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Falta d'água O Y da questão

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BASTIDORES : Os cinco votos

Em 1986, quando José Sarney, Tancredo Neves e outros líderes do PMDB costuravam a famosa Aliança Democrática com a chapa para enfrentar Paulo Maluf no Colégio Eleitoral, o então deputado Epitácio Cafeteira, figura importante na discussão e inimigo de Sarney, soltou uma frase que depois parece ter-lhe dado dor de cabeça. POLÍTICA

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Ano XCI Nº 35.354 | SÃO LUÍS-MA | QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2018 | CAPITAL E INTERIOR R$ 2,00 @OImparcialMA @imparcialonline @oimparcial 98 99188.8267

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Falta d'água

w w w . o i m p a r c i a l . c o m . b r

TERÇA 15/05/2018 00H38 ... 0.4M 06H45 ... 6.0M 13H06 ... 0.0M 19H11 ... 6.2M ESPORTE

O

Y

da questão

Maranhão é o segundo maior

produtor de soja do Nordeste

Em São Luís, 159 bairros abastecidos pelo Sistema Italuís ficarão sem água a partir de hoje até as 13h do sábado (19). O desligamento será para fazer a interligação

da nova adutora e também a recuperação da subestação elétrica da captação de água bruta, algo, segundo a Companhia, fundamental para o funcionamento do novo

equipamento. Em novembro do ano passado, a interligação da nova adutora precisou ser adiada por causa de um problema na conexão (PEÇA Y).

Caema coloca 30 caminhões-pipa

para atender comunidades mais

necessitadas e mais afetadas

Nova adutora deve

aumentar em até 30%

abastecimento de água

Paralisação será usada

para outras ações como

arrumar vazamentos

O ex-governador foi sepultado com honras militares e apresentação de armas. Ele foi recebido com salva de palmas de admiradores, que lamentaram a partida do líder político. “Hoje a Madre Deus está triste, chorando por ele, sentindo saudades dele…”. A frase da dona de casa Estela Maria é finalizada com olhar distante e uma grande pausa.

POLÍTICA

FALHA NA PEÇA Y

Em 9 de dezembro de 2017, um problema na conexão da novo adutora (PEÇA Y) foi detectado. Após o reinício do bombeamento de água, houve o vazamento e o desligamento da nova adutora ARQUIVO \OIMP ARCAIL

a

n

o

s

Caldeirão

eletrônico

Criando novas sonoridades, a partir da fusão de ritmos, o cantor

e compositor Beto Ehongue faz show com a participação de

vários artistas, entre eles, Josias Sobrinho, Costelo

e Celso Borges. IMPAR

Cafeteira é sepultado

com honras militares

HONORIO MOREIRA

Luiz Gonzaga

é reeleito no

Ministério

Público

POLÍTICA DIVULGAÇÃO

42 povoados

esperam virar

municípios no

Maranhão

Deputados maranhenses fazem re-querimento para que Projeto de Lei seja votado pelo plenário da Câmara dos Deputados nos próximos dias

POLÍTICA

Sampaio enfrenta o Vitória-BA, no Castelão, pela Copa do Nordeste. Equipe comandada por Roberto Fonseca busca

vitória no primeiro jogo. ESPORTES

Sampaio quer

usar efeito

casa na Copa

do Nordeste

Prefeitura de São Luís realizou serviços de melhorias de infraestrutura nos bairros do

Renascença II e na Avenida dos Holandeses. VIDA

Prefeitura faz

drenagem e

asfaltamento

em bairros

NEGÓCIOS

Governo entrega cinco

Escolas Dignas em São Luís

GERAL

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

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POLITICA

São Luís, quarta-feira, 16 de maio de 2018

www.oimparcial.com.br

Em 1986 a novela Cambala-cho conquistava o coração dos brasileiros. Com 96 pontos de audiência, Silvio de Abreu se consagrava como um dos prin-cipais escritores de telenove-la durante a abertura política. Sem a perseguição da censura, a novela mostrava em trama simples a política brasileira afundada em escândalos de corrupção e falcatruas. Na mesma época, Epitácio Ca-feteira assumia ao Governo do Maranhão, como primeiro go-vernador a alcançar 1 milhão de votos no estado. Números impressionantes que deram

a ele o título de “político do povo”. Durante os discursos, para se aproximar do povo, o governador não hesitava em usar as novelas de destaque para que fosse melhor com-preendido.

O senhor Torquato Barros lem-bra bem dessa época. Segun-do o funcionário público, o ca-ráter populista do político foi além do discurso. “Ele conver-sava com todo mundo. Tomava cafezinho no centro”, lembra. “Ele era o governador da lama. Cansei de ver ele limpando as ruas, cavando buraco”, lembra o trabalhador José Firmino.

UM POLÍTICO DO POVO PELAS NOVELAS

Responsável: George Raposo E-mail: [email protected]

Luiz Gonzaga é reeleito no Ministério Público

PROCURADORIA

Curtidas

BRASÍLIA -DF

Denise Rothenburg

[email protected]

Cafeteira é enterrado

no Cemitério do Gavião

Ex-governador foi sepultado com honras militares e apresentação

de armas. População maranhense lamentou partida do político

Fla-flu

A sessão de hoje da 2ª turma do Supremo Tribunal Fe-deral será acompanhada com uma lupa pelos políticos que continuam com seus processos no STF e também por aqueles que já foram baixados a outras instâncias. É que muitos consideram que o futuro do deputado Nelson Meurer, o primeiro a ser julgado entre aqueles que têm foro, servirá de bússola para os demais casos. Quem co-nhece das coisas acredita que a tendência é condenação.

Onde pega

Enquanto os pré-candidatos a presidente da Repú-blica que lideram as pesquisas não apresentarem uma proposta de reforma da Previdência, a economia correrá risco de abalos. E é aí que mora o perigo. Hoje, nenhum dos que estão na frente, leia-se o PT de Lula e Jair Bolso-naro, apoiam a reforma previdenciária ou o ajuste fiscal.

Muita calma nessa hora

Ao mostrar o deputado Jair Bolsonaro praticamente no mesmo patamar em que se encontrava em janeiro e o ex-presidente Lula na frente, a leitura geral é a de que o cenário, desta vez, ainda não está montado. Afinal, di-zem os atentos observadores, Bolsonaro não tem projeto de país, apenas um mosaico de frases de efeito. Lula, por sua vez, é um pré-candidato que não será candidato, por causa da Lei da Ficha Limpa.

À sombra de Paulo Preto

A depender do andar da carruagem, avisam os bons marqueteiros, a maneira como o PSDB está respondendo às acusações envolvendo Paulo Preto terá que ser revista e logo. A estratégia de ficar quietinho e esperar passar a tempestade não cola mais.

De onde vem

cafeteira?

Segundo o sobrinho, Rogério Cafeteira, a origem do apelido vem do irmão. “Durante um questionamento na sala perguntaram qual o nome do pé de café. Na hora, o irmão dele levantou a mão e disse que era cafeteira. Aí foi uma risada e o apelido ficou”, conta. Segundo Rogério, na época o político assumiu o nome de Cafeteirinha. “Foi com a morte precoce do irmão que ele foi aos poucos virando Cafeteira”, afirma.

Caixão com o corpo de Epitácio Cafeteiraé recebido com honras de chefe de estado no Cemitério do Gavião

À la JK

O governo tenta repetir hoje o slogan de Juscelino Kubistchek, 50 anos em 5. No caso de Temer, 20 anos em 2. É o MDB tentando sair da roda das notícias negati-vas, que se sucedem. O dólar dispara diante das incerte-zas eleitorais, todos os pré-candidatos que têm alguma ligação com o Planalto não decolam e, para completar,

o presidente continua sob investigação, embora o Con-gresso tenha negado por duas vezes a abertura de inves-tigação contra o presidente. Além disso, a impopulari-dade de Temer continua alta, o que deixa cada vez mais claro que o MDB não terá vida fácil na eleição, com ou sem candidato a presidente da República.

Em conversas reservadas, os emedebistas conside-ram que o tempo de Temer promover reformas antes da eleição acabou. Porém, no Planalto, há a certeza de que, como diz o velho ditado gaúcho, “não está morto quem peleia”. E Temer continuará peleando. Assim, como Lula, que está hoje na cadeia sem previsão de saída, o presi-dente não tem alternativa a não ser ficar rouco de tanto dizer que seu governo tem um lado bom. É por aí que ele seguirá até dezembro.

