1. RESUMO
O projeto em questão aborda um tema de grande importância para o atual âmbito social brasileiro, onde é natural presenciar indivíduos que possuem uma idade avançada e são segurados do INSS que não conseguem ter pleno acesso as suas próprias informações previdenciárias devido as grandes mudanças que são regidas pela nova era digital.
O direito à informação é fundamental e está previsto no artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal Brasileira. Ocorre que, ao se deparar com uma nova era de tecnologia, percebe-se que grande parte dos segurados não conseguem se adaptar as novas bases de informações impostas, e principalmente na meia e terceira idade.
Também está previsto no artigo 4° da Lei 13.460 de 2017, as proteções dos usuários dos serviços públicos da administração pública, conforme evidenciado na pesquisa organizada.
Através de pesquisas detalhadas e entrevistas com profissionais atuantes em Guaíra/SP, concluiu-se que existe um problema social que envolve as pessoas da meia e terceira idade e o acesso a plataforma digital, e de certa forma essa falta de acesso marginalizam essas pessoas, tornando-as vulneráveis em seus conhecimentos sobre seus próprios direitos fundamentais e humanos, de informações de seu próprio interesse.
2. INTRODUÇÃO
Por intermédio de fundamentos teóricos e pesquisa de campo, será abordado o tema a partir da existência do processo entre a nova era digital de disponibilização de informações e o direito à informação, sendo mais específico, os conhecimentos mínimos previdenciários para a boa desenvoltura da vida jurídica de um segurado perante o INSS.
A pesquisa se inicia com um apanhado geral entre a história da previdência social no Brasil, logo após mostrando a desenvoltura das pessoas que se enquadram na meia e terceira idade perante a nova era digital presente nos serviços previdenciários atuais. A fim de constatar objetivamente as teses apresentadas, foi realizada uma pesquisa de campo em Guaíra/SP com pessoas a partir de 50 anos para analisar a efetividade de acesso aos serviços digitais do INSS.
3. OBJETIVOS
O presente artigo tem por objetivo principal analisar o acesso dos segurados de meia e terceira idade aos serviços digitais que foram criados pelo INSS, analisando o artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal Brasileira e também o teor do artigo 4° da Lei 13.460 de 2017, a qual dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública.
4. METODOLOGIA
Para a consecução da presente pesquisa, utilizou-se o método dedutivo, partindo do estudo bibliográfico, com ênfase em artigos publicados recentemente e análises de legislação, bem como pelo estudo de caso realizado a partir de entrevistas com segurados e profissionais atuantes da área previdenciária na cidade de Guaíra/SP.
5. DESENVOLVIMENTO
Desde os tempos primordiais da Terra, o homem sempre prioriza a sua sobrevivência e de sua família, e é através do trabalho que esse objetivo é idealizado e cumprido. O ser humano passa basicamente por três fases em sua vida: infância, vida adulta e velhice. Presumindo-se uma vida saudável e segura, após o fim da juventude na idade adulta, encontra-se a meia-idade, e por fim, o início da terceira idade, que é uma etapa inevitável para qualquer pessoa, certamente por isso, esta fase da vida deve ser dignamente respeitada e receber todos os amparos necessários.
Seguindo essa linha de raciocíneo, foi criada no Brasil a previdência social em 1923, expressa no Decreto Legislativo nº 4.682, de 24 de janeiro de 1923, também conhecida como Lei Eloy Chaves. Na época em que se dominava o império no Brasil, já existia uma espécie de previdência, mas somente após este Decreto Legislativo que se materializou a ideia previdênciária brasileira.
Essa situação sofreu alterações ao longo da década de 1930. O crescimento da população urbana e a ampliação do sindicalismo levaram a uma tendência de organização previdenciária por categoria profissional, o que fortaleceu as instituições de previdência, que foram assumidas pelo Estado, surgindo então os Institutos de Aposentadorias e Pensões – IAPs.1
Depois de longas transformações e adequações de fornecimento previdenciário as mais variadas classes trabalhistas, houve a criação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 27 de junho de 1990. De forma geral, um dos mais notórios acontecimentos durante a história do INSS é a aquisição dos direitos
1INSS, Breve histórico. Disponível em: < https://www.inss.gov.br/acesso-a- informacao/institucional/breve-historico/>. Acesso em: 24 de junho de 2019.
previdenciários que foram efetivamente incluidos e protegidos pela Constituição Federal Brasileira.
