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Texto

(1)

Michel Aymard*

: A

Lei

da

Dispersão

Bibliográfica

de

Bradford

ihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

C D O 01:31

1 )

MLKJIHGFEDCBA

A v e rd a d e ira le i

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

-I

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

É p o s s i v e l r e e s c r e v e r a d e m o n s t r a

-ç ã o t e ó r i c a d e

GFEDCBA

B r a d f o r d d e m a n e i r a q u e e l a c o r r e s p o n d a e x a t a m e n t e a o s r e s u l t a

-d o s e m p z r i c o s . D e v e s e r n o t a d o q u e a c h a -m a d a l e i v e r b a l fo i p u b l i c a d a depois d a l e i g r á fi c a . I n t r o d u z e m - s e o s c o n c e i t o s d e s i t u a ç ã o n o r m a l e d e n o r m a l i z a ç ã o d e u m a p e s q u i s a . A p a r t i r d e u m a l e i g e r a l -m e n t e c o n h e c i d a c o m o s e g u n d a l e i d e Z i p f, p o d e - s e e l a b o r a r u m m o d e l o m a

-t e m á -t i c o a d e q u a d o a o s c a s o s n o r m a i s .

7

Em trabalho recentemente

publi-cado', expressamos a opinião que a

cha-mada lei verbal de Bradford havia sido

desenvolvida e enunciada pelo Autor

depois da descoberta da lei empírica ou

gráfica. Bradford tentava justificar, a

pos-teriori e em teoria, as constatações

fei-tas a respeito dos assuntos Geofísica

apli-cada e Lubrificação; e, 'conseqüentemente,

.díssernos ser o enunciadoempírico, a lei

gráfica, a única expressão correta da lei

da dispersão bibliográfica de Bradford.

Este procedimento -

primeiramen-te a observação e o registro dos fatos, a

seguir a elaboração de uma teoria que

des-creva adequadamente estes fatos e

permi-ta fazer predições a respeito de novos

fa-tos homogêneos - é, aliás', absolutamente

científico e se constitui no próprio

pro-cesso que presidiu e preside à evolução do

conhecimento humano.

O mérito de Bradford não ficaria,

portanto, em nada diminuído pela nossa

asserção.

A teoria, representação adequada da

realidade, é um m o d e l o desta mesma

rea-* Formado pela' Escola Militar das Telecomu-nicações (Auxerre, França), professor de Informática no Departamento de Bíblío-teconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

(2)

lidade. Este modelo pode consistir numa

simples descrição ''verbal'' ou numa

ex-pressão ou conjunto de expressões

mate-máticas; ele é, muitas vezes, uma

simpli-ficação da realidade e, no caso de um

modelo matemático, uma aproximação

estatística dos fatos, a sua idealização.

Assim, as leis de Zipf, quando

ex-pressas matematicamente, correspondem às

curvas de regressão para os conjuntos de

valores das grandezas consideradas.

O equívoco de Bradford, dissemos

ainda, consistiu em afirmar que sua teoria, seu modelo - o enunciado verbal -

corres-pondia exatamente aos fatos descritos - o

que não Ocorre - e é deste equívoco que

resulta a conhecida ambigüidade da lei da

dispersão bibliográfica.

O texto de Bradford mais citado é

aquele publicado em 19482; este texto

apresenta a demonstração teórica cuja

con-clusão - as quantidades de periódicos nas

sucessivas zonas formam uma progressão

geométrica de razão

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

n - constitui o

enun-ciado verbal, juntamente com o

desenvolvi-mento empírico cujo resultado - as

quanti-dades de periódicos acumuladas sobre as

sucessivas zonas formam uma progressão de razão n - é a chamada lei gráfica.

A ambigüidade consiste na não

con-cordância das duas expressões matemáticas

correspondentes aos dois enunciados.

A rigor, a ambigüidade já se encontra no próprio resumo que Bradford dá do seu

desenvolvimento gráfico uma vez que ele,

após ter estabelecido de forma explícita

que os números

GFEDCBA

a ,{3, 1 1 correspondem a

quantidades de periódicos a c u m u l a d a s e

di-zer que " ... vemos que os números

natu-raisa ,(3, ~ são relacionados um ao outro

como 1 : n : n2 ," acrescenta algumas linhas adiante: "Assim, a lei de distribuição de

ar-tigos ... quando os números de periódicos

no núcleo e -sucessívas zonas serão como 1 :

ihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

n : n2".

