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BRENO VINICIUS DOS SANTOS MEIRELES, Captação de águas pluviais em um edifício comercial em Sinop – MT

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

BRENO VINICIUS DOS SANTOS MEIRELES

CAPTAÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS EM UM EDIFÍCIO COMERCIAL EM SINOP – MT

SINOP – MT 2018/02

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2 BRENO VINICIUS DOS SANTOS MEIRELES

CAPTAÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS EM UM EDIFÍCIO COMERCIAL EM SINOP – MT

Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil. Prof. Orientador: Vinicius Gonsales Dias.

SINOP – MT 2018/02

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3 LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Distribuição dos recursos hídricos no Brasil ...17 Tabela 2 – Demandas médias para abastecimento urbano ...20 Tabela 3 – Exemplo da tabela de dimensionamento no Excel ...25

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4 LISTA DE EQUAÇÕES

Equação 1 – Cálculo da Vazão do Projeto ...24

Equação 2 – Cálculo do dimensionamento das calhas ... 24

Equação 3 – Cálculo do reservatório pelo método inglês ... 25

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5 LISTA DE FIGURAS

Figura 1- Volume total de água no mundo ... 17 Figura 2 - Precipitação acumulada entre 03 de agosto de 2018 a 03 de novembro de 2018. ... 18

Figura 3 – Ciclo da Água ... 19 Figura 4 – Demanda de Água para abastecimento urbano em 2025... 21

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6 LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ANA – Agência Nacional das Águas

BBC – British Broadcasting Corporation

CETESB – Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo CNRH – Conselho Nacional de Recursos Hídricos

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INMET – Instituto Nacional de Meteorologia

INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais NBR – Norma Brasileira

OMS – Organização Mundial da Saúde ONU – Organização das Nações Unidas

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7 Dedico este trabalho primeiramente a Deus, por ser essencial a minha vida; à minha esposa Eunice, que sempre esteve me auxiliando nesta jornada; à minha mãe Lindalva; meu pai Bernardo (in memoriam), que infelizmente não pode estar presente neste momento importante da minha vida; e a meus irmãos Brenda e Bernardo. Por fim, aos amigos e professores, pelo incentivo e apoio constantes.

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8 AGRADECIMENTOS

A Deus por ter me dado saúde e força para superar as dificuldades.

Agradeço à universidade UNEMAT – Campus de Sinop, por me proporcionar um ambiente criativo e amigável para os estudos. Sou grato à cada membro do corpo docente, à direção e a administração dessa instituição de ensino.

Ao meu orientador prof Vinicius Gonsales, pelo suporte no tempo que lhe coube, pelas suas correções e incentivos.

Á minha família, especialmente minha esposa, mãe e irmãos, pelo amor, incentivo e apoio incondicional.

Agradeço também ao seu Clóvis, um grande amigo que me ajudou em muitas dificuldades ao longo desses anos.

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9 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Título: Captação de águas pluviais em um edifício comercial em Sinop – MT. 2. Tema: Reaproveitamento de águas pluviais.

3. Delimitação do Tema: Um estudo sobre o reaproveitamento da chuva em edifícios comerciais em Sinop – MT.

4. Proponente(s): Breno Vinicius dos Santos Meireles. 5. Orientador(a): Vinicius Gonsales Dias.

6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso. 7. Público Alvo: Edifícios comerciais.

