I L D A M A R I A C O S T A B R A S I L
FLAMEJANTES
EMOÇÕES
Apresentação
Em Flamejantes Emoções, contemplo os leitores com Glosas, em que uso Motes de Escritores Sul-rio-grandenses, do Recanto das Letras e da Academia de Letras Machado de Assis, assim como Glosas com Motes de Sonetos de minha autoria, criadas por poetisas amigas.
A Glosa é dividida em duas partes: o que mote aparece primeiro, fazendo uma pequena introdução. Após, a própria glosa surge, dando seguimento à composição do poema.
O hábito de escrevê-las tem sido um caminho de encanta- mento e de beleza, em que alio o versar de outros poetas às minhas impressões e estados de alma.
O termo glosa é sinônimo de volta. Sua origem, peninsular.
O mesmo mote pode ser glosado por diferentes poetas ou pelo mesmo poeta.
Ilda Maria Costa Brasil
Dedicatória
Com carinho à
Beatriz Teresa Schenini Rossi Machado Olenca Fagundes Cohen
Teresinha Osório
Sumário
Motes de Poetas Sul-Rio-Grandenses
Motes de Poetas da Academia de Letras Machado de Assis
Motes de Poetas do Recanto das
Letras
Mote de Poetas
Sul-Rio-Grandenses
A Rua dos Cataventos Tormento
O ocaso
Magia e esplendor Enternecida imagem Vistas ao passado Inquietude
Um outono depois Sonho
Incertezas e medos Idealizando o fim Minuano
Silêncio
Tarde chuvosa
Poetar, o meu canto!
Bem ou mal Assim...
Esquecimento Desencanto
Falsa liberdade Sexta-feira fria
Névoa no amanhecer Êxtase
Brindando a vida Entranhando almas Em meio à solidão...
Poesia e arte
Alegoria do crepúsculo
Mote de Poetas da Academia de Letras Machado de Assis
A espera de um viajante Devaneios
Aconchegante frio Detalhes noturnos Sem alarde
Imaginário e real Farpas
Emoção ímpar Primavera
Um despertar Amanhecer Não sei...
Sublime afeto
Males, espalmamos!
A partida
Fortes inquietações Acordar
Labirinto
Garimpando ruas da capital Sistema solar
Mesquinhez Perfume
Planos não contemplados
Mote de Poetas do Recanto das Letras
Momentos da vida Ostentando belezas Desilusão
Pertinentes gestos Dócil amanhecer Intertextualidade
Frustrações amorosas Ações inovadoras
Amor, o néctar da vida!
A primavera
Transitoriedade da vida Indecisões
Poetando
Cerejeiras parisienses Sonetar
Louvando a vida!
Estrelas a cintilar
Dissabores
Coração ferido Dádivas
Motes de Poetas
Sul-Rio-Grandenses
A RUA DOS CATAVENTOS MOTE
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Mario Quintana GLOSA
OH! Entre erros e acertos, deixo rastros que tem servido a muitos de luz,
suavizando tempestades da vida, que fatos inesperados provocam.
Faço desses, degraus para crescer, uma vez que meus planos e propósitos são instaurar paz de espírito e harmonia, assim como o gosto pela leitura.
Escrevo diante da janela aberta, ciente de que nem tudo é e será fácil.
Pegadas, para alguns, grandes legados;
para outros, sinais poucos expressivos.
Os caminhos poderão ser floridos,
com formosos e encantadores pássaros, ou cobertos de pedras e folhas secas.
A escrita, em quaisquer circunstâncias, mantém-me plácida, serena e forte.
Minha caneta é cor das venezianas, seu tom azul-turquesa abranda a dor ao ouvir críticas sombrias e complexas.
Jamais, poderão dizer que me omiti de exercer o papel de educadora, vivendo de quimeras e fantasias,
pospondo o que acontece à minha volta.
Escrevo diante da janela aberta, entre choro e riso, saúdo a poesia.
Ao abarcar aqueles com quem convivo, procuro compreender suas atitudes.
Muitas são embasadas nos problemas decorrentes das relações humanas.
Tais vivências deram-me aprendizado, ainda que temerosa do amanhã.
Com palavras, também crio lindas prosas.
Minha caneta é cor das venezianas.
Ao deslizar numa folha é sutil, envolvente, mágica e sedutora.
Estando o dia maravilhoso e o céu azul, sensação do frescor da manhã
despertou-me belas inspirações e fez-me pousar na literatura.
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas, e, assim como eu, bastante observadora.
Na Rua dos Cataventos há fascínio, jacarandás e ipês esguios e antigos;
canteiros margeados por flores;
pássaros e ar agradável e lírico
que transpassam a grandeza e o saber do cotidiano de Mario Quintana
e o seu profundo senso de humor.
TORMENTO MOTE
Se a vida é bela, ardente e forte, febre e delírio, ânsia e paixão,
por que, sem causa, adoro a morte e, um grito de lábio, espero em vão?
Eduardo Guimarães GLOSA
Se a vida é bela, ardente e forte, desperta especiais emoções,
tendo os ideais como suporte e incertezas como intuições.
Em noite chuvosa de outono, febre e delírio, ânsia e paixão, levaram-me a ficar monótono e ver, nos outros, compaixão.
Passado sofrido e sem sorte, observável em olhar sombrio.
Por que, sem causa, adoro a morte?
Creio que, por hora, viver ébrio.
Várias vezes, tentei parar.
O vício é um cruel alçapão, que faz, aos meus, atormentar
e, um grito de lábio, espero em vão?
O OCASO MOTE
Não sei por que será que os aspectos de agosto me convidam à cisma à hora do sol-posto!