M ich e l A ym a rd

tor; o resumo correto, a conclusão co

. . . d rreta

consistentes com o propno esenvolvinJ '

to gráfico só pode ser: "Assim, a lei de

~no

tribuição de artigos ... quando osnÚrn ~.

de periódicos acumulados sobre onúctos

. - 1 eOe

sucessivas zonas serao como : n :n2 " Nos trabalhos que pudemos con~lt até agora, apenas B.C. Víckery", R.A. par

thorne+, A. Chonezs e E. Nery da Fo;tro

ca6 citam o texto original de Bradford

p~:

blicado em 1934; Por ocasião do levanta. mento bibliográfico realizado para o traba. lho de M.A. Quemel e ta t i i " , este texto foi

localizado na Biblioteca da Escola Po1ité~

nica da USP.

Se bem que já em 1934 Bradford c~

meta a confusão citada acima no resumo

do seu desenvolvimento gráfico, ELE NÃO

APRESENTA O DESENVOLVIMENTO

TEóRICO. *

Assim, a ambigüidade é apenas devf

da a um lapso de Bradford no seu texto o~ ginal reforçado m a i s t a r d e por uma de. ou

monstração teórica correta em sí, porém,dj.. vorcíada da realidade que ela pretende de,

crever; o desenvolvimento teórico ou ver·

bal, por não representar adequadamente r

realidade, NÃO É O MODELO CORRETO.

E,

no entanto, possível reescrever

esta demonstração teórica de maneira que

sua conclusão coincida com as observaçêe feitas por Bradford.

Assim:

. quanti·

- sejam ml, m2, m3, ... as

dades de artigos sobre o assunto publicadol

nos periódicos do núcleo e das sucessival

zonas respectivamente

. . antida·

- sejam Pl , P2, P3, ... as qu .

des de periódicos no núcleo e nas sucesslval zonas respectivamente

tida'

- sejam ql, q2, q3, ... as quan .

des de periódicos acumuladas sobre asSU

cessivas zonas, com

* Aparentemente, a formulação teórica foi

p~;

blicada pela 1~ vez em: Bradford S.e.NO

r\

o n thc scattering of papers on spccific ~UWC in scientific peridocals. Proc. Brit. Soco Inl

.

Bibliog., 5: 745, 1943.

1 9 8 0

R . b ra s. B ib lio te co n . e D o e . 1 3 (3 /4 ): 1 4 7 -5 6 ,j u l . / d e z .

A contradição é realmente flagante

e a tão poucas linhas de distância, somente

pode resultar de um lapso por parte do Au-

MLKJIHGFEDCBA

1 4 8

A le i d a d isp e rsã o b ib lio g rá fica d e B ra d fo rd

q, =Pi ; q2=ql +P2 =Pi +P2 ; q3= ~ +P3 ==Pi +P2 + P3 (1)

Como necessariamente os Pi são maiores que 0,temos ql

< ~

<

q3 ... (2)

- sejam Ml, M2, ~, ... as quantidades de artigos acumuladas sobre as sucessivas

zonas,com: .

Ml = mj ; M2 ==MI + m2 ==m, + m2; M3 ==M2 + m3 ==m, + m2 + m3

(3)

Como necessariamente os mi são maiores que 0,temos: MI < M2 <M3 ... (4)

- sejam Gl, G2, G3, ... as médias aritméticas das acumulações sucessivas de

arti-gOSnas acumulações sucessivas de periódicos (médias progressivas), ou seja:

G Ml' G M2. G M3 .

1==-, 2==-, 3=-,

ql q2 q3

(5)

Determinemos as zonas de forma que: m, = m2 =

Assim: MI = m; M2 = 2m; M3 = 3m;

Gl =..!!!.; G2 = 2m; G3 = 3m; ....

ql ~ ~

q2 G2 = 2m = 2 ou ~ = 2.~ = nl

ql GI m ql G2

m3 =m (6)

(6a)

(7)

(8a)

q3 . G3 = 3 m = ~ ou ...9L= 3 . G2 = n2

q2 . G2 2m 2 q2 2. G3

onden I, n2, ... são constantes maiores que 1 por força .de (2).

Temos então: ql = 1 . ql

q2 = nl ql

q3 = nl . n2 . ql

etc ... (8b)

(9a) (9b) (9c) etc ...

