais didática possível, de maneira que os interessados saro, seguindo as etapas relatadas, sintetizar os passos cessarias ã elaboração de um instrumento desse tipo.
A forma completa da escala foi validada com amostras. A partir dessa validação construiu-se a forma zida que, por sua vez foi validada com três amostras.
uma ser p~ ne-oito redu
Ambas as formas foram empregadas em pesquisas, Fa ria (1986, 1987), obtendo-se resultados altamente satisfat~ rios.
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I
SUMARIO .... pag • ~; i :- j i~ : LISTA DE TABELAS I - O PROBLEMA ··~II - CONSTRUÇÃO DA FORMA PREVIA
III- CONSTRUÇÃO DA FORlji\·COMPLETA-DEF!Nt'ttVA ' :~f .... ~ ~-~ ~
. ?. IV - CONSTRUÇÃO DA FORMA REDUZIDA ·,'· • • •• -, > 27
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~-REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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. ::·ANEXO 2 - Escala de Atitude sobre Eutanásia - f~rma reduzida ,
..
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-· 39·-41
41
I "I : ·• :. ~ I ~,
Tabela
1 Co-or:;rl!spondência dos i tens da forma inicial colli"bs da forma prévia
2 - !ndices de discriminação das ::àfitmàti vas que apresentaram significância -- Valores de
"t"
\
3 - CoJ;"respondência dos itens da forma· prévia · com os da forma completa definitiva
4 Anâl'ise fatorial -
Parú~i~ação
nas variá-veis - Rotação varimax ~ ~~triz fatorial5 - fndices de,_ 4_~s,-e~i~nação - ·Valores . de
"t"
nas oito amostras6 Cla~sificação dos itens em ordem decresceu ~e dos Índices de discriminação -7 - Itens methor colocados
8- - Nfvel de significânc'ia.· das 1:4-,.--a:f:i~:lN'as: selecionadas nas se.te amostras
9 - Número de amostras 11as quais as ,afirmati -V~S apresentafam· o
mes'mo
ni:vel d~- signifi-·cancia •r::c·;.;-. .,
10 -- Correspondência dos itens da forma comple:... ta com os da for~· reduzida
11 -· !ndices de discriminação-- Valores de nt" obtidos com a forma reduzida
..
pag. 22 / ' . .25.
•
. 26 29 30J?
•
33 :.~ 34 35 36 37:·:
Yara·Si1veira Far.i.a
I - O PIOBIDIA
~ sobejamente conhecido o fato de serem as atitu-des o fenômeno base de uma infinidade de manifestai~~s so-ciais. A harmonia e equilÍbrio social exigem atençao quanto' :à importância das atitudes na expressão do comportamento hu mano.
A P,~ornpç~o de. um nível satisfatório do bem estar geral da soç:i~dade, frequentemente, impÕe mudanças de atitu
de. A t_ecnologi,~>~,~~cial disp~e de inúmeros recursos capaze-s
de possibilitar. O al<;~\lCe .desta meta quando se faz necessá-ria. No caSo da eutanasia poder-se-ia, talvez, afirmar que esse alvo, cada vez mais, torna-se inevitável.
!
Ôbvio quepara tanto~ mister se faz conhecer o objeto atitudinal. Este trabalho propôs-se
ã
obtenção de instrumento para avaliação de atitude sobre eutanásia, com oobjetivo de possibflitar pesquisas em relação ao assunto. .A definição de atitude adotada foi a de que se constitui em "uma organização duradoura de crenças e
cogni-ções em geral, dotada de carga afetiva prô ou contra·um ob-jeto social definido, que predispÕe ã uma ação coerente com as cognições e afetos relativos a este objeto" (Rodrigues, 1986).
vulto de de forma mos anos
O tema eutanásia
ê
bastante antigo, e sempre foi discussÕes, num ritmo oscilatório, certas épocas · efervescente em outras os debates esfriam.Nos Últi tem sido fruto de muitas controvérsias.-A polêmica em t.orno do assunto não surpree.nde uma ;. 'J vez que o problema da morte representa um desafio, um mistê
rio para a. humanidade. O homem sempre buscou superar a finT tude expressa em sua forma mais nítida. Logo, não·
ha
c.oerên cia em sua participação pa1~a que a umrte se realize. E,hã
um choque de crenÇas e valores perfeit~ente· identifi~ável através da vivência·em torno da ambigUidade do conceito.
Em Fédon, Platão (1955) narra a se.renidade de
SÓcrates frente a morte. No dia em que tomou a cicuta o
fi-lÓsofo deélarou a seus discípulos que o
Sóerates
·
que
··
sêfia
enterrado não era aquele que ali estava conversando com
e-les. ·Explicou .que somente seu corpo morreria~ haveria ape
-nas uma separação do corpo e alma. Disse ainda, que o corpo·
é
um intruso que impede ao homem atingir a sabedoria ahsolu ta. SÓcrates julga ser a morte apenas uma fase esse~c-iald·ã
·
vida. Na visão de Sócrates a ~orte repr~seuta <nitidamente
wna
simples passagem. E,. pç.rt·a,n·tC?.~. o ... <üõsqfo vence a fini.-tude~ a aJma, - atinge uma vida p1en~"esem
fim. Poder-se-ia arriscar dizer que a eutanásia .ad.i.,A~~t"ia~ ajudaria ao espÍ rito éons.eguir o c.onhecimento perfeito, absoluto..-o
termo eutanásia vem..da antiguidade grega, "eu"boa, suave> doce, fácil e "thanatos" morte. Historicamente, pois,. a definição era responsável por um Único conceito, ou
seja, penniti.r.morte suave, boa, executando-a por razÕes mi
t ·;,, sericordiosas. ·
-J
ã
de início pode-se verificar que a coisa.nãoê
tão simples. Inclui permitir e executar ou. utilizando-seumtermo menos rÍgido 'l' prQIIlover. E a ambigUidade do · concei-to apresenta-se. Como e quem permite ou pro~ove? Existe o di
-reito de alguém fazê-io ou essa
é
uma taref-a div:inz?"O padrinho da eutanásia, Francis Bacon, século
XVII~ opinou que essa prática milenar era o ''tratamento das. enfermidades incuráveis" (Moura, 1940, pâg. 28).
O vocabulário médico e jurÍdico da sociedade mer·"
cantil~ entretanto, atribui a esse termo Ullit significado pro
prio. Os estudiosos do a-ssunto,. po1· !)Ua vez, definem eutanã. sia de formas várias. A seguir serão apresentadas apenas
duas definições para exen~lificar a facilidade do surgimen-to de controvérsias sobre a prãtica alvo deste trabalho .•
"Eutanãsia
ê
a prática pela qual se :procuraabre·-viar:. sem dor ou ·sofrimento, a vida de um doente reconhe
ci-damente incurável" (Ferreil·all 1957}. · "'
nlt~utanãsia ê o ato pelo. qual um. homem
da
a m.ortea outro com a intenção exclusiva de ameniza:r·-lhe (\. sofrimen to, real ou imaginário.
t
o honú.cÍdio realizado como · umã graça, uma re·sposta aos pedidos expressos ou t-ácitos doho-mem atingido pela dor" (Ziegler~ 1977).
Analisando essas duas definiçÕes· o leitor encon
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trará pontos nebulosos e discutíveis. Na primeira, por exem plo, pode-se perguntar: quem procura abreviar a vida do do=-ente? ~~~qU~f pessoa, um_medico, uma. junta medic~?. _ Seja qual ·fQJtoff re~~osta .haverá sempre em qualquer. def:lm.çao, a dúvida sobre o direito do homem praticar tal tarefa. Pode -se, ainda, arg9~ntar ser o termo incurável inadequado. Uma'· doença incurây~lJ.hoje, amanhã poderã não ser.,. Por outro la-.~ do, hã alguiruis'· doenças incuráveis que, são
-
perfeitamente''côJj' ' ·
...
