Seguridade Social
Sistema contributivo
Professora Tonia Galleti
Mestre em Direito Político e Econômico pela universidade Mackenzie Coordenadora Nacional do Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas
e Idosos da Força Sindical Professora e palestrante [email protected]
CUSTEIO DA SEGURIDADE
• Direito Previdenciário I (Lei de Custeio) •
• 1º Módulo: Relações jurídicas previdenciárias, diversidade dos agentes. Proteção social como encargo coletivo, capitalização e repartição, natureza jurídica da contribuição.
• 2º Módulo: Sistemas contributivos, contribuição para o RGPS. O contribuinte, base de cálculo, obrigação de contribuir, infração e crimes fiscais.
1º
Módulo:
Relações jurídicas previdenciárias, diversidade
dos
agentes;
b) Proteção social como encargo coletivo,
capitalização e repartição, natureza jurídica
da contribuição.
RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E DE CUSTEIO
• ELEMENTOS DO TRIBUTO:
• - FATO GERADOR: fato determinante da incidência tributária.
• - BASE DE CÁLCULO: montante sobre o qual o tributo será calculado.
• - ALÍQUOTA: percentual adotado pela lei e, que será aplicado à base de cálculo.
• - SUJEITOS DA RELAÇÃO TRIBUTÁRIA: passivo (devedor - contribuinte) e ativo (credor – União).
RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E DE CUSTEIO
SUJEITOS DA RELAÇÃO TRIBUTÁRIA:
• Devedor – contribuinte –
• Credor – Estado/UNIÃO – somente após o lançamento do Tributo,
NAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS OCORRE O AUTO LANÇAMENTO.
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL - CUSTEIO
• PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE:
A Seguridade Social obedece ao
Principio da Solidariedade, em que todos os cidadãos, com
capacidade contributiva, contribuem para o sistema de proteção
social previsto na Constituição Federal de 88.
• REGRA DA CONTRAPARTIDA: é o princípio que garante o equilíbrio
entre despesa e receita – isto é, criação ou majoração de benefício
precisa indicar a respectiva fonte de custeio total.
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL - CUSTEIO
• PRINCÍPIO DA EQUIDADE NA FORMA DE PARTICIPAÇÃO DO CUSTEIO:
equidade = justiça – cada um participa do custeio de acordo com suas
possibilidades.
• PRINCÍPIO DA ISONOMIA: proíbe que os entes da Federação (União,
Estados, Distrito Federal e Municípios) estabeleçam tratamento
desigual entre os contribuintes.
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL - CUSTEIO
• PRINCÍPIO DA DIVERSIDADE DA BASE DE CUSTEIO: visa ampliar a base
de arrecadação sem onerar demasiadamente apenas um ou outro
grupo de contribuintes.
• Somente a
UNIÃO pode
estabelecer novas
Contribuições Sociais
mediante Lei Complementar
COMPETÊNCIA RESIDUAL
Art. 154, I da CF/88F
INSTITUÍDA POR LEI COMPLEMENTAR NÃO CUMULATIVA
COM BASE DE CÁLCULO E FATO GERADO DIFERENTE DOS JÁ EXISTENTES.
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL - CUSTEIO
• PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: contribuição social somente pode ser instituída por Lei.
• PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE: a cobrança de contribuição social somente poderá ser feita após o início da vigência da Lei – não atingindo fatos geradores e bases de cálculo anteriores.
• PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: a cobrança de contribuição social somente poderá ser feita 90 dias após a publicação da Lei.
• Regra GERAL tributária – no próximo exercício financeiro depois da publicação
• Regra para CONTRIBUIÇÂO SOCIAL – anterioridade nonagesimal
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL - CUSTEIO
• PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: art. 37, CF/88 – a lei que instituir o tributo
precisa se tornar conhecida para que possa ser exigida – permitindo o
adimplemento e a ampla defesa.
• PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE /RAZOABILIDADE: não pode ter o
caráter confiscatório.
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE
• A Seguridade Social obedece ao Principio da Solidariedade, em que todos os cidadãos, com capacidade contributiva, contribuem para o sistema de proteção social previsto na Constituição Federal de 88.
