Entendendo Orçamento o
UFRN- 2OOO
Universidade e Desafios Contemporâneos
234 x 32 R$ 7.488
age
Agência de Comunicação da UFRN
om
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL
COORDENADOR DE ORÇAMENTO
REITOR
Ótom Anselmo de Oliveira VICE-REITORA
Técia Maria de Oliveira Maranhão CHEFE DE GABINETE
Ana Teresa Torres Porpino SUPERINTENDENTE DE INFORMÁTICA
Galileu Batista de Souza
SUPERINTENDENTE DE INFRA-ESTRUTURA Gustavo Fernandes R. Coelho SUPERINTENDENTE DE COMUNICAÇÃO
Márcio José Capriglione
FUNDAÇAO NORTE-RIOGRANDENSE DE PESQUISA E CULTURA Ana Célia Cavalcanti
PROCURADOR GERAL Giuseppi da Costa
PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL Lúcio Flávio de Sousa Moreira
PRÓ-REITORA DE ADMINISTRAÇÃO E ASSUNTOS ESTUDANTIS Célia Maria da Rocha Ribeiro
PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO Maria Doninha de Almeida
PRÓ-REITOR DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA José Willington Germano
PRÓ-REITOR DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Paulo César Formiga Ramos
PRÕ-REITOR DE RECURSOS HUMANOS Ageu Almintas da Costa
TEXTO:
Ricardo Ferreira Pinheiro (Coordenador da Comissão de Orçamento)
ARTE:
Maurifran Medeiros Galvão DIAGRAMAÇÃO:
Maurifran Medeiros Galvão
Apresentação
Aspectos Gerais...
Sobre o Orçamento da UFRN:
Passado, Presente e Futuro...
Suplementações e Recursos Próprios...
Sobre as Unidades da UFRN...
Composição das Receitas da UFRN...
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21 39 47 51
Sumário
Aspectos
Gerais
Pense na sua casa: todo final de mês, normalmente antes de receber o salário, nós sentamos e programamos o que iremos gastar no mês seguinte. Separamos uma parte para as despesas indispensáveis, como contas de água e luz, fazemos uma previsão
para o que não podemos dimensionar previamente com precisão, como o supermercado, e, quando fica alguma coisa, ainda reservamos algo para o lazer, ou para poupar para futuros
investimentos.
O que é orçamento?
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Aspectos GeraisEm qualquer empresa privada ou instituição pública, como uma universidade, é necessário fazer o mesmo.
A diferença é que, nas instituições públicas, o orçamento é anual. A UFRN está incluída no Orçamento Geral da União, que é proposto pelo Poder Executivo e aprovado no Congresso Nacional
para valer por todo o ano seguinte.
Mas, qual a vantagem de fazer a programação orçamentária deste o ano anterior?
Isto permite
estabelecer melhor as prioridades, inclusive pela possibilidade de que elas sejam pensadas de acordo
com o Plano de Desenvolvimento Institucional (o PDI), e, portanto, tratadas como políticas de médio e
longo prazos. É uma nova visão de planejamento que se está
estabelecendo na UFRN.
Mas como é possível fazer a distribuição interna do ano seguinte, se o Orçamento Geral da União, pelo que se espera, só será aprovado após iniciado o ano?
É bem mais difícil, mas é possível. Ao elaborar a proposta orçamentária do ano seguinte, o Governo Federal comunica a cada Universidade Federal seu limite de orçamento para o ano seguinte e lhe dá um prazo
até 30 de junho (em 2000 foi 20 de junho) para encaminhar ao MEC sua
programação global.
É? Mas como só agora, no mês de julho, a UFRN está discutindo o orçamento deste ano?
Isto de corre de um procedimento histórico. Como o Orçamento Geral da União só tem sido aprovado no Congresso Nacional vários meses depois de iniciado o
ano (este ano foi no início de junho), a UFRN, para evitar trabalhar com incertezas, espera esta aprovação para poder discutir sua distribuição interna
em cima de valores concretos.
E isto é correto?
Bem, é uma questão de estratégia de gestão.
A atual administração da UFRN acha que será possível utilizar melhor
os recursos se fizermos nossa programação orçamentária interna antes de iniciar o exercício, isto é, antes de iniciar o ano em que os
recursos serão utilizados.
