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O BRASIL RURAL CONTEMPORÂNEO

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Academic year: 2021

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(1)

Montevideo , 11 de outubro de 2013

Tania Bacelar de Araujo

Professora da UFPE

PROJETO:

Repensando a Ruralidade no Brasil

O BRASIL RURAL

CONTEMPORÂNEO

(2)

1. O contexto : debate sobre o rural contemporâneo 2. Brasil : o rural herdado e tendências recentes

3. O estudo sobre o rural no Brasil atual : a. Revisitando o conceito de rural

b. Tipologia regionalizada e a reafirmação da diversidade do rural brasileiro

c. A dimensão do rural na contemporaneidade 4. Janelas de oportunidade e o Brasil rural

(3)

O contexto: o debate sobre o rural

(4)

O debate internacional recente ressalta mudanças

importantes no mundo rural.

Destacam-se entre elas:

 a preocupação crescente com a conservação do patrimônio

natural

a intensificação de outras atividades econômicas e de

outros interesses sociais no meio rural

 a atribuição de novas funções para o meio rural, além da produção de alimentos

o aproveitamento das amenidades propiciadas pelos centros urbanos próximos, e

a exploração de novas fontes de energia.

Esse novo ambiente diferencia o rural , visto para além das atividades primárias (e de seu corte setorial)

(5)

CONTEXTO internacional: a dimensão do rural

• Os países mais desenvolvidos usam critérios semelhantes

e que revelam que os países mais industrializados do

mundo necessariamente não concentram população em áreas essencialmente urbanas

• A OCDE estabelece uma classificação das regiões em :

 regiões essencialmente rurais,  regiões relativamente rurais e  regiões essencialmente urbanas

• A OCDE aperfeiçoou sua metodologia incluindo indicador de acessibilidade aos centros urbanos como indicador de acesso a serviços e trabalho ( 45 min. na Europa e 60 min.

(6)
(7)
(8)

Heranças do Brasil do século XX

• O Brasil no século XX se tornou uma importante nação

industrial e passou por rápida e intensa urbanização.

• Mas a urbanização intensa conviveu com uma enorme gama de pequenos municípios : em 2010, 70% dos municípios do

país tinham menos de 20 mil habitantes e quase 90% tinham

menos de 50 mil habitantes.

• Houve forte modernização da agricultura

• Duas formas de organização ( a patronal e a familiar )

convivem sob tensão. Com a redemocratização, os movimentos sociais rurais se reorganizam e se cria o Ministério do

Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Programa Nacional de

(9)

Brasil: o rural oficial

• O IBGE, órgão oficial de estatística, leva em consideração as

legislações de cada município para subdividir o espaço

territorial brasileiro em áreas urbanas e rurais. Pela lei, são

urbanos todos os que vivem nos perímetros assim definidos

pelas Câmaras Municipais, independente de qualquer outra consideração.

• Resultado: rurais são as áreas externas aos perímetros

urbanos de cidades ou vilas do país. O espaço rural é percebido como periférico, um resíduo do urbano.

• Por outro lado, José Eli da Veiga (Universidade de São Paulo - USP) foi um dos que chamou atenção para a visão do

urbano supervalorizado e do subdimensionamento do rural

(10)

2.2 O contexto brasileiro: tendências

recentes

(11)

BRASIL MUDOU SEU MODELO DE CRESCIMENTO

Elevação da renda das famílias Aumento da demanda popular

por des bens

dos setores modernos

Elevação da Produtividade e da Competitividade Investimentos em maquinas e em inovação

Gráfico baseado em Ricardo Bielshowsky em estudo para CGEE( ADAPTADO)

POLITICAS SOCIAIS POLITICAS ECONOMICAS POLITICAS ECONOMICAS CREDITO

(12)

BRASIL: mudança no padrão de crescimento da renda

Fonte: IBGE/Contas Nacionais (elaboração Ipea) *Índice de Gini

(13)

Renda no meio rural teve crescimento do rendimento

domiciliar acima da media com destaque para o NE

Brasil e Nordeste: Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios

particulares permanentes (Reais), segundo a situação do domicílio – 2000 e 2010

Rendimento médio do Nordeste Rural é 2/3 do observado no Brasil como um todo

(14)

Brasil reduziu a pobreza e o Nordeste e Norte

lideraram queda: impacto de políticas sociais

(15)

O Brasil rural ganha peso nas políticas federais

PRONAF : R$ 2,2 Bi em 1999 e R$ 31 Bi na safra 2013/2914 PRONAF ( Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura

Familiar) adota abordagem territorial e SE AMPLIA para os TERRITORIOS DA CIDADANIA

(16)

Responde por:

 70% da produção dos alimentos consumidos no país  75% do emprego rural do país

 84% da produção de mandioca  67% da produção do feijão

 50% da produção do milho

•Tem cerca de 4,3 milhões de estabelecimentos e responde por ¾ dos ocupados

•Tem apresentado aumento da produtividade

Peso da agricultura familiar é revelado no

Censo Agropecuário de 2006

(17)

36 .9 70 ,9 36 .5 74 ,8 35 .0 00 ,8 36 .8 96 ,2 37 .8 24 ,3 37 .8 47 ,3 40 .2 35 ,0 43 .9 46 ,8 47 .4 22 ,5 49 .0 68 ,2 47 .8 67 ,6 46 .2 12 ,6 47 .4 11 ,2 47 .6 74 ,4 47 .4 15 ,7 49 .8 88 ,0 73 .5 64 ,7 78 .4 26 ,7 76 .5 58 ,7 82 .4 37 ,9 83 .0 29 ,9 10 0. 26 6, 9 96 .7 99 ,0 12 3. 16 8, 0 11 9. 11 4, 2 11 4. 69 5, 0 12 2. 53 0, 8 13 1. 75 0, 6 14 4. 13 7, 5 13 5. 13 4, 5 14 9. 25 4, 9 16 2. 83 7, 5 3,26 0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000 160.000 180.000 1995 /96 1996 /97 1997 /98 1998 /99 1999 /200 0 2000 /01 2001 /02 2002 /03 2003 /04 2004 /05 2005 /06 2006 /07 2007 /08 2008 /09 2009 /10* 2010 /11* 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50

Área (mil hectares) Produção (mil toneladas) Produtividade (ton/hec)

Brasil : agronegócio muito dinâmico com

forte elevação da produtividade

(18)

0 50 100 150 200 250 300 19891990199119921993199419951996199719981999200020012002200320042005200620072008200920102011

Exp. Total Imp. Total Exp. Agronegócio Imp. Agronegócio

BRASIL: Força do AGRONEGÓCIO no

Comércio Externo

Balança comercial brasileira US$ bilhões

2011: Superávit de US$ 77,5 bi : 37% das EXPORTAÇÕES

(19)

O Brasil se vê desafiado no seu

desenvolvimento industrial

18,0% 21,0% 24,0% 27,0% 30,0% 33,0% 36,0% 39,0% 42,0% 45,0% 48,0% 51,0% 54,0% 57,0% 60,0% 63,0%

Produtos manufaturados Produtos básicos

Mercado interno: demanda interna x PIB industria

Mercado externo: vendas de commodities x manufaturados

(20)

BRASIL: apesar dos avanços em 2010 tinha 16,2 milhões

de pessoas com Y percapita abaixo de R$ 70 mensais

Norte: maior incidência de pobreza rural - 56%

Sudeste: maior incidência de pobreza urbana - 79%

Nordeste concentra

população em situação de miséria absoluta – 59%

(21)

Tendências atuais da ruralidade brasileira

1. O rural muda o perfil demográfico e êxodo diminui

2. A agricultura ganha importância no cenário internacional e nas exportações e o campo se diversifica

3. A convivência entre as duas formas sociais de produção existentes na agropecuária brasileira continua conflituosa

4. O território ganha espaço como unidade de planejamento, mas as instituições e as forças sociais continuam sendo

setoriais e o viés dos investimentos continua sendo

(22)

2. O estudo sobre o rural no Brasil atual

2.1 Revisitando o conceito de rural

(23)

Bases Conceituais

O rural se expressa enquanto

“forma territorial da vida social”.

(rompe com visão economicista do rural como território da produção agropecuária)

Leva ao reconhecimento da :

• Interdependência entre os espaços rurais e as cidades

• Complementaridade entre a atividade agropecuária e

outras ocupações na geração da renda no meio rural

(pluriatividade e conseqüente origem multisetorial da renda das famílias rurais)

• Variabilidade dos traços distintivos dos espaços rurais

• Crecente integração das zonas rurais aos mercados

(de produtos, de insumos, de tecnología, de mão de obra)

(24)

2. O estudo sobre o rural no Brasil atual

2.2 A afirmação da diversidade do rural: uma

(25)
(26)

MACRO GRUPOS/BIOMAS Nº MUNICÍPIOS ÁREA (km2) POPULAÇÃO (2010) Nº de TIPOS REGIONALIZADOS LINHA DE COSTA 212 204.545 7.059.998 3 MATA ATLÂNTICA 2.346 938.698 34.945.815 6 PAMPA 92 144.612 1.874.205 3 CAATINGA 1.041 786.678 17.179.391 4 CERRADO 1.040 1.935.140 17.777.578 5 AMAZÔNIA PANTANAL 458 4.167.794 11.348.782 5 TOTAL TIPIFICADO 5.189 8.177.467 90.185.769 26 GRANDE URBANO 376 325.626 100.570.030 TOTAL BRASIL 5.565 8.503.093 190.755.799

