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Relatório de Estágio Curricular Supervisionado

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Academic year: 2023

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FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E MEIO AMBIENTE CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA

PALOMA MOREIRA SIMON

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

Porto Alegre 2022

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FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E MEIO AMBIENTE CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA

PALOMA MOREIRA SIMON

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO

Relatório de Estágio Curricular apresentado ao Supervisor da Instituição como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Medicina Veterinária.

Supervisor (a) IES: Prof° Dra. Camila S. Lasta

Supervisor (a) local: M.V. MSc.

Juliana P. Matheus

Porto Alegre 2022

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho à minha falecida mãe Adriana de Almeida Moreira Simon, que tanto sonhou em ver a filha se formar na profissão que sempre amou.

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AGRADECIMENTOS

Inicialmente agradeço a meu pai e minha irmã, Cesar e Pâmela, por sempre estarem ao meu lado nesse difícil caminho, me apoiando e me dando o suporte para conseguir esta vitória. Ao meu namorado, João Guilherme, pela paciência, por nunca me deixar desistir e me incentivar a continuar estudando e buscando aquilo que amo fazer e os meus sogros, Fernanda e Jorge, por me proporcionarem todo o suporte que eu precisei.

Agradeço a todos os médicos veterinários que passaram durante a minha trajetória, mas agradeço principalmente ao laboratório Zelle Patologia Veterinária e a MSc Juliana Matheus por toda a ajuda, me proporcionar novos desafios e sempre com novos ensinamentos e oportunidades de aprendizagem, durante o período do estágio curricular e extracurricular. Agradeço a M.V. Jaqueline Soffiatti, que durante meu estágio extracurricular, teve paciência e me proporcionou grandes ensinamentos. Agradeço as patologistas M.V Tânia Ferraboli, M.V Aline Moure e a M.V. Carolina Lautert por me passarem toda a sua experiência e conhecimento e as risadas que aliviavam o estresse do dia a dia durante o estágio curricular. E a todos os médicos veterinários e patologistas, que durante toda a minha trajetória estiveram me ensinando e me incentivando a crescer mais e me acolhendo.

Agradeço a todos os professores que fizeram parte da minha trajetória e que dividiram parte do seu conhecimento comigo, principalmente a minha orientadora, Dra Camila Lasta.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Entrada do Hospital Veterinário Pet Support - Zona Norte. ... 12 Figura 2: Entrada do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis.

... 13 Figura 3: Amplo local de circulação do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis. ... 14 Figura 4: Bancada onde ocorre a confecção do esfregaço sanguíneo no laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis. ... 15 Figura 5: Bancada onde encontrava-se a centrífuga, utensílios para leitura de capilar, banho Maria, espaço para fazer a análise química da urina. ... 16 Figura 6: Contador hematológico modelo BC-2800Vet. ... 16 Figura 7: Analisador bioquímico automático modelo Labmax 240 Premium. ... 17 Figura 8: Bancada onde encontrava-se o computador para cadastro das amostras. ... 17 Figura 9: Área onde ocorre a leitura das lâminas no microscópio. Geladeira para o armazenamento das amostras. ... 18 Figura 10: Bancada para confecção dos esfregaços sanguíneos e capilares no laboratório Zelle Patologia Veterinária- unidade Central. ... 19 Figura 11: Bancada onde é feita a realização dos setores de parasitologia e urinálise no laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Central. ... 20 Figura 12: Área onde ocorre a leitura das lâminas no microscópio no laboratório Zelle Patologia Veterinária da unidade Central. ... 21 Figura 13: Área com o contador hematológico e geladeira do laboratório Zelle Patologia Veterinária da unidade Central. ... 21 Figura 14: Setor de bioquímica do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Central. ... 22 Figura 15: Área com a centrífuga do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Central. ... 23 Figura 16: Representação gráfica do percentual de exames realizados na unidade Higienópolis de acordo com o setor durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária. ... 27 Figura 17: Representação gráfica da casuística de acordo com sexo e espécie dos pacientes que realizaram exames na unidade Higienópolis durante a

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realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária. ... 28 Figura 18: Representação gráfica do percentual de exames realizados na unidade Higienópolis de acordo com o setor durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária. ... 30 Figura 19: Representação gráfica da casuística de acordo com sexo e espécie dos pacientes que realizaram exames na unidade Central durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária. ... 31 Figura 20: Granulócitos do paciente relatado, demonstrando hipossegmentação, demonstrando com seta os neurófilos, com cabeça de seta os linfócitos e com seta tracejadas os eosinófilos...38 Figura 21: Granulócitos do paciente relatado, em destaque um eosinófilo ao centro, demonstrando nas setas neutrófilos, nas cabeças de seta linfócitos e em setas tracejadas eosinófilos...40

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Casuística acompanhada durante o estágio curricular supervisionado dos combos no Laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis e Central no período de agosto a outubro de 2022. ... 29 Tabela 2: Casuística acompanhada durante o estágio curricular supervisionado dos exames bioquímicos realizados no Laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis e Central no período de agosto a outubro de 2022. ... 29 Tabela 3: Comparação entre os 3 exames de sangue realizados da paciente.35

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ALT Alanina aminotransferase AST Aspartato aminotransferase APH Anomalia de Pelger-Huët ALB Albumina

BD Bilirrubina direta BT Bilirrubina total COL Colesterol

Dr Doutor

EQU Exame qualitativo de urina (urinálise) EPO Exame parasitológico de ouvido EPP Exame parasitológico de pelos/pele EPF Exame parasitológico de fezes direto FA Fosfatase alcalina

FRUTO Frutosamina

GGT Gama GT

GLIC Glicose

K Potássio

MSc Master of Science

MV Médico veterinário

Na Sódio

P Fósforo

RS Rio Grande do Sul

SID One time daily (uma vez ao dia) SRD Sem raça definida

TRI Triglicerídeos

UniRitter Centro universitário Ritter dos Reis PPT Proteína plasmática total

TP Tempo de protrombina

TTPa Tempo de tromboplastina parcial ativada RPCU Relação proteína:creatinina urinária

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 10

2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 12

2.1 Caracterização dos locais de estágio 12 2.1.1 Caracterização do Laboratório Zelle Patologia Veterinária- Unidade

Higienópolis 12

2.1.2 Caracterização do Laboratório Zelle Patologia Veterinária- Unidade

Central. 18

2.2 Atividades realizadas durante o estágio 23 2.2.1 Atividades relacionadas ao setor de hematologia 23 2.2.2 Atividades relacionadas ao setor de bioquímica 24 2.2.3 Atividades relacionadas ao setor de urinálise 24 2.2.4 Atividades relacionados ao setor de líquidos cavitários 25 2.2.5 Atividades relacionadas ao setor de citologia 25 2.2.6 Atividades realizadas no setor de parasitologia 26

