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FLAMEJANTES EMOÇÕES

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

I L D A M A R I A C O S T A B R A S I L

FLAMEJANTES

EMOÇÕES

(2)

Apresentação

Em Flamejantes Emoções, contemplo os leitores com Glosas, em que uso Motes de Escritores Sul-rio-grandenses, do Recanto das Letras e da Academia de Letras Machado de Assis, assim como Glosas com Motes de Sonetos de minha autoria, criadas por poetisas amigas.

A Glosa é dividida em duas partes: o que mote aparece primeiro, fazendo uma pequena introdução. Após, a própria glosa surge, dando seguimento à composição do poema.

O hábito de escrevê-las tem sido um caminho de encanta- mento e de beleza, em que alio o versar de outros poetas às minhas impressões e estados de alma.

O termo glosa é sinônimo de volta. Sua origem, peninsular.

O mesmo mote pode ser glosado por diferentes poetas ou pelo mesmo poeta.

Ilda Maria Costa Brasil

(3)

Dedicatória

Com carinho à

Beatriz Teresa Schenini Rossi Machado Olenca Fagundes Cohen

Teresinha Osório

(4)

Sumário

Motes de Poetas Sul-Rio-Grandenses

Motes de Poetas da Academia de Letras Machado de Assis

Motes de Poetas do Recanto das

Letras

(5)

Mote de Poetas

Sul-Rio-Grandenses

A Rua dos Cataventos Tormento

O ocaso

Magia e esplendor Enternecida imagem Vistas ao passado Inquietude

Um outono depois Sonho

Incertezas e medos Idealizando o fim Minuano

Silêncio

Tarde chuvosa

Poetar, o meu canto!

Bem ou mal Assim...

Esquecimento Desencanto

Falsa liberdade Sexta-feira fria

Névoa no amanhecer Êxtase

Brindando a vida Entranhando almas Em meio à solidão...

Poesia e arte

Alegoria do crepúsculo

(6)

Mote de Poetas da Academia de Letras Machado de Assis

A espera de um viajante Devaneios

Aconchegante frio Detalhes noturnos Sem alarde

Imaginário e real Farpas

Emoção ímpar Primavera

Um despertar Amanhecer Não sei...

Sublime afeto

Males, espalmamos!

A partida

Fortes inquietações Acordar

Labirinto

Garimpando ruas da capital Sistema solar

Mesquinhez Perfume

Planos não contemplados

(7)

Mote de Poetas do Recanto das Letras

Momentos da vida Ostentando belezas Desilusão

Pertinentes gestos Dócil amanhecer Intertextualidade

Frustrações amorosas Ações inovadoras

Amor, o néctar da vida!

A primavera

Transitoriedade da vida Indecisões

Poetando

Cerejeiras parisienses Sonetar

Louvando a vida!

Estrelas a cintilar

Dissabores

Coração ferido Dádivas

(8)

Motes de Poetas

Sul-Rio-Grandenses

(9)

A RUA DOS CATAVENTOS MOTE

Escrevo diante da janela aberta.

Minha caneta é cor das venezianas:

Mario Quintana GLOSA

OH! Entre erros e acertos, deixo rastros que tem servido a muitos de luz,

suavizando tempestades da vida, que fatos inesperados provocam.

Faço desses, degraus para crescer, uma vez que meus planos e propósitos são instaurar paz de espírito e harmonia, assim como o gosto pela leitura.

Escrevo diante da janela aberta, ciente de que nem tudo é e será fácil.

(10)

Pegadas, para alguns, grandes legados;

para outros, sinais poucos expressivos.

Os caminhos poderão ser floridos,

com formosos e encantadores pássaros, ou cobertos de pedras e folhas secas.

A escrita, em quaisquer circunstâncias, mantém-me plácida, serena e forte.

Minha caneta é cor das venezianas, seu tom azul-turquesa abranda a dor ao ouvir críticas sombrias e complexas.

Jamais, poderão dizer que me omiti de exercer o papel de educadora, vivendo de quimeras e fantasias,

pospondo o que acontece à minha volta.

Escrevo diante da janela aberta, entre choro e riso, saúdo a poesia.

Ao abarcar aqueles com quem convivo, procuro compreender suas atitudes.

Muitas são embasadas nos problemas decorrentes das relações humanas.

(11)

Tais vivências deram-me aprendizado, ainda que temerosa do amanhã.

Com palavras, também crio lindas prosas.

Minha caneta é cor das venezianas.

Ao deslizar numa folha é sutil, envolvente, mágica e sedutora.

Estando o dia maravilhoso e o céu azul, sensação do frescor da manhã

despertou-me belas inspirações e fez-me pousar na literatura.

Escrevo diante da janela aberta.

Minha caneta é cor das venezianas, e, assim como eu, bastante observadora.

Na Rua dos Cataventos há fascínio, jacarandás e ipês esguios e antigos;

canteiros margeados por flores;

pássaros e ar agradável e lírico

que transpassam a grandeza e o saber do cotidiano de Mario Quintana

e o seu profundo senso de humor.

(12)

TORMENTO MOTE

Se a vida é bela, ardente e forte, febre e delírio, ânsia e paixão,

por que, sem causa, adoro a morte e, um grito de lábio, espero em vão?

Eduardo Guimarães GLOSA

Se a vida é bela, ardente e forte, desperta especiais emoções,

tendo os ideais como suporte e incertezas como intuições.

Em noite chuvosa de outono, febre e delírio, ânsia e paixão, levaram-me a ficar monótono e ver, nos outros, compaixão.

Passado sofrido e sem sorte, observável em olhar sombrio.

Por que, sem causa, adoro a morte?

Creio que, por hora, viver ébrio.

Várias vezes, tentei parar.

