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4. Sistemas de custeio

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

Contabilidade Analítica

4º semestre

(2)
(3)

Custeio total

Custeio variável

(4)

Custeio total

Custeio total

MD

MOD

Custo do produto

Prod.

Custo

GGFvar

Vendidos

Período

(5)

Custeio total

Gera dificuldades a nível da gestão visto que os custos fixos e

variáveis estão agregados ao custo do produto. Deste modo, no

caso de oscilações no volume de produção a análise é dificultada

visto que os custos variáveis e fixos têm um comportamento

diferenciado.

(6)

Se numa unidade produtiva, os custos variáveis unitários forem de 0,3u.m. e os custos fixos de 50u.m.

Unidades Produzidas 500 600 700

Custos variáveis 150 180 210

Custos fixos 50 50 50

Custo total 200 230 260

(7)

Cálculo do custo de produção dependente apenas da

forma como é feita a gestão (custos variáveis unitários e

nível de custos fixos) e não das quantidades produzidas

que podem depender de factores externos à produção

(capacidade comercial, conjuntura económica,…).

(8)

Vantagens

Os custos fixos são relevantes no custo do produto;

Fácil de implementar;

O custo fixo só se transforma em resultado no

momento da venda;

(9)

Desvantagens

Acresce de modo artificial custo aos produtos;

Pode existir arbitrariedade na imputação dos custos;

O custo unitário é mascarado por incorporar o custo

fixo;

(10)

Custeio variável

Os custos são classificados como custos

variáveis e custos fixos.

Os custos variáveis são incorporados no custo

do produto, enquanto que os custos fixos são

considerados custo do período.

(11)

Custeio variável

Custeio variável

MD

Custo do produto

Custo do período

MOD

GGFvar

GGFfixos

Torna-se imediatamente

Custo do período

custo do período

(12)

Vantagens

Adapta-se melhor aos instrumentos de controlo da

empresa;

O custo do produtos é medido objectivamente;

A análise da relação custo/volume/lucro é

rapidamente obtida;

Maior clareza na informação para a gestão da

empresa;

(13)

Desvantagens

Dificuldade na separação entre custos fixos e custos

variáveis;

Subavaliação dos inventários pela exclusão dos

custos fixos.

(14)

Custeio racional

No custeio racional, são imputados aos produtos/serviços os custos industriais variáveis e um volume maior ou menor de custos industriais fixos, de acordo com a maior ou menos utilização da capacidade produtiva, relativamente à produção normal.

Significa que se num dado período se produzir a 80% da produção normal, será de imputar ao produto/serviço apenas 80% dos custos industriais fixos, uma vez que estivemos a utilizar menos intensivamente a capacidade instalada (que originava os custos fixos, instalações, equipamentos, mão-de-obra).

(15)

Custeio racional

MD Custo do produto Custo do período MOD

GGFvar

GGFfixos incorporados

GGFfixos não incorporados Torna-se imediatamente Custo do período custo do período

(16)

Custeio racional

Evita a variação do custo industrial dos

produtos consoante o nível de actividade, ou

seja, consoante o número de unidades;

Permite uma valorização de inventário mais

correcta, bem como uma fixação de preços;

Muito importante quando há uma forte

(17)

Exemplo

GGF fixos = 2 200

Unidades produzidas = 1 100 unidades

Unidades vendidas = 1 000 unidades

Custeio variável

(18)

Custeio total

Custo do produto Custo do período GGF fixo 1 100 * 2 = 2 200

2 200

Custo das vendas

1 000 * 2 = 2000 2 000

(19)

Variação de vendas

Custeio variável

Custo do período

Vendas 900, 1000, 1100 unidades

2200

Custeio total

Custo do período

Vendas 900 unidades

1800

(20)

Custos fixos industriais incorporados na produção

= Custos fixos industriais x Produção real

Produção normal

(21)

Custos fixos industriais não

incorporados na produção

= Custos fixos industriais – Custos fixos

industriais incorporados na produção

(22)

Custeio racional

Uma sobre-actividade implica um aumento dos custos industriais fixos imputados, para não haver custos unitários excessivamente baixos que levem a uma de redução de preços.

Se existir uma sub-actividade, os custo unitários não aumentarão visto que existe uma diminuição nos custos industriais fixos imputados.

Assim não haverá um aumento de custos unitários, que tende a causar subida de preços.

(23)

Supor que:

Produção normal = 1 200

Produção real = 1 100

GGFf = 2 200

(24)

Exemplo. Custeio racional

Custos fixos incorporados na produção =

2200x1100/1200 = 2016,67

Custos fixos não incorporados na produção =

2200-2016,67 = 183,33

(25)

Se numa unidade produtiva, os custos variáveis unitários forem de 0,3u.m. e os custos fixos de 50u.m.. A actividade normal é de 600 unidades.

Unidades Produzidas 500 600 700

Custos variáveis 150 180 210

Custos fixos 50 50 50

Custos fixos imputados 41,67 50 58,33

Custo total 191,67 230 268,33

(26)

“Aparecem" ou "desaparecem" custos em relação à situação de facto verificada.