....
trotadas por açao medicamentosa. , ,,.r , :r~····A segunda definição, também, nao se con~titui em descrição. aceitável ·e sem ocasionar dÚVidas e discussões.Qs termos imaginário e tácito somam-se
às
críticas feitas .. Ã de·finição anterior. Se
é
duvidoso o.direito de abreviarsofri
mentos reais. muito mais o
e
o dos imaginários, da mesma forma que a manifestação tãcita dos mesmosê
mais discuti vel do que a expressa.As ::.hl<:'\S definiçÕes falham, também, com respeito
à
forma de realizar o ato. Bardt (1979) esboça~ de certa ma neira, os meios, diz ele; "eutanásiaé
permitir a morte re":; movendo ou impedindo o tratamento que prolongue a vida ouê
homicÍdio misericordioso, no qual .ê tomada uma ação deli-beràda, ou seja, a administração de uma droga fatal causado ra da morte". O autor acrescenta, ainda, .a necessidade de considerar se o paciente estâ, conscientetnente, escolhendo a morte ou se estando inconsciente alguênt decide por ele. Hardt chama atenção, ainda, para o fato de ser, em qualquer caso P o agente médico. Portanto, segundo ele, poder-se·-ia separar'quatro tipos·de eut;anâsia:
-· 1 ·- Eutanãsiá passiva voluntária ·- ó pacientt~
es-tã
sofrendo terrivelmente e pede a seumedico
para removê -lo da aparelhagem artificial que o mantêm vivo.2 - .Eutanásia passiva involuntária- o paciente estâ inconsciente, nao tem mais condiçoes de solicitar ao médico que o remova da aparelhagem artificial que o mantêm vivo, sua famÍlia,. então, o faz em seu nome.
3 - Eutanásia ativa voluntária - o·paciente esta
.sofrendo terrivelmente e pede a seu medico que administre uma droga. em dose necessária para promover sua morte.
4 - Eutartâsia ativa iiwoluntãria - o paciente e~
tã
inconsciente, nao tem mais condiçoes de solicitar ao me-9dica que administre.uma droga em dose necessária para promo
. f ~
-ver sua n19:rte, sua !.~1.lia, eptao.~ o faz em seu nome.
De uma fottna geral, destacam-se alguns aspectos, alêm do direito ou nio do hbmem sobre
a.
vida ou a morte,passíveis de controvérsias. Primeiramente, a ~efinição de vidã
ou de morte. Uma existência v.eg~tativa significa vida? Es
-ses aspectos,. geralmente, são examinados sob os pontos 'de
vista religioso, medico ou jurídico.
As discussÕes podem ainda, ocupar-se de outras fa
cetas que, ein.resumo~ seriam a resposta da pergunta central
sobre o· tema: o que
ê
eutanásia? . ·Ziegler (1977) da quatro ilustrações claras do
que se quiz afirJ;naJ.",.~o Último parágrafo~ Apresenta .casos , classificando-os como eutanásia:
l - Freud, aos 8:,3- a:nos,. apôs submeter-se a 33 ope
raçÕes, já
não
aguentava mais o sofrimento d~yido a um cân=-ce,r que o martirizava por 16 anos. Pediu,. então, a seu"mêdi co que acabasse com aquela tortura. o mêdico a.dministra,...lhe morfina em dose necessâ.ria para matá-lo. Este caso,. segundo Hardt, seria· classificado como eutanásia ativa volQntâria.
2 - Eugene Bauer, aos 59 anos, em 1972, sofren-do de câncer na garganta; entrou em coma e a junta medica que ·o assistia disse que ele não teria mais do que dois
dias de vida. Um dos' medicas decidiu, então, acabar com
a-quele prolongamento de vida inútil e injetou-lhe dose exces
siva de cloreto de potássio e a morte ocorreu einco minutos depois. Hardt classificaria esse caso como eutanásia ativa
invo luntâria.
3 - George .Zygmaniak, aos 26 anos, após sofrer um
acidente de motocicleta ficou tetraplégico. Pediu a seu
ir-mão que o matasse e esse o atendeu. Segundo Hardt esse não
~.·ria um caso d.e. eutanásia, provavelmente, ele e~.titularia !·"~micÍdio piedos·o. Aliás, esse termo tem sido usado po:r al-~uns estudiosos como, ~inônimo de eutanâsia. Poucos ·•. fazem :Hstinção~ Moura .(1940), por. exemplo, a faz dizendo que o
···vnnicÍdio por compaixão
ê
praticado· por não médico e a euta·3sia por ntedico~ Inclusive~ ao contrário, do que muitos
de
·: tdem Moura coneo:rda com o homicrdio por compaixão e rejei
... d a eutanásia por julg;8-r ser a derrota da ciência.
-..!• - Ernest: Hemingway, em 1961 ~ iánçou-se . sobre
l
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1
·-sua
esp'aa, matando-se para escapar dos sofrimentos de uma·doença fa,al. Esse caso, também, segundo Hardt não seria classificado como eutanãsia. E$se, provavelmente, seria fa-c:i.lfllente categorizado pela maioria:das pessoas c:omo suicí -dio ;.' a concordância na categorização. desse caso · apresen-ta. ,naior probabilidade de ocorrer do que. o anterior.
Alguns autores tomam como base ,.pára o estabeleci-uie.nto de suas classificações o tipo de v'idS' que sobra ao ~do ente. Dessa forma identificam
a
passiva·~c.omo negativa eã
ativa como'posítiva.
Do exposto até agora, pode-se verificar que tudo
gera polêmica e que apesar: ~e tão. antiga a prática da.
euta-násia,
o
assunto estâ, ainda·, carecendo de organização, deuniformidade de rótulos, enfim,-de uma delimitação nÍtida •
Os estudiosos citam, -~l-inda, oútro tip6'-de etitaniisia que
eu-titulam compulsÕria, eugênica ou ecçmÔmj.ca.-··Entretanto,
es-se tipo não merec.e preocupação por ser inteiramente descabi vel na s.ociedade livre de hoje.
-Entretanto, os demais tipos de classificação de Hardt merecem reflexão. O caso de Erne'st Hemingway, por exemplo; facilmente dassificâvel como-.suic'Ídio poderia ser vir aos argumentos dos estudiosos desfavorâyeis ã' eutanâsiã.
ririam eles que. toda eutanásia volfmtâria não .deixa de ser
. ~d. ~ . 1. . - 1 - 1.
su:1.c:1. ~o,, •. apena-~r a· v1t1ma so a.cl.ta a a guem. que o· rea U'.:e
por ·ela. vãrios paÍses possuem lei relativ~ ao suicídiô,. os cilando entre a probição e a permissão. Certas sociedade$
aceitam-no como parte do direito inalienável de cada um
es-colher seu destino~ outras rejeitam-no considerando-o inter
venção ilegal entre o homem e a vontade divina. E aqui n
o=-ta~·se o motivo da ambigUidade em. qualquer conceito que
im-lique mor~e. De qualquer forma~ pelo m.enos teoricamente, o
suicídio assume uma dimensão moral inteiramente diferente
quando o sujeito incumbe um outro de promovê-lo.
Da mesma maneira, o caso de Geo~ge Zygmaniak,alêm de estar afeto às críticas do parágrafo aç,Í>l,na4'< SJl.freria ã
de assemelhar-se com mais facilidade· ao hom;i.cÍ_4io.