2.3 Casuística acompanhada 26

3 FACILITADORES, ENTRAVES E RESULTADOS ENCONTRADOS 33

4 RELATO DE CASO 34

4.1 Introdução 34

4.2 Relato de caso 35

4.3 Discussão 36

4.4 Conclusão 41

4.5 Referências 41

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 43

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1 INTRODUÇÃO

O local escolhido para a realização do estágio curricular foi o laboratório Zelle Patologia Veterinária. O Laboratório Zelle, fundado em 2014, atualmente conta com cinco unidades em Porto Alegre, sendo quatro delas dentro de importantes clínicas e hospitais veterinários, e uma unidade independente que recebe exames de clínicas externas. Há ainda uma unidade localizada em Novo Hamburgo, também dentro de um Hospital Veterinário naquela cidade. Para o estágio curricular, foram escolhidas duas unidades situadas nesta capital, escolhidas pela diferença em sua dinâmica: a unidade Higienópolis, situada dentro de um importante hospital veterinário, na Av. Plínio Brasil Milano, cujo recebimento de amostras é proveniente dos pacientes do próprio hospital, das 9h às 13h e das 14h às 19h, proporcionando à aluna a maior interação direta com os veterinários atendentes e a participação e acompanhamento mais dedicado aos pacientes; e a unidade Central, independente, localizada na Rua Quintino Bocaiúva, no Bairro Moinhos de Vento, destinada ao recebimento de amostras provenientes de clínicas externas de Porto Alegre e região metropolitana, com funcionamento das 9h às 18h, de segunda à sexta-feira.

A escolha do laboratório se deu pela proximidade da estudante com a equipe, já que esta estagiava há 1 ano e 6 meses no Laboratório Zelle, unidade Tristeza e lá descobriu que era essa área que gostaria de seguir. Para ampliar os conhecimentos, ter novos desafios e conhecer diferentes rotinas, optou por fazer o estágio curricular em outras unidades da mesma rede. O estágio curricular ocorreu no período do dia 10 de agosto de 2022 até 28 de outubro de 2022, estando nas segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 9 às 13 horas e das 14 às 18 horas na unidade Higienópolis e às quartas das 13 às 20 horas na unidade Central, totalizando 440 horas práticas sob a supervisão da orientadora local, da Médica Veterinária Juliana Matheus.

Ao longo do estágio, foi possível acompanhar os procedimentos ocorridos nos setores de hematologia, bioquímica, urinálise, análise de líquidos cavitários, parasitologia, coleta e análise citológica e além de teste de coagulação.

Conforme o interesse da estudante, dentre entre estes destacavam-se pela maior demanda de exames realizados os setores de hematologia e bioquímica.

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Este trabalho tem por objetivo descrever as atribuições exercidas e vivenciadas durante o estágio curricular supervisionado do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) e relatar um caso de Anomalia de Pelguer-Huët em um canino de 1 ano e 2 meses da raça Pastor Australiano.

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2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

2.1 Caracterização dos locais de estágio

2.1.1 Caracterização do Laboratório Zelle Patologia Veterinária- Unidade Higienópolis

O Laboratório Zelle Patologia Veterinária inaugurou em julho de 2014 na unidade Higienópolis. Ficava localizado na Rua Plínio Brasil Milano, número 1135, bairro Higienópolis, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Figura 1) dentro do Hospital Veterinário Pet Support - Zona Norte. O local funcionava em horário comercial das 9h às 13h e das 14 às 19h de segunda a sexta-feira e aos sábados das 9h às 12h, e das 13 às 18 horas, nos demais horários, domingos e feriados era considerado sistema de plantão em sobreaviso.

Figura 1: Entrada do Hospital Veterinário Pet Support - Zona Norte.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

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O laboratório Zelle Patologia Veterinária - Unidade Higienópolis contava com uma estrutura de 25m², localizada no andar térreo do hospital e recebia amostras dos atendimentos do Hospital Pet Support - Zona Norte, pois o objetivo das unidades Zelle dentro das instalações em hospitais e clínicas veterinárias era acompanhar a rotina e os pacientes atendidos no local com maior agilidade e proximidade com os médicos veterinários. O espaço era separado da clínica por uma meia porta, a qual permitia a comunicação direta com os clínicos. Na entrada, havia um compartimento para que os médicos deixassem suas amostras e uma campainha para avisar a equipe do laboratório. Ao lado da entrada do laboratório, tem um informativo com os horários de funcionamento e o funcionamento dos horários de plantão (Figura 2).

Figura 2: Entrada do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

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Ao entrar no laboratório encontrava-se a uma área de armários para materiais pessoais. Após a entrada no laboratório, havia um amplo local de circulação, com bancadas por toda a sala (Figura 3).

Figura 3: Amplo local de circulação do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

No final da sala encontrava-se a bancada para confecção do esfregaço sanguíneo, com lâminas, capilares, vela com isqueiro, lamínulas, fitas de urinálise, pipeta de Pasteur, gaze, kit panóptico para corar amostras de citologia, kit panóptico para corar os esfregaços sanguíneos, local para apoiar as lâminas e local para apoiar os capilares. Ao lado, havia uma pia com água corrente, detergente e pote para colocação das louças sujas. Acima da pia havia um recipiente com papel toalha e um secador para secagem mais rápida das lâminas (Figura 4).

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Figura 4: Bancada onde ocorre a confecção do esfregaço sanguíneo no laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

À esquerda destilador de água, ao lado uma bancada extensa com o lixo orgânico e lixo perfuro cortante, banho Maria, produtos de grande utilização como álcool 70%, hipoclorito de sódio e água destilada, além de centrífuga, lixo perfurocortante, pipetas de volumes diferentes, fixas e variáveis, e ponteiras.

Caderno para anotação e controle de hematócrito, proteína plasmática total e observações referentes ao plasma dos pacientes (Figura 5).

À esquerda encontrava-se uma bancada com utensílios básicos de escritório e ao lado ficava o contador hematológico automático modelo BC- 2800Vet (Mindray, São Paulo, Brasil) e apoio para colocar as amostras que já foram analisados na máquina. Embaixo da bancada, havia um frigobar para armazenamento dos reagentes do analisador bioquímico automático (Figura 6).

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Figura 5: Bancada onde encontrava-se a centrífuga, utensílios para leitura de capilar, banho Maria, espaço para fazer a análise química da urina.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

Figura 6: Contador hematológico modelo BC-2800Vet.

Fonte arquivo pessoal (2022).

Ao lado do contador hematológico, estava o analisador bioquímico automatizado modelo Labmax 240 Premium (Labtest, Belo Horizonte, Brasil)

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com as bandejas separadas de reagentes e amostras e seus recipientes de limpeza e descarte (Figura 7).

