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RELATÓRIO E CONTAS ANUAL 31 DE DEZEMBRO DE 2007

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RELATÓRIO E CONTAS ANUAL

31 DE DEZEMBRO DE 2007

BPN

VALORIZAÇÃO

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 2.28 1. RELATÓRIO DE GESTÃO... 3 ENQUADRAMENTO ECONÓMICO ...3 COMERCIALIZAÇÃO ...5 EVOLUÇÃO DO FUNDO...6 POLÍTICA DE INVESTIMENTOS ...7

EVOLUÇÃO DE COTAÇÃO E PARTICIPANTES...9

RENDIBILIDADE E RISCO...11

2. BALANÇO... 12

3. CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS... 13

4. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ... 14

5. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS MONETÁRIOS ... 15

6. NOTAS ... 16

INTRODUÇÃO...16

BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS ...16

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 3.28

1. RELATÓRIO DE GESTÃO

ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

O segundo semestre de 2007 ficou marcado pela incerteza quanto às perspectivas de evolução da economia mundial para 2008. A falta de confiança e de liquidez no mercado de crédito continuou a fazer-se sentir, forçando injecções de liquidez por parte dos Bancos Centrais e a permanência de prémios de risco elevados, os preços das commodities continuaram a sua tendência de alta, particularmente o petróleo e as de base alimentar, somando dúvidas quanto ao comportamento das taxas de inflação.

A incerteza quanto à magnitude do impacto que a crise no mercado imobiliário poderá ter no crescimento da economia dos Estados Unidos nos próximos trimestres e seus eventuais efeitos de contágio à evolução do crescimento económico no resto do Mundo marcaram o período e provavelmente vão também merecer a atenção dos investidores durante o primeiro semestre de 2008.

Em termos macroeconómicos as atenções estão centradas nos Estados Unidos sendo que a generalidade dos analistas antevê um abrandamento económico forte nos próximos trimestres, alguns sublinhando mesmo a hipótese de recessão, motivada por um forte abrandamento no crescimento do consumo privado. De facto, a economia americana debate-se com uma grave crise no sector imobiliário residencial resultante de um excesso de oferta e uma tendência forte de quebra de preços, o que, para além das dificuldades óbvias por que está a passar o sector da construção – quebra de resultados das empresas e redução da força de trabalho alocada a esse sector – tem ainda um impacto significativo em relação ao poder aquisitivo das famílias, que nos últimos anos utilizaram grande parte do aumento do valor das suas casas para, através de refinanciamentos, aumentarem os seus níveis de consumo. Esta situação, com a queda dos preços no imobiliário, em termos agregados, deixou de ser possível.

Outro importante factor negativo para o consumo privado relaciona-se com o apertar dos critérios para a concessão de crédito às famílias, fruto de uma maior aversão ao risco por parte das instituições financeiras derivado da deterioração dos níveis de riqueza das famílias provocado pela queda de preços dos seus imóveis.

Por outro lado, os efeitos da crise imobiliária continuaram a fazer-se sentir também no sector bancário americano, levando as instituições financeiras mais representativas a ter de assumir perdas elevadas nas suas carteiras de produtos estruturados de crédito. Esse facto, que deteriora os rácio prudenciais das instituições e as torna mais avessas ao risco, para além de apertar os critérios de concessão de novos créditos, provoca também um aumento do prémio de risco exigido, o que se traduz em taxas de juro mais altas para as famílias e empresas, aumentando os receios de um período de mais fraco desempenho empresarial agregado, com os consequentes efeitos negativos sobre a economia real e o crescimento do produto.

Como factores positivos é de salientar o momento de fraqueza do dólar em relação à generalidade das divisas e uma procura externa forte, em particular dos mercados emergentes, uma combinação que parece estar a impulsionar o sector exportador, tendo-se vindo a assistir a um aumento quer do emprego quer dos níveis de investimento, o que pode ajudar a mitigar os efeitos negativos em outras componentes do produto, no entanto o papel do comércio externo na economia americana é relativamente modesto.