O vício é um cruel alçapão, que faz, aos meus, atormentar

e, um grito de lábio, espero em vão?

(13)

O OCASO MOTE

Não sei por que será que os aspectos de agosto me convidam à cisma à hora do sol-posto!

Marcelo Gama GLOSA

O ruído das folhas pelo vento minuano levarem-me a um passado longínquo.

Lembranças agradáveis embalam histórias sobre o panorama folclórico gaúcho.

Não sei por que será que os aspectos de agosto são tão especiais e marcantes em minha vida.

Talvez, por ouvir de vovô que, esta arte popular aglutina crenças, contos, lendas e costumes que, por ímpar magnitude e encantamento, me convidam à cisma à hora do sol-posto!

(14)

MAGIA E ESPLENDOR MOTE

A tarde vai morrer, calma como uma santa, num êxtase de luz infinito e divino.

Há nas luzes do céu qualquer coisa que canta, com músicas de cor, a tristeza de um hino.

Alceu Wamosy GLOSA

A tarde vai morrer, calma como uma santa.

Luzes invadiram a todos os caminhos e, em várias esquinas, trovador acalanta coração ferido, recebendo carinhos.

Frente à beleza do cenário e do momento, num êxtase de luz infinito e divino,

fui acometida de singular sentimento,

ao apreciar noite estelar junto a um peregrino.

(15)

Minha alma irradiou-se de suavidade e amor.

Madrugada repleta de magia e esplendor.

Há nas luzes do céu qualquer coisa que canta.

A muitos tranquiliza, atrai, seduz e encanta.

Embalada por envolvente e afável brisa, refleti sobre meus sonhos e meu destino, fazendo da ocasião uma análise precisa,

com músicas de cor, a tristeza de um hino.

(16)

ENTERNECIDA IMAGEM MOTE

Vida que vai ficando... A encantada paisagem

e os entes que se amou. E as cousas que se quis.

Gestos de amigos leais. Femininos perfis

que deixaram num verso a enternecida imagem.

Aureliano de Figueiredo Pinto GLOSA

Vida que vai ficando... A encantada paisagem reproduz seu passado e seu estado de espírito.

Toda vivência é uma forma de aprendizagem a ser considerada como um grande mérito.

É preciso lembrar o passado, o presente

e os entes que se amou. E as cousas que se quis.

Por vezes, o dia a dia é super irreverente, caracterizando-se num simples croquis.

(17)

Em caminhos célebres e primaveris, afloraram ações insignes e gloriosas.

Gestos de amigos leais. Femininos perfis que exibiriam luzes glaciais e clamorosas.

Num belo panorama celestial, corpo e alma, juntos, transpassaram excelsa mensagem, retratando uma flor das Cactáceas, a palma,

que deixaram num verso a enternecida imagem.

(18)

VISTAS AO PASSADO MOTE

Quanto mais lanço as vistas ao passado, mais sinto ter passado distraído.

Múcio Teixeira GLOSA

Escrever é um apropriar-se das palavras, um surpreender com o novo e o conhecido.

Logo, criar é apreender a linguagem da vida;

é tornar cada momento inesquecível e pleno.

Quanto mais lanço as vistas ao passado, tenho certeza de que chances deixei passar;

tinha uma visão imatura e ingênua do mundo.

Mesmo, hoje, trazendo comigo, o amor como bagagem, não lamento as perdas, mais sinto ter passado distraído.

(19)

INQUIETUDE MOTE

Só o desejo inquieto, que não passa, faz o encanto da coisa desejada...

E terminamos desdenhando a caça, pela doida aventura da caçada.

Mario Quintana GLOSA

Só o desejo inquieto, que não passa, seduz coração com magia e fascínio, sem omitir querer que lhe transpassa e lhe faça processar um declínio

Em verdes campos, um baluarte ímpar faz o encanto da coisa desejada...

ainda que o frio nos congele ao acampar, duelando com a reunião planejada.

Do grupo, muitos disseram ter raça;

no entanto, vaiaram alguns cavaleiros e terminamos desdenhando a caça, o que nos levou a chamar dois violeiros.

À noite, apreciamos alegorias,

que deixaram minha essência embaçada.

Porém, pus-me junto às diretorias pela doida aventura da caçada.

(20)

UM OUTONO DEPOIS MOTE

... E tu ficaste lá... longe... na minha vida...

E eu tão só! Como pesa este abandono...

Felipe d'Oliveira

GLOSA

O dia semeou-me esperança e saudades...

Por hora, sou toda lembranças...

embora viva a sensação do desconhecido...

da incerteza, do medo e do adeus.

... E tu ficaste lá... longe... na minha vida...

enquanto, aqui, percorro caminhos árduos.

Tuas ações, mesmo bastante ambíguas...

outrora me proporcionaram companheirismo e ardorosos momentos de descontração.

E eu tão só! Como pesa este abandono...

(21)

SONHO MOTE

Desejo, desejo vago

de ser a tarde que expira, ser o salgueiro do lago, onde a aragem mal respira.

Eduardo Guimarães GLOSA

Desejo, desejo vago deixaste-me hesitante.

Devo recorrer a um mago?

Quanto a isso, estou relutante.

Neste momento, estou ciente de ser a tarde que expira,

dando beleza ao meio ambiente, o que meus ideais aspira.

Ao brindarmos nosso pago, magnífico pensamento, ser o salgueiro do lago, refúgio de um catavento.

Por hora, ali descansei, Todo local verde, inspira.

À noite, em sonho, pensei, onde a aragem mal respira.

(22)

INCERTEZAS E MEDOS MOTE

Esta vida é uma estranha hospedaria,

De onde se parte quase sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia.

Mario Quintana GLOSA

Esta vida é uma estranha hospedaria, onde todos traçamos a nossa história.

