CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, PESQUISA E EXTENSÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROJETOS EDITORIAIS
IMPRESSOS E MULTIMÍDIA
O USO DO TWITTER PELAS REVISTAS VEJA E ÉPOCA
ALUNA: Gracielle Ferreira Avelar
ORIENTADOR: Fabiana Abaurre
Gracielle Ferreira Avelar
O USO DO TWITTER PELAS REVISTAS VEJA E ÉPOCA
Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso do Programa de Pós-Graduação, nível Latu Sensu, do Centro Universitário da UNA, como requisito para obtenção do título de especialista em Projetos Editoriais Impressos e Multimídia.
ORIENTADOR: Fabiana Abaurre
Resumo
Na web, observa-se uma proliferação de suportes e uma diversidade de espaços comunicacionais nos quais se pode realizar trocas de informações. Diferentes formatos de publicação mobilizam diferentes formas de apropriação e utilização para distribuição de conteúdo. Com a popularização do microblog Twitter no Brasil, procura-se compreender a maneira como os sites das revistas Veja e Época, tradicionalmente impressas estão buscando a atenção do público na
Internet, suas estratégias e formas de publicação de conteúdo jornalístico on-line.
A pesquisa analisa as especificidades da apropriação do suporte para a produção e difusão de notícias, a partir de um levantamento bibliográfico e a análise de conteúdo dos dois veículos.
Palavras-chave: Redes sociais; Twitter; notícia
Abstract
On the web, there is a proliferation of media and a diversity of spaces in which communication can have an exchange of information. Different publication formats mobilize different forms of ownership and use for content distribution. With the popularity of Twitter microblogging in Brazil, seeks to understand how the sites of the magazines Veja and Época, traditionally printed are seeking the public's attention on the Internet, its strategies and ways of publishing news content online. The research examines the specifics of the appropriation to support the production and dissemination of news, from a literature review and content analysis of the two vehicles
Introdução
Com o advento das tecnologias e as várias formas de se transmitir e consumir informação, os periódicos impressos, e mais especificamente, as revistas, buscam cada vez mais utilizar de sites (portais) e redes sociais - Facebook, Orkut, Twitter e blogs - para publicação de seus conteúdos. O presente artigo explora o universo das redes sociais com um enfoque na análise de conteúdos dos sites das Revistas Veja e Época.
A escolha de Veja e Época para este estudo se justifica por serem os veículos semanais mais respeitados e de maior circulação do Brasil. De acordo com dados da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), no período entre janeiro e junho de 2010, atingiram circulação média de 1.083.742 e 409.028 exemplares respectivamente. Além de ambas possuírem caráter informativo, apresentam características editoriais similares - o que reforça a justificativa da escolha - como a recorrente utilização de imagens e gráficos na apresentação de reportagens, temas e abordagens semelhantes e público leitor de mesma faixa etária.
Para explorar o universo das redes sociais, questiona-se sobre como as revistas Veja e Época utilizam o Twitter na publicação de notícias, qual a frequência de participação das revistas no Twitter e a representatividade dessas revistas na rede social. Além disto, para haver esta aproximação teórica, é necessário buscar os conceitos que envolvem a rede social e suas interfaces.
Uma vantagem das redes sociais para o estudo deste artigo está associada à possibilidade de investigação de um fenômeno de grande recorrência na sociedade: veículos de comunicação impressos apropriando-se dos meios eletrônicos para disseminarem seus conteúdos.
A escolha do tema baseia-se na possibilidade de discutir como a ferramenta Twitter possibilita a uma marca ou um veículo de comunicação representatividade e valores na sociedade. Neste estudo, com base na abordagem quantitativa e exploratória são geradas análises para identificar o impacto do uso dessa tecnologia.
Após a apresentação de um breve referencial teórico sobre as redes sociais, a convergência e o Twitter, é coletada uma amostra para analisar o conteúdo das duas revistas. Em seguida, nas considerações finais, são expostas as conclusões ou inferências que foram obtidas por meio do trabalho de pesquisa. São apontadas as diferenças entre a análise do conteúdo postados pelos dois veículos e os principais pontos positivos e negativos de cada uma.
