Ano: XXIII - Nº 5.484 Terça-feira, 4 de novembro de 2014
Bancada do PT tem reunião hoje às 16h
Após a eleição que aclamou Dilma Rousseff para um novo mandato como presidenta da República, a Bancada do PT na Câmara fará sua primeira reunião hoje, às 16h, para uma análise da conjuntura política do momento. O encontro será no plenário 13 da Câmara.
ecutiva Nacional do PT defende diálogo para
Executiva Nacional do PT defende diálogo para
reforma política e democratização da mídia
GUSTAVO BEZERRA/PT NA CÂMARA
A Executiva Nacional do PT aprovou ontem Resolução Política que, entre outros pontos, reafirma o compromisso do partido com a reforma política. “É urgente construir hegemonia na sociedade, promover reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a democratização da mídia. Para tanto, antes de tudo é preciso dialogar com o povo, condição vital para um partido de trabalhadores”, diz o texto.
O documento estabeleceu como ação imediata a participação da militância nos atos em defesa da democracia e da reforma política, previstos para a semana de 9 a 15 de novembro.
O texto aprovado pelos dirigentes do PT definiu também que o partido, no novo mandato da presidenta Dilma Rousseff, deve atuar mais intensamente nas decisões e sugerir medidas claras no debate sobre a política econômica, sobre a reforma política e em defesa da democracia nos meios de comunicação.
O documento conclama o conjunto das forças políticas que elegeram Dilma para se unirem em torno do novo mandato. “Para que a presidenta Dilma possa fazer um
segundo mandato superior ao primeiro, será necessário, em con-junto com partidos de esquerda, desencadear um amplo processo de mobilização e organização dos milhões de brasileiros que saíram às ruas para apoiar Dilma Rousseff, mas também para defender nossos direi-tos humanos, nossos direidirei-tos à democracia, ao bem estar social, ao desen-volvimento, à soberania nacional”, diz o texto.
Vitória Vitória Vitória Vitória
Vitória - A Executiva Nacional fez também um balanço das elei-ções de 2014. A Resolução aponta a reeleição da presidenta Dilma como “uma vitória, sobretudo do PT e do nosso projeto, que conquista um quarto mandato, algo que nenhuma outra força política havia alcan-çado até agora no País”. Para o vice-presidente do PT, deputado JoséJoséJoséJoséJosé Guimarães (PT-CE)
Guimarães (PT-CE)Guimarães (PT-CE)
Guimarães (PT-CE)Guimarães (PT-CE), a maioria dos dirigentes petistas tem a compre-ensão de que o partido saiu vitorioso das urnas, apesar da redução da bancada e algumas derrotas localizadas.
José Guimarães disse que entre os desafios futuros que o partido e o governo têm para os próximos anos está “a centralidade da reforma política com plebiscito e mobilização popular”.
O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP),Vicentinho (SP),Vicentinho (SP),Vicentinho (SP),Vicentinho (SP), acredita que as expectativas apontadas nas urnas com a eleição de Dilma, exigem que a presidenta tenha um mandato melhor que o mandato anterior. “O entendimento é que devemos trabalhar para que Dilma seja a melhor presidenta. Nesse caminho, é preciso que haja articulação e discussão com a base aliada e esse é o objetivo: rearrumar a base para os desafios que virão”, afirmou Vicentinho.
Diretório Diretório Diretório Diretório
Diretório - De acordo com Vicentinho, o documento elaborado pela Executiva será encaminhado ao Diretório Nacional que tem encontro marcado nos dias 28 e 29 de novembro, em Fortaleza. Os dirigentes petistas esperam contar com a presença da presidenta Dilma no encontro.
Mídia Mídia Mídia Mídia
Mídia - Em relação ao debate sobre a mídia, Vicentinho frisou que a discussão revelou “um sentimento muito grande de que a mídia venha a ser, de fato, democrática”.
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Líder da Bancada: Deputado Vicentinho (SP)
Chefe de Gabinete: Marcus Braga - Coordenação da Imprensa: Denise Camarano (Editora-chefe); Paulo Paiva Nogueira (Assessoria de Imprensa) Editores: Vânia Rodrigues e Tarciano Ricarto
Redação: Benildes Rodrigues, Gizele Benitz, Héber Carvalho, Rogério Tomaz Jr., Tarciano Ricarto, Vânia Rodrigues e Késia Oliveira (estagiária) - Rádio PT: Ana Cláudia Feltrim , Chico Pereira e Ivana Figueiredo
- Fotógrafos: Gustavo Bezerra e Salu Parente Video: João Abreu
Projeto Gráfico: Sandro Mendes - Diagramação: Sandro Mendes e Ronaldo Martins - Web designer e designer gráfico: Claudia Barreiros - Secretária de Imprensa: Maria das Graças Colaboração: Assessores dos gabinetes parlamentares e da Liderança do PT.
O Boletim PT na Câmara, antigo Informes, foi criado em 8 de janeiro de 1991 pela Liderança do PT na Câmara dos Deputados.
EXPEDIENTE
O deputado Luiz Couto (PT-PB)Luiz Couto (PT-PB)Luiz Couto (PT-PB)Luiz Couto (PT-PB) ocupou aLuiz Couto (PT-PB) tribuna ontem para questionar a suspensão, por uma semana, da escolta da Polícia Federal (PF) que há quatro anos o acompanha devido a ameaças de morte por grupos de extermínio na Paraíba.
