• Nenhum resultado encontrado

FOUCAULT - A Verdade e as Formas Jurídicas - FICHAMENTO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "FOUCAULT - A Verdade e as Formas Jurídicas - FICHAMENTO"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: AU FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: AU !di"ora, #$$#.

!di"ora, #$$#. Fi

Fins ns do do s%s%cuculo lo &'&'((((( ( e e ininícício io do do s%s%cuculo lo &(&(&: &: coconsns"i""i"uiui)*)*o o da da sosociciededadadee disci+linar sociedade con"em+or-nea.

disci+linar sociedade con"em+or-nea. O/

O/jeje"iv"ivo o de de FoFoucucauaul"l": : momos"s"rarar r 0u0uaiais s as as foformrmas as de de +r+r1"1"icicas as +e+enanais is 0u0uee carac"eri2am essa sociedade, assim como as formas de sa/er, os "i+os de carac"eri2am essa sociedade, assim como as formas de sa/er, os "i+os de conhecimen"o e os "i+os de sujei"o de conhecimen"o 0ue emer3em.

conhecimen"o e os "i+os de sujei"o de conhecimen"o 0ue emer3em.

O 0ue deu ori3em: a reforma, a reor3ani2a)*o do sis"ema judici1rio e +enal nos O 0ue deu ori3em: a reforma, a reor3ani2a)*o do sis"ema judici1rio e +enal nos diferen"es +aíses da !uro+a e do mundo, a +ar"ir de formas, in"ensidades e diferen"es +aíses da !uro+a e do mundo, a +ar"ir de formas, in"ensidades e cronolo3ias diversas.

cronolo3ias diversas.

!4em+lo: (n3la"erra: man"eve a forma de jus"i)a, mas al"erou o n5mero de !4em+lo: (n3la"erra: man"eve a forma de jus"i)a, mas al"erou o n5mero de condu"as re+reensíveis. O sis"ema +enal se "ornou le3almen"e mais /rando. condu"as re+reensíveis. O sis"ema +enal se "ornou le3almen"e mais /rando.  A0ui,

 A0ui, ca/e ca/e a a e4+osi)*o so/re e4+osi)*o so/re o o sis"ema sis"ema de de common common la6, j1 la6, j1 0ue 0ue as as leis leis foramforam modificadas, mas as ins"i"ui)7es +ermaneceram.

modificadas, mas as ins"i"ui)7es +ermaneceram. Tr

Transansforforma)ma)7es 7es do do sissis"em"ema a +en+enal: al: reereela/la/oraora)*o )*o "e8"e8ricrica a da da lei lei +en+enal al +or +or  9ec

9eccacaria ria "e"e8ri8rico co +e+enalnalis"is"a a e e 9en9en"ha"ham m e e 9ri9rissosso" " lele3is3isladladoreores s   am/am/osos fundadores do ;< C8di3o =enal Revolucion1rio  e o desenvolvimen"o de fundadores do ;< C8di3o =enal Revolucion1rio  e o desenvolvimen"o de +rincí+ios jurídicos. >*o os re+resen"an"es da !scola Cl1ssica do ?irei"o =enal. +rincí+ios jurídicos. >*o os re+resen"an"es da !scola Cl1ssica do ?irei"o =enal. @ Crime n*o % fal"a moral ou reli3iosa.

@ Crime n*o % fal"a moral ou reli3iosa.

@ Fal"a % uma infra)*o  lei na"ural, reli3iosa, moral. @ Fal"a % uma infra)*o  lei na"ural, reli3iosa, moral.

@ O crime % uma ru+"ura com a lei, lei civil e4+lici"amen"e es"a/elecida no @ O crime % uma ru+"ura com a lei, lei civil e4+lici"amen"e es"a/elecida no in"erior de uma sociedade +elo lado le3isla"ivo do

in"erior de uma sociedade +elo lado le3isla"ivo do +oder +olí"ico.+oder +olí"ico.

;< +rincí+io: desenvolvimen"o dos +rincí+ios /1sicos do ?irei"o =enal, 0ue % o ;< +rincí+io: desenvolvimen"o dos +rincí+ios /1sicos do ?irei"o =enal, 0ue % o +rincí+io da le3alidade. !le se desdo/ra, nes"e ramo, em dois ou"ros: +rincí+io +rincí+io da le3alidade. !le se desdo/ra, nes"e ramo, em dois ou"ros: +rincí+io da an"erioridade da lei +enal e +rincí+io da reserva le3al. *o ser1 +enali2ado da an"erioridade da lei +enal e +rincí+io da reserva le3al. *o ser1 +enali2ado um fa"o +ra"icado an"es da edi)*o da lei 0ue o criminali2a e n*o e4is"e deli"o um fa"o +ra"icado an"es da edi)*o da lei 0ue o criminali2a e n*o e4is"e deli"o fora da defini)*o da norma escri"a.

fora da defini)*o da norma escri"a.

#< +rincí+io: uma lei deve re+resen"ar o 0ue % 5"il +ara a sociedade. ?efine #< +rincí+io: uma lei deve re+resen"ar o 0ue % 5"il +ara a sociedade. ?efine como re+reensível o 0ue % nocivo  sociedade, desvinculado de +rincí+ios como re+reensível o 0ue % nocivo  sociedade, desvinculado de +rincí+ios morais e reli3iosos.

morais e reli3iosos.

B< +rincí+io: o crime como al3o 0ue danifica a sociedade.  um dano social, B< +rincí+io: o crime como al3o 0ue danifica a sociedade.  um dano social, uma +er"ur/a)*o e um incDmodo.

uma +er"ur/a)*o e um incDmodo.

