PROBABILIDADE E
ESTATÍSTICA
PROFESSOR: Heleno Pontes Bezerra Neto Eng. Civil, M.Sc.
Maceió-AL 2014.2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
SUMÁRIO DA AULA
PROBABILIDADE CONDICIONAL
INDEPENDÊNCIA DE EVENTOS
Como será que a probabilidade de um evento muda após
sabermos que um outro evento ocorreu?
A ideia de probabilidade condicional está intimamente
relacionada ao fato da ocorrência de um evento afetar ou não a probabilidade de ocorrência de outro evento
Uma probabilidade condicional nada mais é do que uma probabilidade calculada não mais a partir do espaço amostral
inteiro E, e sim a partir de um subconjunto de E
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Função de distribuição de probabilidade conjunta dos parâmetros ambientais da onda
Resposta extrema crítica da estrutura condicionada à ação de
PROBABILIDADE CONDICIONAL
• Probabilidade condicional: Dados dois eventos A e B, a probabilidade condicional de A dado que ocorreu B é denotada por P(A|B) e definida por
.
0
P(B)
,
P(B)
B)
P(A
B)
|
P(A
Da definição de probabilidade condicional, obtemos a regra do produto de probabilidades
B).
|
P(A
P(B)
B)
P(A
Analogamente, se P(A) >0,
.
A)
|
P(B
P(A)
B)
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Diretamente da tabela
• Qual é a probabilidade de um jovem escolhido ser alfabetizado sabendo-se que é do sexo masculino?
Sexo Alfabetizada Total Sim Não
Masc. 39.577 8.672 48.249 Fem. 46.304 7.297 56.601 Total 85.881 15.969 101.85
𝑃 𝑆 𝑀 = 𝑃(𝑆 ∩ 𝑀)𝑃(𝑀) =
39.577 101.85 48.249 101.85
PROBABILIDADE CONDICIONAL
A: 2ª bola sorteada é branca C: 1ª bola sorteada é branca P(A) = ???
Para representar todas as possibilidades, utilizamos, um diagrama conhecido como diagrama de árvores ou árvore de probabilidades.
5 3 5 2 B V 4 2 4 2 V B 4 3 4 1 V B 1 Total V V VB BV BB Probabilidades Resultados 20 2 4 1 5 2 20 6 4 3 5 2 20 6 4 2 5 3 20 6 4 2 5 3 5 2 20 6 20 2 )
(A
P Temos 4 1 2 5 20 2 ) |
(A C P
PROBABILIDADE CONDICIONAL
1 Total VV VB BV BB Probabilidade Resultados 25 4 5 2 5 2 25 6 5 3 5 2 25 6 5 2 5 3 25 9 5 3 5 3
Considere agora que as extrações são feitas com reposição, ou
seja, a 1a bola sorteada é reposta na urna antes da 2a extração.
Nesta situação, temos
ou seja, o resultado na 2a extração independe do que ocorre na
1a extração.
e 5 2 25 6 25 4
P(A) = P(branca na 2ª) =
Neste caso,
P(A|C) = P( branca na 2ª | branca na 1ª) = P(A) 5 2 ) A ( P 5 2
P(A|Cc) = P(branca na 2ª | vermelha na 1ª) =
• Independência de eventos: Dois eventos A e B são independentes se a informação da ocorrência (ou não) de B não altera a probabilidade de ocorrência de A, isto é,
P(B).
P(A)
B)
P(A
• Temos a seguinte forma equivalente:
P(A),
B)
|
P(A
P(B)
0.
Exemplo: A probabilidade de Jonas ser aprovado no vestibular é 1/3 e a de Madalena é 2/3. Qual é a probabilidade de ambos serem aprovados?
A: Jonas é aprovado
B: Madalena é aprovada
P(A B) = P(A) x P(B) = 1/3 x 2/3 = 2/9
Qual foi a suposição feita?
A
B
A ∩ B
Espaço amostral E
A
B
A ∩ B
Na probabilidade condicional, B faz o papel do espaço amostral
E
( ) ( | )
( )
P A B
P A B
P B
Se A e B são disjuntos:
A B
( | ) 0
P A B
Se B A :
A
Caso geral:
Se A B :
B
A ( )
( | )
( )
P A
P A B
P B
B
A
(
)
( | )
( )
P A
B
P A B
P B
Uma vez que: ( | ) ( )
( )
P A B
P A B
P B
( ) ( | )
( )
P A B
P B A
P A
e
( ) ( ). ( | )
P A B P B P A B e P A( )B P A P B A( ). ( | )
Uma vez que:
(
)
( ). ( | )
( ). ( | )
P A
B
P B P A B
P A P B A
Temos:
Logo:
Esse resultado é também conhecido como Teorema da multiplicação
Este teorema nos permite escrever uma probabilidade condicional em termos da probabilidade condicional “inversa”, o que é útil quando uma delas for difícil de calcular
Em particular:
(
)
( ). ( | )
( ). ( | )
P A
B
P B P A B
P A P B A
( ). ( | )
( | )
( )
P A P B A
P A B
P B
Exemplo:
Um grupo de pessoas inclui:
• 40 com diploma de curso superior, • 20 microempresários e
• 10 que são, ao mesmo tempo, portadores de diploma do curso superior e microempresários.
