Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional
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Parte C – Item 13 - 1 -
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ÍNDICE
13 - Programa de Compensação Ambiental... 1
13.1 - Introdução ... 1
13.2 - Justificativas... 2
13.3 - Objetivos do Programa ... 2
13.3.1 - Geral ... 2
13.3.2 - Específicos ... 2
13.3.3 - Metas... 3
13.3.4 - Indicadores Ambientais ... 3
13.3.5 - Metodologia e Descrição do Programa... 3
13.3.5.1 - Etapa 1 ― Levantamento e Caracterização das Principais Unidades de Conservação do Entorno do Projeto e Atendimento as Condicionantes 2.26 e 2.27... 4
13.3.5.2 - Etapa 2 ― Procedimentos Específicos para Trâmites da Compensação Ambiental no IBAMA... 40
13.4 - Inter-Relação com outros Programas... 44
13.5 - Instituições Envolvidas... 44
13.6 - Atendimento a Requisitos Legais e/ou Outros Requisitos ... 45
13.7 - Recursos Necessários ... 46
13.8 - Cronograma Físico... 46
13.9 - Responsáveis pela Implementação do Programa... 46
13.10 - Responsáveis pela Elaboração do Programa ... 46
13.11 - Bibliografia... 46
13 - PROGRAMA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL
13.1 - INTRODUÇÃO
O Programa de Compensação Ambiental visa atender à Resolução CONAMA n
o002/96, segundo a qual, o empreendimento cuja implantação causa alterações no meio ambiente deve destinar, como medida compensatória, um montante equivalente a, no mínimo, 0,5% do seu valor global para o custeio de atividades ou aquisição de bens para Unidades de Conservação ou implantação, quando assim for considerado pelo órgão ambiental licenciador competente, com fundamento nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA).
Essa Resolução — consolidada pela Lei do SNUC, Lei 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e regulamentada pelo Decreto 4.340/02 — visa compensar os impactos ambientais causados pelo empreendimento, preservando partes do patrimônio natural próximas ao empreendimento, possibilitando seu desenvolvimento sustentável.
Adicionalmente, este programa apresenta as respostas em atendimento as ”Condicionantes 2.26 e 2.27 da Licença Prévia Nº 200/2005 emitida pelo IBAMA, transcritas a seguir.
“Condicionante Específica 2.26 ― Apresentar mapas de vegetação, confrontando as áreas propícias à expansão agrícola com as áreas consideradas prioritárias para a conservação pelo PROBIO, as Unidades de Conservação propostas no estudo e as existentes.”
“Condicionante Específica 2.27 ― Detalhar no Programa de Compensação Ambiental, o diagnóstico das Unidades de Conservação existentes ― incluir a ESEC Castanhão e PARNA Catimbau ― e o mapeamento das áreas propostas para a criação de novas unidades, a fim de subsidiar a análise deste Instituto.”
A região do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional caracteriza-se pela predominância de ambientes antropizados.
Embora sejam escassos, os fragmentos em bom estado de conservação ainda ocorrem em
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13.2 - JUSTIFICATIVAS
Mesmo em regiões já bastante alteradas pelo homem, podem-se manter e recuperar as características naturais da flora local, o que induzirá a manutenção da fauna associada a essa vegetação. A proteção das espécies ainda existentes nas áreas que serão impactadas pelas ações decorrentes do Projeto só será possível através de Unidades de Conservação bem- delimitadas, legalmente protegidas e devidamente manejadas e fiscalizadas. Finalmente, justifica-se a implantação e/ou utilização de recursos em Unidades já existentes, como medida compensatória consubstanciada pela Lei nº 9.985, de 12 de junho de 2000 — SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação).
Durante os dois últimos anos, estudos apresentados (IUCN) ao público em geral apontaram que a vegetação da Caatinga encontra-se reduzida a menos da metade; no caso da Paraíba, a cobertura florestal restante é de pouco mais de 30%. Além disso, a dependência da população e de alguns setores da economia nordestina, como os pólos cerâmicos e as indústrias de cal, em relação à lenha como fonte de energia corresponde a 30% a 50% da energia primária. A lenha e o carvão vegetal representam 60% de toda a energia utilizada para cozinhar alimentos no Nordeste. Esses dados somente corroboram uma maior necessidade de preservação da Caatinga stricto sensu, pois a demanda de material lenhoso nativo sendo consumido das mais variadas formas vem promovendo uma devastação da diversidade ainda desconhecida desse bioma.
13.3 - OBJETIVOS DO PROGRAMA
13.3.1 - Geral
Este Programa tem por objetivo a implementação de medidas compensatórias por perdas ambientais, em conformidade ao que determina Lei nº 9.985, de 18 de junho de 2000, e demais diplomas legais que a apóiam.
13.3.2 - Específicos
-
Compensar, em parte, a perda dos ecossistemas diretamente afetados.
-
Propiciar a conservação de amostras representativas do patrimônio natural da Caatinga remanescente.
-
Criar/manter Unidades de Conservação através do aporte de recursos advindos da
compensação ambiental obrigatória.
-
Propor alternativas para seleção das Unidades de Conservação que serão contempladas com a aplicação dos recursos previstos para este Programa.
-
Conservar espécies raras, em perigo ou ameaçadas de extinção.
-
Possibilitar a Educação Ambiental por meio do desenvolvimento de atividades práticas nessas UCs.
-
Incentivar a pesquisa e investigação científica, estudos comparativos e o monitoramento ambiental.
-
Criar/manter refúgios para abrigar a fauna durante as fases de desmatamento e de enchimento dos reservatórios do sistema de integração das águas do projeto.
13.3.3 - Metas
-
Obter, até o início das obras, o Termo de Compromisso assinado para a aplicabilidade dos recursos.
-
Concluir, até o final das obras, o plano de trabalho para aplicabilidade dos recursos destinados pelo IBAMA.
13.3.4 - Indicadores Ambientais
-
Valor dos recursos aplicados da compensação ambiental nas UC’s já existentes e selecionadas pelo Programa de Compensação e de acordo com o Termo de Compromisso.
-
Quantidade de áreas adquiridas por meio de criação dos recursos da compensação ambiental.
-
Acréscimo dos níveis de conscientização ambiental por meio da implementação de ducação ambiental na região de influência do projeto, através de recursos aplicados em planos e programas das UC’s existentes.
13.3.5 - Metodologia e Descrição do Programa
A metodologia para a implementação deste Programa fundamenta-se, principalmente, no
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seu entorno, sendo representadas em pranchas-A3 em carta-imagem contendo, além de seu perímetro, a tipologia vegetal e a interseção com outras áreas propostas para UC’s e prioritárias para conservação (PROBIO). Para a viasualização geral, o Mapa-14 ao final deste Item - Vegetação apresentado em 1:750.000 tem por finalidade espacializar as áreas propostas no EIA, do PROBIO e UC’s existentes, com as fitofisionomias e uso no seu entorno, sendo a vegetação caracterizada tendo como base a cartografia de 1:250.000.