Criminoso: inimi3o socialE 0uem rom+eu com o +ac"o social, danificando e Criminoso: inimi3o socialE 0uem rom+eu com o +ac"o social, danificando e +er"ur/ando a sociedade.

+er"ur/ando a sociedade. 

eess""e e sseenn""iinnddoo, , aa lelei i pepenanall eememer3r3e e ccom om duduas as fufunn)7)7eses:: reprepararativativa a ee preventiva

(2)

causada  sociedade e a se3unda no sen"ido de 3aran"ir 0ue o dano n*o +ossa mais ser recome)ado +elo indivíduo em 0ues"*o ou +or ou"ro. A lei +enal deve re+arar o mal ou im+edir 0ue males semelhan"es +ossam ser come"idos con"ra o cor+o social.

 tipos possíveis de punição: a deportação: a +uni)*o ideal seria

sim+lesmen"e e4+ulsar as +essoas, e4il1@las, /ani@las ou de+or"1@lasE / e4clus*o no +r8+rio local +ela vergonha e +ela humilha)*o: +u/licar a fal"a e

mos"rar a +essoa ao +5/lico, susci"ando nele uma rea)*o de avers*o, de des+re2o, de condena)*oE c re+ara)*o do dano social: "eoria do trabalho forçadoE d pena do talião C8di3o de Gamura/i, no reino da 9a/ilDnia, 0uase

#$$$ a.C.: consis"e em fa2er com 0ue o dano n*o +ossa ser novamen"e come"idoE olho +or olho, den"e +or den"e.

=or vol"a de ;H#$: Res"aura)*o na Fran)a e >an"a Alian)a na !uro+a  mudan)a no sis"ema de +enalidadesE desvio dos +rincí+ios "e8ricos ela/orados +or 9eccaria e 9en"ham e su/s"i"ui)*o das +enalidades levan"adas +or ele +or  uma ou"ra, a +ris*o. I*o 0ue a +r1"ica "enha desmen"ido a "eoria, +or%m ela se desviou ra+idamen"e dos +rincí+ios "e8ricos 0ue encon"ramos em 9eccaria e 9en"ham. =. HB.

Prisão: s%culo &(&, sur3e como uma ins"i"ui)*o de fa"o, sem mui"a jus"ifica)*o

"e8rica. !s"e mesmo +eríodo "am/%m % de mudan)as +rofundas na le3isla)*o +enal.

Mudanças na lei penal: desvio da finalidade da utilidade social para um ajustamento ao indivíduo.

@ Reformas +enais na Fran)a e demais +aíses euro+eus: circunstâncias atenuantes  a lei +ode ser modificada na +r1"ica +elo jui2 ou +elo j5ri em

fun)*o do indivíduo em jul3amen"o.

@ menos a defesa 3eral da sociedade 0ue o controle e a reforma psicológica

e moral das a"i"udes e do com+or"amen"o dos indivíduos.

@ "oda +enalidade +assa a ser um controle da efetivação das potencialidades de fa2er do indivíduo.

!s"e direcionamen"o vai desem/ocar na escandalosa no)*o de +ericulosidade. IA no)*o de +ericulosidade si3nifica 0ue o indivíduo deve ser considerado +ela sociedade ao nível de suas vir"ualidades e n*o ao nível de seus a"osE n*o ao nível das infra)7es efe"ivas a uma lei efe"iva, mas das vir"ualidades de com+or"amen"o 0ue elas re+resen"am. =. HK.

(3)

Descentraliação do poder em sub!poderes como forma pr"tica de controle e o estabelecimento da sociedade disciplinar:

=ara asse3urar o con"role dos indivíduos, a ins"i"ui)*o +enal n*o +ode mais es"ar in"eiramen"e em m*os de um +oder au"Dnomo: o +oder judici1rio. Al%m dele, ou"ros +oderes la"erais, 0ue es"*o  mar3em da jus"i)a, como a +olícia e "oda uma rede de ins"i"ui)7es de vi3il-ncia e de corre)*o devem assumir es"a fun)*o. =or es"a ra2*o, no s%culo &(&, uma 3i3an"esca s%rie de ins"i"ui)7es foi desenvolvida em "orno da ins"i"ui)*o judici1ria a fim de en0uadrar os indivíduos ao lon3o de sua e4is"ncia. (ns"i"ui)7es +eda383icas e +si0ui1"ricas.

IToda essa rede de um +oder 0ue n*o % judici1rio deve desem+enhar uma das fun)7es 0ue a jus"i)a se a"ri/ui nesse momen"o: fun)*o n*o mais de +unir as infra)7es dos indivíduos, mas de corrigir  suas virtualidades. =. H.

(dade da or"o+edia social: a sociedade disci+linar como uma forma de +oder.  a idade do con"role social.

9en"ham +reviu e a+resen"ou um es0uema des"a sociedade de vi3il-ncia social: Panopticon.

IO Panopticon % a u"o+ia de uma sociedade e de um "i+o de +oder 0ue %, no

fundo, a sociedade 0ue a"ualmen"e conhecemos  u"o+ia 0ue efe"ivamen"e se reali2ou. !s"e "i+o de +oder +ode +erfei"amen"e rece/er o nome de +ano+"ismo. 'ivemos em uma sociedade onde reina o +ano+"ismo. =. HN.

# substituição do in$u%rito vinculado a desco/er"a do 0ue acon"ecera no

+assado +or meio de de+oimen"os de +essoas 0ue +resenciaram ou ficaram sa/endo do ocorrido pelo e&ame' pela vigilância.