Marcelo Gama GLOSA
O ruído das folhas pelo vento minuano levarem-me a um passado longínquo.
Lembranças agradáveis embalam histórias sobre o panorama folclórico gaúcho.
Não sei por que será que os aspectos de agosto são tão especiais e marcantes em minha vida.
Talvez, por ouvir de vovô que, esta arte popular aglutina crenças, contos, lendas e costumes que, por ímpar magnitude e encantamento, me convidam à cisma à hora do sol-posto!
MAGIA E ESPLENDOR MOTE
A tarde vai morrer, calma como uma santa, num êxtase de luz infinito e divino.
Há nas luzes do céu qualquer coisa que canta, com músicas de cor, a tristeza de um hino.
Alceu Wamosy GLOSA
A tarde vai morrer, calma como uma santa.
Luzes invadiram a todos os caminhos e, em várias esquinas, trovador acalanta coração ferido, recebendo carinhos.
Frente à beleza do cenário e do momento, num êxtase de luz infinito e divino,
fui acometida de singular sentimento,
ao apreciar noite estelar junto a um peregrino.
Minha alma irradiou-se de suavidade e amor.
Madrugada repleta de magia e esplendor.
Há nas luzes do céu qualquer coisa que canta.
A muitos tranquiliza, atrai, seduz e encanta.
Embalada por envolvente e afável brisa, refleti sobre meus sonhos e meu destino, fazendo da ocasião uma análise precisa,
com músicas de cor, a tristeza de um hino.
ENTERNECIDA IMAGEM MOTE
Vida que vai ficando... A encantada paisagem
e os entes que se amou. E as cousas que se quis.
Gestos de amigos leais. Femininos perfis
que deixaram num verso a enternecida imagem.
Aureliano de Figueiredo Pinto GLOSA
Vida que vai ficando... A encantada paisagem reproduz seu passado e seu estado de espírito.
Toda vivência é uma forma de aprendizagem a ser considerada como um grande mérito.
É preciso lembrar o passado, o presente
e os entes que se amou. E as cousas que se quis.
Por vezes, o dia a dia é super irreverente, caracterizando-se num simples croquis.
Em caminhos célebres e primaveris, afloraram ações insignes e gloriosas.
Gestos de amigos leais. Femininos perfis que exibiriam luzes glaciais e clamorosas.
Num belo panorama celestial, corpo e alma, juntos, transpassaram excelsa mensagem, retratando uma flor das Cactáceas, a palma,
que deixaram num verso a enternecida imagem.
VISTAS AO PASSADO MOTE
Quanto mais lanço as vistas ao passado, mais sinto ter passado distraído.
Múcio Teixeira GLOSA
Escrever é um apropriar-se das palavras, um surpreender com o novo e o conhecido.
Logo, criar é apreender a linguagem da vida;
é tornar cada momento inesquecível e pleno.
Quanto mais lanço as vistas ao passado, tenho certeza de que chances deixei passar;
tinha uma visão imatura e ingênua do mundo.
Mesmo, hoje, trazendo comigo, o amor como bagagem, não lamento as perdas, mais sinto ter passado distraído.
INQUIETUDE MOTE
Só o desejo inquieto, que não passa, faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça, pela doida aventura da caçada.
Mario Quintana GLOSA
Só o desejo inquieto, que não passa, seduz coração com magia e fascínio, sem omitir querer que lhe transpassa e lhe faça processar um declínio
Em verdes campos, um baluarte ímpar faz o encanto da coisa desejada...
ainda que o frio nos congele ao acampar, duelando com a reunião planejada.
Do grupo, muitos disseram ter raça;
no entanto, vaiaram alguns cavaleiros e terminamos desdenhando a caça, o que nos levou a chamar dois violeiros.
À noite, apreciamos alegorias,
que deixaram minha essência embaçada.
Porém, pus-me junto às diretorias pela doida aventura da caçada.
UM OUTONO DEPOIS MOTE
... E tu ficaste lá... longe... na minha vida...
E eu tão só! Como pesa este abandono...
Felipe d'Oliveira
GLOSA
O dia semeou-me esperança e saudades...
Por hora, sou toda lembranças...
embora viva a sensação do desconhecido...
da incerteza, do medo e do adeus.
... E tu ficaste lá... longe... na minha vida...
enquanto, aqui, percorro caminhos árduos.
Tuas ações, mesmo bastante ambíguas...
outrora me proporcionaram companheirismo e ardorosos momentos de descontração.
E eu tão só! Como pesa este abandono...
SONHO MOTE
Desejo, desejo vago
de ser a tarde que expira, ser o salgueiro do lago, onde a aragem mal respira.
Eduardo Guimarães GLOSA
Desejo, desejo vago deixaste-me hesitante.
Devo recorrer a um mago?
Quanto a isso, estou relutante.
Neste momento, estou ciente de ser a tarde que expira,
dando beleza ao meio ambiente, o que meus ideais aspira.
Ao brindarmos nosso pago, magnífico pensamento, ser o salgueiro do lago, refúgio de um catavento.
Por hora, ali descansei, Todo local verde, inspira.
À noite, em sonho, pensei, onde a aragem mal respira.
INCERTEZAS E MEDOS MOTE
Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia.
Mario Quintana GLOSA
Esta vida é uma estranha hospedaria, onde todos traçamos a nossa história.
Insegura quanto ao local em que andaria, buscou opiniões para traçar sua trajetória.
A fim de superar uma noite de insônia,
De onde se parte quase sempre às tontas, o ideal é, com amigos, ir a uma colônia.
Para aquietar-se, faz bem evitas afrontas.