Retomando os próprios termos de Bradford, digamos que:

"Agora, desconhecemos qualquer razão pela qual n., n2, ... deveriam ser diferentes

ea hipótese mais simples que podemos fazer é que eles são iguais, ou seja:

nl = n2 = ... = n

Conseqüentemente, neste caso mais simples, temos:

(10)

ql = 1 . ql

q2 = n . ql

q3 = n 2 . q 1 etc ...

istoé, os valores deq formam uma progressão geométrica de razão n :

1; n; n2 ; •••

e x p r e s s ã o e s t a q u e c o r r e s p o n d e e x a t a m e n t e à e x p r e s s ã o d e r i v a d a , i n d e p e n d e n t e m e n t e , d o s [ a t o s r e a i s " . (O grifo é nosso).

. A figo 1 (pág. seguinte) mostra a diferença nos traçados das conclusões dos

desenvol-\'lInentos teóricos segundo Bradford (texto de 1948) e de acordo com a demonstração

aci-ma no caso da Lubrificação.

(lIa) (llb) (11c)

(3)

M ie h e l A ym a rd

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

~ ~ ~ : ~ : ~ j~ ; ~ ~ ~ ~ _ ~ ~ ; :

f,-~~i'~~~~;~~f;;"~~:-~~~

- ~:~::\~~'~~

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

~

_4 ••• ._._

. --::::.:::.::'::::-: ~. ==--:::-2?:~

---c== -_.. ::.:__ ~_. .. ---.--- . ,", . -=-=-~

,

o-~;]~~~~~-::-~-"

~:"'"

_:-c-~}~~-:-=-

=:==:

_~ _ _ - ~-~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ l - ~ ~ i i ~ ~ : o

MLKJIHGFEDCBA

. - - - - - - - : : t ';

---.-.-"---.:_~-;~fi~~~/~

e

1 5 0

R . b ra s. B ib lio te e o n . e D o e . 1 3 (3 /4 ): 1 4 7 .5 6 , ju l./d e z.

GFEDCBA

1 9 8 0

A le i d a d isp e rsã o b ib lio g rá fica d e B ra d fo rd

i= = · m ... ..( ....,

I ~ (Ri.AO i I I

q IN I-T = 'l-- ~..~ ~ --;-- ~ -.

i -- -

- -

-l--:~ -:-.-;

--;-'

.•. O m o d e lo m a te m á tic o : a lg u m a s c o n s id e ra ç õ e s

Os vários autores que estudaram a lei

e Bradford num enfoque matemático

dltÚtiram, aparentemente, que a curva re-:resentativatinha necessariamente a forma

um J mais ou menos inclinado sobre o j]{Odas abcissas.

I

.,

I

!

i

[

:1

I

-;7. '/' /'

/

/

/

o,

Em nosso trabalho já citado, sugería-mosque os gráficos apresentados por

Brad-ford a respeito da Geofísica aplicada e da

Lubrificação eram apenas casos particulares

deUma curva mais geral correspondente a

aSSuntos mais amplos ou acervos mais

abrangentes, uma curva em S.

Entre os vários acervos e assuntos en-tão analisados, alguns (9 entre os 35 que

verificavam a lei da dispersão, ou seja

25,70%) eram descritos por esta curva em S

lIlaisou menos marcado, mais ou menos

alongadoe inclinada sobre o eixo das abcis-ias.

Q Para chegar ao modelo (12) e (12a),

rookes interpreta o texto de Bradford

Brookes", por exemplo, propõe um

modelo matemático em duas partes:

R(n) R(n)

{3

a . n para 1:::; n

<

c

= k . log n/s para c<n~ N

(12) (12a)

onde os diversos símbolos tem a signiflca-ção indicada na Fig. 2 abaixo.

. t

N

i= rn]

~ 'Rir

i ::i: 1 .

,I.

,/

n

-uma vez que ele associa ao eixo das abcissas

(escala logarítmica) do gráfico o número de

ordem dos periódicos classificados de

acor-do com sua produção decrescente de

arti-gos e não as quantidades acumuladas de

pe-riódicos como estabelece Bradford.