Sociedade da Informação e as Redes Sociais
Com o surgimento da Internet, ocorreram e ocorrem várias mudanças no âmbito comunicacional para a sociedade. Hoje, na sociedade da informação, ou até nessa Sociedade em Rede, como é trazido pelo filósofo espanhol, Manuel Castells (2005), vivemos um momento de transição em que a sociedade está se adaptando às novas tecnologias da informação, fazendo da comunicação um processo cada vez mais globalizado. Segundo Lucia Santaella (2003) isso significa que começou a mudar aí a relação receptiva de sentido único com o televisor para o modo interativo e bidirecional que é exigido pelos computadores. E Lemos (2009) ainda completa que
conteúdos e pessoas e, consequentemente, a reconfiguração da paisagem comunicacional. (LEMOS, 2009, p.10)
Dessa forma, esse novo modelo de comunicação permitiu a publicação e disseminação de informação de forma não controlada, ou seja, “cada um pode tornar-se produtor, criador, compositor, montador, apresentador, difusor de seus próprios produtos” (SANTAELLA, 2003, p.82)
A Internet revolucionou as formas de comunicação, pois se antes para transmitir uma notícia era necessário viajar horas, ou esperar dias para que uma carta fosse enviada, com este novo meio de comunicação as possibilidades para se transmitir ficaram mais fáceis de serem disseminadas, já que tudo se torna instantâneo. Com a adoção de tecnologias de informação e comunicação cada vez mais baratas e fáceis de usar está diminuindo as fronteiras entre recepção da informação e entre produção e consumo de informação. (DEUZE, 2006)
Esse fenômeno se intensificou com a chamada web 2.0, a qual possibilitou, segundo conceito proposto por O’ Reilly (2005), em que o usuário deixe de ser estritamente passivo e complementador para se tornar um participante ativo do processo de construção de conteúdo interativo e informacional. Percebe-se assim que esta nova proposta de web possibilitou a conexão entre indivíduos a fim de estabelecer redes de relacionamentos. A partir do conceito cunhado por O’Reilly (2005), pode-se tomar por base que as redes sociais que conhecemos hoje tornaram-se possíveis a partir desta definição de interatividade da web 2.0.
Com o advento da Web 2.0 (O’Reilly, 2005), passam a surgir novos espaços de participação que facilitam esse processo de produção e publicação de conteúdos, sites de redes sociais (Facebook, Orkut), os blogs e wikis. As Redes Sociais1 são hoje um fenômeno na web e agregam cada vez mais internautas
1
interessados na troca, difusão de informações e tais redes representam relacionamentos, tanto profissionais como afetivos entre as pessoas que se reúnem em torno de interesses comuns.
De acordo com Recuero (2009), uma rede social é definida como um conjunto de dois elementos: atores, que representam as pessoas, as instituições
ou grupos, ou seja, os nós da rede. Outro elemento são as conexões entre esses autores. Portanto, é evidente que as redes sociais não são sites ou a estrutura que as compõe, mas o ponto central de toda a questão está vinculado ao papel dos usuários, os mesmos que dão sentido a todo o contexto da rede. Assim, a rede social não é uma ferramenta, mas se utiliza de ferramentas para criar seus valores e disseminar conteúdo. Este conceito, para muitos especialistas nem sempre é utilizado corretamente, mas é preciso compreendê-los.
Os sites, nos quais é possível acontecer interações sociais, são apenas ferramentas de diálogo, mecanismos digitais de trocas de mensagem – a interação ocorrerá exatamente a partir desta troca efetiva. Por exemplo, o Twitter é uma ferramenta de microblogging2 para mensagens curtas e instantâneas, não é uma rede social e sim uma ferramenta de comunicação. Com espaço para replicar informações e comentar assuntos, o Twitter teve grande visibilidade, no Brasil, em 2009, e a cada mês aumenta seu número de usuários. Segundo dados do Ibope Nielsen Online, divulgados pelo IDIG - Intituto Digital, em junho de 2009, 15% dos brasileiros que têm acesso à Internet visitaram o serviço de microblog e o Twitter já havia atingido a marca de 5 milhões de usuários cadastrados.
