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2°estágio A4 1

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Academic year: 2021

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CURSO: DIREITO

DISCIPLINA: Processo Civil I TURMA(s): A e B

PROFESSOR (A): Cláudio Pinto Lopes PERÍODO: 5º

HORÁRIO: 18:30 e 20:20

DIAS DA SEMANA: quartas-feiras e sextas-feiras

PROCESSO DE CONHECIMENTO – COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAISS (CITAÇÃO E INTIMAÇÃO) – AULA 4

1. Citação – conceito e generalidades, 2. Indispensabilidade da citação, 3. Destinatário da citação, 4. Efeitos da citação, 5. Espécies de citação,

5.1. Citação pelo correio, 5.2. Citação por mandado, 5.3. Citação com hora certa, 5.4. Citação por carta,

5.4.1. Citação por carta precatória, 5.4.2. Citação por carta de ordem, 5.4.3. Citação por carta rogatória, 5.5. Citação por edital,

6. Intimações,

6.1. Conceito e forma,

6.2. Intimação pelo escrivão ou oficial de justiça, 6.3. Intimação em audiência,

6.4. Intimação pessoal do representante do Ministério Público e do Defensor Público.

1. CITAÇÃO – CONCEITO E GENERALIDADES:

 O processo tem sentido eminentemente instrumental. É meio e não fim. Para que se estabeleçam entre as partes direitos e obrigações processuais, a comunicação dos atos sempre se faz necessária. No processo dá-se ciência dos atos às partes e interessados pela citação (art. 213) e pela intimação (art. 234).

CITAÇÃO, portanto, é o chamamento do réu a juízo para defender-se da ação contra ele proposto, no momento próprio e se valendo de qualquer

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comportamento que revele ânimo defensivo (Princípio do contraditório) – art. 213, CPC.

2. INDISPENSABILIDADE DA CITAÇÃO:

O princípio do contraditório não admite exceção de forma que a citação é ato processual INDISPENSÁVEL à validade do próprio processo – art. 214, caput.

Comparecimento espontâneo do réu: como afirmado, a norma processual é meio e não fim em si mesma. A citação é indispensável para a validade do processo, mas o comparecimento espontâneo do réu a supre, posto que completa a relação jurídica processual – art. 214, § 1º.1

E, ainda:

“§ 2º. Comparecendo o réu apenas para argüir a nulidade e sendo esta decretada, considerar-se-á feita a citação na data em que ele ou seu advogado for intimado da decisão”.

3. DESTINATÁRIO DA CITAÇÃO:

 Do próprio conceito de citação resulta que seu destinatário é o réu: Art. 215. Far-se-á citação pessoalmente ao réu, ao seu representante legal ou ao procurador legalmente autorizado. (Uso equivocado da conjunção alternativa: um não se confunde com outro)

 Deste conceito, todavia, resultam exceções (Art. 12, CPC):

 Absolutamente incapazes e relativamente incapazes: representantes legais e na própria pessoa do púbere deste que assistido;

 Pessoas jurídicas de direito público: União (Presidente da República, Advogado-Geral da União e, nas ações fiscais, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional – art. 131, caput e § 3º ), Estados e DF, (nas pessoas de seus respectivos procuradores – art. 132, CF) Município (Procurador se houver ou na do seu Prefeito) e as Autarquias (Pessoa que a lei instituidora indicar);

 Pessoas jurídicas de direito privado: (Na pessoa que o estatuto designar ou, em sua falta, em qualquer dos Diretores).

 Pessoas jurídicas estrangeiras: Na pessoa do administrador ou gerente de sua filial no Brasil.  Sociedades sem personalidade jurídicas: sociedades de fato sem o devido registro civil – na pessoa que couber a administração dos bens. Neste caso, aplica-se-lhe o que dispõe o § 2º, do art. 12. * Massa falida – síndico nomeado pelo Juiz; espólio - inventariante, herança jacente – curador especial nomeado pelo juiz.

 Procurador legalmente autorizado: não se confunda o ‘representante legal’ do réu com ‘procurador legalmente autorizado’, embora o CPC utilize a conjunção alternativa ‘ou’.

1 Art. 244. Quando a lei prescrever determinada forma, sob pena de nulidade, o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade.

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Aquele se dá quando o réu é menor ou interditado. Este, o réu é plenamente maior, porém, naquele momento, autorizou determinada pessoa a receber ‘citação’ em seu lugar.