“Não estou acusando ninguém, mas queria saber da direção-geral da Polícia Federal o porquê em querer brincar com a vida de um parlamentar reeleito pelo PT e ameaçado pelo crime organizado e outros criminosos os quais denunciei e venho denunciando. Por que quiseram deixar-me exposto aos criminosos exatamente na semana em que estava planejando fazer uma enorme campanha para nossa presidente reeleita Dilma Rousseff? Não sei em quem mais confiar, pois confio no trabalho dedicado da Polícia Federal da Paraíba à minha proteção, e simplesmente vem uma ordem superior e me jogam às traças”,
O plenário da Câmara poderá apreciar nesta semana a medida provisória (MP 657/ 14), que estabelece novos cri-térios para ocupantes do cargo de diretor-geral da Polícia Fe-deral. A MP é o primeiro item da pauta de votação. Estão marcadas sessões deliberati-vas ordinárias hoje e amanhã, às 14h, com Ordem do Dia a partir das 16h.
A comissão mista que analisou a medida provisória
já aprovou o texto. O vice-presidente do colegiado é o deputado Nelson PNelson PNelson PNelson PNelson Pellegrino (PT-BA).ellegrino (PT-BA).ellegrino (PT-BA).ellegrino (PT-BA).ellegrino (PT-BA).
A medida provisória 657 torna o cargo de diretor-geral da PF privativo de delegado da classe especial, que é o mais alto na hierarquia do órgão. A medida também estabelece que o ingresso no cargo de delegado da Polícia Federal só poderá ser exercido por bacharel em Direito que tenha pelo menos três anos de atividade jurídica ou policial, a serem comprovados no ato da posse.
PLENÁRIO
Câmara poderá votar medida que estabelece
novos critérios para cargos de direção da PF
Diversidade Biológica Diversidade Biológica Diversidade Biológica Diversidade Biológica
Diversidade Biológica - Outro item da pauta do plenário é o projeto de lei (PL 7735/14), do Poder Executivo, que trata sobre a Convenção sobre Diversida-de Biológica. A Convenção trata do acesso ao patrimô-nio genético; da proteção e acesso ao conhecimento tradicional associado; da repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade.
A proposta prevê uma revisão de toda a legisla-ção que trata de pesquisa científica e exploralegisla-ção do patrimônio genético de plantas e animais nativos; e
dos conhecimentos indígenas ou tradicionais sobre proprie-dades e usos de plantas, extra-tos e outras substâncias.
Direitos Humanos Direitos HumanosDireitos Humanos Direitos HumanosDireitos Humanos – Também poderá ser apreciado o projeto de resolução (PRC 234/13) de autoria do deputado Renato SimõesRenato SimõesRenato SimõesRenato SimõesRenato Simões (PT-SP).
(PT-SP).(PT-SP). (PT-SP).
(PT-SP). A proposta cria o Prêmio Evandro Lins e Silva de Direitos Humanos, a ser con-cedido anualmente pela Câma-ra a três cidadãos ou institui-ções que tenham se destacado na promoção e na defesa dos direitos humanos no País.
Pelo projeto, o prêmio de direitos humanos da Câmara será entregue sempre em 17 de dezembro, dia da morte do jurista. Lins e Silva morreu em 2002, aos 90 anos. Considerado um dos mais im-portantes juristas e advogados do País, Evandro Lins e Silva atuou em casos de repercussão nacional e esteve à frente do Supremo Tribunal Federal duran-te a Ditadura Militar.
PLENÁRIO
Luiz Couto questiona suspensão de escolta da Polícia Federal
desabafou o parlamentar.
De acordo com Luiz Couto, a suspensão da es-colta policial ainda durante a campanha eleitoral de 2014 prejudicou sua agenda. “Fiquei uma se-mana exata sem proteção policial e nestes dias tive que cancelar agendas de campanha. Deus é tão bom comigo que naquele final de semana, amigos e agentes ficaram comigo em seus períodos de folga. E, no decorrer da semana, alguns amigos da polícia da Paraíba fizeram minha proteção”.
A escolta da PF já foi reestabelecida mas, de acordo com Luiz Couto, existe risco de ser interrompi-da outra vez. “Estou com a proteção pessoal reestabe-lecida. Só que paira uma duvida, até quando? Pois foi pela segunda vez que o diretor geral da PF questionou a falta de razão e fundamentos fáticos para me darem proteção. Quero pedir que a presidenta Dilma tome ciência destes relatos e tome algumas providências, pois a vida é o maior bem que todo o ser humano detém e a proteção a ela deverá daqui para frente ser discutida dentro desta Casa e na Presidência da Repú-blica com mais rigor”, frisou o petista.
Luiz Couto passou a receber a segurança especial em 2010, com interveniência da Comissão Interameri-cana de Direitos Humanos, e atribui as ameaças de morte que sofre a uma milícia que teria assassinado mais de 200 pessoas, inclusive o ativista Manoel Matos.
REFORMA POLÍTICA
Petistas defendem votação de projeto sobre plebiscito
para Constituinte Exclusiva da reforma política
Os deputados petistas Renato
Renato Renato Renato
Renato Simões (SP)Simões (SP)Simões (SP)Simões (SP)Simões (SP) e Fátima Bezerra (RN) Fátima Bezerra (RN) Fátima Bezerra (RN) Fátima Bezerra (RN) Fátima Bezerra (RN) de-fenderam ontem, no ple-nário da Câmara, a apro-vação do Projeto de De-creto Legislativo (PDC 1508/14) que propõe um plebiscito oficial
so-bre a convocação de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para promover a reforma do Sistema Político Brasileiro.