Dentre as inúmeras possibilidades de se utilizar os microblogs, está o emprego do formato para a disseminação de conteúdos jornalísticos. Em um contexto de Web 2.0 e possibilidade de participação do cidadão na produção e distribuição de conteúdo, a produção amadora de conteúdo coexiste com a profissional (ANDERSON, 2006).
No Brasil, os portais noticiosos, jornalistas e blogueiros que trabalham com a publicação de notícias descobriram a potencialidade das redes sociais e micro
2
blogs e passaram a usar esses canais como extensões da mídia convencional para replicar informações e fazer publicidade de seus blogs e sites.
O uso do Twitter e blogs pode tanto conferir maior força às instituições midiáticas (aumentando vendas de seus jornais, audiência de seus telejornais, tráfego em seus portais), como também servir de resistência e espaço para reflexão crítica sobre as notícias distribuídas massivamente (PRIMO, 2008, p.13)
Esses espaços, como afirma Primo (2008), são opções a mais para que o leitor faça comentários, críticas e adicione informações ao conteúdo veiculado e possibilita maior interação entre quem consume e produz a notícia.
As editoras de produtos tradicionalmente impressos, como as revistas, começaram a se preocupar com esse novo cenário da comunicação. Os fatores tempo e espaço mudaram e hoje já não é preciso esperar para chegar a próxima edição da revista para se informar. Além de possuírem sites com conteúdos e matérias presentes nas revistas impressas, começaram a postar o conteúdo dos sites através do Twitter. A ideia é que as notícias cheguem até as pessoas que seguem (seguidores) o perfil das mesmas, instantaneamente.
O microblog: Twitter
Pensando na transição da imprensa escrita para a digital: o site veio como uma forma de transmitir notícias mais rapidamente do que a revista, mas com menor profundidade; o blog, para notícias mais rápidas que o site, mas com menos detalhes; e agora o Twitter, como um microblog, é uma forma mais instantânea e muito mais sucinta que o blog.
onde ela própria é o início e o fim, o meio e o objetivo. (SEIXAS, 2009, p. 45)
Dentre as inúmeras redes sociais utilizadas atualmente, o Twitter, criado em 2006, tem se consolidado como uma das mais populares, estando entre os vinte sites mais acessados na Internet. De acordo com Recuero (2009) o Twitter é constituído enquanto microbloggins porque permite que sejam escritos pequenos textos de até 140 caracteres a partir da pergunta “O que você está fazendo?”. Atualmente, devido ao uso massivo, a pergunta alterou-se para algo como “o que está acontecendo?”.
No Twitter, a dinâmica é diferente das redes sociais em que os usuários se relacionam apenas com amigos e passam por um critério de aprovação para acompanhar suas páginas pessoais. É possível adicionar qualquer pessoa e ver o que ela escreve no Twitter. São chamados de seguidores aqueles que acompanham os posts (publicação) de outra pessoa na rede social. Também vale para empresas e marcas, como posicionador de mercado.
O Twitter vem sendo usado por celebridades, políticos, empresas e pessoas comuns para publicidade, troca de informações, etc. Em reportagem publicada em setembro de 2009, na Revista INFO, Juliano Spyer explica que o Twitter reúne três coisas que as pessoas gostam de fazer na Internet: “conversar, relacionar-se com os outros e acessar informações. Todas elas exigem deslocamento para determinadas ferramentas, mas no Twitter você pode fazer tudo junto, numa hora vaga” (INFO, 2009, p.33).
No Brasil, o Twitter registra crescimento acelerado. De acordo com o Ibope Nielsen Online, em julho de 2009, foram 8,3 milhões de brasileiros que acessaram o site, ou seja, 23% dos internautas do país. O Twitter já é a segunda rede social mais acessada no Brasil, perdendo apenas para o Orkut (INFO, 2009).