A diferença entre os custos verificados e os imputados aos produtos afecta o resultado de forma explícita, como ganho de sobre-actividade ou perda de sub-actividade (custo industrial não incorporado).

(27)

Demonstração de

Resultados - Custeio total

Vendas

Custo das vendas e dos serviços prestados

Margem Bruta

Gastos de distribuição

Gastos administrativos

Gastos de investigação e desenvolvimento

Resultado operacional

(28)

Demonstração de

Resultados - Custeio

variável

Vendas

Custo das vendas e dos serviços prestados

Margem Bruta

Custo industrial não incorporado

Resultado industrial

Gastos de distribuição

Gastos administrativos

Gastos de investigação e desenvolvimento

Resultado operacional

(29)

Demonstração de

Resultados - Custeio

racional

Vendas

Custo das vendas e dos serviços prestados

Margem Bruta

Custo industrial não incorporado

Resultado industrial

Gastos de distribuição

Gastos administrativos

(30)

Mensuração de inventários

SNC

Inventários produzidos Inclui: • Materiais consumidos; • Custos de conversão;

• Outros custos (desde que sejam incorridos para os colocar no seu local e na sua condição actuais).

(31)

Mensuração de inventários

SNC

Custos de conversão Inclui:

• Mão-de-obra directa;

• Outros gastos de produção directos;

• Gastos gerais de produção variáveis (custos industriais indirectos variáveis);

•Gastos gerais de produção fixos (a imputação destes custos aos produtos é baseada na capacidade normal das instalações de produção, ou seja, aplica-se o sistema de custeio racional).

(32)

“12 - Os custos de conversão de inventários incluem os custos

directamente relacionados com as unidades de produção, tais como mão de obra directa. Também incluem uma imputação sistemática de gastos gerais de produção fixos e variáveis que sejam incorridos ao converter matérias em bens acabados. Os gastos gerais de produção fixos são os custos indirectos de produção que permaneçam relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e manutenção de edifícios e de equipamento de fábricas e os custos de

gestão e administração da fábrica. Os gastos gerais de produção variáveis são os custos indirectos de produção que variam directamente, ou

quase directamente, com o volume de produção tais como materiais indirectos.”

NCRF 18

(33)

“13 — A imputação de gastos gerais de produção fixos aos custos de conversão é baseada na capacidade normal das instalações de

produção. A capacidade normal é a produção que se espera que seja atingida em média durante uma quantidade de períodos ou de

temporadas em circunstâncias normais, tomando em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada. O nível real de

produção pode ser usado se se aproximar da capacidade normal. A

quantia de gastos gerais de produção fixos imputada a cada unidade de produção não é aumentada como consequência de baixa produção ou de instalações ociosas. Os gastos gerais não imputados são

reconhecidos como um gasto no período em que sejam incorridos. Em NCRF 18

(34)

Custos de conversão

(sistemas de custeio) IASB

Os custos de transformação indirectos fixos

deverão ser imputados aos produtos com

base na capacidade normal de produção

(sistema de custeio racional).

Produção normal: Produção que se espera

atingir em média durante um conjunto de

períodos em circunstâncias normais, tendo

em conta a perda de capacidade resultante

da manutenção planeada.

(35)

Margem de contribuição

Pode estabelecer-se o nível de actividade em

que a margem unitária multiplicada pelas

unidades vendidas dará lucro necessário

para cobrir o custo fixo e gerar lucro.

(36)

Importância da margem de

contribuição

Revisão dos preços;

Revisão dos custos;

Revisão do nível de produção de vendas;

Tomada de decisão.

(37)

Margem de contribuição

Margem de contribuição total = Vendas –

Custos variáveis

Margem de contribuição unitária = Preço de

venda – Custo variável unitário

(38)

Vendas 50 000 Custos de produção (variáveis) 26 000 Custos de distribuição (20% variáveis) 8 000 Custos administrativos (60% variáveis) 12 000

A empresa Animação, SA apresenta a seguinte informação

referente a 2007 (em u.m.):

(39)

Vendas

50 000

Custo var. prod.

26 000

Margem

24 000

Custos var. Dist.

1 600

Custos var. ad.

7 200

Margem de contribuição

15 200

Se o preço de venda é

de 5 u.m., qual é a

margem de

(40)

Break-even point

É o ponto em que não há lucro nem prejuízo. Ou

seja, o resultado é igual a zero

(41)

Vendas – Custos totais = 0

Vendas – Custos variáveis – Custos fixos = 0

(42)

Um vendedor de cachorros quentes paga

diáriamente um aluguer de 100€ pelo carro que

utiliza. Vende os cachorros a 1€, e os custos

variáveis unitários são de 0,20€.

Quantos cachorros deve vender por dia, para

atingir o ponto crítico das vendas?

(43)

100 / 0,8 = 125

Deve vender 125 cachorros.

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