Deve-se observar que estas duas gran-dezas ou séries de valores somente seriam

idênticas se nunca houvesse dois ou mais

periódicos que tivessem publicado a mesma

quantidade de artigos cada um durante

todo o período de pesquisa, o que não

ocorre em geral. E A. Chonez se apóia so-bre curvas desenhadas de acordo com

Broo-kes, e não de acordo com Bradford, para

afirmar que "a reta de Bradford não

(4)

te" e contestar assim a validade da própria lei de dispersão; notemos, enfim, que várias das curvas apresentadas por Chonez têm a forma de um S.

Num outro trabalho publicado, Broo-kes? escreve ainda: "O Estatístico M.G. Kendall. .. notou ainda que a lei de Brad-ford é muito similar mas, pensou ele, não idêntica àlei de Zipf ... da forma

f.r==C

onde

GFEDCBA

f é a freqüência de ocorrência da

pa-lavra com número de ordem

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

r e

ihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

C é uma constante para a amostra". É depois desta

citação que Brookes se afasta de Bradford e estabelece o modelo matemático já men-cionado.

Em vez de ser muito similar à lei de

Z ip f acima, a lei de Bradford, como já

es-crevemos, é um caso particular de uma se-gunda lei originalmente dada por Zipf, e que R.A. Fairthorne+ diz ter sido formal-mente estabelecida por A.F. Parker-Rho-des eT . Joyce, a saber:

n(f) ==K .f-a (13)

a qual, quando expressa numa simbologia mais próxima daquela de Bradford 'se es-creve

A. ==K R-a

"'I . i (13a) Nesta expressão:

- R, é a quantidade de periódicos que produziram uma quantidade corres-pondente de artigos (coluna A do quadro de Bradford)

- Ai é a quantidade correspondente de artigos durante o período de pesquisa

M ich e l A ym a rd

(coluna B do quadro de Bradford) Se considerarmos a quantidade ~ (cujas somas acumuladas cOnstitueRi .

coluna D do quadro de Bracjford) tell10~a

Ri . Ai = K. Ri . R(a = K . R/-a. (14) Se tomarmos os logaritmos, (J 3a) se escreve

log Ai

=

logK -a . log Ri

(I~

Usando a equação (15) como equa. ção da reta de regressão de Ai em R ,o exemplo da Lubrificação de Bradford l~va a

10gAi 1,1006 - 0,548410g Ri

ou seja:

Ai

=

12,6067. R(0,5484 (16a)

e

Ri . Ai

=

12,6067. Rio,4516 (16~)

A partir da equação (I6b), podemo elaborar um quadro similar ao de Bradfos ao calcular o valor de (Ri.A

i) teórico -no-tado (Ri'~\ - que corresponde a cada~ do levantamento, e as suas somas acum uh

das.

Para maior clareza, transcreveme como Quadro I o levantamento de Bra~· ford e como Quadro IIo quadro teórico para a Lubrificação.

A significação dos valores

i==m

I: (Ri'~)c + C será dada mais adiante i==1

R . b ra s. B ib lio te co n . e D o e . 1 3 (3 /4 ): 1 4 7 -5 6 ,ju l.ld e z.1 9 8 0

(I~

QUADRO 11

A le i d a d isp e rsã o b ib lio g rá fica d e B ra d fo rd

QUADRO I

i ==m i ==m

Ri

I

A~ i ==1

I: R

1 .Ri· Ai

.I:

(Ri· Ai)o

1== 1

1 22 1 22 22

1 18 2 18 40

1 15 3 15 55

2 13 5 26 81

2 10 7 20 101

1 9 8 9 110

3 8 11 24 134

3 7 14 21 155

1 6 15 6 161

7 5 22 35 196

2 4 24 8 204

13 3 37 39 243

25

I

2 62 50 293

102 1 164 102 395

R

1 (Ri· Ai)c

i==m

I: (Ri· Ai)

i== 1 c

31,3935 44,0002 56,6069 73,8473 91,0877 103,6944 124,3991 145,1038 157,71

9

5 188,0667 205,3071 245,4546 299,3946 401,1799

1

1

1

2 2

1

3 3

1

7 2 13 25 102

12,6067 12,6067 12,6067 17,2404 17,2404 12,6067 20,7047 20,7047 12,6067 30,3562 17,2404 40,1475 53,9400 101,7853

ir= m

.I: (Ri· Ai\ +C

1== 1

12,6067 25,2134 3},8201 55,0605 72,3009 84,9076 105,6123 126,3170 138,9237 169,2799 186,5203 226,6678 280,6078 382,3931

(5)

M ich e l A

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

A Fig. 3 mostra a representação gráfica d i=m

.2; (Ri.Ai)o i= 1

i=m

f (2; Ri) o (observad

i

=

1

e

i=m i=m

2; (Ri.Ai\ = f ( 2; Ri) i= 1 i= 1 o

(ca1culad

i;:

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

m : . 1

.~.. (Ri,Ai) i

j : ~: ~

.:~'!" : • .

