UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA CATARINA
PROGRAMA
DE
PÓS-GRADUAÇÃO
EM
ENGENHARIA
ELETRICA
ESTABILIDADE
No
CONTROLE
DE FORÇAS
EM
ROBÔS
MANLPULADORES
Dissertação submetida à Universidade Federal de Santa Catarina
como
requisito parcial para obtençãodo
grau deMestre
em
Engenharia
ElétricaCleto
Cavalcante de
Souza
Leal
Florianópolis Fevereiro
de
1998.Cleto
Cavalcante
de
Souza
Leal
Esta dissertação foi julgada para a obtenção
do
título deMestre
em
Engenharia
Elétrica, área
de
concentração Controle,Automação
e Informática Industrial, eaprovada
em
suaforma
final pelo curso de Pós-Graduação.BANCA EXAMINADORA
1
Prof.
Eds n
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eri,J
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`tador
P~a1
_ aizeiy zr.Coordenador
do'Curso
dePós-Gr
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Engenharia
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Prof.Eds_
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De' ier , Dr. Orientador `DAS/UFSC
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Pro . aul uenther, Dr. Sc.
EMC/UFSC
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lProf.
Euge
1
â-aoa
C-telan Neto, Dr.
DAS
/UFSC
Prof.
Wemer
Kraus
,P
D.
Agradeço, primeiramente, à
Deus
onde
todas as coisas são possíveis.À
minha
família pelo apoio e orações.Ao
Prof.Edson
R.De
Pieri pela orientação, dedicação e paciência demonstradasem
todas as etapas deste trabalho.
Ao
Prof.Raul Guenther
pela colaboração e participação neste trabalho.Aos
integrantesda banca examinadora
pelas valiosas contribuições.Aos
colegasda
UTAM,
que
possibilitaram omeu
afastamento para a realização deste trabalho, particularmente ao Prof. José L. Sansone.Aos
amigos
Afonso, Augusto, Cristiane, Cynara, Gerson, Jézer, Luiz,Mauro,
Nardênio, Oscar, Valdir, Titi.Agradecimentos
especiais paraAdolfo
e Leda,Amilton
e Nilda, Maurílio e Rose,Lauro
e Ieti, Terushi e Léo, Élcio e Renata,Xande
e Cíntia, Júnior e Cláudia,Tuca
e Shia.Finalmente,
ao
meu
amor
Gisleni, pela compreensao, carinho e apoiosempre que
RESUMO
O
objetivo principal deste trabalho é a análise de estabilidade de robôs manipuladores.É
desenvolvidoum
modelo
matemático da
dinâmicado
manipuladoronde
ele realiza tarefasem
que
é exigidoum
contatocom
omeio
externo. Neste sentido, são desenvolvidosmodelos mecânicos do
sistemado
robô manipulador.Após
a obtenção dosmodelos
dinâmicos eles são divididos
em
duas partes:modelo do
robô rígido emodelo do
robôcom
flexibilidades.
O
controle dosmodelos
é realizado atravésda
técnicado
Controle Híbrido, utilizando-se os controladores clássicos: proporcional (P), integral (I), proporcional-integral(PI) e proporcional-derivativo (PD). Para as análises de estabilidade dos
modelos
éStability Analysis of
Robots Manipulators
The
main aim
of thiswork
is the stability analysis of robot manipulators. It is developed amathematical
model
for robotic tasks that require interaction with the environment. In thisway, mechanic models
are developed for manipulator system. After this,models
are separated intwo
kinds: rigidarm
and
flexible arm.A
hybrid control strategy is used forforce control.
The
analyses of stability aredone
for the force control loop of the hybridSUMÁRIO
1
Introdução
2
Modelo
Matemático do
Sistema
do
Robô
Manipulador
2.1 Introdução
2.2
Modelagem
Cinemática2.2.1
Cinemática
direta2.2.2
Configuração
no
espaço de juntas eno
espaçoda
tarefa 2.2.3Cinemática
inversa2.2.4
Cinemática
diferencial2.3
Modelagem
dinâmica2.3.1
Dinâmica do
sistemasem
restrições 2.3.2Dinâmica
no
espaçoda
tarefa 2.3.3Dinâmica
do
sistemacom
restrições 2.4Conclusões
3
Análisede
Sensibilidadedo
Sistema
do
Robô
Manipulador
3.1 Introdução3.2 Linearização e desacoplamento
3.3
Modelagem
doscomponentes do
sistemado
robô manipulador3.3.1
O
robô manipuladorA
3.3.2
O
meio
3.3.3o
sensór3.4
Modelos
de plantasdo
sistemado
robô manipulador3.4.1
Modelo
do
robô manipulador emeio
rígidos3.4.2
Modelo
do
robô manipulador rígido emeio
flexível 3.4.3Modelo
do
robô manipulador emeio
flexível3.4.4
Modelos
do
robô manipulador flexível emeio
rígido 3.5 Análisesde
sensibilidade3.5.1 Análise
do
modelo
do
robô emeio
rígido3.5.2 Análise
do
modelo
do
robô rígido emeio
flexível 3.5.3 Análisedo
modelo
do
robô emeio
flexíveis4
Análisede
Estabilidadedo
Robô
Rígido
4.1 Introdução
4.2 Estratégias de controle de força 4.3 Análises de estabilidade
4.3.1 Análise
do comportamento do
robô emeio
rígidos 4.3.1 .1 Controlador proporcional4.3.1.2 Controlador integral
4.3.1.3 Controlador proporcional-integral 4.3.1.4 Controlador proporcional-derivativo
4.3.2 Análise
do comportamento do
robô rígido emeio
flexível4.3.2.1 Controlador proporcional 4.3.2.2 Controlador integral
4.3.2.3 Controlador proporcional-integral 4.3.2.4 Controlador proporcional-derivativo 4.4
Conclusões
5
Análisesde
Estabilidadedo
Robô
Flexível 5.1 'Introdução5.2 Análises de estabilidade
5.2.1 Análise
do comportamento do
robô flexível emeio
rígidoH
5.2.1.1 Controlador proporcional 5.2.1.2 Controlador integral
5.2.1.3 Controlador proporcional-integral 5.2.1.4 Controlador proporcional-derivativo
5.2.2 Análise
do comportamento do
robô emeio
flexíveis 5.2.2.1 Controlador proporcional 5.2.2.2 Controlador integral 5.2.2.3 Controlador proporcional-integral 5.2.2.4 Controlador proporcional-derivativo 5.3Conclusões
6 Conclusões
BibliografiaCAPÍTULO
1INTRODUÇAO
Os
robôs manipuladores são estruturas cinemáticas compostas de elos mecânicosligados entre si,
formando
uma
cadeia cinemática aberta,quando
cada elo liga-se ano
máximo
dois outros,ou
fechada,quando
é possível percorrerum
caminho
fechado sobre osbraços
do manipulador
e voltar aomesmo
ponto inicial [4].De uma
maneira
geral,um
robô manipulador é constituído de três componentes:mecanismo, acionamento
e sistema de controleconforme
mostradona
figura 1.1.V Parte Acionamento
M9'-Tmca
(Amador) Base1
| Sistema de ControleFigura 1.1 -
Componentes
deum
robô manipulador.A
partemecânica que
tem
liberdade demovimento,
por sua vez, constitui-seem
quatro outras partes: base, braço,punho
e efetuador final.O
braço determina o alcancedo
efetuador
no
espaço cartesiano e é constituído de elos interligados por juntas.O
punho
define a orientaçãodo
efetuador finalem
conjuntocom
o braço.O
efetuador final éescolhido
em
funçãoda
tarefa a ser executada pelo robô manipulador.Pode
seruma
garra, pistola de soldaou
pintura,ou
outra ferramenta qualquer.O
acionamento ou
atuador é responsável pelamovimentação
física de cada juntado
mecanismo.