Destaca-se que as áreas recomendadas para criação de novas unidades são igualmente apresentadas. Essa apresentação sumária visa subsidiar melhor a análise do IBAMA na definição da(s) possível(eis) unidades a serem escolhidas ou criadas.
-
Etapa-2: são apresentados os procedimentos para a tramitação da compensação ambiental até sua completa implementação conforme a Instrução Normativa do IBAMA nº 47/04N.
Nesta etapa, serão informadas as orientações quanto às atribuições específicas de todas as unidades do IBAMA, na condução do processo de compensação ambiental, as formas de estabelecer articulação entre as diversas unidades do IBAMA, Câmara de Compensação Ambiental (CCA), o Ministério da Integração e demais interessados, visando à gestão da compensação ambiental e, por fim, como operar a aplicação e execução dos recursos oriundos da compensação ambiental.
13.3.5.1 - Etapa 1 ― Levantamento e Caracterização das Principais Unidades de Conservação do Entorno do Projeto e Atendimento as Condicionantes 2.26 e 2.27 Conforme descrito na Etapa-1, as unidades de conservação apresentadas no EIA, foram melhor caracterizadas e as informações levantadas à época desse estudo foram atualizadas, sendo apresentadas em pranchas de desenho A3, onde podem ser visualizadas as fitofisionômias presentes num raio de 15km no entorno de cada U.C., bem como os usos ― agricultura e pecuária. A seguir é apresentada uma breve análise das áreas.
Os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, que se apresentam como estados receptores, possuem diversas Unidades de Conservação, que enfrentam consideráveis dificuldades para uma gestão ambiental adequada.
Ao todo, foram identificadas 123 Unidades de Conservação nos quatro estados em questão,
sob as categorias de Parque Nacional, Estadual e Municipal; Área de Proteção Ambiental (APA),
Floresta Nacional (FLONA), Estação Florestal Experimental, Área de Relevante Interesse
Ecológico (ARIE), Monumento Natural, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN),
Reserva Biológica e Estação Ecológica.
Dentre essas, foram selecionadas 13: 6 no Ceará; 3 na Paraíba; 2 no Rio Grande do Norte e 2 em Pernambuco. Sete delas são administradas em nível federal, 4 em nível estadual e 2 em nível municipal. Foram descartadas, dessa seleção, aquelas marítimas, litorâneas e localizadas na Zona da Mata, por não serem representativas dos ambientes diretamente afetados pela implantação do empreendimento, bem como as de cunho particular (RPPN) e as localizadas fora da Área de Influência do empreendimento. A seguir, apresenta-se um quadro-resumo dessas UCs.
Quadro 13-1 – Quadro-Resumo das Unidades de Conservação
Unidade de Conservação U.F. Categoria de Uso Preservação da Biocenose
Esfera de Proteção Legal
Status (Possui Plano de Manejo ?)
Reserva Biológica de Serra Negra PE Proteção Integral Sim Federal Em elaboração
Parque Nacional Catimbau PE Proteção Integral Sim Federal Não
Monumento Natural Vale dos Dinossauros PB Proteção Integral Não Estadual Não
Parque Estadual do Pico do Jabre PB Proteção Integral Sim Estadual Não
Parque Ecológico do Distrito de Engenheiro Ávido PB Proteção integral Sim Municipal Não
Estação Ecológica do Seridó RN Proteção Integral Sim Federal Em elaboração
Parque Ecológico do Cabugi RN Proteção Integral Sim Estadual Em elaboração
Estação Ecológica de Aiuaba CE Proteção Integral Sim Federal Não
Floresta Nacional do Araripe CE Uso Sustentável Sim Federal Elaborado, aguarda
aprovação
APA da Chapada do Araripe CE Uso Sustentável Não Federal Em elaboração
APA da Serra de Baturité CE Uso Sustentável Não Estadual Em elaboração
Parque Ecológico das Timbaúbas CE Proteção Integral Não Municipal Não
ESEC Castanhão CE Proteção Integral Sim Federal Não
Nesta etapa, foi realizado um levantamento das UCs nos âmbitos federal, estadual e municipal, através de coleta de dados secundários, os quais deverão ser alvo de análises conjuntas com o IBAMA, que será o interlocutor junto aos órgãos estaduais e o Ministério da Integração na etapa de execução do presente Programa. O objetivo é consolidar as estratégias e convênios para aplicação dos recursos.
As alternativas apresentadas são descritas a partir de dados secundários coletados para os quatro estados (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará), com base em consultas ao IBAMA, OEMAS e municípios, quanto à situação atual observada nessas UCs, ressaltando as principais carências e possíveis soluções propostas.
Como etapa subseqüente, selecionaram-se algumas alternativas mediante a hierarquização das
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Com fundamento na análise a ser realizada, deverá ser detalhada a proposta de articulação institucional, tais como convênios necessários e acompanhamento da destinação dos recursos por parte do Ministério da Integração.
A seguir, apresenta-se a caracterização de cada Unidade de Conservação selecionada, destacando-se que as informações aqui declaradas estão atualizadas até julho de 2005.
13.3.5.1.1 - Estado de Pernambuco a) Reserva Biológica de Serra Negra Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: preservação de flora e fauna dos chamados “brejos de altitude” (floresta serrana) e da Caatinga.
Documento de criação: Decreto Federal 87.519, de 20/09/1982.
Municípios a que pertence: Floresta, Inajá e Tacaratu.
Superfície: 1.100ha.
Breve caracterização:
A REBIO Serra Negra (Mapa 1) compreende um trecho montanhoso da serra de mesmo nome, com altitude máxima de 1.100m, em cujo topo é tomado por uma fitofisiônomia ímpar da caatinga ― os brejos de altitude, ocupando boa parte da área plana, de formato fusiforme, com cerca de 3 km de comprimento por mais de 800 m de largura. Graças à maior pluviosidade, a vegetação dessa reserva desenvolveu-se bem mais pujante, sendo predominantemente denominada de floresta serrana com indivíduos de grande porte. Trata-se de um enclave florestal misto (com espécies amazônicas e atlânticas) rodeado por Caatinga.
Representa um ponto importante de refúgio para a fauna, especialmente em secas prolongadas, por ser um ambiente mésico em meio a uma grande superfície xérica. A vegetação no entorno da unidade é composta basicamente pelas fitofisionômias degradadas da Caatinga arbórea- arbustiva e arbustiva-arbórea. Apesar do uso antropizado em seu entorno tomar proporções elevadas, em função de seu relevo íngrime a unidade mantem-se intacta, dessa forma a pressão existente e a degradação da vegetação pela agricultura e pecuária permanecem existentes formando um cinturão em volta da REBIO.