Em todos os momentos, estivemos juntas, entrelaçadas por incertezas e medos,
Pois nunca as nossas malas estão prontas.
Logo, veremos, em Torres, os três rochedos.
Morros do Farol, das Furnas e da Guarita, por suas maravilhas, são notícias na mídia.
Sem dúvida, nossa rotina foi descrita E a nossa conta nunca está em dia.
IDEALIZANDO O FIM MOTE
Morrer por uma tarde assim como esta tarde:
Fim de dia outonal, tristonho e doloroso,
quando o lago adormece, e o vento está repouso, e a lâmpada do sol no altar do céu não arde.
Alceu Wamosy GLOSA
Morrer por uma tarde assim como esta tarde, minhas emoções tão abaladas teriam paz,
já que a aflição da despedida, em meu peito, arde.
Como abrandar a dor desse lindo rapaz?!
Deixaram-me, mudanças desintegradoras, Fim de dia outonal, tristonho e doloroso.
As situações de agonia são arrebatadoras, penosas, sofridas; fizeram-me choroso.
Sinto que a indesejada já preparou o pouso.
Clima tenso é presságio que ocorrerá o fim,
quando o lago adormece, e o vento está repouso.
Todos os dias, rezo para ter um bom fim.
Vejo o filme de minha vida em meio a neblina.
Suplico-te, caro leitor, que o salvaguarde.
Em revoada, pássaros, no alto da colina,
e a lâmpada do sol no altar do céu não arde.
MINUANO MOTE
Este vento faz pensar no campo, meus amigos Este vento vem de longe, vem do pampa e do céu.
Augusto Meyer GLOSA
Entardecer. O chilro dos grilos e o coaxar dos sapos chegaram a mim, como uma doce música.
A noite despertou, transpassando luz e esperança.
Forte murmurar aflorou lembranças infantis
Este vento faz pensar no campo, meus amigos.
Às vezes, abarca tudo; noutras, é frio e distante.
Esse cenário ensinou-me a ver belezas das vidas.
Meu encantamento e magia foram acentuados pelo canto de pássaros e pelo voo de borboletas.
Este vento vem de longe, vem do pampa e do céu.
SILÊNCIO MOTE
Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado.
Mario Quintana GLOSA
Diversos rostos ganharão luzes e alegria, através de escritos de poetas ímpares, legados que embelezam meu dia a dia e transmitem sonhos e afeto aos pares.
Terna sensação de encanto e magia adentrou meu Eu por ações singulares.
Autor e obra, em esplendoroso enlace, muito me emocionaram ao ser jubilado.
Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado.
TARDE CHUVOSA MOTE
Vem vindo a poesia na tarde chuvosa Meio capenga, puxando o verso arredio.
Fúlvia Moretto GLOSA
Linda música, além de dar-me inspirações, abriu-me muitos caminhos poéticos.
Minha trajetória ganhou um ímpar porquê repleto de vivências e emoções altruístas.
Escritos de outrora projetaram-me confiança e consciência do dom recebido do Senhor.
Embora receosa e bastante preocupada,
frente à tempestade: relâmpagos e trovoadas, Vem vindo a poesia na tarde chuvosa
Meio capenga, puxando o verso arredio.
POETAR, O MEU CANTO!
MOTE
Enquanto a bela flor enfeita o campo, um pirilampo emite luz incerta
noutras paragens. E nasce o canto em metáforas: o poema desperta José Moreira da Silva
GLOSA
Enquanto a bela flor enfeita o campo, curtindo doce e agradável perfume,
bailei junto a um pé de alecrim do campo Cuidar, anseio que o povo se acostume.
Encantei-me com a magia local;
um pirilampo emite luz incerta, e, ao revoar, emite som musical com magnitude e beleza, na certa.
Mediante a brisa noturna, usei um manto para, protegida, poder chegar
noutras paragens. E nasce o canto do lirismo para um lindo poetar.
No momento, passei à escrita, adorar.
Após, essa expressiva descoberta, a inspiração, outrora estática, aflorar em metáforas: o poema desperta.
BEM OU MAL MOTE
Não penses que vem da vida o bem ou mal que terás.
Esther Squeff da Silva GLOSA
Por que te manténs alheia a tudo?
Com as dores passas envolvida.
Precisas superar essa apatia.
Não permitas que tal realidade interfira em teus relacionamentos Hoje, vives intensa e atroz solidão.
Optaste por um obscuro andar?
Independente das situações, Não penses que vem da vida o bem ou mal que terás.
ASSIM...
MOTE
Às vezes, canso de ficar à tua espera Deixei marcas dos cotovelos na janela Diviso um vulto. É ele. Não era.
Desfaço as brumas da esperança bela.
Maria da Glória Jesus de Oliveira GLOSA
Às vezes, canso de ficar à tua espera.
Nestes momentos minhas emoções oscilam;
a saudade é tamanha que me desespera;
mágoas, inquietações e incertezas burilam.
Com intensa tristeza e baixa autoestima, Deixei marcas dos cotovelos na janela.
Sem dúvida, de mim, esqueceste a estima e de nossos encontros, no verão, a Canela.
Com os pensamentos fixos na Deusa Hera, em passeio ao magnífico Parque Flor do Vale, Diviso um vulto. É ele. Não era.
Corri... No ar: – Cuide-se, para que não resvale.
Por ser gentil o aviso, caí na realidade.
Emocionei-me, ao ver registros, numa tabela, a respeito do tempo e da efemeridade.
Desfaço as brumas da esperança bela.
ESQUECIMENTO MOTE
Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?
Mario Quintana GLOSA
Eu agora - que desfecho!