O
objetivodo
acionamento é aplicar as forçasou
torques necessários às juntasde
modo
que o
efetuador final execute omovimento
desejado.O
acionamento constitui-se,em
geral, deum
motor
e deum
sistema de transmissão, o qual é usado para adequar omovimento
do
motor
às necessidadesdo
movimento
da
partemecânica
[4], [8], [16].'O
sistemade
controle
tem
como
função gerarum
sinal decomando
que,transformado
em
forçaou
torque nos atuadores fazcom
que
o efetuador final executeum
movimento
desejado.O
sistema de controle deum
robô manipuladorpode
sercomposto
devários elementos,
confonne
esquema
mostrado nafigura
1.2.As
funções relativas aos principaiscomponentes de
um
sistema de controle são:~..
Planejamento Trajetória Posiáo Força ›<(t) Cinemática Inversa Êem
Dinâmica InversaErros Produção Erros Posição Torque Força
Figura 1.2 -
Componentes
do sistema de controle.0
um
planejamentoda
trajetóriaque
é feito paramover
o manipulador deum
ponto inicial atéum
ponto final. Este planejamentotem que
satisfazer as restriçõesextemas
(evitar colisões) e restrições internas (capacidade de realizar a tarefa).Mais
genericamente, atrajetória é planejada
em
tennosda
posição eda
orientaçãodo
efetuador final.Além
disto,forças
extemas
podem
aparecer durante o contato e deve existirum
planejamento para as variáveisde
força e/ou torque.0 a transformação cinemática inversa
que
converte a posição e a orientaçãodo
efetuador final e as suas derivadas (velocidade e aceleração) para o sistema de coordenadas de juntas.As
dificuldadesque
normalmente
podem
aparecer incluem a singularidade e a obtenção de soluções analíticas.As
singularidades representam configuraçõesque não
são atingidas pelo3
problema da
cinemática inversa. Nestes casosnão
existirá soluçãoou
haverá infinitassoluções.
Em
geral, as configurações maiscomuns
do
manipuladorfomecem
soluções analíticas para a cinemática inversa.0 a transformação
dinâmica
inversaque
permite calcular os torques de juntas necessários às especificações de posições, velocidades e acelerações de juntas.A
dinâmicado
manipulador
é particularmentecomplicada
porque omovimento
deuma
junta gera torquesnas outras juntas, consistindo
de
forças inerciais, de Coriolis e centrífugas.Entre alguns fatores
que
trazem complicação estão as flexibilidades dos elos e juntas, ea
dinâmica
dos atuadores.0
um
controladorde
posição'que
corrige os erros entre as posições atuais e as desejadasdurante a trajetória, por
meio
da
geração deum
torque corretivo de acordocom
alguma
leide
controle. Tais errosaparecem
pormeio
de perturbaçõesextemas ou
errosna
modelagem.
0 durante o contato entre
o
manipulador e o meio, as forçaspodem
ter as suas magnitudes amplificadas rapidamente,sem
que
exista qualquer deslocamento, e amenos
que
omanipulador
ou
a superfície ceda, poderá haver danosem
um
dos elementos deinteração,
ou
seja,o
robôou
a própria superfície.Ou
o robôdeve
teruma
resposta muitorápida
em
relação àsmedidas
de força para o sensor de forçaou
eledeve
ser ~intrinsecamente flexível.
O
controle de tais interaçoes é conhecidona
literaturacomo
controle
de
força.A
utilizaçãode
robôs manipuladores nas aplicações industriaistem
crescidoconsideravelmente nas últimas décadas. Tarefas
que
exigem
alto graude
precisão eassociadas a
uma
grande rapidezna
execuçãoou
tarefas demovimentação
emanipulação
de
objeto já sãocomumente
desempenhadas
por robôs manipuladores. Contudo, ainda existem muitosproblemas
de controle durante a execução das tarefas [9], [l1], [l3], [16], [20].Nas
tarefas realizadas por robôs manipuladoresonde não
existe interaçãocom
o meio, taiscomo
pintura spray, alguns tiposde soldagem
e manipulação de peças, os controladoresde
posiçãofomecem
um
desempenho
adequado.As
principais estratégiasutilizadas pelos controladores de posição são o controle
PD,
PID, torque calculado, controle baseadoem
Lyapunov
e controladores baseadosna
passividade [42].Em
outros tiposde
tarefas, taiscomo
operações demontagem,
esmerilhamento, polimento, é necessárioque
o robô manipulador entreem
contatocom
o meio. Tal contatopode
resultarem
grandes forças de reação (oumomentos)
exercidas pelomeio
sobreo
robô manipulador.Neste
casoo
robô manipuladorpode
sofrer danos consideráveis, assimcomo
o
próprio meio. Generalizando, pode-se dizerque o
objetivo de controle duranteo
contato é controlar as forças/torquesque o
robô manipulador exerce sobre omeio
enquanto,simultaneamente, regula a posição/orientação
do
efetuador final. Isto significa que é necessário realizaro
controle de forçaem
pelomenos
um
grau de liberdadedo
robô manipulador,enquanto
os outros graus de liberdadepodem
permanecer sobo
controle deposiçao. Esta idéia foi formalizada
em
[25] e definidacomo
controle híbrido.Por
exemplo, para a tarefade
colocarum
objeto, o manipulador deveria ser controlado por forçana
direção
na
qual a posição é restrita pela interaçãocom
omeio
e controlada por posiçãoem
todas as outras direções ortogonais.
O
conceito básicodo
controle híbrido é desacoplar oproblema
do
controle de posição edo
controlede
forçaem
subespaços.No
subespaçodo
controle de posição pode-se
empregar
as estratégiasde
controlemencionadas
anteriormente.Mas, no
subespaçodo
controle de força, dois tipos de conceitos
têm
aparecido: controle explícitode
força e controle deimpedância
[1l], [l3], [35].As
figuras 1.3 e 1.4 representam os diagramas de blocos simples destes doisesquemas de
controle.Figura 1.3 - Diagrama de blocos do controle explícito de força.