Insegura quanto ao local em que andaria, buscou opiniões para traçar sua trajetória.

A fim de superar uma noite de insônia,

De onde se parte quase sempre às tontas, o ideal é, com amigos, ir a uma colônia.

Para aquietar-se, faz bem evitas afrontas.

(23)

Em todos os momentos, estivemos juntas, entrelaçadas por incertezas e medos,

Pois nunca as nossas malas estão prontas.

Logo, veremos, em Torres, os três rochedos.

Morros do Farol, das Furnas e da Guarita, por suas maravilhas, são notícias na mídia.

Sem dúvida, nossa rotina foi descrita E a nossa conta nunca está em dia.

(24)

IDEALIZANDO O FIM MOTE

Morrer por uma tarde assim como esta tarde:

Fim de dia outonal, tristonho e doloroso,

quando o lago adormece, e o vento está repouso, e a lâmpada do sol no altar do céu não arde.

Alceu Wamosy GLOSA

Morrer por uma tarde assim como esta tarde, minhas emoções tão abaladas teriam paz,

já que a aflição da despedida, em meu peito, arde.

Como abrandar a dor desse lindo rapaz?!

Deixaram-me, mudanças desintegradoras, Fim de dia outonal, tristonho e doloroso.

As situações de agonia são arrebatadoras, penosas, sofridas; fizeram-me choroso.

(25)

Sinto que a indesejada já preparou o pouso.

Clima tenso é presságio que ocorrerá o fim,

quando o lago adormece, e o vento está repouso.

Todos os dias, rezo para ter um bom fim.

Vejo o filme de minha vida em meio a neblina.

Suplico-te, caro leitor, que o salvaguarde.

Em revoada, pássaros, no alto da colina,

e a lâmpada do sol no altar do céu não arde.

(26)

MINUANO MOTE

Este vento faz pensar no campo, meus amigos Este vento vem de longe, vem do pampa e do céu.

Augusto Meyer GLOSA

Entardecer. O chilro dos grilos e o coaxar dos sapos chegaram a mim, como uma doce música.

A noite despertou, transpassando luz e esperança.

Forte murmurar aflorou lembranças infantis

Este vento faz pensar no campo, meus amigos.

Às vezes, abarca tudo; noutras, é frio e distante.

Esse cenário ensinou-me a ver belezas das vidas.

Meu encantamento e magia foram acentuados pelo canto de pássaros e pelo voo de borboletas.

Este vento vem de longe, vem do pampa e do céu.

(27)

SILÊNCIO MOTE

Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado.

Mario Quintana GLOSA

Diversos rostos ganharão luzes e alegria, através de escritos de poetas ímpares, legados que embelezam meu dia a dia e transmitem sonhos e afeto aos pares.

Terna sensação de encanto e magia adentrou meu Eu por ações singulares.

Autor e obra, em esplendoroso enlace, muito me emocionaram ao ser jubilado.

Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado.

(28)

TARDE CHUVOSA MOTE

Vem vindo a poesia na tarde chuvosa Meio capenga, puxando o verso arredio.

Fúlvia Moretto GLOSA

Linda música, além de dar-me inspirações, abriu-me muitos caminhos poéticos.

Minha trajetória ganhou um ímpar porquê repleto de vivências e emoções altruístas.

Escritos de outrora projetaram-me confiança e consciência do dom recebido do Senhor.

Embora receosa e bastante preocupada,

frente à tempestade: relâmpagos e trovoadas, Vem vindo a poesia na tarde chuvosa

Meio capenga, puxando o verso arredio.

(29)

POETAR, O MEU CANTO!

MOTE

Enquanto a bela flor enfeita o campo, um pirilampo emite luz incerta

noutras paragens. E nasce o canto em metáforas: o poema desperta José Moreira da Silva

GLOSA

Enquanto a bela flor enfeita o campo, curtindo doce e agradável perfume,

bailei junto a um pé de alecrim do campo Cuidar, anseio que o povo se acostume.

Encantei-me com a magia local;

um pirilampo emite luz incerta, e, ao revoar, emite som musical com magnitude e beleza, na certa.

Mediante a brisa noturna, usei um manto para, protegida, poder chegar

noutras paragens. E nasce o canto do lirismo para um lindo poetar.

No momento, passei à escrita, adorar.

Após, essa expressiva descoberta, a inspiração, outrora estática, aflorar em metáforas: o poema desperta.

(30)

BEM OU MAL MOTE

Não penses que vem da vida o bem ou mal que terás.

Esther Squeff da Silva GLOSA

Por que te manténs alheia a tudo?

Com as dores passas envolvida.

Precisas superar essa apatia.

Não permitas que tal realidade interfira em teus relacionamentos Hoje, vives intensa e atroz solidão.

Optaste por um obscuro andar?

Independente das situações, Não penses que vem da vida o bem ou mal que terás.

(31)

ASSIM...

MOTE

Às vezes, canso de ficar à tua espera Deixei marcas dos cotovelos na janela Diviso um vulto. É ele. Não era.

Desfaço as brumas da esperança bela.

Maria da Glória Jesus de Oliveira GLOSA

Às vezes, canso de ficar à tua espera.

Nestes momentos minhas emoções oscilam;

a saudade é tamanha que me desespera;

mágoas, inquietações e incertezas burilam.

Com intensa tristeza e baixa autoestima, Deixei marcas dos cotovelos na janela.

Sem dúvida, de mim, esqueceste a estima e de nossos encontros, no verão, a Canela.

(32)

Com os pensamentos fixos na Deusa Hera, em passeio ao magnífico Parque Flor do Vale, Diviso um vulto. É ele. Não era.

Corri... No ar: – Cuide-se, para que não resvale.

Por ser gentil o aviso, caí na realidade.