Coincidem-se com a área da REBIO, as áreas propostas e as áreas prioritárias para conservação
da PROBIO Serra Negra, que abrange toda a formação geográfica. Também ao norte da Sera
Negra pode ser observado a área do projeto e alguns reservatórios que serão construídos.
No mapa é apresentado, ao norte da unidade, as áreas potencias para a agricultura, criando um corredor entre a PROBIO e a Serra Negra.
Situação atual (status):
-
apresenta duas casas: uma, para alojamento, e outra, para administração;
-
sua situação fundiária está totalmente regularizada;
-
possui Plano de Manejo em início de elaboração;
-
seu perímetro de 18 km encontra-se cercado, dos quais 7 km com postes de concreto e 11 km com estacas de madeira. Essa cerca foi construída há 12 anos;
-
não conta com efetivo para fiscalização (há dois empregados: um para serviços gerais e um técnico agrícola, que acompanha os pesquisadores).
Prioridades para investimentos:
-
melhoramento da infra-estrutura (construção de um laboratório para pesquisadores e equipá-lo);
-
colocação de energia elétrica (que dista 18 km dela);
-
reforma da cerca da Reserva, especialmente a parte (11km) cujos postes são de madeira e necessitam ser trocados por postes de concreto;
-
aquisição de um veículo novo, com tração nas quatro rodas;
-
contratação e manutenção de mão-de-obra para fiscalização da Reserva.
Observações adicionais: há dois projetos de pesquisa, com especialistas da Universidade Federal Rural de Pernambuco, atualmente em andamento na Reserva: com mamíferos marsupiais e com vegetação de matas de altitude do Nordeste, esta última financiada pelo Museu David (USA). Foram recentemente descobertas, nessa UC, duas novas espécies de plantas (ARAÚJO, com. pes.).
Instituição responsável pela sua administração: IBAMA – PE
Contato: Luiz Guilherme Dias Façanha
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Mapa 1 – Reserva Biológica de Serra Negra
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b) Parque Nacional Catimbau Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: preservar os ecossistemas naturais existentes, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental e Turismo Ecológico.
Documento de criação: Decreto s/nº, de 13 de dezembro de 2002.
Municípios a que pertence: Ibimirim, Tupanatinga e Buíque.
Superfície: 62.300 ha Breve caracterização:
Localizada na região central do Estado do Pernambuco, abrangendo parte dos municípios do Ibimirim, Tupanatinga e Buíque. O acesso é feito através da rodovia BR-232 até a cidade de Arcoverde (240 km), de onde se toma a rodovia estadual PE-270 por mais 15 km até o distrito de Carneira, no município de Buíque, onde uma estrada vicinal dá acesso à unidade.
O clima predominante na região é o semi-árido de Pernambuco, na zona de transição entre o agreste e o sertão. Geralmente, cerca de 60 a 75% das chuvas ocorrem no período de março/abril até junho/julho. O período de menor pluviosidade vai de setembro a janeiro, sendo outubro o mês mais seco.
O relevo é diversificado. A vegetação é típica do bioma Caatinga, apresentando elevada riqueza de espécies e uma grande variedade de formações fitofisionômicas. Possui uma enorme variedade de espécies, na sua maioria representada, cada uma, por um pequeno número de indivíduos (preponderância de raridades).
O PARNA Catimbau (Mapa 2) tem uma extensa área, representada principalmente por
formações fitofisiônimcas da Caatinga densa, variando enormemente na sua diversidade
florística, apresentando uma gama múltipla e espécies arbóreas e arbustivas, lianas e outros
indivíduos raros na região, por consequência do relevo movimentado e alternância da
profundidade do solo que lá existe.
Mapa 2 - Parque Nacional Catimbau
Seu entorno também muito rico, apesar da presença antrópica (agricultura e pastagens) pela proximidade das zonas urbanas de Buíque, Arcoverde, Tupanatinga e Ibimirim, é bem diversificado. Parte da unidade é cortada pela linha imaginária traçada pela PROBIO Buíque- Vale do Ipojuca, caracterizando a região e entorno com potencial para a conservação. Esta área de transição entre o agreste e o sertão merece destaque pela sua inserção tão exuberante.
As áreas com potencial para agricultura compreendem boa parte do Parque, o que pressupõe pressões sobre o mesmo.
Situação atual (status):
Não possui Plano de Manejo.
Prioridades para investimentos: s/informações
Instituição responsável pela sua administração: GEREX IBAMA – PE Contato: Francisco Araújo
Endereço: Av. 17 de Agosto, 1057 - Casa Forte, Recife - PE Telefone: (081) 3441-6338 e 3441-5075
13.3.5.1.2 - Estado da Paraíba
a) Monumento Natural Vale dos Dinossauros Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: preservação de sítio paleontológico, no caso, as pegadas fossilizadas de dinossauros encontradas no rio do Peixe.
Documentos de criação: Resolução 017/CONAMA e Decreto Estadual 14.833, de 19/10/92.
Municípios a que pertence: Souza e Antenor Navarro.
Superfície: 40,01ha.
Breve caracterização:
A UC e seu entorno (Mapa 3) são constituídos por áreas de relevo plano e baixas, cobertas
por vegetação de Caatinga densa e aberta , apresentando diferentes fitofisionomias em relação
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desde sua colonização, grande pressão antrópica, especialmente em função das atividades agropecuárias, modificando sua paisagem original, sobretudo no que diz respeito à cobertura vegetal.
As questões ambientais no entorno desta unidade merecem maior atenção pela importância paleontológica que é conferida. O ordenamento do turismo na região é um fator preocupante, porém os últimos recursos aportados, ajudaram no controle da unidade, que aguarda a elaboração do plano de manejo.
As áreas potenciais para agricultura não interferem diretamente sobre a unidade, e situam-se geograficamente distantes e sem acessos à mesma.
Situação atual (status):
-
a área encontra-se cercada;
-
a situação fundiária do Monumento Natural encontra-se regularizada;
-
não possui Plano de Manejo;
-
apresenta infra-estrutura para turismo (passarelas, quiosques, museu);
-
foi construído desvio (passagem molhada) para as águas de cheias, de forma a proteger as pegadas fossilizadas próximas ao leito do rio.
Prioridades para investimentos:
-
construção do pórtico de entrada (projeto pronto);
-
implantação do estacionamento;
-
construção do alojamento para pesquisadores e compra da mobília necessária;
-
implantação da iluminação externa.
Observações adicionais: esta UC foi beneficiada com recursos do PED para implantação das estruturas supracitadas.
Instituição responsável pela sua administração: SUDEMA Contato: Cátia Rejane Gonçalves
Endereço: BR 230 - Av. Gastão Forte de Medeiros, Jardim Sorrilândia – Rodovia Antônio Mariz, Km 454, Souza – PB – CEP: 58806-730
Telefone: (083) 3218-5603 e 3522-3055
Mapa 3 - Monumento Natural Vale dos Dinossauros
b) Parque Estadual do Pico do Jabre Âmbito de proteção: estadual.