UFRN
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Aspectos GeraisUFRN
Aspectos Gerais13
E como é esta questão de Orçamentário sem Financeiro?
Imagine, novamente, sua
programação pessoal. Antes do final do mês, sabendo quanto vai receber de salário, você faz sua "Programação Orçamentária" para o mês seguinte.
Se, por alguma infelicidade, seu patrão não lhe pagar o salário, você entrará o mês seguinte tendo seu
orçamento pronto, mas sem ter o dinheiro para cumprir seus compromissos. Neste
caso, você tem "orçamentário"
Mas não tem "financeiro".
No seu caso pessoal, você pode imediatamente se reprogamar e decidir como gastar o dinheiro novo. No caso das Universidades Públicas, estas não têm autonomia para isto.
Quando um recurso financeiro não está orçmentado a instituição
fica impedida de gastá-lo
E daí?
De posse deste limite,
a UFRN já tem uma boa aproximação dos recursos que estarão disponíveis no ano seguinte, desde o mês de junho do ano anterior. É, portanto,
possível já antecipar o planejamento da utilização interna
destes recursos.
Mas, se houver mudanças dos limites ou previsões de despesas após a aprovação do Orçamento Geral da União no Congresso Nacional?
No ano seguinte, havendo alterações destes
limites, para mais ou para Menos, faz-se uma reprogramação orçamentária, que é bem mais simples. Por isso, a
PROPLAN está buscando avançar na elaboração do orçamento do
ano 2001,adotando o
“ORÇAMENTO PROGRAMA", o qual pretende que esteja
concluído até o final de outubro
de 2000.
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Aspectos GeraisUFRN
Aspectos Gerais15
Imagine Agora que, por uma rara felicidade, você não
sabia mas seu generoso patrão resolveu lhe pagar uma gratificação extra no final do mês. Como não sabia, você fez seu orçamento sem contar com
o dinheiro extra, daí, você vai estar com o "financeiro", porém,
sem o "orçamentário".
Comparando com o
caso das instituições públicas, os recursos são repassados pelo Governo Federal mensalmente em duodécimos (um doze avos do orçamento do ano a cada mês). A partir do momento
em que o Orçamento Geral da União é aprovado, o orçamento da instituição, para todo
o ano, fica autorizado, entretanto, o "financeiro", somente
quando do repasse de cada duodécimo.
E o Financeiro sem Orçamento?
E esta situação, como se compara com a das Universidades Públicas?
Porque a Comissão de Orçamento colocou em seu relatório que o Orçamento da UFRN é uma peça de ficção?
Isto decorre da forma como o orçamento vem
sendo feito ao longo dos anos. Em primeiro lugar porque o orçamento não espelha a realidade das
unidades em termos de necessidades, nem vem sendo montado de uma forma planejada em que os gastos se associem às políticas propostas no Plano
de Desenvolvimento Institucional. O CONSAD aprova a distribuição orçamentária da UFRN,
a cada ano, com base no que é fixado como limite de recursos oriundos do Tesouro Nacional, pelo Orçamento
Geral da União.
Freqüentemente as
IFES têm conseguido "suplementações". Como estas suplementações não fizeram parte do orçamento distribuído pelo CONSAD, termina que
algumas unidades, utilizando recursos das suplementações (ou recursos próprios) gastam além
do que o CONSAD lhes distribuiu, daí o EXECUTADO fica muito diferente do
DISTRIBUÍDO.
Mas, daí, de onde vêm os recursos que tornam a execução financeira diferente?
UFRN
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Eles podem ser diferentes?
Que história é essa de distribuído e Executado?
O orçamento executado, é aquele que cada unidade (e a própria UFRN como um todo) realmente
gasta ao final do ano.
O orçamento distribuído é aquele que, com base nos recursos do Tesouro Nacional destinados à UFRN pelo Orçamento Geral da
União, retirados os itens
"carimbados", é distribuído entre as unidades
da UFRN.