A importância da convergência
Segundo Lucia Santaella (2003) não só se estabelece o crescimento acelerado das tecnologias, mas a cultura midiática é responsável pela ampliação dos mercados culturais e pela expansão e criação de novos hábitos de consumo de cultura. Esses cenários começam a conviver coma revolução da informação e da comunicação, cada vez mais onipresente, que vem sendo chamada de revolução digital. Essa presumia a substituição dos meios tradicionais, como
jornais, revistas e radiodifusão, pelas novas tecnologias, como a Internet, onde o
público acessaria com rapidez e praticidade o conteúdo de seu interesse. Porém,
o que se percebe atualmente é que novos e antigos meios de comunicação estão
coexistindo e interagindo de maneiras cada vez mais complexas. (JENKINS,
2009).
Tendo em vista a percepção do autor, a tecnologia e os meios de
comunicação estão vivendo um diálogo intenso e fazendo isso refletir na facilidade de acesso a informação (BOSTELMAN, 2009).Um computador ligado à rede ou a um dispositivo móvel com acesso a redes sem fio é instrumento fácil de comunicação. Para Negroponte (1995), a informação, nas redes de comunicação, é melhor e mais eficiente. Santaella (2003) ressalta que
Através da digitalização e da comprenssão de dados que ela permite todas as mídias podem ser traduzidas, manipuladas, armazenadas, reproduzidas e distribuidas digitalmente produzindo o fenômeno que vem sendo chamado de convergência de mídias. (SANTAELLA, 2003, p. 60)
tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento.
Segundo Jenkins (2009), estas novas relações, estabelecidas entre novas
e antigas mídias e público, estão se configurando dentro de uma chamada
“cultura da convergência”, que envolve a passagem do fluxo de conteúdos através
de vários suportes midiáticos, cooperação entre vários mercados midiáticos e o
comportamento migratório do público, que transita entre esses meios em busca
das informações e das experiências de entretenimento que desejam. O autor
afirma que, “a convergência dos meios de comunicação impacta o modo como consumimos esses meios.” (JENKINS, 2009, pg.44). Por exemplo: um adolescente fazendo a lição de casa pode trabalhar ao mesmo tempo em quatro ou cinco janelas no computador, navegar na Internet, ouvir e baixar arquivos MP3, bater papo com os amigos, digitar trabalhos, ler notícia pela web, etc. Entende-se o processo da convergência como sendo a digitalização de conteúdos, a integração dos componentes e a combinação de diferentes dispositivos.
Procedimentos metodológicos
Para explorar como se apropriam as revistas Veja e Época de maior circulação do Brasil no Twitter é realizadaduas etapas. Em um primeiro momento, o estudo é feito a partir do levantamento das literaturas sobre as redes sociais,
especificamente o Twitter.
Em um segundo momento, é feita uma análise de conteúdo, na qual visa à descrição sistemática, objetiva e quantitativa do conteúdo. Para alcançar os objetivos da pesquisa foram elaboradas três questões norteadoras para esta análise: a) Como as revistas utilizam o Twitter na publicação de notícias?; b) Qual a frequência de participação das revistas Veja e Época no Twitter?; e c) Qual representatividade cada uma delas possui no Twitter?
Para a coleta de dados foi criada uma conta no Twitter e adicionado, ao
seguidor desta conta, o perfil dos sites das revistas Veja e Época, para
monitoramento das publicações de cada um e análise comparativa entre eles.
Foram coletados desde o primeiro post publicado no dia 15 de novembro ao
último post do dia 21 de novembro dos dois sites. O período determinado foi de
uma semana para o monitoramento desse conteúdo, pois cabe ressaltar que as revistas são semanais e seria interesssante analisar a produção de conteúdo e sua repercussão dentro do mesmo período.
Foram contabilizados, durante este período, um total de 636 posts de notícias, sendo 504 da Veja e 132 da Época. Para a análise dos assuntos
publicados pelos sites das revistas no Twitter, foram criadas categorias de
assuntos relacionados às seções existentes nas revistas impressas. São elas:
Brasil, celebridades, ciência e tecnologia, esporte, internacional, saúde e
economia, educação, negócios e carreira, infográficos e colunistas.
• Celebridades,TV e cinema: posts sobre artistas, programas de televisão e
novidades do cinema;
• Ciência e tecnologia: posts sobre novidades no campo científico e lançamento
de produtos, ações de empresas virtuais, facebook, Google.