O ano de 2007 mostrou sinais de abrandamento a vários níveis nos EUA, com destaque novamente para as áreas mais ligadas à construção residencial. Contudo, também em termos de investimento ou construção não residencial surgiram progressivamente sinais de enfraquecimento. Adicionalmente, indicadores que reagem com algum desfasamento, como é o caso da taxa de desemprego, parecem agora confirmar o abrandamento em curso na economia dos EUA. Esta deterioração no mercado de trabalho constitui não só uma indicação em como a Reserva Federal deverá prolongar o seu ciclo de descida das suas taxas de juro de referência, como dela dependerá que tipo de abrandamento acabará por ser observado no consumo privado e consequentemente no crescimento da economia.

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 4.28

A principal questão que se coloca é a forma como as restantes economias mundiais vão suportar um período de menor desempenho Americano. A Europa continuou no quarto trimestre o seu bom momento económico, impulsionado principalmente pela economia alemã e beneficiando de um crescimento sustentado da procura interna e pela procura dos mercados emergentes, particularmente da Rússia e da China. No entanto, e apesar de uma situação macroeconómica significativamente melhor que a dos Estados Unidos, há alguns factores que poderão ter influência negativa nos próximos trimestres.

Em primeiro lugar a crise nos mercados de crédito internacionais levou também no sistema financeiro europeu a prémios de risco mais elevados e a práticas de crédito mais conservadoras por parte dos bancos, o que deverá provocar algum impacto no sector empresarial e no consumo privado. Os mais recentes indicadores de confiança dos consumidores em vários países europeus já denotam essa tendência.

Por outro lado e apesar da exposição da economia europeia à economia Americana ter vindo a cair nos últimos anos, ela ainda é muito significativa e um abrandamento económico americano mais prolongado deverá também contribuir para uma mais fraca performance europeia quer directamente, quer por via indirecta ao reduzir também as perspectivas económicas de importantes parceiros comerciais.

Outra situação que pode ter impacto negativo é o comportamento recente da taxa de inflação na generalidade das economias europeias. As taxas permanecem elevadas principalmente fruto do elevado preço dos produtos petrolíferos e alimentares. Este factor, caso persista, pode condicionar de alguma maneira a resposta que o Banco Central Europeu (BCE) poderá dar caso se verifique uma situação de abrandamento económico mais forte ou prolongado, inibindo uma política agressiva de corte de taxas de juro de referência, à semelhança da que a Reserva Federal norte-americana já iniciou. Maiores dificuldades para BCE prosseguir uma acção mais agressiva de corte de taxas motivada pelos receios quanto ao comportamento da inflação, pode, por outro lado, continuar a sustentar a força do Euro em relação ao Dólar, com os consequentes efeitos negativos sobre os sectores exportadores europeus.

A economia Chinesa continuou em bom momento, sem dar sinais de abrandamento impulsionada principalmente pela procura externa. Sinais inflacionários começam a aparecer especialmente nas componentes de energia e alimentares. A Rússia e o Brasil continuam também com um desempenho económico forte, beneficiando do ciclo de alta de preços das commodities e do seu efeito na dinâmica de procura doméstica.

A economia Japonesa, após uma primeira metade do ano animadora, quer ao nível da performance empresarial quer ao nível da procura privada, debate-se agora com perspectivas menos optimistas, de facto, tendo uma economia cíclica, muito dependente do comportamento das exportações e com uma procura interna que há já vários anos não exibe taxas de crescimento significativo, a economia japonesa é bastante dependente do comportamento da procura externa, em particular da dos Estados Unidos, o que pode indiciar que, face ao abrandamento económico esperado neste último, o crescimento económico japonês também seja afectado nos próximos dois ou três trimestres, deteriorando os resultados das empresas e colocando pressão extra na procura doméstica.

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 5.28

COMERCIALIZAÇÃO

O BPN Valorização, lançado em 3 de Setembro de 1999, é um Fundo Misto de Acções comercializado nas Agências do Banco Português de Negócios S.A., que é simultaneamente a Entidade Depositária. Desde Abril de 2002 passou a ter um canal alternativo de comercialização: os balcões da Fincor – Sociedade Corretora, S.A..