Emocionei-me, ao ver registros, numa tabela, a respeito do tempo e da efemeridade.

Desfaço as brumas da esperança bela.

(33)

ESQUECIMENTO MOTE

Eu agora - que desfecho!

Já nem penso mais em ti…

Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?

Mario Quintana GLOSA

Eu agora - que desfecho!

A dor, que me arrebatou, exibia como apetrecho algo que me devastou.

Com tristezas superadas, já nem penso mais em ti…

Por emoções realinhadas, esperança e paz, senti.

Uma vez que não me queixo, creem superado o divórcio.

Mas será que nunca deixo

que, ao menos, veem um indício.

Estivera despedaçado e sei o quanto sofri.

Quero, ainda não enamorado, de lembrar que te esqueci?

(34)

DESENCANTO MOTE

Desencantei-me das flores

Quando vi que tantos espinhos Nos jardins espalhados

Sufocavam-lhes a beleza e as cores...

Eugênia Diana Silva de Camargo GLOSA

Desencantei-me das flores por encontrar-me desorientada frente a alguns desamores

que me deixaram atarantada.

Durante minha caminhada,

Quando vi que tantos espinhos, deixar-me-iam machucada,

temi enfrentar muitos burburinhos.

Na vida, sonhos arrancados, assim como pétalas e folhas Nos jardins espalhados,

onde, às aves, eu dava migalhas.

Neste ir e vir, conheci um italiano

que me disse não lhe atrair tais fatores pois, além de lhe ativar dores do cotidiano, Sufocavam-lhes a beleza e as cores...

(35)

FALSA LIBERDADE MOTE

Escuta a prece farrapa Com centenária noção A liberdade é impossível Nesta falsa abolição.

Juraci da Silva Martins GLOSA

Escuta a prece farrapa de um estado injustiçado, tido como terra guapa, de povo mui assoberbado.

Sabedor de bons princípios, Com centenária noção, desaprova fracos e ímpios;

e propaga devoção.

Qualquer um fica passível entre alguma façanha e outra, A liberdade é impossível, frente à ação vaga e neutra.

Embora não entrincheirados, gaúchos clamam afeição;

muitos ainda são explorados Nesta falsa abolição.

(36)

SEXTA-FEIRA FRIA MOTE

A chuva cantou no telhado, lavou a alma dos ouvintes;

com sensação de molhado;

olhares tiveram requinte.

Izabel Eri Diehl de Camargo GLOSA

A chuva cantou no telhado, em sexta-feira fria de junho o que me deixou atrapalhado

e pasmo, do que me envergonho.

O cair dos grossos pingos lavou a alma dos ouvintes.

Na rua, ao pisar, respingos encharcando constituintes.

Transeunte ficou pilhado e, rápido, passou a andar com sensação de molhado e almejando cirandar.

O sol chegou radiante

como todo bom substituinte

e um vinho gostoso e inebriante.

Olhares tiveram requinte.

(37)

NÉVOA NO AMANHECER MOTE

Contemplo a madrugada da janela esta névoa que se ergue do gramado

e me encanto com os cravos perfumados.

Foi-se a noite, eu apago as minhas velas.

Jussara Maria Nodari Lucena GLOSA

Contemplo a madrugada da janela, captando a beleza da natureza

e olhando tudo como sentinela,

repleto de ímpar fascínio e nobreza.

O cenário desaparece em segundos.

Esta névoa que se ergue do gramado tragou, rápida, muitos educandos,

entre eles, Luís, no Festival, acalmado.

Capital e parques, antes enfumados, aos poucos, adquirem o seu esplendor

e me encanto com os cravos perfumados, o que me intui, pela vida, amplo ardor.

Com o meu eu bastante fortalecido,

com brio, vi o céu despir-se das estrelas e, por Deus, senti-me favorecido.

Foi-se a noite, eu apago as minhas velas.

(38)

ÊXTASE MOTE

O vento vai passando, sorrateiro,

em colóquio com as nuvens andarilhas.

Maria da Glória Jesus de Oliveira GLOSA

Flutuantes e envoltos por intenso calor, corpos em êxtase e fascínio;

Andre Rieu incita arrebatadoras emoções.

Olhares afoitos e rosto fagueiro alicerçam, com enlevo, o amor, enquanto lábios selam aspirações.

Num momento ímpar e de desígnio, felizes, agradecem as felicitações.

O vento vai passando, sorrateiro,

em colóquio com as nuvens andarilhas.

(39)

BRINDANDO A VIDA MOTE

A vida é um momento. É um sopro.

E a gente só leva daqui o amor que deu e recebeu.

A alegria, o carinho e mais nada.

(Autor Desconhecido) GLOSA

A vida é um momento. É um sopro.

Cabe-me fazer do dia a dia ensinamentos.

É assim que minhas necessidades, supro e propago os bons sentimentos.

Faço do trabalho, um semear alegria.

E a gente só leva daqui

o que construirmos, com pureza e harmonia E eu me perdoo pelo que delinqui.

Espontaneidade, ação ímpar, gerou autoconfiança e novas oportunidades.

O amor, que deu e recebeu, fez superarmos as diversidades.

Traçar, com psicologia, habilidosas ações, deixaram-me bastante determinada

Hoje, brindo as boas emoções, a alegria, o carinho e mais nada.

(40)

ENTRANHANDO ALMAS MOTE

Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo...

Mario Quintana GLOSA

Olho o mapa da cidade em busca de inspiração e de minha identidade.

A tudo observo, com fé, Como quem examinasse o Eu dos que estão no café.

Adentro inúmeras almas, calmo, como se explorasse A anatomia de um corpo...

(41)

EM MEIO À SOLIDÃO...

MOTE

Meu quarto está deserto... A noite está fria.

Lá fora, atrás dos vidros, a garoa seus dotes de silêncio aperfeiçoa e esconde a solidão por companhia.

