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DIRECTOR: R. Varela Afonso Telefones da Administração, Redacção e Publicidade SEGUNDA-FEIRA, 30 DE JULHO DE 2018
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A concelhia de Lisboa do PSD vai propor que sejam concedidas honras de Pan-teão Nacional ao fundador do partido e antigo primeiro-mi-nistro Francisco de Sá Carnei-ro, anunciou aquela estrutura. “Para que a memória não se apague, o PSD Lisboa propõe que sejam concedidas honras de Panteão Nacional aos res-tos mortais de Francisco de Sá Carneiro, homenageando o democrata e político, o
ci-dadão corajoso que lutou afin-cadamente pelas causas da li-berdade, igualdade, solidarie-dade, justiça, democracia e dignidade da pessoa huma-na”, refere aquela força políti-ca num comunipolíti-cado enviado às Redacções dos órgãos de comunicação social.
Na nota, a concelhia de Lis-boa do PSD salienta que Francisco de Sá Carneiro foi “um português ilustre” e uma “referência da história política
contemporânea” que “ainda hoje é fonte de inspiração”.
“Francisco de Sá Carneiro dedicou a sua vida e perdeu-a, primeiro por Portugal e pelos portugueses, e só de-pois pelo seu partido”, enalte-ce o PSD.
A concelhia lembra ainda a biografia do antigo líder do partido, que faleceu num de-sastre aéreo em Camarate, a 4 de Dezembro de 1980. O Governo Regional da
Ma-deira e a Estrutura de Missão Portugal IN assinaram na ter-ça-feira um protocolo de co-operação para aumentar o investimento directo estran-geiro na Região, na sequên-cia da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).
“A Madeira é a região turísti-ca do país mais antiga, onde o mercado inglês é o mercado mais importante e um grande objectivo era transformar uma estadia média de um turista de sete dias numa relação de investimento, em diferentes dimensões, por vinte ou vinte cinco anos”, afirmou o presi-dente da Comissão Executiva da Portugal IN, Bernardo Trin-dade, à margem da assinatu-ra do protocolo, no Palácio Foz, em Lisboa.
De acordo com Bernardo Trindade, a Região Autónoma da Madeira dispõe de um “im-portante instrumento de políti-ca públipolíti-ca”, o Centro Interna-cional de Negócios da Ma-deira (CINM), que tem “vanta-gens fiscais significativas” e que é necessário dar a conhe-cer.
O vice-presidente do Gover-no Regional da Madeira, Pe-dro Calado, destacou o “cres-cimento muito positivo da eco-nomia da Região” e o “mo-mento certo” em que o proto-colo foi estabelecido.
“Com a celebração deste
pro-tocolo, o que se pretende é consolidar um mercado
emis-O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Jun-cker, e o norte-americano, Do-nald Trump, anunciaram na quarta-feira um acordo, anu-lando um conflito comercial en-tre Washington e Bruxelas que já tinha motivado taxas alfan-degárias punitivas mútuas.
Os EUA e a UE chegaram a um “acordo”, indicou Juncker, enquanto Trump avançou que as duas partes queriam avan-çar para “zero taxas alfande-gárias” nas suas trocas indus-triais, excepção feita ao sector automóvel.
A UE vai aumentar “imediata-mente” as suas importações de soja provenientes dos EUA, congratulou-se Trump, que prometeu rever a questão das taxas alfandegárias que os EUA estão a aplicar ao aço e alumínio europeus.
Ainda segundo Trump, que anunciou a criação “imediata” de um grupo de trabalho, as relações entre Washington e Bruxelas entraram em “uma nova fase”.
O presidente do Governo Re-gional da Madeira inaugurou quinta-feira, no Funchal, um memorial a Nelson Mandela, antigo Presidente da África do Sul, e destacou a "ligação in-trínseca" da Região a este país, onde reside uma das maiores comunidades de emi-grantes.
"A África do Sul está intrinse-camente ligada à nossa Re-gião e ao coração de milhares de madeirenses, que nela en-contraram a sua segunda pá-tria", afirmou Miguel Albuquer-que, numa cerimónia na Pra-ça do Povo, onde se encontra a peça escultórica, produzida no âmbito do centenário do nascimento de Nelson Mandela 18 de Julho de 2018 -por um grupo de alunos da Escola Básica dos Louros, sob orientação do professor e
DA ESQUERDA, PRESIDENTE DA CHINA, XI JINPING, PRIMEIRO-MINISTRO DA ÍNDIA, NARENDRA MODI, OS PRESI-DENTES DA ÁFRICA DO SUL, CYRIL RAMAPHOSA, DO BRASIL, MICHEL TEMER E DA RÚSSIA, VLADIMIR PUTIN, DURANTE A 10.ª CIMEIRA DOS PAÍSES BRICS, QUE TEVE LUGAR DE QUARTA A SEXTA-FEIRA EM JOANESBURGO
O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA, MIGUEL ALBUQUERQUE (D), ACOMPANHADO PELO SECRETÁRIO-GERAL DO ANC E ANTIGO PREMIER DO ESTADO DE
FREE STATE, ACE MAGASHULE, DURANTE A INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO ESCULTÓRICO QUE HOMENAGEIA, NO FUNCHAL, NELSON MANDELA, O LAUREADO
NOBEL, ANTIGO PRESIDENTE SUL-AFRICANO, NA PRAÇA DO POVO, NO FUNCHAL
(Foto Homem de Gouveia/Lusa)
O Presidente angolano, João Lourenço, afirmou na quarta-feira em Joanesburgo que Angola quer ser integrada nos BRICS (bloco de países emergentes que junta Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), beneficiando de ajuda para a reconstrução nacional do país.
Falando na 10.ª cimeira dos BRICS, que decorreu na Áfri-ca do Sul, João Lourenço pro-meteu que Angola irá fazer tudo para entrar na organiza-ção: "O vosso exemplo inspi-ra-nos e motiva, a trabalhar com a ambição de almejar o objectivo de um dia se pode-rem acrescentar outras letras à sigla BRICS".
"Alavancar a estratégia para a parceria económica de Áfri-ca com os BRICS na perspec-tiva do crescimento inclusivo e da prosperidade comparti-lhada com o avanço da 4ª. re-volução industrial, pode efecti-vamente potenciar o desen-volvimento sustentável, a in-clusão económica, a reforma do Estado, a boa governação, a modernização e desburo-cratização dos serviços públi-cos assim como o surgimento
Angola quer entrar nos BRICS
da economia digital e do go-verno electrónico", afirmou o chefe de Estado angolano.
Por isso, “reitero aqui o apelo
feito para que ajudem a Re-pública de Angola a superar os constrangimentos ainda existentes para colocar a
eco-nomia angolana ao serviço do desenvolvimento, do progres-so e do bem-estar das popu-lações", disse João Lourenço,
um dos chefes de Estado con-vidados pelos BRICS.
"Acreditamos que na actual conjuntura da globalização e
das tecnologias da informa-ção e comunicainforma-ção, os nos-sos países poderão saltar eta-pas, encurtando desta forma
o caminho do progresso e do desenvolvimento", adiantou João Lourenço.
(cont. na pag. 8)
Os dirigentes de Espanha e França salientaram na sexta-feira em Lisboa a convergên-cia com Portugal em matéria
de migrações, a conclusão da união económica e monetária e combate às alterações cli-máticas.
A posição do Presidente fran-cês, Emmanuel Macron, e do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, foi assumida
no final da segunda cimeira para as interligações energéti-cas, realizada em Lisboa, com a presença do
primeiro-minis-tro português, António Costa. O chefe de Estado francês re-feriu que, quer na relação bila-teral entre Paris e Lisboa, quer com Madrid, são tocados os "grandes desafios da Euro-pa de hoje".