A política comercial para colocação do Fundo ao longo do ano de 2008, deverá pautar-se por um dinamismo moderado, alicerçada numa formação cuidada da força comercial.

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 6.28

EVOLUÇÃO DO FUNDO

Em 31 de Dezembro de 2007, o BPN Valorização apresentava um Valor Líquido Global de € 6,213,906, pelo que se verificou no período em análise, um forte acréscimo do património líquido do Fundo de cerca de 9.59%.

O gráfico seguinte reflecte a evolução do Valor Líquido Global do Fundo desde o seu lançamento:

0 500 1,000 1,500 2,000 2,500 3,000 3,500 4,000 4,500 5,000 5,500 6,000 6,500 7,000 7,500 Se t-9 9 De z -9 9 Ma r-0 0 J un-00 Se t-0 0 De z -0 0 Ma r-0 1 J un-01 Se t-0 1 De z -0 1 Ma r-0 2 J un-02 Se t-0 2 De z -0 2 Ma r-0 3 J un-03 Se t-0 3 De z -0 3 Ma r-0 4 J un-04 Se t-0 4 De z -0 4 Ma r-0 5 J un-05 Se t-0 5 De z -0 5 Ma r-0 6 J un-06 Se t-0 6 De z -0 6 Ma r-0 7 J un-07 Se t-0 7 De z -0 7 (m il har es de eur os )

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 7.28

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

O ano de 2007 foi marcado por uma forte valorização dos mercados accionistas na primeira metade do ano, com especial destaque para os mercados emergentes, tendo a volatilidade e incertezas várias marcado a segunda metade. A crise nos mercados de crédito que se desenvolveu a partir de Julho influenciou negativamente as expectativas dos investidores e teve como consequência a erosão de grande parte dos ganhos acumulados no primeiro semestre do ano. Os mercados emergentes avançaram 30,4%, tendo a Europa registado um ganho de 3,30% e os EUA registado ganhos de 5,50%. O contexto de elevada volatilidade e de receio em relação a situação nos mercados de crédito hipotecário nos Estados Unidos aliados a pressões inflacionistas crescentes derivadas da continuada subida dos preços do petróleo e restantes matérias primas condicionou a confiança dos investidores e exigiu medidas de corte de taxas de juro de referência e de injecção de liquidez nas economias por parte dos bancos centrais, que assim visaram minorar alguma convulsão surgida nos mercados.

Estes foram os temas centrais que tiveram maior impacto na evolução do mercado accionista ao longo de 2007:

ƒ No mercado imobiliário americano, após o extraordinário momento que constituiu a última década para o sector da construção de habitações, em 2007 continuou o movimento de correcção nesta área tradicionalmente cíclica da economia. Encontrando-se em plena fase descendente do seu ciclo, o mercado imobiliário, constituiu um importante factor negativo para o crescimento da economia. O actual período negativo poderá prolongar-se, com as expectativas actuais do mercado a estarem concentradas numa recuperação apenas a partir do terceiro trimestre de 2008;

ƒ A crise no mercado de crédito hipotecário americano, com ramificações severas ao sistema financeiro internacional, levou a prémios de risco mais elevados e a práticas de crédito mais conservadoras por parte dos bancos, afectando quer o consumidor individual quer o regular desenvolvimento da actividade das empresas americanas e em alguma medida nas europeias, factores que se começaram a evidenciar no final do ano.

ƒ A China e a Índia continuaram a apresentar taxas de crescimento económico fortes, contrariando alguns economistas que perspectivavam um abrandamento económico nestas regiões. A China deverá inclusive ter registado em 2007 uma taxa de crescimento superior ao ano de 2006, no entanto as perspectivas para 2008 deverão também sofrer algum abrandamento. ƒ A recuperação económica da Alemanha, espelhada no ressurgimento do mercado imobiliário residencial e comercial e no

aumento das exportações deste país, tem arrastado o resto da União Europeia. O indicador de sentimento da actividade do instituto IFO, no entanto terminou o ano em valores que sugerem que uma fase de abrandamento da economia alemã pode estar no horizonte.