Xc e
Fm
Xm
5
A
principal diferença entre estesesquemas
é o valor decomando.
O
controle explícito de força requerque
o valordo
sinal realimentado,medido
pelo sensorde
força, sejaum
sinal de força.O
controle de impedância requerque
o sensor de forçafomeça
um
sinal realimentadode
posição,além do
sinal realimentado de força.Sem
isto o controladorde
impedância
toma-seum
controlador de posição puro.Idealmente,
um
controladorde
força explícito fazcom
que o robô manipulador atuecomo
uma
fonte de força pura, independenteda
posição.Os
controladores de posição utilizam,como
uma
primeira escolha,uma
estratégia decontrole
do
tipoPID
(PD, PI e/ouPD
com
compensação da
gravidade). Estes controladorestêm
o
desempenho
dependente das características dinârnicas dos atuadores, dos elos, dossensores e dos
meios
(tarefas), as quaispodem
ser excitadas durante omovimento.
Considerando que
as estratégias de controle de posiçãofomecem
um
desempenho
adequado na execução da
tarefa, é interessante considerar alguns dos seguintes aspectosnos algoritmos de controle de força:
modelos
estendidos doscomponentes
citadosacima
(possivelmente não-linear),compensação
adaptativa,compensação do
atrito, etc.É
interessante,também,
utilizar as estratégias de controledo
tipoPID
no
controle explícitode força.
Altemativamente, o controle
de impedância
tem
sido apresentadocomo
um
método
de
interação estávelcom
o meio. Isto é devido à relação dinâmica entre a posiçãodo
robômanipulador
e a forçaque
ele exerce sobreo
meio
[18].O
princípio básicodo
controle deimpedância
éque
o braçodo
robô manipulador deve ser controladocomo
se fosseuma
impedância
mecânica
para as restrições de posição impostas pelo meio. Isto significa que a forçade
comando
para os atuadores é dependente de sua posição.O
comportamento
resultantedo
robômanipulador
é: se elenão
for restringido ele acelerará e se ele for restringido os torques dos atuadores serão transmitidos ao braçodo
robô manipulador exercendo forçano
meio.Para relações de
impedância
lineares, amalha
de realimentação de forçapode
serseparada
como
na
figura 1.5.Além
disso, esta figurapode
ser modificadacomo
na figura
1.6, para mostrar
que
amalha de
realimentação de força é parte intema deum
controladorde
força explícito.Assim,
um
controlador de impedânciaque
utiliza a realimentação deC
X
Figura 1.5 - Controle de Impedância dividido na parte de posição
G1
e na parte de força G3.
Controlador de força explí cito
'11O """|
I
| | | | | | 1 1 1 | | | ||I
| | | || J IXC
e=
SistemaRobô
eFm:
¡ Realimentação de Força'Xm
L
~ '_
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
_ _ _ ___!Figura 1.6 - Controle de
Impedäcia
com
a malha intema do controlador de forçaexplícito.
Estudos
da
interação entre manipulador emeio têm
sidoempreendidos
por diversospesquisadores e contribuições importantes quanto ao entendimento desta interação, a
modelagem,
aos estudosde
estabilidade e ao controledo
sistema robô -meio têm
sidoproduzidos [7], [17], [l8], [19], [20] são apresentadas contribuições a nível
de
entendimentodo problema
eda
suamodelagem,
e analisadas a estabilidadedo
manipuladorinteragindo
com
meios
passivos, para controladores de impedância.Com
baseem
um
robôde
um
grau de liberdade [12], [13], [37] analisam a estabilidade de diversas leisde
controle explícitode
força considerando robôs (rígidosou
com
flexibilidade nas juntas)em
contatocom
meios
rígidosou
dinâmicos.Com
relação ao controledo
sistema robô - meio, [13] e [37]comparam
osdesempenhos de
controladores explícitos de força dos tipos P, I ePD.
Em
[41] o controleintegral é analisado e são propostas
algumas
medidasno
sentido de incrementar a suarobustez.
Apesar
dos muitos esforços já empreendidos, os resultados teóricos e práticos ainda são insuficientes para tratar interações complexas, quepodem
envolver orobô
com
flexibilidade nas juntas, o sensor de força e o
meio
dinâmico.Neste sentido, o presente trabalho visa primeiramente realizar
uma
análisede
7
analisar o
comportamento
de diversos controladores clássicosdo
tipo P, I, PI,PD, quando
utilizados para o controle de força de robôs manipuladores.
Sendo
assim, o presente trabalho é organizadocomo
segue:No
capítulo2
é desenvolvidoo
modelo
matemáticodo
sistemado
robô manipulador.As
equações fundamentaisda
estruturamecânica
necessárias as análisesdo
movimento
do
robômanipulador
são obtidas considerando-se asmodelagens
cinemática e dinâmica.Nas
tarefasonde
o efetuador finalmantém
um
contatocom
o meio, oscomponentes
do
sistemado
robô manipuladortêm
as suas dinâmicas excitadas. Desta forma,no
capítulo3 os
modelos
dinâmicos são desenvolvidos considerando-se a interação destescomponentes.
As
análises de estabilidade,com
os controladores clássicos, para omodelo
do
robômanipulador
rígidoem
contatocom
omeio
são apresentadasno
capítulo 4.No
capítulo 5 os controladores clássicos são utilizados para analisar omodelo
do
robômanipulador
com
flexibilidades nas juntas.Finalmente, o capítulo 6 apresenta as principais conclusoes obtidas e perspectivas para
MODELO
MATEMÁTICO DO
SISTEMA
DO
ROBÔ
MANIPULADOR
2.1
INTRODUÇÃO
Um
robô é,em
geral, constituído porum
sistema delocomoção
(pemas, rodas) paramover-se
no meio
e porum
sistema de manipulação para a operação de objetos (peças)no
meio. É, então, importante distinguir entre as classes dos robôsmóveis
e dos robôs manipuladores.Na
suaforma
simplificada, os robôs manipuladores, que constituem o objeto de estudo deste trabalho, são constituídos deuma
base, deum
braço, deum
punho
edo
efetuador final,
figura
2.1.A
maioria dos robôs usadosna
atualidade sãomontados
em
uma
base fixa ao chão.O
braçodo
robô manipulador consiste de elos rígidos vinculados pormeio
de
juntas,em
uma
cadeia cinemática aberta.O
punho do
robô manipulador está localizadona
sua extremidade,onde
encontra-se o efetuador final e,em
geral, éonde
se localiza os sensores de força.Braço
Punho
do
bô
¡I|
Efzwzaof
Bm
\_@¿_
Figura 2.1 -
Esquema
simplificado de robô manipulador.O
movimento
do
manipulador é realizado pormeio
das juntas.Existem
dois tiposde
mecanismos
de
juntas usadas pelo manipulador, que são: a junta de revoluçãona
qualo
9
na
qualo
elo adjacente translada linearmenteem
relação ao outro ao longodo
eixo dajunta.