Os beneficios disponibilizados pela previdência social não são apenas para aos que possuem uma idade avançada, basta que a pessoa se enquadre nos parâmetros de tais benefícios e principalmente, tenha a qualidade de segurado. Porém, é normal conciliar os assuntos do INSS com as pessoas que se enquadram na meia e terceira idade, pois em um aspecto geral, grande parte – provavelmente a maioria – dos beneficiados possui uma idade avançada ou próxima à velhice.
Devidamente por estar no foco das relações, a meia e terceira idade devem ser alvos de pesquisas e cuidados da Fazenda Pública Federal, pois além de ser frágeis em suas questões físicas, essa fragilidade reflete com muita abrangência em sua vida jurídica, ou seja, a escassez de conhecimento sobre seus direitos é presente em grande parte dos membros destas faixas etárias.
De acordo com especialistas, a meia-idade começa aos 38 anos – fim da juventude na fase adulta – e termina aos 58 anos, iniciando-se então a terceira idade, a velhice de um ser humano. Em muitas situações, várias pessoas tentam entrar com o pedido de aposentadoria mesmo estando no fim de sua meia-idade, convenientemente por isso, é necessário se atentar sobre a relação de conhecimento previdenciário dos segurados que se caracterizam nesta faixa etária.
É importante ressaltar que a meia-idade não está prevista no âmbito jurídico brasileiro, mas a terceira idade encontra-se prevista, e uma pessoa é considerada idosa quando ela atinge a idade igual ou superior a sessenta anos, assim como consta na inteligência do artigo 1º do Estatuto do Idoso:
Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.2
É de suma importância observar e colocar em prática os direitos das classes mais desprovidas de conhecimento previdenciário do país e um dos principais motivos é porque a terceira idade se faz ativamente presente nos índices brasileiros. Em uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia sobre as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em
2PLANALTO, LEI Nº 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm>. Acesso em: 30 de junho de 2019.
questão dos idosos, o Brasil é um país envelhecido e aproximadamente, cerca de 14% da população brasileira possui mais de 65 anos.3
Observando a expressividade quantitativa da classe idosa no Brasil, é necessário falar sobre os direitos que rodeiam esta faixa etária. Quando se trata de direitos da terceira idade, o mais pautado na legislação é justamente o Estatuto do Idoso o qual foi criado em 1 de outubro de 2003, assegurado pela lei 10.741. Os protegidos por este Estatuto possuem diversos direitos e formas protetivas para várias áreas da vida, como o direito à vida, à liberdade, ao respeito, à saúde, alimentos, educação, cultura, lazer, habitação, gratuidade nos transportes públicos coletivos, ao convívio familiar, escolha na posição de consumo, prioridade de atendimento, e principalmente, direito a previdência e assistência social.
Especificamente sobre o direito a previdência e assistência social, de acordo com Roberto Mendes de Freitas Junior sobre se referir especificamente sobre a Previdência Social cita: “Não se trata de concessão graciosa aos necessitados, mas de renda mensal destinada àqueles que contribuíram por determinado período à
formação de um capital que lhes garantisse um retorno futuro.”.4
A aposentadoria e a assistência social não são os únicos benefícios disponibilizados para as classes mais velhas dos segurados, benefícios como auxilio doença e auxilio acidente também são recorrentemente visados pelos brasileiros.
Todo cidadão em certa etapa de sua vida terá seu direito de aposentar e desfrutar sua velhice da forma mais tranquila em que deseja, porém, mesmo que haja o discernimento de que existem estes benefícios, ainda assim muitas pessoas não sabem sobre seus próprios direitos ou ao menos o mínimo que deveria saber.