(igilância $ue gera saber: 'i3il-ncia +ermanen"e so/re os indivíduos +or 

al3u%m 0ue e4erce so/re eles um +oder e 0ue, en0uan"o e4erce esse +oder, "em a +ossi/ilidade "an"o de vi3iar 0uan"o de cons"i"uir, so/re a0ueles 0ue

vi3ia, a res+ei"o deles, um sa/er.

IUm sa/er 0ue "em a3ora +or carac"erís"ica n*o mais de"erminar se al3uma coisa se +assou ou n*o, mas de"erminar se um indivíduo se condu2 ou n*o como deve, conforme ou n*o  re3ra, se +ro3ride ou n*o, e"c. ... !le se ordena em "orno da norma, em "ermos do 0ue % normal ou n*o, corre"o ou n*o, do 0ue se deve ou n*o fa2er. =. HH.

>u/s"i"ui)*o do sa/er de in0u%ri"o +elo sa/er de vi3il-ncia, de e4ame. !s"a % a forma de sa/er@+oder 0ue vai dar lu3ar ao 0ue chamamos de cincias humanas: =si0uia"ria, =sicolo3ia, >ociolo3ia, e"c.

)omo se deu esse processo: a partir da formação de mecanismos de controle e de sua e&tensão por toda a sociedade.

(4)

*nglaterra: me"ade do s%culo &'(((  forma)*o de 3ru+os es+on"-neos de

+essoas 0ue se a"ri/uíam a "arefa de man"er a ordem e criar, +ara eles +r8+rios, novos ins"rumen"os +ara asse3urar a ordem.

@ comunidades religiosas dissidentes do an3licanismo 0uaers e

me"odis"as 0ue se encarre3avam de or3ani2ar sua +r8+ria +olíciaE 3ru+os de vi3il-ncia es+on"-nea com ori3em, funcionamen"o e ideolo3ia +rofundamen"e reli3iosos.

@ sociedades $ue se propunham a reformar as maneiras  a +ar"ir de

+rincí+ios reli3iosos >ociedade +ara a reforma das maneirasE final do s%culo &'((, mas rea+arecem no início do &'(((.

@ +ociedade para a supressão do vício s%culo &(&: funcionamen"o moral,

mas j1 um +ouco laici2ada.

@ grupos de auto!defesa de car"ter para!militar : em res+os"a a 3randes

a3i"a)7es +o+ulares, or3ani2ados +or meios mais afor"unados, +ela /ur3uesia e +ela aris"ocracia (nfan"aria Mili"ar de Londres, Com+anhia de Ar"ilhariaE "em a fun)*o de fa2er reinar a ordem +olí"ica, +enal ou, sim+lesmen"e, a ordem, em um /airro, uma cidade, uma re3i*o ou um condado.

@ sociedades propriamente econ,micas: se or3ani2am em sociedades de

+olícia +rivada +ara defender seu +a"rimDnio.

I!ssas sociedades res+ondiam a uma necessidade demo3r1fica ou social,  ur/ani2a)*o, ao 3rande deslocamen"o de +o+ula)7es do cam+o +ara as cidadesE res+ondiam "am/%m ... a uma nova forma de acumula)*o de ri0ue2a, na medida em 0ue, 0uando a ri0ue2a come)a a se acumular em forma de es"o0ue, de mercadoria arma2enada, de m10uinas, "orna@se necess1rio 3uardar, vi3iar e 3aran"ir sua se3uran)aE res+ondiam, enfim, a uma nova si"ua)*o +olí"ica, s novas formas de revol"as +o+ulares 0ue, de ori3em essencialmen"e cam+onesa, nos s%culos &'( e &'((, se "ornam a3ora 3randes revol"as ur/anas +o+ulares e, em se3uida, +role"1rias. =. P#.

Deslocamentos inerentes - formação dessas sociedades:

;<@ statiação dos grupos de controle: (nicialmen"e, esses 3ru+os

emer3iam dos se"ores +o+ulares como uma forma de vi3iar e con"rolar os vícios a fim de n*o serem sucum/idos +elo direi"o es"a"al, 0ue era san3uin1rio e amea)adorE des"a forma, eram mais 3ru+os de au"odefesa con"ra o direi"o do 0ue de 3ru+os de vi3il-ncia efe"iva. !sse refor)o da +enalidade au"Dnoma era uma maneira de esca+ar  +enalidade es"a"al. Com a mudan)a de inser)*o social, esses 3ru+os v*o a/andonar seu recru"amen"o +o+ular e ser*o susci"ados +ela aris"ocracia, +elos /is+os, du0ues e +essoas mais ricas. =or"an"o, haver1 um deslocamento no sentido de auto!defesa penal para se tornar um reforço do poder da própria autoridade penal. IAo lado do

(5)

"emível ins"rumen"o +enal 0ue +ossui, o +oder vai se a"ri/uir esses ins"rumen"os de +ress*o, de con"role. Tra"a@se, de cer"o modo, de um mecanismo de es"a"i2a)*o dos 3ru+os de con"role. =. PB.

#<@ Deslocamento da moralidade - penalidade: "ornar essa vi3il-ncia moral

e4ercida +elos 3ru+os de con"role em a+ara"o le3al de +enali2a)*o.

B<@ *nstrumento de poder das classes ricas sobre as mais pobres: o

con"role moral vai ser e4ercido +elas classes mais al"as, +elos de"en"ores de +oder, +elo +r8+rio +oder so/re as camadas mais /ai4as. !le se "orna um ins"rumen"o de +oder das classes ricas so/re as classes +o/res. Au"o@defesa no s%culo &'((, ins"rumen"o de +oder no s%culo &(&. Assim foi na (n3la"erra.