! ., j !

,

;

. , i '00 300 . .i

200' , '. ' ./ ': .

::: :f:

100 .i,~

i i i i I .,

i

, " i 'I

~-Se bem que a isomorfia das duas cur-vas seja notável, o teste do X2 mostra que

para ser o mais adequado possível ao levan-tamento real, o modelo teórico, isto e, o s

i =m

valores sucessivos de ~ (Ri' Ai)c devem

i

=

1

ser acrescidos de um fator de correção constante C.

A necessidade e a presença deste fa-tor não deve ser estranhada uma vez que o modelo é elaborado a partir de uma curva de regressão; notemos apenas que este fator C é homólogo a uma constante de integra-ção, se bem que não se possa falar em inte-gração no presente caso em que (Ri' Ai) é,

r

A le i d a d isp e rsã o b ib lio g rá fica d e B ra d fo rd

QUADRO III

I

Assunto K 1 -a C

v

Bibliotecas universitárias 6,4063 - 0,6904 7,5937 Botrytis Cinerea 12,5144 - 0,0029 27,7284

cosméticos 16,3192 0,2101

-. Geofísica aplicada 31,7339 0,2917

-I:J1I'

I J.-eide Bradford 6,8267 0,3868 16,4666

,.I 1 jub íflcação 12,6067 0,4516 18,7868

li' i n1

!I

'I i Radiações não ionizantes 9,7387 0,3203 30,1762 ; ,'I' '

!

?~

I : I'

;

il::

, ;1,

I ' ,

I,:

;= \i:11 ':

GFEDCBA

. U " T'ti 'I"

, ;' ' ~i!:I:!:~

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r: I

-.J.,/,."lJUiIL

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I

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I

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i i •. itil::"

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I . :

i

lii!l

I ,I !

I!

1 0 I! I "

i

i- ·

100

necessariamente, uma grandeza discreta, Para verificar a validade do modelo sugerido, calculamos os valores deK , I- I

e C para alguns casos que verificaram a lei de Bradford (ver nosso trabalho citado sal· vo para o assunto Lei de Bradford). Os re· sultados aparecem no Quadro 111.

Osv a l o r e s . t . C, , / u p r o v i s ó r i o s efO '

r a m e s t a b e l e c i d o s d e ' t o r m a e m p ú i o - nO

. (I'

teste de X2 de adequação do modelo cor

Igido à distribuição real ou observada, pr

o'

curou-se os valores de C que tornasseJl~o~ X2 muito pequeno com relação ao vade cn!"!"c"l'tllldc'llIc':1 0 ruvcl de sigllificânclado

5%, sem, no entanto, o termos torna sistcmaucamcurc m inuuo.

154 R . b ra s. B ib lio te co n . e D o e . 1 3 ( 3 / 4 ) : 1 4 7 -5 6 , ju l./d e z. 1 9 8 0

b ra s.Bibliotecon, e D o e . 1 3 ( 3 / 4 ) : 1 4 7 -5 6 , ju l./d e z. 1 9 8 0 155 A não adequação do modelo nos

dois casos Cosméticos e Geofísica aplica-da resulta, a nosso ver, de alguma pecu-liaridade dos acervos pesquisados; a sua ampliação (aumento do número de títu-los analisados) e/ou ampliação do perío-do de pesquisa (quatro anos para a Geo-física aplicada, três anos para os Cosmé-ticos) poderiam modificar os valores le-vantados e trazer os dois .casos para o modelo matemático.

Não há nesta sugestão nenhuma contradição com o que dissemos no iní-cio deste artigo a respeito das teorias e dos modelos; as duas exceções, ainda que verificando a lei de Bradford como nor-malmente expressa, corresponderiam a casos heterogêneos, mas que poderiam ser tornados homogêneos aos demais.