A proposta já conta com amplo apoio da so-ciedade civil organizada. Na última sexta-feira (31), por exemplo, a Secretaria Operativa Naci-onal da Campanha do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Siste-ma Político Siste-manifestou, em nota oficial, apoio ao PDC 1508/14 de autoria, entre outros, do deputado Renato Simões...
O Plebiscito Popular recolheu 7.754.436 mi-lhões de votos em todo o País entre os dias 1 e 7 de setembro. Aproximadamente 97% dos participantes votaram favoravelmente à realização de uma As-sembleia Nacional Constituinte para realizar a re-forma política. O resultado foi entregue aos três poderes da República nos dias 13 e 14 de outubro. O movimento que organizou o Plebiscito Popular
con-tou com a participação de quase 500 entidades da sociedade civil.
Segundo Renato Simões, a pressão da socie-dade civil é fundamental para viabilizar a reforma. “Há uma constatação de que é muito difícil apro-var a reforma política sem mobilização social. E apenas uma Constituinte Exclusiva pode contornar a omissão do Congresso que até hoje não fez essa reforma”, declarou.
Na nota, a Secretaria Nacional do Plebiscito Popular esclarece que atualmente existem apenas duas propostas de reforma política. Mas deixou claro que apenas uma conta com o apoio do movi-mento. “Uma, na qual os deputados juntaram to-dos os 37 projetos que tratavam de reforma políti-ca e transformaram em uma únipolíti-ca proposta de emenda à Constituição (PEC 352/13), não muda nada de essencial no sistema político “, afirma. Segundo a Secretaria, essa seria a proposta que
após aprovada passaria por um referendo em que o povo diria sim ou não.
Já a outra proposta, a do PDC 1508/14, é defen-dida pela Secretaria Naci-onal da Campanha do Ple-biscito Popular. Segundo o movimento, o projeto é o único que representa uma transformação verdadeira do sistema político. “Hoje se concretiza num projeto de decreto legislativo (PDC 1508/2014) que propõe um Plebiscito oficial sobre a convocação de uma Constituinte, Exclusiva e Soberana do Sistema Políti-co, ou seja, uma assembleia de representantes do povo, livremente eleita, que promova as mudanças necessárias no nosso sistema político”, defende.
Ao reafirmar a importância da questão, a putada Fátima Bezerra afirmou que todas as de-mais reformas dependem do aprimoramento do processo político-eleitoral. “Enfim, todas essas outras reformas, repito, igualmente importantes para que a gente possa avançar do ponto de vista de aperfeiçoar a democracia brasileira, com mais igualdade social, com mais cidadania. Todas essas reformas só prosperarão nesta Casa se antes for feito o dever de casa fundamental, que é exata-mente a questão da reforma política”, declarou.
COMUNICAÇÃO
Câmara realiza Fórum de Comunicação:
Momento é de debate sobre regulação do setor
A Câmara dos Deputados realiza nos dias 13 e14 de novembro o Fórum Brasil de Comunicação Pública com o objetivo articular as emissoras públi-cas de rádio e TV e capacitar as organizações para atuar na regulação do setor e na formulação de políticas públicas. Para o deputado e jornalista PPPPPauloauloauloauloaulo Pimenta (PT-RS)
Pimenta (PT-RS)Pimenta (PT-RS) Pimenta (PT-RS)
Pimenta (PT-RS), autor da PEC 386/09 que res-tabelece a exigência do diploma para jornalista, o período pós-eleição exige aprofundamento do de-bate sobre essa temática.
“Mais do que nunca, após a eleição, fica claro que a mídia precisa de uma regulação democrática e transparente. O monopólio sem controle que perpetua ao longo de décadas foi perverso. Essa iniciativa da Câmara é urgente e esse tema deve ser prioritário para o País”, observou Paulo Pimenta.
Celso Schroder , presidente da Federação Nacio-nal dos JorNacio-nalistas (Fenaj), uma das entidades parti-cipantes do Fórum, compartilha da mesma opinião. “Terminada a eleição, fica claro uma crise de
identi-dade que as empresas comerciais sofrem no País. Elas assumiram postura partidária, com prática de crime eleitoral”, alertou.
Para Celso Schroder, a mídia brasileira adota “no dia a dia, o comportamento partidário, inclusive após o período eleitoral, o que pode levar o Brasil a um ambiente político de instabilidade, promovendo a cisão no País, o que compromete a democracia brasileira”.
O presidente da Fenaj disse ainda que a crise da imprensa privada revela a necessidade de um marco
regulatório para o setor. Ele lembrou que na disputa presidencial, principalmente no segundo turno, “mui-tos veículos de comunicação – entre eles os princi-pais jornais e revistas de circulação nacional e os principais grupos de rádio e TV – abdicaram do jor-nalismo como atividade de produção e veiculação de informação isenta, plural e ética”.
Fórum Fórum Fórum Fórum
Fórum – O evento, organizado pela Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados e pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Fren-teCom), acontece no auditório Nereu Ramos. O Fó-rum conta com a parceira de entidades como a Fenaj, FNDC, Fitert, Renajoc, Intervozes, Barão de Itararé, Astral, Frenavatec, Arpub, Amarc, Abccom, ABTU, Abra-ço, MNRC, Sinttel-DF, Fenaj, Sindicato dos Jornalis-tas do DF e Conselho Curador da EBC.