"Hoje avançámos em conjun-to sobre o desafio migratório, o reforço da zona euro, e a ca-pacidade de tratar desta
tran-França e Espanha salientam convergência com
Portugal sobre grandes desafios da Europa
* Os três países vão ter em breve uma interligação eléctrica
segundo acordo assinado na Declaração de Lisboa
Madeira presta
homenagem
a Nelson Mandela
com memorial
no Funchal
(cont. na pag. 14)Honras de Panteão Nacional para Sá Carneiro
Madeira quer atrair
investimento do
Reino Unido na
sequência do ‘Brexit’
Juncker e Trump
anunciam acordo
comercial entre
os Estados Unidos
e a União Europeia
(cont. na pag.14) (cont. na pag. 10)PÁGINA 2 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 30 DE JULHO DE 2018
Por favor não dobrar:
contém saudade!
O Meu Aparo!
por Michael Gillbee
Há uma canção muito fa-mosa em Portugal, dum gru-po chamado Rio Grande, constituído por alguns dos maiores artistas de sempre da música portuguesa. São eles: Rui Veloso, Tim dos Xutos & Pontapés, João Gil, Jorge Palma, Vitorino e João Monge. Intitula-se “Postal dos Correios”.
E, quero partilhar aqui a le-tra para quem não sabe e para recordar a quem co-nhece. “Querida mãe, queri-do pai. Então que tal?/ Nós andamos do jeito que Deus quer/ Entre dias que pas-sam menos mal/ Lá vem um que nos dá mais que fazer/ Mas falemos de coisas bem melhores/ A Laurinda faz vestidos por medida/ O ra-paz estuda nos computado-res/ Dizem que é um empre-go com saída/ Cá cheempre-gou di-reitinha a encomenda/ Pelo "expresso" que parou na Piedade/ Pão de trigo e lin-guiça pra merenda/ Sempre dá para enganar a sauda-de/” “Espero que não demo-rem a mandar/ Novidades na volta do correio/ A ribeira corre bem ou vai secar?/ Como estão as oliveiras de candeio?/ Já não tenho mais assunto pra escrever/ Cumprimentos ao nosso pessoal/ Um abraço deste que tanto vos quer/ Sou ca-paz de ir aí pelo Natal/ Um abraço deste que tanto vos quer/ Sou capaz de ir aí pelo Natal/ Um abraço deste que tanto vos quer/ Sou capaz de ir aí pelo Natal”.
Esta canção, tipicamente fala – a meu ver – de nós emigrantes e imigrantes, seja sair lá da santa terrinha para as grandes cidades ou sair de Portugal.
E para mim, o “tom” subja-cente desta música é a sau-dade. Algo que só nós por-tugueses temos como pala-vra. Faz bem parte de nós e sabemos bem o que é a saudade, apesar de todos no Mundo a sentirem. A sau-dade é mais do que sentir falta ou a ausência de algo. Saudade é muitas vezes re-cordar com carinho profun-do as nossas origens, me-mórias e tempos passados. É viver dentro de nós, aquilo que outrora nos fez sorrir.
Como todos nós sabemos, existe logo nas primeiras li-nhas um sentimento profun-do de família, de pertença à terra. Um familiar e recon-fortante, “então que tal?”. “Nós andamos do jeito de Deus quer” e na nossa vida, sabemos bem o que isso é. Temos Fé, muita e forte e sabemos que o Fado está escrito por Deus e nós, com o nosso trabalho e dedica-ção fazemos o melhor que podemos.
A letra di-lo: “entre os dias que passam menos mal/Lá vem um que nos dá mais que fazer”. Ou seja, a Vida
corre-nos bem, mas há sempre desaires que com a Graça de Deus e a nossa força e determinação, con-seguimos resolver. Não se conta ali muito, não se quer preocupar a família, lá tão longe, que também está a braços com tantos proble-mas, privações e dificulda-des.
“Mas falemos de coisas bem melhores”, ou seja, va-mos ser positivos e alegres. Sim, acontecem coisas me-nos boas, mas não adiante pensar muito nisso. O que não tem remédio, remedia-do está, por isso olhem “a Laurinda faz vestidos por medida”, a esposa está bem.
Se calhar em Portugal não conseguia e aqui, está a fa-zer o que sempre quis e está a correr bem. “O rapaz estuda nos computadores/ Dizem que é um emprego com saída”, aqui vemos que como gerações anteriores, que poucos ou nenhuns es-tudos tinham, os filhos e ne-tos já “estudam nos compu-tadores” e em empregos com saída. Ou seja, o Fu-turo está garantido, a família não vai passar mais mal, os filhos e netos não vão pas-sar as privações e dificul-dades que anteriormente passaram. É um ponto de grande orgulho e alegria.
Falam depois na “encomen-da” que chegou “direitinha”, muitas vezes com frascos de vidro com compota, gar-rafinhas de vinho e azeite, eram enviadas.
Hoje, louvada seja a família Sequeira do Rio Douro, temos as nossas “encomen-das” para enganar essa dita saudade. Porque amigos, todos sabemos que não é a mesma coisa do que estar lá. O cheiro da lareira, a bri-sa do mar, os barulhos e os hábitos. Os costumes e tra-dições. Até o barulho das chaves de casa e a maneira como a fechadura da porta abre e bate o trinco, são confortantes.
Mas, aqui os nossos ami-gos que são o nosso “ex-presso” que pára não na Piedade mas ali em Rosent-tenville, traz-nos a “linguiça e o pão de trigo” para a me-renda. Sem eles, seria mui-to, muito mais difícil conter a dita saudade.
Esperamos nós, emigran-tes, sempre ansiosos por novidades “na volta do cor-reio” e queremos saber como está a nossa terra. Sejam elas as oliveiras de candeio ou saber se a ribei-ra corre bem ou se vai se-car. “Cumprimentos ao nos-so pesnos-soal”, ou seja, à res-tante família e a amigos ínti-mos. Termina com “um abraço deste que tanto vos quer” e o desejo de “ir aí pelo Natal”. Porque é nes-sas alturas que a saudade bate mais forte e a família por tradição se junta.
Concluo com isto: o meu avô conta-me a história que um senhor em Lourenço Marques foi aos correios enviar uma carta e no inte-rior do subscrito colocou uma fotografia. No envelope escreveu: “por favor não do-brar, contém saudades!”
O Sindicato Nacional de Mi-neiros (NUM) disse que mais de 100 mineiros foram hospi-talizados na quinta-feira de-pois de terem sido resgatados de um incêndio subterrâneo que eclodiu de manhã na mi-na “Gold One” em Modder East, leste de Joanesburgo.
O Ministério de Recursos Mi-nerais confirmou à imprensa que 644 mineiros foram res-gatados no subsolo quando o incêndio começou na madru-gada da manhã de quinta-feira, e que todos os mineiros foram evacuados para as zo-nas de refúgio da mina de
on-de foram on-depois resgatados para a superfície.
O NUM disse que o incidente ocorreu duas semanas depois de seis trabalhadores terem perdido a vida quando um incêndio irrompeu no subsolo numa mina da empresa Pha-labora Mining, em Limpopo.
"O NUM foi informado que mais de 600 mineiros foram resgatados depois de um in-cêndio subterrâneo que eclo-diu nas primeiras horas de hoje (quinta-feira) nas opera-ções da Modder East, mina Gold One em Springs, leste de Joanesburgo", disse Dun-can Luvuno, director de saúde
e segurança da NUM em um comunicado.