Questio-~.ariam os opositores da eutanásia: outros t.ipo,$<não são ho
-micídio somente porque são praticados por m~ãi'cos'l Qual a iferença? A função da eutanásia não
é
a de'· dónstituir-seem .to mis-ericordioso que visa terminar com os sofrimentos doloente?· Vârias respostas poderiam ser dadas. Poder-se-ia di
~er, por exemplo, que o mal de Zygmaniak era incurâvel mas não era terminal.
'·'!
. Devido ã. ambigUidade do conceito, apontada ante
-riormente, o fator relig~-w·~<(~~~s,~eriha um grande papel na
consideração da aeeitabi.lidade -:l~u i~iQ -~~a prâtica <Ja
eut~ã-. sia. Poder-se-~a.!m~g!nar qu; t~_âf:~~
·
~,s~o~s _q~f7 _Pro~~~--·-sam alguma rel1g1ao sao, dev1do a~ respect1vas crenças, con
trãrias
à
eutanâsia. Porem, isto não e verdadeiro. Faria(1986) realizou pesquisa na qual se descortinou o fato dos
·adeptos do candomblé, do catolicismo .e~do umbandismo
tende-rem mais -~ favorabilidade 'dO que os· batistas, O~h-mesdâni.:
-COS e os' .espÍritas. · ·
-Os aspectos medico e jurídico, que estão intimamen
te ligados ao religioso, por sua vez, forçosamente têm que·
ser ineluÍdos nos debates sobre o assunto.
A Ht.en~.tut"a cit~ o .fato de que nos Últimos anos a sociedade tem assistido a um movimento generalizado da
opinião médica no sentido de aceita r, de modo tât'!it-b ~ a
eu·:-tanãsia passiva. Ao mesmo tempo, os médicos contr.ãfios argu
mentam que se a medicina aceitasse a inevitabilidade da mor
te nas doenças incuráveis, não teria havido nenhum
progres=-so no tratamento desses males.
Quanto ao aspecto legal
é
importante dizer que oCÔdigo Penal brasileiro não permite a prática da eutanásia.
Aliâs, não trata diretament~ do assunto, o capÍtulo no qual
pode ser inserid~ a eutanásia
é
o "Dos crimes con·tra avi-da, homic!dio simples" que no Art. 121 - '~ataz· alguemn ,de
termina pena de reclusão po1· seis a 20 a·nos. Segundo o §1 ~i;
se o defensor provar ser a eutanásia um caso de relevante
valor so-cial ou moral, o melhor que pode conseguir
ê
reduzir a pena.
No~1 'últimos anos, os jornais ·têm I>Ul>licado arti
gos nos quais relatam a vontade de médicos dos EUA, da
In
-glatl~rra~ da Holanda, da Alemanha e da França no sentido da
legalização da eutanãsia. Em alguns desses países tem
havi-do julgamentos de médicos que sem o apoio legal
têm
realizado essa prâtica.
O mundo está vivendo a era do transplante e de
tantas outras aquisiçÕes da ciência medica. Não se pode
~ais ignorar a necessidade de debates sobre a
eutanãsia,es-1 2
'.-L
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sas discussÕes são inevitáveis,
.
ela~ se 1.mpoem. -". \ •, ~ '
Através. dessa p~quena introdução pare~~ .. ter fica-do clara a· exiStência de uma multiplicidade de {atores,
-su-postamente,determinantes das atitudes em relação
ã
eutanâ -sia. Apesar da antigUidade do tema não se conseguiu at-e ho-je estabelecer um consenso a respeito do se\t signifícadb,ra zão ou justificativa.f
bastante difÍcil, e até perigoso7 diante da variedade de fatores in.t"erferentes; ditar ·leis ge.rais sobre a prâtica da eutanã~ia. Surge, __ portanto, diánte
desse estado em que se e!;\~~m_t.ra
o
assunto, o interesse e _aobrigatoriedaae .de verifica.r a atitude predominante; e os mo
tivos de~s.a ·atitude. Com essa finalidade foi construÍdo es=·
·te instrumento.
II - CONS'.fllUÇÃO DA FORMA
PR1!vrA
i .
. . Primeiramente,, soJ!citou-se
ã
cinco psicÓlogos, ãum pedagogo,
ã
um sociÕlog<>'''1e
'
i
três estudante·~ depsicolo-gia que elabórassem'afi~tivas sob~e eutanásia enfocandoos
aspectos religioso, médico e jurídico sob
o
prisma·psico-so ·cial, isto
e,
relacionando-os' com a posição do doen~e edã
fBlD.Ília. Essas afirmativas poderiam ser .favoráveis ou desfa
vorãveis
ã
eutanásia. '~· .w • •A seguir:t. com base no ~studo bibÜogrãfico., .foram
selecionadas as af~rmativas recebidas e elaboradas mais
al-gumas. Respltando 14 com ~nfase na posição dà famÍlia, 19
na religião, 22 no doente, 24 no mêdi.co e 25 na lei. O númé
ro diferente em cada aspecto deveu~se ao acaso. As primeiras 104 afirmativas for~:
1 ·- Aquele que acaba coni. o. sofrimento de um doente irrecupe râvel através da sua morte,
ê
abençoado por Deus - NS 2 - SÓ Deus tem o direito de tirar a vida de alguém e porisso a eutanásia ê um pecado - NS
3 O desligamento de instrumentos e aparelhos que allenas uma sobrevida não
ê
pecado - NS4 - A eutanásia
e
contra.. lei de Deus - NS5 - A eutanásia
e
contra a dignidade humana - NSmantêm
@)-
A pratica da eutanásia nada tem a ver com a religião -S 7 - Aqueles que optam pela morte não merecem o perdão deDeus - NS
8 - Aqueles que autorizam a eutanásia são, talvez, enviados de Deus - NS
(€}
-
Se o homem tem o direito de praticar a inseminação arti ficial deveria ter o de praticar a eutanãsia. - S-·10 -A eutanásia não deve ser praticada, sob hipÓtese alguma, pois sô a Deus cabe o direito de tirar a vida de um ser humano - NS
~...._
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selecionadaS, - selecionada
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1éid.s
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~e~J?.I'e
· a eSpetançá de um m1lagre·~ que deve ser, ~spe!rado ·· S .• . ;.. . . ' ',,; ' .. -1.@-
A eutanásia nãci.deve ser p~ã.~ica.d~ ,porqu,e 'd'epo~s da' morte nada hiai.s'. eiiste - S J:e -p'.- · ~ ·. · · , P(' "':\•;.~]~:~~-~ .. . . .;. ... ;
@-
A eutanásia.··
~q~·~ffa
~er permitid
-
~
porque:
dépoit
~
da
~~r
.te mat,~r~al .~1~:=-Sé
o
uá:scfmento
.
pa:r~a a vida eterna -: ; ~-;-®-::.Não se d~e,.~-ptár ~-ela morte, pois, o · sofrim.ento ··
·
_
e
uma forma de p~ovação que o doente tem que. passar aqui
na Terra-S .. -·.,. · · · ·
. ,. :t;:l'~i-'..J·
(!!)-
A eutanásia d:ev.~ ~.Ejr blema de consc.:~~~~:fl so -s
. . . ·, ;
praticada desde que nãQ traga prÓ às pessoas envolvidas no · proces
(!!)-A eutanásia
deve/
·
~'er
praticada em situaçÕesdefinidas
~
simplesmente, P'!.r razões hum,anitãrias ·- S · ·
· J~nr · .