Fica aí, presidente!/

Diante do cenário eleitoral com os candidatos de centro empacados, amigos de Mi-chel Temer têm pedido que ele permaneça como pré-candidato. O presidente tem dúvidas.

Assim não dá I/

A resposta de Temer, invariavelmen-te, tem sido na linha do bastou colocar a cabeça altiva, como pré-candidato à reeleição, para que começasse a ser atacado de todos os lados.

Assim não dá II/

A condenação do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, por fraude em licitação, provoca mais um buraco no discurso de perseguição ao ex-presidente Lula. Ontem, no fim do dia, muita gente do próprio PT dizia que é muita condenação para que o partido feche os olhos e trate tudo como perseguição.

Pensando bem.../

Lula (foto) e Temer estão com discursos parecidos. Um diz que foi perseguido porque seria candidato a presidente da República. O outro se considera atacado porque decidiu se apresentar como pré-candidato.

… Está chegando a hora/

Conhecida a seleção de Tite, os bravos escolhidos vão virar o centro das aten-ções dos brasileiros. Política eleitoral mesmo, só depois da Copa.

D

epois de ser velado no Plenário da Assembleia Legislativa, o corpo do ex-governador Epitá-cio Cafeteira foi enterrado, na manhã de ontem, no Cemité-rio do Gavião, no bairro Madre Deus. Um carro aberto do Cor-po Bombeiros levou o corCor-po em cortejo até o local do se-pultamento. Amigos, correli-gionários, familiares e popula-res que admiravam o político foram prestar as últimas ho-menagens.

O ex-governador foi sepulta-do com honras militares e apsentação de armas. Ele foi re-cebido com salva de palmas de admiradores, que lamentaram a partida do líder político.

O ex-deputado Haroldo Saboia relembrou momentos com o ex-governador e ressal-tou que o amigo, certamente, é um dos políticos mais queridos pelo povo. “Estivemos juntos em 1978 e 1982 nas campanhas do velho MDB. Depois de 1985, tomamos caminhos diferentes, mas Cafeteira sempre teve um profundo respeito pelo povo de São Luís e pelo povo do Mara-nhão. Com certeza, foi o polí-tico, nesses últimos 50 anos, mais querido pelo povo de São Luís”, disse.

O deputado Rogério Cafe-teira (DEM), sobrinho de Epi-tácio Cafeteira, agradeceu às mensagens de carinho e todas as homenagens prestadas ao seu tio, que, segundo ele, sem-pre foi uma referência. “Agra-deço a atenção de todos, ao ca-rinho daqueles que, de ontem para cá, estiveram conosco. E, mais uma vez, repito que, se o governador Cafeteira pudesse deixar uma mensagem, seria de agradecimento ao povo do Maranhão pelo carinho e con-fiança que sempre depositou nele”, assinalou.

Povo lamenta a morte

“Hoje a Madre Deus está triste, chorando por ele, sen-tindo saudades dele…”. A frase da dona de casa Estela Maria é finalizada com olhar distante e uma grande pausa. Com olhos

marejados, ela deixa transpa-recer a saudade que sente do ex-governador Epitácio Cafe-teira, falecido no domingo, 13. Assim como Estela, deze-nas de pessoas foram dar adeus ao ex-governador. Era claro o semblante distante das pesso-as. Muitos pareciam não acre-ditar que o “político do povo” estava em seu momento final. Outros aproveitavam para eter-nizar os feitos de Cafeteira, mo-vendo as memórias distantes da infância.

O Ministério Público do Ma-ranhão realizou, na última se-gunda-feira (14), eleição para procurador-geral de Justiça. O mandato é para o biênio 2018-2020. Membros do MPMA que estão na ativa participaram do pleito, que aconteceu durante todo o dia e foi realizado ele-tronicamente.

O atual procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, foi candidato único e reeleito para o cargo com 318 votos.

Para Luiz Gonzaga, “é um momento muito importante na minha trajetória no Mi-nistério Público. Conduzi o meu primeiro mandato com o mesmo afinco que sempre trabalhei enquanto promotor de justiça. Agradeço a todos os procuradores e promotores de justiça por mais um voto de confiança. Agradeço a to-dos os membros e servidores da minha equipe, que sempre acreditaram no trabalho que

DIVULGAÇÃO/ASSEMBLEIA

“Pra mim, ele foi um pai que São Luís ganhou”, afirmou Júlia da Luz Pinheiro. Com 77 anos, ela confessa que Cafeteira foi muito importante para as co-munidades menos favorecidas. “Ele ajudava muito as comuni-dades, principalmente na época das crianças e Natal”, lembra. Para o trabalhador José Firmino, o legado do ex-governador é o cuidado com essa população. “São Luís ia até Monte Castelo. Ele foi quem abriu estradas”,

recorda.

Foi na política que ele cou muito. Com músicas mar-cantes, Cafeteira unia bairros em prol de uma ideia. “Na mi-nha rua todo mundo era Ca-feteira”, lembra Teresinha Fer-reira. Ela conta que em todas as eleições a comunidade se engajava pelo político. Todos se reuniam e pintavam as ruas com as cores do político. “Nós não vemos mais isso hoje em dia”, critica dona Júlia.

Comissão

A Comissão Eleitoral é composta pelas procuradoras de justiça Themis Maria Pacheco de Carvalho (presidente), Maria Luíza Ribeiro Martins e Lize de Maria Brandão de Sá Costa, como titulares, e Iracy Martins Figueiredo Aguiar, como suplente.

realizamos. Por isso conquis-tamos tanto. Por isso vamos mais longe. Renovo meu com-promisso com todos os que

fa-zem o Ministério Público do Maranhão e com a sociedade maranhense”.

Ao todo, 327 membros do

MPMA participaram da eleição, sendo que 341 estavam aptos a votar: 31 procuradores e 310 promotores de justiça. Foram registrados 318 votos válidos e 9 votos em branco.

Após o término da votação, o documento com o nome de Luiz Gonzaga Martins Coelho foi encaminhado ao governa-dor Flávio Dino, que dispõe de 15 dias para a nomeação.

Procurador-geral Luiz Gonzaga Martins Coelho é reeleito para mais um biênio no comando do MPMA DIVULGAÇÃO

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POLITICA

São Luís, quarta-feira, 16 de maio de 2018

42 povoados esperam

virar municípios

Deputados maranhenses fazem requerimento para que Projeto de Lei

seja votado pelo plenário da Câmara dos Deputados nos próximos dias

BASTIDORES

[email protected] Borges

Se desistir da campanha, estou

reconhecendo que tenho culpa

Do ex-presidente Lula, em conversa com o monge benedito Marcelo Barros,que o visitou na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

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1

COM FORÇA

Reunião define posição do PT no Maranhão

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A Gasmar e Eneva firmam acordo de parceria com o objetivo de exploração de acumulações de gás natural na Bacia do Parnaíba durante um ano. Visa suprir a de-manda de gás do Maranhão e também as termelétricas. Atualmente, a distribuidora maranhense leva gás para a termelétrica da Eneva em Santo Antônio dos Lopes. No velório e no enterro do

ex-governador Epitácio Ca-feteira, o comparecimento foi bastante restrito. À noite, o governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e alguns deputados. De manhã, quem primeiro passou lá foi o desembarga-dor José Joaquim Figueire-do Figueire-dos Anjos, presidente Figueire-do TJMA. No enterro, só fami-liares e amigos próximos.

Dos deputados que marca-ram presença à missa de cor-po presente, no plenário da Alema, apenas do deputado rogério Cafeteira, sobrinho do ex-governador; a depu-tada Graça Paz e o marido, ex-deputado Clodomir Paz. Também o procurador-ge-ral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins, e o secretário da Casa Civil, Rodrigo Lago, de-moraram no velório.

O QUE DIZ O PROJETO

O projeto de lei prevê plebiscito e estudos de viabilidade municipal para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. Entre os novos critérios exigidos, está a necessidade de a população do novo município e do que foi desmembrado ser de pelo menos 6 mil habitantes, nas regiões Norte e Centro-Oeste. A população municipal mínima sobe para 12 mil habitantes no Nordeste; e para 20 mil, no Sul e Sudeste.

Para o deputado Rubens Júnior, o projeto de lei não estimula a criação de novos municípios e o aumento de despesas. “O que esse projeto faz é dizer qual é o critério para criar municípios daqui pra frente. Isso é uma questão de desenvolvimento. Nós precisamos ter os nossos representantes mais perto, mais próximos ao povo”, defendeu.