Miguel Kopstein Russowsky GLOSA

Meu quarto está deserto... A noite está fria.

Sinto-me inapto a revelar meus medos.

Preocupado, esqueço-me do chá, que esfria, e da dor ao apertar, na porta, os dedos.

Há alguns desafios a serem vencidos.

Lá fora, atrás dos vidros, a garoa.

Teriam meus pais e avós adormecidos?

Ao longe, sapos coaxam na lagoa.

À Mãe de Deus, que todos abençoa, pedi que nos desse proteção e fé, seus dotes de silêncio aperfeiçoa, em Santas Missas na Igreja da Sé.

Confiante, clamei por orações

aos meus familiares no fim do dia.

Às vezes, meu Eu controla as emoções e esconde a solidão por companhia.

(42)

POESIA E ARTE MOTE

Eu faço versos como os saltimbancos Desconjuntam os ossos doloridos

A entrada é livre para os conhecidos...

Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!

Mario Quintana GLOSA

Eu faço versos como os saltimbancos ao propagar encantos, magia e sonhos.

Nossas artes são como lírios brancos a aromatizar corações tristonhos.

A cada exibição, poetas e artistas desconjuntam os ossos doloridos, principalmente, em noites frias sulistas, pois sentem-se benquistos e queridos.

Em quaisquer ocasiões, são agradecidos ao público em suas muitas atrações.

A entrada é livre para os conhecidos...

sejam quais forem as realizações.

Aspiram sempre o riso propagar, ainda que sejam diretos e francos, clamam alguns palhaços ao alegrar:

Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!

(43)

ALEGORIA DO CREPÚSCULO MOTE

Quem andará, dentro da tarde triste e fria,

perlustrando, em silêncio, as aleias de sombra, e deixando, ao cair de um vago fim de dia,

o apressado rumor de leves pés na alfombra?...

Athos Damasceno Ferreira GLOSA

Quem andará, dentro da tarde triste e fria, Galhos de árvores balançam alvoroçados.

Triste, sentia amargor, desconforto, sofria;

tinha meus sentimentos muito balançados.

Após refletir, cheio de expectativas, segui

perlustrando, em silêncio, as aleias de sombra, em busca de minha realização, prossegui;

parei num local com uma árvore que o ensombra.

(44)

Receei que o gesto fosse visto como ousadia.

Felizmente, fui recebido com carinho

e deixando, ao cair de um vago fim de dia.

Na casa, as crianças faziam muito burburinho.

Creio que consegui a meninada cativar.

Por várias horas, minha alegria foi solombra.

Despedi-me e, ao continuar meu caminho, no ar, o apressado rumor de leves pés na alfombra?...

(45)

Motes de Poetas da Academia de

Letras Machado de Assis

(46)

A ESPERA DE UM VIAJANTE MOTE

Sob penhascos à beira do mar, Além das nebulosas montanhas, Há um brilho pálido

Ofuscado pelo tempo

A espera de um viajante para descobri-lo.

Helena Feiden GLOSA

Sob penhascos à beira do mar, analiso fatos reais e idealizados.

Para o primeiro, uso da razão;

ao segundo, de altruístas emoções.

Esclarecimentos, quero com urgência.

Anseio por singulares experiências.

Além das nebulosas montanhas, riscos dão-me incertezas e medos.

Preciso solidificar meu cotidiano para vivenciar momentos de alegria

A cada hora, uma interrogação

frente à continuidade de meu caminho.

Há um brilho pálido;

no entanto, traço ímpares metas.

Chega de pensamentos confusos.

Embora apoie minhas ações

em conhecimentos culturais e sociais,.

andar se abre e se fecha, ofuscado pelo tempo

e por inúmeros sentimentos vagos.

(47)

Com fé e esperança, atenuo as preocupações;

ouso sonhos e cultuo o meu amanhã, em prol de grandes realizações

e num preparar o Eu que esteve sempre a espera de um viajante para descobri-lo.

(48)

DEVANEIOS MOTE

Sólida lágrima triste,

Vagueia corrente, sem fim.

Margeia o cantor em riste Com sua canção afim.

Danieli Mützenberg GLOSA

Sólida lágrima triste

busca a verdadeira causa de sua dor, de seus males;

surpresa está com as mudanças, Entre inúmeros sentimentos

vagueia corrente, sem fim, sem as desejadas respostas, aglomerando interrogações.

Partiu rápido, sem um adeus;

deixando um intenso vazio.

Margeia o cantor em riste na expectativa de explicações.

Sente-se fração, e não, inteiro.

Ao longe, uma brilhante luz;

com ela, chega à esperança Com sua canção afim.

(49)

ACONCHEGANTE FRIO MOTE

Frio ...temperatura predominante no Sul que oportuniza a proximidade com o outro, um conviver e viver acolhedor,

que quebra entre as pessoas o frio.

Roberta Beckmann Hoffmann GLOSA

Frio... temperatura predominante no Sul, que nos induz a calientes e afáveis carícias e a apreciar a Constelação Cruzeiro do Sul, tudo com muita graciosidade e sem malícias.

É um interessante e galanteador diálogo

que oportuniza a proximidade com o outro, despertando sonhos e um cuidado análogo

em que sua esperança e seus sonhos estão noutro.

(50)

O amor, por ser o mais rejuvenescedor dos sentimentos, é o que vitaliza

um conviver e viver acolhedor;

nos corações, dores e decepções suaviza.

Faz-se preciso um bom entretenimento.

Frente às incertezas, nenhum calafrio se for nutrido um relacionamento

que quebra entre as pessoas o frio.

(51)

DETALHES NOTURNOS MOTE

As estrelas fui contar

Encontrei um brilho peculiar Lembrei-me daquele sorriso teu Que fez meu coração palpitar Júlia de Rossi

GLOSA

As estrelas fui contar.