(27)

DIME

NSÕE

S

HABITAT

TRABALHO E CONDIÇÕES DE VIDA DINÂMICAS RECENTES

TRABALHO CONDIÇÕES DE VIDA ECONÔMICAS E DEMOGRÁFICAS POLÍT ICA S ATRIBUT OS Densidade das centralidades no município

Estrutura ocupacional Densidade de equipamentos de serviços básicos, de comunicação e econômicos. Evolução demográfica recente Agrárias Proporção da população em áreas rurais e nas cidades

Estrutura fundiária Relação Migrantes Naturais Agrícolas Densidade da população em áreas rurais Relação Agricultura Familiar Agricultura Patronal Vulnerabilidade dos

residentes Razão de Sexo

De Meio Ambiente Distâncias a

centralidade municipal e extramunicipal

Relação Mono atividade Pluriatividade Diversidade étnico-cultural Envelhecimento De Eq ui pamento s em áreas ru rai s e p equ eno s mun icí pi os Distâncias às rodovias e hidrovias Mobilidade para o Trabalho Evolução do Valor Agregado Bruto por

Setores

(28)

Os 4 Tipos no Bioma AMAZÔNIA e o Tipo no PANTANAL

(29)

Descrição do Tipo 1- Baixo Tocantins, Região Bragantina,

Baixada Maranhense

107 municípios e 3 milhões de habitantes (2010)

Habitat = Alta densidade concentrada em habitat rural

Pequenas distâncias inframunicipal e para cidade de maior nível de serviço

Sociabilidade no âmbito de um grande número de povoados Trabalho = Forte predominância da agricultura familiar em situação de

precária posse da terra

Alta proporção da população ocupada em atividade agropecuária pesca e florestal

Condições de vida = Baixa instrução, baixa renda, baixa presença de equipamentos domésticos

Economia = médio peso do Valor Agregado pelas atividades agropecuárias Demografia = Crescimento médio, Baixa Imigração em Habitat Rural

Alta presença de Jovens e Alta Fecundidade

(30)

Os 5 tipos no Bioma CERRADO

TIPO 6

(31)

Descrição do Tipo 6 - Cerrado Paulista

177 municípios e 4,47 milhões de habitantes (2010)

Habitat = Alta densidade concentrada em habitat urbano

Pequenas distâncias para cidade de maior nível de serviço Sociabilidade no âmbito de um grande número de sedes municipais e de áreas de urbanização isoladas

Trabalho = Agricultura familiar pouco expressiva

Baixa proporção da PEA em atividade agropecuária, pesca e atividade florestal

Condições de vida = Alta instrução, Alta renda, Alta presença de equipamentos domésticos

Economia = Baixo peso do Valor Agregado pelas atividades agropecuárias Demografia = Crescimento baixo, Baixa Imigração em Habitat Rural

Alta presença de Idosos

(32)
(33)

Os 6 tipos no Bioma MATA ATLÂNTICA:

5 no Sudeste e Sul

(34)

Os 6 tipos no Bioma MATA ATLÂNTICA:

1 tipo especial no NE

(35)

OS 3 TIPOS REGIONALIZADOS NO BIOMA PAMPA

Os 3 tipos no Bioma PAMPA

(36)

Descrição do Tipo 24 – Campanha do Pampa

14 municípios e 584 mil habitantes (2010)

Habitat = Baixa densidade, concentrada em habitat urbano

Grandes distâncias para cidade de maior nível de serviço Sociabilidade no âmbito de um grande número de vilas Trabalho = Agricultura familiar pouco expressiva

Alta proporção da PEA em atividade agropecuária

Condições de vida = Média instrução, Média renda, Alta presença de equipamentos domésticos

Economia = Alto peso do Valor Agregado pelas atividades agropecuárias Demografia = Crescimento negativo, Alta migração em Habitat Rural

(37)

Descrição do Tipo 26 – Nordeste do Pampa

32 municípios e 577 mil habitantes (2010)

Habitat = Alta densidade, concentrada em habitat rural

Grandes distâncias para cidade de maior nível de serviço Sociabilidade no âmbito de um grande número de vilas Trabalho = Agricultura familiar altamente predominante

Alta proporção da PEA em atividade agropecuária

Condições de vida = Baixa instrução, Alta renda, Alta presença de equipamentos domésticos