A proposta em análise na Câmara prevê que o processo de emancipação deve ser iniciado com requerimento à Assembleia Legislativa do respectivo estado. O documento deve ser subscrito por 20% dos eleitores da área, em caso de criação ou desmembramento de município; ou de 3% dos eleitores de cada um dos municípios envolvidos, em caso de fusão ou incorporação.

Responsável: George Raposo E-mail: [email protected]

Claque não vota

O ex-deputado Carlos Guterres era um dos políticos mais presentes na vida de Cafeteira. Quando disputou a eleição de prefeito contra Gardênia Castelo, em 1985, Cafeteira foi ao comí-cio de encerramento no Coroadinho. Do palanque, ele percebeu que tinha alguma coisa errada ali: mais “claque” do que povão.

À sombra dos pirulitos

Com a experiência de longas jornadas de campanha, Cafeteira ordenou: “Peço que todos da frente baixem os pirulitos”, que eram as bandeiras e adereços coloridos da claque. “Quando baixaram, vi que a multidão era só cla-que trazida de outros bairros. Ali vi cla-que “Carrinho (Gu-terres) perdera a eleição”, contou ele, depois.

Encontro casual

Ao chegar ao plenário da Assembleia Legislativa para o velório do ex-governador Epitácio Cafeteira, o empresário Fernando Sarney, filho de José Sarney, teve um encontro nada discreto e com direito a abraço, com o jornalista Márcio Jerry, ex-secretário de Comunicação e Articula-ção Política do governo Flávio Dino. Por motivos óbvios, o fato chamou a atenção até dos familiares do morto.

Os cinco votos

Em 1986, quando José Sarney, Tancredo Neves e outros líderes do PMDB costuravam a famosa Aliança Democrática com a chapa para enfrentar Paulo Maluf no Colégio Eleitoral, o então deputado Epitácio Cafeteira, figura importante na discussão e inimigo de Sarney, soltou uma frase que depois parece ter-lhe dado dor de cabeça. Disse numa roda em Bra-sília que, para ser eleito governador do Maranhão, só preci-saria de cinco votos: De José Sarney, dona Marly, Roseana, Zequinha e Fernando – isto é, da poderosa família Sarney.

Ele dava a devida dimensão ao peso político dos Sarney. Mas não queria o incômodo da fala sair em jornal, mostrando a reviravolta de seu pensamento, quando ainda era conside-rado adversário de Sarney, mas já na fase de amolecimento das tensões. Era a costura da tal aliança Tancredo-Sarney – saindo da presidência do PDS, ex-Arena, para ingressar no PMDB. A frase foi publicada por este Bastidores, pas-sada por uma fonte segura. Cafeteira, sem negar o dito, ficou possesso, pela publicação e queria porque queria que eu revelasse quem a havia me passado.

Quando argumentei sobre a proteção constitucional do sigilo da fonte (art.5º, XIV, da Constituição Federal), Cafetei-ra entendeu, mas não se conformou. Depois de fazer as pa-zes com o inimigo numero 1 da política, José Sarney, já na Presidência da República, Cafeteira voltou a me abordar, já governador, no Palácio dos Leões, onde fazia cobertu-ra política, sobre a informação dos cinco votos. “Amanhã é meu aniversário e queria que tu me desses um te”. Eu, espantado, indaguei: “Como assim, lhe dar presen-te?” E ele: “A informação dos cinco votos, quem te passou?”. Calmamente, me defendi, alegando que a fonte era séria e que eu continuava amparado no Código de Ética do jor-nalismo e na Constituição. Ele mudou de assunto. Em outra ocasião, numa entrevista para o jornal O Globo, do qual eu era correspondente no Maranhão, o governador voltou ao mesmo tema, mas de outra forma: “Já sei quem te deu a in-formação dos cinco votos. Só quero que tu confirmes ou não”.

Diante de minha perplexidade, apenas achando graça, ele arrematou, no seu estilo prosaico: “Não será o Benedito?” E era. Foi meu amigo e compadre, jornalista e escritor Bene-dito Buzar, hoje presidente da AML. E a frase era verdadeira. Talvez, por pura coincidência, Buzar, que presidia a Maratur (empresa estatal de turismo), “dançou” na primeira mudança no secretariado. Era apadrinhado de Roseana Sarney no cargo.

Cheiro de gás

Em 2017, o volume de gás natural entregue pela Gasmar foi de 4,26 milhões de m3/d, portanto o setor precisa me-lhorar e ampliar a logística de distribuição para atender à demando do gás natural. Os dados revelam que Eike Batista, quando anunciou a jazida de gás, a comparou com a Bolívia. Por que esse gás não é refinado para o consumo doméstico?

Atirando com pólvora alheia

Saiu no Diário Oficial no início deste mês. Um motorista do Tribunal de Justiça da Bahia foi aposentado com R$ 24,7 mil de proventos. O milagre: foram incorporados ao ven-cimento básico de R$ 5,6 mil, por exemplo, Vantagem Pes-soal de Eficiência (VPE), de R$ 1 mil; Vantagem PesPes-soal, de R$ 5,4 mil; Reposição de R$ 4,4 mil; Adicional Noturno de R$ 5,8 mil e Adicional de Tempo de Serviço (ATS), de R$ 2 mil. Se tudo virar “jurisprudência”, já já estará no Maranhão. GEORGE RAPOSO

N

os últimos dias, pelo menos três deputados federais maranhen-ses entraram com re-querimento para inclusão na pauta do Projeto de Lei Com-plementar 137/15, que esta-belece as regras para a cria-ção de novos municípios, na votação pelo plenário da Câ-mara dos Deputados. Os pedi-dos ocorreram após reunião com delegações de emanci-pacionistas das regiões Nor-te, Nordeste e Centro-Oeste. Na última segunda-feira (14), Hildo Rocha (PMDB) fez o requerimento. Ontem, foi a vez de Weverton Rocha (PDT) e Rubens Júnior (PCdoB) tam-bém pedirem a inclusão.

No pedido, Weverton assi-na como “líder da minoria” e, além dele, há também a assi-natura de outros seis deputa-dos. José Guimarães (PT-CE) como “líder da maioria” e os líderes de cinco partidos: Paulo Pimenta (PT), André Figueire-do (PDT), Júlio DelgaFigueire-do (PSB), Orlando Silva (PCdoB) e Chi-co Alencar (PSOL).

Rubens Júnior justificou seu pedido afirmando que o projeto não está na pauta e pediu uma maior mobilização popular para garantir o avanço do projeto. “Já apresentamos requerimento para que o presidente da Câ-mara, Rodrigo Maia, determi-ne a inclusão. Outro caminho é que todos os líderes dos par-tidos se comprometam a colo-car a matéria para votação. E o apoio de vocês é crucial para que isso aconteça”, explicou.

O deputado Hildo Rocha

Um grupo de lideranças pe-tistas do Maranhão desembar-cou em Brasília, ontem, para participar de uma reunião com a presidente do partido, Glei-si Hoffman, onde devem ser aparadas algumas arestas para as eleições de 2018.

O encontro contou com a presença de Honorato Fer-nandes, presidente do diretó-rio municipal de São Luís, dos deputados federais Zé Carlos e Zé Inácio, além dos integrantes da executiva nacional: Márcio

Jardim, Raimundo Monteiro e Patrícia Carlos. A presença de Augusto Lobato, presidente estadual, não foi confirmada. O trio da executiva nacio-nal defendeu, junto a senado-ra, um posicionamento mais forte do PT na aliança junto ao governador Flávio Dino (PCdoB), onde o partido fi-cou fora da chapa majoritária.

O trunfo dos petistas para pressionar Flávio Dino seria o tempo na propaganda eleitoral gratuita. Atualmente, o PT

se-ria o partido da aliança que da-ria mais tempo ao governador.

Longe, mas perto

A proposta dos dissonan-tes seria sair oficialmente da aliança em torno do nome de Flávio Dino, mas sem lançar um concorrente ao Governo do Estado. O PT ficaria sozi-nho e lançaria candidato pró-prio ao Senado e uma coliga-ção solitária para deputado federal e estadual.