Figura 7: Analisador bioquímico automático modelo Labmax 240 Premium.

Fonte arquivo pessoal (2022).

Na outra extremidade ficava a bancada com o computador onde era realizado o cadastro dos pacientes no sistema do laboratório e telefone para comunicação com o hospital. Nas paredes havia quadros com intervalos de referências, resumos de consulta rápida e uma prateleira com os livros mais utilizados e cadernos para controle do estoque (Figura 8).

Figura 8: Bancada onde encontrava-se o computador para cadastro das amostras.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

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Mais ao fundo encontrava-se a área com o microscópio para realizar a leitura das lâminas, apoio para colocação das lâminas ainda não conferidas, contador para o diferencial das células, caixa para colocação das lâminas já conferidas dos esfregaços sanguíneos e caixa para colocação das lâminas já analisadas da citologia, óleo de imersão, calculadora e álcool 70% (Figura 9).

Figura 9: Área onde ocorre a leitura das lâminas no microscópio. Geladeira para o armazenamento das amostras.

Fonte: arquivo pessoal (2022).

2.1.2 Caracterização do Laboratório Zelle Patologia Veterinária- Unidade Central

O Laboratório Zelle - Unidade Central estava localizado na Rua Quintino Bocaiúva, número 1148 (sala 8), bairro Moinhos de Ventos em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A unidade Central iniciou suas atividades em 2019. O local funcionava das 9 às 18 horas para recebimento de amostras horas. Ao contrário da unidade Higienópolis, o Laboratório Central não funcionava aos sábados e domingos nem sob sistema de plantão, então aos finais de semana e feriados, seus exames eram redirecionados para as unidades Higienópolis ou Vale dos

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Sinos, em Novo Hamburgo na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

O local situava-se no quarto andar de um prédio comercial do bairro e recebia exames de Porto Alegre e região metropolitana de clínicas, hospitais e veterinários conveniados. O espaço é amplo e separado por setores como:

recepção de amostras, sala de microbiologia, de análises biomoleculares e de análises clínicas, além de um espaço coletivo para refeições dos colaboradores.

Logo na entrada havia um espaço para recebimento, checagem e identificação de amostras com uma mesa, computador e materiais básicos de escritório.

Ao fim do corredor ficava a sala da patologia clínica, com amplo espaço de circulação. No final da sala encontrava-se a bancada para confecção do esfregaço sanguíneo, com lâminas, capilares, vela com isqueiro, lâminas, lamínulas, kit panóptico para corar os esfregaços sanguíneos, outros corantes, como Giemsa, Wright, caixa para perfurocortantes, local para apoiar as lâminas e local para apoiar os capilares (Figura 10).

Figura 10: Bancada para confecção dos esfregaços sanguíneos e capilares no laboratório Zelle Patologia Veterinária- unidade Central.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

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Ao lado, havia duas pias com detergente, álcool, água deionizada e água oxigenada. Diferente da unidade Higienópolis, na unidade central tinha um espaço para realização de atividades de urinálise e parasitologia. Neste local, havia fitas de urinálise, pipeta de Pasteur, tubos tipo Falcon, microtubos, tubos de ensaio de 5 e 10 mL, lamínulas e caixa de perfurocortantes (Figura 11).

Figura 11: Bancada onde é feita a realização dos setores de parasitologia e urinálise no laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Central.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

Ao lado desta bancada, estava a bancada em que era realizada a leitura das lâminas, com dois microscópios, um para análise de parasitologia e urinálise e outro para a leitura dos esfregaços sanguíneos e citologias. Neste local havia dois contadores de células, duas calculadoras, óleo de imersão e caixas para colocação dos esfregaços sanguíneos já lidos e das citologias já realizadas (Figura 12).

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Figura 12: Área onde ocorre a leitura das lâminas no microscópio no laboratório Zelle Patologia Veterinária da unidade Central.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

Ao lado, tinha uma geladeira para armazenamento de amostras e reagentes e ao seu lado o contador hematológico modelo Sysmex pocH-100iV Diff (Sysmex, São Paulo, Brasil) (Figura 13).

Figura 13: Área com o contador hematológico e geladeira do laboratório Zelle Patologia Veterinária da unidade Central.

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Fonte: Arquivo pessoal (2022).

No outro lado da sala, estava localizada a área de bioquímica, com computador, materiais de escritório, água destilada, cubetas, pipetas de vários volumes, fixas e variáveis e ponteiras, caderno para anotação dos resultados dos bioquímicos e o analisador automático modelo Labmax 240 Premium (Labtest, Belo Horizonte, Brasil) com suas soluções de limpeza e descarte. No canto da bancada ficava o banho-maria (Figura 14).

Figura 14: Setor de bioquímica do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Central.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

Em outra sala, estava uma centrífuga com contrapesos para os capilares e tubos de plástico e vidro (Figura 15).

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Figura 15: Área com a centrífuga do laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Central.

Fonte: Arquivo pessoal (2022).

2.2 Atividades realizadas durante o estágio

Durante o período de estágio na Zelle Patologia unidade Higienópolis, a acadêmica participou de atividades nos diferentes setores do laboratório. As atividades desenvolvidas dependiam do setor no qual o aluno estava alocado.

2.2.1 Atividades relacionadas ao setor de hematologia

No início do dia, a estagiária ligava o contador hematológico e calibrava o refratômetro. Após, eram recebidas amostras deixadas no laboratório ou geladeira do hospital, a estagiária realizava o cadastro no sistema do laboratório com dados do paciente: espécie, sexo, raça, idade, médico veterinário solicitante e exames solicitados.

Depois da adequada identificação das amostras com numeração própria do laboratório, a estagiária realizava a confecção de lâminas e capilares, caso não houvesse presença de fibrina/coágulo, amostra era submetida a leitura no contador hematológico e checados os valores antes da análise das lâminas ao microscópio.

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Eventualmente, era realizada pela estagiária, contagem de leucócitos e eritrócitos em câmara de Neubauer para conferência celular, ou ainda, era realizada a contagem de reticulócitos, quando solicitado pelo veterinário clínico.

Também eram realizadas provas de compatibilidade sanguínea, previamente às transfusões sanguíneas e ainda, testes de coagulação sanguínea, sempre que solicitados pelo veterinário clínico.

Ao final da rotina, a estagiária realizava a limpeza dos equipamentos e microscópios, além de limpeza e organização de bancada e reposição de materiais para rotina do dia seguinte.

2.2.2 Atividades relacionadas ao setor de bioquímica

A estagiária colocava as amostras de sangue de pacientes destinadas à bioquímica, na centrífuga para separação do soro/plasma e análise bioquímica no analisador automático, quando necessário, a estagiária repetia, diluía ou, preparava as amostras com reagentes específicos, para melhor leitura dos analitos. A estagiária pesquisava se o paciente havia feito exames anteriores e o histórico dos pacientes, após comparava e debatia com a patologista sobre os resultados.

