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EAM807 - Epidemiologia e Saúde Pública - Aula 2 - 2015

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(1)

Epidemiologia e

Saúde Pública

EPIDEMIOLOGIA, HISTÓRIA NATURAL E

(2)

 Conceito de epidemiologia  Eixo da Saúde Pública

 Definição de epidemiologia

◦ Estuda a distribuição da morbidade e da

mortalidade a fim de traçar o perfil saúde doença nas coletividades humanas;

◦ Realiza testes de eficácia e de inocuidade de vacinas;

◦ Desenvolve a vigilância epidemiológica;

◦ Analisa os fatores ambientais e socioeconômicos

(3)

 Objetivos principais:

◦ Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas;

◦ Proporcionar dados essenciais para o

planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades.

◦ Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades.

(4)

“Ciência que estuda o processo saúde-doença

em coletividades humanas, analisando a

distribuição e os fatores de terminantes das enfermidades, danos à saúde e eventos

associados à saúde coletiva, propondo

medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças e fornecendo

indicadores que sirvam de suporte ao

planejamento, administração e avaliação das ações de saúde.”

(5)

 Voltada para a ocorrência em escala maior;  Doenças infecciosas, não-infecciosas e

agravos à integridade física.

 Processo saúde-doença.

 Estudo da variabilidade da freqüência de

ocorrência  variáveis ambientais e populacionais (tempo e espaço).

 Análise de fatores determinantes.

 Prevenção; controle; erradicação (Varíola,

(6)

 Importância do método epidemiológico 

AIDS

 Análise epidemiológica  relacionamento

com determinados grupos

 Leucemia na infância  exposição aos raios

X;

 Trombose venal  uso de contraceptivos

orais;

(7)

Tabagismo  câncer de pulmão;

Cegueira em crianças nordestinas

subnutridas  avitaminose A;

Mortalidade infantil e classes sociais.

Epidemiologia prospectiva.

(8)

 Definição clássica:

 Relações existentes entre os fatores:

◦ Ambiente  físicos, químicos e biológicos;

◦ Agente e hospedeiro ou suscetível.

◦ Fatores culturais e socioeconômicos.

 Autores latino-americanos  visão dialética

 contra a fatalidade do “natural” e do “tropical”.

 Estudo com estrutura socioeconômica  Processo saúde-doença explicado sob a

história.

(9)

 Período epidemiológico:

 Meio-ambiente e o meio interno (lócus da

doença) e período patológico.

 Pré-condições internas  fatores hereditários,

congênitos ou adquiridos por alterações orgânicas.

 Social e natural  participação no processo.  Período pré-patogênico (Leavell & Clark,

1976)

(10)

Estrutura epidemiológica  conjunto

formado pelos fatores vinculados ao

suscetível e ao ambiente, incluindo aí o

agente etiológico, conjunto este dotado de uma organização interna que define as suas interações e também é responsável pela

produção da doença.

 Sistema epidemiológico-social (San Martin,

1981)  ambiente, população, economia e cultura.

(11)

 Relações ambientais e ecológicas

desfavoráveis  agentes físicos, químicos, biológicos e psicológicos.

◦ Fatores socioeconômicos,

◦ Fatores sociopolíticos,

◦ Fatores socioculturais,

◦ Fatores psicossociais.

 Fator social  relações sociais de produção 

indicador de consumo.

(12)

 Segundo Renaud (1992), os pobres:

Mais doentios e mais velhos;

Duas ou três vezes mais propensos a enfermidades graves;

Permanecem doentes mais amiúde;

Morrem mais jovens;

Procriam crianças de baixo-peso, em maior

proporção;

Taxa de mortalidade infantil mais elevada.

(13)

Fatores sociopolíticos:

 Instrumentação jurídico-legal;  Decisão política;

 Participação consentida e valorização da

cidadania;

 Participação comunitária efetivamente

exercida;

 Transparência das ações e acesso à

(14)

Fatores socioculturais:

 Preconceitos e hábitos culturais, crendices,

comportamentos e valores

 Esquistossomose  hábito de defecar na

superfície do solo, junto a mananciais (África e Brasil).

(15)

Fatores ambientais:

Termo de maior abrangência do que no campo da

ecologia.

Ambiente físico, químico, biológico, sociedade

(interações sociais, políticas, econômicas e culturais).

Agressores ambientais  possibilidade de contato

direto com o suscetível.

Epidemiologia

(16)

 Quanto a sua forma de surgimento:

 Agentes presentes no ambiente de forma

habitual

 Agentes pouco comuns;

 Agentes que explodem em situações

anormais (macro-perturbações ecológicas, desastres naturais).

 Componentes do ambiente físico: situação

geográfica, solo, clima, recursos hídricos e topografia, agentes químicos e físicos.

(17)

 Progresso e desenvolvimento industrial 

poluição ambiental  problemas epidemiológicos novos.

 Doenças cardiovasculares, alterações

mentais e o câncer pulmonar.