Com isso, o partido mante-ria os seus candidatos e tenta-ria mostrar força no Maranhão, mas continuaria apoiando Flá-vio Dino ao Governo, porém, sem doar os seus minutos para a campanha de reeleição deste. Até o momento, estão apre-sentadas oficialmente as pré-candidaturas senatoriais de Marcio Jardim e Nonato Cho-colate. Jardim, inclusive, con-taria com o apoio da executiva nacional para representar a le-genda na empreitada. A luta é longa. Antes de

qual-quer projeto ser discutido pelo Poder Legislativo, um grupo de representantes de municípios vem brigando pela emancipa-ção de seus povoados/distritos.

Em 2013, o projeto foi apro-vado pelo Senado Federal au-mentando a possibilidade de criação de novos municípios no Maranhão. Na época, a lis-ta continha o nome de 32 po-voados/distritos que atendiam os requisitos da lei. O projeto atual foi elaborado pelo Sena-do em 2015 e a espera já com-pleta pelo menos cinco anos. Este ano, em audiência pú-blica que foi realizada na As-sembleia Legislativa do

Mara-Representantes de diversos distritos/povoados participaram de audiência na Assembleia no mês de abril

também comentou a impor-tância do projeto e a luta por sua aprovação na Câmara. “Já aprovamos na Comissão Espe-cial o projeto de lei complemen-tar que cria as diretrizes para a criação de novos municípios. Agora falta apenas ser votado no plenário da Câmara. Esta-mos trabalhando agora para a votação no plenário e depois a sanção presidencial”, afirmou.

O projeto de lei foi aprova-do no Senaaprova-do e recebiaprova-do pela Câmara dos Deputados no úl-timo dia 27 de abril. Na época, o deputado Carlos Henrique Gaguim (Pode-TO), relator do projeto, confirmou que a vo-tação seria no dia 15 de maio (ontem), o que não ocorreu.

“O presidente Rodrigo Maia fez um compromisso com a gen-te de que, no dia 15 de maio, vamos votar no Plenário. Ele está estudando todo o proje-to com as viabilidades técnica, jurídica e financeira que serão encaminhadas às assembleias legislativas. Não queremos criar novas despesas para o Brasil. Queremos melhorar o Brasil”, explicou no último mês.

MUNICÍPIOS MARANHENSES

nhão no dia 17 de abril para debater justamente a eman-cipação de municípios mara-nhenses a lista de representan-tes que afirmam que possuem os requisitos da lei para vira-rem municípios subiu para 42. Principal nome da luta popu-lar, o presidente do Movimento Maranhense em Defesa dos No-vos Municípios, Augusto César Serejo, confirmou que o número aproximado de requerimentos para emancipação ultrapassam 40. Serejo afirmou por diversas vezes que realizou mais de 60 viagens para Brasília nos últi-mos anos buscando defender a emancipação dos municípios. “Esse projeto de

emancipa-ção não é da classe política, mas do povo. Somos nós que vive-mos nesses distritos abandona-dos, lutando pela liberdade. É a esse povo que quero me dirigir. No Maranhão, temos mais de 40 distritos querendo se tornar in-dependente. Montamos carava-na e acampamos carava-na Esplacarava-nada dos Ministérios, em Brasília com 2.000 pessoas”, afirmou Serejo.

Em seus discursos, Serejo afir-ma que o movimento não tem intuito político e sim de apro-ximar a administração local da população. “É uma necessidade do povo ter vereador e prefei-to mais próximos de sua casa. Este projeto foi entregue para o Criador (Deus)”, concluiu.

Augusto César Serejo é o líder do movimento maranhense

(4)

OP

São Luís, quarta-feira, 16 de maio de 2018

IN

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4

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CARTÓRIOS Inovação digital para um serviço milenar Roda de samba com produção de Mário Moraes reunirá grandes nomes do samba carioca e da cena cultural maranhense em homenagem à escola campeã do carnaval do Rio em 2017. IMPAR

Emoção sobre duas rodas

Ciclistas maranhenses participaram da quinta etapa do Maranhense de Ciclismo durante dois dias na Via Expressa. Foram 11 categorias disputadas, divididas por idade e critério técnico. ESPORTES

O governo do estado do Maranhão e a Latam Airlines Brasil lançaram, na Raposa, o projeto social “Cuido do Meu Destino".

Balsas recebeu a visita do governador Flávio Dino nesta segunda-feira (15). Em meio a uma ampla agenda - que ainda contou com reunião com prefeitos da região e a abertura da 15ª edição da Agrobalsas -, o governador realizou

vistoria às obras do Hospital Regional da cidade, que está em fase de conclusão. VIDA

Nedilson Machado

Oportunidade e sorte

Mega-Sena acumulada em R$ 24 milhões

Dois crimes em 48 horas

Vítimas foram executadas

enquanto dormiam NEGÓCIOS

Maranhenses brilham no Brasileiro de natação

Futebol maranhense tem o pior público dos últimos anos. Dirigentes analisam as causas e já falam em sugerir projetos semelhantes àqueles do final dos anos 1990, que lotavam o Estádio Castelão. ESPORTES FUTEBOL MARANHENSE Cadê a torcida? ESPORTES HONORIO MOREIRA\OIMP\D.A PRESS

VIDA ACONTECEU PÁGINA TRÊS R$ 60,6 milhões liberados no Maranhão nesta fase Presentes na história da humanidade desde a antiguidade e com referências inclusive bíblicas, os cartórios também tiveram que passar por atualizações para atender às necessidades de pessoas que têm a vida bastante corrida. NEGÓCIOS

SAQUE DO FGTS

Samba para saldar a Portela

NAEL REIS/SECAP

Flávio Dino vistoria obras do Hospital Regional de Balsas

NOVELA DA BR-135 Deputados cobram, Dnit não cumpre e obra segue parada

PÁGINA 8 POLÍTICA

16 de maio de 2018

Tempo de Copa, hora de denúncia

Retrato

da

história

Dar poder a vítimas de preconcei-to e violência tem sido a principal arma para fazer com que a sociedade se tor-ne mais justa e os direitos sejam mais respeitados. Áreas que antes eram tra-tadas como um mundo à parte, como é o caso do esporte, agora entram nesse debate de forma irreversível. Em época de Copa do Mundo, em que somente a tática e a festa da torcida antes importa-vam, hoje é um momento extremamente oportuno para que denúncias de abu-so e assédio alcancem mais pesabu-soas, a fim de que responsáveis sejam punidos e as vítimas — principalmente crianças e adolescentes — não sofram mais com esse tipo de situação.

Hoje, por exemplo, a Câmara dos De-putados promove um debate sobre o abu-so sexual infantil no futebol brasileiro. A audiência pública, realizada pela Co-missão de Esportes, tem como objetivo discutir o Projeto de Lei nº 9622/18. Nele,

o patrocínio de bancos públicos só pode ocorrer com ações efetivas de combate à violência por parte dos clubes espor-tivos. Uma das convidadas é a nadadora olímpica Joanna Maranhão. Ela é uma das precursoras no sentido de denun-ciar o abuso: sofreu, inclusive, críticas por contar que sofreu abuso do treinador quando tinha apenas 9 anos de idade.

A coragem da pernambucana Joanna tem reflexos hoje, quando chega ao co-nhecimento do público os casos ocorridos com crianças e adolescentes da ginásti-ca artístiginásti-ca. O suspeito, o ex-treinador Fernando de Carvalho Lopes, foi denun-ciado por diversos atletas, que só não o fizeram antes por medo e porque os próprios pais não acreditavam. A cultura de que técnicos e professores são into-cáveis, por serem autoridades, também precisa ser questionada nesse sentido, principalmente pela família dos jovens. Se a vítima não encontra apoio com os

parentes fica complicado imaginar o fim dessa crueldade.

A punição é o próximo passo para que esse tipo de violência acabe no país. Nos Estados Unidos, o médico Larry Nas-sar, também da ginástica artística, foi condenado a 360 anos de prisão. Contra ele pesaram os depoimentos de mais de uma centena de atletas, inclusive cam-peãs olímpicas. Exemplos assim fazem com que o tal medo de denunciar uma autoridade seja extinto, e que o espor-te entre no rol das áreas em que a pala-vra da vítima tenha o peso fundamen-tal para que barbáries assim não saiam impunes. Se for necessário que a Copa do Mundo seja aproveitada para que es-sas perversidades ganhem foco, não há problema. Pior é pensar que eventos es-portivos de porte só sirvam para festa e papo de bar. A integridade de nossas crianças e adolescentes tem uma im-portância bem maior.