Objetivo da criação: proteção de área geográfica dotada de atributos naturais excepcionais, conciliando a proteção de fauna, flora e paisagem com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos.
Documento de criação: Decreto Estadual 14.834/92, de 19/10/1992.
Municípios a que pertence: Matureia e Mãe d’Água.
Superfície: 500 ha.
Breve caracterização:
O Parque Estadual do Pico do Jabre (Mapa 4) apresenta relevo fortemente ondulado, no qual se destaca área cristalina elevada onde se localiza o ponto mais alto (1190 m) do estado. O clima é quente-úmido, com pluviosidade média anual entre 800 e 1.000 mm, favorecendo a vegetação florestal serrana lá encontrada. Apresenta espécies arbóreas da mata úmida e elementos da Caatinga densa, sendo que esta última tipologia vegetacional predomina na região de entorno. Ressalta-se que a unidade é caracterizada por possuir um flora e aspectos auto- ecológicos de um Encrave da Mata Atlântica, raríssimo para a região.
Por se tratar de região com alta pluviosidade, a pressão antrópica revela-se pressionando as poucas áreas intactas ou pouco perturbadas em sua formação. A proximidade com as zonas urbanas, principalmente, dos municípios de Mãe D’água e Maturéia reduzem a zona de amortecimento da unidade com a presença marcante da agricultura e pastagens.
A região ao norte da unidade é recomendada pelo EIA para a criação de novas unidades, bem
como existem interseções com área prioritárias para conservação ― PROBIOS Patos-Santa
Tereza (ao norte) e Serra do Cariri (ao sul). Destaca-se que o trecho das áreas propostas no
EIA, são relevantes no tocante ao relevo e a vegetação, formadas por serras cobertas por
fitofisionômias da caatinga densa, bastante representativa regionalmente.
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Situação atual (status):
-
a área ocupada pelo Parque Estadual ainda não foi adquirida, estando a situação fundiária, portanto, totalmente irregular;
-
não existe cercamento da área;
-
não foram elaborados Planos Diretor ou de Manejo;
-
não foi elaborado Diagnóstico Ambiental;
-
a área é desprovida de qualquer infra-estrutura.
Prioridades para investimentos:
-
regularização fundiária;
-
elaboração de Diagnóstico e Plano de Manejo;
-
cercamento e fiscalização da área;
-
implantação de infra-estrutura (sede administrativa, centro de visitantes e de educação ambiental, alojamento para pesquisadores. etc.).
Observações adicionais: a área sofre pressões para exploração minerária (granito).
Instituição responsável pela sua administração: SUDEMA.
Contato: Marília Dantas
Endereço: Av. Mons. Walfredo Leal 181, Tambiá, João Pessoa PB. – CEP: 58020-540
Telefone: (083) 3218-5603
Mapa 4 - Parque Estadual do Pico do Jabre
c) Parque Ecológico do Distrito de Engenheiro Ávido Âmbito de proteção: municipal.
Objetivo da criação: proteção.
Documento de criação: Decreto Lei Municipal 1.147 / GP – 97, de 29/08/1997.
Município a que pertence: Cajazeiras.
Superfície: 181,98 ha.
Breve caracterização:
A unidade de conservação Parque Ecológico do Distrito de Engenheiro Ávidos (Mapa 5), não possui mapas ou informação que pudessem ser obtidas para ilustração neste programa, sendo representado a região em que se insere no município de Cajazeiras.
A fitofisionômia aproximada da unidade é a caatinga densa, sendo o entorno ocupado por caatinga aberta, bastante perturbada pela ação antrópica (pastagens e agricultura), em função da boa drenagem da região e principalmente pela presença do rio Piranhas.
Destinadas às áreas prioritárias para conservação a região é recortada pela PROBIO Alto Sertão do Piranhas e recomendadas como região para criação e novas unidades propostas em relevo movimentado revestido com vegetação de caatinga densa.
Instituição responsável pela sua administração
: SUDEMA.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional
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Mapa 5 - Parque Ecológico do Distrito de Engenheiro Ávido
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13.3.5.1.3 - Estado do Rio Grande do Norte
a) Estação Ecológica do Seridó Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: proteger bancos genéticos da fauna e flora da Caatinga, realizar pesquisa científica e desenvolver atividades de Educação Ambiental.
Documento de criação: Decreto Federal 87.222, de 31/05/1982.
Município a que pertence: Serra Negra do Norte.
Superfície: 1.166,38 ha.
Breve caracterização:
O relevo da ESEC Seridó (Mapa 6) é levemente ondulado, com altitude média de 200 m, sendo que, ao norte da Unidade, existe uma elevação de 386 m denominada Serra Verde. O clima é muito quente e semi-árido, tipo estepe, com forte insolação e baixa nebulosidade. A temperatura varia de 20 a 32 graus, com precipitação anual média de 497 mm. A região do Seridó é das mais secas de todas as regiões do semi-árido. A Estação Ecológica do Seridó apresenta um tipo peculiar de Caatinga aberta, seca e esparsa, com arbustos e árvores de 2 m de altura, ocorrendo de forma isolada. Devido à aridez da região, a fauna é pobre em espécies e em quantidade, tendo os insetos como grupo de maior representatividade. A caça ilegal ainda é um dos principais problemas que ameaçam a fauna da Unidade. Por outro lado, embora a Estação esteja toda cercada, ainda existem invasões esporádicas de gado das fazendas vizinhas para à Unidade, impactando seus ambientes naturais.
A unidade possui proximidade com a rodovia BR-427 que inteliga, regionalmente, as cidades de Timbaúbas dos Batistas e Caicó à Serra Negra do Norte, aumentando a pressão sobre a UC.
A ESEC está inclusa em uma grande área de prioridade de conservação da PROBIO Seridó- Borborema, que abrange boa parte dos alfuentes do rio Piranhas, tendo a sub-bacia do rio Espinhares como um dos principais.
Situação atual (status):
-
a situação fundiária da Estação Ecológica encontra-se regularizada, tendo sua superfície já
sido adquirida;
-
Possui Plano de Manejo em andamento;
-
a área encontra-se cercada;
-
existe alojamento para pesquisadores (com capacidade para 10 pessoas), um alojamento destinado ao projeto Casa Familiar Rural, alojamento de servidores e uma casa de vigilante;
-
há um escritório com sala de informática, uma biblioteca, um salão para palestras e atividades audiovisuais e um Museu de História Natural do Seridó (subdividido em coleção científica, coleção didática, coleção pedológica e herbário);
-
dispõe de uma estação metereológica;
-
a Estação Ecológica conta com três Toyotas, uma motocicleta, um trator, um carroção e pipa.