• SOLIDARIEDADE
• O princípio da SOLIDARIEDADE da Seguridade Social é visto sob três enfoques, consoante a melhor doutrina de José Leandro Monteiro de Macêdo e Eduardo Rocha Dias:
• a) solidariedade na INSTITUIÇÃO da seguridade social:
• b) solidariedade na distribuição do ônus contributivo: é a equidade na forma de participação do custeio (quem detém maior capacidade, contribui com mais).
• c) solidariedade na prestação do amparo: as ações da seguridade social devem priorizar as pessoas mais necessitadas.
• No Sistema Tributário Nacional estão previstas cinco espécies
tributárias:
• 1) impostos
• 2) taxas
• 3) contribuições de melhoria
• 4) empréstimos compulsórios
• 5) contribuições especiais, dentre as quais as sociais, em que se
incluem as da seguridade social, as de interesse das categorias
profissionais ou econômicas e de intervenção no domínio econômico.
• O
art. 149 da Constituição
, define que:• compete à União instituir contribuições sociais, aplicando às normas gerais em matéria de legislação tributária, estabelecidas em lei complementar, e os princípios da:
• legalidade, irretroatividade e anterioridade.
• IMPORTANTE:
para as contribuições de financiamento da
seguridade social, não se aplica a anterioridade dos tributos em
geral, mas a vacatio legis de noventa dias prevista no art. 195,
parágrafo 6º.
• O Supremo Tribunal Federal decidiu que as contribuições
sociais têm natureza tributária por dois motivos:
• 1º. Porque o art. 149 prevê que a elas sejam aplicados os
princípios constitucionais próprios dos demais tributos;
• 2º. Porque o parágrafo 6º do art. 195, ao regular o
exercício da competência residual da União para instituir
novas contribuições sociais, faz referência ao art. 154,
inciso I, que é um dispositivo tipicamente regulatório de
exação de natureza tributária.
• A Constituição Federal no art. 149 faz referência genérica às
contribuições sociais, trazendo no art. 195 normas específicas para
as contribuições de seguridade social, impondo-lhes um regime
jurídico com certas peculiaridades.
• Observa-se que os referidos artigos dispõem que as contribuições
serão instituídas em função de finalidade específica. Ou seja, o
produto de sua arrecadação será afetado a áreas de elevado
interesse público ou social. Por este motivo Marco Aurélio
Greco[4] se refere à finalidade como o critério de validação
constitucional das contribuições.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
• Por sua natureza jurídica de tributo, as contribuições de seguridade
social estão sujeitas às normas gerais de direito tributário previstas em
lei complementar (art. 146, III, da Constituição Federal) e às limitações
constitucionais ao poder de tributar.
• Dispõe o art. 149 da Constituição Federal:
Das Limitações
Constitucionais ao Poder de Tributar
NORMAS E PRINCÍPIOS APLICÁVEIS ÀS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
• - TRIBUTO VINCULADO;
• - COMPETÊNCIA RESIDUAL DA UNIÃO; • - ANTERIORIDADE NONAGESIMAL; • - LEGALIDADE;
• - NÃO-CUMULATIVIDADE;
• - DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO DOS TRIBUTOS; • - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO;
NATUREZA JURÍDICA DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
• “Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das
categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo”.
COMPETÊNCIA
• Competência Residual da União.
os Estados, Distrito Federal e Municípios PODERÃO instituir contribuição incidente sobre a remuneração dos servidores públicos – CUSTEIO RPPS
PARAFISCALIDADE
• PARAFISCALIDADE – ATO DE ARRECADAR PARA TERCEIRO.
• Para Machado, o tributo é parafiscal quando o seu objetivo é a arrecadação de recursos para o custeio de atividades que, em princípio, não integram funções próprias do Estado, mas este as desenvolve através de entidades específicas.
• Exemplo: as contribuições destinadas ao SEBRAE, SESC, SENAI, e outras.
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL
• Lei 11.457/2007 – criou a “Super Receita” – Secretaria da Receita Federal do Brasil.
• FUNÇÃO: ARRECADAR, FISCALIZAR, ADMINISTRAR, LANÇAR E NORMATIZAR AS RECEITAS PROVENIENTES DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS E, OUTROS DA UNIÃO.
• A SRFB prestará contas anualmente ao Conselho Nacional de Previdência Social – sobre: montante arrecadado e eventuais compensações havidas.