 Utilização excessiva de pesticidas.  Aditivos alimentares

 Ambiente físico dos locais de trabalho

(18)

Ambiente humano

 Uso de medicamentos  doenças

não-infecciosas.

 Uso de talidomida – 1959  focomelia (30 a

70 vezes mais em consultórios pediátricos).

(19)

Multifatorialidade

 Estruturação de fatores condicionantes 

força para o estímulo patológico.

 Presença de sinergia.

 Natureza química, física, biológica ou

psicológica.

 Bioagentes, fatores nutricionais e os fatores

genéticos  agentes biológicos

◦ Exemplo: ocorrência da diarréia.

(20)

Sinergismo multifatorial na produção e manutenção das doenças diarreicas.

(21)

Prevenção:

 Definição de Saúde Pública, segundo Winslow, citado por

Leavel & Clark (1976)

“Ê a ciência e a arte de evitar doenças, prolongar a vida

e desenvolver a saúde física e mental e a eficiência, através de esforços organizados da comunidade para o saneamento do meio ambiente, o controle de infecções na comunidade, a organização de serviços médicos e paramédicos para o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo de doenças e o aperfeiçoamento da máquina social, que irá assegura a cada indivíduo, dentro da

comunidade, um padrão de vida adequado à

(22)

Prevenção:Primária:

◦ Promoção da Saúde  medidas de ordem geral

◦ Moradia apropriada;

◦ Escolas suficientes e adequadas;

◦ Áreas de lazer;

◦ Alimentação adequada;

◦ Educação em todos os níveis;

Saneamento.

(23)

Proteção específica:

◦ Imunização;

◦ Saúde do trabalhador;

◦ Higiene pessoal e do lar;

◦ Proteção contra acidentes;

◦ Controle de vetores.

(24)

Prevenção Secundária:

◦ Diagnóstico precoce

◦ Limitação da incapacidade

Prevenção terciária

(25)

Aspectos históricos e conceituais:  França, 1789  isolamento de áreas

miasmáticas, hospitais, cemitérios.

 John Snow (1854)  epidemia de cólera 

uso de método indutivo

 Associação entre a mortalidade por cólera e à

fonte de abastecimento de água  formulação de hipóteses.

 Era microbiológica  afastamento da

Saúde Pública: Aspectos

históricos e conceituais

(26)

 Estudo descritivo das epidemias

 Introdução do raciocínio estatístico 

expansão dos limites de atuação.

 Década de 1950  aperfeiçoamento dos

desenhos de pesquisa.

◦ Definição de indicadores (incidência e prevalência), conceito de risco, análise de vieses.

 Década de 1960  introdução da

computação eletrônica  introdução de

análises multivariadas, grandes bancos de dados.

Aspectos históricos e

conceituais

(27)

◦ Fatores de risco ambientais.

 Epidemiologia e o ambiente:

 Processos produtivos  fontes de risco para

o ambiente  risco para a saúde humana.

◦ Relação entre ambiente e agravos à saúde.

◦ Cálculo de riscos, sistemas de vigilância, monitoramento ambiental.

Aspectos históricos e

conceituais

(28)

Especificidade do objeto

◦ Processo de desenvolvimento/industrialização.

Interdisciplinaridade:

◦ Exemplo da mineração do ouro  emissões atmosféricas de mercúrio metálico.

Aspectos históricos e

conceituais

(29)

Poluente  elevado número de variáveis

 fonte, concentração, poder de

volatilização, odor, local, dispersão, padrão de ocorrência, estado físico, cinética

ambiental, dispersão, tipo de solubilidade, transformação, sedimentação, ação de

micro-organismos, adsorção, interação, vias de absorção, bio-transformação,

acumulação, tempo de latência, tipos de

(30)

Ambiente  condições hidrográficas,

geológicas, topográficas e meteorológicas.

População exposta  gênero, idade,

susceptibilidade individual, grupos

espaciais, estado nutricional, escolaridade, ocupação, características socioeconômicas, padrões de consumo.

Complexidade das situações de

risco:

(31)

 Grupos especiais de maior risco  crianças,

adolescentes, idosos, gestantes.

 Proteção de mulheres no período de

amamentação.

Infraestrutura dos setores de saúde e

ambiente  recursos humanos,

equipamentos, apoio laboratorial, programas de prevenção e controle, seguridade social, etc.

Vigilância ambiental em saúde 

Complexidade das situações de

risco:

(32)

 Quantificação das variáveis populacionais  Reconhecimento das principais doenças e

agravos à saúde

 Grupos mais suscetíveis

 Faixas etárias mais atingidas  Riscos mais relevantes

 Mecanismos efetivos de controle.  Análise de dados secundários

 Levantamento de variáveis populacionais 

dados primários.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(33)

 Mensuração da saúde  implica em

dificuldades

 Obtenção de dados de morbidade e de

mortalidade  dados opostos à saúde.