Prioridades para investimentos:
-
reforma das cercas, que são antigas e feitas com postes de madeira. A Estação Ecológica apresenta um perímetro de 21km, dos quais apenas 13 estão com a cerca em bom estado, com os postes de madeira já substituídos por postes de concreto. Portanto, é necessária a reforma dos 8 km de cerca restantes;
-
aquisição de rádios (para comunicação) para os veículos e walkie-talkies para as pessoas que trabalham dentro da Estação;
-
construção de garagem para abrigar equipamentos e veículos;
-
aquisição de veículo, com tração nas quatro rodas, de cabine dupla.
Observações adicionais: diversas pesquisas têm sido realizadas na Estação Ecológica, desde sua criação, em 1982. Dez projetos de pesquisa já foram concluídos, oito encontram-se em andamento e três, em fase de elaboração. O Núcleo de Educação Ambiental do IBAMA tem desenvolvido um projeto na região, com o objetivo de sensibilizar as comunidades para a problemática ambiental e conservação da natureza, envolvendo oito municípios vizinhos.
Instituição responsável pela sua administração: IBAMA – RN
Contato: Adson Borges de Macedo (administrador da Estação Ecológica).
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– Projeto Básico Ambiental – PBA –
2255-00-PBA-RL-0001-00
Parte C – Item 13 21
Ago/2005
Mapa 6 - Estação Ecológica do Seridó
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Parte C – Item 13 22
Ago/2005
b) Parque Ecológico do Cabugi Âmbito de proteção: estadual.
Objetivo da criação: preservar a formação geomorfológica do pico do Cabugi, bem como flora, fauna e ambientes típicos de Caatinga.
Documento de criação: Lei Estadual 5.823, de 07/12/1988, e Portaria Estadual 446, de 31/08/1989.
Município a que pertence: Angicos.
Superfície: 2.164 ha.
Breve caracterização:
Esta UC abrange, além de fauna e flora típicas do semi-árido, um monumento geológico, remanescente da atividade vulcânica no Nordeste brasileiro, que foi adotado como um dos símbolos do Estado do Rio Grande do Norte. Com uma altitude de 590 m acima do nível do mar e uma inclinação de suas paredes entre 30 e 40º, o Pico do Cabugi destaca-se do relevo tabular que o contorna. O clima é árido, com precipitação média anual variando de 200 mm, nos anos secos, a 610 mm, nos anos úmidos, distribuída em menos de três meses por ano (ITERN, 1994).
A vegetação natural da região onde se insere o Parque do Pico do Cabugi é classificada pelo IBGE (1988) como Savana Estépica / Caatinga do Sertão Semi-Árido. A cobertura vegetal do Parque é composta basicamente por uma mata arbóreo-arbustiva, de baixo porte e formada pela associação de espécies lenhosas (como a jurema-preta e a catingueira) e cactáceas (como mandacaru e xique-xique). Variações fisionômicas são observadas em função da ação antrópica e condicionantes ambientais (ITERN, 1994).
Observando as fitofisionomias em escala mais adequada, a vegetação do Parque (Mapa 7) pode ser classificada como uma caatinga densa associada por espécies arbórea-arbustivas influenciado ao sul pela grande área de caatinga densa existente.
As proximidades com a zona urbana do município de Lajes aumenta as pressões sobre a
unidade, pois seu entorno é recortado por áreas degradadas, agricultura e pecuária, destacando
as áreas do município como um todo.
A área do Parque está próxima da área prioritária de conservação ― PROBIO Mato Grande situada a noroeste da unidade.
Situação atual (status):
-
não dispõe de Plano de Manejo, porém possui um Plano de Ação Emergencial, elaborado em 1994, pelo antigo ITERN;
-
apresenta problemas fundiários, não tendo a área sido adquirida até a presente data, havendo seis proprietários na área delimitada como UC;
-
não está cercado;
-
não tem fiscalização;
-
desprovido de infra-estrutura.
Prioridades para investimentos:
-
aquisição das terras, de forma a regularizar sua situação fundiária;
-
cercamento do Parque;
-
implantação de infra-estrutura (sede administrativa, centro de visitantes e de educação ambiental, alojamento para pesquisadores, etc.);
-
elaboração de Plano de Manejo;
-
fiscalização (pessoal e equipamentos).
Observações adicionais: ocorre turismo ecológico na área.
Instituição responsável pela sua administração: IDEMA – RN.
Contato: Estevão Lúcio (Chefe)
Endereço: Av. Nascimento de Castro, 2.127, Lagoa Nova, Natal – RN – CEP: 59056-450
Telefone: (084) 3232-1992 e 3232-1981
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Parte C – Item 13 24
Ago/2005
Mapa 7 - Parque Ecológico do Cabugi
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Parte C – Item 13 25
Ago/2005
13.3.5.1.4 - Estado do Ceará
a) Floresta Nacional do Araripe Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: ordenar o uso e ocupação da Chapada do Araripe, de forma a compatibilizar atividades antrópicas diversas com a manutenção de importantes recursos naturais, como a água e as diferentes tipologias de vegetação natural.
Documento de criação: Decreto Federal, publicado no DOU no 148, de 04/08/1997.
Municípios a que pertence: no Ceará: Campos Sales, Potengi, Salitre, Araripe, Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Barbalha, Missão Velha, Abaiara, Porteiras, Jardim, Brejo Santo, Jati, Pena Forte; em Pernambuco: Cedro, Serrita, Moreilândia, Exu, Bodocó, Granito, Ipobi, Araripina, Trindade, Ouricuri, Santa Filomena, Santa Cruz; no Piauí: Acauã, Betânia, Curral Novo, Simões, Belém, Padre Marcos, Marcolândia, Francisco Macedo, Caldeirão Grande, Fronteiras e Pio IX.
Superfície: 1.042.495,7529 ha.
Breve caracterização:
A FLONA do Araripe se desenvolve inclusa na APA da Chapada do Araripe, apresentando uma vegetação bastante densa em associação fitofisionômicas (Mapa 8). Essa associação vegetativa, observada em escala mais adequada, pode ser denominada como Floresta úmida semiperenifólia, engobando em seu bojo, fisionomias do cerrado e caatinga, trazendo à Flona uma característica importânte sobre o ponto de vista conservacionista, pela variabilidade de espécies que podem ser encontradas. Destacando-se a formação vegetacional carrasco no seu entorno.
A proximidade com os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha são dentre os
vizinhos, os mais responsáveis pelas pressões que envolvem a unidade, recortados por áeas de
agricultura e pecuária. Ao sul da unidade, o município de Jardim com sua área urbana colada ao
perímetro da unidade exerce igualmente pressões, inclusive pela travessia com as rodovias BR-
122 e CE-025 e 055.
Situação atual (status):
-
recentemente criada, tendo sido iniciados os Estudos de Zoneamento e o Plano Diretor da APA;
-
seu gerenciamento e administração envolverão três estados (PE, CE e PI) e a União, através da Gerência (que será realizada por um Conselho composto pelo Presidente do IBAMA, Governadores dos três estados envolvidos, Reitora da URCA e FUNDETEC), dos Conselhos Consultivos (um para cada estado envolvido), Conselho Deliberativo e Secretaria Executiva. A formação dessa estrutura ainda está em andamento;
-
possui Plano de Manejo em andamento.
