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Polipectomia e Sinusectomia

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Academic year: 2021

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Polipectomia e Sinusectomia

CONSENTIMENTO INFORMADO

Por este instrumento particular o(a) paciente ___________________________________ ou seu responsável Sr.(a) ___________________________________, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) médico(a) assistente, Dr.(a)____________________________________, inscrito (a) no CRM nº __________ para proceder às investigações necessárias ao diagnóstico do seu estado de saúde, bem como executar o tratamento cirúrgico designado “POLIPECTOMIA E SINUSECTOMIA”, e todos os procedimentos que o incluem, inclusive anestesias ou outras condutas médicas que tal tratamento médico possa requerer, podendo o referido profissional valer-se do auxílio de outros profissionais de saúde. Declara, outrossim, que o referido(a) médico(a), atendendo ao disposto no art. 34º do Código de Ética Médica e no art. 9º da Lei 8.078/90 (abaixo transcritos) e após a apresentação de métodos alternativos, sugeriu o tratamento médico cirúrgico anteriormente citado, prestando informações detalhadas sobre o diagnóstico e sobre os procedimentos a serem adotados no tratamento sugerido e ora autorizado, especialmente as que se seguem:

PRINCÍPIOS E INDICAÇÕES:

1- Sinusite é a infecção existente em cavidades ósseas (sinus) que existem em torno das cavidades nasais (maxilares, etmoidais, frontais e esfenoidais). Quando esta infecção ou comprometimento persiste, e resiste aos tratamentos clínicos, é considerada crônica, e pode-se indicar o tratamento cirúrgico. Pólipo nasal é uma massa, gelatinosa ou fibrosa, que se desenvolve na cavidade nasal ou nos seios paranasais, podendo ser único ou múltiplo, geralmente associado a quadro alérgico. 2- Tais cirurgias (polipectomia e sinusectomias ou sinusotomias) incluem várias indicações, técnicas,

acessos e instrumentos, podendo ser realizadas por acesso direto (a céu aberto), e com emprego de materiais convencionais (pinças, bisturis e tesouras), bisturis elétricos, eletrônicos, endoscópios, microscópio e laser.

3- A região abordada é extremamente complexa, com artérias, veias, próxima à órbita e à meninge, de acesso difícil e sujeita a frequentes variações anatômicas. Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível se prever exatamente quais alterações serão encontradas e, portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia, sem que seja possível solicitar o consentimento específico para proceder aos tratamentos necessários, constituindo os vários fatores que podem impedir que o resultado final seja o esperado e desejado.

COMPLICAÇÕES:

1- DOR: É comum no pós-operatório, de intensidade média e de fácil controle.

2- HEMORRAGIA: Representa um risco importante nestas cirurgias. Os casos mais sérios podem

necessitar transfusão sanguínea e até reintervenção cirúrgica. Hemorragias fulminantes são raras, porém descritas na literatura médica.

3- FÍSTULA LIQUÓRICA: É relativamente rara, mas pode ocorrer necessitando geralmente de nova

intervenção cirúrgica para o seu fechamento.

Após Preenchimento entregar: • ORIGINAL NA ULP; • 01 CÓPIA P/ MÉDICO; • 01 CÓPIA P/ PACIENTE.

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4- MENINGITE: É rara, mas pode ocorrer quando as meninges são atingidas ou expostas.

5- ABCESSO CEREBRAL e EXTRA-DURAL, e TROMBOSE DOS SEIOS CAVENORSOS: São raros,

são extremamente graves, com alta mortalidade.

6- OSTEOMIELITE: A osteomielite dos ossos em torno das cavidades nasais, com o advento da

antibioticoterapia, tornou-se muito rara.

7- COMPLICAÇÕES ORBITÁRIAS: São raras. Podem ocorrer por lesões da fina lâmina óssea que

separa o nariz e os seios da face da cavidade orbitária (lâmina papirácea), levando à celulite orbitária, abcesso orbitário e à paresia ou paralisia dos músculos do olho, neurite, cegueira, meningite e tromboflebite do seio cavernoso.