 Réu ausente: “§ 1º. Estando o réu ausente, a citação far-se-á na pessoa de seu mandatário, administrador, feitor ou gerente, “quando a ação se originar de atos por eles praticados”. 2

4. EFEITOS DA CITAÇÃO:

A citação válida produz vários efeitos, ainda quando ordenada por juiz

incompetente – art. 219, caput:

Art. 219. A citação válida torna PREVENTO O JUÍZO, induz LITISPENDÊNCIA e faz LITIGIOSA A COISA; e, ainda quando ordenada por “juiz incompetente”, CONSTITUI EM MORA o devedor e INTERROMPE A PRESCRIÇÃO.

a) PREVENÇÃO DA JURISDIÇÃO: o juiz que ordenou a citação é quem necessariamente decidirá a lide.

b) INDUÇÃO DA LITISPENDÊNCIA: desde a citação há uma “lide pendente” – cf. § º 3, art. 301, CPC.

QUAL O MOMENTO PROCESSUAL QUE SE APERFEIÇOA A LITISPENDÊNCIA? 3

c) TORNA A COISA LITIGIOSA: significa que, enquanto durar o processo aquele objeto ou direito ali discutido fica como que suspenso para ambas às partes, não podendo nenhuma delas dele dispor integralmente, por exemplo. (Art. 593 – fraude à execução).

d) CONSTITUI O DEVEDOR EM MORA: encontra-se em “mora” quem está em atraso no pagamento de algum título. Uma vez efetivada a citação, o réu – que venha posteriormente a ser considerado devedor por uma sentença que lhe seja desfavorável – está formalmente constituído em mora, desde que já não o tenha sido em momento anterior à citação como, v.g., o protesto judicial.

e) INTERROMPER A PRESCRIÇÃO: efetivada a citação do réu, tem-se por interrompida a prescrição, ainda que ordenada por juiz incompetente, ficando então resguardada a ação de direito material exposto em juízo – art. 202, I, CC. 4

2 Art. 18. A citação far-se-á: II – tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção, que será obrigatoriamente identificado – Lei nº 9.099/95.

3 PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. PRAZO PARA CONTESTAÇÃO. RETIRADA DOS AUTOS DO CARTÓRIO ANTES DA JUNTADA AOS AUTOS DO MANDADO DE CITAÇÃO. CIÊNCIA INEQUÍVOCA. CONTAGEM DO PRAZO. 1. Retirando a parte ré os autos do cartório e, por conseguinte, tendo ciência inequívoca da ação a ser contestada, mostra-se irrelevante a formalização da providência processual prevista no art. 241, II, do CPC para fins de início do prazo para defesa, qual seja, a juntada aos autos do mandado de citação. 2. Recurso especial não-provido. (STJ – 2ª Turma, Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, julgado em 12/05/2005, publicado em DJ 01.07.2005 p. 460).

4 Súmula 106, STJ: Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por

motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da argüição de prescrição ou decadência.

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A PRESCRIÇÃO PODE SER CONHECIDA DE OFÍCIO? 5. ESPÉCIES DE CITAÇÃO:

5.1. CITAÇÃO PELO CORREIO:

A citação postal é ato do escrivão o qual a realiza com a colaboração dos Correios, estes na qualidade de auxiliares extravagantes da Justiça. Realiza-se mediante a expedição por carta registrada com aviso de volta, observado os requisitos inerentes a toda citação:

Art. 223. Deferida a citação pelo correio, o escrivão ou chefe da secretaria remeterá ao citando cópias da petição inicial e do despacho do juiz, expressamente consignada em seu inteiro teor a advertência a que se refere o artigo 285, comunicando, ainda, o prazo para a resposta e o juízo e cartório, com o respectivo endereço.

Parágrafo único. A carta será registrada para entrega ao citando, exigindo-lhe o carteiro, ao fazer a entrega, que assine o recibo. “Sendo o réu pessoa jurídica, será válida a entrega a pessoa com poderes de gerência geral ou de administração”.

EXCEÇÕES: hoje a citação pelo correio é o meio padrão, admitindo-se esta modalidade para qualquer tipo de feito, em qualquer ponto do Brasil, salvo as exceções previstas legalmente, nas diversas hipóteses do art. 222, CPC.

Art. 222. A citação será feita pelo correio, para qualquer comarca do País, exceto:

a) nas ações de estado;

b) quando for ré pessoa incapaz;

c) quando for ré pessoa de direito público;

d) nos processos de execução; (a) título judicial: não mais se

submete à citação – art. 475-J, § 1º; (b) título extrajudicial:

permanece a vedação – art. 652 c/c 475-R.

e) quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência;

f) quando o autor a requerer de outra forma.