E-social
• Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e
Trabalhistas
• OBJETIVOS:
• 1) garantia dos direitos previdenciários e trabalhistas; • 2) simplificação dos procedimentos;
• 3) aprimoramento da qualidade das informações: trabalhistas, previdenciárias e fiscais.
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
• Aplica-se o disposto no Código Tributário Nacional, determinando-se os prazos de prescrição e decadência em cinco anos, na forma dos arts. 173 e 174.
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do
prazo nele Previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco
anos, contados da data da sua constituição definitiva.
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal: II - pelo protesto judicial;
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
• O prazo decadencial se conta:
• a) A partir do 1º dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;
• b) A partir da data em que se tornou definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
• A interrupção da prescrição ocorre com o despacho do juiz que ordenou a citação em execução fiscal, pelo protesto judicial, por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor, e por qualquer ato inequívoco, mesmo que extrajudicial, que importe o reconhecimento do débito pelo devedor.
• A suspensão do prazo prescricional ocorre nas hipóteses do art. 151
do CTN: moratória, depósito integral do montante do débito,
reclamações e recursos nos termos da legislação que regula o processo administrativo tributário, a concessão de liminar em mandado de segurança, a concessão de liminar ou antecipação de tutela em outras ações e o parcelamento.
CONCEITO DE SEGURIDADE SOCIAL
• ART. 194, da CF/88:
• Seguridade Social é um conjunto integrado de ações, de
iniciativa dos Poderes Públicos e da Sociedade, destinadas a
assegurar os direitos relativos à saúde, previdência social e
assistência social.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• ART. 195, da CF/88:
• A seguridade social será financiada por toda sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: • I – Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidentes sobre:
• II – Do trabalhador e dos demais segurados da Previdência Social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. 201;
• III – Sobre a receita de concursos de prognósticos;
• IV – Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• I – Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
• a) A folha de salários e demais rendimentos do trabalho pago ou creditado, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício;
• b) A receita ou o faturamento; • c) O lucro.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• Parágrafo 1. As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios destinados à Seguridade Social constarão dos respectivos
orçamentos, não integrando o orçamento da União.
• Parágrafo 2. A proposta de orçamento da Seguridade Social será
elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde,
previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e
prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentarias, assegurada
a cada área a gestão de seus recursos.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• Parágrafo 3. A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade
social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder
Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
• Parágrafo 4. A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a
manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto
no art. 154, I.
• Parágrafo 5. Nenhum benefício ou serviço da Seguridade Social poderá
ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de
custeio total.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• Parágrafo 6. As contribuições sociais de que trata este artigo do
poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes
aplicando o disposto no art. 150, III, b.
• Parágrafo 7. São isentas de contribuição para a Seguridade Social as
entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• Parágrafo 8. O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o
pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam
suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados
permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a
aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da
produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei.
• Parágrafo 9. As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste
artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em
razão da atividade econômica, da utilização de mão-de-obra, do porte
da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• Parágrafo 10. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para
o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os
Municípios, observada a respectiva contrapartida.
• Parágrafo 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das
contribuições sociais de que tratam os incisos I, a e II deste artigo, para
débitos em montante superior ao fixado em Lei Complementar.
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
• Parágrafo 12. A lei definirá os setores de atividade econômica para os
quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b e IV do caput
serão não-cumulativas.
• Parágrafo 13. Aplica-se o disposto no parágrafo 12 inclusive na hipótese
de substituição gradual, total ou parcial, da contribuição incidente sobre
a receita ou o faturamento.
FORMA DIRETA DE CUSTEIO
• FORMA DIRETA Contribuições do art. 195 da CF/88
FORMA DIRETA DE CUSTEIO
CONTRIBUINTE BASE DE CÁLCULO
EMPRESA 1) FOLHA DE SALÁRIOS E DEMAIS RENDIMENTOS DO
TRABALHO;
2) SOBRE RECEITA OU FATURAMENTO (PIS e COFINS) 3) SOBRE O LUCRO (CSLL)
TRABALHADOR SOBRE O SALÁRIO E DEMAIS RENDIMENTOS DO TRABALHO
SEGURADO ESPECIAL, PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA
INCIDENTE SOBRE A RECEITA BRUTA PROVENIENTE DA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO RURAL
EMPREGADOR DOMÉSTICO INCIDENTE SOBRE O SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADOS A SEU SERVIÇO.