Quase que sem novidade, vez por outra flagro-me fazendo pergun-tas, nunca respondidas, a curiosidades que me perseguem desde quando ― lei-tor inveterado de divulgação científica ― comecei a ter interesse por misteriosos fatos da natureza e do mundo em geral.

Uma dessas perguntas: por que as águas do mar oceano persis-tem a ser salgadas, mesmo depois de, por milênios e milênios de anos, serem diaria-mente receptoras de um formidável aflu-xo de águas não-salgadas? A interrogação se torna crucial quando se constata que, por miríades, rios, chuvas, degelos estão em incessante renovação, enquanto que não há notícia da existência de uma per-manente fonte salífera apta a, pelo me-nos, manter o equilíbrio do sistema.

Outra. Lê-se na Veja de 9.5.18 que recente estudo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) confir-mou o já sabido: que nosso sistema so-lar é tão somente mais um entre os 40 bilhões dos existentes na Via Láctea. Isso leva à conclusão de que essa galáxia não

é a única nesse mundão de Deus. E por falar em Deus, como tem passado a teoria do Big-Bang, aquela que pretendia negar a participação divina no começo de tudo? É que diante da possibilidade da existên-cia de bilhões e bilhões de galáxias, o lei-go insiste em perguntar como allei-go tenha surgido do nada por obra de um simples Bang. E quem teria acionado essa coisa? ― sabido que do nada não surge nada!

Mais uma. Abalos sísmi-cos e erupções vulcânicas por que conti-nuam, em pleno século XXI, a serem im-previsíveis, com exatidão profilática, pela ciência humana que se diz avançadíssima em outros ramos do conhecimento?

Melhor será, nesse caso, pensar em coisas do social ou humanas, mas que sejam por igual retumbantes e bem expressivas.

Assim é que, na mesma

revista, não podendo ser fotografado em sua cela, de Curitiba, é mostrado a bico-de-pena um Lula usando uma escrivani-nha de trabalho e... lendo um livro. Fontes certas afiançam que o livro não estava de cabeça para baixo. O comentário, com ou sem malícia, dado o insólito do quadro, deixo à livre imaginação do leitor.

Temos também o segundo

centenário do nascimento de Karl Marx, o homem que legou à humanidade a mais bestial traquitana política, econômica e social de que se tem notícia: o comunis-mo.

Pensador de valor

inegá-vel, com suas teorias miríficas, por isso que sempre fracassadas em qualquer dos campos em que foram experimentadas, chegou a ser um dos três judeus, dos ex-ponenciais na história humana, ao lado de Cristo e Freud.

Para muitos, não passou de um charlatão: sua economia não teve embasamento científico e sua filosofia não chegou a ser sistematizada.

Um título, no entanto, deve ser creditado com justiça ao famo-so barbaças: de ser o santo padroeiro e nume tutelar dos mandriões e preguiço-sos que sempre usaram sua ideologia para a deleitosa prática do dolce for niente.

Tento explicar e para tanto utilizo-me da experiência pessoal. Sem-pre tenho encontrado pessoas que, em seu ramo de atividade, nunca foram de trabalhar, pegar no pesado, assumir res-ponsabilidades. Esses tipos, entretanto, eram exímios, regra invariável ― como forma de desonesta compensação ― em demonstrar acendrado amor pelas teses igualitárias, de justiça social e em defesa dos pobres e oprimidos... pelo malvado do capitalismo. Marxismo puro. Eram, au-tênticos que não podiam deixar de ser, da-queles que veneravam um busto de Marx sobre a mesa de trabalho (?) e usavam ca-misetas esportivas com a imagem do as-sassino Che Guevara.

O marxismo, assim, não deixou de ter alguma serventia. Porca mi-séria!

A Companhia Barrica nasceu em 1985, concebida inicial-mente como uma forma de integrar o conhecimento cultu-ral, a experiência artística e a paixão pelas artes populares de uma geração de novos artistas da Madre Deus.

Seu trabalho busca a revalorização da cultura popular ma-ranhense, visando combater todos os tipos de preconceitos. A Companhia adotou como base e inspiração em suas core-ografias, as danças e festas maranhenses, os ritmos da nossa música e como espaço cênico a liberdade das ruas e praças.

Big-Bang, Lula e Marx: coisas espantosas

Nova rotulagem nutricional

deve ter a participação dos

atores envolvidos

O processo de definição das mudanças relativas à rotulagem nutricional entra em uma fase fundamental para a escolha do novo modelo. Em breve, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai apresentar o relatório da Análise Impacto Regulatório (AIR), fer-ramenta que visa garantir decisões regulatórias basea-das em evidências e na análise de seus efeitos entre os diversos setores da sociedade. Diante da importância desse momento, o setor produtivo ressalta que com-preende e defende fortemente sua responsabilidade no processo regulatório e a grande contribuição que oferece à sociedade brasileira ao participar do debate sobre rotulagem nutricional desde o início.

A AIR é um recurso muito importante, pois, além de orientar e trazer subsídios para a tomada de de-cisão, traz coerência, argumentos técnicos mais ro-bustos e aumenta a transparência e a compreensão do processo regulatório como um todo. Suas boas práticas recomendam, inclusive, a consulta e o di-álogo com todos os atores envolvidos nessa cadeia. O avanço da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis, que têm causas multifatoriais, exige iniciativas urgentes de educação alimentar e nutricio-nal, bem como de estímulo à atividade física. Nesse contexto, a rotulagem figura como uma ferramenta de informação bastante relevante.

Se analisarmos o Guia Orientativo para Elaboração de Análise de Impacto Regulatório da Casa Civil e sua diferenciação entre objetivo fundamental e objetivo meio, fica claro que o foco da nova regulamentação deve ser oferecer informações mais completas para o consumidor para que ele possa fazer escolhas cons-cientes sobre sua dieta. Pesquisa realizada pelo Ibope no fim de 2017 revelou que 78% da população brasi-leira têm por hábito consultar informações nas emba-lagens. No entanto, dos que declaram “ler sempre” a tabela nutricional, a maioria admite que compreende apenas parcialmente o conteúdo.

O modelo de rotulagem frontal permite que o con-sumidor visualize facilmente as informações e iden-tifique os nutrientes que compõem o alimento. Com mais informação e clareza, as pessoas terão liberda-de para escolher o que cabe nas suas dietas, nas suas necessidades e desejos individuais. A construção des-se modelo carrega a responsabilidade de considerar evidências científicas, a realidade brasileira e, ainda, análise profunda dos impactos — regulatórios, sani-tários, econômicos e sociais.

Comprometida com a promoção de hábitos de vida saudáveis e com a reformulação de seu portfólio, a in-dústria de alimentos e bebidas vem promovendo de maneira voluntária a redução de gorduras trans, sódio e açúcar em seus produtos. Os investimentos em pes-quisa, desenvolvimento e inovação são contínuos. O setor produtivo reitera seu total apoio à mudança em análise na Anvisa e compreende que a rotulagem nu-tricional é uma questão complexa. Seu processo regu-latório deve ser realizado de forma a respeitar todas as etapas necessárias para que a definição beneficie, de fato, toda a sociedade brasileira.

NUNA NETO

PEDRO

LEONEL

ADVOGADO E-MAIL: [email protected]

JOÃO DORNELLAS

PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DA ALIMENTAÇÃO (ABIA)

ALEXANDRE JOBIM

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE REFRIGERANTE E DE BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS (ABIR)

PABLO CESÁRIO

GERENTE EXECUTIVO DE RELAÇÕES COM O PODER EXECUTIVO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA (CNI)

(5)

OP

IN

IAO

São Luís, quarta-feira, 16 de maio de 2018

5

Cláusula pétrea

Cláusula pétrea. A expressão que ocupou todos os espaços nos últimos dias, repetida à saciedade em jul-gamento do Supremo Tribunal Federal (STF), tem o sig-nificado de dispositivo constitucional, legal ou contra-tual inalterável, dotado de estrutura granítica. Exprime, também, a ideia de desumano, duro, insensível.

