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Aula 7 Materiais Poliméricos

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Academic year: 2021

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(1)

MATERIAIS POLIMÉRICOS

BC-1105: MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC

Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS)

(2)

Definições : Mero, Monômero, Polímero

• Moléculas dos polímeros: nos polímeros, as moléculas (macromoléculas) são constituídas por muitas unidades ou segmentos repetidos ligados

covalentemente entre si, que são chamadas meros.

• Monômero: é uma substância composta de moléculas que sofrem reação de polimerização, contribuindo desta forma como as unidades constitutivas da estrutura de uma macromolécula.

• Polímero: macromolécula constituída por vários meros ligados covalentemente entre si.

• Polimerização: reações químicas intermoleculares pelas quais os monômeros são ligados, na forma de meros, à estrutura molecular da cadeia.

(3)

POLIMERIZAÇÃO

Os monômeros reagem entre si formando uma longa sequência de

unidades repetitivas (meros). Os mecanismos de polimerização podem

ser classificados em: adição e condensação.

A polimerização por adição (em cadeia) envolve as seguintes etapas

(exemplo de polimerização do polietileno):

1) Iniciação: formação de sítio reativo a partir de um iniciador (R) e

monômero:

R• + CH

2

=CH

2

→ R-CH

2

CH

2

2) Propagação da reação a partir dos centros reativos:

R-CH

2

CH

2

• + n CH

2

=CH

2

→ R-(CH

2

CH

2

)

n

CH

2

CH

2

3) Terminação da reação:

R- (CH

2

CH

2

)

n

CH

2

CH

2

• + R’• → R-(CH

2

CH

2

)

n

CH

2

CH

2

-R’

Elétron não emparelhado

(4)

Polimerização por condensação (por etapas): neste processo,

as reações químicas intermoleculares ocorrem por etapas, e em

geral envolvem mais de um tipo de monômero.

Polimerização

Exemplo: formação do poliéster (reação entre hidroxila e carboxila)

Representação de um passo do processo de polimerização por condensação de um poliéster (este passo se repete sucessivamente, produzindo-se uma molécula linear)

(5)
(6)

Monômeros e polímeros mais comuns

Metacrilato de metila (2-metil-propenoato de metila Estireno (vinilbenzeno) Etileno (eteno) Propileno (propeno) Cloreto de vinila (cloroeteno) CH2 CH2 CH2 CH CH3 CH CH2 C CH2 CH3 C O O CH3 CH2 CH Cl

Nomenclatura

Poli(metacrilato de PMMA metila) Poliestireno PS Polietileno PE Polipropileno PP Poli(cloreto de vinila) PVC

(7)

Outros polímeros de interesse industrial

Poli(tereftalato de etileno) (PET)

Poli(hexametileno adipamida) (PA-6,6)

Poliuretano (PU)

(8)

• Os polímeros se distinguem de outras moléculas por

não

apresentar uma massa molecular exata.

• A mistura de diversas cadeias com diferentes comprimentos,

resultante da polimerização, é uma consequência dos diversos

fatores que afetam o processo de crescimento (

Tamanho e

Distribuição de Tamanho de Cadeia

).

Peso Molecular, (ou Massa Molecular) e Polidispersão

: Massa molecular média numérica

: Massa molecular média ponderal

MWD = MMD = PD = Ip = = Polidispersão

n

M

w

M

n w M M

(9)

Peso Molecular, (ou Massa Molecular) e Polidispersão

⎟⎟

⎜⎜

=

=

i i i i i i n

M

w

w

N

M

N

M

Onde: N

i

é o número de moléculas da espécie i com massa molecular M

i

; e

w

i

= N

i

M

i

é a massa total das moléculas da espécie i.

=

=

i i i i i i i w

w

M

w

M

N

M

N

M

2

1) MASSA MOLECULAR MÉDIA NUMÉRICA

(

M

n

)

(10)

Polidispersão e Grau de Polimerização

• POLIDISPERSÃO

:

relação entre a massa molecular média numérica e a massa molecular média ponderal.

• Quanto mais variados forem os tamanhos das moléculas, maior será a polidispersão (que sempre é maior que 1)

• Quando os tamanhos das cadeias são próximos, a polidispersão é aproximadamente 1.

Polidispersão molecular:

O

GRAU DE POLIMERIZAÇÃO

(n)

representa a quantidade média de meros existentes numa molécula (tamanho médio da cadeia):

m

M

n

n

=

n

m

M

n

w

=

w Grau de polimerização:

ou

onde: : massa molecular média numérica

: massa molecular média ponderal

: massa molar do mero

w

M

n

M

m

n w

M

M

Ip

PD

MMD

MWD

=

=

=

=

(11)

• O comprimento da cadeia influi em diversas propriedades dos

polímeros:

- Solubilidade

- Elasticidade

- Capacidade de formar fibras

- Resistência a rasgamento

- Resistência ao impacto

- Estabilidade dimensional

- Temperatura e pressão de processamento, etc.