O
número
de juntas determina onúmero
de graus de liberdade(GDL)
do
robômanipulador. '
As
juntaspodem
ser acionadas por três tipos de sistemas: hidráulico, elétrico e/oupneumático.
Os
acionamentos hidráulico e elétrico são os dois tipos principais utilizadosnos robôs
mais
sofisticados.O
acionamento hidráulico é usualmente associado a grandesrobôs. Ele
tem
como
vantagem fomecer
ao robô manipulador grande velocidade e potência.As
suas desvantagens éque
ele requeruma
grande área epode
existiro problema
devazamento de
óleo.O
sistema de acionamento elétriconão
fomece
grandes velocidades e potênciascomo
o sistema hidráulico,mas
a precisão e a repetibilidade dos robôscom
acionamento
elétrico são usualmente melhores. Consequentemente, robôs acionados destaforma
tendem
a sermais
compactos, requerendomenos
espaço e realizam tarefascom
maior
precisão.O
acionamentopneumático
é,em
geral, reservado para robôs pequenos,que
possuem
poucos
graus de liberdade, e que,em
geral, são.menos precisos.Os
elos e as juntas são usualmente tão rígidos quanto possível para se obteruma
alta precisãono
posicionamento dos robôs,mas
a maioria dos robôs industriais atuaisapresentam flexibilidades.
Existem
duas fontes principais de flexibilidades mecânicas nos robôs manipuladores:0 devido aos elos;
0 devido as juntas e as transmissões dos sistemas de acionamentos.
Resultados experimentais obtidos
em
[16]mostram que
as flexibilidadesdo
sistemadas juntas são as
mais
importantes. Desta forma,na
modelagem
do
robô manipulador sãoconsiderados os elos rígidos e as juntas
com
flexibilidades.O
temio
efetuador final é usado para descrever amão
ou
a ferramentaque
estávinculada ao
punho
do
robô.O
braço e opunho do
robô manipulador são usados preliminarmente para posicionaro
efetuador finalou
qualquer ferramenta a ele vinculado,para realizar a tarefa.
A
realização deuma
tarefa genérica requer aexecução
deum
movimento
específico predeterrninado pelo efetuador finaldo
manipulador.Em
certas tarefas realizadas por robôs manipuladores, porexemplo
pintura spray, omovimento
do
efetuador final é livre,não
existindo interações físicas entre o efetuador final eo
meio.Nas
tarefasdo
tipomanipulação
de peças frágeisou
polimento deuma
peça, é requeridoque
oO
meio, definidocomo
sendo a superfícieonde
as forças de interação originam-se, nestecaso é simplesmente a peça.
A
realizaçãoadequada
deuma
tarefaque
exija contatoou
interaçãocom
omeio
requerum
controle precisoem
face das incertezas e das variaçõesdo
seu meio.Uma
fonna
de
se obter tal controle, é através de sensores capazes defomecer
infonnações sobre as juntas e/ou o efetuador final. Desta forma, o sensor fornece as informações (posição e força) necessárias aos atuadores das juntasdo
manipulador para executar omovimento
da
trajetória desejada.
O
controledo
movimento
do
efetuador finaldemanda
uma
análise precisa das características das estruturas mecânicas, dos atuadores e dos sensores.O
objetivo desta análise é a derivaçãode
modelos
matemáticos doscomponentes
dos robôs,que
éo
primeiro passona forma
clássicade
controle.No
sentido de caracterizar a estruturamecânica
deum
robô manipulador, éoportuno considerar as seguintes
modelagens
[4], [8], [33]:- a
modelagem
cinemáticade
um
manipulador está associada à descriçãodo
seumovimento
com
respeito aum
sistema de referência fixo, ignorando as forças emomentos
que
causam
osmovimentos
das estruturas.O
procedimentoda
modelagem
consistena
determinação deum
método
geral, que descreve omovimento
do
efetuadorfinal
como
uma
função dosmovimentos
das juntas.ø a
modelagem
dinâmica
deum
manipulador visa a derivaçãoda
equaçãodo
movimento
como
uma
função das forças emomentos
atuando sobre o manipulador.A
disponibilidade de
um
modelo
dinâmico é muito útil parao
projetomecânico da
estrutura, a escolha dos atuadores, a determinação das estratégias de controle e as
simulações
do
movimento
do
manipulador.É
interessante observarque
a cinemática deum
manipulador
representa as bases deuma
derivação geral de sua dinâmica.O
material deste capítulo é organizadocomo
segue. Inicialmente, é realizada amodelagem
cinemática dos robôs manipuladoresem
tennosda
cinemática direta eda
cinemática inversa e o J acobiano
do
manipulador é introduzido para descrever a cinemáticadiferencial.
Então
amodelagem
dinâmicado
robô manipulador,com
esem
restrições, é apresentada, utilizando-se a formulação de Lagrange.1 1
2.2
MODELAGEM
CINEMÁTICA
No
estudoda
cinemática de robôs manipuladores, éadequado
fazer a distinção entre a cinemática e cinemática diferencial.A
primeiratem
como
interesseo
estudodo
mapeamento
entre as posições, enquantona
segunda o estudo está voltado para omapeamento
entre as velocidades. Considerar-se, inicialmente, a cinemática diretado
robô manipulador.2.2.1
CINEMÁTICA DIRETA
Um
robômanipulador
consiste deuma
cadeia cinemática den+1
elos conectadosatravés de
n
juntas.As
juntaspodem
ser essencialmente de dois tipos: revolução e prismática; juntascomplexas
podem
ser decompostas nestes dois tiposcomuns.
As
juntasde
revolução são, usualmente, preferidasem
relação às juntas prismáticasdo
ponto de vista›.0`
'de seu
tamanho compacto
e de suamaior
confiabilidade [42].Um
manipuladorbasicamente,
uma
sériede
corpos rígidos.A
figura 2.2 mostra omodelo de
um
robomanipulador
como
uma
sériede
elos rígidoscom
uma
representação convencional dejuntas prismáticas e de revolução.
A
maioria dos robôs manipuladores industriais e dosmodelos
utilizados para pesquisas sao cadeias cinemáticas abertasou
de estrutura equivalente. .`~ Junta `\
` . Efetuador prísmática `/
.__..fina1n
E5
/
Ê
Junta \_ "'¬.*"' ge ae [18---r
I q3 qlzh
' revolução Base-ir
Yb =‹=~=›====:========ob
Xb
Figura 2.2 -
Modelo
geral deum
robô manipulador.A
cinemática diretado
manipulador consistena
determinaçãodo
mapeamento
entre as variáveis de juntas e a posição e a orientaçãodo
efetuador finalem
relação àalgum
sistema de referência.