As sete constituições anteriores disciplinavam a apre-sentação de emenda. De modo geral, vedavam propostas destinadas a abolir a Federação e a República (Consti-tuição de 1967, EC nº 1/69, Art. 47). A 8ª Consti(Consti-tuição foi além. Perdeu-se na prolixidade das palavras e das utopias. Os eleitos para a Assembleia Constituinte não compreenderam, ou subestimaram a alta responsabi-lidade que lhes delegava a nação, desprezaram o direi-to constitucional anterior, entregaram-se a devaneios incompatíveis com a realidade do país. Vejam-se, nesse sentido, a proteção do emprego e a definição de salário mínimo, contidas no artigo 7º, I e IV. A primeira pen-dente de regulamentação por lei complementar desde a promulgação em 5/10/1988, a segunda em completo desacordo com a finalidade do mínimo legal.

A Lei das leis, aquela que deveria ser a carta de prin-cípios do Estado de direito democrático, foi convertida em regulamento. Trata do adicional pago para trabalho extraordinário; do transporte gratuito para o idoso; da organização social, dos costumes, da língua, das cren-ças e das tradições dos índios; da localização do Colégio D. Pedro II, do voto do aposentado em eleições sindi-cais. Ao lado de tais excentricidades é pródiga em fan-tasias. Determina que a educação, a saúde, a segurança, as práticas desportivas são direitos de todos e dever do Estado, ou que a assistência social será prestada a quem dela necessitar, “independentemente da contribuição à seguridade social”.

Quando lemos a Constituição, fica-nos a sensação de que deputados e senadores constituintes isolaram-se do mundo real para se entregarem à construção do Éden neste canto do planeta, onde a vida passaria a trans-correr na mais perfeita ordem a partir da promulgação, como imaginaria Pangloss, o inocente filósofo de Voltaire.

A leitura dos nomes dos constituintes nos traz infor-mações importantes. A maioria não dispunha de condi-ções para enfrentar, com sabedoria e experiência, tarefa reservada a seleto número de especialistas em direito constitucional. Encerrada a Constituinte, submergiu no anonimato, de onde jamais deveria ter emergido. Redu-zido grupo de notáveis responde pela confecção da Lei Superior, remendada 99 vezes, com mais de 100 propos-tas de emenda na fila de espera. São nomes relacionados por ordem alfabética, nas edições à venda na Câmara dos Deputados e no Senado. Cito alguns, entre os mais conhecidos: Bernardo Cabral, Aécio Neves, Afif Domin-gos, Afonso Arinos, Delfin Netto, Fernando Henrique Cardoso, Francisco Dornelles, Henrique Eduardo Alves, José Serra, José Agripino, Luiz Inácio Lula da Silva, Mi-chel Temer, Nelson Jobim, Paes Landim, Raimundo Lira, Roberto Campos, Geraldo Alckmin, Maurício Corrêa.

O limitado espaço impede sejam relembrados todos os homens e mulheres responsáveis pelo Estatuto Bási-co da Nação. Eram pessoas de formação social, eBási-conô- econô-mica, cultural e educacional de tal modo distinta que seria impossível redigirem texto breve, claro, preciso, duradouro. Como não o conseguiram, a cada momento exige-se de 11 ministros do Supremo Tribunal Federal que se desnudem em discussões corrosivas, transmiti-das pela televisão, em torno da interpretação de uma única cláusula pétrea.

Em palestra sobre o tema “A Reconstrução do Bra-sil”, o constituinte e ex-ministro Nelson Jobim lançou a ideia de submeter a Constituição à radical lipoaspira-ção destinada a extrair-lhe espessa gordura inútil. Não vejo como levar a proposta adiante. Quem formularia a emenda lipoaspiradora? O presidente Temer em fim de mandato? Deputados e senadores desacreditados? Quais os dispositivos típicos de leis ordinárias que se-riam lipoaspirados?

Que a 8ª Constituição fracassou creio não haver dú-vida. A questão está em como reformá-la, tendo como ferramenta o Congresso que, em nome da soberania, certamente se recusará a examinar projeto elaborado por constitucionalistas de escol, como ocorreu em 1890. O sábio Rui Barbosa “poliu o projeto, imprimindo-lhe redação castiça, sóbria e elegante”, conforme observou Aliomar Baleeiro em comentário à Constituição de 1891, que bem serviu ao Brasil durante 40 anos, com uma úni-ca alteração. O desafio está posto. Quem vai enfrentá-lo?

SÍLVIO BEMBEM

DOUTORANDO E MESTRE EM CIÊNCIAS SOCIAIS-POLÍTICA (PUC/SP), ESPECIALISTA EM SOCIOLOGIA (UEMA), ADMINISTRADOR, SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL (HU-UFMA), FOI SECRETÁRIO ADJUNTO DE ESTADO DA IGUALDADE RACIAL NO GOVERNO JACKSON LAGO (2007-2009).

DESIGUALDADES CONTINUAM

Muitas lutas ainda precisam ser travadas com objetivo de superar as cruéis desigual-dades existentes no mercado de trabalho. Em 2017 escrevi um artigo com os dados do desemprego no Brasil, e que fazem parte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados pelo IBGE. E agora, em 2018, somente estou atualizando, mas o cenário mudou muito pouco.

Um breve histórico - o Dia do Trabalho, e que também se convencionou chamar de Dia do Trabalhador, ou dia Internacional dos Trabalhadores, é comemorado em 1º de maio. Não só no Brasil, mas em vários paí-ses do mundo é um feriado nacional, dedi-cado, fundamentalmente, a manifestações, passeatas, reflexões, eventos reivindicató-rios e de conscientização, e festas quando se tem algo a comemorar.

A História do Dia do Trabalho surgiu no ano de 1886, na cidade de Chicago, um dos principais pólos industriais do E.U.A, onde foi palco de importantes manifesta-ções operárias. No dia 1º de maio daquele ano, milhares de trabalhadores e trabalha-doras foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia aconteceu nos Estados Unidos uma grande greve ge-ral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores

provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bom-ba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os poli-ciais começassem a atirar no grupo de ma-nifestantes. O resultado foi à morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, em 1891, no 2° Con-gresso da Segunda Internacional, realiza-do em Bruxelas, foi aprovada a resolução que tornar o 1° de MAIO, como um "dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem ma-nifestar os objetivos comuns de suas reivin-dicações, bem como sua solidariedade".

E qual o legado do mercado de trabalho no Brasil, agora em 2018?

De acordo com o IBGE, a taxa de de-semprego de 13,1%, em média, no primeiro trimestre, mais uma vez bateu recorde, já são quase 14 milhões de desempregados. É um dos maiores índices desde que o cál-culo começou a ser feito, em 2012. Segun-do o IBGE, o número de desempregaSegun-dos no Brasil nos três primeiros meses de 2018, foi de 13,7 milhões de pessoas. Isso representa alta de 11,2% em relação ao quarto trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, são 500 mil desemprega-dos a menos, uma pequena queda de 3,4%. O drama a procura de um emprego tem sido cruel. E quando o trabalhador e a tra-balhadora encontram receberão até 1,5 sa-lário mínimo. Os setores mais atingidos são à construção civil (5,6%, ou menos 389 mil pessoas), na indústria (2,7%, ou menos 327 mil pessoas) e no comércio (2,2%, ou

me-nos 396 mil pessoas). E tradicionalmente as taxas da região Nordeste são mais altas.

De acordo o IBGE, o que não está ocor-rendo é a reversão da tendência de redu-ção da taxa de desemprego, e não é difícil prever que logo podemos atingir os 15 mi-lhões de desempregados.

O mais triste é que, a maioria desses de-sempregados são os jovens, pais e mães de famílias da base da pirâmide social, a popu-lação negra e pessoas com baixa qualifica-ção, portanto, hoje quem tem um contrato de trabalho formal, mesmo que precariza-do, já pode se considerar privilegiaprecariza-do, em tempo de crise política e econômica aguda.

Aí vem o governo sem rumo do golpista TEMER e sua turma, com apoio do congres-so nacional que votou as tais reformas neo-liberais retirando direitos, quando aprovou na base da compra de votos de deputados/ as e senadores o famigerado “pacote traba-lhista da maldade” que só alterou pontos que vão fortalecer o mercado em detrimen-to de um Estado forte e intervendetrimen-tor. E com a flexibilização, via terceirização e o enfra-quecimento do papel e da força do sindi-cato de classe em participar das negocia-ções entre patrão e empregado, com isso, as relações de trabalho ficam ainda mais precárias, o que só aumentou o populismo e as desigualdades. Mas, a classe trabalha-dora obteve uma vitória parcial, quando a reforma draconiana da Previdência Social proposta por ele foi arquivada por falta de força política na câmara para aprovação. Este é o legado 1.º de maio de 2017, e ex-tensivo ao 1.º de maio de 2018.