Prioridade para investimentos:
-
elaboração de estudo e proposição de gerenciamento dos recursos hídricos.
Observações adicionais: tem sido alvo de preocupação e de experimentação, na busca de reverter processos de degradação do meio ambiente (por meio de ações de educação ambiental), nos municípios de Jardim (CE), Simões (PI) e Serrita (PE).
Instituição responsável pela sua administração: IBAMA - CE Contato: Sr. Jackson Antero
Endereço: Rua João Fernandes Teles, s/ nº, Pimenta - CEP:63.100-000 Crato – CE.
Telefones: (088) 3523-1999; 35215138 e 3521-1529.
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Parte C – Item 13 27
Ago/2005
Mapa 8 - Floresta Nacional do Araripe
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Parte C – Item 13 28
Ago/2005
b) APA da Chapada do Araripe Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: ordenar o uso e ocupação da Chapada do Araripe, de forma a compatibilizar atividades antrópicas diversas com a manutenção de importantes recursos naturais, como a água e as diferentes tipologias de vegetação natural.
Documento de criação: Decreto Federal, publicado no DOU nº 148, de 04/08/1997.
Municípios a que pertence: no Ceará: Campos Sales, Potengi, Salitre, Araripe, Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Barbalha, Missão Velha, Abaiara, Porteiras, Jardim, Brejo Santo, Jati, Pena Forte; em Pernambuco: Cedro, Serrita, Moreilândia, Exu, Bodocó, Granito, Ipobi, Araripina, Trindade, Ouricuri, Santa Filomena, Santa Cruz; no Piauí: Acauã, Betânia, Curral Novo, Simões, Belém, Padre Marcos, Marcolândia, Francisco Macedo, Caldeirão Grande, Fronteiras e Pio IX.
Superfície: 1.042.495,7529 ha.
Breve caracterização:
A APA se desenvolve sobre toda a Chapada do Araripe (Mapa 9), englobando, inclusive, a Floresta Nacional homônima. Apresenta trechos com intensivo uso do solo (para agricultura e pecuária) que vem gerando problemas para sua conservação, bem como uso indevido da água, com diminuição sensível de sua vazão na chapada. É composta por um mosaico de formações vegetacionais que abrangem Cerrado, Caatinga (Carrasco), Floresta Úmida Semiperinifólia, dentre as tipologias naturais. Com colonização que remonta ao século XVIII, a população estimada (soma dos municípios envolvidos) é de cerca de 700 mil pessoas, atualmente.
O mapa em anexo mostra a intensa antropização que envolve a APA, com cerca de 40 municípios em seu entorno.
Concomitante com a área da APA, existe a área prioritária para conservação do PROBIO ―
Chapada do Araripe, caracaterizando-a como importante para a preservação dessa associação
fitofisionômica presente na região.
Mapa 9 - APA da Chapada do Araripe
Situação atual (status):
-
recentemente criada, tendo sido iniciados os Estudos de Zoneamento e o Plano Diretor da APA;
-
seu gerenciamento e administração envolverão três estados (PE, CE e PI) e a União, através da Gerência (que será realizada por um Conselho composto pelo Presidente do IBAMA, Governadores dos três estados envolvidos, Reitora da URCA e FUNDETEC), dos Conselhos Consultivos (um para cada Estado envolvido), Conselho Deliberativo e Secretaria Executiva. A formação dessa estrutura ainda está em andamento;
-
possui Plano de Manejo em andamento.
Prioridade para investimentos:
-
elaboração de estudo e proposição de gerenciamento dos recursos hídricos.
Observações adicionais: tem sido alvo de preocupação e de experimentação, na busca de reverter processos de degradação do meio ambiente (por meio de ações de educação ambiental), nos municípios de Jardim - CE, Simões - PI e Serrita - PE.
Instituição responsável pela sua administração: IBAMA - CE Contato: Sr. Jackson Antero
Endereço: Rua João Fernandes Teles, s/ nº, Pimenta - CEP:63.100-000 Crato – CE.
Telefones: (088) 3523-1999; 35215138 e 3521-1529 c) Estação Ecológica de Aiuaba
Âmbito de proteção: federal.
Objetivo da criação: preservar banco genético de espécies da fauna e flora da Caatinga, bem como propiciar o desenvolvimento da pesquisa científica em uma área considerada um dos últimos redutos de Caatinga arbórea existentes no Estado do Ceará.
Documento de criação: inexistente (a UC aguarda ato de criação legal).
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Parte C – Item 13 31
Ago/2005
Breve caracterização:
A área da ESEC Aiuaba (Mapa 10) é composta de serras baixas, apresentando um relevo acidentado, em certos trechos, e suavemente acidentado ou aplainado em outros. A Estação Ecológica apresenta clima quente e seco, com média de precipitações em torno de 560 mm anuais. Sua cobertura vegetal é composta por Caatinga arbórea e subarbórea densa que, com exceção de algumas roças, sofreu baixa interferência antrópica. Destacam-se espécies arbóreas que, ao lado de diversas cactáceas, compõem a cobertura vegetal. A fauna que ocorre na Unidade é composta por animais típicos do ecossistema de Caatinga.
A ESEC Aiuaba faz interseção com a PROBIO Aiuba, compreendendo a cadeia de montanhas da Serra Nova, objetivo principal de prservação da ESEC.
Seu entorno é bastante recortado pela agricultura, interferindo diretamente na unidade.
Situação atual (status):
-
essa Estação Ecológica encontra-se em situação crítica, por não ter sido ainda legalmente criada. Dessa forma, não há como regularizar sua situação fundiária;
-
a área encontra-se 80% cercada, com postes de madeira e nove fios de arame farpado;
-
conta com três funcionários contratados diretamente pelo IBAMA, sendo um deles o administrador da Estação;
-
apresenta infra-estrutura com escritório, alojamentos, laboratório, biblioteca, refeitório, duas casas (postos) e almoxarifado;
-
conta com uma Toyota cabine dupla, e uma motocicleta.
Prioridades para investimentos:
-
promover a criação legal da Unidade;
-
regularização fundiária;
-
cercamento de 12 km do perímetro da área;
-
aquisição de um veículo novo, com tração nas quatro rodas;
-
contratação de, pelo menos, mais dois fiscais para a área;
-
aquisição de equipamentos para laboratório e escritório (especialmente fax e
microcomputador).
Mapa 10 - Estação Ecológica de Aiuaba
Observações adicionais: já foram realizadas algumas pesquisas científicas nesta UC, nos temas flora e avifauna.
Instituição responsável pela sua administração: IBAMA – CE.
