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Psicol. cienc. prof. vol.7 número1

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Academic year: 2018

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Editorial

NOSSA REVISTA

PODE PARAR!!!

A

qui estamos com o n° 1/87 da Psicologia, Ciência e Profissão, que entra em seu

sétimo ano de existência. Durante todo este tempo, nossa revis-ta tem se firmado como um canal para o debate das grandes questões que afetam a prática profissional dos psicólogos, o que vem se confirmando pelo constante apoio e respeito de-monstrado pela categoria.

Infelizmente, nossa revista pode parar, devido a uma grave crise que o Conselho Federal e toda autarquia vêm enfrentando, cuja causa principal pode ser resumida em poucas pala-vras: falta de recursos financeiros, motivada pela situação econômica que atinge toda a nação.

O quadro pode ser delineado da seguinte forma: das anuidades recebi-das dos psicólogos, cada Conselho Regional repassa para o Conselho Fe-deral cerca de 25%, em média. É com esta verba que o CFP conta para fazer frente a todas suas despesas fixas e serviços, incluindo a revista e o jor-nal. Por sua vez, o valor das anuida-des é estipulado em Assembléias re-gionais, convocadas pelos respectivos CRPs, os quais submetem esse valor para aprovação do CFP.

Como é de conhecimento de todos os psicólogos, as anuidades de 87 fo-ram fixadas em um momento de con-gelamento geral de preços e seu paga-mento começou a ser feito em janeiro, quando o valor do Menor Valor de Referência (MVR) era o mesmo de março de 86. Com o descongelamen-to de preços e a volta da espiral infla-cionária, ocorreu a conseqüente

que-bra total de previsão entre receita e despesa, de tal forma que, hoje, o CFP encontra-se absolutamente sem recur-sos para financiar os seus serviços, incluindo as publicações.

Para se ter uma idéia do problema, só o custo do papel usado nas publi-cações sofreu, no período de janeiro a abril de 87, um incrível aumento de 400%, sem contar as despesas de im-pressão, profissionais, porte-pago do correio etc. Analisando esta situação, que pode provocar a curto prazo a suspensão das nossas publicações, a Plenária do CFP, reunida em abril último, decidiu concentrar todos os esforços visando à manutenção de seus planos, principalmente os canais de comunicação direta com a catego-ria: a revista e o jornal. E para isto, só há uma saída: aumentar a receita. Neste sentido, três medidas foram aprovadas, cuja consecução, entre-tanto, dependerá do nível de com-preensão e envolvimento dos psicó-logos:

1) veicular anúncios publicitários nos próximos números da revista;

2) implementar a venda de assina-turas para estudantes universitários e profissionais de outras áreas (vide cu-pom na última página desta edição), para o que solicitamos também a co-laboração dos colegas;

3) solicitar uma taxa de contribui-ção extra para os psicólogos.

Das previsões feitas, mesmo que as duas primeiras medidas sejam desen-volvidas com relativo sucesso, os re-cursos não chegarão a cobrir a terça

parte das despesas previstas para o plano existente de publicações, o qual já é bastante limitado para uma cate-goria como a dos psicólogos. Assim, pensou-se na terceira proposta (a con-tribuição extra) que parece ser a única que poderá garantir efetivamente o plano de publicações do CFP, até que no final deste ano as Assembléias re-gionais dos psicólogos reestudem as anuidades para 1988.

Em termos práticos, o colega en-contrará na página central desta edi-ção um cupom de depósito bancário e as respectivas instruções. Definiu-se a quantia de Cz$ 100,00 (cem cruzados), certamente modesta para os profissionais, mas de importância fundamental para a categoria.

Finalmente, deve-se ressaltar que, ao assumir tal medida, a Plenária do CFP está pressupondo que suas publi-cações são, em última instância, ins-trumentos dos psicólogos e cabe a eles também a responsabilidade de mantê-las. Acredita-se que já somos uma categoria politicamente madura para entender que não podemos prescindir de nossos canais de comunicação, principalmente num ano de Consti-tuinte, quando as dificuldades econô-micas que enfrentamos hoje não são Je nossa responsabilidade, mas sim conseqüências dos desvarios de uma classe política pouco sensível aos grandes problemas que afetam a po-pulação brasileira.

Referências

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