Contabilidade Analítica
4º semestre
Custeio total
Custeio variável
Custeio total
Custeio total
MD
MOD
Custo do produto
Prod.
Custo
GGFvar
Vendidos
Período
Custeio total
Gera dificuldades a nível da gestão visto que os custos fixos e
variáveis estão agregados ao custo do produto. Deste modo, no
caso de oscilações no volume de produção a análise é dificultada
visto que os custos variáveis e fixos têm um comportamento
diferenciado.
Se numa unidade produtiva, os custos variáveis unitários forem de 0,3u.m. e os custos fixos de 50u.m.
Unidades Produzidas 500 600 700
Custos variáveis 150 180 210
Custos fixos 50 50 50
Custo total 200 230 260
Cálculo do custo de produção dependente apenas da
forma como é feita a gestão (custos variáveis unitários e
nível de custos fixos) e não das quantidades produzidas
que podem depender de factores externos à produção
(capacidade comercial, conjuntura económica,…).
Vantagens
Os custos fixos são relevantes no custo do produto;
Fácil de implementar;
O custo fixo só se transforma em resultado no
momento da venda;
Desvantagens
Acresce de modo artificial custo aos produtos;
Pode existir arbitrariedade na imputação dos custos;
O custo unitário é mascarado por incorporar o custo
fixo;
Custeio variável
Os custos são classificados como custos
variáveis e custos fixos.
Os custos variáveis são incorporados no custo
do produto, enquanto que os custos fixos são
considerados custo do período.
Custeio variável
Custeio variável
MD
Custo do produto
Custo do período
MOD
GGFvar
GGFfixos
Torna-se imediatamente
Custo do período
custo do período
Vantagens
Adapta-se melhor aos instrumentos de controlo da
empresa;
O custo do produtos é medido objectivamente;
A análise da relação custo/volume/lucro é
rapidamente obtida;
Maior clareza na informação para a gestão da
empresa;
Desvantagens
Dificuldade na separação entre custos fixos e custos
variáveis;
Subavaliação dos inventários pela exclusão dos
custos fixos.
Custeio racional
No custeio racional, são imputados aos produtos/serviços os custos industriais variáveis e um volume maior ou menor de custos industriais fixos, de acordo com a maior ou menos utilização da capacidade produtiva, relativamente à produção normal.
Significa que se num dado período se produzir a 80% da produção normal, será de imputar ao produto/serviço apenas 80% dos custos industriais fixos, uma vez que estivemos a utilizar menos intensivamente a capacidade instalada (que originava os custos fixos, instalações, equipamentos, mão-de-obra).
Custeio racional
MD Custo do produto Custo do período MOD
GGFvar
GGFfixos incorporados
GGFfixos não incorporados Torna-se imediatamente Custo do período custo do período
Custeio racional
Evita a variação do custo industrial dos
produtos consoante o nível de actividade, ou
seja, consoante o número de unidades;
Permite uma valorização de inventário mais
correcta, bem como uma fixação de preços;
Muito importante quando há uma forte
Exemplo
GGF fixos = 2 200
Unidades produzidas = 1 100 unidades
Unidades vendidas = 1 000 unidades
Custeio variável
Custeio total
Custo do produto Custo do período GGF fixo 1 100 * 2 = 2 200
2 200
Custo das vendas
1 000 * 2 = 2000 2 000
Variação de vendas
Custeio variável
Custo do período
Vendas 900, 1000, 1100 unidades
2200
Custeio total
Custo do período
Vendas 900 unidades
1800
Custos fixos industriais incorporados na produção
= Custos fixos industriais x Produção real
Produção normal
Custos fixos industriais não
incorporados na produção
= Custos fixos industriais – Custos fixos
industriais incorporados na produção
Custeio racional
Uma sobre-actividade implica um aumento dos custos industriais fixos imputados, para não haver custos unitários excessivamente baixos que levem a uma de redução de preços.
Se existir uma sub-actividade, os custo unitários não aumentarão visto que existe uma diminuição nos custos industriais fixos imputados.
Assim não haverá um aumento de custos unitários, que tende a causar subida de preços.