A inscrição para participação no evento pode ser feita pelo site: http://www.camara.leg.br/eventos-divulgacao/evento?id=11191
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A Comissão de Legislação Participativa aprovou na semana passada o parecer do deputado Fernan-Fernan-Fernan-Fernan- Fernan-do
do do do
do Ferro (PT-PEFerro (PT-PEFerro (PT-PEFerro (PT-PEFerro (PT-PE) à proposta da Nova Central Sindical de Trabalhadores que regulamenta a pro-fissão de costureiro. “O objetivo da regulamentação é dar um regramento especial à honrosa e tradicio-nal profissão das costureiras e dos costureiros de todo o Brasil”, argumentou.
O texto aprovado estabelece a definição da pro-fissão de costureiro, uma jornada de 8 horas diária e 44 horas semanais; pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho; intervalo de duas horas para refeição, após quatro horas de trabalho na mesma empresa; adicional de horas extras de 50% e 100% em dias normais e em sábados e domingos, respecti-vamente; adicional de 30% para o trabalho noturno; piso nacional de salário. A regulamentação ficará a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego.
Fernando Ferro citou pesquisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial, realizada em 2013, que aponta mais de 1,6 milhão de pessoas trabalhan-do no setor têxtil. Ainda, seguntrabalhan-do o estutrabalhan-do, o Brasil é o quinto maior produtor têxtil do mundo e quarto maior do segmento de vestuário.
Esses dados, afirmou o parlamentar do PT,
evi-Líder rebate pressão do Conselho Federal
de Medicina pelo fim do Mais Médicos
MAIS MÉDICOS
O líder do PT na Câmara, deputado VicentinhoVicentinhoVicentinhoVicentinhoVicentinho (SP),
(SP), (SP), (SP),
(SP), rebateu na sexta-feira (31) o manifesto divul-gado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no qual exige dos governos federal, estadual e municipal uma série de medidas, como o fim do Programa Mais Médicos e a suspensão da abertura de novos cursos de medicina no País, como condição para o que chama de “manutenção de suas atribuições constitucionais”.
Para Vicentinho, as exigências são mais uma for-ma de tentar pressionar o governo federal diante de iniciativas bem sucedidas, como o Mais Médicos. “En-tendo esse posicionamento como uma forma de acan-tonar a presidenta Dilma Rousseff. Um corporativis-mo antidecorporativis-mocrático”, afircorporativis-mou o parlamentar.
O deputado Vicentinho questionou a posição do CFM contrária à abertura de novos cursos, iniciada pelo governo Dilma, com o objetivo de suprir a carência de profissionais no País. “A construção de mais escolas de medicina é justamente para que, no futuro, não precisemos contratar médicos estrangeiros”, explicou Vicentinho.
No documento, intitulado “Manifesto em Defesa
da Saúde Brasileira”, a entidade corporativa agrega
44 ‘exigências’ aos governos municipal, estadual e federal cujo cumprimento é “condição incontornável para manter a obediência às diretrizes e aos princípi-os constitucionais que regulam a assistência nas re-des pública, suplementar e privada’”.
No documento os profissionais destacam a preo-cupação com o que chamam de subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), alegam a falta de preparo e de modernidade nos processos de gestão do sistema, ausência de uma política de valorização e respeito aos profissionais, além de cobrarem
meca-nismos de monitoramento e controle de gastos e re-sultados das ações anunciadas pelo Estado. Criticam também a eficácia do Programa Mais Médicos.
Entretanto, segundo dados do governo federal, o Programa Mais Médicos está longe de representar o descaso alegado pelo manifesto. Atualmente, mais de 50 milhões de pessoas contam com atendimento em saúde graças à iniciativa, que está presente em três mil municípios.
O programa faz parte de uma estratégia do go-verno Dilma para ampliar o atendimento médicos a todos os municípios do País e aumentar também o quadro de médicos no Brasil para 2,5 médicos por grupo de mil habitantes. Atualmente, o índice é de 1,8, em dados gerais.
A região Norte, entretanto, ainda possui menor proporção. Em números absolutos, eles somam 12,5 mil profissionais, o que significa 0,8 médico para cada grupo de mil habitantes. Desde que foi criado, o Programa Mais Médicos enfrenta resistência de parte dos profissionais brasileiros.
COMISSÕES
Comissão aprova proposta para
regulamentação da profissão de costureiro
denciam claramente a importância social e econô-mica do setor para o País e principalmente para o Nordeste, cuja região é a segunda maior produtora
de vestuários do Brasil. Tramitação Tramitação Tramitação Tramitação
Tramitação – Com a aprovação do parecer na Comissão da Legislação Participativa, a sugestão foi transformada no PL 8053/14 e será analisada pelas comissões de mérito da Câmara. A proposta poderá ser apensada a um projeto de lei (PL 7806/ 14) de conteúdo semelhante de autoria do deputado Amauri T
Amauri TAmauri T
Amauri TAmauri Teixeira (PT-BAeixeira (PT-BAeixeira (PT-BAeixeira (PT-BA). O PL do petista tam-eixeira (PT-BA bém fixa jornada de trabalho, pisos salariais e obriga-ções das empresas, que ficariam proibidas de fazer revista íntima e de cobrar por danos em peças.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
NA TRIBUNA
Benedita cumprimenta Clube Militar por nota em respeito à democracia
A deputada Benedita da SilvaBenedita da SilvaBenedita da SilvaBenedita da SilvaBenedita da Silva (PT-RJ)
(PT-RJ)(PT-RJ) (PT-RJ)
(PT-RJ) registrou em plenário nota divulgada pelo Clube Militar no site da instituição onde “reafirma a democra-cia como o espaço de exercício da cida-dania e exercício do voto”. De acordo com Benedita, “a nota rechaça as vozes que insistem em contestar o resultado do pleito eleitoral, que reelegeu a
pre-sidenta Dilma, frustrando radicalmente os opositores mais radicais costumeiramente avessos à democracia”.