5.2. CITAÇÃO POR MANDADO:

Mandado é a ordem que o juiz passa por escrito aos auxiliares da Justiça, para que realize determinado ato. Mandado de citação, então, é ordem que o juiz passa a fim que o réu seja citado e tal ordem, segundo o regramento do CPC, será cumprida pelo Oficial de Justiça:

Art. 224. Far-se-á a citação por meio de oficial de justiça nos casos ressalvados no artigo 222, OU quando frustrada a citação pelo correio.

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Art. 225. O mandado, que o oficial de justiça tiver de cumprir, deverá conter:

I - os nomes do autor e do réu, bem como os respectivos domicílios ou residências;

II - o fim da citação, com todas as especificações constantes da petição inicial, bem como a advertência a

que se refere o artigo 285, segunda parte, se o litígio versar sobre direitos disponíveis;

III - a cominação, se houver;

IV - o dia, hora e lugar do comparecimento; V - a cópia do despacho;

VI - o prazo para defesa;

VII - a assinatura do escrivão e a declaração de que o subscreve por ordem do juiz.

Parágrafo único. O mandado poderá ser em breve relatório, quando o autor entregar em cartório, com a petição inicial, tantas cópias desta quantos forem os réus; caso em que as cópias, depois de conferidas com o original, farão parte integrante do mandado.

LOCAL DE CITAÇÃO DO RÉU: normalmente, em sua residência. Todavia, poderá ser citado em qualquer local que for encontrado pelo Oficial de Justiça – art. 226, caput.

FORMA DE CUMPRIMENTO DO MANDADO: para assegurar-se de que o réu haja efetivamente recebido e compreendido a comunicação processual feita pelo oficial de justiça é indispensável – art. 226:

a) que o mandado seja lido para o citando.

b) que lhe seja entregue a contrafé, que é a cópia do mandado. c) que seja colhido a assinatura do réu no mandado original. d) que seja “certificado” no mandado todo o procedimento

adotado pelo Oficial de Justiça, tendo fé pública o que for declarado.

e) que seja também informado a eventual recusa do réu a receber a contrafé ou passar o recibo.

PESSOA IMPOSSIBILITADA DE RECEBER A CITAÇÃO:

Art. 218. Também não se fará citação, quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la.

§ 1º. O oficial de justiça passará certidão, descrevendo minuciosamente a ocorrência. O juiz nomeará um médico, a fim de examinar o citando. O laudo será apresentado em 5 (cinco) dias.

§ 2º. Reconhecida a impossibilidade, o juiz dará ao citando um curador, observando, quanto à sua escolha, a preferência estabelecida na lei civil. A nomeação é restrita à causa.

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§ 3º. A citação será feita na pessoa do curador, a quem incumbirá a defesa do réu.

5.3. CITAÇÃO COM HORA CERTA:

 Faz-se a citação com hora certa quando há fundada suspeita de que o réu se oculta para impedir a diligência:

Art. 227. Quando, por três vezes, o oficial de justiça houver procurado o réu em seu “domicílio ou residência”, sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar a qualquer pessoa da família, ou em sua falta a qualquer vizinho, que, no dia imediato, voltará, a fim de efetuar a citação, na hora que designar.

PROCEDIMENTO: a) intima-se “qualquer pessoa da família” ou na falta “qualquer vizinho” que “no dia imediato, às tantas horas”, voltará a fim de efetuar a citação; b) se no dia seguinte encontrá-lo, citará pessoalmente; c) não o encontrando, não se justificando e permanecendo a suspeita de ausência, dará por feita a citação, deixando contrafé com qualquer ente da família ou vizinho.

CITAÇÃO FICTA: chama-se ficta ou presumida, justamente por presumir que pessoa da família, ou o vizinho, dê ao citando conhecimento do ocorrido:

Art. 229. Feita a citação com hora certa, o escrivão enviará ao réu carta, telegrama ou radiograma, dando-lhe de tudo ciência. (Ou fax, ou e-mail!!!)

5.4. CITAÇÃO POR CARTA:  Disposição normativa:

Art. 201. Expedir-se-á carta de ordem se o juiz for subordinado ao tribunal de que ela emanar; carta rogatória, quando dirigida à autoridade judiciária estrangeira; e carta precatória nos demais casos.