Propomos, portanto, considerar co-mon o r m a l uma situação - acervo, assun-to e período de pesquisa - que verificar a lei de dispersão de Bradford juntamen-te Com o modelo:

i=m i=m

~ (~ .~ ) = f (~ ~ )

i=1 i=1

calculado a partir de (14), equação esta que deriva da segunda lei de Zipf ou lei de Parker-Rhodes e Joyce.

Assim, no levantamento de uma bibliografia especializada, por exemplo, a normalidade COIllO definida acima

po-deria se constituir num critério e numa garantia maior de abrangência e de com-pletude dos resultados alcançados.

Seria, aliás, interessante verificar o efeito da duração do período de pesqui-sa sobre a configuração da curva de Brad-ford. A este respeito, observemos que Bradford já, em 1934 também, sugeria uma segunda lei bibliométrica pouco ci-tada e estudada: " ... o número de perió-dicos que contêm artigos sobre o assun-to deve aumentar quase linearmente com o período de pesquisa". t pratica-mente certo que o 'modelo de crescimen-to é, ele mesmo, influenciado pela dura-ção do período.

Uma exceção importante ao mo-.delo proposto é o caso em que um só periódico publicou uma certa quantida-de de artigos; os periódicos ordenados por produção decrescente de artigos for-mam uma classificação perfeita; é o caso admitido implicitamente por Brookes, exceção, porém, e não 'caso geral. Neste

caso, os coeficientes K e a da equação (13a) são indeterminados.

Em nossa opinião, tal situação de-ve ser considerada como não normal e suscetível de normalização.

3 - C onclusão

(6)

I

GFEDCBA

l

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

dispersão bibliográfica de Bradford e que

sua expressão correta corresponde ao

de-senvolvimento empírico.

A utilidade prática de um modelo

matemático é muitas vezes discutível;

além de tornar a lei da dispersão um caso

particular de uma lei mais abrangente,

a lei de Zipf, o modelo que sugerimos,

MLKJIHGFEDCBA

R E F E R Ê N C IA S B IB L lO G R A F IC A S

1. AYMARD, M. A respeito da lei de

Brad-ford.

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

C o m u n i c a ç õ e s e A r t e s ( 8 ) :

85-99, 1979 (por ter sido

publica-do de forma incompleta, e por

conter algumas incorreções, este

artigo será republicado sob forma

de separata juntamente com o

fas-cículo 9).

2. BRADFORD, S.C.; D o c u m e n t a t i o n .

Londres, Crosby Lockwood, 194&

3. VICKERY, B.C.; Bradford's law of scatt-ering. T h e j o u r n a l o f D o c u m e n t a -t i o n 4(3):198-203, 1948.

4. FAIRTHORNE, R.A.; Empirical

hyper-bolic distributions

(Bradford-Zipf-Mandelbrot) for bibliometric

des-cription and prediction. T h e J o u r -n a l o f D o c u m e n t a t i o n 2 5 ( 4 ) : 3 1 9 -343,1969.

5. CHONEZ, A.; La dispersion de Ia

litté-rature périodique en science de

M ichel A ym ard

através dos conceitos de pesquisa n0l'lll

e de normalização de uma pesquisa

deria trazer maior objetividade às a~lr

ções da lei de Bradford. Ca.,

Nossos estudos devem prossegu'

mas os resultados iniciais nos pareceral!,

suficientemente consistentes para justifilll

car sua apresentação.

l'information, ou l'imposture

pseudo-scientifique de Ia loí de

Bradford. D o c u m e n t a l i s t e 1 1 ( 4 ) :

175-184, 1974.

6. FONSECA, E. Nery da; A bibliografia

como ciência: da crítica textual

à Bibliornetria. R e v i s t a b r a s . B i.

b l i o t e c o n . e D o e . , 1 2 ( 1 / 2 ) : 2 9 .

38, 1979.

7. QUEMEL, M.A.R. et alii; A dispersãode

artigos sobre a lei da dispersão de

Bradford: análise bibliométrica

R e v i s t a b r a s . B i b l i o t e c o n . e D o e .,

1 3 ( 3 / 4 ) 157-166, 1980.

8. BROOKES, B.C.; Bradford's law and the bibliography of science. N a t u n

224:(5223) 953-956, Dec. 1969.

9. BROOKES, B.C.; The derivation and

application of the Bradford-Zipl

distribution. T h e J o u m a l o f D o c v m e n t a t i o n 24(4):247-265, 1968.

Referências

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