8- OLFATO: Geralmente o olfato fica reduzido na presença da poli pose nasal e, após a cirurgia, na

maioria das vezes melhora. Em alguns casos poderá haver piora ou perda total.

9- RECIDIVA: Quando a polipose nasal é de causa alérgica geralmente há recidiva após meses ou

anos. Outros processos nasais e sinusais recidivam mais raramente CBHPM: 3.05.02.00-4

CID: J-33.0 / J-32 Infecção hospitalar:

A portaria nº. 2.616, de 12/05/1998 do Ministério da Saúde estabeleceu as normas do Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), obrigando os hospitais a constituir a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar). Os índices de infecção hospitalar aceitos são estabelecidos, usando-se como parâmetro o NNIS (Nacional Nosocomial Infectores Surveillance – Vigilância Nacional Nosocomial de Infecção), órgão internacional que estabelece os índices de infecção hospitalar aceitos e que são:

1- Cirurgias limpas: 2% (são aquelas que não apresentam processo infeccioso e inflamatório local e durante a cirurgia, não ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);

2- Cirurgias potencialmente contaminadas: 10% (aquelas que necessitam drenagem aberta e ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);

3- Cirurgias contaminadas: 20% (são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizadas e abertos, colonizadas por flora bacteriana abundante de difícil ou impossível descontaminação, sem supuração local). Presença de inflamação aguda na incisão cirúrgica e grande contaminação a partir do tubo digestivo. Inclui obstrução biliar e urinária.

4- Cirurgias infectadas: 40% (são aquelas realizadas na presença do processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico).

Declara ainda, ter lido as informações contidas no presente instrumento, as quais entendeu perfeitamente e aceitou, compromissando-se respeitar integralmente as instruções fornecidas pelo(a) médico(a), estando ciente de que sua não observância poderá acarretar riscos e efeitos colaterais a si (ou ao paciente).

Declara, igualmente, estar ciente de que o tratamento adotado não assegura a garantia de cura, e que a evolução da doença e do tratamento podem obrigar o(a) médico(a) a modificar as condutas inicialmente propostas, sendo que, neste caso, fica o(a) mesmo(a) autorizado(a), desde já, a tomar providências necessárias para tentar a solução dos problemas surgidos, segundo seu julgamento.

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Finalmente, declara ter sido informado a respeito de métodos terapêuticos alternativos e estar atendido em suas dúvidas e questões, através de linguagem clara e acessível. Assim, tendo lido, entendido e aceito as explicações sobre os mais comuns RISCOS E COMPLICAÇÕES deste procedimento, expressa seu pleno consentimento para sua realização.

__________________________/______/_____________________ /20________.

Cidade

______________________________ _________________________

Nome do Paciente ou Responsável Nome do Médico RG: CRM: CPF: TESTEMUNHAS:

______________________________ _________________________

Nome: Nome: RG: RG: CPF: CPF:

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REVOGAÇÃO

(PREENCHIMENTO APENAS EM CASO DE DESISTÊNCIA)

Declaro que é possível a qualquer momento, antes da cirurgia revogar o meu consentimento. Sendo assim, REVOGO o consentimento prestado anteriormente e afirmo que não desejo prosseguir o tratamento que me foi proposto, que dou como finalizado nesta data. Ainda assim ISENTO de qualquer responsabilidade o médico assistente.

____________________________, _____/ ____________________/ 20_______. Cidade

_______________________________ ___________________________

Nome do paciente ou Responsável Nome do Médico RG: CRM: CPF: TESTEMUNHAS: ____________________________ _____________________________ Testemunha: Testemunha: RG: RG: CPF: CPF:

Código de Ética Médica – Art. 31- É vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

Art. 34º - É vedado ao médico deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal. Lei 8.078 de 11/09/1990 - Código Brasileiro de Defesa do Consumidor: Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. Art. 39º - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços dentre outras Praticas abusivas: VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.

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