A
equaçãoda
cinemática diretapode
ser expressaem
termosda
matriz de transformaçãohomogênea
(4 x 4)R<›
<›
A<q›=[
aqplqj
<2.1›onde q e
9Í“X1 é o vetor das variáveis de junta, pe
SR3x1 é o vetor de posiçãodo
efetuador final eR=[ua
us ua]e
9i3X3 é a matriz de rotaçãodo
sistema de coordenadasdo
efetuador finalem
relação ao sistemada
base, ver figura 2.2.Note que
a matrizR
éortonormal, isto é
RTR
=I
e satisfaz a condição det(R)=
+1, e as suas colunasua,
us eua
são vetores unitários dos eixosX,
Y
eZ
do
sistema de efetuador final.Um
procedimento
efetivo para a obtençãoda
cinemática direta -deum
robômanipulador
geral ébaseado
na
representação de Denavit-Hartenberg ver [4], [32], [42].2.2.2
CoN1=1oURAÇÃo
No
Es1>AçoDE
JUNTAs
E
No
EsPAço
DA
TAREFA
Para especificar
uma
tarefa é necessário estabelecer a posição e a orientaçãodo
efetuador final,que
muitas vezes são funçõesdo
tempo..
A
descriçãoda
posição é procedimento fácil,mas
a descriçãoda
orientação atravésdos vetores unitários ua, us e
ua
é difícil,uma
vezque
as suasnove componentes
devem
satisfazer a condição de ortonormalidade. Este
problema
toma-se críticoquando
se desejadescrever
uma
trajetória,como
funçãodo
tempo, para a orientação.A
ortogonalidade precisa ser verificada a cada instantedo
tempo,não
sendo possível realizar qualquerinterpolação entre a orientação inicial e a final.
O
problema
de descrever a orientação admite,no
entanto,uma
solução naturalquando
uma
representaçãomínima
é adotada. Neste caso, nãohá problema
em
estabelecera trajetória de
movimento
para o conjunto de ângulos escolhidos para representar aorientação.
A
posição e a orientaçãopodem,
então, ser representadas porum
vetor(m
x 1)lífi -9
'U |i._._1
x
=
(2.2)onde p
descreve a posiçãodo
efetuador final e q) descreve a sua orientação utilizandoum
13
que, rigorosamente, x
não
éum
vetor, pois¢ não
possui a propriedadeda
comutatividade[4], [42]. Isto significa
que
se a sequência de rotação dos ângulos das juntas formodificada, o
efetuador final apresentará diferentes orientações.*O
vetor x é definidono
espaçono
qual o manipuladoropera; consequentemente,
este espaço é tipicamente
chamado
de
espaço operacional.O
espaçode
juntas denotao
espaçono
qual o vetor (n x 1) das variáveis de juntas qé definido.
Considerando
a dependênciada
posição eda
orientação das variáveis de juntas,pode-se escrever a
equação
da cinemática direta da seguinteforma
X
=
1<(<1) (2-3)onde
k: 91"-›
SR" éuma
funçao de transformação diferenciávelem
q.›
A
notação
do
espaçode
juntas edo
espaçoda
tarefa permite naturalmenteintroduzir
o
conceito de redundância cinemática. Isto ocorrequando
adimensão do
espaçoda
tarefa émenor
do que
adimensao do
espaço de juntas(m <
n).A
redundância é, dequalquer maneira,
um
conceito relativo à tarefa atribuída ao manipulador.Um
manipulador
~ ~
pode
ser redundantecom
respeito auma
tarefa enao
serem
relaçao a outra,dependendo do
número
de
variáveisdo
espaçoda
tarefa de interesse.2.2.3
CINEMÁIICA INVERSA
A
equaçao da
cinemática direta,na forma
(2.l)ou
(2.3), estabeleceuma
relaçaofuncional entre as variáveis de juntas e a posição e orientação
do
efetuador final.A
cinemática inversa consiste
na
detenninaçao das variáveisde
juntas q correspondentes auma
dada
posiçãop
e orientaçãoR
do
efetuador final.A
solução desteproblema
éde
...f
fundamental importância
na
obtençaode
um
movimento
no
espaço de juntas,quando
a especificação destemovimento
é feitano
espaçoda
tarefa.No
problema da
cinemática direta, a localização (posição e orientação)do
efetuadorñnal é determinada de
forma
única para diversas configurações de juntas. Por outro lado,o
problema da
cinemática inversa émais
complexo
porquepodem
existir múltiplasou
infinitas soluções para
uma mesma
localizaçãodo
efetuador final.Além
disso, as equações são não-lineares enem
sempre
é possível achar soluções fechadas. Neste caso, pode-seempregar
métodos
numéricos para a obtençao dos deslocamentos das juntas. Para a existência das soluções a localizaçãodo
efetuador final deve pertencer ao espaço detrabalho
do
manipulador. Por outro lado, oproblema
de múltiplas soluçõesdepende do
número
de
grausde
liberdade e,também,
dos parâmetros de Denavit-Hartenberg; quantomaior
foro
número
de
parâmetros não-nulos,maior
será onúmero
de soluções possíveis[4].
A
2.2.4
CINEMÁTICA
DIFERENCIAL
O
mapeamento
entre o vetor (n x 1) de velocidades q e o vetor (6 x 1) develocidades
do
efetuador final v é estabelecido pela equação cinemática diferencialv
=m=J‹q›‹â
‹2.4›onde
pe
923”
é o vetor de velocidades lineares, coe9Í3'“ é o vetor de velocidades angulares, e J (q) é a matriz (6 x n)definida
como
o J acobianodo
robô manipulador, sendoque
as três primeiras linhas estão associadascom
a velocidade linear v e as três últimascorrespondem
a velocidade angular 0).Cada
vetor coluna, por outro lado, representa asvelocidades linear e angular geradas por cada junta correspondente, então pode-se escrever
que
_
.lu .ÍL2 ~ - - ju._
J¡.(q)J(q)`[11
1j..HJ‹
l (25)AA2~'-A
Aq)
O
cálculodo
J acobiano segue, usualmente,um
procedimento geométrico baseadono
cálculoda
contribuiçãoda
velocidade de cada junta nas velocidades linear e angulardo
efetuador final.Por
isso, esta matriz échamada
de Jacobiano geométricodo
manipulador[42].
Se
a localizaçãodo
efetuador final é especificadaem
termosde
um
número mínimo
de
parâmetros, pode-se calcular as velocidadesdo
efetuador final diferenciando-se a15
.