Calcule a probabilidade de alguém ser microempresário sabendo que ele tem diploma de curso superior.
Sejam os eventos:
A = { pessoa tem diploma de curso superior } B = { pessoa é um microempresário }
Seleciona-se uma das 50 pessoas aleatoriamente. Então:
P( A ) = 40/50 P( B ) = 20/50
P( A ∩ B ) = 10/50
• Considere o seguinte evento: a pessoa é microempresária e sabe-se que ela tem diploma de curso superior
• A probabilidade deste evento é diferente da probabilidade da pessoa ser microempresária, visto que agora o espaço amostral não consiste mais nas 50 pessoas originais, mas apenas naquelas que possuem diploma de curso superior
A probabilidade condicional de que uma pessoa seja microempresária sabendo-se que ela tem diploma de curso superior é dada por:
10
(
)
50
10
( | )
40
( )
40
50
P A
B
P B A
P A
( | ) 0,25
P B A
• O exemplo mostra que devemos olhar para as 10 pessoas na interseção dentre as 40 pessoas com diploma de curso superior
• O nosso espaço amostral, ao calcular a probabilidade condicional, restringe-se às 40 pessoas que têm curso superior, e não mais às 50 pessoas do grupo original
Observações:
Exemplo:
Em uma amostra de 100 funcionários de uma empresa:
35 são homens e fumantes,
28 são homens e não fumantes,
17 são mulheres e fumantes,
20 são mulheres e não fumantes.
Qual a probabilidade de um funcionário escolhido ao acaso ser fumante, considerando que ele seja homem?
Sejam os eventos:
Note que, quando definimos que o evento B ocorreu (o funcionário é homem), restringimos o espaço amostral à ocorrência do evento A (o funcionário é fumante)
O novo universo passa a ser o próprio evento B
Utilizando o número de elementos de cada conjunto: P(A | B) = 35/63 = 0.556
Ou empregando a expressão da definição:
P(B) = 63/100 = 0.63
P(A ∩ B) = 35/100 = 0.35
P(A | B) = P(A ∩ B)/P(B) = 0.35/0.63 = 0.556
Exemplo:
Ao serem lançados dois dados equilibrados sobre uma mesa, calcule a probabilidade de a soma das duas faces ser 8, sabendo que ocorre face 3 no primeiro dado.
Sejam os eventos:
A = { a soma das duas faces é 8 }
B = { ocorre face 3 no primeiro dado }
Total de resultados possíveis no lançamento dos dois dados: 6 x 6 = 36
A = { (2;6), (3;5), (4;4), (4;4), (5;3), (6;2) } B = { (3;1), (3;2), (3;3), (3;4), (3;5), (3;6) }
(
) 1/ 36
P A
B
(
)
1/ 36
( | )
( )
6 / 36
P A
B
P A B
P B
(3;5)
( ) 6 / 36
P B
( | ) 1/ 6
P A B
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Dois eventos A e B são independentes quando se verifica:
( | )
( )
P A B
P A
eP B A
( | )
P B
( )
(
)
( | )
(
)
( )
( )
( )
P A
B
P A B
P A
B
P A
P B
P B
Portanto, se A e B são eventos
Se P(A) = 0,35 , P(B) = 0,8 e P(A∩B) = 0,28, A e B são
independentes?
Exemplo 1:
P(A).P(B) = (0,35).(0,8) = 0,28
Como P(A).P(B) = P(A∩B), A e B são independentes
Exemplo 2:
Se P(A|B) = 0,4 , P(B) = 0,8 e P(A) = 0,6, os eventos A e B
são independentes?
Uma vez que P(A|B) ≠ P(A), os eventos não são independentes
Se P(A) = 0,2 e P(B) = 0,2 e se os eventos A e B forem
mutuamente excludentes, eles serão independentes?
Exemplo 3:
Se A e B são mutuamente excludentes, e admitimos que eles são independentes, então:
P(A).P(B) = P(A∩B) = 0
Como P(A).P(B) = 0,04 ≠ 0, os eventos A e B não são independentes
Exemplo 4:
Tomou-se uma amostra com 1000 pessoas em um
shopping-center com o objetivo de investigar a relação entre a renda familiar e a posse de cartões de crédito.
A partir dos dados da próxima tabela pergunta-se:
existe independência entre “renda” e “posse de cartões de crédito”?
Se existe independência entre as duas variáveis, então:
P(Ai∩Bj) = P(Ai).P(Bj) para todos i e j
Onde Ai indica o nível de renda e Bj o número de cartões de
crédito
Logo, basta provar que a igualdade acima não é válida para
ALGUMA célula na tabela para concluir que as duas variáveis são dependentes.
Se olharmos para a célula superior esquerda vemos que:
P(renda abaixo de R$500 E nenhum cartão) = 260/1000 = 0,26
Mas:
P(renda abaixo de R$500) = 330/1000 = 0,33
P(nenhum cartão) = 530/1000 = 0,53
Ora, como 0,33.0,53 = 0,17 (≠0,26), segue-se que as variáveis renda
familiar e número de cartões de crédito são dependentes.