A dor, que me arrebatou, exibia como apetrecho algo que me devastou.
Com tristezas superadas, já nem penso mais em ti…
Por emoções realinhadas, esperança e paz, senti.
Uma vez que não me queixo, creem superado o divórcio.
Mas será que nunca deixo
que, ao menos, veem um indício.
Estivera despedaçado e sei o quanto sofri.
Quero, ainda não enamorado, de lembrar que te esqueci?
DESENCANTO MOTE
Desencantei-me das flores
Quando vi que tantos espinhos Nos jardins espalhados
Sufocavam-lhes a beleza e as cores...
Eugênia Diana Silva de Camargo GLOSA
Desencantei-me das flores por encontrar-me desorientada frente a alguns desamores
que me deixaram atarantada.
Durante minha caminhada,
Quando vi que tantos espinhos, deixar-me-iam machucada,
temi enfrentar muitos burburinhos.
Na vida, sonhos arrancados, assim como pétalas e folhas Nos jardins espalhados,
onde, às aves, eu dava migalhas.
Neste ir e vir, conheci um italiano
que me disse não lhe atrair tais fatores pois, além de lhe ativar dores do cotidiano, Sufocavam-lhes a beleza e as cores...
FALSA LIBERDADE MOTE
Escuta a prece farrapa Com centenária noção A liberdade é impossível Nesta falsa abolição.
Juraci da Silva Martins GLOSA
Escuta a prece farrapa de um estado injustiçado, tido como terra guapa, de povo mui assoberbado.
Sabedor de bons princípios, Com centenária noção, desaprova fracos e ímpios;
e propaga devoção.
Qualquer um fica passível entre alguma façanha e outra, A liberdade é impossível, frente à ação vaga e neutra.
Embora não entrincheirados, gaúchos clamam afeição;
muitos ainda são explorados Nesta falsa abolição.
SEXTA-FEIRA FRIA MOTE
A chuva cantou no telhado, lavou a alma dos ouvintes;
com sensação de molhado;
olhares tiveram requinte.
Izabel Eri Diehl de Camargo GLOSA
A chuva cantou no telhado, em sexta-feira fria de junho o que me deixou atrapalhado
e pasmo, do que me envergonho.
O cair dos grossos pingos lavou a alma dos ouvintes.
Na rua, ao pisar, respingos encharcando constituintes.
Transeunte ficou pilhado e, rápido, passou a andar com sensação de molhado e almejando cirandar.
O sol chegou radiante
como todo bom substituinte
e um vinho gostoso e inebriante.
Olhares tiveram requinte.
NÉVOA NO AMANHECER MOTE
Contemplo a madrugada da janela esta névoa que se ergue do gramado
e me encanto com os cravos perfumados.
Foi-se a noite, eu apago as minhas velas.
Jussara Maria Nodari Lucena GLOSA
Contemplo a madrugada da janela, captando a beleza da natureza
e olhando tudo como sentinela,
repleto de ímpar fascínio e nobreza.
O cenário desaparece em segundos.
Esta névoa que se ergue do gramado tragou, rápida, muitos educandos,
entre eles, Luís, no Festival, acalmado.
Capital e parques, antes enfumados, aos poucos, adquirem o seu esplendor
e me encanto com os cravos perfumados, o que me intui, pela vida, amplo ardor.
Com o meu eu bastante fortalecido,
com brio, vi o céu despir-se das estrelas e, por Deus, senti-me favorecido.
Foi-se a noite, eu apago as minhas velas.
ÊXTASE MOTE
O vento vai passando, sorrateiro,
em colóquio com as nuvens andarilhas.
Maria da Glória Jesus de Oliveira GLOSA
Flutuantes e envoltos por intenso calor, corpos em êxtase e fascínio;
Andre Rieu incita arrebatadoras emoções.
Olhares afoitos e rosto fagueiro alicerçam, com enlevo, o amor, enquanto lábios selam aspirações.
Num momento ímpar e de desígnio, felizes, agradecem as felicitações.
O vento vai passando, sorrateiro,
em colóquio com as nuvens andarilhas.
BRINDANDO A VIDA MOTE
A vida é um momento. É um sopro.
E a gente só leva daqui o amor que deu e recebeu.
A alegria, o carinho e mais nada.
(Autor Desconhecido) GLOSA
A vida é um momento. É um sopro.
Cabe-me fazer do dia a dia ensinamentos.
É assim que minhas necessidades, supro e propago os bons sentimentos.
Faço do trabalho, um semear alegria.
E a gente só leva daqui
o que construirmos, com pureza e harmonia E eu me perdoo pelo que delinqui.
Espontaneidade, ação ímpar, gerou autoconfiança e novas oportunidades.
O amor, que deu e recebeu, fez superarmos as diversidades.
Traçar, com psicologia, habilidosas ações, deixaram-me bastante determinada
Hoje, brindo as boas emoções, a alegria, o carinho e mais nada.
ENTRANHANDO ALMAS MOTE
Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo...
Mario Quintana GLOSA
Olho o mapa da cidade em busca de inspiração e de minha identidade.
A tudo observo, com fé, Como quem examinasse o Eu dos que estão no café.
Adentro inúmeras almas, calmo, como se explorasse A anatomia de um corpo...
EM MEIO À SOLIDÃO...
MOTE
Meu quarto está deserto... A noite está fria.
Lá fora, atrás dos vidros, a garoa seus dotes de silêncio aperfeiçoa e esconde a solidão por companhia.
Miguel Kopstein Russowsky GLOSA
Meu quarto está deserto... A noite está fria.
Sinto-me inapto a revelar meus medos.