Supor que:
Produção normal = 1 200
Produção real = 1 100
GGFf = 2 200
Exemplo. Custeio racional
Custos fixos incorporados na produção =
2200x1100/1200 = 2016,67
Custos fixos não incorporados na produção =
2200-2016,67 = 183,33
Se numa unidade produtiva, os custos variáveis unitários forem de 0,3u.m. e os custos fixos de 50u.m.. A actividade normal é de 600 unidades.
Unidades Produzidas 500 600 700
Custos variáveis 150 180 210
Custos fixos 50 50 50
Custos fixos imputados 41,67 50 58,33
Custo total 191,67 230 268,33
“Aparecem" ou "desaparecem" custos em relação à situação de facto verificada.
A diferença entre os custos verificados e os imputados aos produtos afecta o resultado de forma explícita, como ganho de sobre-actividade ou perda de sub-actividade (custo industrial não incorporado).
Demonstração de
Resultados - Custeio total
Vendas
Custo das vendas e dos serviços prestados
Margem Bruta
Gastos de distribuição
Gastos administrativos
Gastos de investigação e desenvolvimento
Resultado operacional
Demonstração de
Resultados - Custeio
variável
Vendas
Custo das vendas e dos serviços prestados
Margem Bruta
Custo industrial não incorporado
Resultado industrial
Gastos de distribuição
Gastos administrativos
Gastos de investigação e desenvolvimento
Resultado operacional
Demonstração de
Resultados - Custeio
racional
Vendas
Custo das vendas e dos serviços prestados
Margem Bruta
Custo industrial não incorporado
Resultado industrial
Gastos de distribuição
Gastos administrativos
Mensuração de inventários
SNC
Inventários produzidos Inclui: • Materiais consumidos; • Custos de conversão;• Outros custos (desde que sejam incorridos para os colocar no seu local e na sua condição actuais).
Mensuração de inventários
SNC
Custos de conversão Inclui:
• Mão-de-obra directa;
• Outros gastos de produção directos;
• Gastos gerais de produção variáveis (custos industriais indirectos variáveis);
•Gastos gerais de produção fixos (a imputação destes custos aos produtos é baseada na capacidade normal das instalações de produção, ou seja, aplica-se o sistema de custeio racional).
“12 - Os custos de conversão de inventários incluem os custos
directamente relacionados com as unidades de produção, tais como mão de obra directa. Também incluem uma imputação sistemática de gastos gerais de produção fixos e variáveis que sejam incorridos ao converter matérias em bens acabados. Os gastos gerais de produção fixos são os custos indirectos de produção que permaneçam relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e manutenção de edifícios e de equipamento de fábricas e os custos de
gestão e administração da fábrica. Os gastos gerais de produção variáveis são os custos indirectos de produção que variam directamente, ou
quase directamente, com o volume de produção tais como materiais indirectos.”
NCRF 18
“13 — A imputação de gastos gerais de produção fixos aos custos de conversão é baseada na capacidade normal das instalações de
produção. A capacidade normal é a produção que se espera que seja atingida em média durante uma quantidade de períodos ou de
temporadas em circunstâncias normais, tomando em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada. O nível real de
produção pode ser usado se se aproximar da capacidade normal. A
quantia de gastos gerais de produção fixos imputada a cada unidade de produção não é aumentada como consequência de baixa produção ou de instalações ociosas. Os gastos gerais não imputados são
reconhecidos como um gasto no período em que sejam incorridos. Em NCRF 18
Custos de conversão
(sistemas de custeio) IASB
Os custos de transformação indirectos fixos
deverão ser imputados aos produtos com
base na capacidade normal de produção
(sistema de custeio racional).
Produção normal: Produção que se espera
atingir em média durante um conjunto de
períodos em circunstâncias normais, tendo
em conta a perda de capacidade resultante
da manutenção planeada.
Margem de contribuição
Pode estabelecer-se o nível de actividade em
que a margem unitária multiplicada pelas
unidades vendidas dará lucro necessário
para cobrir o custo fixo e gerar lucro.
Importância da margem de
contribuição
Revisão dos preços;
Revisão dos custos;
Revisão do nível de produção de vendas;
Tomada de decisão.
Margem de contribuição
Margem de contribuição total = Vendas –
Custos variáveis
Margem de contribuição unitária = Preço de
venda – Custo variável unitário
Vendas 50 000 Custos de produção (variáveis) 26 000 Custos de distribuição (20% variáveis) 8 000 Custos administrativos (60% variáveis) 12 000