®-
O direito de vlda 'e o direito de morte escapam, sobqualquer circun·stânc ia, ao âmbito de decisão do ser
humano - S
@)-
O homem não deve te~ o direito de abreviar a vida do outro nem para poupa-lo de sofrimentos maiores que olevarão irremediavelmente à morte -- S
19 -A eutanásia e sinônimo de falta de· fê - NS
@-
A eutanâs iae
uma decisão cômoda para a famil ia do do-· ente que tem um gasto exorbitante e inútil - S~"D- Quem autoriza a morte de um parente, na verdade, estâ
querendo aliviar sua prÓpria dor - S
\
2J?}
-
A eutanásia é um direi to da familia responsável pelQ·-- tratamento inútil e de custo exorbitante pelo qual pas
sa seu parente ·- S ·
-(:Ü)-
A decisão pela eutanásia cabe unicamenteà
.
famÍlia- que assiste o sofrimento inútil de seu ente querido-S
24 -E um direito da família optar pela morte em casos com oligo.frenia e doença mental - NS
~
S)
-
Não me sentir ia culpado se permitisse a mo;te
de um de'-·· meus familiares que estivesse desenganado e sofrendo desn.ec,ess.ariarnente - S
~- A ~utanâsia
ê
uma ameaçaã
estrutura familiar - S27 -A famllia tem todo o direito de decidir a favor da eiJ::.:.
tanãsia no caso em que o parente esteja apenas com vida
vegetativa·- NS
r@ - Ápressar, sem dor ou sofrimento, a morte de um doente
· incurâve·l
é
um ato de misericÕrdia :... S@-
A eutanâsiaé
um ato de coragem e despreendimento - S. @-A f_aml~ia deveria t~r o dir!:it~ de decidi~ sobre a ~ida
"do pac~ente, sem a 1nterferenc1a de terce1ros - S
®
.
-
A fa~llia que, realmente, ama o doente nunca autoriza aeu tanâs
ià
-
S'
@-
Praticar a eutanásiae
matar por amor, mas não deixa deser assassinato - S
@-Abreviar com a morte os sofrimentos de alguêm que se
ama
ê,
· antes de
tudo, um ato de humanidade - S@ - A eu tanãsia não se aplica em nenhum cas1>, pois, cada d~
ent,:e reage de forma diferente a UID'\l mesma doença - S
@-
Nio hesitaria em abreviar,sem dor ou sofrimento, a vida· de um doente reconhecidamente condenado - S
·@-
Por pior que seja o estado do doente, at.ê então considerado incurável, hâ sempre a esperança da descoberta de
um novo remédio ~ S · ·
@-
Aquele que pensa sáber a hora certa p~ra lgu";m deixarde viver se julga onipotente - S
@-
A dor .e ~ sofr~mento do doeute. incurável fa~ I_>a:rt~ de sua m1ssao aqu1 na_Terra, por 1sso, a eutanas1a nao de-ve ser praticada - S
®-
Adotar uma posição contra a eutanãsiaê
ser contra aliberd d umana - S
40 - Ó nredico-. .jmruiis deve desist u de salvar o doente - NS
·
@-
! um absurdo manter uma pess _g co·m vidavês de aparelhag artificial - S
vegetativa at:ra
@-1 6
O médico não deve prescrever. ~ pedido ~- :!aciente con
-denado, remêdios que alivit!;, 1 dor,. se ~lP. ~.odcn a:p~e~
r
L
.. )(~ r.!:; . ; \ 1:.~~1 •j ~·.hf;:~i:t~.::.~}_· . .r. ·•; ~ "Ô'"•"L'S:,:.~ :••,:. -~-' ~,\;; ;,.t .;.-f·; .l .,." • 1,. ; ,, :.
...
,. ~~~~ \ ~1' -s:. ~.-. .{"'!: <t;• ~ -.:·--r4,~ - Deveria haver nos. hospitais uni centro de at~ndimento
'· psicol'Õgico d-es,t.:i.nado aos J>ac:tent~S. que opt:f)ss~ pela
····! . ..,
morte - NS
' "''"' \ ... --
·-44 ~· Enfermeiras podem pr~ticar a eutanãsia~ apenas com a
. autQrização expressa·- do medico que decidir atender a
·r • ..
ur-
solicitação do doente - NS45 - Somente os médicos têm direi.to e póssl.bilidade de
deci-dir sobre o abreviamento·da dor do doente'e àpressar sua
morte - NS
46 Os médicos, não devem praticar a eutanâsia jâ que as r!:_
açÕes do organismo são u111. mis,têrio - NS
47 - O ll}~dico tem competência plena para· diz~r se o estado
do paciente
ê
precário e, assim, decidir pela eutanásiajunto
ã
fam11ia do mesmo -· NS -~-48 -
o
medico deve ser aberto o suficiente p.:'lra dizerà
famÍlia que o estado do paciente
ê
irremediável, e, assim-·dar condiçÕes a ela para decidir pela eut:anã.sia e nao
passar por gastos exorbitantes e inÚteis - NS
49 - .O medico deve tentar todos os tratamentos antes de acon
selhar a prãt:ica da eu.tanâsia - NS
~~~ Deve-se manter o doente incurável, o tempo necessãrio,a
penas com paliativos ao inves de apr~sar-lhe a morte -s
51 - Os medicas s.áo humanos e, portanto, podem enganar-se,e,
assim~ não têm condiçÕes de dizer se o doente estã irre
mediavelmente condenado ·- NS
@-
Nem. o méd ~co~ ~em a, fa~ilia têm condiç.ao de saber oquanto o 1nd1v1duo esta sofrendo - S
53 - A decisão pela eutanâsia
ê
um problema mais de consciência do que propriamente clinico - NS
54 - Caberia aos tnêdicos darem a Última palavra sobre a
pra-tica de abreviar, sem dor pu sofrimento·, a vida de um
doe~te reconhecidamente inci.tráv·el - NS
55 -A eutana.sia deveria ser praticada em pessoas de mais
70 anos. as quais já cumpriram sma mis-são na Terra
-®-
A função do mêdicoê
salvar vidas e não ti rã-las - Sde
NS
(~1)- Se exist0 condição de manter vivo um doente com recur
stif art~iciais, me~<?, P~!'- tempo indefinida, não se de
ve pr at 1,car 'à 'eutapas1.a -- S
58
-o
doentee
a Única pessoa que pode decidir sobre suavida ou sua morte . - NS ·
.59 - O doente que decide pela eutanãsia nã~ acredita na mi.,.
sericÕrdia divina - NS
60 - O doente deve ter o direi~o de pedir para morrer
quan-do est_iver sofrendo demais - NS
/
~- Os pacientes incuráveis que pedem para que
sua vida são pessoas desajustadas - S
abreviem
®-
Hâ
certas circunstâncias em querei to de lfecidir _ se quer·_ ou não
a morte - S
a pessoa tem todo o di
continuar
esperando-63 ·• De,-~ ser feitos. todos os esforços e_ emp~egados todos
os ~eéursos e aparelhagem para manter vivo o pacien~
te - NS
(§)-
O doente desenganado tem que esperar pela morte casop desligamento ·da aparelhagem artificial não a apres-.::-se S
@
-
Se o desligamento da aparelhagem artificial não -resolver, deve ser aplicada uma injeção que adiant,~L a morte
do doente condenado S ·
.,
®-
1!: covardia optar pela eutanásia - S '·"(§!)
·-
Ter direitoà
eutanásiae
ter direito a uma mortedigna - S . .
~~- A opção do doente pela eutanásia
ê
uma espécie de sui-cidio - S
69 - A eutanásia não passa de uma atitude e:goist'á da fami.