_
P
_
a1<(q› .x
-
-
---aqq
(2.6)ak
'
onde
a matriz J a (q)=
%
échamada
de Jacobiano analítico.Se
as velocidades angulares oo são calculadas a partir de através dew='r‹‹1>>‹i› (21)
T(q›) é a matriz de transformação
que depende do
conjunto de parâmetros escolhidos pararepresentar a orientação
do
efetuador final.Se
estenúmero
de
parâmetros émínimo,
entãoT(¢)
e
É`K“”“, não-singular,uma
matriz de transfonnaçãoque depende
das variáveis¢
escolhidas para representar a orientação, então
_
p
_
1 op
_
_v_[wJ_[0
TW]
m_Ta(¢)×
(2.s) assimV
=
J (<1)<`1=
Tz(¢)Jz(q)¿1 (2.9) e IO
J(<1)=
[0 .1¬(¢ü J, (Cl)=
Ta (<I>)Jz (C1) (2-10)Estes dois Jacobianos (analítico e geométrico) são diferentes,
embora
sejamcoincidentes
na
relação das velocidades lineares,como
vistona equação
acima.Na
utilização dos J acobianos deve-se observar os seguintes aspectos:o
Jacobiano geométrico éusado quando
grandezas físicas sãode
interesse eo
Jacobiano analítico é usadoquando
grandezasno
espaçoda
tarefa são consideradas [42].É
sempre
possível passar deum
J acobiano ao outro, exceto
quando
a matriz de transformação é singular; as orientaçõespara as quais
o
rankde
T(¢) é reduzido é definidocomo
configuraçãoou
posição singular. Isto significaque o
robô manipulador perde instantaneamenteum
ou mais
graus de2.3
MODELAGEM
DINÂMICA
_
Existem
muitosmétodos
para se obter as equações dinâmicas de sistemasmecânicos.
Todos
osmétodos
geram
um
conjunto de equações equivalentes,mas
as diferentesformas
das equaçõespodem
sermelhor
aproveitadas para análiseou
paracálculo. Neste trabalho para o desenvolvimento dos
modelos
utiliza-se a formulação deLagrange, por ser
um
método
simples e sistemático. Neste método, ocomportamento
dos sistemas dinâmicos é descritoem
tennos dos conceitos de trabalho e energia, utilizando-secoordenadas generalizadas.
As
equações resultantes são, geralmente,compactas
efomecem
uma
expressão deforma
fechadaem
tennos dos torques e dos deslocamentos das juntas.2.3.1
DINÂMICA
Do
SISTEMA
sEM
RESTRIÇÕES
, _ ., . . .«
T
No
metodo
de
Lagrange, as variaveis de juntas q=
[q1,...,qn] ,servem
comoum
conjunto
de
coordenadas generalizadas.A
função LagrangeanaL
é definidacomo
adiferença entre a energia cinética e a energia potencial
do
sistema,L(q›¿1)
=
K(q›f1)-U(<1) (2-11)onde
K
é a energia cinética eU
é a energia potencialdo
sistemaem
coordenadasgeneralizadas.
A
equação do
movimento
de
um
manipulador é descrita pela equaçãode Lagrange
[32],
d
BL GL
*%-i=T-
, Í=1,...,n (2.12)dt aqi aqi x
onde
'ri representa as forças generalizadas de entrada para a junta i;um
torque para a juntade revolução e
uma
força para a junta prismática. Tipicamente as forças generalizadas são referidascomo
torque, desdeque
a maioria das juntas são de revolução.Inicialmente, para o cálculo
da
energia cinéticado
manipuladorcom
n
juntas, é17
linear e 0); é
o
vetorde
velocidade angulardo
centróidecom
referência ao sistema decoordenadas
da
base, o qual éum
sistema inercial, figura 2.3..V
Ú, pci 1ff
fcoi zh YuO
Xb
-Figura 2.3 - Sistema do elo í.
A
energia cinéticado
elo i édada
por [23] 1 _ T _ 1 TKi
=
šmipdpci
+šco¡
I, toi (2.l3)onde m¡
é amassa
e I¡ é o tensorde
inércia (3 x 3)do
elo i,com
respeito aorigem do
sistema
da
base.O
primeiro termoem
(2.13) representa a energia cinética resultanteda
translação
do
centróide, enquantoo segundo
representa a energia cinética devido a rotaçãodo
elo sobreo
centróide.A
energia cinética totalK
do
robô manipulador é asoma
de todas as energias cinéticas individuais de cada elo assim,K=
(2.14)Da
equação
(2.4), verifica-seque
as velocidades linear e angular,de
qualquer elo,podem
ser calculadas atravésdo
J acobiano e das derivadas das juntas.Desde
que
asvariáveis de juntas são, de fato,
um
conjunto de coordenadas generalizadas, a expressãode
pci
:JI
Í _ (2.15) mi=
JA
(q)q Substituindo (2.15) e (2.13)em
(2.l4), obtém-se ÍI 1 . . . .K
z
§g(m¡q"fJ§'”J§>q
+
q*J§;”1,J§;>q) (216)A
energia cinéticado
manipuladorpode
ser escritana forma
quadrática dasvelocidades de juntas
como,
111 Il
1 T
K=;_22h,<q›‹m,
=5q
H<q›q
‹2.1v›|=l j=l
onde
a matrizH(q)
(n x n) édada
por›-. :I
.-
H(q)
=
(m,J§>TJ§_“+
J§{”1,Jf;>) (2.1s)'Para completar a formulação de
Lagrange
deve-se ainda calcular a energia potencialU
do
manipulador.No
caso de robôs manipuladorescom
elos rígidos, a única fonte de energia potencial é devido à gravidade.A
energia potencial,também,
é asoma
dascontribuições das energias armazenadas
em
cada
elo,U
=
ÊU,
(2.19)i=l
Se o
elo item
uma
massa m¡
eum
centro de gravidade rod expressoem
relação ascoordenadas
da
base, então a energia potencialarmazenada no
braço é,U
=
2
miâlfocg(220)
19
onde
g é o vetor (3 x 1)que
representa a aceleração da gravidadecom
referência ao sistemade coordenadas
da
base.O
vetor de posiçãodo
centróide é dependenteda
configuraçãodo
manipulador
e, consequentemente, a energia potencialdepende somente
das variáveisde
juntas q.
Tendo
obtido as expressões das energias cinética e potencial a equação deLagrange
pode
ser derivadacomo
segue,1 L(<1›<`1) =:¿'<'1TH(<1)¿1-U(<1) (2-21)
sendo que
ÕL
ÕK
_ga
=
-
H(<1)fld
E.-)L __ . _5%
=
H(q)q
+
H(<1)q (2-22)a¿_¿_a_
.T .õU‹q›
aq
-
2 ¿_,q[qH<q›q]+Tq
Portanto, das equações acima, pode-se escrever que,
. l E9 T
õU(q)
_. ._____
.H
_í_
Z
.H‹q›q
+
H<q›q
2aq
iq«ml
+
aq
1 (2 23) Definindo-se _ 8 c‹q,‹1> fi=
H‹q›q
+%g¿[‹'1*H‹q›‹1l(224)
C 8G(q)
z
-Uäflq-)(225)
H(<1)<l
+
C(q›<l)<l+
G(<1)=
'C (2-26)onde
q_éo
vetor (n x 1) das coordenadas generalizadas de juntas,H(q)
é a matriz deinércia (n
x
n),C(q,q)
C1 éo
vetor (n x 1) de forças emomentos
centrífugos e de Coriolis,G(q)
é o vetor (n x 1) de forças gravitacionais e 1: é o vetor (n x 1) dos torques de controledas juntas.
