• Nenhum resultado encontrado

O FUTURO É DISRUPTIVO?

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "O FUTURO É DISRUPTIVO?"

Copied!
29
0
0

Texto

(1)

1

O FUTURO É

DISRUPTIVO?

Poupança

Investimento

Banca

Paulo Moita de Macedo

CEO da CGD

23 de Maio 2017 Lisboa

(2)

2 2

AGENDA

1

2

Caixa e o Futuro

O Futuro da Economia Portuguesa

Poupança

Investimento

Banca

(3)

3 3

A ECONOMIA PORTUGUESA ESTÁ NO 4º ANO CONSECUTIVO

DE CRESCIMENTO ECONÓMICO

Fonte: INE

O Produto Interno Bruto (PIB), em termos homólogos, aumentou 2,8% em volume no

1º trimestre de 2017 (2,0% no trimestre anterior).

- Aumento das exportações é a componente mais importante - Redução das importações

desempenha um papel menos relevante

- Redução do Investimento designadamente no setor da construção

(4)

4 4

EXPECTATIVAS ECONÓMICAS INFLUENCIAM FORTEMENTE O

NÍVEL DE POUPANÇA

Índice de Confiança dos Consumidores – Portugal Indicador de Clima Económico - Portugal

Font e: INE -6 -4 -2 0 2 4 6 -60 -50 -40 -30 -20 -10 0

mar/ 99 mar/ 01 mar/ 03 mar/ 05 mar/ 07 mar/ 09 mar/ 11 mar/ 13 mar/ 15 mar/ 17 Indicador de Confiança dos Consumidores (sre, mm3m) (esq. )

Indicador de Clima Económico (sre, mm3m) (dir.)

P o rtugal: Taxa de P o upança das Famílias (% do Rendimento Dispo nível) (mm4T)

Font e: INE últ ima observação: 4º t rimestre/ 2016 5.3% 4.1% 4.4% 3% 5% 7% 9% 11% 13%

dez/00 dez/02 dez/04 dez/06 dez/08 dez/10 dez/12 dez/14 dez/16 "Grande

Recessão"

Crise da dívida Soberana e PAEF (Portugal)

Fonte: INE; Banco de Portugal

Taxa de poupança em Portugal historicamente mais baixa do que a média Europeia – 12.5%/20%

Durante os anos de crise, registou-se uma ligeira subida da poupança portuguesa, no entanto com a

melhoria de expectativas da economia a partir de 2013 essa tendência voltou a inverter

Portugal: Taxa de Poupança das Famílias (% do Rendimento Disponível)

(5)

5

Menos poupança

Tendência generalizada ?

NÃO

Nos últimos anos a dinâmica de crescimento nos depósitos está nas empresas não financeiras

P o rtugal: Depó sito s e Equiparado s em Instituiçõ es Financeiras (vh%)

Font e: Banco de Port ugal

0.6% 13.4% -20% -10% 0% 10% 20% 30%

jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 jan/15 jan/16 jan/17

Particula res Socieda des N ão Financeiras

Fonte: INE; Banco de Portugal

Portugal: Depósitos e Equiparados em Instituições Financeiras (vh%)

(6)

6 6

COMO INVERTER A CURVA DA POUPANÇA

E QUAL O PAPEL DE CADA INSTITUIÇÃO

ESTADO EMPRESAS PESSOAS

Consciencialização dos gaps de rendimento versus necessidades de proteção Perceção clara dos novos riscos: cuidados continuados, quebra acentuada do rendimento com reforma

Curto prazo versus Longo prazo

• Um Estado que é visto como dissipador terá grandes dificuldades em levar a bom porto iniciativas de promoção da poupança e de redução do endividamento

(In Poupança e Financiamento da Economia Portuguesa - Estudo para a APS ,

2016)

• Utilizar mecanismos legais e atuação institucional para promover a poupança e a necessidade de poupar

• Ser seletivo fiscalmente ( benefícios fiscais):

-Empresas

-Particulares

Melhorar o balanceamento entre capitais próprios e capitais alheios Aproveitar Oportunidades de Investimento

(7)

7 7

EXPECTATIVAS NO COMPORTAMENTO DOS INDIVÍDUOS COM

IMPACTO NA ECONOMIA E NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Baixa remuneração da Poupança:

- Quebra no rendimento das aplicações tradicionais

- Baixa taxa de juro

- Maior volume de aplicações à ordem

Diminuição do peso do património imobiliário para habitação no património total das famílias. Menos

famílias a comprar habitação:

- Necessidade de maior mobilidade

- Melhoria do arrendamento

Vida mais longa com menos filhos:

- Maior consumo e preocupação com a qualidade de vida

- Menor preocupação em deixar bens para os filhos

(menos filhos)

Maior incerteza na economia

Maior apetência para o consumo (eg. Bens Duradouros…)

1.