(12)

Estrutura Molecular e Configuração Molecular

- A forma das cadeias de polímeros é influenciada pelo posicionamento

dos átomos de carbono da cadeia principal.

- As cadeia simples são capazes de sofrer rotações e torções em três

dimensões.

(13)

Estrutura Molecular e Configuração Molecular

Macromolécula contendo espirais e dobras

aleatórias produzidas por rotações das

ligações da cadeia

Grupos/Ligações que enrijecem a cadeia

(14)

Estrutura Molecular e Configuração Molecular

Linear Ramificada

Reticulada ou com ligações

(15)

Configuração Molecular

Arranjos de unidades ao longo do eixo de cada cadeia

ou posição de átomos que não podem ser alteradas

exceto através da quebra.

Tipos de Encadeamento Cabeça-cabeça Misto Cabeça-cauda CH2 CH X CH2 CH X CH X CH2 X CH X CH CH2 X CH CH2 CH2 CH X X CH CH2 CH2 CH X CH2 CH X CH X

(16)

Estereoisomerismo

Átomos ligados por encadeamentos do tipo cabeça-cauda

Estereoisomerismo

sindiotático

(17)

Classificação das características

das moléculas poliméricas

(18)

Copolímeros

• HOMOPOLÍMERO

: polímero derivado de apenas uma espécie de

monômero.

• COPOLÍMERO

: polímero derivado de duas ou mais espécies de

monômero.

Tipos de distribuição dos diferentes monômeros nas moléculas dos co-polímeros: (a) aleatória, (b) alternada, (c) em bloco e (d) enxertado ou graftizado

(19)

Homopolímero Copolímero Alternado Copolímero Em bloco Monômero A Monômero B

(20)

Microestrutura de um polímero semi-cristalino apresentando regiões cristalinas e amorfas.

Microestrutura

Célula unitária (ortorrômbica) da parte cristalina do polietileno (PE)

(21)

PMT 2100 Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia EPUSP - 2007

Grau de cristalinidade (% em peso)

100

)

(

)

(

peso)

em

(

%

×

=

a c s a s c

dade

cristalini

ρ

ρ

ρ

ρ

ρ

ρ

onde:

ρ

S

,

densidade do polímero

; ρ

a

,

densidade da parte amorfa

;

ρ

c

,

densidade da parte cristalina

Representação de uma estrutura esferulítica

Microfotografia de uma estrutura esferulítica. Luz polarizada

(22)

Efeito do grau de cristalinidade e da massa molar nas

características físicas do polietileno (PE)

Massa molar

Ceras

(Frágeis)

Ceras

(Tenazes)

Plásticos

(Duros)

Plásticos

(moles)

Ceras

(Moles)

Graxas

(Líquidos)

(23)

Polímeros Termoplásticos e Termofixos

Os polímeros podem ser classificados em termoplásticos e termofixos.

TERMOPLÁSTICOS

• Podem ser conformados mecanicamente repetidas vezes, desde que

reaquecidos (são facilmente recicláveis).

• Parcialmente cristalinos ou totalmente amorfos.

• Lineares ou ramificados.

TERMOFIXOS

• Podem ser conformados plasticamente apenas em um estágio

intermediário de sua fabricação.

• O produto final é duro e não amolece com o aumento da temperatura.

• Eles são insolúveis e infusíveis.

• Mais resistentes ao calor do que os termoplásticos.

• Completamente amorfos.

• Possuem uma estrutura tridimensional em rede com ligações

cruzadas.

(24)

A temperatura de transição vítrea depende da flexibilidade das cadeias e da possibilidade de sofrerem rotação.

Se T>Tg → alta mobilidade das cadeias Se T<Tg → baixa mobilidade das cadeias

A flexibilidade das cadeias diminui pela introdução de grupos atômicos grandes ou quando há formação de ligações cruzadas → aumenta Tg

T

m

T

g

Semi-cristalinos

Estado Ordenado

Estado Ordenado

(volume livre aumenta)

Líquido viscoso

Estado Vítreo

Estado Borrachoso

Líquido Viscoso

Amorfos

(25)

Transições Térmicas

Volume

Específico

Temperatura

T

g

T

m

100 % amorfo

semi-cristalino

cristal perfeito

T

g

: Temperatura de transição vítrea

(26)

Os polímeros 100% amorfos não possuem temperatura

de fusão cristalina, apresentando apenas a

temperatura de transição vítrea (T

g

).