O sindicato disse que incên-dio foi provocado por um meio de transporte do minério que se incendiou enquanto opera-va no subsolo. Mais de 100 funcionários, afectados com inalação do fumo, foram hos-pitalizados no hospital de Parkland devido.
O porta-voz disse que o sindi-cato exigiu uma investigação imediata pelo Governo, na capacidade de regulador do sector e elogiou os esforços da equipe de resgate dos mi-neiros.
Integrado no 29º aniversário da sua fundação a Casa do Benfica
tem programado para o próximo sábado, dia 4 de Agosto, na sua Sede:
Às 13 horas, almoço de convívio aberto à Comunidade, com entrada
de caldo verde e o prato principal de feijoada, salada e sobremesa,
a que todos serão bem-vindos;
Às 16 horas, início do torneio de sueca, com atribuição de troféus
às primeiras três equipas classificadas, ao preço de R100 por
competidor, devendo para inscrições serem contactados José Brunido
pelo telemóvel 082 568 8923; Augusto Rosa 082 451 1473;
e Fernando Santos 082 553 4862.
Lembramos entretanto que a principal festa de aniversário será
realizada a 18 de Agosto, no salão nobre da ACPP, com jantar e
programa de variedades, podendo os que nele desejarem participar
começarem a fazer as suas inscrições através dos telefones
acima mencionados.
Todos serão bem-vindos a estes festejos de aniversário
VIVA O GLORIOSO
6735
Sábado 4 de Agosto
Almoço e Torneio de Sueca
na Casa do Benfica
em Pretória
O Brasil está aberto a discutir com a CPLP possibilidades de cooperação estruturada em várias frentes de actuação, com destaque para Angola e Moçambique, no exercício da presidência do BRICS em 2019, disse Nedilson Jorge, embaixador do Brasil na Áfri-ca do Sul.
"O diálogo entre o BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] e a Comunidade de Países de Língua Portu-guesa (CPLP) tém o potencial de propiciar programas de co-operação estruturada em vá-rias frentes de atuação. Como se sabe, ao longo dos anos, o
BRICS desenvolveu o pilar de cooperação sectorial em mais de 30 áreas", disse em entre-vista à Lusa.
De acordo com o diplomata brasileiro, Angola e Moçambi-que "são países de grande re-levância" para as relações do Brasil com o continente africa-no.
"Ambos têm-se engajado no diálogo com os países do BRICS, especialmente por meio do mecanismo de ‘out-reach'. Esta iniciativa foi lan-çada pela África do Sul e, este ano, pela segunda vez, dará grande ênfase à participação dos países africanos", referiu.
Na opinião do embaixador Nedilson Jorge, a participação de Angola e Moçambique no diálogo alargado deste ano do BRICS a África, em particular aos estados membros da Co-munidade de Desenvolvi-mento da África Austral (SADC), bloco regional sob a presidência da África do Sul, contribuirá para o aprofunda-mento das relações com o grupo.
O diplomata recorda que, na sua primeira década de exis-tência, o BRICS construiu no-vas pontes de diálogo com países em desenvolvimento, frisando que os países
africa-nos estão no centro dessas iniciativas.
"O diálogo de ‘outreach' foi lançado na 5ª Cimeira de Durban, em 2013, com a par-ticipação de chefes de Estado de diversos países africanos. Nesta Cimeira (Joanesburgo), os países da SADC deverão participar no exercício de diá-logo alargado, que engloba temas da agenda internacio-nal e inúmeras possibilidades de cooperação", precisou.
Por manter fortes laços histó-ricos com Angola e Moçam-bique, o embaixador Nedilson Jorge acrescenta que o Brasil sempre tem entre as suas
pri-oridades a aproximação e a colaboração com os países africanos lusófonos.
Neste sentido, afirma, a 10.ª Cimeira BRICS, em Joanes-burgo, "constituirá uma opor-tunidade na qual poderemos dialogar com ambos os paí-ses sobre questões centrais dessa colaboração".
"Desde sua criação, o BRICS apresenta uma vocação para o diálogo com o mundo em desenvolvimento, no qual sempre está presente a busca pelo desenvolvimento susten-tável e inclusivo", sublinhou.
O embaixador do Brasil na África do Sul, desde 2016, acredita que o BRICS "tem o objectivo inato" de fazer avan-çar a reforma das instituições de governança global, de modo a torná-las mais repre-sentativas e legítimas.
"Esse é um objectivo que be-neficia o mundo em desenvol-vimento, ao abrir-lhes os es-paços de participação que lhe são devidos", disse o embai-xador Nedilson Jorge.
O Brasil assumirá a presidên-cia anual do grupo BRICS no próximo ano.
Os números da caça furtiva em África atingiram “níveis in-sustentáveis”, considerou a comissária da União Africana (UA) para Economia Rural e Agricultura, Josefa Sacko, es-timando que a prática rende anualmente entre 15 e 20 liões de dólares (13 a 17 bi-liões de euros).
Discursando na abertura da segunda reunião do grupo de peritos sobre a aplicação da estratégia africana para o Combate à Exploração e ao Comércio Ilegais da Fauna e da Flora Selvagens, Josefa Sacko apontou ainda que África perde “cerca de 24 mi-lhões de empregos” em con-sequência desse comércio ilí-cito.
“Todavia, só para o comércio ilegal de vida selvagem é esti-mado entre 15 e 20 biliões de dólares por ano e está entre o maior comércio ilegal global e está ligado a drogas ilegais, bem como a tráfico de seres humanos e armas”, afirmou.
De acordo com a responsá-vel, o “crescente envolvimento de redes criminosas organi-zadas” nas cadeias de forne-cimento deste comércio e os elos estabelecidos com al-guns grupos armados priva-dos em África “deram origem a preocupações adicionais de segurança e governação”.
Josefa Sacko apontou ainda os “impactos negativos do co-mércio ilícito dos recursos na-turais do continente africano, considerando que as impli-cações dos mesmos, “não são apenas as perdas diretas de receitas”, mas também, realçou de “oportunidades de toda uma economia”.
Por exemplo, explicou, “cerca de 24 milhões de empregos são perdidos, o que represen-ta cerca de 6% do emprego total em África. Estima-se que, ao reduzir as atividades ilícitas no setor de recursos naturais, a África poderia criar 25 milhões de empregos a mais por ano”.
Durante a sua intervenção na abertura desta reunião que decorreu até sexta-feira, na capital angolana, a comissária da União Africana sublinhou igualmente que os números da caça furtiva no continente “permanecem em níveis in-sustentáveis”.
“Apresentando uma mortali-dade que excede a taxa de natalidade natural, resultando assim num declínio contínuo no número de elefantes afri-canos devido a uma demanda crescente e aumento assusta-dor da caça furtiva aos mar-fins de elefantes e chifres de rinoceronte”, adiantou.
Na ocasião, Josefa Sacko manifestou-se também pre-ocupada com o “crescente aumento do comércio ilegal de aves, estimado em dois a cinco milhões de aves por ano”, e ainda dos pangolins, “como resultado de caça e comércio ilegal de carne e es-camas”.
Em relação às unidades
po-pulacionais de peixes, disse, a “captura global de pesca ile-gal, não declarada e não re-gulamentada, constitui 46% da captura total mundial de peixe”.
A comissária da União Afri-cana (UA) estimou ainda que “cinco dos dez principais paí-ses florestais percam pelo menos metade de todas as árvores exploradas cortadas para a exploração ilegal de madeira”.
Além da madeira, adiantou, “há também um próspero co-mércio de flores e plantas exóticas usadas para fins medicinais, com toneladas de orquídeas silvestres comer-cializadas ilegalmente nos mercados globais”.