O farfalhar das árvores chegou aos meus ouvidos como uma doce música.

Neste esplêndido momento, Encontrei um brilho peculiar, reconstrutor de emoções,

ligado à poesia e à prosa.

Focada em ímpares sentimentos e nas nossas experiências pessoais, Lembrei-me daquele sorriso teu amável, encantador e cativante.

Envolta por fantasias e pelo mágico, vi-nos num veleiro em alto mar.

Tu, ao meu ouvido, sussurrou-me algo Que fez meu coração palpitar.

(52)

SEM ALARDE MOTE

Aos fins de tarde,

ele aparecesse soprando sem fazer alarde,

espalhando sua música.

Maria Antônia Nascimento Pinto GLOSA

Aos fins de tarde, exímia poetisa

pediu-me, em sigilo, que guarde

seus escritos tal belos como Monalisa.

À sombra de uma velha figueira, ele aparecesse soprando

dócil como uma jovem trigueira, momento a ficar deslumbrando.

O amor, não o retarde, permita à amada curti-lo, sem fazer alarde,

mas, a amigos, possa transmiti-lo.

Com uma composição formidável e postura clássica,

foi, graciosa e amável, espalhando sua música.

(53)

IMAGINÁRIO E REAL MOTE

Magia e encantamento sensações estranhas que achamos

impossíveis de acontecerem.

Victor Hoppen Mazui GLOSA

Magia e encantamento

induziram-me novas interpretações e singulares sentimentos,

embasados por éticas ponderações.

Por hora, tive ideias esdrúxulas;

sensações estranhas;

fantasias ridículas e incrédulas, cheias de artimanhas.

Um garoto e eu retratamos,

em imagens, o brilho e a alegria que achamos

ao andar, entre as flores, no fim do dia.

Frente às diferentes situações,

optaram imaginário e real por semearem paz e amor em alguns corações,

impossíveis de acontecerem.

(54)

FARPAS MOTE

Oh! O amor

Com suas farpas...

Nathália D’Arriaga Macedo GLOSA

Há muito tempo, minhas noites eram “calientes“ e felizes.

De uma hora para outra, passaram a ser sombrias e nostálgicas.

Fiquei sem um motivo para viver.

Em total amargor,

com os olhos embaçados,

desfaleci, ao vê-lo dando-me adeus.35 Oh! O amor

com suas farpas...

(55)

EMOÇÃO ÍMPAR MOTE

O sol se despede do céu noturno.

Suas lindas cores quentes Desaparecem lá no fundo,

Sumindo com os vestígios do diurno.

Gusttavo Dias Bandeira Berleze GLOSA

O sol se despede do céu noturno, despertando sentimentos contidos, o que me fez não ser mais taciturno e propagar eventos divertidos.

Como cenário, um jardim colossal.

Suas lindas cores quentes,

lembraram-me de uma arte universal, em que os pintores foram contundentes.

Ao retratar o anoitecer, confundo

sua magia, a qual, junto, com meu olhar, Desaparecem lá no fundo,

levando-me, na poesia, mergulhar.

Tal fato encheu de amor meu coração, o qual acelerou, no fim do turno,

ao ver, no céu, a lua, em ímpar emoção, Sumindo com os vestígios do diurno.

(56)

PRIMAVERA MOTE

Tão doce e colorida é a primavera com seus jardins floridos.

Natália Hoppen Mazui GLOSA

Com pétalas, brincava uma galera, em fins de dias cálidos;

momentos em que pintava uma paquera entre jovens extrovertidos.

Sabe-se que a adolescência se esmera para ter perfis reconhecidos.

Um e outro, a preservação ambiental reitera, tal qual de pássaros multicoloridos.

Tão doce e colorida é a primavera com seus jardins floridos.

(57)

UM DESPERTAR MOTE

Dentro de mim, o sentimento ecoa;

O desejo arde como chama.

Num despertar insano de quem ama.

Valentina Nascimento Pinto GLOSA

Dentro de mim, o sentimento ecoa.

Da infância, afloraram imagens lindas mas, como a terra próxima ao rio, escoa.

Como conservá-las infindas?

O desejo arde como chama

que as meninas sejam bem-vindas.

E, que tenhamos lindo panorama, embora, o rapaz, no ar, um grito troa;

Num despertar insano de quem ama.

(58)

AMANHECER MOTE

Lindos como o inverno no amanhecer Como uma rosa branca perto de florescer Felipe Dias Bandeira Berleze

GLOSA

Vale apena o Centro Histórico conhecer.

A arquitetura de muitos prédios é de embevecer.

Quintana, na Praça da Alfândega, a envaidecer Drummond e o povo gaúcho a enaltecer.

A Feira do Livro, da Capital, visa autores enobrecer e diversos projetos culturais engrandecer.

Assim que o sol raiar, luzes irão esplandecer e o amor, entre os homens, irá restabelecer.

Lindos como o inverno, no amanhecer, e uma rosa branca perto de florescer.

(59)

NÃO SEI...

MOTE Não sei...

mas deveria saber.

Florência Macedo D'Arriaga GLOSA

Há situações que me incomodam.

Tenho dificuldades de perdoar mentiras.

Apagá-las, para resgatar vínculos, só com o passar tempo.

Esse poderá se encarregar,

caso o fato não venha a se repetir.

O ideal seria conseguirmos ler o outro.

Quanta decepções evitaríamos!

Não sei...

mas deveria saber.

(60)

SUBLIME AFETO MOTE

Nesta noite que nos entrelaçamos Perdi-me no mar azul de teus olhos Os sentidos do tal amor são caudilhos Por razões da imensidão que abafamos.