Podem. Primeiro, porque orçamento é uma Previsão de despesas, logo, Quando do gasto real (execução)
o valor pode ser um pouco maior ou menor que o
previsto;
Segundo, porque, havendo alguma suplementação, se ela não for distribuída internamente
mas se for gasta por qualquer das unidades, então estará havendo
execução além do valor distribuído;
Terceiro, isto pode ocorrer pelo uso de recursos diretamente arrecadados
que não se incluem nos recursos passíveis de distribuição, de acordo
Com o estatuto da UFRN; e,
Quarto, porque
pode ocorrer o contrário, isto é, pode haver um contingenciamento por parte do Governo Federal, e parte
do orçamento não ser repassado.
Em 1998, a UFRN não recebeu o último duodécimo, daí, houve
unidades que executaram menos que o
distribuído.
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Sobre o Orcamento
da UFRN:
Passado, Presente e
Futuro
Mas o que é mesmo distribuição de Orçamento?
Os recursos para manutenção da instituição em Funcionamento, vêm denominados
"Outras Despesas Correntes (ODC)", e representam menos de 10% do total. São estes recursos que podem ser utilizados para o pagamento
de contas (água, energia, etc.), para aquisição de material de expediente (consumo), como papel,
cartuchos de impressoras, clips, grampos, etc. , e pagamento de serviços (manutenção de computadores, serviços de limpeza, conserto de
equipamentos em geral), dentre outras
coisas.
No orçamento
da UFRN, a maior parte dos recursos (mais de 90%), é "carimbada", isto é tem
destino predefinido e inalienável, como por exemplo, a verba de pessoal,
a dos encargos sociais e a do auxílio
alimentação.
UFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro23
E isto foi sempre assim?
Nem tudo. São
estesrecursos (ODC) os únicos que a UFRN pode decidir em que aplicar. Daí, Para aumentar a eficiência na utilização dos mesmos, a UFRN faz sua distribuição
entre as "unidades orçamentárias", as quais decidem a melhor
aplicação para garantir seus Próprios funcionamentos.
A UFRN tem total autonomia para usar os recursos de (ODC)?
Não. Isto começou em 1985, após um intenso movimento do Chefes de Departamentos
que resultou nas históricas reuniões da Granja Emaús Ocorridas nos anos
de 1983 e 1984.
O que aconteceu na Granja de Emaús?
Alí, através dos
Chefes, a comunidade Universitária reivindicou mais democracia de gestão na
UFRN e mais transparência na aplicação de seus recursos.
E hoje, como é?
E qual foi o resultado?
Ao final, com base
em um conjunto de indicadores da época, foram fixados índices de distribuição de recursos para todas as unidades orçamentárias e a
UFRN foi a primeira Federal a Ter o orçamento descentralizado. Ainda hoje, várias IFES
não descentralizaram o orçamento.
Bem, desde Emaús
nunca mais os índices, hoje chamados
"índices históricos", foram revistos, apesar de que, há vários anos que, freqüentemente, várias
unidades, especialmente Centros Acadêmicos, reivindicam uma revisão
Destes índices.
Porque ver os índices históricos?
A UFRN mudou
significamente sua estrutura, cresceu quantitativa e qualitativamente em todas as áreas acadêmicas e na infra-estrutura física (novos laboratórios, salas de aula, etc.), Mas a
distribuição orçamentária não modificou-se compativelmente
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro25
Em terceiro lugar a PROPLAN já está trabalhando na distribuição orçamentária do ano 2001,
dentro da perspectiva de programar antecipadamente, e seguindo o
modelo de orçamento programa.
E o que a Administração da UFRN está fazendo quanto a isto?
Isto faz parte das
reformas estruturantes propostos no PDI, no âmbito da PROPLAN, em primeiro lugar, foi criada a comissão de Orçamento, que analisou o orçamento da UFRN e propôs, dentre outras coisas,
uma nova matriz de distribuição de recursos entre os Centros
Acadêmicos;
Em segundo lugar, na proposta de distribuição orçamentária de 2000 as unidades ligadas à
Administração Central (aquelas cujas distribuições orçamentárias eram desvinculadas
das ações Planejadas) tiveram sua execuções orçamentárias dos três últimos anos cuidadosamente estudadas, de forma
a que se pode propor valores mais realistas para
a distribuição.
Mas é verdade que na proposta de distribuíção orçamentária
para 2000 a Administração Central está “abocanhando” mais de 50%
do orçamento para gastar em atividade meio?
Não foi necessário.