2.

3.

4.

Versus

Maior apetência para proteção social

(eg. Desemprego, Reforma, Long term care…)

Investimento – Procura yields com maior rendimento

(eg. Imobiliário, Títulos, Outros…)

(8)

8 8

PREÇO DAS HABITAÇÕES EM PORTUGAL E ESPANHA NÃO ESTÁ

SOBREVALORIZADO COMPARATIVAMENTE

AOS RESTANTES PAÍSES DA OCDE

Fonte: ARCANO; OCDE

Housing Over / Undervaluation

(9)

9 9

COMO INVERTER A CURVA DA POUPANÇA

E QUAL O PAPEL DE CADA INSTITUIÇÃO

ESTADO EMPRESAS PESSOAS

Consciencialização dos gaps de rendimento versus necessidades de proteção Perceção clara dos novos riscos: cuidados continuados, quebra acentuada do rendimento com reforma

Curto prazo versus Longo prazo

• Um Estado que é visto como dissipador terá grandes dificuldades em levar a bom porto iniciativas de promoção da poupança e de redução do endividamento

(In Poupança e Financiamento da Economia Portuguesa - Estudo para a APS ,

2016)

• Utilizar mecanismos legais e atuação institucional para promover a poupança e a necessidade de poupar

• Ser seletivo fiscalmente ( benefícios fiscais):

-Empresas

-Particulares

Melhorar o balanceamento entre capitais próprios e capitais alheios Aproveitar Oportunidades de Investimento

(10)

EMPRESAS

-EVOLUÇÃO

DOS CAPITAIS PRÓPRIOS

Empresas do PSI20

Principais empresas não financeiras do PSI20 (valores contabilísticos)

Fonte: Thomson Reuters Eikon

2016 2014 2012 2010 2008 2006

PME

Fonte: Banco de Portugal

2007 2009 2011 2013 2015

(11)

11

Ajustamento da

Poupança ao

Investimento

Equilíbrio

Desejável ?

NÃO Necessário novo ponto de equilíbrio 0 5 10 15 20 25 30 2005 2007 2009 2011 2013 2015 Gross Saving Investment

Investimento e Poupança

Fonte: Estudos Económicos da OCDE-Portugal, Banco de Portugal

CRESCIMENTO DO INVESTIMENTO AINDA POUCO EXPRESSIVO,

POUPANÇA SEM EVOLUÇÃO POSITIVA

(12)

12 12

SENTIMENTO ECONÓMICO DOS INVESTIDORES

EM TENDÊNCIA DE SUBIDA

Fonte: ZEW, Sentix

(13)

13 13 Crescimento do PIB Euribor 3M 2016 17 18 19 2020 1,0% 1,1% 1,2% 1,2% 1,2% -0,26% -0,31% -0,27% -0,17% +0,03%

(Fonte: Fundo Monetário Internacional)

(Fonte: Taxas implícitas de forwards de mercado a 31 de dezembro de 2016)

CENÁRIO MACROECONÓMICO COM

(14)

14 14

P o rtugal: Taxas de Juro (reais) so bre No vas Operaçõ es - Empréstimo s (%)

Font e: BdP, Eurostat , INE -1 % 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8%

mar/03 set/04 mar/06 set/07 mar/09 set/10 mar/12 set/13 mar/15 set/16 Empresas Não-Financeiras - Montantes Superiores a €1 Milhão

Empresas Não-Financeiras - Montantes Inferiores a €1 Milhão

P o rtugal: Taxas de Juro (reais) so bre No vas Operaçõ es - Empréstimo s (%)

Font e: BdP, Eurostat , INE -1 % 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8%

mar/07 set/08 mar/10 set/11 mar/13 set/14 mar/16 Empresas Não-Financeiras - Montantes Superiores a €1 Milhão

Empresas Não-Financeiras - Montantes Inferiores a €1 Milhão

Histórico desde o início da série das taxas

Fonte: BdP, Eurostat, INE

PORTUGAL

TAXAS DE JURO (REAIS) SOBRE NOVAS OPERAÇOES

EMPRÉSTIMOS (%)

(15)

15

CRÉDITO, INVESTIMENTO E EFICIÊNCIA

Entre 1995 e 2015

a banca encaminhou 41% dos recursos captados para o setor

da

Construção

; a

eficiência marginal do capital

deste setor foi fortemente

negativa

(-21%)

.