Numa alusão ao tema adota-do, em 2018, pelos chefes de Estado e Governo da União Africana sobre o “Combate à Corrupção: um Caminho Sus-tentável para a Transforma-ção de África”, a comissária da UA considerou que o tema “solidifica também os esforços dos Estados no combate” ao comércio e exploração ilegal
da vida selvagem.
“Porquanto, os lucros do tráfi-co de fauna selvagem e a flo-ra alimentam a corrupção e enfraquecem as instituições públicas, como a polícia, as alfandegas e as forças arma-das”, asseverou.
“Infelizmente esta é a situa-ção no nosso continente, ali-mentada em grande parte pela corrupção donde as re-ceitas desses recursos são perdidas devido à exploração ilegal e ao comércio ilícito de vida selvagem”, lamentou.
Governo brasileiro quer alargar BRICS à CPLP com destaque
para Angola e Moçambique nas relações com África
Caça furtiva em África rende
anualmente até 20 biliões de dólares
Centenas de mineiros resgatados de incêndio
na “Gold One” em Modder East
30 DE JULHO DE 2018 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . PÁGINA 3
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1885
Decorreu na quinta-feira 26 de Julho, no restaurante “Ro-dizio” em Bedfordview, o al-moço semanal da Academia do Bacalhau de Joanesburgo. O repasto foi aberto pelas 13h35 com o presidente José Contente a soar o badalo e a pedir ao compadre Carlos Borges que desse o “tom” do “Gavião de Penacho”. O pre-sidente deu depois as boas-vindas a todos em torno da mesa e agradeceu a partici-pação e o continuado apoio. Para “carrasco” da tarde, a escolha do presidente Con-tente recaiu sobre o compa-dre Carlos Borges.
O primeiro prato, o da sopa de caldo-verde, foi servido e seguiu-se às entradas de ameijoas à espanhola e fei-joada à brasileira com banana frita. A sopa estava muito boa, já pela terceira semana
con-secutiva. Os pratos foram ser-vidos em rápida sucessão e o prato principal, o de bacalhau foi também logo servido. O “fiel amigo” foi servido cozido acompanhado de grão-de-bico, batata, repolho e cenou-ra e feijão-verde cozido. O peixe, muito bem demolhado e cozido. As sobremesas, fo-ram depois também servidas a todos em torno da mesa.
O compadre Rudy Gallego pediu a palavra e referiu a aju-da indispensável do compa-dre Hennie Keyter, advogado, no conseguir resolver trâmites legais para os cerca de 1 mi-lhão de randes, doados pelo comendador António Braz à Sociedade Portuguesa de Be-neficência, deixados em testa-mento à Beneficência pelo comendador Braz.
O presidente José Contente informou que em relação ao
aniversário dos 50 anos e ao Congresso Mundial das Aca-demias do Bacalhau, está confirmada a presença do se-cretário de Estado José Luís Carneiro, está também confir-mada a representação do go-verno regional da Madeira, a presença do Jornal da Madei-ra, da Rádio Difusão Portu-guesa e da TSF também.
“Portanto, além-fronteiras sa-be-se que a Academia-Mãe celebra uma data histórica. Temos que nós também, com-padres e comadres, divulgar e espalhar a palavra e ajudar no que cada um puder. Como disse o nosso compadre De Meireles, não venham depois do evento criticar ou dizer que se devia ter feito, quem quer ajudar, agora é que é a altu-ra”, rematou o presidente.
Apresentou também o jovem Shaun de Sousa, irmão da
advogada e membro do Board of Trustees do Lar Rainha Santa Isabel, Chantelle de Sousa. O jovem Shaun, con-tabilista de formação, trabalha no sector bancário, casado e foi ao convívio sozinho, pois tem vontade de imitar a irmã e
começar a contribuir positiva-mente na Comunidade por-tuguesa.
“Agradeço estar aqui, gostei muito do almoço, a comida foi muito boa. Estou aqui porque quero conhecer mais da nos-sa gente, estar com a nosnos-sa gente e contribuir positiva-mente. Já tinha ouvido falar muito da Academia, hoje tive a oportunidade de vir. Obriga-do a toObriga-dos”, conclui Shaun de Sousa.
O proprietário e gerente do “Rodizio”, Manny, ofereceu uma garrafa de whiskey à tertúlia. O compadre Rudy Gallego quis de pronto a gar-rafa, muito bonita. A garrafa foi então leiloada pelo com-padre honorário Manuel de Arede e rendeu aos fundos da Academia-Mãe mais 1400 randes.
A palavra final da tarde foi dada ao “carrasco” da tarde. A todos, foi aplicado um “casti-go” de R50 e as garrafas de vinho do Porto e whiskey em armazém foram levadas para a mesa para acompanharem os cafés.
O compadre honorário João Carreira propôs um “Gavião
de Penacho” aos compadres Keyter e Gallego pelo trabalho feito em prol da Beneficência. E outro “Gavião” foi proposto ao Manny do “Rodizio”. Am-bos foram cantados.
O almoço foi encerrado com o entoar do refrão da Marcha da Academia e com o último “Gavião de Penacho”. O
pró-ximo convívio da Academia-Mãe será igualmente no “Ro-dizio” na quinta-feira a partir das 13horas.
PRESIDENTE JOSÉ CONTENTE NO USO DA PALAVRA
SHAUN DE SOUSA
Almoço semanal da Academia-Mãe
do Bacalhau no “Rodizio”
Texto de
Michael Gillbee
e fotos de
Carlos Silva
“GAVIÃO DE PENACHO”COMPADRE RUDY GALLEGO
PÁGINA 4 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 30 DE JULHO DE 2018
PRETÓRIA
Integrada no calendário anual de festas das colectividades lusas de Pretória, a ACPP le-vou a efeito na noite do penúl-timo sábado, 21 de Julho, no seu salão nobre, a festa que por esta altura vem organi-zando, como se verificou de grande sucesso, bastando para destacar o jantar de ementa especial que organi-zou para esta intitulada de “Super Saterdag” em que par-ticiparam mais de quinhentas pessoas, na sua esmagadora
maioria sul-africanos. A estrela da noite nesta festa, foi a famosa artista sul-africa-na Riasul-africa-na Nel, vocalista desse seu conjunto musical, que com a sua extraordinária voz brilhou e encantou toda essa grande assistência, que cons-tantemente a aplaudia no final de cada interpretação do seu reportório, como referiu algu-mas das letras da sua autoria. De salientar, como ali presen-ciámos pela primeira vez, os dois ecrãs de grande dimen-são instalados em cada lado do palco, através dos quais os presentes poderem de todos os ângulos seguir a actuação
dos artistas ali nessa noite, ou em futuras actividades que ali venham a decorrer.
Em momento oportuno diri-giu-se ali aos presentes o pre-sidente da Direcção da ACPP, Mário Jorge, visivelmente sa-tisfeito pelo sucesso, para no seu breve improviso agrade-cer a presença de cada um ali naquela noite, e a quem con-sigo colaborou na organiza-ção do evento, como nos apercebemos ali, do presiden-te honorário, Manuel José, e em presenças outros mem-bros directivos desta casa, como José Rodrigues, Améri-co Pimentel, José Cortizo, mais conhecido por “Pepe”, Manny Marques, José Mouti-nho, Luís Maia, os irmãos Leandro e Dillen Jorge, e a que também deu o seu con-tributo, a conselheira da co-munidade eleita por Pretória, Helena Rosa Rodrigues.