Lucas Delgado Zeni GLOSA

Nesta noite, que nos entrelaçamos, muitos foram os carinhos calientes;

por dóceis sensações, enfeitiçamos e, pelo nosso amor, fomos sapientes . Frente ao momento, com garbo e prazer, Perdi-me no mar azul de teus olhos.

Desejos teus, irei satisfazer,

por anos, até ficarmos grisalhos.

Gravarei versos nossos, em ladrilhos

para serem lidos por nossos descendentes.

Os sentidos do tal amor são caudilhos e perpetuarão por ações coerentes.

Ao solidificar sublime afeto, exemplar emoção filosofamos, tendo como referência um projeto,

Por razões da imensidão que abafamos.

(61)

MALES, ESPALMAMOS!

MOTE

Nossas ações definem Mente, corpo e alma

E, quanto melhores elas são, Os males, espalmamos.

Francisco Weiler de Jesus GLOSA

Nossas ações definem nossa personalidade, Que os valores culminem com a solidariedade.

Pessoas próximas a nós, Mente, corpo e alma esperam que entrenós aflorem paz e calma.

Que não haja transgressão e todos cultuem amor.

E, quanto melhores elas são, teremos mais esplendor.

Mediante a esta pandemia, orando, com fé, acalmamos e esqueçamo-nos de boemia.

Os males, espalmamos.

(62)

A PARTIDA MOTE

Como as cinzas de uma fogueira Vou-me embora para longe,

E, aqui, nunca mais irei voltar.

Foi bom enquanto durou, enquanto pude te amar.

Eduardo Saldanha Machado GLOSA

Como as cinzas de uma fogueira;

Vozes e lágrimas se confundem.

Para evitar mágoas e zoeira, Novo caminhar anjos aplaudem.

Com uma estranha sensação, Vou-me embora para longe, na busca de interação,

hora em que conheci um monge.

(63)

O aprender a ser e ideais enaltar, apoiaram-me em uma decisão:

E, aqui, nunca mais irei voltar;

gesto que demonstra concisão.

Aos poucos, a decepção deu lugar à esperança.

De minha partida, ninguém poderá reclamar.

Com o fim do namoro, ganhei autoconfiança;

Foi bom enquanto durou, enquanto pude te amar.

(64)

FORTES INQUIETAÇÕES MOTE

Ao cair da noite,

sentimentos embaralham-se, causando confusões

em meus pensamentos.

Rafael dos Santos Lopes GLOSA

Ao cair da noite,

adentrou-me forte energia

que se estendeu até à meia-noite.

Inseguro, o tempo urgia, Algo está a me inquietar;

sentimentos embaralham-se.

Medos e anseios secretar;

dores e tristezas farfalham-se.

Impensadas decisões tomadas por impulsos causando confusões, poderão gerar repulsos.

Conterei das ações o desequilíbrio.

Fé e amor serão sedimentos responsáveis por equilíbrio em meus pensamentos.

(65)

ACORDAR MOTE

Um dos melhores momentos É acordar com um belo sol

E pássaros cantando no alto de uma árvore.

Níchollas Barcelos de Oliveira GLOSA

Um dos melhores momentos foi ver crianças e idosos brincando com pipas e muito engajamentos.

Tal qual ter um lindo dia, estou enfocando É acordar com um belo sol,

a fim de alegria e amor continuar semeando.

Ah! Em comemorações, ao nosso folclore, apreciei vaso com um lindo girassol

E pássaros cantando no alto de uma árvore.

(66)

LABIRINTO MOTE

Às vezes, perco-me na minha racionalidade;

não faço ideia do que serei de verdade.

Gabriel Lopes dos Santos GLOSA

Nesgas azuladas, de longe em longe.

No ar, agradável e sedutor aroma...

Em meio, as emoções afloradas, inúmeras dúvidas atormentam-me.

Às vezes, perco-me na minha racionalidade.

Ao aderir ações de solidárias;

autoestima e segurança despertam em clima inventivo e confiante.

Esperançoso, cultuo o amanhã; no entanto, não faço ideia do que serei de verdade.

(67)

GARIMPANDO RUAS DA CAPITAL MOTE

Ao caminhar pelas ruas da capital, vi muitas flores e verdes.

Mesmo depois de um temporal, fui a uma confeitaria comer pavês.

Roberta Beckmann Hoffmann GLOSA

Ao caminhar pelas ruas da capital,

conheço um pouco da poesia de Quintana.

Oh, minha alma ganha um tom sentimental e, nesse vai e vem, lirismo e amor emana.

Ao passar, por vários parques, vi muitas flores e verdes.

Entre os canteiros, moleques fazem musicais acordes.

Pensei em ler poema pastoral, visando ter inspiração.

Mesmo depois de um temporal, não senti paz no coração.

Sem ação, recorri a uma velha amiga que, ao me ver ansiosa, disse: – Tu vês, às vezes, caos onde não há. Te liga!

Fui a uma confeitaria comer pavês.

(68)

SISTEMA SOLAR MOTE

ninguém julga o Sol por ele ser o centro das atenções se ele é o protagonista da própria vida

Marina Solé Pagot GLOSA

Ao abrir minha janela, agradável aroma campestre.

Radiante amanhecer exibe brilho especial e sedutor;

vento brando e acolhedor acaricia meu rosto.

Pouco a pouco, raios despontam entre as árvores;

transpassando-me gostosa e revigorante energia.

O momento, além de projetar-me intensa paz interior;

oportunizou-me o reencontro de minha essência e a capacidade de fazer de sonhos, doce realidade.

Ninguém julga o Sol por ele ser o centro das atenções;

se ele é o protagonista da própria vida.

(69)

MESQUINHEZ MOTE

Há pessoas que só pensam em si próprias;

maneira essa de viver bastante errada.