5.4.1. CITAÇÃO POR CARTA PRECATÓRIA:

Cabimento: quando o citando se encontrar fora da jurisdição do juiz da causa, mas no território nacional:

Art. 204. A carta tem caráter itinerante; antes ou depois de lhe ser ordenado o cumprimento, poderá ser apresentada a juízo diverso do que dela consta, a fim de se praticar o ato.

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Art. 3o. Omissis. (…)

§ 4o O Tribunal de Justiça, para efeito de comunicação de atos processuais e da realização de diligências e de atos probatórios poderá reunir duas ou mais comarcas para que constituam comarcas integradas, desde que sejam próximas e de fácil comunicação entre as sedes, disciplinada a matéria pelo Conselho da Magistratura através de ato normativo;

§ 5o Dispensa-se, entre comarcas integradas, a expedição de cartas precatórias para cumprimento de atos processuais ou de realização de atos probatórios, podendo os oficiais de justiça das mesmas exercer suas funções e cumprir os mandados em toda a área sob sua jurisdição;

5.4.2. CITAÇÃO POR CARTA DE ORDEM:

É a requisição de ato de juiz de categoria (jurisdição) superior a juiz de categoria (jurisdição) inferior – Art. 201.

5.4.3. CITAÇÃO POR CARTA ROGATÓRIA:

A citação far-se-á mediante carta rogatória, quando o citando se encontrar em Estado estrangeiro – art. 210:

Art. 210. A carta rogatória obedecerá, quanto à sua admissibilidade e modo de seu cumprimento, ao disposto na convenção internacional; à falta desta, será remetida à autoridade judiciária estrangeira, por via diplomática, depois de traduzida para a língua do país em que há de praticar-se o ato.

5.5. CITAÇÃO POR EDITAL:

É a que se faz por avisos publicados pela imprensa e afixados na sede do Juízo.

Art. 231. Far-se-á a citação por edital: I - quando desconhecido ou incerto o réu;

II - quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar;

III - nos casos expressos em lei.

FORMALIDADES DA CITAÇÃO POR EDITAL: são requisitos da citação por edital, aqueles constantes do art. 232, CPC.

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CITAÇÃO EDITAL ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA

1º) Despacho e confecção do Edital pela escrivania.

2º) Subscrição de cópia deste edital pelo Julgador, para efeito de sua afixação na sede do juízo.

3º) Remessa do edital ao Diário Oficial – a remessa hoje é por solicitação no próprio sistema informatizado – para PUBLICAÇÃO (PRAZO DE PUBLICAÇAO OU DIVULGAÇÃO), divulgação tal que deverá ocorrer uma única vez (§ 2º) no prazo máximo de 15 dias (III).

4º) Junta-se cópia deste exemplar do Diário aos autos.

5º) Da primeira e única publicação, aguarda-se o transcurso do PRAZO DE DILAÇÃO fixado pelo juiz – 20 a 60 dias (IV) – destinado a possibilitar que a informação se espalhe o máximo possível.

6º) Transcorrido o prazo de dilação, é que se inicia o PRAZO PARA DEFESA propriamente dito – ART. 241, V.

7º) Encerrado o prazo de defesa sem pronunciamento, CERTIFICA-SE nos autos e retoma a conclusão.

CITAÇÃO EDITAL SEM ASSISTÊNCIA 1º) Despacho e confecção do Edital pela escrivania.

2º) Automática INTIMAÇÃO mediante NOTA DE FORO da parte autora para providenciar as publicações, comparecendo em juízo e recebendo a cópia do edital.

3º) RECEBIDA A CÓPIA DO EDITAL daí conta-se o PRAZO DE 15 dias (III) para que o autor providencie as (03) três publicações (IV) – esse prazo de 15 dias é para que as 03 publicações ocorram – PRAZO DE PUBLICAÇÃO OU DIVULGAÇÃO.

4º) Com o comparecimento do autor, além de a escrivania lhe entregar a cópia do edital, deste mesmo edital providenciará segunda via para imediata afixação na sede do Juízo. 5º) O autor deverá juntar aos autos cópias das publicações.

6º) DA PRIMEIRA PUBLICAÇÃO, aguarda-se o transcurso do PRAZO DE DILAÇÃO fixado pelo juiz – 20 a 60 dias (IV) – destinado a possibilitar que a informação se espalhe o máximo possível.

7º) Transcorrido o prazo de dilação, é que se inicia o PRAZO PARA DEFESA propriamente dito – ART. 241, V.

8º) Encerrado o prazo de defesa sem pronunciamento, CERTIFICA-SE nos autos e retoma a conclusão.