Observa-se uma

correlação positiva

entre

fluxos de crédito

e o

investimento

.

Verifica-se uma

correlação negativa

, ainda que baixa, entre os

fluxos de

crédito

e a

eficiência marginal do capital

.

O crédito foi preferencialmente encaminhado para os setores que mais

investiram, mas não para os que foram mais eficientes a investir.

(16)

16 16

1. Exportação de bens, serviços conteúdos e conceitos que permita criar

oportunidades a prazo no mercado exterior

• Investimento continuado e de elevado montante – EMPRESAS MULTINACIONAIS • Investimento com oferta Diversificadas e Sofisticada - PME e STARTUPS

2. Atração do rendimento vindo do exterior

• Turismo

• Novos Residentes vindos da Europa

3. Inovação

• Na qualidade das Instituições de ensino superior e dos centros de investigação • Na existência de Centros Tecnológicos e centros de engenharia

• Na multiplicação de incubadoras e polos de agregação de startups

4. Mudança gradual do Sistema Financeiro

• Mais mercado de capitais, mais fundos de investimento, mais investidores Institucionais, mais capital de risco, mais desintermediação

(17)

17 17

ORÇAMENTO DO ESTADO 2016 – COMPETITIVIDADE 2016-2017

Fonte: The Global Competitiveness Report 2016-2017 - 2016 World Economic Forum

(18)

18 18

O QUE ESTÁ DIFERENTE

NO INVESTIMENTO?

Excesso de liquidez da Banca Capacidade de financiamento Manutenção de cenário de

taxas Euribor negativas

Empresas com disponibilidade financeira e manutenção de níveis baixos de investimento

(19)

19 19

EVOLUÇÃO RESULTADOS LÍQUIDOS CONSOLIDADOS

Bancos em Portugal

< -5 B

Total

Fonte: APB

Uma década de resultados negativos

Transferência de valor dos acionistas da Banca para as empresas não sustentáveis

2.225 -1.208 -1.234 -3.210 -5.311 360 -1.036 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 …. 2020 valores em Milhões de €

…QUE

(20)

20 20

Lançamento

Recapitalização

da CGD

4,4mM€

O FUTURO DISRUPTIVO DA CAIXA E DO SISTEMA

FINANCEIRO PORTUGUÊS COMEÇA AQUI

TRANSFORMAÇÃO

Peça chave na consolidação do mercado

OPA

CaixaBank

1.3b€,

e novo acionista

20

MAS…

(21)

21

RÁCIO DE TRANSFORMAÇÃO DO SECTOR BANCÁRIO

Comparação entre 2007 e 2010 – 2016

Fonte: APB; Relatório e Contas CGD

160,10% 157,80% 140,20% 116,90% 107,20% 102,60% 102,50% 2007 2010 2011 2013 2014 2015 2016 ( 1ºS) 2016 CGD* 90,6% *Atividade Consolidada

(22)

22

PARTICULARES

EMPRESAS

BANCA

ESTADO

• Taxas de juro historicamente baixas • Poupança das famílias portuguesas com tendência decrescente há vários anos • Quebra no investimento oportunidade de negócio • Mais Conhecedoras dos mercados das exportações Competitividade de preços ; inovação; diferenciação dos produtos • Procuram oportunidades de negócio / parcerias

Elevada liquidez - Rácios de Transformação abaixo dos 100%

Oportunidade de negócio -Financiar bons projetos em Portugal e nos estrangeiro • Capitalização - menos risco,

garante de dimensão • Mudança gradual no

Sistema Financeiro - Mais

mercado de capitais, mais fundos de investimento, mais investidores institucionais, mais capital de risco, mais ligações ao mundo anglo saxónico • Mais desintermediaçãoReformas Estruturais  Macroeconomia  Sistema Financeiro  Justiça

 Combate à economia informal –

Fiscalidade IRC / Investimento / Títulos PME

Qualidade do ensino superior e Investigação Áreas Ciências Básicas , Engenharias e Ciências da Saúde

Eco sistemas de inovação – adaptação dos instrumentos que dependam do Estado

(incentivos) à plena exploração das virtualidades destes ecossistemas

Estratégia geoeconómica – mais perto das regiões capazes de crescer, assentes na economia de mercado e mais inovadoras