Como os Centros trabalham, em termos de recursos do Tesouro, somente com o que lhes é distribuído, o histórico anterior de distribuição já fornece
dados suficientes para avaliar seus gastos anteriores.
Ademais, quando estes gastam além do distribuído, isto se deve basicamente a recursos
arrecadados pelos próprios centros, logo, não devem ser computados
nas partições.
E para os Centros Acadêmicos, também Foi utilizado o orçamento executado?
Não é verdade.
Quem analisar a proposta de distribuição
orçamentária para 2000 elaborada pela Administração Central, verificará que, para atender à recomendação da Comissão de Orçamento de aproximar o orçamento da realidade, com base
nos estudos dos gastos das Uniddes da Administração Central (Pró-Reitores,Gabinete do Reitor e Superintendências)
nos três últimos anos, estas unidades estão tendo uma distribuição bem abaixo de que deveriam
(cerca de um terço).
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro27
Então, na verdade, qual o percentual de recursos que está sendo proposto para a manutenção das Unidades vinculadas à Administração Central?
Na proposta,
observando-se os Centros Acadêmicos,
os recursos a eles destinados somam 28,17%. Mas não se pode deixar de verificar que, os recursos das Políticas Acadêmicas (11,81%), beneficiam diretamente as artividades
acadêmicas que ocorrem nos centros, e, quando v erificamos a conta de “gastos comuns”(37,52%),
percebe-se que tudo o que está ali incluíndo serve de suporte às Atividades
acadêmicas.
Na proposta de
Distribuição para 2000, pode-se verificar que o total de recursos ara manutenção da Administração Central (atividade meio) fica em 5,73% do
orçamento distribuído.
Mas dizem que estes gastos comuns são retirados dos Centros...
Por uma questão
de recionalização. Como seria o dia a dia da comunidade universitária se não tivéssemos contratos de manutenção para atender às
demandas de todas as unidades com pedreiros, eletricistas, encanadores, etc.?; E como seria a
segurança da UFRN se não hovesse iluminação pública por todas os seus
Setores comuns?
Mas existem desperdícios grandes em energia elétrica, por exemplo.
É verdade, e a Comissão
de Orçamento tem se preocupado muito
Com isso. A Administração Central também, tanto que está propondo um destaque de R$ 100.000,00 para investir
em um programa emergencial de otimização de gastos com energia elétrica. E para o próximo ano, as ações deverão
se intensificar nos mais diversos tipos de gastos da Instituição.
E este tal de orçamento Programa, traz alguma vantagem?
Claro que sim. Primeiro, Porque Antecipará ao ano anterior a Programação orçamentária, permitindo a todas as unidades orçamentárias da UFRN se programar com
antecedência para as dificuldades e para as possíveis vantagens; segundo, permitirá o levantamento das carências existentes nos mais
diversos setores da instituição em termos de recursos financeiros, as quais poderão ser tratadas
de duas formas.
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro29
Existem. ao levantar
suas carências, as unidades irão definir os
objetivos e metas para os quais desejam aplicar os recursos, enquadrando-os dentro do Plano de Desenvolvimento Institucional, o que facilitará a "garimpagem" por recursos
extra orçamentários, facilitará a prestação de contas e a preparação dos relatórios finais. Com isso,
a UFRN poderá otimizar seus gastos e modernizar-se.
Conscientes das necessidades, Poderão os gestores da UFRN (e não necessariamente apenas o Reitor) estar atentos
a todas as chances de captação de recursos extraordinários que aparecerem, visando o
atendimento das mesmas;
A partir das prioridades,
cada unidade orçamentária estabelecerá suas prioridades, a fim de que, em não havendo possibilidades de financiamentos externos, dentro de uma programação ano a
ano, as carências possam ir sendo atendidas.
Explique melhor. Que formas são essas?
O Orçamento Programa,
como se pode ver, abre a questão do orçamento ao "espírito universitário", ou seja, possibilitará que a distribuição orçamentária da UFRN passe a ser elaborada
com a mais ampla participação de todas as unidades, especialmente as unidades acadêmicas,
unidades-fins da Instituição.
E existem outras vantagens em adotar o Orçamento Programa?
A Administração da UFRN não está sendo muito lenta em avançar na Programação Orçamentária?
Sem dúvida.
O ideal é que já Trabalhássemos de forma planejada há muito tempo.