Após todas as análises e conferências, a estagiária digitava os valores no sistema próprio do laboratório.

2.2.3 Atividades relacionadas ao setor de urinálise

Após recebimento e cadastro da amostra, a estagiária avaliava a amostra física e com auxílio da fita de urinálise realizava o exame químico. A estagiária colocava a urina para ser centrifugada e verificava do sobrenadante a densidade, separava o sobrenadante se houvesse solicitação para realizar relação proteína:

creatinina da amostra, ressuspendia o sedimento e colocava-se uma amostra em uma lâmina para observação ao microscópio, no qual a estagiária analisava a quantidade de eritrócitos por campo, leucócitos por campo, presença de microrganismos, cilindros, muco, gordura, parasitos ou cristais e quantidade de células epiteliais por campo, entre outros.

Nas observações, a estagiária identificava os tipos celulares, cilindros e de cristais. Era também colocado sugestões como, por exemplo, se houvesse

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presença de microrganismos que era indicado fazer uma cultura bacteriana e antibiograma.

2.2.4 Atividades relacionados ao setor de líquidos cavitários

Semelhante ao processo urinário, a estagiária avaliava as amostras química e fisicamente, com uso de fita química, uso do contador hematológico e analisador bioquímico automático, sempre que necessário.

A estagiária separava uma alíquota da amostra do tubo com anticoagulante para ser centrifugada e do seu sedimento era realizados os squash, lâminas que eram coradas para avaliação citológica da efusão. A estagiária avaliava as lâminas no microscópio, com os mesmos critérios da citologia.

Junto com o patologista, a estagiária analisava todas as informações encontradas e classificava a efusão em transudato, transudato modificado, exsudato séptico ou exsudato asséptico. Nos comentários do laudo, descrevíamos sobre quais as possíveis causas para aqueles achados.

2.2.5 Atividades relacionadas ao setor de citologia

O corpo clínico do hospital Pet Support - Zona Norte, solicitava ao patologista responsável a coleta das amostras, anotávamos as informações de nome, código, espécie, idade, sexo e raça. A estagiária perguntava ao veterinário sobre o histórico, sobre o nódulo ou lesão, quando notou e se apresentou crescimento, se usou medicações e quais, se tinha dor ou coceira, se tinha neoplasias anteriores e qual a suspeita do veterinário, anotava no caderno de citologias qual a região, aspecto se macio ou firme, tamanho em centímetros, se estava aderido ou não, se estava ulcerado ou não ou se era alopécico o nódulo ou lesão. Durante a coleta, a estagiária participou na contenção do paciente e, eventualmente, coletava as amostras citológicas sob supervisão. Após, realizava squash e esperava a lâmina secar para coloração com mais de um corante. Na microscopia analisava em todas as objetivas (4x ,10x ,40x ,100x) observava as seguintes características: celularidade, se havia preservação celular, a presença de hemodiluição e fundo de lâmina claro ou denso, além das avaliações celulares pertinentes.

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Todas as lâminas eram observadas pela estagiária e patologista, em conjunto discutíamos qual poderia ser o diagnóstico sugestivo de acordo com o histórico, informações do nódulo ou lesão e com a microscopia e assim a patologista fazia o laudo.

2.2.6 Atividades realizadas no setor de parasitologia

A amostra era cadastrada, e seguia para o processamento, através do método direto com solução fisiológica, da técnica de flutuação simples de Willys- Mollay com solução hipersaturada de Nacl e sedimentação com formalina com kit comercial Paratest®. Era colocada uma gota da amostra tratada em sedimento em uma lâmina e uma lamínula em cima, após ia ao microscópio à procura de parasitos. Após, laudava como positivo ou negativo e se positivo, para qual parasito era classificada.

Também realizava o exame parasitológico de pele, o médico veterinário trazia lâminas com o material, que variavam de pelos, raspado de pele ou fita de acetato e procurava-se por microrganismos e parasitos.

Também realizava o exame parasitológico de ouvido, e o médico veterinário trazia o suabe com material para confecção de lâmina e deixava secar por alguns minutos, após corava em corante panóptico e procurava por ectoparasitas, bactérias, fungos e células epiteliais com ou sem características de malignidade.

2.3 Casuística acompanhada

A rotina de exames não seguia um fluxograma exato, pois dependia da quantidade de amostras recebidas, porém a ordem de realização segue, obrigatoriamente, a prioridade da viabilidade das amostras e, após, de acordo com cada prazo de entrega de laudos. Portanto, a ordem de avaliação era, respectivamente: tempos de coagulação, urinálises e análises de líquido cavitário, exames com urgência (na qual era acrescido valor e o prazo de entrega era de até 2 horas), testes de compatibilidade sanguínea, hemogramas e bioquímicos, parasitológicos e citologias.

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Ao longo do estágio curricular, foi possível acompanhar todas as fases analíticas destes exames e seus resultados. No total foram acompanhados 1368 exames, sendo 926 na unidade Higienópolis e 442 na unidade central.

Na unidade Higienópolis destes 926 exames, 377 eram combos, 100 eram no setor de hematologia, 365 bioquímicos, 29 análises de urina (EQU), 5 análises de líquidos cavitários, 17 análise e coleta de citologias, 4 análise de parasitológicos de fezes (EPF), 3 análise de parasitológicos de pele (EPP), 7 análise de parasitológico de ouvido (EPO) e 19 de coagulação (Figura 16).

Figura 16: Representação gráfica do percentual de exames realizados na unidade Higienópolis de acordo com o setor durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária.

Foram acompanhados, na unidade Higienópolis, 926 exames. Em relação à espécie que obteve maior prevalência foi a canina com 786 exames, seguido pelos felinos com 138 exames e equinos com 2 exames, isso pode ser pelo fato do Hospital Veterinário Pet Support- Zona norte, ao qual eram destinadas grande parte dos exames realizados na Unidade Higienópolis, não possuir atendimento especializado em felinos. Em relação ao sexo, as fêmeas obtiveram um leve

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predomínio com 541 exames, enquanto os machos obtiveram 385 exames, como demonstrado na Figura 17.

Figura 17: Representação gráfica da casuística de acordo com sexo e espécie dos pacientes que realizaram exames na unidade Higienópolis durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária.