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6.1. CONCEITO E FORMA:

“É o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos ou termos do processo, para que faça ou deixa de fazer alguma coisa” – art. 234, CPC.

 Após a citação pode ser considerado o ato mais importante do processo se desenvolvendo por impulso oficial, salvo disposição em contrário – art. 235.

Forma: pode ser feita pelo escrivão nos autos e mediante certidão, oficial de justiça, postal e abertura de vista ou, ainda, por publicação na imprensa; há também a intimação em audiência que dispensa a lei ato posterior de comunicação às partes –

art. 242, § 1o.

Art. 236. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial.

6.2. INTIMAÇÃO PELO ESCRIVÃO OU OFICIAL DE JUSTIÇA:

Com a inexistência de Órgão de Publicação, as intimações dos Advogados serão feitas pelo escrivão – art. 238, I e II.

As partes e terceiros, via de regra, serão intimadas pelo oficial de justiça em cumprimento de “mandado”, não sendo possível a intimação pessoal pelo “escrivão” ou, “frustrada a que se tentou pelo correio” (art. 239).

6.3. INTIMAÇÃO EM AUDIÊNCIA:

Art. 242, § 1o “Reputam-se intimados em audiência, quando nesta é publicada a decisão ou a sentença”.

6.4. INTIMAÇÃO PESSOAL DO REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DO DEFENSOR PÚBLICO:

Por intimação pessoal há de se compreender a comunicação do ato processual que é procedida via mandado ou com a entrega dos autos, de modo direto, em cartório, à pessoa com capacidade processual para recebê-la.

 Concernente o prazo da intimação, já decidido:

“A intimação do Ministério Público se perfaz no momento em que, comprovadamente, o promotor recebe do escrivão, para ciência, a decisão do seu interesse, e não na data em que se dispõe a compulsar o processo lançando o ciente sobre a sentença”. 5

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EXCEÇÃO À INDISPENSABILIDADE DA CITAÇÃO REsp 780825 / RS RECURSO ESPECIAL - 2005/0151294-7

Relator(a)

Ministra NANCY ANDRIGHI (1118)

Órgão Julgador T3 - TERCEIRA TURMA Data do Julgamento 15/08/2006 Data da Publicação/Fonte DJ 05.03.2007 p. 282 Ementa

Processo civil. Busca e apreensão proposta com fundamento em contrato de financiamento com alienação fiduciária. Demanda extinta, sem apreciação do mérito, em primeiro grau, antes da citação do réu. Apelação do requerente. Negativa de provimento e reforma, de ofício, pelo Tribunal, para o fim de julgar improcedente, no mérito, a demanda. Impossibilidade. - É ilegal a decisão do Tribunal que julga improcedente, de ofício, o pedido formulado em ação de busca e apreensão com fundamento em contrato de financiamento com alienação fiduciária, na hipótese em que o juízo de primeiro grau havia extinguido o processo antes mesmo da citação do réu. - O julgamento de mérito de uma demanda sem a citação do réu só veio a ser admitida posteriormente, em hipóteses específicas, pelo art. 285-A, do CPC, introduzido pela Lei nº 11.277/06, norma essa que não estava vigente à época do julgamento do processo sub judice e que, ainda que assim não fosse, não se aplicaria à controvérsia. Recurso especial provido.

AÇÃO RESCISÓRIA E QUERELA NULITATIS INSANABILIS

CITAÇÃO POSTAL. DE CUJUS. AÇÃO RESCISÓRIA.

Embora a viúva tivesse capacidade de ser parte na ação rescisória, por ter se habilitado nesta, a citação fora feita no nome do de cujus, falecido antes da propositura da rescisória.

Além disso, a União não regularizou a relação processual ao ser intimada para se pronunciar sobre a certidão que noticiava o falecimento do réu. Correta a decisão a quo que, preliminarmente, anulou o processo a partir da inicial, ao argumento de que a viúva não fora citada como parte ao ter recebido a citação postal destinada ao morto. Outrossim, não há a figura de representante sem representado e qualquer decisão que atingisse a viúva seria nula. Com esse entendimento, a Turma negou provimento ao recurso da União. REsp 216.842-RN, Rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, julgado em 2/12/1999.