Contudo, a UFRN, na questão orçamentária, enfrenta algumas dificuldades com as bases de dados: conseguimos, há alguns anos, avançar para a
informatização da execução financeira, contudo, o
"software" que utilizamos apresenta deficiências técnicas que impedem ter uma precisão maior
do orçamento executado por cada unidade quando, por exemplo, ocorrem trocas de
Dotações temporárias.
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro31
E com relação aos Centros Acadêmicos, o orçamento distribuído também, é diferente do executado?
Bem menos, porque os Centros
praticamente só gastam o que lhes é distribuído a partir dos recursos do Tesouro Nacional. Mas, mesmo assim,
ocorrem diferentes, pois, há gastos advindos de recursos diretamente arrecadados e, eventualmente, em anos anteriores, foi possível verificar que recursos extras
(com relação à distribuição do CONSAD) foram executados, Possivelmente,
captados de suplementações.
Também no caso
de utilização de recursos próprios, não informa a vinculação entre a fonte e a unidade executora. Por
isso, é impossível, de forma imediata, precisar os gastos reais das unidades centralizadas com base nas execuções financeiras dos anos anteriores.
Isto determinou que os avanços fossem dados passo a passo, como vem
sendo feito.
Decidida a reestruturar a política orçamentária, a atual Administração da UFRN tem se empenhado em dar total transparência de suas receitas e gastos financeiros, não só através da Comissão
de Orçamento como de outros mecanismos, a ponto de estar fazendo uso da própria Home
Page para tais divulgações.
E que história é essa de Matriz de Distribuição de Recursos entre os Centros Acadêmicos?
Para sair dos
“índices históricos", a Comissão de Orçamento propôs novos critérios para decidir como repartir a parcela de recursos destinados aos Centros Acadêmicos
dentro do orçamento de ODC. São critérios baseados no tamanho de cada Centro
(físico e em Recursos Humanos), e na produção acadêmico-científica
dos mesmos.
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro33
E veja como
isto se encaixa nas reformas estruturantes que vêm sendo implantadas para o Planejamento da
UFRN. É mais uma peça desta construção.
E isso tem alguma vantagem?
Lógico.
Veja só: saindo dos Índices históricos, os Centros Vão passar a ter seus orçamentos distribuídos a partir de critérios pré- estabelecidos. Isto permitirá que cada um
se programe para buscar uma maior captação de recursos;
Os critérios, terão Indicadores relacionados com as atividades acadêmicas,
fator essencial a uma Universidade;
Os critérios poderão
privilegiar as atividades consideradas prioritárias pela Comunidade Universitária
para a política institucional, logo Contribuirão para o crescimento
qualitativo da instituição.
E o que isto significará para os Departamentos?
Uma grande vantagem.
Passam a lidar com uma nova realidade:
transparência e critérios acadêmicos pré-definidos.
Como é nos Departamentos que a atividade acadêmica de fato acontece, será importante que o processo de distribuição também se estenda, internamente aos
Centros, de forma a que toda a instituição se envolva neste processo que , com
toda ceteza, contribuirá para o crescimento qualitativo
Da UFRN.
E esta tal Matriz, é só para os Centros?
A Administração Central fica na Boa?
Esta é uma falsa impressão.
A dificuldade de estabelecer critérios, de imediato, para a partição orçamentária entre as
unidades da Administração Central deve-se às dificuldades com a obtenção de dados anteriores e pela
estratégia de planejamento anterior que não permite Uma mudança imediata neste caso. Mas
haverão novos critérios também para a Administração Central.
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro35
O quarto passo é toda a nova estratégia de distribuição orçamentária que vem sendo prepara da para o ano 2001, através da qual, com base em um levantamento das reais necessidades, será possível estabelecer parâmetros para a
distribuição dos recursos para estas unidades nos anos vindouros,
Começando por 2001.
E como serão estabelecidos estes critérios?