ƒ O Japão foi a grande desilusão de 2007, com o mercado accionista a corrigir mais de 11% após um ano de 2006 onde realizou ganhos de menos de 2%.

ƒ Os sectores e empresas ligadas ao ciclo de alta das matérias-primas foram quem mais avançaram em 2007, fruto de uma tendência estrutural de crescimento da procura de matérias-primas de base, especialmente petróleo, metais e de base alimentar. % do índice.

As obrigações de governo americanas registaram uma outperformance significativa face às suas congéneres europeias. Enquanto as obrigações de governo europeias valorizaram 1.8% (Índice EFFA Eugatr) as americanas ganharam 9.09% (Índice EFFA Usgatr). Para esta outperformance contribuiu, nomeadamente, a alteração do discurso por parte do FED e início do corte das taxas de juro nos EUA por contraponto a uma atitude mais restritiva por parte do BCE, que prolongou ao longo do ano a subida de taxas, ou no limite a manutenção das mesmas no segundo semestre em consequência da crise de mercado. As taxas de referência nos EUA oscilaram entre 5.25% e 4.25% e na Europa entre 3.5% e 4%.

A curva de rendimentos americana, que é frequentemente utilizada como indicador de recessões económicas, permaneceu ligeiramente invertida durante a primeira metade do ano sendo que na segunda metade assistimos a um forte steepening. Este movimento é inicialmente explicado pela fuga para a qualidade e numa segunda fase pela expressiva política monetária da Reserva Federal Norte Americana.

Os mercados de crédito, passaram por duas fases de tendência distintas ao longo do ano. No primeiro semestre verificou-se a manutenção das condições herdadas dos últimos anos, isto é, o adicional estreitamento de spreads para níveis mínimos em termos históricos; valorização das classes de activos de Investment Grade e High Yield de uma forma consistente e continuada, níveis de volatilidade em mínimos. A segunda metade do ano, em contrapartida, revelou-se bastante volátil, com a

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 8.28

atenção focada nos problemas de subprime nos Estados Unidos, instalou-se no mercado uma profunda instabilidade e desconfiança dos investidores devido a fala de informação em relação á exposição á classe. O mercado apresentou-se extremamente ilíquido perante a ameaça de estruturas de crédito serem forçadas a desfazer posições num momento de maior pressão. O mercado primário reduziu drasticamente a sua actividade agravando a dificuldade de acesso ao crédito.

O mercado de obrigações de mercados emergentes terminou o ano com uma rentabilidade equivalente ao carry dos activos que compõe o seu principal índice (o EMBI+), ou seja, cerca de 6.45%. O nível de spreads face às obrigações do Governo dos Estados Unidos da América, sofreu no ano um alargamento de 42 bp, resultante da subida generalizada das yields das obrigações de Governos. Os fundamentais de crédito das economias emergentes continuam positivos e as commodities obtiveram um desempenho francamente positivo. Não obstante esta classe de activos ser denominada actualmente por alguns analistas como um “porto seguro”, esta denominação apenas se aplica à dívida de Governos uma vez que a crise de crédito tem afectado igualmente a dívida de empresas de países emergentes.

Num cenário de instabilidade e incerteza a curto prazo, os activos de maior risco, ou seja, a dívida subordinada, é mais penalizada e apresenta maior volatilidade. Deste modo, a curto prazo aposta-se na redução da dívida subordinada e privilegia-se a compra de dívida sénior com maturidades curtas. Estas obrigações, apesar das maturidades curtas, apreprivilegia-sentam bons níveis de rentabilidade e menor volatilidade. A médio prazo espera-se a recuperação da economia e do sector financeiro do impacto da crise do subprime norte-americano, sendo esta a altura para comprar activos com mais risco tirando partido da recuperação do mercado financeiro.