-lia, dos médicos e da sociedade - NS
70 - A eutanásia
sô
deve ser praticada quando"s:e. tratar deindigentes - NS' ,-,
@-
Se o doen.te não mais está lÚcido e a fam11iá- assumira decisão, a eutanásia deve ser praticada· - S
72 - Ninguá:n conhece suficie.ntemente o sofriment<J Eo outro·
pa-ra av t.orizar o apressamento d(• Gua morte · NS
L 1
I
·73 - O .hqmem sofre desde que nasce,· não deveria ter seu
so'-frimento prolongado por uma moléstia reconhecidamente
dolorosa e irrecuperável - NS
@
-
A eutanásia não deve ser praticada simplesmente porqueo sofrimento do individuo incomoda a todos - S
75 - A eutanásia sõ deve ser praticada com o conhecimento e
concordância do paciente - NS
®-
O abreviamento da ~ida não traz a solução desej ãvelpara o doente e para todos envolvidos no processo - S
77 - Mesmo existindo instrumentos capazes de prolongar a
vida do paciente ê ma1s humana a prática da eutaná-sia - NS
78 - Se a fam11ia e o mêdico acham desejável a prâtíca da
euta~ãsia, mas o paciente preferir sofrer até o final
seu desejo deve ser respeitado - NS
(/9
_'')
-
Se a familia não for favorável mas o paciente, ainda lÚ cido, quiser morrer ele deve ser confortado para espe..:-·rar - S
80 - O ·paciente, enquanto lÚcido, tent o direito de decidir so
bre sua morte - NS
81 -O desligamento de instrumentos e aparelhos que mantem
apenas uma sobrevida não
e
crime - NS82 --Deveria haver uma legislação espe~cial regulamentando a
eutanásia no caso de indivl.duos sem faml.lia que possa
decidir por eles - NS
B-1)- Por motivos vários não deve haver uma legislação
espe-cial pennitindo a prâtica da eutan:â.sia - S
\ ~~~~ - Uma sia
sos
legislação especial permitindo a prática da eutanã
de v e r ia ser a.mp la, a br ang endo o maior número de c a incuráveis e fatais - S
BS "" Uma legislação eventual regulamentando a prática da eu
tanãsia deveria se restringir aos casos de doenças fa-=
tais e incuráveis - NS
,; -A legislação especial regulamentando a prática da eut~.
nâs:i.a deveria abranger casos de males como doenças men
tais - NS
87 - A legislação especial regulamentando a pratica da
euta-násia
deveria se restringir aos casos d~ doentes desen-ganados que não têm familia - NS@
-
Uma legislação permitindo a eutanásia não envolveria P!_rigo de qualquer natureza - S
@),
-
Uma legi slação especial permitindo a prática da eutanâ-·sia seria uma conquista da humanidade - S
@"'..Q)
-
A prati ca da eutanãs iaê
uma violência camuflada .... S@,-
Ser-ia criminoso elaborar a prãtica da ·eutauãsia-qualquer legislação permit indo
s
92
- TJma legislação permit irtdo a eutanásia traria consequêri-cias desastrosas ~ NS
-93 - 1Jma legislação permitindo
integridade das pessoas
-....
.
-a eut-an-as1-a e um-a -ame-aç-a a
NS
A prática da eutanásia
e
perigosa porque pode setrans-formar em arma po l l t ica - S
95 -Deveria haver amparo legal que permitisse ao paciente so
licitar ao mêd ico que ex·ting~isse sua vida - NS
-96) - A eu tanâs ia
ê
um direi to do homE:'!Ill - Sr-.~ - . - - •. :# .,....
t
!t?J-
As pessoas desfavorave1.s a eutanasl.'a sao pessoaspreco~-ceituosas - S
@]'
)
-
É um crime manter um ser humano em vida puramentevege-tativa - S
(2:9.),-
Se o ab<_;rtoé
pr:ticado em determinadas circunstâncias~a eutanas ia tamban deveria ser - S
r~·, ..,.. . . . -~ .
~- A eutanas1a susc.1.ta d1scussoes porque, a:mda, nao esta -mos culturalmente preparados para aceitá-la ..,.. S
101 A eutanásia sÕ deveria ser praticada como ·de uma rigida legislação
à
respeit o - NSC.Uinpr imen to
(ÍÜ~ - O sentimento de culpa impede às pessoas de aceitarem a
..__,. prâtica da eutanásia preferindo assistir a dor alheia-S
@.~
·-
Ê .demonstração de fraqueza recusar a práticas 1.a em um parente~ uma vez que a solicitaria
prio se estivesse na mesma situação - S
2 o
da
eutanã
-para s:i. prE_\
i
l
[
l
l
@) ....
A~p':a~dia
e
-
que_~pede
às
pe.ssoas de permitirem a -- · prat1ca da eutanas1a em um parente amado que sofre comuma moléstia incurável - S
As afirmativas foram reunidas e submetidas ao ju gamento de seis juizes que opinaram sobre o poder discrimi= nativo de cada uma. Aquelas que, segundo .. os seis juÍzes,uão discriminariam as pessoas favoráveis das desfavoráveis
ã
eutanâsia foram retiradas. A seguir as que não tiveram a con=
cordâ~cia de opinião dos seis, foram agrupadas e arrumadas de maneira a serem respondidas com cinco opçoes: concordo e
discordo totalmente, concordo e discordo em parte e
indeci-so.
As respostas totais significa.riam não ha:ver
qual--quer dÚvida na concord~ncia ou discordância, a concordo em
parte deveria ser escolhida quando o individuo não concor
classe inteiramente, porê~, concordasse mais do que discar
-dasse., a discordo em parte deveria seguir o mesmo raciocí -·
nio da anterior, isto
ê,
deveria ser marcada quando oindi-vÍduo discordasse mais do que concordasse e, finalmente, o
individuo deveria optar pela resposta indeciso se não con -·
cordas se mas • ·tambêm, n;o discordas se. .,
Seguindo a forma acima foram submetidas 88 afirma
tívas ao crivo de um indivÍduo totalmente contrário ã. euta::
nâsia e de um outro bastante favorável ã mesma. Como os dois
individuas tinham posiçÕes opostas, as afirmativas cujas res
postas dos dois coincidiam foram julgadas não
discriminati..:-vas, Restaram desse Último procedimento 60 afirmativas que
são aquelas, dentre as 104, que estão com os nÚmeros em des
taque e assinaladas tom um S. Tenciona~a-se elaborar a for~
ma previa com igual nÚmero de afirmativas favoráveis e ,
J.es-favorâveis ~ eutanásia. Entretanto, das 60 Últimas 31 eram
favoráveis e 29 contrarias.
A forma previa foi organizada, após, misturar as
afirmativas quanto aos aspectos abordados~ seguindo o
mode-lo de Likert:
.
?
---
·
---~---~--~~--~----~----~----,.
r
~Marque, com um X o es~a~2 coE_ .2
0
respondente
ã
sua op1n1ao re ~ wlatíva à cada uma das afirmã ~~
tivas
g
~ 1 2 -6 0-o 0-o UE-4 o \\1 '1:3~ H H ' o lttg
p.8
ID
o C)) •r-I o \\1 ] H <U 4.J o \\1.g
&i
'1:3 ~ H H H 13 o ltt o.-. o p. O CC C)) Cl)+J ~m
•r-1 o r::::IE-4A C<.)rrespondência dos itens selecionados, _dentre
os lOl~ que constituiram a forma previa pode ser verificada na
tabela abaixo.
Tabela 1
Correspondência dos itens da forma inicial com os da forma previa _
~I
F
p
l
FIr
FP1
FI ·;,
p
1
~I ~
1
FI FP1
-~~
1
~-100li
31J11
1
16 2lj 57 31 1 37 41J?2.
1
51 9 I _..26~
'I23
22I
98 322lf42H~52
62~
I
"3
67 l 13t
-
66!
231!