Em relação a idade, 3 faixas etárias: pacientes de 1 dia até 1 ano, considerados filhotes, fizeram 46 exames, paciente com 1 ano e 1 dia até 10 anos, considerados adultos, fizeram 481 exames e pacientes com mais de 10 anos e 1 dia, considerados idosos, fizeram 391 exames e 8 não informaram a idade, isso se deve a animais com mais idade fazerem mais exames de rotina e por terem mais enfermidades. Em relação a raça: animais sem raça definida (SRD) fizeram 159 exames, enquanto os de raça fizeram 767 exames, sendo a raça com maior prevalência a Shih-tzu com 91 exames, seguida da raça Yorkshire com 63 exames, devido ao maior poder aquisitivo dos tutores frequentadores do hospital e maior popularidade destas raças.

Durante o período de estágio curricular supervisionado, foram solicitados ao todo 377 combos de exames, como demonstrado na tabela 1. Os combos auxiliavam a rotina diária dos clínicos, por serem sempre conjuntos de exames mais comuns na rotina (Anexo 1). Os combos mais realizados foram o Check up

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1 com 220 e o Check up 3 por serem os mais completos oferecidos pelo laboratório, contendo bioquímicos para avaliação hepática e renal.

Tabela 1: Casuística acompanhada durante o estágio curricular supervisionado dos combos no Laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis e Central no período de agosto a outubro de 2022.

COMBOS HIGIENÓPOLIS CENTRAL TOTAL n (%)

Check up 1 113 107 220 (13,59%)

Check up 2 14 10 24 (22,33%)

Check up 3 98 5 103 (26,21%)

Check up 4 23 2 25 (3,88%)

Coagulação 19 4 23 (29,13%)

Diário 81 3 84 (4,85%)

Endócrino 1 2 1 3 (0,53%)

Hepático 12 1 13 (2,31%)

Pré-cirúrgico 1 6 14 20 (3,56%)

Pré-cirúrgico 2 2 38 40 (7,13%)

Renal 1 4 0 4 (0,71%)

Renal 2 3 1 4 (0,71%)

TOTAL 377 184 561 (100%)

Durante este período, também foi acompanhado no setor de hematologia um total de 100 exames, sendo 83 hemogramas, 13 contagem de reticulócitos e 4 testes de compatibilidade. Em relação aos exames bioquímicos, os mais pedidos foram colesterol, triglicerídeos e fósforo que não estão incluídos em nenhum combo oferecido e creatinina e ureia para avaliação renal, como demonstrado na tabela 2.

Tabela 2: Casuística acompanhada durante o estágio curricular supervisionado dos exames bioquímicos realizados no Laboratório Zelle Patologia Veterinária unidade Higienópolis e Central no período de agosto a outubro de 2022.

BIOQUÍMICO HIGIENÓPOLIS CENTRAL TOTAL n (%)

ALB 12 2 14 (2,40%)

ALT 19 14 33 (5,66%)

AST 10 6 16 (2,74%)

BD 4 5 9 (1,54%)

BT 4 5 9 (1,54%)

Cálcio total 2 6 8 (1,37%)

Colesterol 37 28 65 (11,14%)

Creatinina 36 12 48 (8,23%)

Cloro 1 0 1 (0,17%)

FA 13 18 31 (5,31%)

(30)

Fósforo 32 10 42 (7,20%)

Frutosamina 4 7 11 (1,88%)

Gama GT 11 11 22 (3,77%)

Glicose 11 17 28 (4,80%)

Globulinas 6 0 6 (1,02%)

Potássio 45 5 50 (8,57%)

Proteína total 0 1 1 (0,17%)

RPCU 10 9 19 (3,25%)

Sódio 26 11 37 (6,34%)

Triglicerídeos 37 32 69 (11,83%)

Ureia 44 20 64 (10,97%)

TOTAL 364 219 583 (100%)

Já na unidade Central, foram realizados ao todo 442 exames, 184 eram combos, 54 eram exames no setor de hematologia, 219 bioquímicos, 22 análise de urina, 1 análise de líquidos cavitários, 9 análise e coleta de citologias, 3 análise de parasitológicos de fezes (EPF) e 4 de coagulação (Figura 18).

Figura 18: Representação gráfica do percentual de exames realizados na unidade Higienópolis de acordo com o setor durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária.

Na unidade Central, foram realizados 442 exames. Em relação à espécie, a que obteve maior prevalência foi caninos com 333 exames, seguido pelos felinos com 107, equino com 1 e Porquinho-da-Índia (Cavia porcelannus) com 1,

(31)

seguindo a mesma tendência que na unidade Higienópolis. Em relação ao sexo, as fêmeas obtiveram um leve predomínio com 263 exames, enquanto os machos obtiveram 180 exames, como demonstrado na Figura 19.

Figura 19: Representação gráfica da casuística de acordo com sexo e espécie dos pacientes que realizaram exames na unidade Central durante a realização do estágio curricular, de agosto a outubro no laboratório Zelle Patologia Veterinária.

Em relação à idade: pacientes de 1 dia até 1 ano de vida (filhotes) fizeram 30 exames, paciente com 1 ano e 1 dia até 10 anos (adultos) fizeram 173 exames e pacientes com mais de 10 anos e 1 dia (idosos) fizeram 208 exames e 31 exames não foi informado a idade. Em relação à raça: SRD fizeram 179 exames, enquanto os de raça fizeram 263 exames, sendo a raça com maior prevalência o Shih-tzu com 33 exames, seguida da raça Yorkshire com 29 exames e 41 exames não foi informado a raça.

Foram acompanhados na unidade central, ao todo 184 combos (Anexo 1), já descritos anteriormente na Tabela 1. Sendo o Check up 1 o mais pedido com 107 por ser um combo completo e o pré cirúrgico 2 com 38 exames, sendo um combo com bioquímicos básicos e com menor valor.

Neste período, também foram solicitados no setor de hematologia ao todo 54 exames, sendo 48 hemogramas, 3 reticulócitos, 1 contagem de plaquetas e 2 pesquisas de hemocitozoários. No setor de bioquímica, como demonstrado na

(32)

tabela 2, seguindo a mesma tendência que na unidade Higienópolis. Assim completando toda casuística acompanhada pela estagiária durante o período de realização do estágio curricular obrigatório.

(33)

3 FACILITADORES, ENTRAVES E RESULTADOS ENCONTRADOS

Os facilitadores do estágio na Zelle Patologia Veterinária incluíram a experiência que a estagiária já tinha na área de patologia clínica e no próprio laboratório Zelle, porém em outra unidade. Outro facilitador na unidade Higienópolis, foi o acesso ao histórico das consultas, internação e exames complementares dos pacientes e o contato próximo com o corpo clínico de médicos veterinários do Hospital Pet Support- Zona Norte e assim contribuindo com a discussão dos casos diferentes na rotina.

O maior entrave durante o estágio no laboratório Zelle Patologia Veterinária- Unidade Central, foi justamente a distância entre o médico veterinário clínico e o patologista clínico, pois muitas vezes eram necessárias mais informações de histórico e sinais clínicos para maior confiabilidade dos exames e auxiliar em possíveis diagnósticos.