A
equação da
dinâmicadado
em
(2.26) possuium
número
de propriedadesimportantes
que
facilitam a análise e o controle dos robôs manipuladores, [23], [32], [42].Ainda
que
não sejam
utilizadas neste trabalho, as seguintes propriedadespodem
serconsideradas
como
entre as mais relevantes e são,em
geral, utilizadasna
análise e síntesede controladores e por isso são apresentadas a seguir.
1.
A
matrizde
inércia é simétrica e positiva definida, e existem escalares positivosu1(q) e u2(q)ta1
que
l~l1(q)1
S
H(q)
S
|12(q)1 (2-27)2.
A
matrizW(q,c])=I¿I(q)-2C(q,q)
é anti-simétrica. Esta propriedade é facilmentemostrada
pelo cálculo direto.O
componente
(i j)da
matrizH(q)
édado
pela regrada
cadeia
como,
8h, _
hu
=
ZTE,
(228)
e o elemento (i j)
da
matriz C(q,q) édado
porÍ[\/1= _'-1
1 H E)H, alii
8H.
_C(<1,<`1)
=
~;k<`1z= §k2}{Í+"ajƒ-'aTJk}<L
(2-29)= = ak j i
21
1¬__
:LÊ
ÊI_`I_f¿+%_ÊÊ¿
(230)uk
2i<=1 aqâk aq; aqi
.
é conhecido
como
símbolosde
Christoflel de primeiro tipo. Portanto, o elemento (i j)da
matriz
W(q,q)
édado
por,
aH,
aH,
aH¡
aH.
_
H
¿)Hi
aH,
_W*1`=h“_2°“=
íöqklniöqkj
+
õq-k_
âqikmqi
:§[ík_Ík}i
(231)= J 1 = J |
:I
"M
_A
anti-simetriada
matrizW(q,q)
éacompanhada
da
simetriada
matriz H(q).A
propriedadeda
anti-simetria,ou
sejadada
uma
matrizM,
entãoMT=M,
está relacionadacom
a propriedadeda
passividade.A
propriedade deum
robô manipulador ser estritamente passivo,conforme
mostrado por [33] e outros autores, é essencialna
síntesede controladores adaptativos.
3.
O
mapeamento
'E-› q
é passivo [32]; isto é, existeum
B2
O
talque
I
ƒqT
(u)1(u)duz
-ts(232)
0
Para mostrar esta propriedade, a matriz
E
deve
ser a energia totaldo
sistema1
E
=
§<ÊlTH(<l)<`1+
U(q)
(2-33)Então
a derivadada
energia totalem
relação ao tempo,É
, satisfaz,- 1 -
_ _ ..
E =
5q*H‹q›q +
q*[H<q›q
+G‹q›]
(234)
desde
que
G(q)T é o gradiente de U(q). Substituindo a equaçãoda
dinâmicade Lagrange
(2.2ó)
em
(234)
obtém-se,~ 1 »
. . _
pela anti-simetria
da
matrizW(q,q)
. Integrando-se a equação (2.35)em
relação aotempo
tem-se que,
j'qT(u)¢(u)du
=
Em
-
E(o)2
-E(o)
(236)0
desde
que
a energia total E(t)não
seja nula e a passividade seguecom fi
=
E(O).4.
A
equação da dinâmica
deLagrange
dadaem
(2.26) é linear nos parâmetros [8].Em
1 nxl ~ nxp
outras
pa
avras, existeum
vetor de constantes 9e
91 euma
funçaoY(q,q,q) e
ERtal
que
H(q)Él
+
C(<1›<1Íl)<`1+
G(<1)=
Y(<1›<l›<`ã) 9=
1 (2-37)onde
6 éum
vetor de parâmetrosque depende
dasmassas
dos elos, dosmomentos
de inércia e dos coeficientesde
atrito viscosodo
robô manipulador e a função Y(q,q,q) échamada
de
regressora,que depende
dos deslocamentos, das velocidades e das aceleraçõesde
juntas. Esta matrizpode
ser calculada para qualquer robô manipulador e assim serconhecida diretamente.
2.3.2
DINÂMICA
NO
ESPAÇO DA
TAREFA
No
item anterior, as variáveisde
juntas q foramutilizadascomo
um
conjunto de coordenadas generalizadas para descrever a equação dinâmica de Lagrange.Uma
vantagem
da
formulaçãode
Lagrange
éque
qualquer conjunto de coordenadas generalizadaspode
serempregado
para descrever a dinâmicado
sistema e,além
disso, as transformaçõesde
coordenadas,do
espaço de juntas paraum
outro qualquer, é realizada deuma
forma
simples e sistemática. .
Uma
vezque
a maioria das tarefasdesempenhadas
por robôs manipuladores são descritasno
espaçoda
tarefa (espaço cartesiano) ao invésdo
espaço de juntas,um
procedimento natural é descrever a dinârnica
do
sistema neste sistema de coordenadas.Desde
que
a localizaçãodo
efetuador final foidada
através deuma
representaçãomínima
23 r--*¬ -G 'U 1___| X
=
=
1<(q) (238)sendo que x pode
assumir qualquer variável de interesse [23], onovo
sistema decoordenadas a ser considerado é o espaço Cartesiano ou, simplesmente, espaço
da
tarefa.Derivando-se duas vezes
(238)
obtém-se as seguintes relações›'‹ =Jz.‹q›‹â e X
=Jz<q›‹i+L<q>q
<2.39›com
Ja(q)=~
Desta
forma
tem-seque
q=J;*<q››'‹ e ‹i=J;*‹q›×+%(J;'‹q›)›'‹ (2.40)
substituindo as relações dadas por (2.40)
na
equaçãoda
dinâmicado
robô manipulador(2.26) e pré-multiplicando por J
Í
(q):= (J ;' (q))T, obtém-se_ . _ _ d _ . _ _ J;fH(q)J;*
x
+
{Jjc(q,q)Ja'
+JƒH(q)ã(Ja*)}‹ + JƒG(q)=Jƒfc
(241)Definindo-se
fi<q›
=
J;TH<q›J;' _.. Td
_C‹q,q›
=
[J;*C<q,<'1›1;'+1;
H‹q›¡¡(L')}
(242)
Õ(¢1)=
J;Tg(q)F=J;T"c
pode-se reescrever a
equação
(2.41)como
que
representa aequação
dinâmicado
manipuladorno
espaçoda
tarefa.°
Observa-se
que H,
C
eG
sao dependentes deq
eq
, assim a dinâmicano
espaçocartesiano
não
écompletamente dada
em
função de x, X eMas, como,
omapeamento
q
=
J (q) IX é inversível, é possível eliminar q e qda
equação (2.43) e assimH,
C
eG
podem
ser definidas pelas variáveisdo
espaçoda
tarefa [23].2.3.3
Dn~1ÀM1cA
Do
SISTEMA
coM
RESTRIÇÕES
Em
muitas tarefas realizadas por robô manipulador envolve a interação entre oefetuador final e
o
meio.Em
geral, o efetuador final é requerido“acompanhar”
uma
superfície,
de
maneira estável, enquanto aplica forçasou
torques predetenninados.Quando
o
robô manipulador estabelece o contatocomo
meio, os graus de liberdadedo manipulador
são reduzidos porque o efetuador finalnão
pode
semover
atravésdo
meio;portanto
um
ou mais
graus de liberdade são perdidos,no
sentidoda
posição. Nestasituação, forças
de
interaçãosurgem
entre omeio
eo
robô manipulador.Considerando que
o contatoque
o robô estabelececom
omeio
seja contínuo,ou
seja
não há
perda de contato,uma
“formulação restrita” é mais conveniente para descrever adinâmica
do
sistema.A
existência de contato constituiuma
perda de graus de liberdade pois omovimento
do
manipulador fica impossibilitado nas direçõesonde há
restrições. Istopode
serusado
para reduzir adimensão
das equaçõesdo
sistema,conforme
tem
sidoestudado por alguns autores [26], [27].