• Esporte: posts sobre qualquer tipo de esporte e assuntos ligados aos times esportivos;
• Internacional/ Mundo: guerras, crises, políticas internacionais;
• Saúde: posts relacionados a temas como bem estar, alimentação, doenças, etc;
• Economia/ Negócios/ Carreira: números econômicos, dados, bancos/ mercado;
• Educação: MEC, Enem, etc;
• Infográficos: representações visuais de informação;
• Blogs / Colunistas: textos de algum blog ou colunista participantes dos sites;
• Enquetes e outros: perguntas lançadas aos seguidores; • Interação: tweets diretos aos seguidores.
Análise dos dados
As duas revistas são consideradas, no Brasil, grandes agregadoras de
conteúdo e além de possuírem o próprio site, participam da popular rede social de
microblog mundial, o Twitter, para a disseminação de notícias diárias.
A Veja possui o site de notícias da Abril.com e até o dia 21 de novembro de 2010 publicou 20.842 posts no Twitter. O perfil da Veja é acompanhado por 493.
617 pessoas e na sua página consta que a Veja segue 32.155 perfis no
microblog, todos eles bem variados.
A Veja participa do Twitter apenas postando links de notícias disponíveis no site, não participando ativamente de discussões ou respostas a seguidores.
Sua participação é diária e frequente, durante todo o dia são postadas notícias.
A Época possui o site de notícias do portal globo.com e apresentou grande diferença de participação entre a Veja. A Época postou, até o dia 21 de novembro
de 2010, 9.149 mil tweets. 79.982 seguidores acompanham as notícias
disponibilizadas pelo site no Twitter. O perfil da Época segue 68.613 perfis, assim
seguidos são de pessoas físicas. Sua participação não é tão ativa quanto a Veja,
comparando com os números de posts. A Tabela 1, a seguir, oferece este
panorama numérico comparativo:
Tabela 1: Números de posts, seguidores e seguidos pelos perfis da Veja e Época.
PERFIS VEJA ÉPOCA
posts 20.842 9.149
seguidores 493. 617 79.982
seguidos 32.155 68.613
Fonte: Dados primários, 2010.
Para melhor esclarecimento da tabela comparativa, tem-se a figura 1que apresenta visualmente a diferença dos dados de participação e quantidade
de seguidores e seguidos pelos perfis:
Figura 1: Gráfico ilustrativo da tabela 1
0 100000 200000 300000 400000 500000 600000
Pos ts
seguidoresseguidos
De acordo com o que foi proposto para análise do conteúdo dos perfis, do dia 15 de novembro de 2010 ao dia 21 de novembro de 2010, analisou-se 504 posts da Veja, sendo 92 posts relacionados à celebridades e cinema, 77 temas relacionados àacontecimentos no Brasil, em sua maioria política; 35 relacionados a ciências e novidades tecnológicas; 30 sobre esportes, campeonatos nacionais e internacionais; 22 sobre saúde; 55 sobre economia e negócios; 31 sobre educação. Alguns posts relacionam-se à textos de colunistas e blogs do site, sendo que a Veja postou 37 tweets, 3 infográficos, 10 posts com vídeos, 25 enquetes ou outros, como por exemplo no dia 21, foram postados tweets sobre o show do Paul Mcartnery. Na categoria interação com os seguidores postaram 7 respostas aos seguidores durante uma semana.
No perfil da Época dentre os 132 posts contabilizados, 14 foram sobre celebridades e cinema, 18 relacionados à assuntos sobre o Brasil, 9 sobre ciências e tecnologia, apenas 2 posts sobre esportes, 12 posts relacionados a notícias internacionais; 3 sobre saúde, 12 sobre educação e sociedade, 31 de blogs e colunistas, 2 com infográficos, 2 de vídeos e fotos, 4 enquetes e outros, e, 14 posts considerados interação com seus seguidores. Abaixo a tabela com os números para cada categoria. A Tabela 2, a seguir, oferece este panorama numérico comparativo:
Tabela 2: Publicação de assuntos e outras categorias pelos sites das revistas Veja e Época.