FORMA INDIRETA DE CUSTEIO
• FORMA INDIRETA Orçamento da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
FONTES ADICIONAIS DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL
• - multas;
• - remuneração recebida pela prestação de serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros;
• - receitas patrimoniais, industriais e financeiras;
• 50% da receita obtida no leilão decorrentes da apreensão de bens do tráfico de entorpecentes;
• - 40% do resultado de leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil;
• 50% do Seguro DPVAT;
FONTES ADICIONAIS DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL
• - CLUBES DESPORTIVOS COM EQUIPE DE FUTEBOL PROFISSIONAL (art. 22, §
6º da lei 8212/91 ou art. 205 do Decreto 3048/99):
• A Instrução Normativa nº 971 de 13 de novembro de 2009, que dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e das arrecadações das contribuições sociais destinadas à Previdência Social, bem como as destinadas a outras entidades ou fundos, administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil em seu artigo 248, inciso I, definiu o clube de futebol profissional, a associação desportiva que mantém uma equipe de jogadores profissionais, e esta filiada a federação de futebol do respectivo Estado em que se encontra, ainda que mantenha outras modalidades desportivas, e que seja organizada na forma da Lei 9.615/98, COMO CONTRIBUINTE DA
IMUNIDADE X ISENÇÃO
• IMUNIDADE – previsão constitucional / somente perde o direito à imunidade se a SRFB provar o desenquadramento – presunção de enquadramento.
• ISENÇÃO – previsão na lei infraconstitucional / se a SRFB entender que não se enquadra, caberá ao contribuinte provar que atende aos requisitos da lei para o enquadramento – presunção da Fazenda.
IMUNIDADE
• A Constituição Federal faz referência à isenção e à não incidência em situações que configuram imunidade. As hipóteses de imunidade em relação às contribuições para o custeio da seguridade social são apenas as enumeradas na CF/88.
• a) Imunidade das aposentadorias e pensões do RGPS: Ao prever a contribuição “do trabalhador e dos demais segurados da previdência social”, o art. 195, II, dispõe que não incide contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201. As aposentadorias e pensão dos servidores públicos não têm imunidade.
• b) Imunidade das entidades beneficentes da Assistência Social: Nos § 7º do art. 197, quando se utiliza a expressão “são isentas”, na verdade se está concedendo imunidade às entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.
• Súmula 730 (STF): “A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, c, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários”.
• c) Imunidade das receitas decorrentes de exploração: No art. 149, § 2º, a CF dispõe que não incidirão as contribuições sociais, inclusive de seguridade social, sobre as receitas decorrentes de exportação.
REMISSÃO E ANISTIA
• A CF (art. 195, § 11) proíbe a concessão de remissão ou anistia das contribuições devidas pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada e pelos segurados da previdência, quando se tratar de débito superior ao previsto em lei complementar.
• Remissão e anistia são institutos jurídicos distintos.
REMISSÃO só pode ocorrer depois que o crédito estiver constituído pelo
lançamento, configurando hipótese de extinção do crédito tributário (art. 156, IV, do CTN).
ANISTIA ocorre em momento anterior ao do lançamento e atinge as penalidades
impostas ao contribuinte por descumprir a legislação tributária. É hipótese de
CONTRIBUINTES
• QUEM SÃO OS CONTRIBUINTES DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS ? • Artigo 9 do Decreto 3048/99
• - segurados da Previdência Social; • - empresas
• - importadores
ART. 9 DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• I – como empregado:
• a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado;
• b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas, na forma da legislação própria.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: • c) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para
trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País; • d) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para
trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria de capital votante pertencente a empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no país e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente só a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no país ou de entidade de direito público interno;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: • e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição
consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular;
f) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que tratam os arts. 56 e 57 da Lei n. 11.440, de 29/12/2006, este desde que, em razão de proibição legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local;
• h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei 11788/2008;
• i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime próprio de previdência social;
• l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Municipio, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal;
• m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21/11/94, bem como aquele que optou pelo RGPS, em conformidade com a Lei n. 8935/94;
• p) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social;
• q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social;
• j) o trabalhador rural contratado pro produtor rural pessoa física, na forma do art. 14-A da Lei 5889/73, para o exercício de atividade de natureza temporária por prazo não superior a dois meses dentro do período de um ano;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: • II – como empregado doméstico : aquele que presta serviço de natureza contínu,
mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos;
• III – (Revogado pela Lei nº 9.876, de 26.11.99) • IV – ( Revogado pela lei nº 9.876, de 26.11.99) • V – como contribuinte individual:
• a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área superior a 4 (quatro) módulos fiscais; ou quando em área igual ou inferior a 4 (quatro) módulos fiscais ou atividade pesqueira ou extrativismo, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos; ou ainda nas hipóteses dos §§ 8 e 23 deste artigo;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: • b) a pessoa física , proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral –
garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua;
• c)o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada , de congregação ou de ordem religiosa.