Recorda-se que esta festa te-ve a sua origem nesta ACPP em Abril de 1991, ali introduzi-da pela comissão constituíintroduzi-da por Manuel José, Silvério Pe-reira, Aurélio Balsinhas, Joa-quim Maia, Abílio Inácio e Ál-varo Nogueira, todos oriundos da ex-província ultramarina portuguesa do Índico, intitula-da de “Noite Moçambicana”, que com sucesso e este nome foi sendo repetida em anos sucessivos, tendo como ponto alto no passado o concurso
de dança “Marrabenta”, com atribuição de prémios aos pa-res melhopa-res classificados pe-los júris nomeados para o
efeito, em 2007 festejada em conjunto com o Sporting local, e a partir de 2015 designada de “Festa Africana”, até agora
e pela primeira vez intitulada de “Super Saterdag”, desco-nhecendo-se se será para continuar com esta ou outra
designação, a verdade é que se trata de uma festa, pela sua natureza a atrair sempre multidões.
Festa Africana na ACP de Pretória
ASPECTO DA AFLUÊNCIA NA ACPP DURANTE A FESTA “SUPER SATERDAG”
O CASAL JOSÉ RODRIGUES E ESPOSA HELENA CONSELHEIRA DA COMUNIDADE POR PRETÓRIA
AUGUSTO ROSA E FERNANDO SANTOS COM AS ESPOSAS À ESQUERDA MANNY MARQUES E ESPOSA.
MESA ONDE ANNELIZE JORGE CONVIVEU COM OS FILHOS LEANDRO E DILLEN A MESA ONDE CONVIVERAM AMÉRICO PIMENTEL E JOSÉ CORTIZO
RIANA NEL FAZENDO-SE ACOMPANHAR À VIOLA PRESIDENTE DA ACPP MÁRIO JORGE
Texto e fotos de
Vicente Dias
AGOSTODia 18 – Ana Marques Small Hall, Núcleo de Arte
(Regents Park)
– Aniversário Luso-África, Luso-África (Primrose)
Dia 26 – Almoço Mensal, Núcleo de Arte (Regents Park) Dia 31 – Month & Supper, Núcleo de Arte (Regents Park) SETEMBRO
Dia 8 – Festa Anual para a Caridade, Núcleo de Arte
(Regents Park)
Dia 9 – Baile Primavera, SPB-Lar da Rainha Santa Isabel
(Albertskroon)
Dia 12 – Celebrations Women in Business, South Africa
Portuguese Chamber of Commerce
Dia 19 – Tour: Maputo Ciclismo, Luso-África (Primrose) Dia 28 – Month & Supper, Núcleo de Arte (Regents Park) Dia 30 – Almoço Mensal, Núcleo de Arte (Regents Park) OUTUBRO
Dia 23 – Multi Chamber of Commerce Speed and Net-working
Event, South Africa Portuguese Chamber of Commerce
Dia 26 – Month & Supper, Núcleo de Arte (Regents Park) Dia 28 – Almoço Mensal, Núcleo de Arte (Regents Park) NOVEMBRO
Dia 10 e 11 – São Martinho, Luso-África (Primrose)
Dia 18 – Almoço Mensal, Núcleo de Arte (Regents Park) Dia 23, 24 e 25 – Magusto, SPB-Lar da Rainha Santa Isabel
(Albertskroon)
Dia 30 – Festa de Natal, Núcleo de Arte (Regents Park) DEZEMBRO
Dia 9 – Despedida do Centro de Dia, Núcleo de Arte
(Regents Park)
– Festa de Natal, SPB-Lar da Rainha Santa Isabel (Albertskroon)
Dia 31 – Passagem do Ano, Núcleo de Arte
(Regents Park)
– Passagem do Ano, Luso-África (Primrose)
Coordenação dos Apoios Sociais e Associativismo, promovida
pelo Consulado Geral de Portugal em Joanesburgo
em parceria com o Jornal “O Século de Joanesburgo”
30 DE JULHO DE 2018 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . PÁGINA 5
PRETÓRIA
to, estiveram a cargo do presi-dente desta representação benfiquista, José Brunido, que reconhecido à colaboração das pessoas que o acompa-nham neste mandato, desta-cou em serviço de cozinha, na confecção do almoço, a boa ajuda que tivera de José Dias Roda, Fernando Santos e Ma-nuel Jardim.
Pelo que ali soubemos, e dis-so foi dado conhecimento aos presentes, entre os eventos com que esta Casa do Benfi-ca se prepara para comemo-Com uma presença a rondar
as setenta pessoas, entre as quais o casal de comendado-res Estêvão e Manuela Rosa, e os presidentes, da ACPP, Mário Jorge, e o da Casa So-cial da Madeira, Augusto Gil Baptista Rosa, teve lugar na tarde do penúltimo sábado, 21 de Julho, o almoço mensal da Casa do Benfica, desta vez com ementa de camarão, caril de galinha, frango assado, fi-letes de peixe, salada e so-bremesa, pela sua qualidade bem apreciada pelos que o saborearam.
Neste convívio a que além das habituais pessoas de Pre-tória se juntaram Fernando Vi-cente, Quim de Sousa e Joa-quim Simões, de Joanesbur-go, e a avaliar pelo licor de maracujá à disposição de cada um no corredor de entra-da, a juntar à decoração das mesas onde sobressaiam as cores do “glorioso”, branco e encarnado, ressaltava pelo aspecto, à primeira vista, como de evento especial se tratasse.
Os agradecimentos à presen-ça de cada um ali naquela tar-de, incluindo nesse reconhe-cimento “O Século de Joanes-burgo” na cobertura do
even-rar mais um aniversário da sua fundação, em Pretória, consta um almoço de convívio a ter lugar pelas 13h00 do próximo sábado, dia 4 de Agosto, seguido de torneio de sueca, ao preço de R100 por competidor, certamente com atribuição de troféus às equi-pas vencedoras, devendo os que nele desejarem participar, contactar para inscrições e quaisquer informações o pre-sidente da Direcção, José Brunido, pelo telemóvel 082 568 8923.
O New Market Restaurant, de José Dias Roda, voltou a reunir em almoço de convívio, na tarde da penúltima terça-feira, 17 de Julho, mais de três dezenas de pessoas de Pretória, Joanesburgo, Kru-gersdorp e Klerksdorp, na sua maioria ligadas ao torneio de bisca que mensalmente ali é disputado, desta vez para co-memorar o aniversário natalí-cio de Vicente Ferreira, um dos principais organizadores desta competição, e ao mes-mo tempo para entrega de prémios aos apostadores em países que se distinguiram no último campeonato mundial de futebol, recentemente dis-putado na Rússia.
Assim e numa iniciativa de Gilberto Basílio, ali apresenta-da em género de rifa no ante-rior convívio do passado dia 12 de Junho, foram premia-dos os que na aquisição de nomes de países considera-dos de topo ou a serem elimi-nados no mundial, com R10.000.00 Nélio Gonçalves; com R4.000.00 José Quintino; e com R2.000.00 Manuel Go-mes, este último que por não lhe ser possível marcar ali presença naquela tarde, lhe será entregue posteriormente.
Ao usar da palavra, foi pelo proprietário do restaurante, José Dias Roda, agradecido a presença de quantos ali se
encontravam, após o que pro-cedeu à oração em termos de bênção do almoço, com ementa especial para esta co-memoração, onde com músi-ca dos acordeonistas Juan de Sousa e José Loreto, acom-panhados em côro pelos pre-sentes, foi cantado o tradicio-nal “parabéns a você”, findo o qual foi pelo aniversariante cortado o bolo alusivo à efe-méride, e dele dado a provar pelos presentes no convívio.
A tarde prosseguiu ali em ale-gria, com cantares ao desafio pelos vários presentes, con-tinuando-se a comer e a be-ber até bastante tarde, pelo entusiasmo se prever vir a de-correr pela noite adiante, como se confirmou até ao romper da madrugada, de modo a ser avaliada no pare-cer de alguns, a festa mais alegre até aí comemorada naquele restaurante.