Preocupado, esqueço-me do chá, que esfria, e da dor ao apertar, na porta, os dedos.
Há alguns desafios a serem vencidos.
Lá fora, atrás dos vidros, a garoa.
Teriam meus pais e avós adormecidos?
Ao longe, sapos coaxam na lagoa.
À Mãe de Deus, que todos abençoa, pedi que nos desse proteção e fé, seus dotes de silêncio aperfeiçoa, em Santas Missas na Igreja da Sé.
Confiante, clamei por orações
aos meus familiares no fim do dia.
Às vezes, meu Eu controla as emoções e esconde a solidão por companhia.
POESIA E ARTE MOTE
Eu faço versos como os saltimbancos Desconjuntam os ossos doloridos
A entrada é livre para os conhecidos...
Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!
Mario Quintana GLOSA
Eu faço versos como os saltimbancos ao propagar encantos, magia e sonhos.
Nossas artes são como lírios brancos a aromatizar corações tristonhos.
A cada exibição, poetas e artistas desconjuntam os ossos doloridos, principalmente, em noites frias sulistas, pois sentem-se benquistos e queridos.
Em quaisquer ocasiões, são agradecidos ao público em suas muitas atrações.
A entrada é livre para os conhecidos...
sejam quais forem as realizações.
Aspiram sempre o riso propagar, ainda que sejam diretos e francos, clamam alguns palhaços ao alegrar:
Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!
ALEGORIA DO CREPÚSCULO MOTE
Quem andará, dentro da tarde triste e fria,
perlustrando, em silêncio, as aleias de sombra, e deixando, ao cair de um vago fim de dia,
o apressado rumor de leves pés na alfombra?...
Athos Damasceno Ferreira GLOSA
Quem andará, dentro da tarde triste e fria, Galhos de árvores balançam alvoroçados.
Triste, sentia amargor, desconforto, sofria;
tinha meus sentimentos muito balançados.
Após refletir, cheio de expectativas, segui
perlustrando, em silêncio, as aleias de sombra, em busca de minha realização, prossegui;
parei num local com uma árvore que o ensombra.
Receei que o gesto fosse visto como ousadia.
Felizmente, fui recebido com carinho
e deixando, ao cair de um vago fim de dia.
Na casa, as crianças faziam muito burburinho.
Creio que consegui a meninada cativar.
Por várias horas, minha alegria foi solombra.
Despedi-me e, ao continuar meu caminho, no ar, o apressado rumor de leves pés na alfombra?...
Motes de Poetas da Academia de
Letras Machado de Assis
A ESPERA DE UM VIAJANTE MOTE
Sob penhascos à beira do mar, Além das nebulosas montanhas, Há um brilho pálido
Ofuscado pelo tempo
A espera de um viajante para descobri-lo.
Helena Feiden GLOSA
Sob penhascos à beira do mar, analiso fatos reais e idealizados.
Para o primeiro, uso da razão;
ao segundo, de altruístas emoções.
Esclarecimentos, quero com urgência.
Anseio por singulares experiências.
Além das nebulosas montanhas, riscos dão-me incertezas e medos.
Preciso solidificar meu cotidiano para vivenciar momentos de alegria
A cada hora, uma interrogação
frente à continuidade de meu caminho.
Há um brilho pálido;
no entanto, traço ímpares metas.
Chega de pensamentos confusos.
Embora apoie minhas ações
em conhecimentos culturais e sociais,.
andar se abre e se fecha, ofuscado pelo tempo
e por inúmeros sentimentos vagos.
Com fé e esperança, atenuo as preocupações;
ouso sonhos e cultuo o meu amanhã, em prol de grandes realizações
e num preparar o Eu que esteve sempre a espera de um viajante para descobri-lo.
DEVANEIOS MOTE
Sólida lágrima triste,
Vagueia corrente, sem fim.
Margeia o cantor em riste Com sua canção afim.
Danieli Mützenberg GLOSA
Sólida lágrima triste
busca a verdadeira causa de sua dor, de seus males;
surpresa está com as mudanças, Entre inúmeros sentimentos
vagueia corrente, sem fim, sem as desejadas respostas, aglomerando interrogações.
Partiu rápido, sem um adeus;
deixando um intenso vazio.
Margeia o cantor em riste na expectativa de explicações.
Sente-se fração, e não, inteiro.
Ao longe, uma brilhante luz;
com ela, chega à esperança Com sua canção afim.
ACONCHEGANTE FRIO MOTE
Frio ...temperatura predominante no Sul que oportuniza a proximidade com o outro, um conviver e viver acolhedor,
que quebra entre as pessoas o frio.
Roberta Beckmann Hoffmann GLOSA
Frio... temperatura predominante no Sul, que nos induz a calientes e afáveis carícias e a apreciar a Constelação Cruzeiro do Sul, tudo com muita graciosidade e sem malícias.
É um interessante e galanteador diálogo
que oportuniza a proximidade com o outro, despertando sonhos e um cuidado análogo
em que sua esperança e seus sonhos estão noutro.
O amor, por ser o mais rejuvenescedor dos sentimentos, é o que vitaliza
um conviver e viver acolhedor;
nos corações, dores e decepções suaviza.
Faz-se preciso um bom entretenimento.
Frente às incertezas, nenhum calafrio se for nutrido um relacionamento
que quebra entre as pessoas o frio.
DETALHES NOTURNOS MOTE
As estrelas fui contar
Encontrei um brilho peculiar Lembrei-me daquele sorriso teu Que fez meu coração palpitar Júlia de Rossi
GLOSA
As estrelas fui contar.
O farfalhar das árvores chegou aos meus ouvidos como uma doce música.