8. Localização: Sinop – MT. 9. Duração: 12 meses.

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10 SUMÁRIO 2. PROBLEMATIZAÇÃO ... 13 3. JUSTIFICATIVA ... 14 4. OBJETIVOS ... 15 4. 1. OBJETIVO GERAL ... 15 4. 2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 15 5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 16 5. 1. SUSTENTABILIDADE ... 16 5. 2. ÁGUA:CONSIDERAÇÕES INICIAIS ... 16

5. 2. 1. Água doce no mundo ... 16

5. 2. 2. Chuva ... 17

5. 2. 3. A Cidade ... 18

5. 2. 4. O Ciclo da água ... 19

5. 3. PROTEÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS ... 19

5. 4. DEMANDA DE ÁGUA ... 19

5.5. ÁGUA DE REÚSO ... 21

5. 6. CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA ... 22

6. METODOLOGIA ... 23

6. 1. DIMENSIONAMENTO DE CALHAS E CONDUTORES ... 23

6. 2. DIMENSIONAMENTO DO RESERVATÓRIO ... 24

6. 3. ANÁLISE DE VIABILIDADE ... 25

6. 4. NORMAS BRASILEIRAS UTILIZADAS PARA ESTAS ANÁLISES ... 25

7. CRONOGRAMA ... 26

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11 1. INTRODUÇÃO

A água é um elemento biológico essencial à manutenção da vida na Terra. Porém, apesar de ser abundante, apenas uma pequena porcentagem é constituída por água potável. A maior parte, não consumível, é salgada ou encontra – se em forma de gelo.

Segundo Hogan, ano após ano, devido ao aumento da população, há aumento no consumo de água. E inversamente a isso, a água potável é um recurso finito, e que não se distribui uniformemente na superfície terrestre. Isso aponta a necessidade de nos preocuparmos com a escassez de água, pois a demanda cresce em um ritmo insustentável.

Segundo Decicino (2007), pela água doce ter se tornado um problema que atinge a todos os continentes, foi criada pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 2004, o Dia Mundial da Água, comemorada anualmente na data 22 de março.

“A captação da água da chuva, não é uma novidade, nada mais é que reutilizar ou reaproveitar a água, que muitas vezes vai para os esgotos sendo que poderia ser usada para meios não potáveis” (ANTONIO, 2017, pg 5).

De acordo com o G1, Tangará da Serra – MT sofreu com a falta de água em 2016. O nível baixo do Rio Queima – Pé, somado com a falta de chuvas da região, acarretou em uma crise de abastecimento e distribuição de água por cerca de um mês. O problema também ocasionou em preços abusivos de água à população.

Na visão do MPE – MT, Cuiabá corre o risco de sofrer uma grave crise hídrica em 5 anos. Nascentes foram degradas e é quase impossível de recuperar. Cerca de 82% das 188 nascentes catalogados pelo Projeto Água para o Futuro estão degradadas.

Uma crise hídrica (2014) atingiu o estado de São Paulo, poucas vezes vista na história do local, pegando a todos de surpresa e deixando o estado em alerta. O caso revelou um problema enraizado em toda a Região nas últimas décadas. Segundo Côrtes et al (2015), o sistema de abastecimento de água da região não sofre apenas de uma deficiência crônica, mas também fica propenso a eventos climáticos como o que ocorrera no verão do ano citado, com forte estiagem e elevadas temperaturas. “A recente crise hídrica no Sudeste foi reveladora das insuficiências e da necessidade de se abandonar o caráter prioritário com que a geração de energia foi historicamente se constituindo” (Galvão; Bermann, 2015).

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12 Fundada em 1335 em uma bacia hidrográfica do lago de Texcoco, a Cidade do México sofre com problemas semelhantes. De acordo com Corona (2014), a porcentagem de desperdício de água através de vazamentos pela rede de distribuição da cidade é de cerca de 40%. Como o Distrito Federal sofre inundações no período chuvoso, sistemas de captação de águas pluviais tornam – se boas soluções.

BBC News (2018) afirma que na Cidade do Cabo, capital legislativa da África do Sul, quatro milhões de pessoas são vítimas da crise hídrica que assola a cidade. E o pior: podem se tornar a primeira metrópole do mundo sem água. Há cerca de três anos as chuvas são escassas por lá, fazendo assim a cidade passar por sua pior seca em um século. A situação esteve tão grave que o governo teve que restringir o consumo diário de água por pessoa, estabelecendo um limite. Lavar carros e encher piscinas tornou – se proibido por conta do racionamento. 70% do consumo de água da Cidade do Cabo é originário de uso doméstico.