Após o fim do período de estágio curricular, a aluna sentiu-se mais confiante para realizar leitura de lâminas de hematologia, baseada em todo conhecimento adquirido e sustentado pela tutoria dos veterinários durante o estágio, ampliando sempre o seu conhecimento, além de participar ativamente na realização de exames bioquímicos, urinálise, análise de líquido cavitário, coletar e analisar amostras citológicas. A aluna pôde vivenciar e aprender ainda mais a importância da patologia clínica no dia a dia dos médicos veterinários e pacientes. Portanto, a aluna cumpriu o seu objetivo no estágio curricular.

(34)

4 RELATO DE CASO

Anomalia de Pelger-Huët: Relato de caso 4.1 Introdução

Karl Pelger, em 1928, observou o esfregaço sanguíneo de um paciente humano com tuberculose e notou os neutrófilos com diminuição das segmentações dos núcleos e cromatina madura com padrão grosseiro, assim ele foi o primeiro a descrever esta anomalia. Mais tarde, em 1932 G.H Huët, notou um desvio à esquerda que não era de origem infecciosa e sim de origem genética. Assim, dando nome à anomalia de Pelger-Huët (Wang et al.,2010).

A anomalia de Pelger-Huët (APH) é caracterizada pela hipossegmentação do núcleo dos granulócitos, dentre eles os neutrófilos, eosinófilos e basófilos e não tem significado clínico, sendo de caráter genético, e podendo ser confundida com o desvio à esquerda gerado por processos inflamatórios ou infecciosos e assim gerar diagnósticos equivocados. Esta anomalia já foi descrita em humanos, cães, gatos, coelhos e equinos (GOULART et al, 2018) .

Em 2013, Borovick realizou estudos com a anomalia de Pelger-Huët, demonstram a morfologia anormal dos granulócitos devido a um defeito genético no receptor de lâmina B (RBL) no cromossomo lq 41-43.

A APH é descrita em forma homozigota e heterozigota. A forma homozigota é rara, já foi descrita em humanos, gatos e ratos, em que os filhotes morrem antes ou logo após o nascimento. Na forma heterozigota, que é a forma mais comum, os animais apresentam baixa segmentação dos granulócitos, dentre eles os neutrófilos, estes neutrófilos mantêm funções de quimiotaxia e de fagocitose, por isso os animais com a anomalia de Pelger-Huët não são mais suscetíveis a infecções (ÁVILA et al., 2009).

A doença normalmente é um achado acidental, em que o animal não apresenta sinais clínicos e vai para o veterinário por outro motivo, e acaba-se descobrindo a Anomalia de Pelger-Huët durante o exame de sangue. O diagnóstico da anomalia de Pelger-Huët se dá por meio dos seguintes critérios:

diminuição da segmentação dos granulócitos em lâmina do esfregaço sanguíneo, ausência de doenças inflamatórias, infecciosas ou neoplásicas. Faz- se necessário excluir a exposição a drogas que resultem em hipossegmentação

(35)

adquirida (pseudo anomalia de Pelger-Huët) e descobrir o histórico familiar do paciente, já que a APH tem origem genética (GOULART et al, 2018).

O objetivo do presente relato é apresentar um caso de Anomalia de Pelger-Huët em uma cadela da raça Pastor Australiano e a sua identificação em esfregaço sanguíneo, diferenciando-o de um desvio à esquerda.

4.2 Relato de caso

Na cidade de Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um canino de 1 ano e 2 meses, fêmea da raça Pastor Australiano, foi atendido com histórico de dor na articulação coxofemoral.

Durante a consulta o tutor relatou que fazia 11 dias que havia começado a claudicação do membro pélvico esquerdo, durante a avaliação do locomotor notou-se dor na região do quadril e no metacarpo esquerdo, indicou-se o tratamento com carprofeno 75 mg SID (uma vez ao dia) durante 5 dias, porém mesmo com a medicação a paciente continuou claudicando. Em nova consulta, foi indicado realização de raio x do membro torácico esquerdo sob sedação.

Foi coletado sangue para a realização de hemograma e exames bioquímicos. A amostra foi analisada pelo contador hematológico modelo BC- 2800Vet (Mindray, São Paulo, Brasil) e conferido em lâmina pela patologista. Foi centrifugada a amostra para realização dos exames bioquímicos, realizados no analisador bioquímico automático modelo Labmax 240 Premium (Labtest, Belo Horizonte, Brasil).

A paciente apresentava granulócitos hipossegmentados, aliados à citoplasma claro e núcleos densos demonstrando maturação completa da linhagem celular, porém poderia ser confundido com bastonetes, que são neutrófilos com núcleo em formato de bastão com cromatina grosseira e citoplasma com granulação e poderia indicar um grave processo inflamatório, infeccioso ou neoplásico. Assim, a patologista clínica buscou saber o histórico da paciente, a qual não havia sinais clínicos graves, possivelmente sendo a anomalia de Pelger-Hüet. Para melhor elucidação do quadro clínico, sugeriu-se nova avaliação hematológica em alguns dias para comparação dos resultados dos exames de sangue e acompanhamento do estado clínico da paciente. Por isso, a paciente ficou internada.

(36)

Após 3 dias do primeiro exame foi coletada amostra de sangue para a realização de hemograma e após 92 dias do primeiro exame, a paciente voltou ao hospital para realização de novos exames, realizando o seu terceiro exame.

Apresentava-se hígida, sem qualquer alteração clínica, sugerindo clínica. Assim, que os exames do paciente eram devido a Anomalia de Pelger-Huët.

Tabela 3: Comparação entre os 3 exames de sangue realizados da paciente.

1º exame 2º exame 3º exame Valores de referência Eritograma

Hemácias 7,15 x 10^6/ul 7,05 x 10^6/ul 7,76 x 10^6/ul 5,5 - 8,5 x 10^6/ul Hemoglobina 17,50 g/dL 17,50 g/dL 19,60 g/dL 12 - 18 g/dL