Economia = Baixo peso do Valor Agregado gerado pelas atividades agropecuárias

Demografia = Crescimento baixo, Média migração em Habitat Rural

(38)
(39)
(40)

O Brasil onde domina a agropecuária

( PESO da base PATRONAL)

(41)

O Brasil que atrai população rural:

(42)

O Brasil da agricultura de base familiar:

três grandes concentrações

(43)

Brasil – distintos padrões de acessibilidade : distancia

entre sedes municipais e sedes da hierarquia superior

(44)

Considerações importantes sobre a Tipologia proposta

i1. A Tipologia reafirma a magnífica diversidade do rural

brasileiro contemporâneo

2. Trata esta diversidade numa escala mais geral para facilitar o dialogo com políticas federais /nacionais

Os tipos precisam ser lidos considerando a opção por esta escala mais geral : eles apontam características e dinâmica em escala nacional ou do bioma e podem contar com alguns municípios que se diferenciam (ilhas nessa dinâmica mais geral).

Exemplo: um município ilhado formado por assentamentos no meio de uma dinâmica geral de agronegócio caracterizando o tipo.

3. Em municípios muito extensos será preciso aproximar o olhar para retratar as diversidades das ruralidades existentes.

(45)

O Estudo e as Políticas Públicas

Foram selecionados Tipos distintos e algumas Políticas e está sendo analisado:

com gestores públicos

- como os Programas e Projetos dialogam com a

diversidade dos espaços rurais do país, tanto no momento da formulação como no da implantação das políticas

com agentes locais ( lideranças nos territórios rurais)

- como as políticas publicas impactam no local, - quais as políticas que não chegam e

- quais seriam prioritárias diante da realidade de cada Tipo de espaço rural

(46)

O Estudo e impactos esperados nas Políticas Públicas

i1. A Tipologia deve estimular gestores a considerar a magnífica diversidade e uma maior dimensão do rural brasileiro

contemporâneo e vai valorizar a abordagem territorial ( em oposição ao enfoque setorial tradicional)

2. A visão do rural como “forma territorial da vida social” deve estimular a aplicação de diversas políticas públicas nos diversos Tipos de rural, permitindo superar atuações muito restritas a

políticas agrárias ( estimula a prática da multidimensionalidade)

3. Os resultados devem estimular o reconhecimento da

participação de múltiplos agentes envolvidos no desenho e

(47)

2. O estudo sobre o rural no Brasil atual

2.3 A dimensão do rural na contemporaneidade

(48)

APORTES DO PROJETO

(Produto 2 – DELGADO et alii)

Hierarquia urbana

Experiências Internacionais:

Escolha dos procedimentos para a Classificação dos Municípios

Concentração da população em habitat urbano ou dispersão em habitat rural Importância relativa da Produção Agropecuária na Economia Local Distância à cidade com maior oferta de serviços Possibilidades do acervo do Banco de Dados

Caminho metodológico

(49)

CLASSES Municípios Areakm2 Pop Tot_2010 Percentual Pop Total Brasil

1A ESSENCIALMENTE RURAL "ISOLADO" 562 3.436.337,2 10.172.453 5,33

1B ESSENCIALMENTE RURAL "PRÓXIMO" 2.654 1.866.507,1 26.567.059 13,93

2A RELATIVAMENTE RURAL “PRÓXIMO” 276 1.578.631,5 8.658.211 4,54

2B RELATIVAMENTE RURAL "ISOLADO" 1.466 703.732,5 25.026.670 13,12

3 URBANO EXCETO METRÓPOLES E

CAPITAIS REGIONAIS 232 592.383,4 19.764.106 10,36 3 URBANO EM METRÓPOLES E CAPITAIS

REGIONAIS 375 325.137,4 100.567.300 52,72 TOTAIS 5.565 8.502.729,1 190.755.799 100,00

RESULTADO : Proposta de redimensionamento

do Brasil rural

37%

(50)
(51)

3. Janelas de oportunidade sinalizam para

o rural brasileiro

(52)

A oportunidade da produção de energias renováveis:

mapa do etanol do biodiesel

(53)

A oportunidade do Brasil na produção

de alimentos : agronegócio e produtores familiares

O Brasil é o maior produtor mundial de feijão com produção

média anual de 3,5 milhões de toneladas.

Típico produto da alimentação brasileira é cultivado por

pequenos e grandes produtores em todas as regiões do país. Os maiores são Paraná e Minas

Gerais.

Projeções indicam possibilidade de importação de feijão nos próximos anos, em quantidade

pouco expressiva.

O agronegócio brasileiro tem grande potencial para expandir a produção de : algodão, carne

de frango, celulose e papel, açúcar, carne bovina, soja/grão,

(54)

OBRIGADA

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