/rança: s%culo &'(((: for"e a+arelho de !s"ado 0ue a (n3la"erra j1 n*o +ossuía.

!s"e a+arelho es"a"al se /aseava num ins"rumen"o judici1rio cl1ssico +arlamen"os e as cor"es e num ins"rumen"o +ara@judici1rio +olícia.

0ettre!de!cachet: uma ordem do rei 0ue concernia a uma +essoa, o/ri3ando@a

a fa2er al3uma coisa. a maioria das ve2es, servia como uma +uni)*o. o en"an"o, es"e se "ornou um ins"rumen"o de +oder 0ue os indivíduos e4erciam so/re al3u%m +or meio de uma solici"a)*o  monar0uia. O +edido era averi3uado e, se confirmada sua jus"ifica)*o, a car"a era concedida. I ram instrumentos de controle' de certa forma espontâneos' controle por  bai&o' $ue a sociedade' a comunidade' e&ercia sobre si mesma. A lettre-de-cachet   consis"ia +or"an"o em uma forma de re3ulamen"ar a moralidade

co"idiana da vida social, uma maneira do 3ru+o ou dos 3ru+os  familiares, reli3iosos, +aro0uiais, re3ionais, locais, e"c.  asse3urarem seu +r8+rio +oliciamen"o e sua +r8+ria ordem. =. PN.

 As carac"erís"icas das condu"as 0ue susci"avam es"es +edidos de lettre-de-cachet :

@ condu"as de imoralidade: devassid*o, adul"%rio, sodomia, /e/edeiraE re+ress*o moral

@ sancionar condu"as reli3iosas jul3adas +eri3osas e dissiden"es: os fei"iceiros @ confli"os de "ra/alho: um forma dos +a"r7es se livrarem de seus em+re3ados.

1rigem da prisão como punição: >*o as lettre-de-cachet  0ue dar*o ori3em 

+ris*o como +uni)*o no s%culo &(&. !la "em sua ori3em nes"a +r1"ica +ara@  judici1ria, 0ue se carac"eri2a +ela u"ili2a)*o do +oder real +elo con"role

es+on"-neo dos 3ru+os. Le3almen"e, ela n*o era uma das +enas +revis"as en"re os s%culos &'(( e &'(((. I!s"a ideia de a+risionar +ara corri3ir, de conservar a +essoa +resa a"% 0ue se corrija, essa ideia +arado4al, /i2arra, sem fundamen"o ou jus"ifica)*o al3uma ao nível do com+or"amen"o humano "em ori3em +recisamen"e nes"a +r1"ica. =. PH.

(6)

I!ssa ideia de uma +enalidade 0ue +rocura corri3ir a+risionando % uma ideia +olicial, nascida +aralelamen"e  jus"i)a, fora da jus"i)a, em uma +r1"ica dos con"roles sociais ou em um sis"ema de "rocas en"re a demanda do 3ru+o e o e4ercício do +oder. =. PP.

Foucaul" vai 0ues"ionar desse deslocamen"o do conjun"o "e8rico das refle47es so/re direi"o +enal +elas +r1"icas +enais 0ue o enco/riram. Como essas +r1"icas da +enalidade /aseada nos indivíduos, em seus com+or"amen"os e vir"ualidades +revaleceram.

Por $ue o poder ou a$ueles $ue o detinham retomaram esses mecanismos de controle situados ao nível mais bai&o da população2

a (n3la"erra, uma das ra27es foi a ma"erialidade da ri0ue2a e a necessidade conse0uen"e de +ro"e3e@la e vi3i1@la +or meio de uma +olícia. A nova forma de +rodu)*o veio su/s"i"uir o ca+i"al sim+lesmen"e mone"1rio, a for"una de "erras, es+%cies mone"1rias e even"uais le"ras de c-m/io +or mercadorias, es"o0ues, m10uinas, oficinas, ma"%rias@+rimas. A fra3men"a)*o das +ro+riedades de "erra e uma maior facilidade de de+reda)7es. IA +olícia de Londres nasceu da necessidade de +ro"e3er as docas, en"re+os"os, arma2%ns, es"o0ues, e"c. !s"a % a +rimeira ra2*o, mui"o mais for"e na (n3la"erra do 0ue na Fran)a, do a+arecimen"o da necessidade a/solu"a desse con"role. !m ou"ras +alavras, es"1 % a ra2*o +or0ue esse con"role, com um funcionamen"o de /ase 0uase +o+ular, foi re"omado de cima em de"erminado momen"o. =. ;$;.

 A se3unda ra2*o dessa ressi3nifica)*o dos 3ru+os de con"role +elo +oder +ode ser locali2ada na mudan)a de forma da +ro+riedade, 0ue foi mul"i+licada e fra3men"ada, e4+ondo cada +ro+rie"1rio a de+reda)7es.

Foi, +or"an"o, essa nova distribuição espacial e social da ri$uea industrial e agrícola $ue tornou necess"rios novos controles sociais no fim do s%culo 3(***. !sses novos sis"emas de con"role social a3ora es"a/elecidos

+elo +oder, +ela classe indus"rial, +ela classe dos +ro+rie"1rios foram  jus"amen"e "omados dos con"roles de ori3em +o+ular ou semi@+o+ular, a 0ue foi dada uma vers*o au"ori"1ria e es"a"al. !s"a %, a meu ver, a origem da sociedade disciplinar.