89I
33irt43
11. I 53 12~-4
~·5õ
·
1
.14;1
35['24lf
'74
34 .1-38 l.-[t;-
64.i
54 33-r--;-
·
i
39!
l
str4l~
s
li
n
3sI
61I
45 22i
s s ---~ -~ il . . ....J.>----99+
6!
·
94 16 111 26 26 I 91 36 l 30 I 46íl
14 ; 56 '··;i
+
I I 'I i~-
97~-
t ·-·7!i
S4
17ll
83 27 \1 42 3 7 3l•471[~,2-~~:~
.:!
- 32 8 ,, 52 18 :il04 28 ; 103 _ _28 65 1 48 28 58 13 9ra
19 1go
1 29 . 96 39 1 56r
49'
1
11 59~
--29
10
.
,
36
i
õl!J.
~
.l_:
:~
i!
.7.6_t5oft
l
l
l
l
Amostra
A forma prévia foi aplicada em 30 sujeitos. Como
a amostra era pequena procurou-se a homogeneidade recomenda
da por .~dwards nesses casos., Essa caracterisliica·
que,
.
segun
do o autor,
é
desejável, pren~eu-seà
profissão dos sujei ~t.os •. Todos: eram ps icÕlogos,
de
-'
ambos os sexos e entre 30 e55 anos de idade. ·
Tratamento dos dados
Foram obtidos os indices de discriminação calculan
do-se o teste
"t"
de Student.t "' n(n - 1) · ol)de:
x
s=
média do grupo superior X . = media do grupo 1 · inferior 2.. 2 . 2E(X X )•
s sr
X
s-(r
X )
s. n 2 2rx.-<rx.
l. 1>
·
nEdwards explica que para verificação de itens dis criminativos, divide-se o grupo submetido ã prê-testagem em dois, tomando-se os 25% de resultados mais altos e igual
porcentagem dos escores mais baixos. E, esses serão o~ gru- ·
pos "critérios" na avaliação da significância das
afirmati-vas. Emprega-se, então, a fÓrmula acima. Neste trabal-ho, c~
mo o grupo era pequeno, os dois subgrupos incluíram 50% dos
resultados~ isto
ê,
15 cada um.Neste estudo os dados foram tratados no computa
dor pelo sistema.Statistical·Package for the SocialSciences-(SPSS).
Para a contagem de pontos,estabeleceu-se os seguin tes valores para cada uma das alternativas de resposta: con cor do totalmente - 5, concordo em parte - 4, indeciso -
3-;
discordo em parte - 2 e discordo totalmente-I.Os resultados destacaram 33 itens significativos ,
20 desfavoráveis e 13 favoráveis
ã
eutanásia, sendo des.se total 21 significativos ao n1vel·de 0,01. C~lçulouJ.se,tam-bém, a. correlação bisserial" de pontos e todQ's,.:.:~~s~ iten~ foram significativos~ Os Índices de fidedignidade
consegui-. dos foram pela fÓrmula Kuder.:..Richardson ,o,_~~; pela Spearman·-Brown 0,61. Na tabela 2 podem ser oõservados os Índices dis criminativos- das afirmativas que apresentaram~.!>iÍ-SPificância.
.
..-.. ~ .
É interessante notar que.das afirmativas que reve• laram sigl]ificância o maior númerro .. era. <f.esfo1:1vorãvel
ã
euta-násia. Dentre as 20 desfavoráveis, 18 apresentaram Índices discriminativos ao n!vel de p< 0,01. Das favorâveis,apenas;~três flpresentaram Índices discriminativos ao nível de p<O,Ol,.
e-gquanto dez foram ao- nível de p < 0.,05. _Isso ficará mais
facil de compreender consu.Ü.ando a tabela 2. · ,
f
7l
l.
l
l
l
L
Tabela 2Índices de Discrimil)ação das Afirmativas que
apresentaram Significância
Valores de
"t"
,, INDICES . INDICES
APIRMAT',[
~AFUMATI
DISCRIMI:NATIVOS'' DIScRIMINATIVOS
VAS BAVO : VAS
DES-RÃVEIS
P.
< o,o5.·. p < 0,01, FA~JS p_< 0,05 p < 0:.01-
(*) 24-
4,90 '" (*) 19-
5,69 (*) 25-
-
3~40 (*).59-
4,78 (*) 39-
3,34 (*) 31-
4,.42 (*) 40 2,74-
(*) 23-
4,31 (*) 21 2,70-·
(*) 11-
'~-21 (*) 5 2,1~9-
f*) 29-
4,14 -(*) 13 2,43-
'(*) 14-
4''12 (*)'32 : 2.42-
(*) lü-
3,9õ {*) •' 35 2,30-
(*) 27 ...., 3,.85 ·(*) 17 2,22-
{*) 8-
3,78 (*) 48 2,17-
(*) 47-
3,58 (*) 3 2.14-
T (*) /•2-
~.49 (.*) 33 2,10-
(*) 12-
3,27 50 .~ ... ~-
3,20-
-
--
-
--
36-
2-92-
-
-
'i3-
2,92-
-
-
. 20-
2,80-
-
-
44 ... - -2,7ó-
..-
-
57 2.45 -" c .,,-
-
-
45 2 3'8 -~·..
..
(*) Itens ·anrovei:ta.d·os···na. fo-rn:a validade
•
-f
.... '
t
'
, ~Tomando-se como base os maiores índices discrimi~
nativos fbi elaborada a forma definitiva. Como das afirmatí
vas favoráveis ã. eutanÃsia, 13 anresent:ar~m · signifícância ~
é recomendável que·uma escala tenha itens favorãveis e
des-favoráveis ao objeto ati.tudit.tal alte_rnadns. resohíeu-se,pa-.
ra não perdPr nenhuma da!'; 13 afirmativas, que a escala rleve
ria constituir-se de 26 itens. A tabela 3 apresenta a cor=
respondência dos itens validados da· form.a prévia com os
que constituíram a forma definitiva completa.
··r .. ·
·-~r~ •
-Tabela 3
.
-Correspondência dos itens da forma prê~ia com os da forma completa definitiva ·
FORMA FORMA FORMA FORMA
P;R}!;VIA ...__ ~~FINITIVA PRÉVIA DEFINITIVA
·:··2s 1 41
14
r·___
.....
-31 2 35 15, .. 24 3 27 16 29 4 3 17 39 5 59 18 " 19 6 13 19
.
--40 I 7 8 20
I
.
-."'23I
832
21 ·-21 9 47 22 -14 10 17 -23 5 11 42 . 24·
u
- 12...
48 25 33 13 , ..1
.
44 ~6 . .A organização da forma definitiva,. v1,1lidada
pode-ra ser vista no anexo 1. Essa forma final
ê
constitu!da de13 itens contrários
ã
prâtica da eutanásia, todos ao nivelde p < 0,01 e 13 favoráveis, sendo que desses~ 10 eram
sig-_nifi.cativos a p<O, 05.
t
l
l
l
.IV - C<Ã"'STR.UÇÃO DA FORMA RRDUZIDA
I
A escala, evidentemente, foi
co;s~ru1da
porque sentia":"'se a necessidade. de estudar o tema eutanásia. A pri-meira utilização do instrumento fo:i·na pesquisa "Relação e~ tre A,r;itude,, sobre Eutanásia e Crenças Religiosas". Nessa pesquisa examinou-se a validade da escala· ém um grupo de 300sujeitos e seis grupos formados cada um de. 50 sujeitos.
