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COM EX 16A. AULA COMERCIO EXTERIOR E RELACOES INTERNACIONAIS - Transp Intl_Transp Aereo e Terrestre.pdf

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COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO –

TRANSPORTES INTERNACIONAIS: AÉREO E TERRESTRE

1 Transporte Aéreo

1.1 Vantagens e desvantagens do transporte aéreo

1.1.1 Vantagens

à Maior rapidez, facilitando estratégias just in time, ocasionando minimização de despesas, em virtude da redução de custos de estoque e influência no capital de giro da empresa;

à Segurança no transporte, o que possibilita uma redução no custo das embalagens e a contratação de um seguro, normalmente, mais barato que o marítimo;

à Menor custo de transporte terrestre nas operações de coleta e entrega, comparando-se ao transporte marítimo, uma vez que, como os aeroportos são localizados em grandes cidades, o acesso ao meio de transporte aéreo torna-se mais fácil, diferentemente do transporte marítimo, uma vez que os portos estão mais afastados dos grandes centros de produção e consumo.

1.1.2 Desvantagens

à A principal desvantagem do transporte aéreo está relacionada à sua pouca capacidade de carga, em virtude do pequeno espaço disponível nas aeronaves. Esse item, no caso de cargas de volumes maiores, torna o frete aéreo mais caro do que o marítimo.

1.2 Órgãos reguladores

O principal órgão regulador do transporte aéreo, no âmbito internacional é a International Air Transport Association – IATA, que é uma associação de caráter comercial que reúne empresas e agentes de todo o mundo.

A IATA tem as seguintes funções básicas:

@ Defender os interesses de seus representados;

@ Garantir segurança na prestação de serviços aéreos;

@ Estimular a colaboração entre as empresas de aviação civil;

@ Prestar orientação quanto à construção e modernização de aeroportos;

@ Tornar viável as rotas aéreas, garantindo a realização de um transporte aéreo regular no âmbito internacional;

@ Estabelecer tarifas de fretes uniformes entre as companhias associadas, tanto no transporte de passageiros, quanto no de cargas;

@ Regular as conferências de frete, hoje existentes:

• Área 1 – Américas, Havaí, Groenlândia e ilhas adjacentes;

• Área 1 – Europa, África e oeste da Ásia, incluindo ilhas adjacentes; • Área 3 – Restante da Ásia e Oceania.

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No âmbito nacional, a aviação é regulada pelo Governo Federal, por meio dos seguintes órgãos:

@ Comando da Aeronáutica

Ligado ao Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica é órgão que determina as regras que devem ser observadas no transporte aéreo.

@ Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC

A ANAC substituiu o extinto Departamento de Aviação Civil – DAC e também está ligada ao Ministério da Defesa, sendo o órgão que acompanha os serviços prestados pelos transportadores aéreos e seus respectivos agentes, além de estabelecer regulamentos e normas referentes aos acordos de aviação civil internacional, dos quais o Brasil faça parte.

@ Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO

Encarregada da construção e administração dos aeroportos do Brasil (terminais de carga e de passageiros).

No Brasil, ao contrário do que ocorre em outros países, os terminais de carga não pertencem às próprias companhias aéreas. Assim, os Conhecimentos de Embarque Aéreo cobrem as mercadorias somente a partir do momento em que as mesmas são retiradas do armazém da Infraero.

1.3 Conhecimento de Embarque Aéreo

O Conhecimento de Embarque Aéreo é o documento utilizado na formalização de um contrato de transporte aéreo e tem a finalidade de provar que a carga foi entregue pelo embarcador (ou seu representante) ao transportador, servindo como recibo de entrega de mercadoria.

Outra finalidade do Conhecimento de Embarque Aéreo é servir como fatura do frete, contendo dados da mercadoria, descrição do vôo, tipos de tarifas e cálculo de seu valor. Quando o seguro da mercadoria é feito através da companhia aérea, esse documento também serve como certificado de seguro.

O Conhecimento de Embarque poderá pertencer à companhia aérea ou ao próprio agente. Portanto, temos três tipos de Conhecimento:

@ AWB (Air Waybill)

Trata-se de Conhecimento emitido diretamente pela companhia aérea ou por seu agente, diretamente ao embarcador, em caso de cargas não consolidadas. Normalmente é emitido em três originais, sendo que, o primeiro original fica com o transportador, o segundo acompanha a mercadoria durante o transporte e é entregue ao destinatário, no destino final e, o terceiro original é dado ao expedidor (embarcador), comprovando o embarque da mercadoria.

@ MAWB (Master Air Waybill)

É o documento emitido para a companhia aérea, em casos de cargas consolidadas pelo agente. Representa a totalidade da carga entregue pelos diversos embarcadores e consolidadas em um único embarque. Nesse caso, os embarcadores, como prova de entrega da mercadoria ao transportador, receberão o HAWBs – House Air Waybill.