O segundo passo, está se dando, ainda na proposta 2000, por não se propor destaque de recursos
do Tesouro para a Reserva Técnica da Administração Central, ou seja,
buscou-se distribuir m máximo possível dos recursos
Do Tesouro;
O primeiro passo para isto já foi dado no profundo estudo realizado sobre os
orçamentos dos anos anteriores, procurando encontrar valores o mais
próximos possíveis do gasto real destas unidades. A proposta de distribuição orçamentária 2000 já
avança neste sentido;
O terceiro passo, é não
deixar de manter uma "Reserva Técnica" para o Gestor maior da UFRN, o Reitor, dada a indiscutível necessidade
de que o mesmo possa dispor de um mínimo de recursos, não só para solucionar problemas emergenciais, como também para que seja possível efetuar os necessários ajustes
à distribuição proposta para as unidades da Administração Central, para as quais Está se propondo
uma drástica redução no orçamento distribuído em comparação com o executado nos três últimos anos. A
reserva Técnica é essencial não só ao Reitor mas a todos os Gestores da instituição, tanto que
Hoje alguns Centros Acadêmicos já a têm assegurada.
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Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e FuturoUFRN
Sobre o Orçamento da UFRN: Passado, Presente e Futuro37
Suplementaçoes e Recursos
Proprios
~
`
As Universidades federais recebem do Tesouro Nacional recursos suficiente para suas manutenções?
Não. Há muitos anos o orçamentos tem sido inferior às
necessidades de manutenção da Universidades.
Em particular, nos últimos anos, todas tiveram um grande crescimento no número de alunos matriculados tanto no nível
de graduação como de Pós-Graduação, o que aumenta muito os gastos com a manutenção, mas não houve o retorno
compatível do Governo Federal no que tange Aos recursos financeiros. Além disso as tarifas
públicas vem aumentando consideravelmente nos últimos anos.
E os Reitores, o que fazem?
Em dezembro de 1998,
os Reitores, através da ANDIFES, entregaram um Protocolo de Intenções ao MEC comprometendo-se a aumentar em média 10% ao ano, de 99 a 2002, o número de
estudantes de mestrado e de graduação, e, em 15% os de doutorado, além de buscar soluções para problemas
como evasão e retenção, além de Outros compromissos.
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Suplementações e Recursos PrópriosUFRN
Suplementações e Recursos Próprios41
Em troca, o orçamento
global das IFES teria um aumento gradual para R$
363 milhões em 1998, R$ 450 milhões em 1999, R$
500 milhões em 2000, R$ 550 milhões ern 2001, e R$ 600 milhões
Em 2002.
E os Reitores propuseram este crescimento em troca de que?
E os Universidades estão cumprindo as propostas
do Protocolo?
Sim.E quanto o MEC, concordou com as propostas?
Estes recursos decorrentes de emendas parlamentares, terminam chegando às Universidades sob a forma de
suplementações ou convênios.
Embora o MEC
tenha assumido tais metas dentro
de seu plano de ação, o retorno orçamentário não tem sido correspondido. O orçamento executado pelas
IFES em 1999 atingiu R$ 429 milhões e em 2000 está garantida uma previsão de R$ 349 milhões mais R$ 50 milhões
resultantes de emendas de parlamentares, estando ainda o MEC a se empenhar por conseguir chegar aos
R$ 429 milhões (o que tornaria o orçamento global das IFES em 2000 seja
igual ao de 1999).
A matriz de ensino,
contempla apenas o número de alunos que ingressa na universidade e o
número de alunos que conclui seus cursos.
E quais os critérios utilizado pelo MEC para distribuir os recursos entre as Universidades?
Nos anos de 1996 e 1997, foi seguida uma matriz de distribuição baseada em indicadores de produção, sugerida pela
ANDIFES.
A partir de 1998, o MEC vem tentando implantar
outros modelos. No modelo atual, a matriz é composta Por apenas duas parcelas, uma de "ensino” e outra de
"pesquisa”.
Como são compostas estas "matrizes"?
Na matriz de pesquisa, também são contabilizados os alunos
ingressantes e concluintes, além dos docentes, em função de suas qualificações. Os docentes contabilizados, contudo, são apenas os vinculados a algum programa de pós-graduação com conceito igual ou superior a 3, e não necessariamente
Os que estão desenvolvendo pesquisa.
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Suplementações e Recursos PrópriosUFRN
Suplementações e Recursos Próprios43
Esta matriz
está sendo questionada por algumas universidades,
Como a nossa.
E quem fornece os dados para o MEC aplicar a matriz?
As próprias Universidades.