• d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro e efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: • e) o titular de firma individual urbana ou rural;
• f) o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: h) O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural;
i) o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: • j) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou
mais empresas, sem relação de emprego;
• l) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não;
• m) caducou – magistrado clássica;
• n) o cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado; e
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• o) revogado;
• p) o Micro Empreendedor Individual (MEI) de que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei Complementar 123/2006, que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• VI – como trabalhador avulso: aquele que, sindicalizado ou não, prest serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediária obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra, nos termos da Lei 8630/93, ou do sindicato da categoria, assim considerados:
• a) o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de cargas, vigilância de embarcação e bloco;
• b) o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer qualquer natureza, inclusive carvão e minério;
• c) o trabalhador em alvarenga ( embarcação para carga e descarga de navios); • d) o amarrados de embarcação;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• e) o ensacados de café, cacau, sal e similares; • f) o trabalhador na indústria de extração de sal; • g) o carregador de bagagem em porto;
• h) o prático de barra em porto; • i) o guindasteiro;
• j) o classificador, o movimentador e o empacotados de mercadorias em portos; e
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• VII - como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de:
• a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade:
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• 1 . agropecuária em área contínua ou não de até 4 quatro módulos fiscais; ou
• 2 . De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de vida;
• b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida;
• c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 ( dezesseis ) anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam a alínea a e b deste inciso, que comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades rurais ou pesqueiras artesanais, respectivamente, do grupo familiar.
• § 1º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social que voltar a exercer atividade abrangida por este regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata este Regulamento.
• § 2º Considera-se diretor empregado aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja contratado ou promovido para cargo de direção das sociedades anônimas, mantendo as características inerentes à relação de emprego.
• § 3º Considera-se diretor não empregado aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja eleito, por assembléia geral dos acionistas, para cargo de direção das sociedades anônimas, não mantendo as características inerentes à relação de emprego.
• § 4º Entende-se por serviço prestado em caráter não eventual aquele relacionado direta ou indiretamente com as atividades normais da empresa.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• § 5. Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes.
• § 6. Entende-se como auxílio eventual de terceiros o que é exercido ocasionalmente, em condições de mútua colaboração, não existindo subordinação nem remuneração.
• § 7º Para efeito do disposto na alínea "a" do inciso VI do caput, entende-se por:
• I - capatazia - a atividade de movimentação de mercadorias nas instalações de uso público, compreendendo o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário;
• II - estiva - a atividade de movimentação de mercadorias nos conveses ou nos porões das embarcações principais ou auxiliares, incluindo transbordo, arrumação, peação e despeação, bem como o carregamento e a descarga das mesmas, quando realizados com equipamentos de bordo;
• III - conferência de carga - a contagem de volumes, anotação de suas características, procedência ou destino, verificação do estado das mercadorias, assistência à pesagem, conferência do manifesto e demais serviços correlatos, nas operações de carregamento e descarg
• IV - conserto de carga - o reparo e a restauração das embalagens de mercadoria, nas operações de carregamento e descarga de embarcações, reembalagem, marcação, remarcação, carimbagem, etiquetagem, abertura de volumes para vistoria e posterior recomposição;
• V - vigilância de embarcações - a atividade de fiscalização da entrada e saída de pessoas a bordo das embarcações atracadas ou fundeadas ao largo, bem como da movimentação de mercadorias nos portalós, rampas, porões, conveses, plataformas e em outros locais da embarcação; e
• VI - bloco - a atividade de limpeza e conservação de embarcações mercantes e de seus tanques, incluindo batimento de ferrugem, pintura, reparo de pequena monta e serviços correlatos.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• § 8. Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de:
• I – benefício de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da Previdência Social;
• II – benefício previdenciário pela participação em plano de previdência complementar instituído nos termos do inciso IV do § 9º deste artigo;
• III – exercício de atividade remunerada em período não superior a 120 dias, corridos ou intercalados, no ano civil, observado o disposto no § 13 deste artigo;
• IV – exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• V – exercício de mandato de vereador do município onde desenvolve a atividade rural, ou de dirigente de cooperativa rural constituída exclusivamente por segurados especiais, observado o disposto no § 13 deste artigo;
• VI – parceria ou meação outorgada na forma e condições estabelecidas no inciso I do § 9º deste artigo;
• VII – atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
VIII- atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício da prestação continuada da Previdência Social.