@ HAWBs – House Air Waybill

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Modelo – Conhecimento de Embarque Aéreo – AWB

Fonte: www.portaldoexportador.gov.br

1.4 Frete aéreo

O valor do frete aéreo é obtido da multiplicação do peso transportado pela tarifa. No entanto, no transporte aéreo, para a determinação do peso de uma mercadoria embalada, deve ser levado em conta o “Fator de Estiva”.

Esse fator define se a cobrança do frete ocorre sobre o peso ou sobre o volume, transformado em peso, por meio da fórmula abaixo, prevalecendo o maior número apurado, ou seja, o próprio peso ou o resultado do cálculo:

Relação IATA (peso / volume): 1 Kg = 6.000 cm³ ou 1 ton. = 6 m³

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$ Tarifa Geral de Carga (General Cargo Rate)

A tarifa geral é aplicada de forma escalonada, segundo faixas de peso: - até 45 Kg (normal);

- de 45 a 100 Kg; - de 100 a 300 Kg; - de 300 a 500 Kg e; - acima de 500 Kg.

$ Tarifa Classificada (Class Rate)

Refere-se a um percentual adicionado ou deduzido da tarifa geral, conforme o caso, quando o transporte estiver relacionado a mercadorias específicas (produtos perigosos, restos mortais e urnas; animais vivos; jornais e periódicos e; cargas de valor, sendo estas últimas, aquelas acima de US$ 1mil/Kg.).

$ Tarifas Específicas de Carga (Specific Commodity Rates)

Tarifas reduzidas aplicáveis a determinadas mercadorias, entre dois pontos determinados (transporte regular). Possuem peso mínimo (break point) para enquadramento.

$ Tarifas ULD (Unit Load Device) – Esquema de Unidade de Carga

Transporte de unidade a domicílio, aplicável a cargas unitizadas, de modo que o carregamento e o descarregamento das unidades ficam por conta do remetente e destinatário.

2 Transporte Terrestre

Como vimos anteriormente, o transporte terrestre abrange em uma só definição os modais rodoviário e ferroviário.

2.1 Transporte Rodoviário

No transporte rodoviário a carga é transportada pelas rodovias, em caminhões, carretas, etc. e é indicado para transportes envolvendo distâncias curtas e médias, com cargas de maior valor agregado.

2.1.1 Vantagem do transporte rodoviário

A grande vantagem do transporte rodoviário é que o mesmo permite o estabelecimento de rotas flexíveis e elimina a necessidade de transportes complementares (intermodal ou multimodal).

2.1.2 Órgão regulador

O órgão governamental responsável pelo transporte rodoviário é a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, que está subordinada ao Ministério dos Transportes.

Após a implantação da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, em fevereiro de 2002, as competências para negociação e aplicação dos acordos e seus desdobramentos passaram para seu âmbito de atuação.

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O Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre entre os Países do Cone Sul, que contempla os transportes ferroviário e rodoviário, inclui Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Peru, Paraguai e Uruguai. Entre Brasil e Venezuela refere-se apenas ao transporte rodoviário. O mesmo ocorrerá com a negociação que está em andamento com a Guiana.

O Mercado Comum do Sul - Mercosul, que é um Tratado de Integração, com maior amplitude entre, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, absorveu o Acordo de Transportes do Cone Sul.

Tais acordos buscam facilitar o incremento do comércio, turismo e cultura entre os países, no transporte de bens e pessoas, permitindo que veículos e condutores de um país circulem com segurança, trâmites fronteiriços simplificados nos territórios dos demais.

Os procedimentos para uma empresa de Transporte Rodoviário de Carga obter autorização para o tráfego internacional estão regulamentados no Brasil por meio de normas das ANTT. (atualmente, a Resolução ANTT nº 1.474, de 31 de maio de 2006, regula esse assunto).

2.1.3 Tipos de veículos

Os principais tipos de veículos utilizados no transporte rodoviário de carga são:

@ Caminhões

Veículos fixos, constituídos de uma única parte.

@ Carretas

Veículos articulados, ou seja, as unidades de tração e de carga são separadas. ƒ Cegonheiras

Tipo de veículo articulado utilizado para o transporte de outros.

ƒ Plataformas

Também conhecidas como boogies, trailers ou chassis, as plataformas, normalmente, são articuladas e utilizadas para o transporte de contêineres.

ƒ Treminhões

Veículos articulados, com mais de dois componentes.

2.1.4 Conhecimento de Embarque Rodoviário

O documento que formaliza o contrato de transporte rodoviário internacional de cargas é o Conhecimento Rodoviário de Transporte – CRT, também denominado de Carta de Porte Rodoviário.