Daí, o Planejamento das mesmas necessita manter bancos de informações
perfeitamente atualizados, sob pena de ocorrerem prejuízos
Às atividades acadêmicas
Na UFRN, é a PROPLAN que coordena os dados? E onde os obtém?
É a PROPLAN. Os dados vêm das universidades acadêmicas,
sendo fornecidos pelos Centros Acadêmicos, Departamentos, Cursos, e, em última análise, pelos próprios docentes. É um
processo complexo, e muitos não têm consciência de sua importância. O aperfeiçoamento e atualização dos dados referentes às atividades acadêmicas da UFRN,
repercutem diretamente nos recursos recebidos do Tesouro Nacional, Os quais é que permitirão a
continuidade e, o crescimento destas atividades.
E como são as suplementações?
O orçamento das IFES
tem sido sempre muito inferior às suas necessidades, daí, os Reitores passam a reivindicar junto ao MEC verbas adicionais para poder manter suas uruversidades até o final do
ano. Quando conseguem, diz-se que
“foi liberada uma suplementação".
Além disso, durante
a discussão orçamento no Congresso Nacional, os Reitores se mobilizam junto aos congressistas, solicitando que façam emendas ao projeto do Executivo contemplando mais verbas para as IFES. As emendas aprovadas, são liberadas sob a
forma de suplementações ou de convênios. No primeiro caso, à possível praticar a distribuição no interior da instituição, no segundo, os recursos vêm
"carimbados", embora, na maioria das vezes, a decisão sobre o programa de aplicação dos
mesmos possa ser decidido pela própria Universidade.
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Suplementações e Recursos Próprios45
Sobre as
Universidades
da UFRN
E quais são as Unidades Orçamentárias da UFRN?
A rigor, a UFRN tem um único gestor que é o seu Reitor. A descentralização é uma estratégia administrativa importante e necessária, operacionalizada internamente.
Com base nesta estratégia, são Unidades Orçamentárias: o Gabinete do Reitor, as Pró- Reitorias e as Superintendências, compondo o grupo das unidades da Administração Central;
alguns dos órgãos Suplementares (Museu Câmara Cascudo, Creches, NEI, Restaurante
Universitário, Editora Universitária, Biblioteca Central e o CRUTAC );
e os sete Centros Acadêmicos.
Além disso, há uma parcela de recursos destinados a
"Políticas Acadêmicas", que constituem os Fundos de Pesquisa, Graduação, de Pesquisa, de Pós-Graduação e de Extensão, além dos recursos para Bolsas de Pesquisa,
Extensão, Monitoria e Apoio Técnico dos Centros Acadêmicos, os quais são fundamentais para o estabelecimento
das políticas que orientam nossa Instituição como uma Universidade
de verdade. Nestas políticas, está essência da Instituição
Universitária.
UFRN
Sobre as Universidades da UFRN49
Estes fundos são
administrados pelas Pró-Reitorias correlacionadas, e são utilizados mediante projetos encaminhados por docentes ou bases de pesquisa de todas as unidades acadêmicas, os
quais são julgados por comissões representadas por docentes também de todas as unidades.
As Pró-Reitorias, apenas os administram.
E quem administra estes Fundos?
Composição das Receitas
da UFRN
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Sobre as Universidades da UFRNUFRN
Finalmente, completando
os recursos de ODC, vêm os recursos para manutenção dos "colégios técnicos" (Escola de Música, Escola de Enfermagem e Colégio Agrícola de Jundiaí), e para manutenção do "ensino de graduação"
(cerca de 5% do total do orçamento do Tesouro), que são destinados não só à manutenção do ensino, de forma
direta, mas à manutenção de toda a atividade meio que suporta a atividade de ensino. Esta é a
parcela que pode ser distribuída Entre as unidades.
Quais as parcelas que compõem o orçamento da UFRN?
A parte mais significativa,
inclui recursos para o pagamento de pessoal (ativo e inativo) e Encargos sociais, verba "carimbada", portanto, compreendendo
cerca de 90% dos recursos oriundos do Tesouro Nacional;
Dentro dos
Recursos de ODC, uma parte t ambém já é "carimbada". São os
"Benefícios" (Assistência pré-escolar, Auxílio Transporte e Auxílio Alimentação);
os recursos para pagamento de "pessoal temporário" (professores substitutos);
e os recursos para o pessoal de “Residência
médica";
UFRN
Composição das Receitas da UFRN53
Estes recursos
nem mesmo têm sido incluídos no Orçamento do Tesouro Nacional nos últimos anos. O pouco que se tem
conseguido tem sido através de Recursos Próprios arrecadados pelos Hospitais Universitários.