O Fundo recorreu à utilização de produtos derivados no sentido de gerir activamente dois tipos de risco: o risco sistemático inerente ao mercado accionista e o risco cambial. Em termos de risco sistemático, recorreu-se a futuros de índices com o intuito de obter exposição adicional ao segmento, dentro dos limites legais e sem recurso a alavancagem.

Em 31 de Dezembro de 2007, o BPN Valorização apresentava a seguinte Composição da Carteira de Aplicações:

Obrigações 31.6% Curto Prazo 10.8% Acções 57.6%

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 9.28

EVOLUÇÃO DE COTAÇÃO E PARTICIPANTES

O BPN Valorização apresentou em 2007 uma rentabilidade efectiva líquida de 0.22%, depois dos 8.04% registados em 2006. No gráfico seguinte apresenta-se a Evolução das Cotações desde o lançamento do Fundo:

4.7 4.9 5.1 5.3 5.5 5.7 5.9 6.1 6.3 6.5 6.7 6.9 7.1 7.3 7.5 Se t-9 9 De z -9 9 M a r-0 0 J u n-00 Se t-0 0 De z -0 0 M a r-0 1 J u n-01 Se t-0 1 De z -0 1 M a r-0 2 J u n-02 Se t-0 2 De z -0 2 M a r-0 3 J u n-03 Se t-0 3 De z -0 3 M a r-0 4 J u n-04 Se t-0 4 De z -0 4 M a r-0 5 J u n-05 Se t-0 5 De z -0 5 M a r-0 6 J u n-06 Se t-0 6 De z -0 6 M a r-0 7 J u n-07 Se t-0 7 De z -0 7 (eur os )

No período em análise o Número de Unidades de Participação em Circulação registou um acréscimo face ao final de Dezembro de 2006 de 9.35%.

O gráfico em anexo mostra a evolução do número de Unidades de Participação desde o lançamento do Fundo:

245,000 325,000 405,000 485,000 565,000 645,000 725,000 805,000 885,000 965,000 1,045,000 1,125,000 1,205,000 Se t-9 9 De z -9 9 M a r-0 0 Ju n -0 0 Se t-0 0 De z -0 0 M a r-0 1 Ju n -0 1 Se t-0 1 De z -0 1 M a r-0 2 Ju n -0 2 Se t-0 2 De z -0 2 M a r-0 3 Ju n -0 3 Se t-0 3 De z -0 3 M a r-0 4 Ju n -0 4 Se t-0 4 De z -0 4 M a r-0 5 Ju n -0 5 Se t-0 5 De z -0 5 M a r-0 6 Ju n -0 6 Se t-0 6 De z -0 6 M a r-0 7 Ju n -0 7 Se t-0 7 De z -0 7

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 10.28

O número de participantes baixou em 2007, período no qual o rácio Unidades de Participação / Número de Participantes passou de 3,968 a 31 de Dezembro de 2006, para 4,028 a 31 de Dezembro de 2007.

O gráfico seguinte apresenta a evolução do Número de Participantes desde o lançamento do Fundo:

0 40 80 120 160 200 240 280 320 Se t-9 9 De z -9 9 M a r-0 0 Ju n-0 0 Se t-0 0 De z -0 0 M a r-0 1 Ju n-0 1 Se t-0 1 De z -0 1 M a r-0 2 Ju n-0 2 Se t-0 2 De z -0 2 M a r-0 3 Ju n-0 3 Se t-0 3 De z -0 3 M a r-0 4 Ju n-0 4 Se t-0 4 De z -0 4 M a r-0 5 Ju n-0 5 Se t-0 5 De z -0 5 M a r-0 6 Ju n-0 6 Se t-0 6 De z -0 6 M a r-0 7 Ju n-0 7 Se t-0 7 De z -0 7

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 11.28

RENDIBILIDADE E RISCO

O gráfico seguinte apresenta o Rendibilidade do Fundo desde o seu lançamento:

Rendibilidade -15.00% -10.00% -5.00% 0.00% 5.00% 10.00% 15.00% 20 00 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007

As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 6 (risco máximo).