COF!RQC(A '

IO panoptismo % um dos "ra)os carac"erís"icos de nossa sociedade.  uma

forma de +oder 0ue se e4erce so/re os indivíduos em forma de vi3il-ncia individual e con"ínua, em forma de con"role de +uni)*o e recom+ensa e em forma de corre)*o, is"o %, de forma)*o e "ransforma)*o dos indivíduos em fun)*o de cer"as normas. !sse "rí+lice as+ec"o do +ano+"ismo  vigilância'

(7)

controle e correção  +arece ser uma dimens*o fundamen"al e carac"erís"ica

das rela)7es de +oder 0ue e4is"em em nossa sociedade. =. ;$B.

Io +ano+"ismo a vi3il-ncia so/re os indivíduos se e4erce ao nível n*o do 0ue se fa2, mas do 0ue se %E n*o do 0ue se fa2, mas do 0ue se +ode fa2er. ele a vi3il-ncia "ende, cada ve2 mais, a individuali2ar o au"or do a"o, dei4ando de considerar a na"ure2a jurídica, a 0ualifica)*o +enal do +r8+rio a"o. O +ano+"ismo o+7e@se, +or"an"o,  "eoria le3alis"a 0ue se formara anos +receden"es. =. ;$.

O +ano+"ismo vem o/scurecer e ofuscar "oda a +r1"ica e a"% cer"o +on"o "oda a "eoria do ?irei"o =enal, 0ue deu ori3em a !scola Cl1ssica.

Foucaul" "ra2 a "ona um +ensamen"o de +essoas 0ue acom+anhavam esse deslocamen"o a"% a im+osi)*o do +ano+"ismo. Um desses "e8ricos % o iulius. !m seu ma"erial Li)7es so/re as +ris7es, ele e4+ressa 0ue a ar0ui"e"ura, nos "em+os modernos, dei4ou de "er como o/je"ivo a a+resen"a)*o de um 3es"o, um a"o, +ara o maior n5mero +ossível de +essoas +ara fa2er com 0ue o maior  n5mero de +essoas seja oferecido como es+e"1culo a um s8 indivíduo encarre3ado de vi3i1@las. >eria, +or"an"o, uma ar$uitetura da vigilância.

IOra, di2 4iulius, o a+arecimen"o des"e +ro/lema ar0ui"e"Dnico % correla"o ao

desa+arecimen"o de uma sociedade 0ue vivia so/ a forma de uma comunidade es+iri"ual e reli3iosa e ao a+arecimen"o de uma sociedade es"a"al. O !s"ado se a+resen"a como uma cer"a dis+osi)*o es+acial e social dos indivíduos, em 0ue "odos es"*o su/me"idos a uma 5nica vi3il-ncia. =. ;$.

O +a+el dos juris"as, nes"a sociedade +an8+"ica, n*o % iden"ificar os infra"ores a +ar"ir dos a"os, mas im+edir 0ue +o"enciais infra"ores os come"am.

Treilhard: IO im+erador % o olho universal vol"ado so/re a sociedade em "oda a sua e4"ens*o. Olho au4iliado +or uma s%rie de olhares, dis+os"os em forma de +ir-mide a +ar"ir do olho im+erial e 0ue vi3iam "oda a sociedade. =ara Treilhard, +ara os le3is"as do (m+%rio, +ara a0ueles 0ue fundaram o ?irei"o =enal francs  0ue "eve, infeli2men"e, mui"a influncia no mundo in"eiro  es"a 3rande +ir-mide de olhares consis"ia na nova forma de jus"i)a. =. ;$N.

O objetivo de /oucault n*o % analisar as ins"i"ui)7es em 0ue s*o a"uali2adas

essas carac"erís"icas, mas mos"rar como esse panoptismo e&iste, ao nível

mais sim+les e no funcionamen"o co"idiano de ins"i"ui)7es 0ue en0uadram a vida e os cor+os dos indivíduosE o +ano+"ismo, ao nível, +or"an"o, da e4is"ncia individual.

Foucaul" "ra2 o e4em+lo das f1/ricas@+ris7es, 0ue sur3iram no início do s%culo &(& em v1rios +aíses da !uro+a.

(8)

ICom efei"o, no momen"o em 0ue houve uma crise de +rodu)*o, em 0ue foi +reciso desem+re3ar um cer"o n5mero de o+er1rios, em 0ue foi +reciso reada+"ar a +rodu)*oE no momen"o em 0ue o ri"mo do crescimen"o da +rodu)*o se acelerou, essas casas enormes, com um n5mero fi4o de o+er1rios e uma a+arelha3em mon"ada de forma defini"iva, revelaram@se a/solu"amen"e n*o v1lidas. =. ;;;.

IOr3ani2aram@se "%cnicas la"erais ou mar3inais, +ara asse3urar, no mundo indus"rial, as fun)7es de in"ernamen"o, de reclus*o, de fi4a)*o da classe o+er1ria, desem+enhadas inicialmen"e +or es"as ins"i"ui)7es rí3idas, 0uim%ricas, um +ouco u"8+icas. =. ;;;.