PROCESSO CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA. QUERELA NULLITATIS. CABIMENTO. LITISCONSÓRCIO UNITÁRIO. AUSÊNCIA DE CITAÇÃO DE TODOS OS RÉUS. É cabível ação declaratória de nulidade (querela nullitatis), para se combater sentença proferida, sem a citação de todos os réus que, por se tratar, no caso, de litisconsórcio unitário, deveriam ter sido citados. Recurso conhecido e provido. (STJ - REsp 194.029/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 01.03.2007, DJ 02.04.2007 p. 310)

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CARACTERIZAÇÃO. DECRETAÇÃO DA REVELIA. IMPOSSIBILIDADE. CITAÇÃO FIRMADA POR PESSOA ESTRANHA À EMPRESA RÉ. NULIDADE CONFIGURADA. 1. A mera juntada de procuração aos autos por procurador ao qual não foram outorgados poderes especiais para receber citação não tem o condão de suprir a ausência da citação, porquanto não caracteriza o comparecimento espontâneo da ré ao processo. Precedentes do STJ e desta Corte de Justiça. 2. É nula a citação recebida por pessoa estranha à empresa. Caso em que a citação foi firmada por ex-sócio, que há muito não integra o quadro social da ré. 3. Provimento do recurso. (Agravo de Instrumento Nº 70018965673, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo Sérgio Scarparo, Julgado em 25/04/2007)

AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. CITACAO. PODERES ESPECIAIS. ESTABELECIMENTO BANCARIO. GERENTE. DESNECESSIDADE. Se o gerente pratica operações de credito em nome do banco e em nome deste outorga procuração "ad judicia", se apresenta ostensivamente com poderes de representação, podendo por isso, receber validamente citação, quando mais não seja, com fundamento da teoria da aparência. AGRAVO PROVIDO. (3 FLS) (Agravo de Instrumento Nº 70000002774, Primeira Câmara de Férias Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Genaro José Baroni Borges, Julgado em 25/11/1999)

A Turma, ao prosseguir o julgamento, deu provimento ao recurso para nulificar o processo desde a citação, entendendo que é nula a citação do gerente que não possui nem OSTENTA poderes de representação da pessoa jurídica . Destacou o Min. Relator que, no caso concreto, agrava-se pela expressa negativa de poderes do gerente na ciência do mandado citatório. Precedentes citados: REsp 219.661-ES, DJ 12/2/2001; RMS 6.487-PB, DJ 19/12/1997, e REsp 94.973-RJ, DJ 6/12/2004.

REsp 821.620-RS, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, julgado em 21/11/2006.

IDENTIDADE DE AÇÕES

MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. CONTINÊNCIA. Trata-se de mandado de segurança extinto na primeira instância porque o impetrante reiterou o pleito de compensação de contribuição previdenciária incidente sobre a remuneração de autônomos e administradores, entretanto ampliando pedido anteriormente feito em juízo para que a compensação se fizesse com os valores retidos dos empregados por ocasião do pagamento dos salários; com correção monetária (expurgos inflacionários), juros moratórios e compensatórios; sem as limitações previstas nas Leis ns. 9.032/1995 e 9.129/1995 e sem a comprovação do não-repasse a terceiros dos ônus tributários correspondentes. Em sede de apelação, houve a anulação da sentença pelo não-reconhecimento da coisa julgada e da litispendência e o presente recurso especial do INSS sustenta contrariedade ao art. 301, §§ 1º, 2º, 3º e 4º, do CPC. Lembrou o Min. Relator que a jurisprudência deste Superior Tribunal entende que, em hipóteses como as dos autos, não há litispendência porque não há a tríplice identidade: mesmas partes litigantes, mesmo pedido e mesma causa de pedir. No caso, o pedido posterior é mais amplo e abrange o pedido do anterior mandamus, assim revela hipótese de continência. Com esse entendimento, determinou o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau para o julgamento de mérito da ação. REsp 627.975-PB, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 21/9/2006.

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como abrigar agravo regimental que não logra desconstituir o fundamento da decisão atacada. 2. Para a configuração da litispendência, o Código de Processo Civil impõe a exigência da tríplice identidade: mesmas partes, mesma causa de pedir e mesmo pedido (art. 301, § 2º). 3. Não há falar em litispendência quando os pedidos são diversos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ – AgRg no REsp 640931 / SC AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2004/0021490-8, 6ª Turma, Min. Paulo Gallotti, Julgado em 22/11/2007, publicado em DJ 10.12.2007 p. 451)

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Art. Quando por três vezes, o oficial de justiça houver procurado o réu em seu domicílio ou residência, sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar a

§ 2º Certificado pelo oficial de justiça que o réu se oculta para não ser citado, a precatória será ime- diatamente devolvida, para o fim previsto no

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