O BPN Valorização tem mantido um nível médio de Risco desde o seu lançamento, como se verifica no quadro seguinte:

Risco Anos Rendibilidade % Nível 2000 -5.31% 9.65% 3 2001 -8.96% 9.04% 3 2002 -11.33% 9.99% 3 2003 14.13% 7.37% 3 2004 4.41% 6.28% 3 2005 6.56% 5.56% 3 2006 8.41% 6.77% 3 2007 0.22% 8.03% 3 Porto, 28 de Fevereiro de 2008

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 12.28

2. BALANÇO

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 13.28

3. CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 14.28

4. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 15.28

5. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS MONETÁRIOS

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 16.28

6. NOTAS

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 (montantes expressos em Euros)

INTRODUÇÃO

A constituição do Fundo BPN Valorização - Fundo de Investimento Aberto Misto de Acções foi autorizada por deliberação do Conselho Directivo da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, de 23 de Julho de 1999, tendo iniciado a sua actividade em 3 de Setembro de 1999 como um Fundo de Investimento Mobiliário Aberto, constituído por prazo indeterminado.

O Fundo é administrado, gerido e representado pela BPN Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A., sendo as funções de banco depositário exercidas pelo Banco Português de Negócios, S.A..

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida pelo Plano Contabilístico dos Fundos de Investimento Mobiliário e aquelas notas cuja numeração se encontra ausente não são aplicáveis ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

.

BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos registos contabilísticos do Fundo mantidos de acordo com o Plano Contabilístico dos Fundos de Investimento Mobiliário, estabelecido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e regulamentação complementar emitida por esta entidade, na sequência das competências que lhe foram atribuídas pelo Decreto-Lei n.º 252/2003, de 17 de Outubro.

As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras, foram as seguintes:

a) Especialização de exercícios:

O Fundo regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios, pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente do momento do seu recebimento ou pagamento.

Os juros de aplicações são registados como proveitos pelo montante bruto na rubrica “Juros e proveitos equiparados”, sendo o montante respectivo dos impostos retidos na fonte reflectido como custo na rubrica “Impostos”.

No momento da aquisição de títulos, os juros corridos até esta data são registados na rubrica “Proveitos a receber”. Adicionalmente, a periodização dos juros a receber destes títulos é efectuada desde o início do período de contagem de juros dos mesmos e reconhecida como proveito na rubrica “Juros e proveitos equiparados”.

b) Aplicações em Bilhetes de Tesouro e em papel comercial

Os Bilhetes do Tesouro com carácter de liquidez, ou seja, com prazo de vencimento residual inferior a três meses (incluindo os adquiridos com acordo de revenda) são registados na rubrica “Disponibilidades” e aqueles que não tenham carácter de liquidez, bem como o papel comercial, são registados na rubrica “Carteira de títulos”.

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 17.28

Os Bilhetes de Tesouro e as aplicações em papel comercial emitidos a desconto são registados ao custo de aquisição e a diferença entre o valor nominal e o custo de aquisição, que constitui a remuneração do Fundo, é reconhecida contabilisticamente como proveito ao longo do período compreendido entre a data de aquisição e a data de vencimento dos títulos.

c) Carteira de títulos

As compras de valores mobiliários são registadas, pelo valor efectivo de aquisição.

Os valores mobiliários em carteira, negociados em bolsas de valores ou noutros mercados regulamentados, são avaliados ao seu valor de mercado, de acordo com o definido no art. 57º do Decreto-Lei n.º 252/2003, de 17 de Outubro.