Hematócrito 50% 54% 55% 37 - 55 %

V.C.M 69,93 fL 76,6 fL 70,9 fL 60 - 77 fL

C.H.C.M 35,00% 32,40% 35,60% 31 - 36 %

PPT 6,2 g/dL 6,2 g/dL 7,0 g/dL 6,0 - 8,0g/dL

Eritroblastos 0/100 leucócitos 0/100 leucócitos 0/100 leucócitos

Leucograma

Leucócitos totais 8600/uL 10600/uL 8700/uL 6.000 - 17.000

Metamielócitos 0 0 0 0

Bastonetes 0 0 0 0 - 300

Segmentados 3.870 4.458 4.337 3.000 - 11.500

Linfócitos 3.440 4.240 2.784 1.000 - 4.800

Monócitos 516 742 1.131 150 - 1.350

Eosinófilos 774 1.060 348 100 - 1.250

Basófilos 0 0 0 Raros

Plaquetas 239.000/uL 261.000/uL 180.000/uL 200.000 - 500.000/uL

Hipossegmentação 25% 40% 34%

Exames bioquímicos

ALB 3,31 g/dL 2,10 - 3,30 g/dL

ALT 55,90 U.I./L <102 U.I./L

Creatinina 1,01 mg/dL 0,50 - 1,50 mg/dL

Fosfatase alcalina 71,70 U.I./L <156 U.I./L

Ureia 37,90 mg/dL 21 - 60 mg/dL

4.3 Discussão

(37)

A anomalia de Pelger-Huët foi descrita primeiramente em 1928 por Karl Pelger, sendo considerada como uma característica hematológica da tuberculose, já que ao analisar os esfregaços sanguíneos de um paciente humano com tuberculose ele encontrou neutrófilos hipossegmentados. Em 1931, G. J. Huët observou a origem genética da anomalia e não infecciosa (WANG &

KULBACKI, 2010). Além de humanos, a anomalia já foi descrita em cães, gatos, coelhos e equinos. Em humanos, a incidência da anomalia em diferentes estudos variou de 1 em 10.000 pessoas, a 1 em 4.000 ou 6.000 e até de 1 em 1.000 pessoas (LEE et al., 1998). No laboratório Zelle, onde ocorreu o estágio curricular, outros dois casos anteriores também foram identificados, totalizando 3 pacientes com a anomalia sugestiva, em 8 anos.

Em medicina veterinária, o primeiro caso descrito foi em canino e a anomalia já foi relatada em raças como por exemplo Australian Shepherd, Cocker Spaniel, Border Collie, Basenji, Border Collie, Foxhound Pastor Alemão, Samoieda e em cães sem raça definida (LATIMER et al, 2000). No presente caso, o paciente era da raça Australian Shepherd (Pastor Australiano), no mesmo estudo de Latimer et al. (2000), realizado com 892 Pastores Australianos, concluiu que 87 (9,8%) dos animais possuíam APH, isso demonstra que raça Pastor Australiano tem um alto índice desta anomalia, fato justamente observado na paciente do caso em questão descrito neste relato, canina da raça Pastor Australiano. Segundo o tutor da paciente, ela fora dada como presente, desconhecendo-se assim seu histórico familiar.

A anomalia de Pelger-Huët é uma alteração genética que causa baixa segmentação nuclear dos granulócitos, dentre eles neutrófilos, eosinófilos e basófilos, como demonstrado na Figura 24 (GOULART et al, 2018).

O citoplasma apresenta coloração típica com granulações secundárias normais, delgadas e com ausência de basofilia. Os corpúsculos de Barr, que normalmente são observados em neutrófilos de indivíduos do sexo feminino, não são verificados ou são raros. Podem ser observados monócitos com pouca ou nenhuma endentação (ÁVILA et al, 2009).

Na anomalia de Pelger-Hüet não é comum serem observados corpúsculos de Barr, fato que se repete no sangue da paciente. Além disso, ela apresentou, por três hemogramas periódicos subsequentes, as mesmas alterações morfológicas compatíveis com a APH: hipossegmentação de

(38)

granulócitos, no caso dela, observados somente em neutrófilos e eosinófilos (Figura 25), sem demais sinais de que possibilitasse cogitar um processo infeccioso/inflamatório, já que esteve inclusive em observação na internação do hospital, no primeiro dia após o exame 1, para descartar tais possibilidades.

Figura 20: Granulócitos do paciente relatado, demonstrando hipossegmentação, demonstrando com seta os neurófilos, com cabeça de seta os linfócitos e com seta tracejadas os eosinófilos.

Fonte: Imagem cedida pelo laboratório Zelle Patologia Veterinária (2022).

Foi demonstrado através de uma análise de ligação genômica, que a anomalia de Pelger-Huët está ligada ao cromossomo 1q 41-43. Foram identificadas mutações no gene LBR, afetando as atividades da enzima redutase dos neutrófilos, por isso são observadas as alterações como a hipossegmentação nuclear nos granulócitos característicos na APH (BOROVIK et al., 2013).

(39)

O estado homozigoto é a forma mais rara e fatal, em que o animal morre na vida intrauterina ou logo após o nascimento. Já a forma heterozigoto é o mais comum, como no caso clínico apresentado, o animal afetado herda um gene da anomalia de Pelger-Huët e apresenta os granulócitos com núcleos com pouca segmentação, assemelhando-se bastonetes e ao desvio à esquerda, porém estes pacientes não apresentam manifestações clínicas, nem esta está associada a imunodeficiências, ou predisposição a infecções e nem com anormalidades da função dos granulócitos (ÁVILA et al., 2009).

Deve-se sempre que possível realizar confirmação através de estudos genético, já que está é uma anomalia de caráter genético (OLIVEIRA, 2007). No caso acompanhado, esse critério, embora tenha sido cogitado, infelizmente não foi efetuado, devido o desconhecimento a respeito do histórico familiar da paciente.

Deve-se sempre descartar a pseudo anomalia de Pelger-Huët, sendo a forma adquirida da menor segmentação dos granulócitos, que tem como característica principal ser transitório e com heterogeneidade na lobulação nuclear e na distribuição da cromatina. Essa forma, pode ocorrer em casos de inflamações ou infecções graves, leucemias mieloides, neoplasias metastáticas na medula óssea e no uso de quimioterápicos ou fármacos como sulfonamidas (SILVA et al., 2009). No caso, foram descartadas essas possibilidades visto que o animal não tinha sinais clínicos e se manteve saudável durante a realização do presente trabalho e não havia histórico de uso de medicamentos citados. Além disso, microscopicamente, após detalhada avaliação morfológica, concluiu-se que as células hipossegmentadas, de linhagem granulocítica, apresentavam citoplasma claro, pouco volumoso, núcleos com cromatinas densas e homogêneas, com nucléolos inconspícuos, embora claramente hipossegmentados, demonstrando assim maturação de suas características, não fosse pela falta de segmentação nuclear.

(40)

Figura 21: Granulócitos do paciente relatado, em destaque um eosinófilo ao centro, demonstrando nas setas neutrófilos, nas cabeças de seta linfócitos e em setas tracejadas eosinófilos.

Fonte: Laboratório Zelle Patologia Veterinária (2022).

A importância prática da identificação dessa anomalia está relacionada pela diferenciação entre as alterações microscópicas que caracterizam granulócitos jovens em desvios à esquerda, comuns em infecções e hipossegmentação nuclear de granulócitos maduros na APH (LEE et al., 1998).