Na avaliação de Benedita da Silva, a nota do Clube Militar é de grande magnitude e alcance político. “Que seguramente ajuda a arrefecer os ânimos acirrados durante a campanha presidencial. Ressalto que a maioria, mesmo críticos ao nosso governo, dão uma demonstração de que o exercício democrático é o melhor caminho para o exercício da cidadania e da busca dos direitos e da vontade popular”, afirmou.
“Cumprimento os membros do Clube Militar, mes-mo sabendo do seu espírito crítico ao nosso governo. O gesto dos militares da reserva é um desmonte a qual-quer espírito de revanchismo ou tentativa de golpe con-tra a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. É um feito de grandeza que apenas se restringe em reafirmar que a democracia deve ser um bem maior e que esteja acima de qualquer ambição político-partidária e do espírito de derrota e que a frustração momentânea só é justificável se manifestado dentre do escopo e do respeito a demo-cracia brasileira”, frisou a Benedita da Silva.
Senado vai apreciar decreto da participação social e
petistas lamentam “equívoco” em votação na Câmara
O líder do PT no Senado, senador Humberto Costa (PE), defendeu na semana passada o decreto presi-dencial 8.243/14, que institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Ele disse esperar que o Senado reveja a decisão da Câmara dos Deputados que, na terça-feira (28), rejeitou o decreto. “A deci-são da Câmara é um equívoco porque vai contra o desejo do brasileiro de maior participação nas deci-sões que afetam a vida do País”, argumentou, relem-brando os protestos de junho de 2013, quando a população pediu mais representatividade.
Na semana passada parlamentares da Bancada do PT lamentaram a rejeição do decreto pela Câmara dos Deputados. Na avaliação do líder do partido, de-putado Vicentinho (SPVicentinho (SPVicentinho (SPVicentinho (SPVicentinho (SP), não foi uma derrota do governo, mas do movimento popular. “Deixa-se de avançar na participação direta da sociedade”, lamen-tou. Vicentinho disse que a
popula-ção agora, mais do que nunca, precisa ficar ainda mais atenta às decisões do Congresso Nacional.
Para o líder do governo, deputado HenriqueHenriqueHenriqueHenriqueHenrique Fontana (PT-RS
Fontana (PT-RS Fontana (PT-RS Fontana (PT-RS
Fontana (PT-RS), o decreto apenas fortalece um conjunto de conselhos. “Ele melhora e amplia a par-ticipação da sociedade no controle da gestão públi-ca”, declarou.
Na avaliação do deputado Afonso FlorenceAfonso FlorenceAfonso FlorenceAfonso FlorenceAfonso Florence (PT-BA
(PT-BA (PT-BA (PT-BA
(PT-BA), “não há uma linha sequer neste decreto que prove a subtração de prerrogativas do Legislativo, como argumentou a oposição. Ao contrário, ele forta-lece a democracia com a participação da sociedade civil, dos movimentos sociais organizados, setores empresariais, acadêmicos, instituições de pesquisa”. O deputado Alessandro Molon (PT-RJAlessandro Molon (PT-RJAlessandro Molon (PT-RJAlessandro Molon (PT-RJAlessandro Molon (PT-RJ) avaliou que a Câmara caminhou na contramão da história, ao sustar os efeitos do decreto da participação popular. “Este decreto, a que alguns se referem como ‘bolivari-ano’ sem sequer conhecê-lo, apenas regulamenta a
Política Nacional de Participação Social, afinal, os con-selhos de participação popular já existem. E não retira nenhum poder do Congresso, como argumentam”.
Para a deputada Margarida Salomão (PT-MG),Margarida Salomão (PT-MG),Margarida Salomão (PT-MG),Margarida Salomão (PT-MG),Margarida Salomão (PT-MG), “ressentimentos pós-eleitorais misturados à assustadora ignorância histórica não podem prejudicar o avanço da democracia brasileira”, afirmou.
O deputado Marcon (PT-RS) Marcon (PT-RS) Marcon (PT-RS) Marcon (PT-RS) Marcon (PT-RS) enfatizou que os parlamentares que votaram contra o decreto mostra-ram que não concordam que a comunidade participe das decisões políticas, pois são os conselhos de parti-cipação popular que permitem que as entidades par-ticipem e influenciem as políticas e os programas de governo. “Ainda assim, seguiremos lutando para que a população tenha mais voz e espaços de participação junto à administração pública. Essa decisão da oposi-ção demonstra a falta de responsabilidade com a democracia no Brasil”, criticou.
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF Erika Kokay (PT-DF Erika Kokay (PT-DF Erika Kokay (PT-DF Erika Kokay (PT-DF), a vo-tação que derrubou o decreto da participação popular foi uma “demonstração de autoritarismo e desres-peito ao povo brasileiro”.