Contato: Francisco Hélder de A. Braga (administrador da Estação Ecológica) e Manuel Cipriano de Alencar.
Endereço: Estação Ecológica de Aiuaba 63.575-000 Aiuaba CE.
Telefone: (088) 3524-1233.
d) APA da Serra de Baturité Âmbito de proteção: estadual.
Delimitada pela cota 600 metros.
Objetivo da criação: preservar áreas com significativa importância para manutenção da bacia hidrográfica e da biocenose local, bem como possibilitar o uso e ocupação ordenados dessa região serrana, de forma a manter o equilíbrio do sistema e influenciar positivamente na qualidade de vida da espécie humana.
Documento de criação: Decreto 20.956, de 18/09/1990.
Municípios a que pertence: Aratuba, Baturité, Capistrano, Guaramiranga, Mulungu, Pacoti, Palmácia e Redenção.
Superfície: 32.690 ha.
Breve caracterização:
Sob o aspecto geográfico e ecológico, o espaço compreendido pela APA de Baturité (Mapa
11) representa um encrave de matas semi-decíduas e secas no contexto semi-árido do Estado
do Ceará (SEMACE,1991). Essa complexa cobertura florestal, que ocorre nos pontos mais
elevados da serra, serve de refúgio ecológico para a fauna e se apresenta como condição
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Parte C – Item 13 34
Ago/2005
área, a região serrana vinha apresentando, ao longo do tempo, nítidas alterações edafoclimáticas, comprometendo o equilíbrio do sistema, razão pela qual se buscou um ordenamento de sua ocupação, através da criação da APA.
A APA possui correspondência com a PROBIO Serra do Baturité, que compreende uma área ainda maior de conservação na região.
Existem dentro do perímetro da APA, 4 sedes muncipais – Aratuba, Pacoti, Mulungu e Guaramanga intercortadas pela rodovia CE215, trazendo pressões sobre a região sobretudo sobre a fauna.
Situação atual (status):
-
apresenta Zoneamento Ambiental (diagnóstico e diretrizes), realizado pelo governo cearense em 1992;
-
apresenta Instrução Normativa (nº. 01/1991 de 22/03/1991), na qual se estabelece que a administração da APA será exercida pela SEMACE;
-
está em fase de elaboração do Plano de Manejo, no momento atualizando o zoneamento vegetal da APA em parceria com a FUNCEME.
Prioridades para investimentos:
-
promover atividades de Educação Ambiental, de coleta de sementes e de reflorestamento;
-
aquisição de uma estação meteorológica;
Observações adicionais: É delimitada pela cota 600 (seiscentos) metros.
Instituição responsável pela sua administração: SEMACE.
Contato: Alexandre Caminha de Brito (Gerente da APA).
E-mail:[email protected]
Endereço: Rua Jaime Benévolo 1400, Bairro de Fátima, Fortaleza (Sede da Semace em Fortaleza).
Rua Padre Benedito, 335, Centro, Mulungu – CEP: 62764-000 (APA / Mulungu) Rua José de Pontes Filho, 1074, Granja, Pacuti, CE – CEP: 62770-000 (Sede da APA).
Telefone: (085) 3101-5568 e 3101-5548 (Sede); 3325-1802 e 3328-1960 (APA / Pacuti e
Mulungu, respectivamente).
Mapa 11 - APA da Serra de Baturité
e) Parque Ecológico das Timbaúbas Âmbito de proteção: municipal.
Objetivo da criação: preservar a Várzea das Timbaúbas, onde se concentram os poços de abastecimento de água da cidade de Juazeiro do Norte, da ocupação urbana; ao mesmo tempo, implantar uma área de recreação e lazer para a população e manter um corredor verde dentro da cidade.
Documento de criação: Decreto Municipal (1993).
Municípios a que pertence: Juazeiro do Norte.
Superfície: 270 ha.
Breve caracterização:
Trata-se de um Parque localizado na zona urbana (Mapa 12), de pequena área localizado numa área de várzea, coberta por gramíneas, em cujas bordas são observados alguns bosques manejados contendo árvores antigas de bom porte, mas sem representatividade florística. O Parque fica em meio ao tecido urbano da cidade, em uma de suas extremidades, sendo clara a expansão da cidade no seu outro lado. É prevista a construção de lagoas, bem como diversas estruturas para lazer da população local. Trata-se de uma área sensível, tendo em vista que abriga grande número de poços que são responsáveis pelo abastecimento de água da cidade.
Em função de sua localização, não foi posível a apresentação de mapa de seu perímetro, pois nos levantamentos efetuados ao Município, foi relatado que não existem mapas da área, ainda assim, caso existissem, os mesmos não teriam representatividade para o detalhamento fitofisionômico ao qual este estudo se destina.
Situação atual (status):
-
encontra-se parcialmente implantado, já tendo sido construídas estruturas viárias, bem
como parte dos canais interceptores de esgoto sanitário, iluminação pública, anfiteatro e
bares;
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Parte C – Item 13 37
Ago/2005
Mapa 12 - Parque Ecológico das Timbaúbas
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Parte C – Item 13 38
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Prioridades para investimentos:
-
construção do segmento faltante do canal interceptor de efluentes sanitários.
Observações adicionais: não há.
Instituição responsável pela sua administração: Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte.
Contato: Domingos Sávio Cruz Bezerra de Menezes.
Endereço: Praça Dirceu Figueiredo s/nº, Centro 73010-450 - Juazeiro do Norte - CE.
Av. Ailton Gomes, s/nº, Planalto, Juazeiro do Norte (Parque).
Telefone: (088)3 566-1044, 3566-1024 e 3566-1095 (Prefeitura) e 3512-3421 (Parque).
f) Estação Ecológica Castanhão Âmbito de proteção: federal
Objetivo da criação: Foi criada com o objetivo de proteger e preservar amostras do ecossistema de Caatinga ali existentes, possibilitar o desenvolvimento de pesquisa científica e programas de educação ambiental
Documento de criação: Decreto s/nº, de 27 de setembro de 2001.
Municípios a que pertence: Jaguaribe e Alto Santo Superfície: 12.579,20 ha.
Breve caracterização:
O relevo da ESEC Castanhão, (Mapa 13) em sua maior parte, é de suavemente ondulado a
ondulado. Possui vegetação característica de Caatinga hiperxerófila com porte arbustivo e
densidade tendente a aberta, com adensamentos esparsos. As principais espécies encontradas
são a Mimosa acustipula (jurema-preta) e Croton sp. (marmeleiro), indicando o estágio pioneiro
de sucessão vegetal marcado pela forte ação antrópica. A fauna é representada por pássaros,
répteis e mamíferos.
Mapa 13 - Estação Ecológica Castanhão
Após o enchimento do Reservatório de Castanhão, a ESEC passou a ter maior influência dos ventos úmidos vindos do lago, aumentando a presença de espécies pioneiras da caatinga. Na parte mais distante do reservatório, a caatinga densa presente é recortada pela rodovia BR-116, trazendo pressões constantes para a unidade.