PERFIS VEJA ÉPOCA
Celebridades/TV/ cinema
92 14
Brasil 77 18
Ciência/ Tecnologia 35 9
Espotes 30 2
Internacional/ Mundo 80 12
Saúde 22 3
Economia/ Negócios/Carreira
55 9
Educação/Sociedade 31 12
Blogs/Colunistas 37 31
Infografia 3 2
Vídeos/Fotos 10 2
Enquetes/Outros 25 4
Interação 7 14
TOTAL 504 132
Para melhor esclarecimento da tabela comparativa, tem-se a figura 2 que apresenta visualmente a diferença dos dados de publicação de notícias de acordo com cada categoria:
Figura 2: Gráfico ilustrativo da Tabela 2.
Fonte: Dados primários, 2010.
0 20 40 60 80 100
Celebridades/TVBrasil
Ciências/tecnol.Esp orte
s
Inte rnac
iona l/M
undo
Saúd
e
Econ
/ N egóc
io/C arre
ira
Educação/ Sociedade
Blogs/ColunistasInfografia
Vídeos/Fotos
Enquetes/OutrosInte raçã
Considerações finais
Devido à distribuição de conteúdo, por todas as pessoas inseridas em Redes Sociais, em tempo real – por redes como o Twitter –, os sites despertaram atenção para este fenômeno comunicacional. Para os sites não ficarem de fora, criam perfis e disponibilizam conteúdo. Porém, estar presente no Twitter, não significa participação. O Twitter conta com alto grau de troca de mensagens e interação entre os atores, entretanto, os perfis dos sites da Veja e Época, analisados nesta pesquisa, postam a todo momento conteúdo, o que gera pouca interação com os integrantes da rede. A Época demonstrou possuir mais interações diretas com seus seguidores, além de postarem mais enquetes para fortalecerem mais a aproximação com o público.
De acordo com os dados numéricos, dos dois perfis analisados, a revista
Época é a que mais acompanha outros perfis no Twitter, um total de 68.613 posts.
Indica que se interessam pelo que as pessoas comentam e repercutem na rede. No entanto, a revista Veja possui a maior audiência, com mais de 493. 617 mil pessoas acompanhando seus posts.
Outro dado levantado pela pesquisa foram os assuntos abordados pelos sites das revistas. Das 13 categorias criadas (Celebridades,Brasil, Ciência/tecnologia, esporte, Internacional/ Mundo, Saúde, Economia/ Negócios/
Carreira, Educação, Inforgráficos, Blogs / Colunistas, Enquetes/outros e
Interação), a revista Veja destacou mais notícias sobre celebridades/ cinema e notícias internacionais, já a revista Época publicou mais textos variados de blogs/ colunistas que estão relacionados ao site e a notícias do Brasil, sobretudo a política como assunto mais em pauta. A publicação de assuntos internacionais e ligados a celebridades e cinemas pode-se justificar porque o Twitter é uma rede que reúne pessoas de todas as partes do mundo e tenta dar visibilidade a questões amplas e de debate mundial.
Pode-se dizer, assim, que os microblogs se constituem em uma forma alternativa de produção e de distribuição de conteúdo, que pode ser utilizada para diversas finalidades. A exploração das características do formato e da ferramenta pode trazer como resultado a produção de conteúdo específico para veiculação através do Twitter. Esse formato não necessariamente substitui o jornalismo regularmente exercido em outros meios, mas pode servir para complementá-lo – seja através de mashups3, seja através de seu uso como primeiro passo da produção regular de notícias para outros suportes.
Estar no Twitter já é o primeiro passo, mas agora falta uma política de interação mais atuante e que envolva produtores de conteúdo dos portais e usuários comuns, propiciando assim, verdadeira interatividade e mudança no modelo unidirecional e massivo de publicação de notícias de um-todos para todos-todos.
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TORRES, CLÁUDIO.O Consumidor, a marca e o Twitter- Pesquisa realizada pelo iDig (www.idig-institutodigital.com.br) com apoio do seu consultor de mídias sociais Cláudio Torres (www.claudiotorres.com.br)