Neste esplêndido momento, Encontrei um brilho peculiar, reconstrutor de emoções,
ligado à poesia e à prosa.
Focada em ímpares sentimentos e nas nossas experiências pessoais, Lembrei-me daquele sorriso teu amável, encantador e cativante.
Envolta por fantasias e pelo mágico, vi-nos num veleiro em alto mar.
Tu, ao meu ouvido, sussurrou-me algo Que fez meu coração palpitar.
SEM ALARDE MOTE
Aos fins de tarde,
ele aparecesse soprando sem fazer alarde,
espalhando sua música.
Maria Antônia Nascimento Pinto GLOSA
Aos fins de tarde, exímia poetisa
pediu-me, em sigilo, que guarde
seus escritos tal belos como Monalisa.
À sombra de uma velha figueira, ele aparecesse soprando
dócil como uma jovem trigueira, momento a ficar deslumbrando.
O amor, não o retarde, permita à amada curti-lo, sem fazer alarde,
mas, a amigos, possa transmiti-lo.
Com uma composição formidável e postura clássica,
foi, graciosa e amável, espalhando sua música.
IMAGINÁRIO E REAL MOTE
Magia e encantamento sensações estranhas que achamos
impossíveis de acontecerem.
Victor Hoppen Mazui GLOSA
Magia e encantamento
induziram-me novas interpretações e singulares sentimentos,
embasados por éticas ponderações.
Por hora, tive ideias esdrúxulas;
sensações estranhas;
fantasias ridículas e incrédulas, cheias de artimanhas.
Um garoto e eu retratamos,
em imagens, o brilho e a alegria que achamos
ao andar, entre as flores, no fim do dia.
Frente às diferentes situações,
optaram imaginário e real por semearem paz e amor em alguns corações,
impossíveis de acontecerem.
FARPAS MOTE
Oh! O amor
Com suas farpas...
Nathália D’Arriaga Macedo GLOSA
Há muito tempo, minhas noites eram “calientes“ e felizes.
De uma hora para outra, passaram a ser sombrias e nostálgicas.
Fiquei sem um motivo para viver.
Em total amargor,
com os olhos embaçados,
desfaleci, ao vê-lo dando-me adeus.35 Oh! O amor
com suas farpas...
EMOÇÃO ÍMPAR MOTE
O sol se despede do céu noturno.
Suas lindas cores quentes Desaparecem lá no fundo,
Sumindo com os vestígios do diurno.
Gusttavo Dias Bandeira Berleze GLOSA
O sol se despede do céu noturno, despertando sentimentos contidos, o que me fez não ser mais taciturno e propagar eventos divertidos.
Como cenário, um jardim colossal.
Suas lindas cores quentes,
lembraram-me de uma arte universal, em que os pintores foram contundentes.
Ao retratar o anoitecer, confundo
sua magia, a qual, junto, com meu olhar, Desaparecem lá no fundo,
levando-me, na poesia, mergulhar.
Tal fato encheu de amor meu coração, o qual acelerou, no fim do turno,
ao ver, no céu, a lua, em ímpar emoção, Sumindo com os vestígios do diurno.
PRIMAVERA MOTE
Tão doce e colorida é a primavera com seus jardins floridos.
Natália Hoppen Mazui GLOSA
Com pétalas, brincava uma galera, em fins de dias cálidos;
momentos em que pintava uma paquera entre jovens extrovertidos.
Sabe-se que a adolescência se esmera para ter perfis reconhecidos.
Um e outro, a preservação ambiental reitera, tal qual de pássaros multicoloridos.
Tão doce e colorida é a primavera com seus jardins floridos.
UM DESPERTAR MOTE
Dentro de mim, o sentimento ecoa;
O desejo arde como chama.
Num despertar insano de quem ama.
Valentina Nascimento Pinto GLOSA
Dentro de mim, o sentimento ecoa.
Da infância, afloraram imagens lindas mas, como a terra próxima ao rio, escoa.
Como conservá-las infindas?
O desejo arde como chama
que as meninas sejam bem-vindas.
E, que tenhamos lindo panorama, embora, o rapaz, no ar, um grito troa;
Num despertar insano de quem ama.
AMANHECER MOTE
Lindos como o inverno no amanhecer Como uma rosa branca perto de florescer Felipe Dias Bandeira Berleze
GLOSA
Vale apena o Centro Histórico conhecer.
A arquitetura de muitos prédios é de embevecer.
Quintana, na Praça da Alfândega, a envaidecer Drummond e o povo gaúcho a enaltecer.
A Feira do Livro, da Capital, visa autores enobrecer e diversos projetos culturais engrandecer.
Assim que o sol raiar, luzes irão esplandecer e o amor, entre os homens, irá restabelecer.
Lindos como o inverno, no amanhecer, e uma rosa branca perto de florescer.
NÃO SEI...
MOTE Não sei...
mas deveria saber.
Florência Macedo D'Arriaga GLOSA
Há situações que me incomodam.
Tenho dificuldades de perdoar mentiras.
Apagá-las, para resgatar vínculos, só com o passar tempo.
Esse poderá se encarregar,
caso o fato não venha a se repetir.
O ideal seria conseguirmos ler o outro.
Quanta decepções evitaríamos!
Não sei...
mas deveria saber.
SUBLIME AFETO MOTE
Nesta noite que nos entrelaçamos Perdi-me no mar azul de teus olhos Os sentidos do tal amor são caudilhos Por razões da imensidão que abafamos.