Se T

uso

<T

g

⇒ o polímero é rígido

Se T

uso

> T

g

⇒ o polímero é “borrachoso”

Se T

uso

>> T

g

⇒ a viscosidade do polímero diminui

progressivamente, até que seja atingida

a temperatura de degradação

(27)

Utilização do polímero de acordo com a temperatura

Termoplástico

Termofixo

Linear

Semi-Cristálino

T

g

, T

m

Linear ou

Ramificado

Amorfo

T

g

Ligações Cruzadas

Amorfo

T

g

T

g

< T

amb

Produto

macio

T

g

> T

amb

Produto

rígido

T

g

< T

amb

Elastômero

(cristaliza sob tensão)

T

g

> T

amb

(28)

Elastômeros

Quando submetidos a tensão, os elastômeros se deformam, mas voltam

ao estado inicial quando a tensão é removida.

• Os elastômeros apresentam baixo módulo de elasticidade.

• São polímeros amorfos ou com baixa cristalinidade (obtida sob tensão). • Apresentam geralmente altas deformações elásticas, resultantes da

combinação de alta mobilidade local de trechos de cadeia (baixa energia de interação intermolecular) e baixa mobilidade total das cadeias (ligações

covalentes cruzadas entre cadeias ou reticuladas).

(b) (a)

Cadeia de moléculas de um elastômero:

(a) no estado não-deformado (livre de tensões)

(b) deformado elasticamente em resposta a uma tensão

σ

(29)

• O processo de VULCANIZAÇÃO consiste de reações químicas entre cadeias do elastômero e o enxôfre (ou outro agente), adicionado na proporção de 1 a 5 %, gerando ligações cruzadas entre cadeias conforme esquematizado abaixo:

• BORRACHA NÃO-VULCANIZADA: mais macia, pegajosa e com baixa resistência à abrasão.

• BORRACHA VULCANIZADA: valores maiores de módulo de elasticidade, resistência à tração e resistência à degradação oxidativa.

(30)

Exemplos: Poliisopreno (borracha natural), polibutadieno, SBS,

borrachas de silicone, borracha nitrílica, borracha cloropreno

Comportamento tensão - deformação até elongação de 600% para uma borracha natural vulcanizada e sem vulcanizar.

(31)

Exemplos de temperatura de transição vítrea (T

g

)

e temperatura de fusão (T

m

)

Polímero Tg Tm PEAD -110 137 PEBD -90 110 PVC 105 212 PTFE -90 327 PP -20 175 PS 100 Não possui Nylon 6,6 57 265 PET 73 265 PC 150 Não possui

(32)

Processamento de polímeros

A técnica usada para o processamento de um polímero depende basicamente:

(1) de o material ser termoplástico ou termofixo.

(2) da temperatura na qual ele amolece, no caso de material termoplástico. (3) da estabilidade química (resistência à degradação oxidativa e à

diminuição da massa molar das moléculas) do material a ser processado. (4) da geometria e do tamanho do produto final.

Os materiais poliméricos normalmente são processados em temperaturas elevadas (acima de 100oC) e geralmente com a aplicação de pressão.

• Os termoplásticos amorfos são processados acima da temperatura de transição vítrea e os semicristalinos acima da temperatura de fusão. Em ambos os casos a aplicação de pressão deve ser mantida durante o resfriamento da peça para que a mesma retenha sua forma .

(33)

O processamento dos polímeros termofixos é geralmente feito em duas etapas:

(1) Preparação de um polímero linear líquido de baixa massa molar (algumas vezes chamado pré-polímero)

(2) Processamento do “pré-polímero” para obter uma peça dura e rígida (curada), geralmente em um molde que tem a forma da peça acabada.

• A etapa de “cura” pode ser realizada através de aquecimento ou pela adição de catalisadores, em geral com a aplicação de pressão.

• Durante a “cura” ocorrem mudanças químicas e estruturais em escala molecular, com formação de ligações cruzadas ou reticuladas.

• Os polímeros termofixos são dificilmente recicláveis, não são fusíveis, podem ser usados em temperaturas maiores do que as temperaturas de utilização dos termoplásticos, e são quimicamente mais inertes.

(34)

Remoção do molde Pellets, pó ou líquido Catalisador Energia Produto final Resfriamento Novas moléculas Remoção do molde Pellets ou pó Plastificação Aquecimento Produto amolecido Produto final Resfriamento Produto moldado Reciclagem Moldagem Reações Químicas

Processamento de polímeros termoplásticos

Placas, extrudados

Filmes, folhas, extrudados

(35)

Técnicas de processamento

Processos Contínuos

– Extrusão de filmes, extrusão de fibras

Preenchimento de molde

– Moldagem por injeção, moldagem por compressão

Moldagem de pré-forma

– Sopro, conformação térmica

Moldagem gradual

Referências

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