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A comissão mista que analisa a medida provisória (MP 653/14), que flexibiliza a presença obrigatória de um farmacêutico em farmácias caracterizadas como pequenas ou microempresas realiza audiência pública hoje para debater a proposta. Pela Lei 13.021/14, a presença desse profissional é obrigatória em todos os estabelecimentos. Com a medida provisória, as farmácias enquadradas no Estatuto da Micro e Pequena Empresa passaram a adotar as regras da Lei 5.991/73.
Essa lei permite, em casos específicos, a presença de prático de farmácia, oficial de farmácia ou outro, inscrito em Conselho Regional de Farmácia, como responsável do estabelecimento. A permissão é feita pelo órgão sanitário em razão de interesse público, como a necessidade de haver farmácia em pequenos municípios.
Participam do debate marcado para as 14h30, no plenário 9 da ala Alexandre Costa, do Senado, representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal, da Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias, e da Federação Nacional dos Farmacêuticos.
Ministério Público Ministério PúblicoMinistério Público Ministério Público
Ministério Público – Será instalada hoje às 14h30, no plenário 16, a comissão especial para analisar a PEC 204/12 que trata das regras para indicação de membros do Ministério Público.
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) marcou reunião do Comitê de Avaliação das Informações so-bre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) para hoje às 15h30, com o objetivo de avaliar o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou indícios de irregularidades graves em 15 obras espalhadas por dez estados brasileiros. O COI é responsável por analisar as informações for-necidas pelo TCU e determinar quais as obras que serão incluídas no Anexo VI, do projeto de Lei Orça-mentária Anual (LOA) para 2015, deixando de rece-ber recursos no próximo ano.
Entre as obras listadas pelo TCU estão a ferrovia de integração Oeste-Leste, na Bahia; a ferrovia Norte-Sul, nos trechos de Goiás e Tocantins; o terminal fluvial de Barcelos, no Amazonas; o controle de en-chentes do Rio Poty, no Piauí; a construção da Vila Olímpica de Parnaíba, também no Piauí; e a melhoria do Complexo Esportivo Canarinho, em Roraima. A reu-nião dos membros do COI será na Presidência da CMO. “O comitê tem um papel fundamental de acompa-nhar essas obras que estão com algum tipo de
pendên-A Comissão de Seguridade Social e Família, pre-sidida pelo deputado Amauri TAmauri TAmauri TAmauri TAmauri Teixeira (PT-BAeixeira (PT-BAeixeira (PT-BAeixeira (PT-BAeixeira (PT-BA), realiza hoje o 7º Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem. Temas como doenças cardiovasculares, saúde mental e câncer de próstata serão discutidos por parlamentares e especialistas da área. O ministro da Saúde, Artur Chioro, é um dos convidados para o
A comissão mista que analisa a medida provisória (MP 652/ 14) que define subsídios para a aviação civil regional discute o tema hoje, às 14h30, em audiência pública. O presidente é o deputado Assis Carvalho (PT-PIAssis Carvalho (PT-PIAssis Carvalho (PT-PIAssis Carvalho (PT-PIAssis Carvalho (PT-PI).
A medida provisória cria o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional para estimular operações de empresas aéreas em aeroportos com até um milhão de passageiros por ano.Pelo texto, a subvenção atuará no sentido de baratear as passagens aéreas em voos com origem ou destino em aeroportos regionais, como os localizados na Amazônia.
Foram convidados para o debate representantes da Secretaria de Aviação Civil, de entidades das empresas aéreas, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do sindicato dos aeronautas e da Infraero. A audiência será realizada no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado.
Comitê de Avaliação analisará obras
com indícios de irregularidades
cia, e a nossa expectativa como integrante desse cole-giado é cumprir uma agenda de acompanhamento des-sas obras com o objetivo de tentar uma solução para fazê-las caminhar normalmente”, afirma o deputado Assis Carvalho (PT-PI)
Assis Carvalho (PT-PI)Assis Carvalho (PT-PI)
Assis Carvalho (PT-PI)Assis Carvalho (PT-PI), integrante do COI. Outras reuniõesOutras reuniõesOutras reuniõesOutras reuniõesOutras reuniões – A CMO, que é presidida
pelo deputado Devanir Ribeiro (PT-SP)Devanir Ribeiro (PT-SP)Devanir Ribeiro (PT-SP)Devanir Ribeiro (PT-SP)Devanir Ribeiro (PT-SP), tam-bém marcou para amanhã outras duas reuniões. A primeira será do Colegiado de Líderes, às 14h, na presidência da própria comissão, para tratar, entre outros pontos, de construir um consenso para a apro-vação do relatório preliminar ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (PLN 3/14), de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).
O relatório é um dos pontos da pauta da reunião extraordinária marcada para as 14h30, no plenário 2. Das 14 emendas apresentadas ao projeto, o relator ofereceu voto pela aprovação, na íntegra, de quatro delas e pela aprovação parcial de outras cinco. As demais foram rejeitadas.
Para a reunião extraordinária, há ainda a expec-tativa de votação de alguns dos sete projetos de lei do Congresso (PLNs) que tramitam na comissão e preve-em abertura de crédito extraordinário a diversos ór-gãos. Entre eles, está o projeto que destina R$ 50,9 milhões em favor da Justiça Eleitoral e dos ministéri-os de Minas e Energia e dministéri-os Transportes (PLN 4/14). O relatório é do deputado Cláudio Puty (PT-PA).Cláudio Puty (PT-PA).Cláudio Puty (PT-PA).Cláudio Puty (PT-PA).Cláudio Puty (PT-PA).