Inicialmente, é
assumido que
o robô manipulador está sujeito auma
restriçãoholonômica, imposta pelo meio, expressa diretamente
no
espaço de juntasq
=
[q¡, ...., qn ]T\p(q)
=
O, \|¡: ER"-›
SR”,m<
n
(2.44)A
equação
(2.44),também
conhecidacomo
restrições geométricas, representao
conjunto de restrições
que
impedem
o livre posicionamentodo
efetuador finalem
algumas
direções.Nota-se
que
adimensão da
função de restrição émenor
do que o
número
devariáveis de juntas.
No
caso deum
problema
específico, a funçao \p(q) é obtidada
25
Esta restrição não-linear é a representação equivalente de
uma
superficie cartesiana rígida esem
atrito,na
qual 0 efetuador finaldo
manipuladormantém
o contato.É
assumido que
o vetor restrição (2.44) é duas vezes diferenciável eque
suascomponentes
são linearmente independentes. Diferenciando (2.44) obtém-se então,É-`§q=Jw‹q›q=
0 ‹2.45›onde
J W(q)=Êlq
C
JU, (q)¿i
+
Ã., (<1)<l=
0 (2-46)A
condiçãoassumida
implicaque
o rank de J“,(q) será igual aonúmero
m
de suas~ linhas, globalmente para
q ou
pelomenos
localmentena
vizinhançado
pontode
operaçao.Utilizando
o
procedimento apresentadoem
[42], a dinâmicado manipulador
sujeitaa
(2.44) é escritacomo
H(q)¿i
+
C(q› <`1)<`1+
G(<1)=
T_
Hf (2-47)onde o
vetor uf (nx
1) representa os torques decorrentesda
interaçãodo
efetuador finalcom
o
meio.Na
verdade, uf aparece devido a presença das restrições epode
ser expressoem
termosdo
vetor(m
x
1) dos multiplicadores deLagrange
À, então11,.
=
Jzmit
(2.4s)Esta caracterização das forças de restrição associadas
com
(2.44) segue o principioOs
multiplicadoresde
força Ã.podem
ser eliminados pela soluçãode
(2.47) para ije substituindo
em
(2.46) obtém-se,7»
=
(J .,, (<l)H"' (<1)JÍ, (<1))" )-(J V(q)H`1(<1)(C(q›¿1)fl+
g(q)-
T)_
Í; (<1)¿1) (2-49)da
qual segueque
o valor dos multiplicadores instantaneamentedependem,
também, do
torque de entrada aplicado T.
2.4
CONCLUSOES
Neste capítulo
foram
apresentados alguns conceitos básicosda
modelagem
cinemática e
dinâmica
dos robôs manipuladores. 'Foi descrita sucintamente a
modelagem
cinemáticado
robô manipuladorcom
njuntas baseada
na
representação de Denavit-Hartenberg, definindo-se a cinemáticano
espaço de juntas e 'no espaçoda
tarefa.Foram
comentados
os problemasda
cinemáticainversa e,
também,
foi desenvolvida a cinemática diferencial utilizando-se o conceitodo
J acobiano
do
manipulador.Foi desenvolvido a
equação da
dinâmicado
movimento
do
robô manipulador paraas tarefas nas quais os robôs manipuladores
não
interagemcom
o
meio, isto é, sistemassem
restrições, utilizando-se a formulaçãode
Lagrange (energia cinética e potencial).Com
base
no
princípiodo
trabalho virtual, esta formulação foi estendida para as tarefasem
que
oefetuador final
do manipulador
mantém
um
contato contínuocom
o meio
e, assim, obteve-se
uma
equação
dinâmica para sistemascom
restrições.Com
esta formulaçãopôde
serconstatado
que o
torque original,quando
o robô estámanipulando
em
um
meio
sem
restriçoes, é modificado devido aos torques decorrentesda
interaçaodo
efetuador finalcom
CAPÍTULO
3
ANÁLISES
DE
SENSIBILIDADE
DO
SISTEMA
DO
ROBÓ
3.1INTRODUÇÃO
Em
muitas tarefas realizadas por robôs manipuladores é necessárioque
ele estabeleçaum
contatocom
o
meio. Deste contato originam-se forças de reação, -entre omeio
e o efe-tuador final,
que
devem
ser controladas paraque o meio
e o próprio manipuladornão
so-fram
danos. Estas forçasde
interação sãomedidas
porum
sensor de força, cuja saída é rea-limentada ao controlador para modificar O
desempenho do
sistema. Entretanto,na
maioria dos sistemasem
malha
fechadatem
surgido problemas de estabilidade.Muitos
pesquisado-res
têm
apontadascomo
causas de instabilidade, as seguintes fontes [1], [9], [l1], [13], [20]: 0dinâmica
do
sensor; 0dinâmica do
meio; 0 flexibilidadedo
manipulador; 0amostragem
digital; 0 saturaçãodo
controle;0 forças
de
impactono
contatocom
o
meio;0 folga nas engrenagens
da
transmissãodo
'movimentodo
atuador até o elo; 0 efeitos das não-linearidades (atrito nas juntas).De
fato, muitas destas causaspodem
levaro
sistema à instabilidade,mas
dependendo
da
configuraçãodo
robôou da
tarefaalgumas
delaspodem
termaior
influênciado que
as outras. Neste trabalho, para a análiseda
estabilidade considera-se: a dinâmicado
sensor edo
meio, a rigidezdo meio
e a flexibilidadedo
manipulador. Dentre todos os parâmetros-s