No que respeita a valores mobiliários admitidos à cotação ou negociação, no mercado regulamentado ou especializado, o critério para efeitos de valorização dos activos que integram o património do Fundo bem como para determinação da composição da carteira é:

o para efeitos da valorização dos instrumentos financeiros de derivados utilizados exclusivamente para cobertura cambial será o das 13 horas e 15 minutos, hora de Lisboa.

o para efeitos da valorização dos restantes activos que integram o património do Fundo corresponde às 17 horas de Lisboa (momento adiante designado como “momento de referência”). A determinação da composição da carteira tem em conta todas as transacções efectuadas até esse momento.

o os activos do Fundo expressos em moeda estrangeira, serão valorizados diariamente tendo por base as cotações indicativas divulgadas pelo Banco de Portugal, ou, na inexistência destas, pela utilização das cotações fornecidas por agências internacionais de informação financeira mundialmente reconhecidas, como sejam a Reuters, Bloomberg ou Moneyline Telerate.

No que respeita a valores mobiliários não cotados, o Fundo não investirá em acções não cotadas.

A valorização dos valores mobiliários das unidades de participação e instrumentos derivados admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base na última cotação conhecida no “momento de referência”; não havendo cotação do dia em que se esteja a proceder à valorização, ou não podendo a mesma ser utilizada, designadamente por ser considerada não representativa, tomar-se-á em conta a última cotação de fecho conhecida, desde que a mesma se tenha verificado nos 15 dias anteriores ao dia em que se esteja a proceder à valorização.

Tratando-se de valores representativos de dívida admitidos à negociação no mercado regulamentado, caso os preços praticados em mercado não sejam considerados representativos, podem ser considerados para efeito de avaliação: as ofertas de compra firmes ou na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Sociedade Gestora, nos termos dos artigos 20.º e 21.º do Código dos Valores Mobiliários.

Quando a última cotação tenha ocorrido há mais de 15 dias, os valores mobiliários e instrumentos derivados são considerados como não cotados para efeitos de valorização, aplicando-se o disposto na seguinte alínea.

A valorização de valores mobiliários das unidades de participação e instrumentos derivados não admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base nos seguintes critérios:

o as ofertas de compra firmes ou na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Sociedade Gestora, nos termos dos artigos 20.º e 21.º do Código dos Valores Mobiliários;

o modelos teóricos de avaliação, que a Sociedade Gestora considere mais apropriados atendendo às características do activo ou instrumento derivado.

Os valores representativos de dívida de curto prazo serão avaliados com base no reconhecimento diário do juro inerente à operação.

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 18.28

Para a valorização das unidades de participação não admitidas à negociação dos fundos de investimento que compõem a carteira, será considerado o último valor conhecido e divulgado pela respectiva entidade gestora no dia de valorização do Fundo e disponível no “momento de referência”.

As mais e menos–valias potenciais apuradas de acordo com os critérios de valorização descritos anteriormente, são reconhecidas na demonstração de resultados do exercício nas rubricas “Ganhos em operações financeiras” ou “Perdas em operações financeiras”, por contrapartida das rubricas “Mais-valias” e “Menos-valias” do activo.

d) Valorização das Unidades de Participação

O valor de cada Unidade de Participação é calculado dividindo o Valor Líquido do Património do Fundo pelo número de Unidades de Participação em circulação. O Valor Líquido do Património corresponde ao somatório das rubricas “Capital do Fundo” (Nota 1).

A rubrica “Variações patrimoniais” resulta da diferença entre o valor de subscrição ou resgate relativamente ao valor base da Unidade de Participação, na data de subscrição ou resgate. A diferença apurada é repartida entre a fracção imputável a exercícios anteriores e a parte atribuível ao exercício (Nota 1).

e) Comissão de Gestão

Esta comissão corresponde à remuneração da sociedade responsável pela gestão do património do Fundo e, de acordo com o Decreto-Lei n.º252/2003, de 17 de Outubro, constitui um encargo do Fundo. De acordo com o regulamento de gestão do Fundo, esta comissão é calculada por aplicação de uma taxa anual de 1% sobre o Valor do Património Líquido diário do Fundo. A sua liquidação é efectuada mensalmente e registada como custo na rubrica “Comissões” da demonstração de resultados.