Comissão de Seguridade realiza fórum sobre saúde do homem
evento que ocorrerá no plenário 7, a partir das 14 h. O fórum faz parte do Movimento Novembro Azul, campanha de combate ao câncer de próstata realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida e com o apoio da Frente Parlamentar de Atenção Integral à Saúde do Homem.
Parlamentares discutem
MP que cria estímulo
para aviação regional
Comissão promove debate sobre
dispensa de farmacêutico em farmácias
Depois do sucesso da Copa do Mundo, o Brasil se consolida como sede de grandes eventos esporti-vos. O próximo desafio será a realização dos I Jogos Mundiais Indígenas (JMI), que acontecerão em se-tembro de 2015 em Palmas (TO), com a presença de mais de dois mil atletas de 30 países. A decisão de realizar os I Jogos Mundiais Indígenas em Pal-mas aconteceu em reunião do Comitê Intertribal realizada na Organização das Nações Unidas (ONU), que referendou a escolha.
A Embratur começará a promoção dos Jogos Mun-diais Indígenas na WTM, que acontece nesta semana em Londres e reúne cerca de 50 mil visitantes. Além disso, o Instituto incorporará o evento nas demais feiras e ações que realizará até o início dos JMI, em setembro de 2015. “A realização dos Jogos Mundiais Indígenas no Brasil é mais uma oportunidade de
mos-BRASIL
Brasil sediará em 2015 a primeira edição
dos Jogos Mundiais Indígenas
Governo participa de seminário de políticas
para agricultura familiar no Chile
O governo brasileiro participa até quarta-feira (5) do Seminário de Políticas Públicas e Agricultura Familiar na América Latina, em Santiago, capital do Chile. O evento faz parte das comemorações do Ano Internacional da Agricultura Familiar, Indígena e Cam-ponesa (AIAFIC) e é organizado pela Comissão Econô-mica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
O evento traz propostas como a troca de experiência para a promoção e o fortalecimento do setor que atu-almente é considerado pela Organi-zação das Nações Unidas (ONU) imprescindível para a segurança ali-mentar e nutricional e combate à fome no mundo.
As discussões vão dar continuidade à análise das políticas públicas para se construir um modelo que desenvolva a agricultura familiar na região, onde vivem 14,2 milhões de agricultoras e agricultores familiares.
“O que se propõe é a consolida-ção de um modelo de produconsolida-ção que é tão importante pela geração de em-prego, pela segurança alimentar e por ser uma forma de agricultura distri-buída em todos os biomas”, explica o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, que re-presenta o Brasil no seminário.
Durante a programação serão apresentadas as
principais ações do governo brasileiro para o se-tor, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Na safra 2014/ 2015 o programa conta com R$ 24,1 bilhões para financiar custeio e investimento em plantações e atividades pecuárias.
Para a deputada Luci Choinacki (PT-SC),Luci Choinacki (PT-SC),Luci Choinacki (PT-SC),Luci Choinacki (PT-SC),Luci Choinacki (PT-SC), coordenadora da Frente da Agroecologia e Produ-ção Orgânica, o convite ao Brasil é “um reconheci-mento das nossas boas políticas de valorização da agricultura familiar”.
A parlamentar atribuiu o bom desempenho do setor aos governos Lula e Dilma que contribuíram significativamente para seu crescimento. “Ao longo desses anos de governo do PT foram implantadas políticas para que se invista mais em agricultura fa-miliar, como a instituição do MDA durante a gestão de Lula, que teve o sentido de defesa da agricultura familiar e da valorização dos pequenos produtores.” trar ao mundo a diversidade do Brasil,
além de valorizar a riqueza cultural dos povos indígenas e promover outros seg-mentos do Turismo como o Ecoturismo e o Turismo de Aventura”, avalia o pre-sidente da Embratur, Vicente Neto.
Para o presidente da Frente
Parla-mentar em Defesa dos Povos Indígenas, deputado PPPPPadre Tadre Tadre Tadre Ton (PT-RO)adre Ton (PT-RO)on (PT-RO)on (PT-RO), para além dos ganhos espor-on (PT-RO) tivos a competição também servirá para dar visibili-dade às reivindicações dos índios brasileiros. “Duran-te o evento os povos indígenas também “Duran-terão a opor-tunidade de cobrar das autoridades o compromisso com a demarcação de terras, além de denunciar atos de genocídio, como os Guarani-Kaiowá, e assim ten-tar sensibilizar a consciência de todos os brasileiros e de todos os povos do mundo”, destacou.
Além dos indígenas das Américas, também estarão presentes os povos da Austrália, Japão, Noruega, Rússia, Chi-na e FilipiChi-nas. Do Brasil, cerca de 22 etnias devem participar da competição. Apenas no Tocantins existem sete etni-as com uma população aproximada de 10 mil pessoas. Tiro com arco e flecha, arremesso de lança, cabo de força, corrida de velocidade rústica (100m), canoagem rústica tradicional, corrida de tora, lutas corporais, futebol de campo, xikunahati (futebol de cabeça), natação e atletismo estão entre as moda-lidades que serão disputadas em Palmas.
Os Jogos dos Povos Indígenas surgiu no Brasil em 1996 em Goiânia, realizado pelo Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena, com apoio do Governo Federal. Desde então, houve 13 edições nacionais.