Recorda-se que pelo que ali soubemos, embora o dia de aniversário de Vicente Ferrei-ra seja só a 3 de Agosto, foi sua intenção antecipa-lo para este dia, dado partir de segui-da para a Ilha segui-da Madeira, e desejar festeja-lo com muitos amigos que consigo vêm par-ticipando em torneios anuais de “bisca” disputados neste restaurante, do qual é propri-etário o seu particular amigo José Dias Roda.
MESA RESERVADA AOS MEMBROS DA DIRECÇÃO
À ESQUERDA O CASAL DE COMENDADORES ESTÊVÃO E MANUELA ROSA, E À DIREITA O PRESIDENTE DA CASA SOCIAL DA MADEIRA, AUGUSTO BAPTISTA ROSA
À ESQUERDA JOAQUIM FERRAZ E FERNANDO VIEIRA
MESA ONDE CONVIVEU O EX-PRESIDENTE TONY SILVA
AO LADO DOS ACORDEONISTAS VICENTE FERREIRA DURANTE
O CORTE DO BOLO DO SEU ANIVERSÁRIO MOMENTO EM QUE SE BRINDAVA AO ANIVERSARIANTE VICENTE FERREIRA À DIREITA GILBERTO BASÍLIO E JOSÉ RODA NA ENTREGA DE
PRÉMIOS EM DINHEIRO A APOSTADORES DO MUNDIAL DA RÚSSIA FOI NESTE ENTUSIASMO QUE FOI FESTEJADO O ANIVERSÁRIO DE VICENTE FERREIRA
UMA DAS MAIORES MESAS COM SERAFIM REPOLHO EM PRIMEIRO PLANO À ESQUERDA FERNANDO VICENTE COM OS SEUS
AMIGOS DE JOANESBURGO VARIEDADE DE PRATOS NA FESTA BENFIQUISTA MESA DE DIRECTORES, ASSOCIADOS E SIMPATIZANTES DA ACPP
Convívio mensal da Casa do Benfica
Entrega de prémios em
apostas sobre o Mundial da
Rússia na comemoração
de aniversário de Vicente
Ferreira em Pretória
PÁGINA 6 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 30 DE JULHO DE 2018
COMUNIDADE
1 6 7 3 6Artistas Adão e Miguel
Preço: Adultos R120.00
Crianças de 6 aos 12 anos R80.00
PARA IDOSOS
NO LUSO ÁFRICA
Vai abrir a 5 de Setembro
O Luso África em Primrose
vai oficializar no dia 5 de Setembro
o Centro de Dia para Idosos,
chamado Santo André Avelino, onde
todas as pessoas da terceira idade
serão bem-vindas, devendo para mais
informações serem contactadas
Lina da Silva, 082 556 4766
e Fátima da Costa, 082 771 8316
CENTRO
DE DIA
SANTO ANDRÉ AVELINO
Desenho, inspiração e ambição, foram três fac-tores principais que moti-varam o moçambicano Mamude Ismael, residente em Joanesburgo há mais de 30 anos, a abraçar a arte de fazer obras de me-tal, plástico e madeira.
Sua especialidade incide em figuras de relevo na vi-da política, desportiva, so-cial, entre outras. Daí ter uma invejável solecção de trabalhos no seu mini-mu-seu, montando na sua re-sidência, em Southdale, Joanesburgo, onde cons-tam Nelson Mandela, Cyril Ramaphosa, Barak Oba-ma Samora Machel, Graça Machel, Jonah Tali Lomu, Cristiano Ronaldo, Mahat-ma Gandhi,Desmond Tutu e outros nomes.
Em conversa com o nosso jornal, no seu posto de tra-balho, onde conta com o apoio dos filhos Mauro,
Danilo e da esposa Gita, esta uma conselheira bas-tante rigorosa, Mamude Is-mael, disse ter dado os pri-meiros passos no ramo de escultura com apenas 18 anos de idade, ainda em Moçambique, tendo aper-feiçoado a arte em Joa-nesburgo, numa pequena companhia.
Agora com 67 anos, Ma-mude diz que no princípio as coisas eram um “mar de rosas”, embora utilizan-do métoutilizan-dos menos efica-zes. “Hoje, com tudo sofis-ticado, as coisas complica-ram-se ainda mais em ter-mos de mercado, já que somos uns tantos no ramo artístico”, afirmou, para de-pois acresecentar que todo o seu trabalho é feito manualmente, continuan-do assim sem apostar nas máquinas.
“Lima, martelo e outros instrumentos, são
mate-riais da minha preferência, pois me dão uma certa perfeição nos trabalhos que faço, isto sem duvidar da nova tecnologia, onde é utilizado na maioria dos casos o sistema de ‘la-ser’”.
Interrogado sobre o desti-no dos seus trabalhos, já que apenas conseguimos notar um mini-museu na sua residência, o escultor moçambicano disse ao Século que as obras que colecciona só oferece às entidades da sua admira-ção.
“Foi assim que estive no palácio presidencial da Ponta Vermelha em Mapu-to, por várias vezes, para oferecer obras aos ex-pre-sidentes Joaquim Chissa-no e Armando Guebuza, acompanhado nestas des-locações pelos antigos cônsules em Joanesburgo, Junqueiro Manhique e Luis Silva. Falta agora dar uma ao actual Chefe de Estado Filipe Nyusi e isso vai acontecer dentro em bre-ve”.
Sabemos que Mamude tem na sua lista de pre-sentes trabalhos de escul-tura para oportunamente serem entregues ao actual presidente sul-africano Cy-ril Ramaphosa, Graça Ma-chel, entre outras figuras.
Contudo, o nosso inter-locutor afirmou que para tal não falta vontade da sua parte, mas que exis-tem muitos entraves na hora da entrega dos traba-lhos ao destinatário.
“Tem sido uma grande ginástica fazer chegar os trabalhos ao destinatário, tanto para mim, como para a minha família, que me tem apoiado quando se
trata de fazer qualquer marcação. Mesmo quando se trata das entidades do meu país”, disse Mamude, sem poupar críticas às autoridades moçambica-nas de representação na África do Sul.
Mamude disse ainda ao Século de Joanesburgo que muito recentemente foi visitar a Casa-Museu de José Craveirinha, no bairro da Mafalala em Ma-puto, classificada patrimó-nio cultural da cidade capi-tal do país, onde espera levar algumas artes para enriquecer o local, muito visitado pelos nacionais e turistas que visitam Mo-çambique.
O escultor falou depois da sua aproximação com a camada jovem. “Sempre foi minha ambição traba-lhar com os mais novos, gosto de ensinar e
trans-mitir os meus conhecimen-tos, só assim podemos preservar a nossa riqueza artística”.
“Também gosto de trocar impressões com outros es-cultores, visitar museus e galerias, para aperfeiçar os meus conhecimentos artísticos, já que existe o tal ditado de que aprende-se até à morte”, afirmou.
Ismael Mamude é um artista bastante conhecido no mercado sul-africano, fazendo logotipos plásti-cos ou metais, que são co-locados nas paredes dos bancos, decoração das mesquitas e empresas.
Mamude é pai moçambi-cano de três filhos e sete netos. Toda a família é quase toda ela composta de artistas.