Ressaltando que com a evolução da internet, atualmente os serviços do INSS devem ser pedidos pela central telefônica 135 ou pelo “Meu INSS”. O serviço telefônico do INSS 135, é basicamente uma central onde é possível que o segurado obtenha informações, agende atendimentos e perícias, converse com atendentes, dentre outros serviços disponíveis para os segurados. Esta modalidade de serviço é um pouco complicada quando se trata dos idosos, pois é necessário colocar o número do CPF pelo próprio telefone, aguardar vários minutos na fila, dentre outras
3 GERONTOLOGIA, Sociedade Brasileira de Geriatria e, OMS divulga metas para 2019; desafios impactam a vida de idosos. Disponível em: < https://sbgg.org.br/oms-divulga-metas-para-2019- desafios-impactam-a-vida-de-idosos/>. Acesso em: 30 de junho de 2019.
4 FREITAS JUNIOR, Roberto Mendes de, Direitos e Garantias do Idoso: Direitos Fundamentais dos Idosos. Pág. 113, Ed. 3, Atlas, São Paulo, 2015.
dificuldades que aparentam ser simples, mas para pessoas de idade avançada e com pouca intimidade com a tecnologia é uma grande dificuldade.
O “Meu INSS” é uma ferramenta de serviço online que tem por objetivo facilitar a vida do segurado, de acordo com o próprio site do INSS, este aplicativo pode ser acessado através do computador e celular. O segurado consegue obter todos os serviços que são disponibilizados pelo INSS, acompanhar todo seu histórico de trabalho, dentre outras possibilidades que são oferecidas para a população.
Em uma matéria realizada pelo jornal “Bom dia MT” exibido no dia 11 de julho de 2019, foi informado que dos 97 serviços fornecidos pelo INSS, 90 poderão ser feitos pelo “Meu INSS” ou através do serviço telefônico 135. A expectativa do órgão é que 670 mil serviços que antes eram realizados presencialmente, passem a ser substituídos por essas opções. 5 Ou seja, aproximadamente 92% dos serviços serão feitos desta maneira.
Pode-se conectar esta situação com a lei 13.460 de 2017, a qual dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública. Em seu artigo 4° prevê que os serviços públicos devem ser realizados de forma adequada, assim expressa:
Art. 4º Os serviços públicos e o atendimento do usuário serão realizados de forma adequada, observados os princípios da regularidade, continuidade, efetividade, segurança, atualidade, generalidade, transparência e cortesia.6
Percebe-se a falta de adequação, uma vez que para realizar a maioria dos serviços do INSS, o segurado tem disponível apenas a opção virtual. É de suma importância enfatizar que é um direito fundamental e constitucional que cada indivíduo tenha acesso à informação de seu interesse dos órgãos públicos, assim como está previsto no artigo 5º, XXXIII, da Constituição Federal Brasileira.
Percebe-se como é importante cada segurado possuir o conhecimento mínimo previdenciário para sua estabilidade na vida previdenciária, pois mesmo que ainda não esteja na hora certa para a aposentadoria, ainda assim cada pessoa tem que estar ciente de toda sua situação e ter acessibilidade para todos os serviços disponíveis.
Para uma verificação real das teses, para este artigo científico, foi realizada
5 GLOBOPLAY, Serviços do INSS devem ser pedidos pelo 135 ou por aplicativo. Disponível em:
< https://globoplay.globo.com/v/7756687/>. Acesso em: 13 de julho de 2019.
6 PLANALTO, LEI Nº 13.460, DE 26 DE JUNHO DE 2017. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13460.htm>. Acesso em: 15 de agosto de 2019.
uma pesquisa de campo na cidade de Guaíra/SP, com o objetivo de colocar em estatísticas o conhecimento mínimo previdenciário da população de meia-idade como também daqueles que já se enquadram na terceira idade. De forma breve, Guaíra/SP é uma cidade que se localiza no norte do Estado de São Paulo, possuindo 40.287 Habitantes, com uma área de 1.258.476 Km² e a economia básica do município é através da Agricultura, Pecuária e Agroindústria.
Ao total foram entrevistadas cinquenta pessoas, sendo homens e mulheres com idade a partir de 50 anos. As perguntas foram elaboradas de formas simples para trazerem resultados de como os indivíduos estão possuindo conhecimentos extremamente básicos sobre o INSS.