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DIREITOS HUMANOS
Comissão da Verdade apresenta parecer em dezembro
e deve pedir responsabilização de agentes da Ditadura
No Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado anualmente a cada 10 de dezembro, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentará o seu relatório final, em solenidade no Palácio do Planal-to que contará com a presença da presi-denta Dilma Rousseff.
O texto base do relatório foi con-cluído na semana passada e o docu-mento agora está sendo revisado. Par-lamentares do PT na Câmara acreditam que a CNV irá propor a responsabilização criminal de agentes do regime militar que cometeram tor-turas e assassinatos entre 1964 e 1985. Além disso, a revisão da Lei de Anistia também deverá
ser defendida pela CNV, acreditam petistas como o deputado Luiz Couto (PT-PB)Luiz Couto (PT-PB)Luiz Couto (PT-PB)Luiz Couto (PT-PB).Luiz Couto (PT-PB)
“Até por uma questão de coerência, a CNV preci-sará pedir a revisão da Lei de Anistia, porque sem isso
não será possível responsabilizar os tortura-dores e assassinos da ditadura”, entende o parlamentar paraibano, que já presidiu duas vezes a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
O relatório final da comissão vai listar e contar a história de 420 mortos e desapa-recidos que serão reconhecidos oficialmen-te como vítimas do regime autoritário.
Diariamente a página da CNV no Fa-cebook está fazendo uma recapitulação do trabalho do órgão, que começou a funcionar em maio de 2012. Confira:
https://www.facebook.com/comissaonacio-naldaverdade
Projeto para criminalizar homofobia vai ao
encontro de compromisso assumido por Dilma
A deputada Maria do RosárioMaria do RosárioMaria do RosárioMaria do RosárioMaria do Rosário (PT-RS)
(PT-RS) (PT-RS) (PT-RS)
(PT-RS) apresentou, em maio passado, um projeto de lei (PL 7582/ 14) para criminalizar a homofobia, proposta que a presidenta Dilma Rous-seff defendeu durante a campanha eleitoral. “Sou contra qualquer
for-ma de violência contra pessoas. No caso específico da homofobia, eu acho que é uma ofensa ao Brasil. Acho que a gente tem que criminalizar a homofobia, que não é algo com o que a gente pode conviver”, disse a presidenta durante a campanha, em posição que já repetida após sua vitória.
O PL da parlamentar gaúcha trata de crimes de ódio e intolerância e é uma alternativa ao PLC 122/ 06, que está parado no Senado Federal por conta da
resistência da bancada fundamenta-lista. A proposta discorre sobre as condições que não podem ser alvo de preconceito, discriminação e in-tolerância: “Constitui crime de ódio a ofensa à vida, à integridade corpo-ral, ou à saúde de outrem motivada por preconceito ou discriminação em razão de clas-se e origem social, condição de migrante, refugiado ou deslocado interno, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, idade, religião, situação de rua e deficiência”, diz o artigo 3º do projeto de lei. Não foram incluídas no PL as questões de injúria racial e agressões a mulheres, que já possuem legisla-ções específicas com penas previstas no Código Penal.
Maria do Rosário acredita que uma lei como
essa, além de coibir a violência motivada pelo preconceito, é pedagógica para a sociedade. “Os crimes de ódio e intolerância, como a violência motivada pela homofobia ou pelo racismo, fazem a nossa sociedade adoecer. As pessoas não podem ser agredidas por nenhum motivo. E menos ainda pode existir o agravante que é uma agressão ser motivada por uma condição inerente à identidade da pessoa, como a sua etnia, a sua orientação sexual, a sua religião ou a sua classe social”, explicou Maria do Rosário.
“O objetivo não é a prisão sob todas as circuns-tâncias, mas permitir ao Judiciário que aplique pe-nas alternativas”, disse a deputada em evento da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), na semana passada.
Mostra de Cinema e Direitos Humanos aborda os 50 anos do golpe militar
Dezenas de filmes da África, da América do Sule da Ásia compõem a 9ª Mostra de Cinema e Direi-tos Humanos (9MCDH), que começou ontem em Brasília, no Cine Brasília, e passará por todos os estados do País. Com entrada franca, a mostra é uma realização do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
O evento subdivide-se em três: a mostra competitiva, a seção “Memória e Verdade” e o projeto “Inventar com Diferença”.
A mostra competitiva reúne 24 filmes da Ásia e da África, além de obras da América do Sul. O objetivo dos organizadores é ampliar o diálogo
entre países do Hemisfério Sul pela ótica dos Direitos Humanos.
A seção “Memória e Verdade” tem como tema os 50 anos do golpe militar e sua repercussão nos dias de hoje. A cineasta Lúcia Murat é a homena-geada desta edição, que exibe em sua abertura o filme “Que Bom te Ver Viva” (1989), segundo
trabalho da diretora e o primeiro dela realizado após o fim da ditadura. Outros três obras da cineasta também integram a programação: “Doces Poderes” (1996), “Brava Gente Brasileira” (2000) e “Uma Longa Viagem” (2011).
O projeto “Inventar com Diferença” apresenta sete filmes realizados por crianças de escolas públi-cas de todo o Brasil. Cerca de 5400 professores receberam formação audiovisual com quatro estu-dantes de graduação de cinema para desenvolver com seus alunos trabalhos audiovisuais com a te-mática: cinema, educação e direitos humanos.
A programação da 9MCDH segue de 26 a 30 de novembro no CCBB de Brasília e em mais 26 capitais.