Eduardo Ouana
Escultor moçambicano tem mini-museu em Joanesburgo
com figuras de destaque na vida política, religiosa e desportiva
ALGUMAS OBRAS DO ESCULTOR MOÇAMBICANO MAMUDE NA SUA GALERIA EM SOUTHDALE EM JOANESBURGO
ESCULTOR MAMUDE COM OBRA DE BARACK OBAMA
O Século de Joanesburgo
Esquina da Northern Parkway e
Rouillard St. - Ormonde
Tel. 011 496 1650 * Fax. 011 496-1810
E-mail: [email protected]
ÁFRICA DO SUL
A África do Sul e a China ins-taram quarta-feira os gover-nos do bloco BRICS a rejeita-rem qualquer forma de protec-cionismo e a promover rela-ções comerciais multilaterais a nível global.
"Devemos ser resolutos em rejeitar o unilateralismo", dis-se o chefe de Estado chinês na abertura da 10.ª Cimeira BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], que teve lugar entre quarta e sex-ta-feira no Centro de Conven-ções de Sandton, em Joanes-burgo.
O Presidente Xi Jinping disse que "uma guerra comercial mundial deve ser rejeitada porque não haverá vence-dores".
"O unilateralismo e o protec-cionismo estão a aumentar, o que representa um golpe sé-rio ao multilateralismo", disse Xi Jinping, acrescentando que "a China continuará a desen-volver-se com a porta total-mente aberta [à cooperação]". O chefe Estado chinês con-siderou que a ascensão cole-tiva dos mercados emergen-tes e dos países em desen-volvimento "é imparável e tor-nará o desenvolvimento glo-bal mais equilibrado".
Xi Jinping instou ainda os go-vernos do BRICS a observar as regras internacionais.
O líder chinês, que falava lo-go após o seu homólolo-go
sul-africano e anfitrião do encon-tro, anunciou terça-feira, à sua chegada ao país, que a segunda maior economia do mundo vai investir 14,7 biliões de dólares na África do Sul para apoiar o desenvolvimen-to da economia mais indus-tri-alizada de África.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa subli-nhou que a 10.ª Cimeira BRICS acontece "num mo-mento em que o sistema co-mercial multilateral enfrenta desafios sem precedentes".
"Estamos preocupados com o aumento de medidas unila-terais que são incompatíveis com as regras da Organiza-ção Mundial do Comércio e estamos preocupados com o impacto dessas medidas, es-pecialmente nos países em desenvolvimento", disse o chefe de Estado sul-africano.
"Estes desenvolvimentos exi-gem uma discussão aprofun-dada sobre o papel do comér-cio na promoção do desen-volvimento sustentável e cres-cimento inclusivo", adiantou.
De acordo com Rampahosa, os países do bloco BRICS são cada vez mais reconhecidos como uma formação influente no reforço dos princípios de transparência, inclusão e compatibilidade dentro do sis-tema multilateral de comércio. "Há também muito espaço para expandir o valor do
co-mércio entre os países do BRICS", referiu, acrescentan-do que a África acrescentan-do Sul “apoia uma mudança para o comér-cio complementar e de valor acrescentado".
"No âmbito da agenda comer-cial, precisamos de aumentar o investimento entre os país-es do BRICS, particularmente nos sectores produtivos da nossa economia", disse Ra-maphosa.
O chefe de Estado sul-afri-cano instou ainda a uma maior cooperação BRICS-África e outras plataformas multilaterais, acrescentando que "os BRICS devem promo-ver a integração e o desenvol-vimento do continente africa-no" e aproveitar o potencial de investimento que existe em África.
"Na década passada, África cresceu a uma taxa de 2 a 3 pontos percentuais a mais do que o PIB global, com o cres-cimento regional previsto para se manter estável acima de 5% em 2018", precisou.
"Este crescimento será apoiado pelo aumento dos flu-xos de investimento directo estrangeiro, investimento pú-blico em infraestruturas e maior produção agrícola. Além disso, espera-se que a população em idade ativa no continente africano duplique para 1 bilião nos próximos 25 anos", afirmou.
O chefe de Estado frisou que o acordo sobre a Zona de Li-vre Comércio Continental Afri-cana, apresentará mais opor-tunidades através do acesso a um mercado de mais de 1 bilião de pessoas e um PIB global de mais de 3 biliões de dólares americanos.
"O valor desta área de livre comércio só será plenamente realizado através de investi-mentos maciços em infraes-trutura e desenvolvimento de capacidades. Isso apresenta oportunidades para os países do BRICS, alguns dos quais têm ampla experiência em de-senvolvimento de infraestru-turas e são líderes mundiais em educação e desenvolvi-mento de habilidades", afir-mou o líder sul-africano.
A 10.ª Cimeira BRICS cen-trou-se na necessidade de fortalecer o relacionamento entre os BRICS e África.
O Presidente do Brasil, Mi-chel Temer, defendeu quinta-feira, em Joanebsurgo, o livre-comércio como solução para aproveitar a oportunidade que constitui a 4.ª Revolução In-dustrial.
Falando na 10.ª Cimeira BRICS (Bloco de países emergentes que junta o Bra-sil, Rússia, Índia, China e Áfri-ca do Sul), Temer pediu a di-minuição das taxas alfande-gárias e uma maior coopera-ção e partilha de saber entre os países.
"Com a 4.ª Revolução Indus-trial” surge “essa capacidade que traz vantagens competiti-vas em ciência, tecnologia e inovação. E é essa capacida-de que traz crescimento sus-tentado e empregos de quali-dade", disse.
"Novamente estamos a elimi-nar barreiras ao invés de er-guê-las e retomamos ou abri-mos novas frentes de nego-ciação económica e comercial com os países da aliança do Pacífico com quem recente-mente assinámos uma
decla-ração conjunta com a Coreia do Sul, com Singapura, com o Canadá e com a Associação Europeia de livre comércio, com Marrocos e com a Tuní-sia", afirmou.
"Se nós queremos estar em sintonia com o tempo presen-te, essa é efectivamente a nossa obrigação, a natureza e as implicações da 4ª revolu-ção industrial” que devem ser “parte relevante da nossa agenda comum", disse o che-fe de Estado brasileiro na Áfri-ca do Sul.
"Todos conhecemos a lógica que permeia essa nova revo-lução. A informação, o conhe-cimento e a dimensão digital passaram a constituir definiti-vamente o cerne da atividade económica", afirmou.
Michel Temer disse que "a primeira resposta" a esses de-safios é o investimento em educação, em formação aca-démica e técnica.
"Outra resposta é mais inte-gração. Com os nossos só-cios do Mercosul (associação económica de países
sul-americanos que inclui o Bra-sil), resgatámos a ideia do li-vre mercado que movia o blo-co desde a sua origem", dis-se.
"Mais do nunca, por detrás de um único produto estão mãos e cérebros das mais diferen-tes pardiferen-tes do mundo. Hoje, a regra geral é esta: só somos competitivos quando somos abertos a contributos mais so-fisticados, a tecnologias mais avançadas, a ideias mais are-jadas, abertos a mais investi-mentos e a mais comércio", disse.
De acordo com o Presidente Michel Temer, as transforma-ções em curso que alteram profundamente as relações económicas internacionais "têm consequências diretas para o dia-a-dia dos nossos trabalhadores, empresários, consumidores, universidades e governos."
"Os BRICS, pelo peso dos nossos países nos fluxos glo-bais de comércio e de capi-tais, é espaço privilegiado para examinarmos o alcance dessa revolução. O funda-mental, é que estejamos con-tinuamente atualizados diante de uma realidade em perma-nente mutação. E aqui, natu-ralmente, os recursos huma-nos são decisivos", sublinhou. "Nunca chegámos tão perto também de concluir o acordo Mercosul-União Europeia. Procuramos maior abertura e com ela a modernização da
nossa economia", adiantou. O chefe de Estado brasileiro destacou ainda a importância da disseminação da tecnolo-gia digital como outra das re-postas aos desafios que se apresentam às nações emer-gentes.