A idade média de todos os entrevistados é de 57,2 anos e no total foram entrevistados 25 homens e 25 mulheres. As perguntas que foram feitas são objetivas, apenas com respostas de sim ou não.
Primeiramente, foi apurada qual a porcentagem de aposentados dentre os entrevistados. O resultado obtido mostrou que apenas 34% dos participantes são aposentados. Ao serem questionados sobre outros tipos de benefícios, constatou-se que apenas 13% dos participantes recebem alguma outra modalidade de benefício, entre elas se encontra em evidência o auxílio acidente e a pensão por morte.
Gráfico 1: Número de aposentados (as). Gráfico 2: Outros benefícios.
A fim de constatar o conhecimento mínimo previdenciário de cada pessoa que se dispôs a participar da entrevista, ao serem questionados sobre a existência dos tipos de benefícios que existem apenas 40% dos membros da pesquisa conhecem as modalidades de benefícios.
Gráfico 3: Conhecimento dos benefícios.
Quando os entrevistados foram questionados sobre a existência da ferramenta virtual “Meu INSS”, constatou-se que apenas 22% sabiam do que se tratava. Apesar de o número ser extremamente pequeno em vista do que se espera, em questão daqueles que conhecem o aplicativo, foi perguntado se eles conseguiam manusear o aplicativo de forma autônoma, o resultado foi extremamente gritante, pois apenas 12% responderam que sim.
Gráfico 4: Conhecimento do “Meu INSS”. Gráfico 5: Manuseio do “Meu INSS”.
Também foram questionados sobre o serviço telefônico do INSS, o 135, e constatou-se que apenas 40% dos entrevistados sabiam do que se tratava. E ao serem questionados se já conseguiram agendar algum serviço da autarquia de forma autônoma, infelizmente apenas 42% afirmaram que sim.
Gráfico 6: Conhecimento sobre o 135. Gráfico 7: Agendamentos.
Analisando todos os resultados das sete questões apresentadas aos
entrevistados, pode-se perceber como existe uma grande carência de conhecimentos pela área previdenciária para a faixa etária que mais necessita. O alarde se faz em pensar que foram interrogados apenas cinquenta pessoas, e proporcionalmente em um número maior de entrevistas, obteria resultados ainda mais espantosos.
É necessário que haja uma maior inclusão para aqueles que não conseguem se adaptar as condições tecnológicas impostas pela nova sociedade digital, é importante que o avanço tecnológico exista, mas desde que seja inclusivo, pois aqueles que nasceram em uma sociedade onde não existia internet consequentemente sofrem com a desigualdade digital, e assim como qualquer outro indivíduo, deve ter seu acesso a informação de forma proveitosa.
Para uma visão profissional do assunto, foram entrevistados dois advogados especialistas da área previdenciária atuantes na cidade, com o objetivo de relevar as intervenções propostas. O primeiro a ser entrevistado foi o Dr. Rafael Vilela Marcório Batalha (OAB/SP 345.585), pós graduado em direito previdenciário, assim foi questionado sobre qual a maior dificuldade em atender uma população leiga em conhecimento básico previdenciário na cidade, o advogado respondeu:
O maior problema é que muitas vezes os segurados procuram a agência do INSS sozinhos para requerer algum benefício e, por falta de instrução, acabam complicando a análise por parte do ente previdenciário e dificultando a concessão de tais benefícios. Muitas vezes os atendentes do INSS não fornecem todas as informações para os segurados ou não o fazem com a clareza necessária e isso leva os segurados a deixar de apresentar documentos, ou fazer requerimentos importantes ou até mesmo chegam a apresentar documentos inapropriados para aquele requerimento em específico. Com isso, a nossa atuação para a concessão de tais benefícios fica um pouco mais limitada.7
Estes problemas podem ser solucionados por uma vertente de ajuda aos mais incapacitados tecnologicamente se o INSS oferecesse uma exceção aos idosos, para que conseguissem ter acesso de forma presencial, todos os serviços disponibilizados pelo INSS.