CONCLUSÕES

(23)

23 23

AGENDA

1

2

Caixa e o Futuro

O Futuro da Economia Portuguesa

Poupança

Investimento

Banca

(24)

24 24 Fatores decisivos para o desempenho da Caixa para a Estabilidade do Sistema Financeiro Português 1. Recapitalização Concluída (4,4B€) 2. Plano Estratégico CGD 2020 aprovado pela Comissão Europeia Caixa com resultados positivos (Lucros) única fonte

para gerar capital =

sobrevivência da Caixa que tenha um

papel relevante no Sistema Financeiro Português Margem Financeira | +18,4% Produto Bancário | + 65,2% Cost to income | Redução para 58,2% Depositos | Liderança no mercado nacional OTRs | 60% do total de subscrição

CAIXA 2017-2020

(25)

25

CONDICIONANTES ATUAIS PARA A CAIXA

Ser competitiva sem ónus nem benefícios

Cost-to-income - evoluir de 82 para <= 45 até 2020

Aumentar os Proveitos (Comissões e Margem)

Reduzir Custos

Sem “colagens” à luta política nacional e autárquica

Quadratura

Do

(26)

26

Queremos crescer nas diferentes áreas de negócio

- Crédito

- Leasing Mobiliário e Imobiliário

- Confirming - Factoring Doméstico e Internacional - Depósitos - Renting - Seguros - TPA

Fonte: DUN(2015); INE;

Informação CGD 2015 (DCP e DMK)

A CAIXA TEM A AMBIÇÃO DE AUMENTAR OS NÍVEIS DE

ENVOLVIMENTO COM AS EMPRESAS

Penetração da Caixa em Nº de Clientes

(27)

27

A CAIXA E AS EMPRESAS DA REGIÃO DE LISBOA

54 mil clientes empresa

|

|

28% das empresas

A CAIXA

134 Agências e 6 Gabinetes

Mais de 1.410 Colaboradores

90 Gestores especializados no Segmento Empresas

23% do mercado de crédito

em empresas

no distrito de Lisboa

MAIOR SERVIÇO DE INTERNET BANKING NACIONAL 2016

100.000 clientes utilizaram o Caixadirecta empresas  Transferências + de 6 milhões de movimentos

(28)

28

ATRIBUTOS DE IMAGEM DO SETOR

BANCÁRIO PORTUGUÊS

Novo Banco Banco BPI -B.Português de… Santander Totta Millennium BCP CGD - Caixa Geral de Depósitos BANCO ELEITO Novo Banco Banco BPI -B.Português de… Millennium BCP Santander Totta CGD - Caixa Geral de Depósitos DE MAIOR CONFIANÇA Novo Banco Banco BPI -B.Português de… Millennium BCP Santander Totta CGD - Caixa Geral de Depósitos MAIS SÓLIDO Fonte: BASEF

A CAIXA PROCURA INOVAR

SEMPRE MAIS PRÓXIMA DO CLIENTE

(29)

29 29

Referências

Documentos relacionados

OBSERVAÇÃO: Nas localidades onde não houver expediente bancário, o cumprimento desta obrigação pode ser prorrogado para o primeiro dia útil subsequente.. RECOLHIMENTO FORA DO

As Funções de Transferência Não Lineares, FTNL, de primeira, segunda e terceira ordens calculadas, são depois utilizadas para prever a distorção não linear de intermodulação..

Diante disso, foi elaborada a questão de pesquisa que norteou este estudo: qual o perfil e a produção acadêmica dos assuntos Governança Corporativa e

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO PORTARIA Nº 1453/2011-GR, de 14 de dezembro de 2011. VALMAR CORRÊA DE ANDRADE

Nova avaliação por estudo hemodinâmico (1º novembro de 1993) revelou pressão média de átrio direito 2mm, ventrículo direito (S/Di/Df) de 65/0/5 mmHg; artéria pulmonar (S/D/med)

Esta síndrome quando não tratada adequadamente, pode se tornar fator de risco relevante para o desenvolvimento de outras patologias, como doenças cardiovasculares e diabetes

O starter é o componente do SISTEMA TREPANTE que é utilizado apenas na primeira etapa de concretagem, onde não é possível utilizar forma atirantada e tem função de receber

O foco deste estudo foram as atividades leiteira e avícola, o levantamento dos dados foi realizado em uma empresa rural de médio porte, localizada na região Oeste de