Uma das opções para prevenir crises hídricas ou combatê – las é a captação de águas da chuva.

Esse trabalho tem função de apresentar um sistema de captação para uso comercial em Sinop – MT, apresentando os aspectos positivos que a adoção pode resultar, como um sistema amigável ao meio ambiente, de baixa manutenção e de custo viável.

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13 2. PROBLEMATIZAÇÃO

Cerca de 850 milhões de pessoas em todo mundo não tem acesso a água potável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e as secas estão cada vez mais frequentes e severas.

Segundo o relatório da ONU, a escassez de água afetará dois terços da população mundial em 2050. O alerta foi feito e esforços afim de amenizar o gasto individual com água foram feitos. Infelizmente, depois de décadas de desenvolvimento industrial e urbano desenfreado.

A água potável é um recurso finito, e que não se distribui uniformemente na superfície terrestre. Isso aponta a necessidade de nos preocuparmos com a escassez de água, pois a demanda cresce em um ritmo insustentável.

Segundo Demattos (2011), o brasileiro gasta muito mais água do que poderia. Seja pela torneira aberta mais tempo que o necessário; o banho demorado demais ou até mesmo pela água que usamos para lavarmos uma simples xícara de café. De acordo com Teixeira (2007), um terço da população mundial vai sofrer com problemas de abastecimento de água já em 2025.

Então, como solucionar tais problemas, adotando um sistema sustentável (social, econômico e ambientalmente) e que vise trazer benefícios sociais, evitando crises hídricas de forma a trazer menos dependência de água tratada para fins de higienização?

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14 3. JUSTIFICATIVA

Farias (201-?) diz que a água é o recurso ambiental inquestionavelmente mais importante de todos os recursos ambientais. Indispensável à vida na Terra, a água é suporte para as mais diversas atividades econômicas e sociais, como a agricultura, geração de energia, pecuária e abastecimento público.

No Brasil, a escassez de água é muito frequente em diversos estados, principalmente os localizados na Região Nordeste. Segundo Aquino (2012), cerca de 10 milhões de pessoas foram afetadas pela seca.

Edifícios comerciais e/ou instituições de ensino consomem bastante recursos hídricos. Seja pelas limpezas das unidades, que são mais frequentes devido ao grande fluxo de pessoas, ou seja pelo alto número do uso das válvulas de descarga dos banheiros, muita água é utilizada nos processos.

Tendo em vista que muita gente ainda faz mal uso da água, com um pensamento de que a água é um recurso inesgotável, podendo ser utilizado à vontade por estarmos em um país rico em recursos hídricos, o reuso através de captação de águas pluviais torna – se ainda mais importante.

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15 4. OBJETIVOS

4. 1. OBJETIVO GERAL

Estudo de viabilidade de captação de água das chuvas em lava – rápido em Sinop – MT.

4. 2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

✓ Desenvolver um sistema para captar e conduzir a água até o reservatório; ✓ Reduzir o escoamento de água da chuva;

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16 5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5. 1. SUSTENTABILIDADE

Primeiramente é importante salientar a diferença entre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, que por hora se confundem, mas tem conceitos distintos.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), em seu Relatório Brundtland (1987), desenvolvimento sustentável é definido como “aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Já sustentabilidade provém do latim sustentare (sustentar, conservar, cuidar). Segundo Descola (2015), a palavra provém do termo anterior, mas ela não está necessariamente associada ao termo desenvolvimento, considerando alternativas viáveis e ambientalmente corretas, buscando um equilíbrio entre o que a natureza pode nos oferecer.

O conceito de sustentabilidade, assim como do desenvolvimento sustentável, é amparado por três pilares: econômico, social e ambiental. Seu objetivo é manter a harmonia entre os componentes para garantir a integridade do planeta, da natureza e da sociedade no decorrer das gerações. Sendo assim, pensar a sustentabilidade como um conceito único e voltado para a gestão dos recursos naturais finitos é equivocado. Ela vai muito além. (Armcham Brasil ,2017).