O 0ue era visado com es"as ins"i"ui)7es, "an"o no seu sen"ido mais for"e, no início do s%culo &(&, como em sua forma mais /randa, como as cidades indus"riais e as cai4as econDmicasS

5Portanto' poder!se!ia dier $ue a reclusão do s%culo 3*3 % uma combinação de controle moral e social' nascido na *nglaterra' com a instituição propriamente francesa e estatal da reclusão em um local' em um edifício' em uma instituição' em uma ar$uitetura6. =. ;;#.

o sis"ema in3ls do s%culo &'(((, Iera o fa"o de um indivíduo +er"encer a um 3ru+o 0ue fa2ia com ele +udesse ser vi3iado e vi3iado +elo +r8+rio 3ru+o. J1 nas ins"i"ui)7es 0ue se formam no s%culo &(& n*o % de forma al3uma na 0ualidade de mem/ro de um 3ru+o 0ue o indivíduo % vi3iadoE ao con"r1rio ' %  justamente por ser um indivíduo $ue ele se encontra colocado em uma instituição' sendo esta instituição $ue vai constituir o grupo' a coletividade $ue ser" vigiada.  en0uan"o indivíduo 0ue se en"ra na escola, %

en0uan"o indivíduo 0ue se en"ra no hos+i"al, ou 0ue se en"ra na +ris*o. =. ;;B. Io 0ue se refere ao modelo francs, "am/%m o in"ernamen"o do s%culo &(& % /as"an"e diferen"e do 0ue havia na Fran)a no s%culo &'(((. es"a %+oca, 0uando al3u%m era in"ernado, "ra"ava@se sem+re de um indivíduo mar3inali2ado em rela)*o  família, ao 3ru+o social,  comunidade local a 0ue +er"enciaE al3u%m 0ue n*o es"ava den"ro da re3ra e 0ue se "ornara mar3inal +or sua condu"a, sua desordem, a irre3ularidade de sua vida. =. ;;B.

Ia %+oca a"ual, todas essas instituiç7es  f1/rica, escola, hos+i"al

+si0ui1"rico, hos+i"al, +ris*o  t8m por finalidade não e&cluir' mas' ao contr"rio' fi&ar os indivíduos. ... Mesmo se os efei"os dessas ins"i"ui)7es

s*o a e4clus*o do indivíduo, elas "m como finalidade +rimeira fi4ar os indivíduos em um a+arelho de normali2a)*o dos homens. A f1/rica, a escola, a +ris*o ou os hos+i"ais "m +or o/je"ivo li3ar o indivíduo a um +rocesso de +rodu)*o, de forma)*o ou de corre)*o dos +rodu"ores. Tra"a@se de 3aran"ir a +rodu)*o ou os +rodu"ores em fun)*o de uma de"erminada norma. =. ;;.

(9)

Foucaul" vai o+or, a "í"ulo e4+lica"ivo, a reclus*o do s%culo &'((( no modelo francs ao se0ues"ro, 0ue seria uma inclusão pela e&clusão do s%culo &(&.

?aí o "ermo Iinstituiç7es de se$uestro, 0ue seriam as escolas, os hos+i"ais,

os 0uar"eis, e"c.

!ssas Iins"i"ui)7es de se0ues"ro nada mais s*o do 0ue locais 0ue re"iram os indivíduos do es+a)o social e os delimi"am em um es+a)o duran"e um 3rande +eríodo, +ara moldar suas condu"as e disci+linar seus com+or"amen"os.

)ar"ter intraestatal da instituição de se$uestro: IO 0ue % novo, o 0ue %

in"eressan"e % 0ue, no fundo, o !s"ado e o 0ue n*o % es"a"al vm confundir@se, en"recru2ar@se no in"erior des"as ins"i"ui)7es. Mais do 0ue ins"i"ui)7es es"a"ais ou n*o es"a"ais, % +reciso di2er 0ue e4is"e uma rede ins"i"ucional de se0ues"ro, 0ue % in"raes"a"alE a diferen)a en"re a+arelho de !s"ado e o 0ue n*o % a+arelho de !s"ado n*o me +arece im+or"an"e analisar as fun)7es des"e a+arelho 3eral de se0ues"ro, des"a rede de se0ues"ro no in"erior da 0ual nossa e4is"ncia se encon"ra a+risionada. =. ;;K.

#propriação do tempo dos indivíduos ao aparelho de produção:

I=rimeiramen"e, es"as ins"i"ui)7es@+eda383icas, m%dicas, +enais ou indus"riais   "m a +ro+riedade mui"o curiosa de im+licarem o con"role, a res+onsa/ilidade so/re a "o"alidade, ou a 0uase "o"alidade do "em+o dos indivíduosE s*o +or"an"o, ins"i"ui)7es 0ue, de cer"a forma, se encarre3am de "oda a dimens*o "em+oral da vida dos indivíduos. =. ;;.

Ia sociedade feudal e em mui"as sociedades 0ue os e"n8lo3os chamam de +rimi"ivas, o con"role dos indivíduos se fa2 essencialmen"e a +ar"ir da inser)*o local, do fa"o de +er"encerem a um de"erminado lu3ar. =. ;;.

IAo con"r1rio, a sociedade moderna ... %, no fundo, indiferen"e ou rela"ivamen"e indiferen"e  +er"inncia es+acial dos indivíduosE ela n*o se in"eressa +elo con"role es+acial dos indivíduos na forma de sua +er"inncia a uma "erra, a um lu3ar, mas sim+lesmen"e na medida em 0ue "em necessidade de 0ue os homens colo0uem  sua dis+osi)*o seu "em+o.  +reciso 0ue o "em+o dos homens seja oferecido ao a+arelho de +rodu)*oE 0ue o a+arelho de +rodu)*o +ossa u"ili2ar o "em+o de vida, o "em+o de e4is"ncia dos homens. =. ;;.

I'emos mul"i+licar@se, en"*o, ins"i"ui)7es em 0ue o "em+o das +essoas se encon"ra con"rolado, mesmo n*o sendo efe"ivamen"e e4"raído em sua "o"alidade, +ara "ornar@se "em+o de "ra/alho. =. ;;N.