Lucas Delgado Zeni GLOSA
Nesta noite, que nos entrelaçamos, muitos foram os carinhos calientes;
por dóceis sensações, enfeitiçamos e, pelo nosso amor, fomos sapientes . Frente ao momento, com garbo e prazer, Perdi-me no mar azul de teus olhos.
Desejos teus, irei satisfazer,
por anos, até ficarmos grisalhos.
Gravarei versos nossos, em ladrilhos
para serem lidos por nossos descendentes.
Os sentidos do tal amor são caudilhos e perpetuarão por ações coerentes.
Ao solidificar sublime afeto, exemplar emoção filosofamos, tendo como referência um projeto,
Por razões da imensidão que abafamos.
MALES, ESPALMAMOS!
MOTE
Nossas ações definem Mente, corpo e alma
E, quanto melhores elas são, Os males, espalmamos.
Francisco Weiler de Jesus GLOSA
Nossas ações definem nossa personalidade, Que os valores culminem com a solidariedade.
Pessoas próximas a nós, Mente, corpo e alma esperam que entrenós aflorem paz e calma.
Que não haja transgressão e todos cultuem amor.
E, quanto melhores elas são, teremos mais esplendor.
Mediante a esta pandemia, orando, com fé, acalmamos e esqueçamo-nos de boemia.
Os males, espalmamos.
A PARTIDA MOTE
Como as cinzas de uma fogueira Vou-me embora para longe,
E, aqui, nunca mais irei voltar.
Foi bom enquanto durou, enquanto pude te amar.
Eduardo Saldanha Machado GLOSA
Como as cinzas de uma fogueira;
Vozes e lágrimas se confundem.
Para evitar mágoas e zoeira, Novo caminhar anjos aplaudem.
Com uma estranha sensação, Vou-me embora para longe, na busca de interação,
hora em que conheci um monge.
O aprender a ser e ideais enaltar, apoiaram-me em uma decisão:
E, aqui, nunca mais irei voltar;
gesto que demonstra concisão.
Aos poucos, a decepção deu lugar à esperança.
De minha partida, ninguém poderá reclamar.
Com o fim do namoro, ganhei autoconfiança;
Foi bom enquanto durou, enquanto pude te amar.
FORTES INQUIETAÇÕES MOTE
Ao cair da noite,
sentimentos embaralham-se, causando confusões
em meus pensamentos.
Rafael dos Santos Lopes GLOSA
Ao cair da noite,
adentrou-me forte energia
que se estendeu até à meia-noite.
Inseguro, o tempo urgia, Algo está a me inquietar;
sentimentos embaralham-se.
Medos e anseios secretar;
dores e tristezas farfalham-se.
Impensadas decisões tomadas por impulsos causando confusões, poderão gerar repulsos.
Conterei das ações o desequilíbrio.
Fé e amor serão sedimentos responsáveis por equilíbrio em meus pensamentos.
ACORDAR MOTE
Um dos melhores momentos É acordar com um belo sol
E pássaros cantando no alto de uma árvore.
Níchollas Barcelos de Oliveira GLOSA
Um dos melhores momentos foi ver crianças e idosos brincando com pipas e muito engajamentos.
Tal qual ter um lindo dia, estou enfocando É acordar com um belo sol,
a fim de alegria e amor continuar semeando.
Ah! Em comemorações, ao nosso folclore, apreciei vaso com um lindo girassol
E pássaros cantando no alto de uma árvore.
LABIRINTO MOTE
Às vezes, perco-me na minha racionalidade;
não faço ideia do que serei de verdade.
Gabriel Lopes dos Santos GLOSA
Nesgas azuladas, de longe em longe.
No ar, agradável e sedutor aroma...
Em meio, as emoções afloradas, inúmeras dúvidas atormentam-me.
Às vezes, perco-me na minha racionalidade.
Ao aderir ações de solidárias;
autoestima e segurança despertam em clima inventivo e confiante.
Esperançoso, cultuo o amanhã; no entanto, não faço ideia do que serei de verdade.
GARIMPANDO RUAS DA CAPITAL MOTE
Ao caminhar pelas ruas da capital, vi muitas flores e verdes.
Mesmo depois de um temporal, fui a uma confeitaria comer pavês.
Roberta Beckmann Hoffmann GLOSA
Ao caminhar pelas ruas da capital,
conheço um pouco da poesia de Quintana.
Oh, minha alma ganha um tom sentimental e, nesse vai e vem, lirismo e amor emana.
Ao passar, por vários parques, vi muitas flores e verdes.
Entre os canteiros, moleques fazem musicais acordes.
Pensei em ler poema pastoral, visando ter inspiração.
Mesmo depois de um temporal, não senti paz no coração.
Sem ação, recorri a uma velha amiga que, ao me ver ansiosa, disse: – Tu vês, às vezes, caos onde não há. Te liga!
Fui a uma confeitaria comer pavês.
SISTEMA SOLAR MOTE
ninguém julga o Sol por ele ser o centro das atenções se ele é o protagonista da própria vida
Marina Solé Pagot GLOSA
Ao abrir minha janela, agradável aroma campestre.
Radiante amanhecer exibe brilho especial e sedutor;
vento brando e acolhedor acaricia meu rosto.
Pouco a pouco, raios despontam entre as árvores;
transpassando-me gostosa e revigorante energia.
O momento, além de projetar-me intensa paz interior;
oportunizou-me o reencontro de minha essência e a capacidade de fazer de sonhos, doce realidade.
Ninguém julga o Sol por ele ser o centro das atenções;
se ele é o protagonista da própria vida.
MESQUINHEZ MOTE
Há pessoas que só pensam em si próprias;
maneira essa de viver bastante errada.