5. 2. ÁGUA:CONSIDERAÇÕES INICIAIS 5. 2. 1. Água doce no mundo

Segundo Tomaz (2010, p. 5), no mundo, 97,5% da água constituinte na superfície terrestre é salgada, enquanto somente 2,5% correspondem a porcentagem de água doce restante. Porém, grande parte dessa mesma água doce encontra – se congelada nos polos ou em regiões montanhosas.

Segundo Madeiro (2015), o país que detém a maior reserva de água doce do mundo é o Brasil, com 12% do total existente em todo o planeta. Conforme a Agência Nacional de Águas (ANA) a maior parte dela concentrada onde mora a menor parte da população. A Região Norte apresenta aproximadamente 80% da quantidade total de água doce disponível, mas concentra apenas 5% da população brasileira. Já as regiões litorâneas, que possuem população em número mais elevado, acumulam menos de 3% dos recursos hídricos disponíveis.

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Figura 1- Volume total de água no mundo

Tabela 1- Distribuição dos recursos hídricos no Brasil

REGIÃO CONCENTRAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

DO PAÍS (%) Norte 68,5% Nordeste 3,3% Centro – Oeste 15,7% Sudeste 6% Sul 6,5%

Fonte: IBGE/ Agência Nacional das Águas (2010)

5. 2. 2. Chuva

Considerada muitas vezes como de esgoto, já que passa por telhados de casas e edifícios e vai direto para as bocas de lobo, carregando todo o tipo de impurezas e resíduos dissolvidos nela, levando posteriormente aos rios.

Na maior parte do Brasil, as estações de secas e de chuvas são bem definidas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a região com maior pluviometria anual é a Região Norte, onde a precipitação excede 3000 mm no litoral do Amapá.

97,50% 2,50%

VOLUME TOTAL DE ÁGUA NA TERRA

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18

Figura 2 - Precipitação acumulada entre 03 de agosto de 2018 a 03 de novembro de 2018. Fonte: INMET.

5. 2. 3. A Cidade

Sinop é uma cidade localizada no norte do estado de Mato Grosso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017), possui aproximadamente 135.874 habitantes.

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19 5. 2. 4. O Ciclo da água

A água disponível no planeta Terra pode ser encontrada em três estados: sólido, em forma de gelo; líquida ou gasosa, em forma de vapor. Então podemos definir como o ciclo da água, por vezes chamado também de ciclo hidrológico, como sendo o ciclo que a água faz quando passa de um estado da matéria para outro. A Figura 4 abaixo representa o ciclo hidrológico:

Figura 3 - Ciclo da água. Fonte: Só Biologia (2018)

5. 3. PROTEÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

Segundo Santos (201-?), devido ao desenvolvimento do ser humano ao decorrer das últimas décadas, recursos hídricos mundiais vem sendo atingidos drasticamente. Rios vem sendo “confinados” em seu percurso pela formação de hidrelétricas, com prejuízo do fluxo biológico natural de várias espécies de peixes.

Para proteger o recurso água e manter a ordem, foi criado as leis para impor limites quanto a sua utilização e conservação. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” (Constituição Federal do Brasil, 1988).

5. 4. DEMANDA DE ÁGUA

“Segundo as projeções do ATLAS, as demandas hídricas médias e máximas para abastecimento populacional urbano alcançam valores totais para o País, respectivamente, de

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20 630 m³/s e 895 m³/s no ano de 2025, com destaque às Regiões Sudeste e Nordeste, seguidas pelas Regiões Sul, Norte e Centro – Oeste” (ATLAS, 2010).