IA e4"ra)*o da "o"alidade do "em+o % a +rimeira fun)*o des"as ins"i"ui)7es de se0ues"ro. =. ;;H.

)ontrole dos corpos para al%m da especificidade de funç7es 9o car"ter  polimorfo das instituiç7es: IA se3unda fun)*o das ins"i"ui)7es de se0ues"ro

(10)

% n*o mais a de con"rolar o "em+o dos indivíduos, mas a de con"rolar  sim+lesmen"e seus cor+os. !4is"e al3o de mui"o curioso nes"as ins"i"ui)7es.  0ue, se a+aren"emen"e elas s*o "odas es+eciali2adas ... o funcionamen"o des"as ins"i"ui)7es im+lica uma disci+lina 3eral da e4is"ncia 0ue ul"ra+assa am+lamen"e as suas finalidades a+aren"emen"e +recisas. =. ;;H.

I!4is"e a0ui uma es+%cie de +olimorfismo, de +olivalnciaE de indiscri)*o, de n*o@discri)*o, de sincre"ismo des"a fun)*o de con"role da e4is"ncia. =. ;;P. (sso fa2 com 0ue a 3en"e conclua 0ue essas ins"i"ui)7es fa2em +ar"e de um +roje"o de con"role e vi3il-ncia, de im+osi)*o da economia dos afe"os e das e4+ress7es, 0ue es"1 mui"o al%m das fun)7es +ar"iculares de cada uma delas. I>e fi2%ssemos uma his"8ria do con"role social do cor+o, +oderíamos mos"rar  0ue, a"% o s%culo &'((( inclusive, o cor+o dos indivíduos % essencialmen"e a su+erfície de inscri)*o de su+lícios e de +enasE o cor+o era fei"o +ara ser  su+liciado e cas"i3ado. J1 nas ins"ancias de con"role 0ue sur3em a +ar"ir do s%culo &(&, o cor+o ad0uire uma si3nifica)*o "o"almen"e diferen"eE ele n*o % mais o 0ue deve ser su+liciado, mas o 0ue deve ser formado, reformado, corri3ido, o 0ue deve ad0uirir a+"id7es, rece/er um cer"o n5mero de 0ualidades, 0ualificar@se como cor+o ca+a2 de "ra/alhar. =. ;;P.

IA fun)*o de "ransforma)*o do cor+o em for)a de "ra/alho res+onde  fun)*o de "ransforma)*o do "em+o em "em+o de "ra/alho. =. ;;P.

merg8ncia de um poder polivalente: IA "erceira fun)*o des"as ins"i"ui)7es

de se0ues"ro consis"e na cria)*o de um novo e curioso "i+o de +oder. ual a forma de +oder 0ue se e4erce nes"as ins"i"ui)7esS Um +oder +olimorfo, +olivalen"e. =. ;#$. !le se a+resen"a em "rs formas es+ecíficas: um +oder  econDmico, um +oder +olí"ico, um +oder judici1rio e um +oder e+is"emol83ico um sa/er "ecnol83ico e um sa/er de o/serva)*o.

I assim 0ue os indivíduos so/re os 0uais se e4erce o +oder ou s*o a0uilo a +ar"ir de 0ue se vai e4"rair o sa/er 0ue eles +r8+rios formaram e 0ue ser1 re"ranscri"o e acumulado se3undo novas formas, ou s*o o/je"os de um sa/er  0ue +ermi"ir1 "am/%m novas formas de con"role. =. ;##.

Iue o "em+o da vida se "orne "em+o de "ra/alho, 0ue o "em+o de "ra/alho se "orne for)a de "ra/alho, 0ue a for)a de "ra/alho se "orne for)a +rodu"ivaE "udo is"o % +ossível +elo jo3o de uma s%rie de ins"i"ui)7es 0ue es0uema"icamen"e, 3lo/almen"e, as define como ins"i"ui)7es de se0ues"ro. =. ;##.

1 sucesso da prisão e sua função simbólica: I=arece@me 0ue se a +ris*o se

im+Ds foi +or0ue era, no fundo, a+enas a forma concen"rada, e4em+lar, sim/8lica de "odas es"as ins"i"ui)7es de se0ues"ro criadas no s%culo &(&. ?e fa"o, a +ris*o % isomorfa a "udo isso. =. ;#B.

(11)

IA +ris*o % a ima3em da sociedade e a ima3em inver"ida da sociedade, ima3em "ransformada em amea)a. =. ;#B.

 A +ris*o se a+resen"aria como um consenso social, como resul"ado e e4+ress*o sim/8lica des"e +rocesso de vi3il-ncia 0ue assal"ou a sociedade em 3eral, mas "am/%m um +alia"ivo e uma forma de ma0uiar as fun)7es de con"role e vi3il-ncia das ou"ras ins"i"ui)7es de se0ues"ro. A sua e4is"ncia cria uma sensa)*o de n*o vi3il-ncia em ou"ros se"ores.

I... como fa2er do "em+o e do cor+o dos homens, da vida dos homens, al3o 0ue seja for)a +rodu"iva.  es"e conjun"o de mecanismo 0ue % asse3urado +elo se0ues"ro. =. ;##.

Io 3rande +ano+"ismo social cuja fun)*o % +recisamen"e a "ransforma)*o da vida dos homens em for)a +rodu"iva, a +ris*o e4erce uma fun)*o mui"o mais sim/8lica e e4em+lar do 0ue realmen"e econDmica, +enal ou corre"iva. A +ris*o % a ima3em da sociedade e a ima3em inver"ida da sociedade, ima3em "ransformada em amea)a. =. ;#B.