Ed-wards (1955) opina que para verificaçãd do poder discrimina tivo de itens com amostra pequena, ê recomendável que el'i seja o mais homogênea possível, e..ru. relação
ã
caracteristica que pode influenciar a atitude relativa ao objeto era pauta.Da mesma forma e pelo mesmo motivo, quando a amostra :· for
grande é aconselhável que seja heterogênea. Isso
ê.
desejá -ve 1 quando o teste empregadoe
o 1'~" de Student, pois, sen-do ele a diferença de medias~ por razÕes Óbvias, se às a-mostra& não obedecerem ao citado a.cima poderá apresentar significância. ilusôria.Amostra
Como o explicado acima, a amostra total era
hete-rogêneã em relação à crença religiosa~ sexo~ idade e nivel
de escolaridade~ as sub-amostras eram homogêneas quarLto a
variável cren~;a relígiosa, em relação âs variáveis inde -pendentes das hipÓteses secundárias não se conseguiu igual-dade. As sete amostras incluíram pessoas. de ambos os sexos,
c.om nível de escolaridade do lQ ao 39 grau e de 18 a 6.5 a-nos de idade.
A escala foi aplicada nos locais de culto-e, com isso, obteve-se a certeza tanto da heterogeneidade da amos-tra total, quanto da homogeneidal;le das sub-amostras~ A apli caçã.o foi individual ou em grupos de, no máximo, ci1;1Co pes=-soas. Assim foi feito porque como a forma completa havia si
do validada com sujeitos de 39 grau de instrução,. temia- se que os do 1'? grau t'l.ã.o entendessem. Porem~ isso não ocorreu~
todos responderam com relativa fac.ilidade.
Resultados
A fim de verífic.ar o desempenho da escala reali
zou-se análise fatorial com os resultados da amostra total.
. Na terceira etapa do calculo da análise fatorial , os dados foram testados por uma das $OluçÕes ort.ogonais: a rotação varimax. Essa como as demais soluçÕes terminais,ex~
mina os fatores simples e interpretáveis. ·
Foram detectados, para a escala em questão.dois fa tores conforme pode ser visto na tabela 4. As cargas mais elevadas foram obtidas no fator :}:, com exceção das variá-veis (itens) 14, 18,. 20 e 24 que demonstraram uma ponder~
ção ma:is àlta no fator li, não se aiastan.do, en.tretan.do,ne·s sas variãveis (itens), a participação do fato I.
.
·Identificouse os dois fatores como representati -vos do aspecto religioso (fator I) e aspecto legal (fator
II). Acredita-se que o aspecto médico esteja diluÍdo nos dois fatores obtidos já que
ê
submetido à influência desse~A
predominância do fator IL nas variáveis (itens) 14, 18, 20 e 24, talvez, possa ser explicada pela presença, explÍcita, em sua redação do significado de termos taisco-mo -.d.ireito e .9ts-s-assinato que implicam necessidade de Justiça e· lei.
Jâ
a do f"a.tor I,. eXplica-se por vãrias razÕe~.· Da testagem nos locais de culto, por exemplo,. infe.re= se estar o fator religioso muito pregnante. Por outro lado,
segundo os autores, os prÓprios cÓdigos penais fundamentam-se no mandamento não mataras. Acrescente-fundamentam-se que o tema euta nâsia, em si prÓprio, implica grande peso do fator religio::-so.
As cargas fatoriàis-obtidas em cada variâvel(~~e~) podem ser veri'ficâdas cônsuita:tid6 ã· tabela 4. ' ·
l ' '
l
l
~
l
L
l
L_
Tabela 4Análise F'atorial - Participaç.ão nas Variáveis
Rotação Varimax '"' l".ta.triz Fatorial
n "" 300
Cal;cu'làu-se ~ também, o teste 11
t 11 -de-f.t.udent para as sete amostras. Para a amostra d.e 300 sujeitos· tooos os
Índices de discriminacãcr foram altamente sigrd.ficativos, is
to
ê,
à
p < 0,001. Em"ci:tú:!O: das outras seis os Índicesà::
presenta:Cam sigúifi,~ância v:ariando de p < 0,001ã
p < 0,05. Em uma delas a valii?de dos itens apresentou-se d€! formainversa, isto ê~ fo_ram considerados válidos aqueles que não
apresent.aram significância. Isso deve-se ao fato do grupo testado ser totalmente contrário
ã
eutanásia, nele não hou·--ve, como nos. u.utros, . variação ;... de atitude. No grupo . espÍrita ...
os 50 ad~~.p:toí::i .tinham umã. ün:ica ati·tude e, assim sendo, nao
poderia ser obtida qualquer ,. diffàença entre médias.
b '1 5 .,. d. d d. . . ~ b
Na ta e. a . constam os 1.n ~ces . e 1.sc.n.m1.naça.o o
2. 9
.
.
I ·t .iJ · •. l, . ( ~- i I i'
i
:· II
~
,.
t:itdos n:a:"s oito st.ras testadas. Sendo que os Indices uãQ
sigllÜ.f:idat:[email protected] foram omitidos, nã.o constam na tabela. Neces
fsãr.io se f z e.b~ll." ·atenção para o fato de que no grupo es=
pí·rü:a foram considerados não significativos os itens 17 e
z,~if oollllfo·m.e expl:iea:do acima.
'iNNh s
&4\icet a. Dtscrlldusio ).
'!W&l'm.s
<ÍII8 . . . e., 1111$ oito IIIIO$U'ali J:.\::
_.:!·.~.;;~•. t-;··.-
-natJ l ~ 'Fcna F1Ml Oli!Plet.a
•
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6,60 4,4S 4.,15 4,46 _i ' i !F 23 z.u 15,36 S,6'Z 7,78 3,71 3,63 4,6Z -1 L--:11 :%4 3,<19 7~9!1-
2.71-
-
3,75 3.~7 :P-1$ 2,11 :1.0,45 4,$4 3,69 .4,,&8 2,72 !t,M j ~ .26 7,76 u,n 3,86.
1,59 $,11 4,68 -} -~l
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l
l
l
Observado a tabela 5 w~r:i.fíca-se que das 26 afir:..
rnativas seis não apresentaram significância em al~~uns dos
seis grupos religiosos. Se,ndo que a 17 alem de não ter
mos-trado
"t"
significativo no candomblé, apresentou Índicediscriminativo no grupo espÍrita onde não havia discordân
-cia de opiniÕes sobre a eutanásia. Da mesma forma a 24 apre
sentou Índice discriminativo significante no grupo espírita
e não o mostrou nos grupos do candomblé, batista e umbandi~
ta,,
A partir da tabela 5, elaborou-se a tabela 6 que
constitui a classificação das afirmativas, dentro de cada
amostra, em ordem decrescente dos Índices discriminativos.
Considerando as afirmativa,tF melhores classifica
da.s organizou-se a tabela 7 que apresenta de forma agrupadã
os dados da tabela 6. Na elaboração da tabela 7 não foram
considerados os dois itens (17 e 24) significativos no
gru-po espl:rita, pela razão j,â eli.."Plicada, e os qu.e em algum ou-tro grupo não ppresentou :rndice de discriminação
significa·-tivo (1, t~, 17 ~· 22~ 2l•, 26).
Desejava-se constituir a forma reduzida de 14
a-finnativas, 7 favoráveis e 7 desfavoráveis
à
eutanãsià,se-lecionou-se, então,. as afirmativas melhores classificadas a tê o 149 lugar~ Por exemplo, se alguma houvesse obtido
coiõ
cação atê o 149 lugar nas 7 amostras essa serfa a m~is sa
-tisfatÕria, receberia o 19 lugar na forma reduzida. ~ Como
não houve qualquer uma com essa condição, seleciono~-se a-quelas que se colocaram em um nÚmero maior de amostras ate o 149 lugar e que a colocação nas demais amostras f~ssemais
Classi-fi cação l~" 2'~ :;9 49 59 (19 79 89 99 109 1}9 , U~' 139 149 159 169 179 189 199 20~'-2}9 229 231' 249 259-261' -32 Tabe-la 6
.Classi-ficação dos itens e o:rdem decrescente dos Índices. de discrillllinação
l~ de acôrdo mm valores decrescentes ~ "t ..