Tabela 2- Demandas médias para abastecimento urbano

DEMANDAS MÉDIAS PARA ABASTECIMENTO URBANO

Ano

Demanda por Região Geográfica (m³/s)

Total Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul

2005 34 115 33 247 65 494

2015 45 136 39 275 75 570

2025 54 151 44 298 83 630

Fonte: ATLAS (2010).

A Figura abaixo mostra a previsão de demanda de água em 2025 para todas as Regiões do Brasil:

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Figura 4 - Demanda de água para abastecimento urbano em 2025 Fonte: ATLAS (2010).

5.5. ÁGUA DE REÚSO

Antes de tudo, é importante destacar que, embora muitas vezes apareçam como a mesma coisa, entre água de reuso e captação de água da chuva existe uma diferença. E ainda existe um outro tipo, chamada de águas residuárias, que são águas descartadas, como, segundo o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH, 2005), classifica como: “esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, indústrias, agroindústrias e agropecuária, tratados ou não.” Já a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) cita que águas residuais domésticas são oriundas de banheiros, cozinhas, lavagens de pavimentos domésticos; águas residuais industriais são provenientes de processos industriais.

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22 A água residuária (ou residual) que se encontra dentro dos padrões da norma para sua utilização naquilo na qual é pretendida, é considerada água de reuso. Ou seja: o reuso da água consiste no reaproveitamento de águas que foram usadas em atividades humanas e logo após foi descartada. Segundo Macunso, Santos (2002), o termo ‘água de reuso’ passou a ser utilizado mais constantemente a partir da década de 1980, por conta do encarecimento das águas de abastecimento.

Captação de águas pluviais são aquelas que armazenam a água da chuva para uso doméstico ou comercial.

5. 6. CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA

Segundo a ABNT NBR 15527, que dita os requisitos para o aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis. A água captada por este sistema não pode ser utilizada para consumo, pois não é potável, podendo ser utilizada apenas para outros tipos de atividades, como por exemplo irrigar plantas, lavar o carro ou para dar descargas nos vasos sanitários.

[...] A utilização da água da chuva além de trazer o benefício da conservação da água e reduzir a dependência excessiva das fontes superficiais de abastecimento reduz o escoamento superficial, minimizando os problemas com enchentes, buscando garantir a sustentabilidade urbana, só será possível através da mobilização da sociedade em busca do uso apropriado e eficiente da água. (MIERZWA, 2005, p. 144)

Entre as vantagens desse tipo de sistema, temos:

• Atitude sustentável, pois permite o aproveitamento da água da chuva em vez de utilizar o recurso hídrico potável disponível;

• Benefício social, pois ameniza ou evita crises hídricas;

• Traz menor dependência de água tratada para fins de higienização;

• Diminuição do uso de água potável;

• Auxilia na redução de enchentes;

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23 6. METODOLOGIA

O sistema será composto por: área impermeabilizada de captação, telas de retenção, calhas e condutores verticais, freio d’água, reservatório de armazenamento de água.

Primeiro será determinada a demanda. O realizador deve estimar o consumo de água que sua empresa gasta. Avalia – se o índice pluviométrico da cidade e faz – se uma análise econômica do sistema.

Depois será calculada a área de captação.

6. 1. DIMENSIONAMENTO DE CALHAS E CONDUTORES

Posteriormente será dimensionado as calhas e condutores. Segundo a norma ABNT NBR 10844:1989, os passos a serem seguidos são:

1. Determinar a vazão do projeto. A mesma pode ser calculada pela fórmula: 𝑄 =𝐼 ∗ 𝐴

60 Equação (1)

Onde:

Q = vazão do projeto, em L/min

I = intensidade pluviométrica, em mm/h A = área de contribuição, em m²

2. Escolher a inclinação da calha.

3. Escolher qual o material constituinte da calha, pois cada material apresenta coeficientes de rugosidades diferentes, conforme vemos na tabela 2 da norma ABNT NBR 10844:1989.