O Dr. Rodrigo Costa de Barros (OAB/SP 297.434), pós graduado em Direito Previdenciário, comentou sua opinião profissional sobre a exceção que o INSS poderia fazer para os segurados que estão na terceira idade, assim ele respondeu:
Sim, entendo que o INSS deveria adotar exceções direcionadas exclusivamente aos contribuintes hipossuficientes informacionais, como forma de garantir-lhes o acesso à informação, bem como, garantir que possam requerer seus direitos como segurado/contribuinte da Autarquia.8
7 BATALHA, Rafael Vilela Marcório. Entrevista cedida a Lívia Cristina Katalenic. Guaíra/SP. 29 de julho de 2019.
8 BARROS, Rodrigo Costa de. Entrevista cedida a Lívia Cristina Katalenic. Guaíra/SP. 29 de julho de 2019.
Parafraseando Martin Luther King, A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar. Levando este pensamento em consideração, pode- se concluir que de nada adianta evoluir se esquecer daqueles que não conseguem acompanhar tal evolução. O direito é para todos, inclusive o direito à informação, cada pessoa – seja jovem ou adulta – deve estar plenamente capacitada para ter acesso à informação, sendo de forma virtual ou presencial, pois de nada vale um benefício, se não conseguir alcançá-lo.
6. RESULTADOS
Verificou-se através das pesquisas bibliográficas, estatísticas e entrevistas que atualmente a população de meia e terceira idade está carente de conhecimentos mínimos previdenciários e por consequência, não conseguem acompanhar de forma efetiva as inovações apresentadas pelo INSS.
Em uma análise específica de Guaíra/SP, pode-se confirmar que em todas as perguntas, os resultados negativos sobressaíram, não restando dúvidas sobre como é necessário atentar as classes minoritárias em conhecimentos previdenciários e tecnológicos.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa assinalou a importância da acessibilidade para os segurados da meia e terceira idade ao serviço público, podendo-se perceber como é relevante estar em plena compreensão dos direitos que são devidamente protegidos pela ilustre Constituição Federal e da Lei de proteção e defesa dos direitos do usuário. O primeiro passo deste trabalho foi mostrar a linha evolutiva dos direitos previdenciários, passando depois pelos problemas da nova era para os possuintes de idade mais avançada e logo após comprovando as teses através de estatísticas e entrevistas realizadas em Guaíra/SP.
Concluiu-se através desta pesquisa científica que realmente o governo deve seguir a linha evolutiva da internet e adaptar seus serviços a essa nova era, mas é importante adaptar recursos para aqueles que não conseguem se enquadrar na cidadania digital, cumprindo assim o seu direito fundamental de acesso à informação e de maneira eficiente e satisfatória proteger seu direito de usuário dos serviços públicos. .
8. REFERÊNCIAS
BARROS, Rodrigo Costa de. Entrevista cedida a Lívia Cristina Katalenic.
Guaíra/SP. 29 de julho de 2019.
BATALHA, Rafael Vilela Marcório. Entrevista cedida a Lívia Cristina Katalenic.
Guaíra/SP. 29 de julho de 2019.
FREITAS JUNIOR, Roberto Mendes de, Direitos e Garantias do Idoso: Direitos Fundamentais dos Idosos. Pág. 113, Ed. 3, Atlas, São Paulo, 2015.
GERONTOLOGIA, Sociedade Brasileira de Geriatria e, OMS divulga metas para 2019; desafios impactam a vida de idosos. Disponível em: <
https://sbgg.org.br/oms-divulga-metas-para-2019-desafios-impactam-a-vida-de- idosos/>. Acesso em: 30 de junho de 2019.
GLOBOPLAY, Serviços do INSS devem ser pedidos pelo 135 ou por aplicativo.
Disponível em: < https://globoplay.globo.com/v/7756687/>. Acesso em: 13 de julho de 2019.
INSS, Breve histórico. Disponível em: < https://www.inss.gov.br/acesso-a- informacao/institucional/breve-historico/>. Acesso em: 24 de junho de 2019.
PLANALTO, LEI Nº 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm>. Acesso em: 30 de junho de 2019.
PLANALTO, LEI Nº 13.460, DE 26 DE JUNHO DE 2017. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13460.htm>. Acesso em: 15 de agosto de 2019.