E os recursos para compra de equipamentos e Material Permanente?
Aluguéis: diz respeito ao recebimento de aluguéis de diversos pontos da UFRN utilizados comercialmente. São espaços do Centro de Convivência, cantinas dos setores de aulas, etc. Estes recursos são destinados às próprias unidades que disponibilizam tais espaços, logo, são distribuídos naturalmente;
Outras Receitas Patrimoniais: são recursos provenientes dos rendimentos de aplicações de recursos arrecadados pelos Hospitais Universitários e NUPLAN. A quase totalidade destes recursos retorna à unidade de origem (HU's e NUPLAM);
NUPLAM: neste item está a meta de arrecadação prevista com a venda de remédios pelo NUPLAM. Destes recursos, 5% são destinados ao FAPAM, visando o financiamento de pesquisas na área de medicamentos e alimentos. São recursos, portanto, que já se destinam ao Centros Acadêmicos. O CCS, CB, CT, CCET e o próprio NUPLAN são beneficiados por estes recursos. Quanto aos demais 95%, retornam ao NUPLAM para repor estoques de matéria prima e propiciar reinvestimentos;
Serviços Hospitalares: esta é uma previsão que se insere no Orçamento da União visando contemplar eventuais recursos arrecadados pelo HUOL ou pela MEJC, em decorrência de atendimento, via SUS, a pacientes encaminhados por Secretarias Municipais de Saúde localizadas no interior do Estado. Estes recursos são gastos pelos respectivos hospitais arrecadadores;
E os Recursos Próprios, ou Recursos Diretamente arrecadados,que
recursos são estes? É verdade que servem como um “caixa 2”
para as IFES?
Não é verdade.
Primeiro, porque os recursos diretamente arrecadados, recebem acompanhamento do Governo
Federal e do Tribunal de Contas da União. Para poder arrecadar estes recursos e utiliza-los,
as IFES têm de fazer parte do orçamento;
segundo, pela própria destinação que é dada a eles, que é a seguinte:
UFRN
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Composição das Receitas da UFRNUFRN
Composição das Receitas da UFRN55
Serviços Administrativos: são recursos oriundos das taxas de consignações (destinados ao DAP); importações de
equipamentos oriundos de projetos de pesquisa do CNPq, adquiridos pelo Setor de Importações da UFRN; vendas editais de licitações (vão para o DMP); aluguéis de Auditórios; da Capela; recursos de multas aplicadas pela Biblioteca;
pagamento de refeições no RU; ressarcimentos e doações. São destinados à manutenção das unidades geradoras dos recursos, logo, são naturalmente distribuídos;
Serviços Educacionais: são recursos oriundos de taxas escolares (reopção, transferência voluntária, etc.) e das taxas de inscrição no vestibular. Os recursos do vestibular são destinados à COMPERVE, que os utiliza para cobrir suas despesas
operacionais e os custos do vestibular. Os recursos das taxas estão sendo utilizados para subsidiar os Projetos do Fundo de Graduação;
Convênios com Estados e Municípios: pequena dotação prevista com o intuito de garantir a possibilidade de recebimento dos recursos destinados ao acerto de contas com governos Estaduais e Municipais, em função da cessão de servidores, estes Servidores, geralmente são estagiários que, mediante covênios de cooperação técnica participam de projetos conjuntos (UFRN - Estado ou Municípios), sendo pagos pela UFRN, porém, com recursos oriundos da outra parte convenente;
Alienação de Móveis: são recursos oriundos da venda de móveis e utensílios que já estão fora de uso, como carteiras escolares, armários, etc. Estes recursos, em geral são utilizados pela Administração Central. Nos casos de bens de valores significativos, como automóveis, os recursos são destinados às unidades a que pertencem os veículos;
Alienação de Imóveis: previsões incluídas para o caso de a UFRN concretizar a venda de algum bem imóvel. Observe-se que em 2000 a previsão é de R$ 0,00.