4. O dimensionamento das calhas pode ser calculado pela fórmula:

𝑄 = 𝐾 ∗ 𝑆 𝑛∗ 𝑅 2 3 ⁄ ∗ 𝑖 2 3⁄ Equação (2) Onde:

Q = Vazão de projeto, em L/min; S = área da seção molhada, em m²; n = coeficiente de rugosidade; R = raio hidráulico, em m;

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24 P = perímetro molhado, em m;

I = declividade da calha, em m/m; K = 60.000

5. Será instalado telas para reter objetos sólidos, como gravetos e folhas. 6. 2. DIMENSIONAMENTO DO RESERVATÓRIO

Existem diversas fórmulas para dimensionamento do reservatório de água. Neste projeto, vamos usar fórmula inglesa, que consiste em:

V = 0,05 * P * A

Equação (3) Onde:

P é o valor numérico da precipitação média anual, expresso em em milímetros (mm); A é o valor numérico da área de coleta em projeção, expresso em metros quadrados (m²);

V é o valor numérico do volume de água aproveitável e o volume de água da cisterna, expresso em litros (L).

Serão calculados valores médios mensais de pluviometria em milímetros na região de Sinop.

Para a realização de todos estes cálculos, utilizares o auxílio do programa Excel.

Tabela 3 - Exemplo da tabela de dimensionamento no Excel

Meses Chuva média

mensal (mm) Demanda mensal (m³) Área de captação (m²) Volume de chuva mensal (m³) Situação do Reservatório Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho TOTAL

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25 Onde:

V = CMM * AC * CR / 1000 Equação (4) Com:

V = Volume de chuva mensal; CMN = Chuva mensal média; AC = Área de Captação;

CR = Coeficiente de Runoff é o quociente entre a água que escoa superficialmente pelo total de água precipitada. Apresenta valores entre os intervalos de 0,70 a 0,95. Adotaremos 0,80.

O cálculo de dimensionamento do reservatório será dimensionado com cautela, pois é o item que apresenta maior custo (aproximadamente 50% a 80% de todo o sistema).

6. 3. ANÁLISE DE VIABILIDADE

A partir das informações obtidas, serão avaliados os custos para implantação e operação do sistema. Sendo assim, será feito um levantamento dos materiais do sistema e posteriormente o orçamento dos mesmos. Consideraremos também a taxa de depreciação, isto é, a perda de qualidade do material ao decorrer dos anos. Também serão levantadas as tarifas de água para edifícios comerciais da cidade.

Por fim, serão analisas se a implantação do sistema pluvial é viável ou não. 6. 4. NORMAS BRASILEIRAS UTILIZADAS PARA ESTAS ANÁLISES ABNT NBR 10844:1989 – Instalações prediais de águas pluviais;

ABNT NBR 12217: 1994 – Projeto de reservatório de distribuição de água para o público;

ABNT NBR 15527:2007 – Água de chuva - Água de chuva - Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos.

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26 7. CRONOGRAMA

ATIVIDADES 2018

Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Escolha do tema e do orientador Encontros com o orientador Pesquisa Bibliográfica Preliminar Elaboração do projeto Entrega do projeto de pesquisa

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27 8. REFERÊNCIAS

A ÚLTIMA ARCA DE NOÉ. Proteção dos Recursos Hídricos. Disponível em: <http://www.aultimaarcadenoe.com.br/protecao-dos-recursos-hidricos/> Acesso em: 29 de outubro de 2018.

ANA. Quantidade de água. Disponível em: <http://www3.ana.gov.br/portal/ANA/panorama-das-aguas/quantidade-da-agua> Acesso em: 30 de outubro de 2018.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10844: Instalações prediais de águas pluviais. Rio de Janeiro, 1989.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12217: Projetos de reservatório de distribuição de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 1990. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15527: Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos. Rio de Janeiro, 2007.

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CORONA, Sonia. A Cidade do México morre de sede. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/26/sociedad/1409010500_912848.html> Acesso em: 28 de outubro de 2018.

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(28)

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Referências

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