f) Comissão de depósito

Esta comissão corresponde à remuneração do banco depositário e, de acordo com o Decreto-Lei n.º252/2003, de 17 de Outubro, constitui um encargo do Fundo. De acordo com o regulamento de gestão do Fundo, esta comissão é calculada, por aplicação de uma taxa de 0,5% sobre o Valor do Património Líquido diário do Fundo, sendo a sua liquidação efectuada mensalmente e registada como custo na rubrica “Comissões” da demonstração de resultados.

g) Provisões para crédito vencido

Visam cobrir as perdas potenciais associadas à incobrabilidade de créditos que possam resultar de incumprimentos no pagamento de obrigações ou juros vencidos e são calculadas mediante uma avaliação dos valores mobiliários com serviço de dívida em atraso (capital e juros), de acordo com o princípio da prudência e tendo em consideração as perspectivas que o devedor apresenta para a sua regularização.

h) Operações expressas em moeda estrangeira

Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira são convertidos em Euros com base nos câmbios obtidos às 17 horas de Lisboa pela consulta do sistema de informação da Bloomberg. As diferenças resultantes da reavaliação cambial são reflectidas na demonstração de resultados do exercício.

Os proveitos e custos relativos às transacções em moeda estrangeira registam-se no período em que ocorrem.

i) Operações em produtos derivados

Os contratos a prazo de divisas (“Forwards”) são reflectidos na posição cambial a prazo e em rubricas extrapatrimoniais. Os montantes reflectidos na posição cambial a prazo são reavaliados diariamente em função das cotações do mercado a prazo implícitas para cada operação, sendo os lucros ou prejuízos reconhecidos na demonstração de resultados do exercício nas rubricas “Ganhos em operações financeiras” e “Perdas em operações financeiras”.

Na data do vencimento, o movimento nas contas de posição cambial é saldado por contrapartida de disponibilidades e anulado o registo em rubricas extrapatrimoniais.

(19)

Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 19.28

1. CAPITAL DO FUNDO

O Património do Fundo está formalizado através de Unidades de Participação, desmaterializadas, em regime de co-propriedade aberto aos participantes titulares de cada uma das unidades, com um valor inicial de subscrição de 4,988 euros cada. O preço de subscrição e de reembolso das Unidades de Participação é calculado com base no Valor do Património Líquido do Fundo por Unidade de Participação, no dia em que são subscritas ou é solicitado o seu resgate, respectivamente.

Os movimentos ocorridos no capital do Fundo durante o ano de 2007, apresentam o seguinte detalhe:

À data de 31 de Dezembro de 2007 registam-se 1,155.83552 unidades de participação com pedido de resgate em curso.

(20)

Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 20.28

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 21.28

2. VOLUME DE TRANSACÇÕES DO EXERCÍCIO

‰ Transacção de Valores Mobiliários em 2007:

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 22.28

3. CARTEIRA DE TÍTULOS

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 24.28

*Em 31 de Dezembro de 2006 e 2007, a margem inicial em futuros de moeda e de cotações, no valor de 62,331.14 e 65,643.46 euros, estava reflectida na rubrica "Depósitos à ordem"

5. RESULTADOS OBTIDOS

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 25.28

9. IMPOSTOS

Em conformidade com o artigo 19.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, os rendimentos obtidos pelos fundos de investimento mobiliários em território português, que não sejam mais valias, são tributados por retenção na fonte, como se de pessoas singulares se tratassem. As mais valias realizadas são tributadas nas mesmas condições das auferidas por pessoas singulares.

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 26.28

10. RESPONSABILIDADES COM E DE TERCEIROS

Em 31de Dezembro de 2007 esta rubrica tem a seguinte composição:

11. COBERTURA AO RISCO CAMBIAL

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 27.28

12. EXPOSIÇÃO AO RISCO DE TAXA DE JURO

Em 31de Dezembro de 2007 esta rubrica tem a seguinte composição:

13. COBERTURA DO RISCO DE COTAÇÕES

Em 31de Dezembro de 2007 esta rubrica tem a seguinte composição:

15. TABELA DE CUSTOS

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Relatório e Contas Anual 2007 _ BPN Valorização 28.28

7. PARECER DO AUDITOR EXTERNO

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Referências

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