"Nessa matéria, temos políti-cas voltadas principalmente para as micro, pequenas e médias empresas que contri-buem com quase 30% do PIB brasileiro. Não é por acaso que o ambiente para as start-ups floresce no Brasil".
"E muito mais temos feito para melhor equipar o Brasil diante da 4.ª Revolução In-dustrial. Temos desenvolvido uma série de programas que colocam o país entre os que mais investem em inovação, especialmente em pesquisa e desenvolvimento", disse.
"Mais do que seguir partici-pando activamente das redes económicas ligadas à nova revolução industrial, quere-mos ajudar a moldar os seus rumos, e queremos fazê-lo em concertação com os nos-sos parceiros dos quais, sem dúvida, os BRICS tem papel de destaque", afirmou.
"O objectivo maior do BRICS deve ser o de como partilhar o desenvolvimento. Juntos es-taremos melhor posicionados para aproveitar as oportuni-dades da 4ª Revolução Indus-trial em nome do bem-estar dos nossos povos", concluiu o Presidente brasileiro.
O presidente da Rússia, Vla-dimir Putin, valorizou em Joa-nesburgo o papel do bloco de países emergentes conhecido como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para resolver os problemas mundiais.
Na sua intervenção no ple-nário da X Cimeira dos BRICS, Putin destacou a “colaboração estratégica” en-tre os membros do grupo para “reagir de forma conjunta” a desafios como o terrorismo ou o crime organizado.
O mandatário russo subli-nhou que o bloco tem um pa-pel “único” na “economia glo-bal”, pois conta com “o maior mercado” do mundo, e apelou à “consolidação do comércio” entre os cinco parceiros.
Salientou igualmente a im-portância do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), enti-dade de fomento criada pelos
BRICS em 2014 para finan-ciar projectos de infraestru-turas e desenvolvimento sus-tentável tanto nos países as-sociados como noutras eco-nomias emergentes.
O NBD “expandiu-se rapida-mente” , disse o governante russo, defendendo a abertura de escritórios regionais da entidade, como a que se es-pera que seja inaugurada no Brasil para o continente amer-icano, iniciativa a que deu o seu apoio.
A reunião dos BRICS, que representam mais de 40% da população mundial e 23% do Produto Interno Bruto mun-dial, celebra-se num contexto mundial marcado pela política unilateral e proteccionista dos Estados Unidos, uma visão que não é partilhada por este bloco mais adepto do multila-teralismo.
10.ª Cimeira dos BRICS em Joanesburgo
África do Sul e China pedem cooperação comercial no seio da Organização
DA ESQUERDA, O PRIMEIRO-MINISTRO DA ÍNDIA, NARENDRA MODI, PRESIDENTES DA ÁFRICA DO SUL, CYRIL RAMAPHOSA, DO BRASIL, MICHEL TEMER E DA RÚSSIA, VLADIMIR PUTIN, COM BOA DISPOSIÇÃO
NA 10.ª CIMEIRA DOS PAÍSES BRICS, EM SANDTON, JOANESBURGO
PRESIDENTE SUL-AFRICANO CYRIL RAMAPHOSA
A presidência brasileira do BRICS dará continuidade a iniciativas em áreas como fi-nanças, saúde, ciência, tecno-logia, inovação e infraestrutu-ras, inaugurando a segunda década do grupo das cinco principais economias emer-gentes, em 2019.
Em entrevista à Agência Lu-sa, o embaixador do Brasil na África do Sul, Nedilson Jorge, disse que o governo brasileiro pretende dar continuidade, ainda, ao tradicional diálogo de 'outreach', iniciado pela África do Sul na 5.ª Cimeira de Durban, em 2013, ao con-vidar os países da esfera re-gional brasileira para a 11ª Ci-meira BRICS (organização que junta o Brasil, Rússia, Ín-dia, China e África do Sul), no próximo ano.
"Após as eleições brasileiras, em Outubro próximo, vamos elaborar, com mais detalhes, o programa e as prioridades da presidência brasileira do BRICS", disse Nedilson Jor-ge.
A África do Sul é um parceiro prioritário do Brasil, com
quem tem uma "Parceria Es-tratégica", assinada em 2010. "Isso significa que temos ini-ciativas bilaterais em diversos setores, que vão desde Defe-sa até políticas sociais. O fac-to de sermos países em de-senvolvimento, com desafios e potencialidades similares, é um grande estímulo para a cooperação bilateral", subli-nhou.
No seio do BRICS, o Brasil é o terceiro maior parceiro com-ercial da África do Sul, depois da China e Índia, respectiva-mente, tanto em exportações como nas importações.
A cimeira em Joanesburgo juntou também, como países convidados Angola e Moçam-bique.
As principais exportações para o Brasil são os automó-veis (primeira exportação significativa realizada em 2014), químicos, produtos agrícolas e aço, enquanto que nas importações contam-se os químicos de base, a carne de frango, açúcar e o aço, se-gundo dados fornecidos pelo ministério de Comércio e
In-dústria da África do Sul (DTI, em inglês).
"Também vale ressaltar a im-portância da relação entre o Brasil e África do Sul no con-texto multilateral, em que há constante articulação entre os dois países para iniciativas conjuntas em áreas como desenvolvimento, meio ambi-ente e desarmamento", frisou o diplomata.
"Estivémos juntos, por exem-plo, no 'core group' de países que impulsionou a negociação do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, assina-do no ano passaassina-do, em Nova York", explicou.
Ao caracterizar o estado actual das relações politico-diplomáticas e de cooperação bilateral entre o Brasil e a Áfri-ca do Sul, o representante da diplomacia brasileira sublin-hou que os dois países "man-têm uma relação bilateral mui-to dinâmica", como parceiros estratégicos, que pode ser exemplificada pelo número de visitas de alto nível ocorridas nos últimos anos.
"A vinda do Presidente Michel
Temer para a 10.ª Cimeira do BRICS será a quarta visita presidencial à África do Sul nos últimos oito anos, período em que também houve quatro visitas de presidentes sul-afri-canos ao Brasil. Isso demons-tra que o interesse no estreita-mento das relações entre os dois países vêm do mais alto nível e se traduz, também, em um volume de comércio cres-cente, actualmente na ordem de 2 biliões de dólares (1.8 ME) por ano", precisou à Lu-sa.
Questionado sobre as linhas mestras e principais priorida-des da política externa do Brasil, no que concerne à Áfri-ca do Sul e à região SADC, o embaixador Nedilson Jorge destacou que a política exter-na brasileira tem envidado esforços para promover o for-talecimento do comércio inter-regional.
"O maior exemplo disso é o Acordo de Comércio Prefe-rencial Mercosul-SACU. O Acordo entrou em vigor em 10 de Abril de 2016 e engloba 1.026 linhas tarifárias
oferta-das pela SACU e 1.076 ofer-tadas pelo Mercosul, com margens de preferência de 10%, 25%, 50% e 100%", explicou.
Nesse sentido, diversas áreas produtivas do Mercosul passaram a beneficiar-se de preferências comerciais com a África Austral, como é o ca-so dos setores químico, têxtil, siderúrgico, plástico, automó-vel, electrónico e de bens de capital, além de produtos agrí-colas, concluiu o diplomata.
Nedilson Jorge é embaixador do Brasil na África do Sul des-de 2016. Em trinta anos des-de carreira diplomática, serviu nas embaixadas do Brasil em Roma, Santiago e Buenos Aires, além de ter sido diretor do Departamento da África do Itamaraty durante seis anos (2010-2016).
A Embaixada do Brasil na África do Sul estima que a co-munidade brasileira na África do Sul abranja 2 mil pessoas, incluindo empresários e fun-cionários de empresas multi-nacionais.