Astrolábio
Alunos: Lucas Scaramboni e Luan Onuma
História
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Criação
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Navegação
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Agrimensura
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Tipos
Astrolábio de 1572, construído por Gualterus Arsenius. O anel na parte superior
permite que o instrumento seja pendurado na vertical. As partes em relevo curvo
indicam algumas estrelas com seus nomes escritos em latim.
Composição
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Madre (mater)
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Tímpanos (tabulas)
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Alidade
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Anel
Utilização
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Funcionamento
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Pode ser usado a noite
Astrolábio. Navio no centro da imagem identifica os 32
ventos relacionados aos rumos marcados na agulha de
marear (Pimentel, 1819)
Conclusões
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Limitações e vantagens
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Acurácia
Obrigado!
http://chcul.fc.ul.pt/textos/malhao_pereira_2000.pdf
http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/o-astrolabio-e-a-arte-de-navegar/
https://www.wdl.org/pt/item/13057/
HISTÓRIA
Criação: Antigo instrumento astronômico utilizado pelos grandes
navegadores árabes. Com o astrolábio, era possível melhorar a navegação, calcular com maior exatidão a orientação em relação a Meca e os horários de oração do Islã.
Modelo de astrolábio teoricamente concebido em Alexandria foi
disseminado com sucesso no mundo islâmico medieval ainda no século II a.C. Com o passar do tempo, o mundo árabe expande o seu território. Nesse período, eles absorveram as culturas de outros povos e potencializaram os estudos científicos nas regiões por onde passaram. Os árabes contribuíram para diversas áreas da ciência. Manuscritos foram encontrados com
observações no campo da astronomia, exemplo, um tratado árabe sobre o astrolábio.
A expansão islâmica no Mediterrâneo permitiu com que o objeto fosse introduzido na Europa no século X. A partir daí, foram produzidos astrolábios em diferentes partes do Velho Mundo, como a Andaluzia, na Espanha.
Apesar a notável contribuição dos árabes na difusão do instrumento, ainda não existe um consenso entre os historiadores sobre a autoria do mesmo. Controvérsias à parte, o fato é que o instrumento foi se desenvolvendo na Europa ao longo dos séculos.
Navegação: Usado pelos navegadores no séc. XV como instrumento de
navegação, principalmente pelos portugueses e espanhóis durante o ciclo das grandes navegações. Era usado para medir a altura do Sol ou de uma estrela durante alguma viagem no meio do oceano, de maneira a se determinar a latitude.
Agrimensura: Ele também era usado na agrimensura, ou seja, para se
conhecer a altura de uma montanha a partir do cálculo do ângulo formado por sua sombra.
Tipos: Existem vários tipos de astrolábios feitos por diferentes fabricantes pelo mundo. Entre os modelos: astrolábio de Danjon, astrolábio esférico, astrolábio quadrante, astrolábio pessoal, astrolábio planisférico. De todos os modelos, o astrolábio náutico é o que se apresenta com maior
expressividade nas atividades marítimas. O astrolábio náutico foi muito utilizado pelos pilotos portugueses no século XV. De acordo com o
historiador português João de Barros, o astrolábio foi usado por Vasco da Gama em sua primeira viagem de Lisboa para Melinde.
COMPOSIÇÃO
A constituição do astrolábio consistia em algumas peças encaixadas umas nas outras, permitindo assim a medição ou cálculo.
Madre: O astrolábio é formado por base em formato de disco, normalmente
feita de latão, chamada de madre (mater) onde são encaixadas as restantes partes. Sobre este disco principal estão inscritas a todo o seu redor escalas com números, indicando espaços de tempo ou graus.
Tímpanos: marcações gravadas sobre a mater são pequenas peças em
forma de disco onde estão inscritas várias linhas, que podem variar entre os 0 graus (Norte) e os 360º (novamente Norte). Cada grau corresponderia assim a uma coordenada da rosa dos ventos, medida no sentido dos ponteiros do relógio. Sobre os tímpanos do astrolábio era colocado outro disco a que deram o nome de aranha (rete). Esta peça móvel tinha gravadas as localizações das principais estrelas, permitindo determinar qual a altura e a direção para que apontava determinada estrela.
Alidade: é uma outra peça que faz parte do astrolábio e localiza-se na
parte mais atrás. Esta peça, sob a forma de agulha, gira e tem a função de medir a altura dos astros, através da observação do limbo, com inscrições divididas em graus.
Anel: em forma de elipse serve para determinar qual o percurso do sol.
Através de um calendário conseguia-se determinar qual a localização geográfica do sol, consoante o dia do ano em que se estivesse.
Ponteiro das Estrelas: Por fim, existia ainda o ponteiro das estrelas, que,
em conjunto com a aranha que girava para um e outro lado, servia para determinar a posição geográfica de determinada estrela, com base no dia do calendário em que se estivesse a fazer o cálculo.
UTILIZAÇÃO
Funcionamento: Três homens eram necessários para fazer uma observação com o astrolábio (um segurava o instrumento pelo anel existente no seu topo, outro alinhava o dispositivo de visada com o astro-alvo e o terceiro fazia a leitura da sua distância zenital). Além disso, o menor balanço do navio causava grandes erros de observação. Por esta razão, os navegantes foram forçados a abandonar o prumo de chumbo e tornar o horizonte sua referência para as medidas dos ângulos verticais.
Pode ser usado a noite: Também pode ser usado de noite, fazendo-se a mirada sobre as pínulas, ou com uma alidade própria com frestas de observação semelhantes às que atualmente se usam nas armas de fogo.
Prática: Sagres (1989 - 2000) foi executado por António Maria Luís,
mestre da Oficina de Instrumentos de Precisão do Instituto Hidrográfico. O seu princípio de funcionamento é intuitivo. Para a sua utilização deve o observador suspendê-lo pela argola, orientá-lo na direção do vertical do astro, mover as pínulas e fazer com que os raios de Sol atravessem o orifício da pínula superior e incidam corretamente na inferior, o que se fará
movendo a alidade. A distância zenital, ou complemento da altura, é lida na graduação respectiva.
CONCLUSÕES
Das muitas observações efetuadas confirmámos as conclusões obtidas nas anteriores experiências, que se resumem a seguir:
Limitações e vantagens: - É relativamente fácil fazer a coincidência dos
raios de Sol na pínula inferior. - O balanço afeta muito menos o corpo do astrolábio do que o peso do quadrante, apesar de ser no entanto um fator perturbador. - A observação de alturas muito elevadas é complicada, visto que com o astro próximo do zénite e com balanço, não só é difícil apreciar a altura máxima, que era o que se pretendia, como também colocar o
instrumento no plano do vertical do astro. - As observações de noite revelaram-se muito satisfatórias.
Acurácia: Das 311 observações efetuadas, foram 257 de dia com um erro
provável de 12.4 minutos, e 54 de noite, à estrela Polar e a outras estrelas, com um erro provável de 18 minutos.
Contribuição: O uso do astrolábio teve seu declínio na segunda metade do
século XVII. A invenção do relógio de pêndulos e outros instrumentos científicos mais acurados, como os telescópios, passaram a ser disponíveis. A produção do astrolábio continuou até o século XIX, particularmente no mundo árabe. Nos dias de hoje, os astrolábios são construídos apenas por curiosidade ou diversão, embora seu valor educacional continua sendo muito apreciado.