Por isso, nada a comemorar, e sim con-tinuar a luta na defesa de direitos e com ob-jetivo de derrotar nessa eleição o governo TEMER e políticos golpistas.

A palavra de ordem: “Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, uni-vos!”.

Conhecidos por muitos como verdadei-ras obverdadei-ras de arte, as pontes e viadutos são de extrema importância para o desenvol-vimento econômico e social de um país. Além do caráter funcional, muitas destas obras transformam-se em ícones das cida-des e tornam referências das comunidacida-des, como a Ponte JK, em Brasília, a Ponte Gol-den Gate, em São Francisco (EUA), a Pon-te da Amizade, na divisa Brasil (Paraguai). As pontes se destacam ainda por permitir a ligação e integração entre cidades e re-giões, ocasionando o fluxo da economia e mesmo o acesso rápido para evacuação no caso de desastres.

Como obras de engenharia, todas estão sujeitas, ao longo de sua vida útil, a ações di-versas do clima e temperatura, tais como des-gastes naturais e ambientais, bem como uso inadequado. A engenharia tem buscado nos conceitos de Medicina apoio para os proble-mas das construções: Patologia-ciência, que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças; e Terapia-ciência, que estuda a es-colha e administração dos meios de curar as doenças e a natureza dos remédios.

A qualidade de uma obra de pontes é afe-rida não só por seu projeto e construção, mas também pelo programa de manutenção, que corrige problemas patológicos, por meio de vistorias periódicas com monitoramento do comportamento do uso e soluções imediatas para os problemas detectados. Tal progra-ma passa pela interlocução de órgãos técni-cos, métodos e equipamentos necessários

ao monitoramento; além, é claro, de recur-sos que deveriam ser providos pela alocação de verbas anuais no orçamento.

A falta de política de manutenção das obras no Brasil tem resultado numa série de colapsos de pontes com graves prejuízos cau-sando e instabilidade social e econômica. O setor público brasileiro foi ocupado por in-dicações políticas, muitas vezes por pessoas sem a qualificação técnica adequada, levando a uma deficiência no acompanhamento do projeto, construção e manutenção das obras. Esta distorção só poderia ser corrigida com a criação de carreiras técnicas de engenharia, formando quadros permanentes no setor.

Em Brasília, recentemente tivemos o co-lapso de um viaduto em torno da Rodoviária do Plano Piloto, que por mais de 50 anos, nunca passou por monitoramento e manu-tenção. Infelizmente esse é apenas um dos exemplos, já que a Ponte do Bragueto, as tesourinhas das quadras e viadutos do eixo Rodoviário também estão ameaçadas de colapso por problemas de diferentes tipos.

Há sete anos o Crea/DF implantou o Grupo de Trabalho das Patologias das Cons-truções Públicas, com a participação dos órgãos públicos, universidades, entidades de classe e profissionais da área. Essa equi-pe produziu relatório propositivo de me-didas no sentido de oferecer soluções aos atuais problemas. O documento foi enca-minhado ao GDF, que sequer se manifes-tou. A Câmara Legislativa chegou a ser mais sensível à situação, realizando audiência pública para debater o cenário.

O fato é que é necessária uma mudança imediata na condução das pontes do

Dis-trito Federal e do Brasil. A saída é implantar Programa de Gestão de Pontes, que com-preenda primeiramente um diagnóstico da situação, composto por Banco de Da-dos acompanhado por sistema continu-ado de monitoramento. Sistema esse que aponte providências imediatas e preven-tivas, com responsabilidades dos agentes públicos definidas.

Manutenção é um ponto crítico, princi-palmente em pontes onde o Governo diz não ter verba e acaba por levar muitas estruturas até seu limite, ocasionando em alguns casos a sua ruína. Para prevenir as patologias das pontes, é preciso projetar e construir com qualidade, além de conhecer as causas dos problemas encontrados para sua correção. Lembrando que o reparo, recuperação e re-forço custam bem mais do que a prevenção para não ocorrência dos mesmos.

Um programa como este deveria envol-ver os cursos de graduação em Engenharia Civil, propiciando a inserção de estagiários, com acompanhamento de professores, no processo de monitoramento. Seria ainda um estímulo à formação de profissionais em Patologia das Construções, hoje tão ne-cessários para manter e aumentar a dura-bilidade das obras.

As pontes deram o grito! Urge agora uma resposta do governo para implantar uma política de gestão de pontes com a alocação de recursos e integração dos agentes perti-nentes ao assunto. Vamos todos, governo, universidades, engenheiros e sociedade cui-dar de nossas pontes, que são os elos que nos unem, para que não se transformem em barreiras que nos separam.

ALMIR PAZZIANOTTO PINTO

ADVOGADO. FOI MINISTRO DO TRABALHO E PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO

ROBSON PAZ

RADIALISTA, JORNALISTA. SECRETÁRIO ADJUNTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E DIRETOR-GERAL DA NOVA 1290 TIMBIRA AM

Pontes: elos que nos unem

JOÃO BOSCO RIBEIRO

ENGENHEIRO CIVIL E PROFESSOR DO UNICEUB

A 90 dias do fim do prazo de registro de can-didaturas para as eleições de 7 de outubro, um mar de incertezas ronda a oposição sarneysista sobre o candidato que enfrentará o governador Flávio Dino na disputa pelo governo do Estado.

Há meses, escrevi neste espaço que o embate entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney é impro-vável. Tese que se consolida à medida em que se aproxima o pleito.

A razão é simples. Sem apoio popular, político e aliada de Michel Temer, presidente mais rejeitado do país pós-ditadura, Rosea-na Sarney aposta as últimas fichas no pode-rio midiático do clã. E partiu para um festi-val de ataques Fake news ao governo Flávio Dino. Tentaram transformar em escândalo e envolver o governo no suicídio do médico Mariano Castro; no suposto monitoramento de políticos e a nomeação legal de capelães

da Polícia Militar. Com baixa credibilidade e nenhum amparo na realidade, as investidas midiáticas da oposição sarneysista fracassa-ram, conforme atestam pesquisas.

A rejeição experimentada nas andan-ças pelo interior fez a emedebista recuar das aparições públicas. Aos defensores da candidatura de Roseana Sarney resta tor-cer por um ‘inusitado’ escândalo envolven-do o governo. Uma espécie de novo ‘Reis Pacheco’ para dar o mínimo de oxigênio ao projeto sarneysista de voltar ao poder. Chances remotas se considerarmos que o governo Flávio Dino se destaca como o mais eficiente do país, combate a corrupção e cuja transparência e controle dos gastos públicos saltou de zero para dez na escala da CGU (Controladoria Geral da União).

E na ausência de Roseana Sarney, qual será o posicionamento do clã? Apoiar Roberto Rocha? Estimular a candidatura de Eduar-do Braide? Nenhuma coisa, nem outra. Ser a segunda força política do Estado não é a pior situação dos mundos. Menos ainda con-siderando que daqui a quatro anos haverá novo embate pelo governo e este não terá como candidato o governador Flávio Dino.

Por isso mesmo, Sarney não pensa na hi-pótese de transferir o espólio. Sabendo disso, o deputado estadual Eduardo Braide anuncia-rá, nas próximas semanas, sua candidatura a deputado federal. Manterá, assim, o projeto de disputar a prefeitura de São Luís em 2018.

Pois bem, e o que faria o grupo Sarney? A prioridade do clã é eleger um senador. Com o olhar voltado para a eleição de 2022. A evi-dência aponta para a candidatura de Sarney Filho (PV). Mas, este poderá ser uma vez mais sacrificado e ceder a vaga para a irmã.

Qual seria a justificativa e quem substitui-ria Roseana Sarney? A explicação já começou a ser ensaiada. Roseana só aceitaria ser can-didata ao governo no comando do MDB. Pro-posta, de pronto, recusada pelo senador João Alberto. Com a desistência de Roseana Sarney resta como alternativa a candidatura do fiel escudeiro de Sarney, João Alberto. Candida-tura que cumprirá a tarefa de manter mini-mamente coeso os 25% orgânicos do grupo. Aos demais candidatos do consórcio sar-neysista restará resignarem-se à condição de linha auxiliar do projeto coronelista. E Flávio Dino segue com amplo favoritismo para conquistar o segundo mandato.