O CRT tem as seguintes finalidades:

• Provar que a carga foi entregue pelo usuário (exportador ou seu representante) ao transportador, servindo como um recibo de entrega de mercadorias;

• Evidenciar a existência de um contrato de transporte terrestre entre o usuário (exportador) e o transportador;

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Modelo – Conhecimento de Transporte Rodoviário – CTR

Fonte: www.portaldoexportador.gov.br

2.1.5 Frete rodoviário

As tarifas de frete são cobradas individualmente pela empresa de transporte. A composição básica do valor do frete leva em conta a natureza e o custo do transporte, o peso ou volume da unidade e a distância entre o local de origem e o local de destino.

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2.2 Transporte Ferroviário

O transporte ferroviário normalmente liga países limítrofes (países vizinhos), mas também é possível sua utilização em territórios não adjacentes, utilizando-se os transportes intermodal ou multimodal.

São cargas típicas do modal ferroviário:

 Produtos Siderúrgicos;  Grãos;

 Minério de Ferro;  Cimento e Cal;  Adubos e Fertilizantes;  Derivados de Petróleo;  Calcário;

 Clinquer (Calcário e silicato semifundidos e aglutinados de que se obtém o cimento por moagem);

 Carvão Mineral;  Contêineres.

2.2.1 Vantagens do uso do transporte ferroviário

 Frete mais barato;

 Não existência de problemas de congestionamento;

 Capacidade de transportar grandes volumes, com elevada eficiência energética, principalmente em casos de deslocamentos a médias e grandes distâncias (sua capacidade de transporte varia em função dos tipos de locomotivas, tipos de vagões e das condições das vias);

 Apresenta maior segurança em relação ao modal rodoviário, com menor índice de acidentes e menor incidência de furtos e roubos.

2.2.2 Desvantagens do uso do transporte ferroviário

 Pouca flexibilidade de percurso, ou seja, fica restrito a um único caminho;  Diferença de bitola (distância entre os trilhos da via férrea), o que dificulta a

dinamização do tráfego mútuo.

2.2.3 Órgão regulador

Assim como no transporte rodoviário, o órgão governamental responsável pelo transporte ferroviário é a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, que está subordinada ao Ministério dos Transportes. O sistema ferroviário brasileiro totaliza 29.706 quilômetros, concentrando-se nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, atendendo parte do Centro-Oeste e Norte do país. Desse total de quilômetros de via férrea, foram concedidos, aproximadamente, 28.840 quilômetros das malhas.

A inclusão da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA no Programa Nacional de Desestatização propiciou o início da transferência de suas malhas para a iniciativa privada, durante um período de 30 anos, prorrogáveis por mais 30. Esse processo também resultou na liquidação da RFFSA, a partir de 07/12/99.

O Plano Nacional de Desestatização, relativamente à modalidade ferroviária, tem como principais objetivos:

 Desonerar o Estado;

 Melhorar a alocação de recursos;  Aumentar a eficiência operacional;

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2.2.4 Tipos de vagões

 Fechado convencional

Carga geral.

 Fechado com escotilha

Granéis sólidos.

 Tanque

Líquidos.

 Vagão com fundo móvel (basculante)

Minérios e granéis sólidos.

 Gaiola com estrados

Transporte de animais (normalmente gado e cavalos).

 Plataforma

Automóveis e contêineres.

 Isotérmico

Transporte de produtos refrigerados ou congelados.

2.2.5 Conhecimento de Embarque Ferroviário

Conforme LOPEZ e GAMA (2007), o acordo sobre Transporte Internacional Terrestre define o formulário único de transporte e trânsito aduaneiro para o modal ferroviário, denominado “Conhecimento-Carta de Porte Internacional (TIF)/Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA)”.

O Conhecimento de Transporte Ferroviário é emitido em quatro vias originais e quantas cópias forem necessárias. Das vias originais, a primeira, pertencente ao embarcador, tem caráter negociável, a segunda é da estação ferroviária de destino, a terceira, da estação ferroviária de origem e, a quarta, é a DTA.

2.2.6 Frete ferroviário

As tarifas do frete ferroviário podem ter várias formas de cálculo, como por exemplo: calculadas sobre o peso ou volume da mercadoria ou constituir valor fechado por vagão em determinada viagem.

Quando se trata de mercadorias leves, tarifadas por peso, pode ocorrer a cobrança de um frete mínimo para cobrir a insuficiência de utilização da capacidade do vagão.

Bibliografia

BRASIL. <http://www.aprendendoaexportar.gov.br>

KEEDI, Samir. ABC do comércio exterior – abrindo as primeiras páginas. 3. ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

LOPEZ, José Manoel Cortinas e GAMA, Marilza. Comércio exterior competitivo. 3ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Introdução aos sistemas de transporte no Brasil e à logística internacional. 4.ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

VIEIRA, Guilherme Bergmann Borges. Transporte internacional de cargas. 2.ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

Nota Importante:

Referências

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