Destaca-se ao norte da unidade existe a presença da área de conservação prioritária PROBIO Jaguaribe-Apodi. Os levantamentos de terras potencialmente agricultáveis, apresentada no mapa abrange uma área que envolve toda a ESEC.
Situação atual (status):
-
esta UC foi criada a partir de compensação ambiental, e possui muitos problemas;
-
não possui Plano de Manejo;
-
possui apenas 1 funcionário em seu quadro.
Instituição responsável pela sua administração: GEREX/ IBAMA – CE.
Contato: Dulcine Santos Andrade Lima.
Endereço: Rua Visconde do Rio Branco 3.900, 60055-172, Fortaleza – Ceará Telefone: (085) 3272-1600, ramal 219
13.3.5.2 - Etapa 2 ― Procedimentos Específicos para Trâmites da Compensação Ambiental no IBAMA
A seguir, é apresentado um glossário de termos e siglas utilizados e, após, são apresentados os procedimentos específicos para o trâmite da Compensação Ambiental no IBAMA, a partir da emissão do parecer da CCA com a gradação de impacto do empreendimento, elaborada com base na metodologia específica e com o procedimento de indicação da(s) Unidades de Conservação contempladas.
A Câmara de Compensação Ambiental do IBAMA já avaliou o Termo de Concordância para
efeito da Compensação Ambiental proposto pelo empreendedor, em sua 22ª Reunião
Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional
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Parte C – Item 13 41
Ago/2005
13.3.5.2.1 - Glossário de Termos e Siglas
(i) CCA – Câmara Técnica de Compensação Ambiental.
(ii) SECEX – Secretaria Executiva da Câmara Técnica de Compensação Ambiental.
(iii) Diretrizes Gerais de Aplicação – documento de caráter anual aprovado pelo Conselho Gestor do IBAMA, definido a partir da proposta da CCA e que indicará as prioridades a serem atendidas com os recursos da compensação ambiental nas diversas categorias de Unidades de Conservação.
(iv) Termo de Compromisso – instrumento firmado entre o IBAMA e o Ministério da Integração, estabelecendo as condições de execução da compensação ambiental. Deve ser assinado até a liberação da Licença de Instalação (LI).
(v) Convênios – instrumento firmado entre o IBAMA e o Ministério da Integração quando se tratar de órgão público.
(vi) Plano de Trabalho – conjunto de atividades e ações técnicas decorrentes da destinação dos recursos de cada empreendimento, a serem implementadas como parte do Termo de Compromisso.
(vii) Parecer de Gradação - documento resultante da análise de estudos ambientais apresentados durante o processo de licenciamento que será elaborado a partir da metodologia adotada para cada categoria de empreendimento.
(viii) Deliberação – etapa do processo de discussão nas reuniões ordinárias e extraordinárias do Colegiado da CCA, referentes aos relatórios dos processos de gradação e de indicativos de aplicação dos recursos da compensação ambiental.
(ix) Monitoria – etapa de acompanhamento e supervisão das ações a serem implementadas segundo os Planos de Trabalho, com base em critérios e indicadores.
(x) Avaliação - etapa de análise e verificação da aplicação dos recursos e instrumentos da compensação ambiental.
(xi) Projetos Estruturantes – são ações que atendem a um conjunto de Unidades de
Conservação, diretamente ou não afetadas, com o objetivo de integrar o Sistema
Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.
13.3.5.2.2 - Procedimentos Específicos
Segmento Envolvido Passos Descrição da Ação
Diretoria de Licenciamento e Qualidade Ambiental - DILIQ 1
Após o processo de análise e avaliação, para efeito da emissão da Licença Prévia (LP), a equipe elabora parecer técnico relativo ao cálculo da compensação ambiental baseado na Metodologia de Gradação definida pela CCA e as sugestões de Unidades de Conservação a serem beneficiadas, oriundas do processo de licenciamento, informando ainda o valor do empreendimento e encaminha resultado à SECEX/CCA.
Secretaria Executiva
SECEX/CCA 2 Recebe o Parecer de Gradação e o encaminha ao Ministério da Integração Nacional, para sua manifestação.
Ministério da Integração
Nacional 3
Encaminha à SECEX sua concordância sobre o percentual a ser aplicado. Não havendo concordância, o pedido de revisão, devidamente justificado, deverá ser apresentado à SECEX/CCA no prazo de 10 dias, contados do recebimento da comunicação do percentual, que o encaminhará à DILIQ para análise.
Após a análise do pedido de revisão a qual deverá conter a manifestação técnica da DILIQ sobre o deferimento ou indeferimento do pedido, os autos serão remetidos à CCA para deliberação.
No caso de indeferimento do pedido de revisão, caberá recurso, no prazo de 10 dias, ao Presidente do IBAMA, que, após decisão, remeterá os autos à SECEX/CCA para comunicação ao Ministério da Integração. Da decisão do Presidente caberá, em última instância e no prazo de 10 dias, recurso administrativo hierárquico ao Ministro de Estado do Meio Ambiente.
SECEX 4 Após a concordância e/ou exauridas as vias recursais administrativas, a SECEX encaminha às diretorias, às quais as UCs estão vinculadas, os valores da compensação ambiental para que sejam propostos os indicativos de aplicação.
SECEX 5
Recebe e submete os indicativos de aplicação à CCA, contendo dados sobre a característica do empreendimento (local, valor, Grau de Impacto - GI e valor a ser compensado); UCs a serem afetadas (Esfera Administrativa (EA), Unidade da Federação (UF), bioma, região, categoria da Unidade; UCs beneficiadas com recursos de compensação; e as prioridades de aplicação.
CCA 6 Define a destinação de recursos da compensação ambiental, conforme plano de aplicação, efetuando a distribuição percentual para projetos estruturantes e atendimento direto as UCs.
Diretoria de Ecossistemas - DIREC / Diretoria de Florestas - DIREF/ Diretoria de Gestão e Planejamento Estratégico – DIGET
7
Elaboram Plano de Trabalho contendo as Unidades a serem atendidas, detalhando as ações a serem implementadas, o cronograma e o encaminham a DIRAF, com base nas demandas apresentadas pelas UCs, seus respectivos conselhos e as gerências envolvidas.
Diretoria de Administração e
Finanças - DIRAF 8
Elabora a minuta do Termo de Compromisso contendo as unidades a serem atendidas, as ações que serão implementadas, o cronograma, bem como as condições para prestação de contas e encerramento e o encaminha, juntamente com o Plano de Trabalho, ao Ministério da Integração, para concordância.
Ministério da Integração
Nacional 9 Manifesta sua concordância, com a minuta do Termo de Compromisso e do Plano de Trabalho.
Encaminha o Termo de Compromisso com o Plano de Trabalho a PROGE para