• § 9º Para os fins previstos nas alíneas "a" e "b" do inciso V do caput, entende-se que a pessoa física, proprietária ou não, explora atividade através de prepostos quando, na condição de parceiro outorgante, desenvolve atividade agropecuária, pesqueira ou de extração de minerais por intermédio de parceiros ou meeiros.
• § 10. O dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato, o mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência Social de antes da investidura no cargo.
• § 11. O magistrado da Justiça Eleitoral, nomeado na forma do inciso II do art. 119 ou III do § 1º do art. 120 da Constituição Federal, mantém o mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência Social de antes da
investidura no cargo. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003)
• § 12. O exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social.
• § 13. Aquele que exerce, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades, observada, para os segurados inscritos até 29 de novembro de 1999 e sujeitos a salário-base, a tabela de transitoriedade de que trata o § 2º do art. 278-A e, para os segurados inscritos a partir daquela data, o disposto no inciso III do caput do art. 214. (Redação dada pelo Decreto nº 3.452, de 2000)
• § 14. Considera-se pescador artesanal aquele que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que:
• I - não utilize embarcação; ou (Redação dada pelo Decreto nº 8.424, de 2015)
• II - utilize embarcação de pequeno porte, nos termos da Lei nº 11.959, de 29 de junho de 2009
• § 14-A. Considera-se assemelhado ao pescador artesanal aquele que realiza atividade de apoio à pesca artesanal, exercendo trabalhos de confecção e de reparos de artes e petrechos de pesca e de reparos em embarcações de pequeno porte ou atuando no processamento do produto da pesca artesanal.
§15 Enquadram-se nas alíneas 'j' e 'l' do inciso V do caput, entre outros:
I – o condutor autônomo do veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregaticio, quando proprietário, co-proprietário ou promitente comprador de um só veículo; II – aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei 6094/74;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
III – aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante , nos termos da Lei 6586/78;
IV – o trabalhador associado a cooperativa que, nessa qualidade preta serviços a terceiros;
V – o membro de conselho fiscal de sociedade por ações;
VI – aquele que presta serviços de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no âmbito residencial destas, sem fins lucrativos;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
VII – o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detém a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994;
VIII – aquele que na condição de pequeno feirante, compra pra revenda produtor hortifrutigranjeiros ou assemelhados;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
X – o médico residente de que trata a Lei 6932/81.
XI – o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em embarcação de médio ou grande porte, nos termos da Lei n. 11959/09;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
XIII – o bolsista da Fundacao Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei n. 6855/80;
XIV – o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei n. 9615/98.
XV – o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei n. 8069/90, quando remunerado;
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
XVI – o interventor, o liquidaste, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição financeira de que trata o parágrafo 6 do art. 201.
§ 16. Aplica-se o disposto na alínea "i" do inciso I do caput ao ocupante de cargo de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em regime especial, e fundações. (
ART. 12 DA LEI 8212/91 OU ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• § 18 Não descaracteriza a condição de segurado especial:
• I – a outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato, de até 50% de imóvel rural cuja área total não seja superior a 4 módulos fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar;
• II – a exploração da atividade turística da propriedade rural, inclusive com hospedagem, por não mais de 120 dias ao ano;
ART. 12 DA LEI 8212/91 OU ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
• III – a participação em plano de previdência complementar instituído por entidade classista a que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural em regime de economia familiar;
• IV – ser beneficiário ou fazer parte de grupo familiar que tem algum componente que seja beneficiário de programa assistencial oficial de governo;
• V – a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade, de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal, na forma do § 11 do art. 25
• § 19. Os segurados de que trata o art. 199-A terão identificação
específica nos registros da Previdência Social. (Incluído pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
• § 20. Para os fins deste artigo, considera-se que o segurado especial reside em aglomerado urbano ou rural próximo ao imóvel rural onde
desenvolve a atividade quando resida no mesmo município de situação do imóvel onde desenvolve a atividade rural, ou em município contíguo ao em que desenvolve a atividade rural.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• Art. 9. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:
§ 21 O grupo familiar poderá utilizar-se de empregado, inclusive daquele referido na alínea "r" do inciso I do caput deste artigo, ou do trabalhador de que trata a alínea "j" do inciso V, em épocas de safra, à razão de no máximo 120 ( cento e vinte ) pessoas dentro do ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, à razão de 8 horas dia e 44/ semana.