Pré-candidatura de Roseana Sarney agoniza

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NEGÓCIOS

São Luís, quarta-feira, 16 de maio de 2018

www.oimparcial.com.br

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COMPRAS

E-commerce fatura R$ 2,11

bilhões no Dia das Mães

Os dados são da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos

agrícolas do estado, referentes à estimativa do segundo bimestre de 2018

EM ALTA

Dólar sobe pelo 3º dia e fecha a R$ 3,66

Responsável: Mivan Gedeon E-mail: [email protected]

O

s agricultores mara-nhenses, em especial, os grandes produtores de grãos, continuam otimistas, tendo em vista que a safra de 2018 deverá atingir um novo recorde, maior que o ano anterior em 838,3 mil tonela-das. É o que aponta a Nota de Agricultura Maranhense, pu-blicada na segunda-feira (14), pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).

A nota trata da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas do estado, referentes à estimativa do segundo bimestre de 2018. A análise completa encontra-se disponível no site do Insti-tuto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográ-ficos. Acesse pelo link: http:// imesc.ma.gov.br/portal/Post/ view/30/226.

De acordo com os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) refe-rentes ao mês de abril de 2018, a produção graneleira mara-nhense está estimada em 5.265 mil toneladas em 2018, cresci-mento de 18,9% em compara-ção com a safra de 2017.

O presidente do Imesc, Fe-lipe de Holanda, explica o bom resultado das safras em 2018. “Os preços das commodities agrícolas no mercado interna-cional estão em recuperação, ainda que em ritmo lento. So-ma-se a isso a valorização do dólar a patamares ainda mais elevados, constituindo fatores que contribuem significativa-mente para a decisão de plantio dos produtores, já que os mes-mos plantam conforme as con-dições do mercado, seguindo a lógica econômica: quando os preços estão elevados, há um estímulo à produção”.

Soja nos municípios

A produção de soja no Ma-ranhão tem evoluído em vários municípios ao longo dos anos. Em 2010, por exemplo, 33 dos 217 municípios maranhenses

O e-commerce faturou R$ 2,11 bilhões no Dia das Mães em 2018, alta nomi-nal de 12% na comparação ante ao mesmo período do ano anterior, aponta o moni-toramento da Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

O número de pedidos au-mentou 2%, para 4,60 milhões, enquanto o tíquete médio re-gistrou alta de 10% para R$ 459. O levantamento compreende as compras realizadas entre os dias 28 de abril e 12 de maio de 2018. De acordo com esti-mativas da Ebit, o período do Dia das Mães deve correspon-der a 4% do montante fatura-do pelo e-commerce durante todo o ano (perde apenas para Natal, Black Friday e empata com Dia dos Pais).

Smartphones e TVs lidera-ram a lista dos presentes mais

comprados para as mães no e-commerce. “A melhora da economia e do e-commerce permitiu que as pessoas vol-tassem a comprar presentes mais caros agora no dia das mães, inclusive smartpho-nes”, explica André Dias, di-retor executivo da Ebit.

A Ebit está presente no mercado brasileiro desde 2000, a empresa acompanha a evolução do varejo digital no país desde o seu início, sen-do uma referência em inte-ligência competitiva para o e-commerce. Através de um sofisticado sistema, que co-leta dados diretamente com o comprador on-line, a empresa gera informações detalhadas sobre o mercado diariamente. São mais de 10 mil pesquisas respondidas por dia, 25 mil lojas avaliadas até o momen-to e 30 milhões de pesquisas acumuladas desde 2001.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apro-vou ontem o edital do leilão para a construção de 2,6 mil quilômetros de novas linhas de transmissão e que está pro-gramado para ocorrer em 28 de junho na sede da B3, an-tiga BM&FBovespa.

As linhas que serão licita-das serão dividilicita-das em 20 lo-tes e passarão por 16 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janei-ro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

De acordo com a Aneel, a estimativa é que as obras

exi-girão R$ 6 bilhões em investi-mentos e devem gerarar mais de 13 mil empregos diretos. O edital tem quatro lotes a menos do que a proposta que entrou em audiência pública, isso porque a Aneel decidiu retirá-los do leilão. Três lo-tes são de linhas que seriam construídas nos estados do Amazonas, Rondônia e Pará.

Segundo o diretor da Aneel André Pepitone, a retirada des-ses três lotes ocorreu porque a operação das linhas de trans-missão dependeria de obras de distribuidoras da Eletro-bras que estão em um iminen-te processo de privatização ou de licitação da concessão.

ENERGIA

Aneel aprova edital de

leilão de transmissão

O dólar fechou em alta pelo terceiro dia seguido ontem, após reduzir os ganhos vistos mais cedo, diante da incerte-za eleitoral e do temor de que os juros nos Estados Unidos subam mais que o esperado neste ano. Na véspera, a mo-eda fechou no maior nível em

mais de 2 anos.

O dólar subiu 0,94%, a R$ 3,6617 na venda, maior valor desde o dia 7 de abril de 2016, quando a moeda fechou a R$ 3,6918. Na máxima do dia, che-gou a R$ 3,6932. Veja mais co-tações. Já o dólar turismo era negociado a R$ 3,82. Nas

ca-sas de câmbio, era vendido na manhã de ontem na casa dos R$ 4,00 no cartão pré-pago, já inclusa a alíquida de 6,38% do Imposto Sobre Operações Fi-nanceiras (IOF). Em espécie, a cotação varia entre R$ 3,83 e R$ 3,91, já com o imposto de 1,1%, segundo pesquisa.

Eleições no Brasil

Internamente, o movimento de alta do dólar reflete também a cautela com pesquisa eleitoral divulgada na véspera que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal.

Maranhão é o

2º maior produtor

de soja do Nordeste

produziam soja, já em 2016, surgiram mais 18 municípios que passaram a cultivar esse grão, totalizando 51 municípios produtores de soja no estado. Entre estes novos produtores, destacam-se Açailândia, Buri-ticupu e Itinga do Maranhão,

cujas produções em 2016 foram de 53,7, 35,7 e 31,1 mil tonela-das, respectivamente.

Segundo dados da Pesqui-sa Agrícola Municipal – PAM (2016), entre 2010 e 2016, so-mente a Bahia, o Maranhão e o Piauí produziram soja de

for-Agricultura

Maranhense

A Nota de Agricultura Maranhense é um dos produtos do Boletim de Conjuntura Econômica, uma publicação trimestral do Imesc. A Nota, deste modo, se propõe fazer uma discussão prévia dos resultados do LSPA, divulgado mensalmente pelo IBGE. O LSPA trata da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, por intermédio das Comissões Municipais e/ou Regionais de Estatísticas Agropecuárias (Comeas e Coreas) que, por sua vez, são consolidadas para o nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA).

Produção de Milho

A produção de milho, por sua vez, fechou o ano de 2017 em 1,6 milhões de toneladas, com incremento de 948,2 mil toneladas, fruto do aumento de 39,6% na área plantada, o que representa cerca de 133,8 mil hectares. Quanto ao rendimento médio desta cultura, em 2017 encerrou em 3.521 kg/ha, maior em 89,6% em relação ao ano anterior.

Em relação à cultura do milho, da mesma forma como acontece com a produção de soja, a Bahia, o Maranhão e o Piauí destacam-se como os maiores produtores do Nordeste. A Bahia concentra a maior parte da produção nordestina de milho, com cerca de 50,0%, segundo dados da PAM (2016). Em segundo lugar, está o Maranhão, com peso de 21,6%, seguido pelo Piauí, com 19%. As demais unidades da federação nordestinas participam com 9,4%, somando seus pesos.

No caso do Maranhão, ao longo dos anos este produto passou a ser cultivado de forma mais expressiva, sendo que em 2010, a participação do Maranhão na produção de milho do Nordeste era de 12,9% e em 2016, ano considerado ruim para a produção agrícola brasileira devido à grande estiagem iniciada ainda em 2015, a participação do Maranhão na produção nordestina de milho foi de 21,6%.

Os preços das commodities

agrícolas no mercado internacional

estão em recuperação, ainda que

em ritmo lento

Felipe de Holanda, presidente do Imesc

ma contínua. Segundo as últi-mas informações disponíveis (2016), a Bahia produziu cerca de 63,3% da soja da Região, en-quanto que a participação da produção desse grão do Ma-ranhão em relação ao total do Nordeste equivaleu a 24,2%. O Piauí respondeu por cerca de 12,5% da soja no Nordeste.

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