Fonlla Total CancbiD.· Católico Un:bcmda lhtísta
Previa 300 55 50 Ss 50 55 50 Ss 50 Ss 6 9 21 15 11 . 1 3 11 2 13 9 9 18 1 23 12. 21 12 2 12 7 1 26 11 8 21 13 23 10 21 12 8 11 19 4 15 4 16 10 9 15 10,22 10 23 5 11
.
13 s -14 13 25 ,__,____
7 3 26 16 7 4 5 5 .23. 20 10 3 22 7 16 22 5 6 3 8 17 24 3 16 16 1 8 1 19 12 8 2 19 5 15w
2 17 14 26 22 19 20 6 6 7 17 1 4 25 25 9 4 .9 21 22 3 11 6 14 10 lZ 2 19 2 8 6 19 7 -21 14 15 25 14 l l t--· 15 18 18 17 18,23 18 -23 26 20 18 16 20 25 20-
. 24 20 -17 25 - . - 14-
-13 24-
-
-
-·-·- . --- -- --· - . - -·-M!ssiân 50 Ss 16.18 15 "'za
9 26 23 22 21 . ,., 8 19 7.11 14 12 -25 24 10 13 17 2 6 s ---.~ 4 3-\
Ll
I
l
l
L
L
l
L.
~ Tabela 7Itens melhores colocad.os
ITENS FAVORÁVEIS
.I
ITENS DESFAVORÁVEISMelhores colocados em 6 amostras (-+ espiritismo)ate o 149
lugar
Helhores colocados em s·amostras (+ espirit.ismo)ate o 149
lugar 79 grupo 189 209 219 z~o .t..
@
J
79 grupo 199 23.9 239m
~---~~---
Melho·res colocados em 4 amostras ( + espiritismo) a tê o 149 ·lugar 19 15 13 79 grupo 209. 229 269Melhor colocado em 3 amostras {+ espi.ritismo)atê o 149
lu-gar
79 grupo
209
Melhores colocados em 2 amostras (+ espiritismo)atê o 149
lugar 25 79 grupo 259 79 grupo 209 239 249 259
OBS.: Os. itens circundados são os aproveitados na forma
Tabela 8
Nivel de ~ignificância d~s 14 afirmativas selecionadas
nas sete amo.stras
N1.vel de significancia dos i-tens selecionados
.AMOSTRAS Favoráveis Desfavoráveis
Q,OOI 0,.01 0,05 0,001 0,0_1 0,05 Previa (n
=
30)-
2 5-
7 -Candamblê .(n=
50) 6-
1 6-
1 Católico (n "" 50) 7-
-
6 1 -Umbanda (n=
50) 7-
-
7-
-
·
Batista (n = 50) 5-
2 4 1 2 -Messiânica (n = 50) 5 1 1 5 2 -! Geral (n=
300)l
7-
-
7-
-A tabela 8 exibe o numero de afirmativas selecio
nadas em cada amostra e os respectivos níveis de signifi ~
l
ll
l
l
c
l
l
L.
I.L
l
I
.._1 As afirmativas assim selecionadas : apresentaram
níveis d~ significância diferentes nas 7 amostr,éf-S:,,.
confor-~- p_Ç>de.:s-e olfservar na tabela 8.
Já
a tabela 9· àpresenta asafirmativas selecionadas e o número de amostras em que
a-presentaram o mesmo nível de s:i.gnif-icância.
·Tabela fj"
~
·
"
--
:·
-
-
..-·--
··
•· ... .Número de amostras nas quais as afirmativas
apresentaram o mesmo níve-l ·de significância
N~vei(fê N1vel de
AFIRMATIVAS Significância AFIRMATIVAS · Significância'
FAVORÁVEIS 0,001 0,01 0,05 DESFAVORÁVEIS 0,01 0,01 0~05 ·' - .
-1'
·
.. 6-
1 2 6 1 -3 6-
1 4 5 1 1 5 5-
2I
6 6 1 -. 7 5__L2-
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8 6 1. -' i II
I
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I
9 6-
1 .. 10 .. 4 2 1 .! 11 4 1 2 12· 3I
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·
I
:
z
t _,.., .L,:- .. 13 6- 1 14Faz-se mister relembrar que7 por motivos jâ rela
tados~ as afirmativas consideradas válidas no grupo espíri.
ta foram as que não apresentaram Í.ndices discrintinativoS
significativos.
.i!. ,-·. • ... t
. ; •·, o ' r;,
Tabela 10
Cc;Jrrespondência dos itens da forma completa
com os da forma reduzida
-I FC FR FC FR 11 1 10 8 .12 2 21 9 9 .. 3 2 10 8 4 3 11 7 5 6 12 16 6 23 13 5. 7 18 14 .,.As afirmativas que passaram a constituir a fo:rma
reduzida, que pode ser obserVada em consulta.ao anexo 2, co
-mo relatou-se haviam sido validadas com oito amostras. Entre
tanto, uma vez que se empregou a forma reduzida em uma amos=
-tra de 92 sujeitos e duas. de 46, calculou-se o Índice de dis
criminação para essas três amostras.
Amostras
A amostra total de ·n'
=
92 era heterogêneaem
rela-ção
ã
todas as variáveis independentes .•. CQ.!lstituiu.,..se deme-
.
dicos e advogados, de ambos os sexos. de 20 a 69 anos. dé ida
de, com experiência profissional variando de 1 a 49 anos,com
experiência ou não com pacieütes terminais, e, ainda que pra __ ·
ticam ou não alguma religião ou não têm qualquer religião.
-As duas sub-amostras de 46 sujeitos tinham as més-mas características da acima. descrita, diferindo, apen.as,·na homo§eneidade 1.·elativa
ã
profissão. Uma compunha-se so~•f'·de medicos e a outra de advogados. , ... r.·
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-Aphcaçao . ··~ .. ( ' ' .... " . ' ' ~ . ;. ) . ·, '\ . . . ·.Por' trata:r;..:se de. profissfori.ais JilUito ocupados,
to-dos com 39 gratt·~
aé'
··
instrução, a api'icaçãÔ ·:.foi individual e sem a presença do aplicador, jã que prefe,riam fi.car com a es cala para responderem quando tivessem .tempo. '' ·-Os Índices de discriminação obt~dos nessas três
amostrar foram todos altametÚ:e significativos (p < 0~001
e
.
•
apenas~ um i tem em
Uinà
amostra à. p < 0,005). como consta _ na. tabela 11.--.Tabela 11
Índices de'Discriminação
Valores de
"t"
obtidos'"-· t:oma Forma Reduzida
-~ \'r .
AIDSTRA AMO"ST1tÃ
AFI'RM.I\TIVAS TOTAL 'Mt.DICOS
n = 92 n = 46 .. · ' . 1 28,48 12,59 2 14,25 6,69 I
-3 . 19,58 5,05 4 13,68 (*)3,55 17,42 6 12,48 7,5 7I
9,54 8 11,34 4,80 9 8,23 4,51 ---·----~__
,
___ ___
10 16,14 11 15,65~
7,53 ... .,. .... ---"' .,.. .. 12 18,39i
8,80 13 13,43I
6,34 148,3H-5,32
Valor de t 43,83 . 17,4'3 para o total - l ... . .-
(*) Val.or de"t"
significativoã
p < 0:.005A..l.I)Sfu ADVOGADOS n .o;:.::..46 33,22 21,,75 15,.30 47,00 25,80 16,14 8,12 17,70 25~80· ,. 9,89 6,99 32,50