ART. 9 DO DECRETO 3048/99
• § 20. Para os fins deste artigo, considera-se que o segurado especial reside em aglomerado urbano ou rural próximo ao imóvel rural onde desenvolve a atividade quando resida no mesmo município de situação do imóvel onde desenvolve a atividade rural, ou em município contíguo ao em que desenvolve a atividade rural.
• § 21. O grupo familiar poderá utilizar-se de empregado, inclusive daquele referido na alínea “r” do inciso I do caput deste artigo, ou de trabalhador de que trata a alínea “j” do inciso V, em épocas de safra, à razão de no máximo cento e vinte pessoas/dia dentro do ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, à razão de oito horas/dia e quarenta e quatro horas/semana.
• § 22. O disposto nos incisos III e V do § 8o deste artigo não dispensa o
recolhimento da contribuição devida em relação ao exercício das atividades de que tratam os referidos incisos.
• § 23. O segurado especial fica excluído dessa categoria: • I - a contar do primeiro dia do mês em que:
• a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas no inciso VII do caput deste artigo, sem prejuízo do disposto no art. 13, ou exceder qualquer dos limites estabelecidos no inciso I do § 18 deste artigo;
• b) se enquadrar em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado o disposto nos incisos III, V, VII e VIII do § 8o deste artigo, sem prejuízo do disposto no art. 13; e
• c) se tornar segurado obrigatório de outro regime previdenciário;
• II - a contar do primeiro dia do mês subseqüente ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de:
• a) utilização de trabalhadores nos termos do § 21 deste artigo;
• b) dias em atividade remunerada estabelecidos no inciso III do § 8o
deste artigo; e
• c) dias de hospedagem a que se refere o inciso II do § 18 deste artigo. • § 24. Aplica-se o disposto na alínea “a” do inciso V do caput deste
artigo ao cônjuge ou companheiro do produtor que participe da atividade rural por este explorada.
• § 25. Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização
artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, observado o disposto no § 5o do art. 200, desde que não esteja
sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI.§ 26. É considerado MEI o empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei no
10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil
reais), optante pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática de recolhimento mencionada na alínea “p” do inciso V do
• Art. 195. A seguridade social será financiada por toda
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das
seguintes contribuições sociais:
• I – Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
Firma individual ou sociedade Órgãos ou entidades da Administração direta, indireta e fundacional Por equiparação:
- Contribuinte individual (em relação aos segurados que lhe
prestam serviços); - Cooperativa;
- Associação de qualquer natureza ou finalidade;
- Repartição consular de carreiras estrangeiras.
• a) folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
• b) receita ou faturamento; • c) lucro.
• II – do trabalhador e dos demais segurados da Previdência Social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. 201;
• III – concurso de prognósticos • IV – eventos esportivos
EXERCÍCIOS
• (ESAF – ATA/MF – 2009) Além das inúmeras contribuições sociais instituídas no texto da Constituição Federal, há possibilidade de instituição de novas espécies de contribuição social? Assinale a assertiva que responde incorretamente à pergunta formulada.
•
a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador de outra já existente.
b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.
c) Há previsão constitucional de competência residual.
d) A diversidade da base de financiamento permite outras contribuições sociais.
FONTES DE PESQUISA
• Constituição Federal de 1988; • Lei 8212/91
• Lei 10666/03
• Prática Previdenciária para Empresas – Felipe Clement e Juliana de Oliveira Xavier Ribeiro – Editora Quartier Latin.
• A proteção social na constituição de 1988 - Zélia Luiza Pierdoná – REID