Alan Przestrzeleniec Krasner GLOSA

Frente à pandemia, regar boas emoções e harmonizar o ambiente familiar

são necessários para evitar estresse.

Entretanto, nem todos cultivam o amor;

Há pessoas que só pensam em si próprias;

não cultivam, em seus corações, cortesia;

tampouco propagam solidariedade;

andam por caminhos áridos e obscuros,

semeando mesquinhez, egoísmo, arrogância, maneira essa de viver bastante errada.

(70)

PERFUME MOTE

Perfume floral, além de ter magia tem toque de alegria.

Matheus Nython dos Reis Abreu GLOSA

Do dia a noite, muitos rostos marcaram o meu ser.

Em visita a um sítio, verdes campos revelaram-me a plenitude d’alma ao apreciar, entre as flores,

um beija-flor em busca de néctar, para suprir a energia necessária ao seu esvoaçar contínuo.

Perfume floral, além de ter magia, tem toque de alegria.

(71)

PLANOS NÃO CONTEMPLADOS MOTE

O que acontece com os planos Que nunca realizamos

Será que vão embora

Ou ficam nos atormentando Henrique Barbosa

GLOSA

O que acontece com os planos que não são por nós contemplados?

Sempre, temos muito a aprender;

medos e obstáculos a superar.

Sem dúvida, há projetos Que nunca realizamos.

Será que ficam na memória como expressivos sonhos?!...

Nossa criatividade é tanta

que nos oferece várias opções.

Será que vão embora?

Creio os ter guardado no coração.

A toda hora, a vida se abre;

são muitas as portas e as janelas.

Tal silêncio será que eles aceitam Ou ficam nos atormentando?

(72)

Motes de Poetas do

Recanto das Letras

(73)

MOMENTOS DA VIDA MOTE

Há decisões muito difíceis na vida

Que ferem profundamente a noss’alma Nada absolutamente nos acalma

Muitas vezes nos sentimos sem guarida.

Christiano Nunes GLOSA

Há decisões muito difíceis na vida que nos levam a questionar escolhas e tornam a maioria mais precavida,

para que chances não voam como folhas.

Alguns gestos produzem situações

Que ferem profundamente a noss’alma.

É necessário considerações

com os outros, respeito e muita calma.

Tristonha, comprei uma muda de palma, na expectativa de ao grupo alegrar.

Nada absolutamente nos acalma;

precisamos nossa mente regrar.

Em período tempestuoso e impreciso, sem menor sinal de alegria e exaurida, além de alguém conservar-se indeciso;

Muitas vezes nos sentimos sem guarida.

(74)

OSTENTANDO BELEZAS MOTE

Noite, fui contemplar pela janela, ela esplendorosa e majestosa;

inspiradora do bem e do mal;

misteriosa e reveladora do imortal.

Carla Bueno GLOSA

Noite, fui contemplar pela janela, a lua embasada por magia e lirismo.

Fascinada, fiquei de sentinela, curtindo o cenário com euforismo.

Em meio a construções arquitetônicas, ela esplendorosa e majestosa

ostentava belezas babilônicas tal qual uma jovem dama gostosa.

O momento não parece normal;

no ar, um estranho toque de mistério.

inspiradora do bem e do mal, dado, pelos homens, como critério.

O luar transpassou-me grande energia e levou-me a um encantador portal, no qual tinha gravado uma poesia, misteriosa e reveladora do imortal.

(75)

DESILUSÃO MOTE

Num passado distante ela era tão Graciosa linda menina feliz

Hoje vive perdida por um triz

Seu sonho passou a ser desilusão.

Mary Jun GLOSA

Num passado distante ela era tão espontânea, generosa e querida.

Frente às mudanças, uma sugestão:

aja com calma, não seja enxerida.

Trazendo no rosto um suave sorriso;

Graciosa linda menina feliz considerou ter cuidado preciso em suas atividades juvenis.

Desde criança fora uma boa aprendiz;

mas, por não ter aproveitado as chances, Hoje vive perdida por um triz,

permitindo ignorar algumas nuances.

Por atitudes e comportamentos terem criado uma grande confusão e lhe faltar muito discernimento,

Seu sonho passou a ser desilusão.

(76)

PERTINENTES GESTOS MOTE

Sonhamos com uma vida perfeita Num mundo de pessoas diferentes Queremos festas, amor, honestidade, carinho, atenção e muita lealdade.

Editt Schimanoski de Jesus GLOSA

Sonhamos com uma vida perfeita.

O vento sopra brando em Porto Alegre, e eu, por criar conto infantil, satisfeita.

É importante, que o amor, a vida regre.

Para entender o concreto e o real, Num mundo de pessoas diferentes, é preciso fé e não ser surreal,

assim nossos gestos serão pertinentes.

Opções culturais oferece a cidade

aos adultos e as crianças semanalmente.

Queremos festas, amor, honestidade, com companheirismo e confortavelmente.

Ações ocorrem por vários fatores.

Respeito traz à vida qualidade,

quando agregado aos seguintes valores:

carinho, atenção e muita lealdade.

(77)

DÓCIL AMANHECER MOTE

A poesia começa cedo Logo de manhãzinha

Com a paineira toda florida E o chão coberto de rosa.

Cândido Paulo Domingos GLOSA

A poesia começa cedo, assim que o dia desponta.

À minha intuição concedo a ímpar arte que remonta.

Ao abrir minhas janelas, Logo de manhãzinha, tenho linda visão por elas, da minha antiga ruazinha.

Velha árvore, toda colorida,

sente-se especial ao paisagismo.

Com a paineira toda florida, beleza expressiva ao ecologismo.

Na vida, muitas são as escolhas.

Vejo a natureza toda cheirosa, no verão, com a queda das folhas E o chão coberto de rosa.

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