Como explica Speeckaer et al. (2009), é muito importante distinguir o desvio à esquerda observado por exemplo num quadro inflamatório ou infeccioso prevenindo uma associação incorreta e evitando-se a realização de testes diagnósticos e tratamento desnecessários quando na realidade é a anomalia de Pelger-Huët, desprovido de sinais clínicos passando muitas vezes desapercebida e não sendo necessário tratamento. Aqui está em questão a experiência do patologista clínico veterinário diante desse caso, visto que, não é incomum o fato da APH, não ser reportada ou ainda pior, confundida muitas vezes com desvios infecciosos em hemogramas.

(41)

Os principais fatores considerados na realização do hemograma relatado foram: grande quantidade de hipossegmentação, incomum inclusive em desvios infecciosos, aliados à morfologia aparentemente demonstrar maturação completa da linhagem celular, como citoplasma claro, e núcleos densos, apesar de hipossegmentados; busca pelo quadro clínico da paciente: após a avaliação microscópica demonstrar maioria dos granulócitos com hipossegmentação, está imediatamente procurou saber a respeito do histórico da paciente, incluindo sua raça, fator predisponente bem relevante nesse caso; sugestão da anomalia e recomendação de uma nova avaliação após minuciosa observação da paciente, passados alguns dias, fato que corroborou com a suspeita inicial, permanecendo as alterações presentes nos hemogramas posteriores da canina.

4.4 Conclusão

A anomalia de Pelger-Huët é um achado hematológico benigno de caráter hereditário, pouco conhecida, que não cursa com sinais clínicos, onde os granulócitos, demonstram hipersegmentação nuclear. A APH deve ser diferenciado de outras formas de hipossegmentação como as de bastonetes causadas por processos inflamatórios, infecciosos ou neoplásicos. Portanto, os patologistas clínicos devem estar atentos às possibilidades e identificar esta anomalia para evitar enganos nos laudos laboratoriais que podem ser confundidos com as possibilidades citadas anteriormente, e assim evitar diagnósticos errôneos, tratamentos desnecessários e, principalmente a resistência antimicrobiana.

4.5 Referências

ÁVILA D.F.; CASTRO J.R.; RODRIGUES.; BRAGA F.S.; Silva C.B.;

MENDONÇA C.S.; MUNDIM D. & MUNDIM A.V. 2009. Anomalia de Pelger- Huët em cadelas - Relato de caso. Revista Veterinária Notícias. 15 19-26.

BOROVILK L.; MODAFF P.; WATERHAM H. R.; KRENTZ A. D.; PAULI R. M.

Pelger-huet anomaly and a mild skeletal phenotype secondary to mutations

(42)

in LBR. American Journal of Medical Genetics Part A, v.161A, n.8, p.2066-2073, 2013.

GOULART J.C.; MARCUSSO P.F.; PEREIRA JÚNIOR O.C.M. & CONTI J.B.

2018. Forma heterozigota da anomalia de Pelger-Huëtem cão. Acta Scientiae Veterinariae. 46(Suppl 1): 311.

LATIMER K.S.; CAMPAGNOLI R.P & DANILENKO D.M. 2000. Pelger-Huët Anomaly in Australian Shepherds 87 Cases (1991-1997). Comparative Haematology International. 10 9-13.

LEE G. R.; BITHELL T. C.; FOERSTER J.; ATHENS J. W.; LUKENS J. N.

Wintrobe Hematologia Clínica. 9. ed. vol. 2. São Paulo: Manole; 1998. 1196 p.

SILVA P. H.; HASHIMOTO Y.; ALVES H. B. Hematologia Laboratorial. 1. ed.

Rio de Janeiro: Revinter; 2009.466 p.

SPEECKAERT M. M.; VERHELST C.; KOCH A.; SPEECKAERT R.; LACQUET F. Pelger-Huët anomaly: a critical review of the literature. Acta Haematologica, v.121, n.4, 202-206, 2009.

THRALL, M.A. Hematologia e Bioquímica Clínica Veterinária. 2ª ed. São Paulo: Roca, p. 283, 2015.

WANG E. & KULBACKI E. 2010. Pseudo-Pelger-Huët anomaly induced by transplant medications. International Journal of Hematology. 92 1-2.

(43)

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estágio curricular supervisionado, foi um período de grande importância devido às várias oportunidades de aprendizado, e mesmo sendo por um curto período, a aluna foi capaz de aproveitar todas as oportunidades e desafios com muito sucesso e dedicação. Desse modo, reuniu conhecimentos e experiências importantes para seus objetivos de carreira, combinando a parte teórica aprendida ao longo da graduação às atividades práticas do laboratório. Diante disso, a aluna reconheceu o estágio curricular como uma das portas de entrada para o mercado de trabalho.

Devido a maior afinidade com a área da patologia clínica, a acadêmica escolheu seguir na área durante o estágio curricular, na qual já havia realizado estágios extracurriculares ao longo da faculdade, por cerca de 1 ano e 6 meses.

Por isso, a aluna escolheu o Laboratório Zelle Patologia Veterinária para a realização do estágio curricular obrigatório, onde ela já conhecia parte da equipe, porém escolhendo novas unidades para se desafiar, conhecer novas rotinas e outros profissionais. Sendo assim, todas as novas experiências contribuíram positivamente para o final da sua trajetória acadêmica.

(44)

ANEXOS

Anexo 1- Conjuntos de exames facilitadores da rotina clínica e laboratorial, disponíveis no laboratório Zelle, acompanhados durante a realização do estágio curricular supervisionado

Combo Exames que o compõem

Check up 1 Hemograma, albumina, alanina aminotransferase (ALT ), creatinina, fosfatase alcalina (FA) e ureia Check up 2 Hemograma, albumina, ALT, creatinina, gama GT

(GGT) e ureia

Check up 3 Hemograma, albumina, ALT, creatinina, FA, ureia e potássio

Check up 4 Hemograma, albumina, ALT, creatinina, GGT, ureia e potássio

Coagulação Tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) Diário Hemograma, creatinina e potássio

Endócrino 1 Hemograma, albumina, colesterol, creatinina, fosfatase alcalina, sódio, potássio e triglicerídeos Hepático Hemograma, albumina, ALT, bilirrrubina total,

bilirrubina direta, creatinina, GGT, ureia e potássio Pré cirúrgico 1 Hemograma, albumina, ALT e creatinina

Pré cirúrgico 2 Hemograma, ALT e creatinina

Renal 1 Hemograma, albumina, creatinina, potássio, fósforo, sódio e ureia

Renal 2 Hemograma, albumina, creatinina, potássio, fósforo, sódio, ureia, exame qualitativo de urina (EQU) e relação proteína creatinina urinária (RPCU)

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