 Valores relativos

 Variável dependente  número de pessoas

acometidas

 Dados não-trabalhados  colhidos diretamente

de fontes de informação  valores absolutos

 Valores absolutos relacionados à variável

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(34)

Óbitos por Causas Externas - Minas Gerais, segundo residência por Município e Sexo – Macro-região de Saúde: Sul – 2005:

(35)

Óbitos por Causas Externas - Minas Gerais,

segundo residência por alguns município e sexo – Macro-região de Saúde: Sul – 2010:

(36)

Óbitos por Causas Externas - Minas Gerais - Óbitos p/Residênc por Município e Ano do Óbito - Regional de Saúde: Pouso Alegre - Grande Grupo CID10: V01-V99 Acidentes de transporte - Período:1997-2006

Município 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Total % %acum.

Pouso Alegre 35 22 18 25 23 29 18 26 14 35 245 18% 18%

Poços de Caldas 29 27 11 15 12 20 18 25 25 20 202 15% 33%

Itajubá 22 16 7 1 2 4 4 7 14 18 95 7% 40%

Extrema 4 12 6 3 7 12 8 4 6 4 66 5% 45%

São Gonçalo do Sapucaí 11 10 3 0 6 10 4 6 4 6 60 4% 49%

Camanducaia 6 11 5 3 2 10 2 1 6 7 53 4% 53%

(37)

 Coeficientes  relações entre o número de

eventos reais e os que podem acontecer.

 Coeficientes  medição da probabilidade,

do risco;

 Índices ou proporções  expressam

frequência de determinado evento.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(38)

 Coeficientes mais utilizados:

◦ Mortalidade;

◦ Prevalência e

◦ Incidência.

Índices:

Índice de Swaroop & Uemura

◦ Mortalidade infantil proporcional e

◦ Percentual de casos de óbitos no total dessas ocorrências, segundo variáveis específicas.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(39)

Coeficiente de mortalidade:

Quocientes entre as freqüências absolutas

de óbitos e o número de expostos ao risco de morrer.

Coeficiente de mortalidade geral:

◦ Avaliação do estado sanitário de áreas determinadas

◦ Uso em estudos comparativos  aplicação limitada

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(40)

Taxas brutas de mortalidade, segundo regiões e unidades de federação do Brasil, 1999:

(41)
(42)

Coeficiente de mortalidade infantil:  Objetivo principal: avaliação do estado

sanitário geral de uma comunidade.

 Orientação para definição de medidas de

intervenção.

 Medidas de saneamento básico;

fornecimento de água potável, etc.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(43)

 Classificação da OMS:  Altas  50 por 1000 NV;

 Médias 20-49 por 1000 NV;  Baixas  20 por 1000 NV

 ONU  Metas do Milênio  reduzir em 2/3

até 2015 (1990 como referência).

Taxa de mortalidade

infantil

(44)

 IBGE  Brasil experimenta um declínio

acelerado das taxas de mortalidade infantil.

 47,0 por 1000 para 25,8 por 1000 entre

1990 e 2005.

 Fatores que contribuíram:

◦ Melhor distribuição de renda;

◦ Melhoria do nível educacional;

◦ Ampliação da vacinação;

◦ Acesso ao saneamento básico;

◦ Incentivo ao aleitamento materno.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(45)

Taxa de mortalidade

infantil

(46)

Evolução da mortalidade

infantil:1990 - 2007

(47)

Evolução da mortalidade

infantil:2000 - 2015

(48)

 Qualidade das águas interiores;

 Acesso aos serviços de coleta de lixo

doméstico;

 Acesso a sistema de abastecimento de

água;

 Acesso a esgotamento sanitário;  Tratamento de esgoto;

 Rendimento familiar per capita;  Rendimento médio mensal;

(49)

 Esperança de vida ao nascer;

 Prevalência de desnutrição total;

 Imunização contra doenças infecciosas

infantis;

 Oferta de serviços básicos de saúde;

(50)

 Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado;  Taxa de alfabetização;  Escolaridade;  Adequação de moradia.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(51)
(52)

Mortalidade por causas:

 Divisão do número de óbitos ocorridos por

determinada causa e a população exposta.

 Bons reveladores do estado geral de saúde

das coletividades.

 Doenças transmissíveis  condições de

saneamento e a eficiência dos serviços de prevenção e controle.

A MEDIDA DA SAÚDE

COLETIVA

(53)

Taxas estimadas de mortalidade por todas as causas e

doenças infecciosas e causas externas em crianças de 1 a 4 anos (por 100.000) em países selecionados, 1990-1994

(54)

Evolução da mortalidade no

Brasil:Mortalidade proporcional (%) nas capitais

(55)

Mortalidade proporcional por sexo e faixas de idade no sexo masculino.

(56)

Mortalidade proporcional por sexo e faixas de idade no sexo feminino.

(57)

Taxas de mortalidade (por 100000 hab.)

por DIP, Brasil e regiões, 1980 a 1995.

Referências

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