IAssim, a +ris*o ao mesmo "em+o se inocen"a de ser +ris*o +elo fa"o de se assemelhar a "odo o res"o, e inocen"a "odas as ou"ras ins"i"ui)7es de serem +ris7es, j1 0ue ela se a+resen"a como sendo v1lida unicamen"e +ara a0ueles 0ue come"eram uma fal"a.  jus"amen"e essa am/i3uidade na +osi)*o da +ris*o 0ue me +arece e4+licar seu incrível sucesso, seu car1"er 0uase eviden"e, a facilidade com 0ue ela foi acei"a .... =. ;#.

I +reciso a o+era)*o ou a sín"ese o+erada +or um +oder +olí"ico +ara 0ue a essncia do homem +ossa a+arecer como sendo a do "ra/alho. =. ;#.

1 estabelecimento dos sub!poderes como condição para o sub!lucro:I

+reciso 0ue, ao nível mesmo da e4is"ncia do homem, uma "rama de +oder  +olí"ico microsc8+ico, ca+ilar, se "enha es"a/elecido fi4ando os homens ao a+arelho de +rodu)*o, fa2endo deles a3en"es da +rodu)*o, "ra/alhadores. A li3a)*o do homem ao "ra/alho % sin"%"ica, +olí"icaE % uma li3a)*o o+erada +elo +oder. *o h1 so/re@lucro sem su/@+oder. Falo de su/@+oder +ois se "ra"a do +oder 0ue descrevi h1 +ouco e n*o do 0ue % chamado "radicionalmen"e de +oder +olí"icoE n*o se "ra"a de um a+arelho de !s"ado, nem da classe no +oderE mas do conjun"o de +e0uenos +oderes, de +e0uenas ins"i"ui)7es si"uadas em um nível mais /ai4o. O 0ue +re"endi fa2er foi a an1lise do su/@+oder como condi)*o de +ossi/ilidade do so/re@lucro. =. ;#K.

# produção de conhecimento pelos sub!poderes: IA 5l"ima conclus*o % 0ue

es"e su/@+oder, condi)*o do so/re@lucro, ao se es"a/elecer, ao +assar a funcionar, +rovocou o nascimen"o de uma s%rie de sa/eres  sa/er do indivíduo, da normali2a)*o, sa/er corre"ivo  0ue se mul"i+licaram nes"as

(12)

ins"i"ui)7es de su/@+oder fa2endo sur3ir as chamadas cincias do homem e o homem como o/je"o da cincia. =. ;#K.

I'emos assim como a des"rui)*o do so/re@lucro im+lica necessariamen"e o 0ues"ionamen"o e o a"a0ue ao su/@+oderE como o a"a0ue ao su/@+oder se li3a for)osamen"e ao 0ues"ionamen"o das cincias humanas e do homem considerado como o/je"o +rivile3iado e fundamen"al de um "i+o de sa/er. 'emos "am/%m, se minha an1lise % e4a"a, 0ue n*o +odemos si"uar as cincias do homem ao nível de uma ideolo3ia 0ue seja +ura e sim+lesmen"e o refle4o e a e4+ress*o na conscincia dos homens das rela)7es de +rodu)*o. >e o 0ue disse % verdade, "an"o es"es sa/eres 0uan"o es"as formas de +oder n*o s*o, acima das rela)7es de +rodu)*o, o 0ue e4+rime es"as rela)7es de +rodu)*o ou o 0ue +ermi"e recondu2i@las. stes saberes e estes poderes se encontram muito mais firmemente enraiados não apenas na e&ist8ncia dos homens' mas tamb%m nas relaç7es de produção. (s"o +or0ue, +ara 0ue e4is"am as

rela)7es de +rodu)*o 0ue carac"eri2am as sociedades ca+i"alis"as, % +reciso haver, al%m de um cer"o n5mero de de"ermina)7es econDmicas, es"as rela)7es de +oder e es"as formas de funcionamen"o de sa/er. Poder e saber  encontram!se assim firmemente enraiadosE eles n*o se su+er+7em s

rela)7es de +rodu)*o, mas se encon"ram enrai2ados mui"o +rofundamen"e na0uilo 0ue as cons"i"ui. 'emos conse0uen"emen"e como a defini)*o do 0ue se chama de ideolo3ia deve ser revis"a. =. ;#.

Referências

Documentos relacionados

Almanya'da olduğu gibi, burada da bu terimin hiçbir ayrım gütmeden, modern eğilimleri simgeleyen tüm sanatçılar için geçerli olduğu anlaşılıyor.. SSCB'de ilk halk

As abraçadeiras tipo TUCHO SIMPLES INOX , foram desenvolvidas para aplicações que necessitam alto torque de aperto e condições severas de temperatura, permitin- do assim,

[r]

Podem treinar tropas (fornecidas pelo cliente) ou levá-las para combate. Geralmente, organizam-se de forma ad-hoc, que respondem a solicitações de Estados; 2)

Aprova as (IR 60 – 10) Instruções Reguladoras para a Organização e o Funcionamento do Programa de Atualização dos Diplomados pela Escola de Comando e Estado-Maior do

[r]

Assim, é com toda a justiça e com grande agrado que, ao abrigo da competência que me é conferida pelo n.º 2 do artigo 64.º do Regulamento de Disciplina Militar, louvo o

Em São Jerônimo da Serra foram identificadas rochas pertencentes à Formação Rio do Rasto (Grupo Passa Dois) e as formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral (Grupo São