Alan Przestrzeleniec Krasner GLOSA
Frente à pandemia, regar boas emoções e harmonizar o ambiente familiar
são necessários para evitar estresse.
Entretanto, nem todos cultivam o amor;
Há pessoas que só pensam em si próprias;
não cultivam, em seus corações, cortesia;
tampouco propagam solidariedade;
andam por caminhos áridos e obscuros,
semeando mesquinhez, egoísmo, arrogância, maneira essa de viver bastante errada.
PERFUME MOTE
Perfume floral, além de ter magia tem toque de alegria.
Matheus Nython dos Reis Abreu GLOSA
Do dia a noite, muitos rostos marcaram o meu ser.
Em visita a um sítio, verdes campos revelaram-me a plenitude d’alma ao apreciar, entre as flores,
um beija-flor em busca de néctar, para suprir a energia necessária ao seu esvoaçar contínuo.
Perfume floral, além de ter magia, tem toque de alegria.
PLANOS NÃO CONTEMPLADOS MOTE
O que acontece com os planos Que nunca realizamos
Será que vão embora
Ou ficam nos atormentando Henrique Barbosa
GLOSA
O que acontece com os planos que não são por nós contemplados?
Sempre, temos muito a aprender;
medos e obstáculos a superar.
Sem dúvida, há projetos Que nunca realizamos.
Será que ficam na memória como expressivos sonhos?!...
Nossa criatividade é tanta
que nos oferece várias opções.
Será que vão embora?
Creio os ter guardado no coração.
A toda hora, a vida se abre;
são muitas as portas e as janelas.
Tal silêncio será que eles aceitam Ou ficam nos atormentando?
Motes de Poetas do
Recanto das Letras
MOMENTOS DA VIDA MOTE
Há decisões muito difíceis na vida
Que ferem profundamente a noss’alma Nada absolutamente nos acalma
Muitas vezes nos sentimos sem guarida.
Christiano Nunes GLOSA
Há decisões muito difíceis na vida que nos levam a questionar escolhas e tornam a maioria mais precavida,
para que chances não voam como folhas.
Alguns gestos produzem situações
Que ferem profundamente a noss’alma.
É necessário considerações
com os outros, respeito e muita calma.
Tristonha, comprei uma muda de palma, na expectativa de ao grupo alegrar.
Nada absolutamente nos acalma;
precisamos nossa mente regrar.
Em período tempestuoso e impreciso, sem menor sinal de alegria e exaurida, além de alguém conservar-se indeciso;
Muitas vezes nos sentimos sem guarida.
OSTENTANDO BELEZAS MOTE
Noite, fui contemplar pela janela, ela esplendorosa e majestosa;
inspiradora do bem e do mal;
misteriosa e reveladora do imortal.
Carla Bueno GLOSA
Noite, fui contemplar pela janela, a lua embasada por magia e lirismo.
Fascinada, fiquei de sentinela, curtindo o cenário com euforismo.
Em meio a construções arquitetônicas, ela esplendorosa e majestosa
ostentava belezas babilônicas tal qual uma jovem dama gostosa.
O momento não parece normal;
no ar, um estranho toque de mistério.
inspiradora do bem e do mal, dado, pelos homens, como critério.
O luar transpassou-me grande energia e levou-me a um encantador portal, no qual tinha gravado uma poesia, misteriosa e reveladora do imortal.
DESILUSÃO MOTE
Num passado distante ela era tão Graciosa linda menina feliz
Hoje vive perdida por um triz
Seu sonho passou a ser desilusão.
Mary Jun GLOSA
Num passado distante ela era tão espontânea, generosa e querida.
Frente às mudanças, uma sugestão:
aja com calma, não seja enxerida.
Trazendo no rosto um suave sorriso;
Graciosa linda menina feliz considerou ter cuidado preciso em suas atividades juvenis.
Desde criança fora uma boa aprendiz;
mas, por não ter aproveitado as chances, Hoje vive perdida por um triz,
permitindo ignorar algumas nuances.
Por atitudes e comportamentos terem criado uma grande confusão e lhe faltar muito discernimento,
Seu sonho passou a ser desilusão.
PERTINENTES GESTOS MOTE
Sonhamos com uma vida perfeita Num mundo de pessoas diferentes Queremos festas, amor, honestidade, carinho, atenção e muita lealdade.
Editt Schimanoski de Jesus GLOSA
Sonhamos com uma vida perfeita.
O vento sopra brando em Porto Alegre, e eu, por criar conto infantil, satisfeita.
É importante, que o amor, a vida regre.
Para entender o concreto e o real, Num mundo de pessoas diferentes, é preciso fé e não ser surreal,
assim nossos gestos serão pertinentes.
Opções culturais oferece a cidade
aos adultos e as crianças semanalmente.
Queremos festas, amor, honestidade, com companheirismo e confortavelmente.
Ações ocorrem por vários fatores.
Respeito traz à vida qualidade,
quando agregado aos seguintes valores:
carinho, atenção e muita lealdade.
DÓCIL AMANHECER MOTE
A poesia começa cedo Logo de manhãzinha
Com a paineira toda florida E o chão coberto de rosa.
Cândido Paulo Domingos GLOSA
A poesia começa cedo, assim que o dia desponta.
À minha intuição concedo a ímpar arte que remonta.
Ao abrir minhas janelas, Logo de manhãzinha, tenho linda visão por elas, da minha antiga ruazinha.
Velha árvore, toda colorida,
sente-se especial ao paisagismo.
Com a paineira toda florida, beleza expressiva ao ecologismo.
Na vida, muitas são as escolhas.
Vejo a natureza toda cheirosa, no verão, com a queda das folhas E o chão coberto de rosa.