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Magali Berggren Comelato
Revisão Lara Milani Copyright © 2013 Vera Lúcia Seleto
Olá, meus amiguinhos!
Este é o terceiro livro da coleção da minhoquinha Samira. O tamanho dele é diferente dos outros livros da Samira, porque esta história tem muitas borboletas e o colorido do bater de suas asas encanta Samira, que, com Pedrinho e sua família, desvenda um mundo de muitas transformações.
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
S466s
Seleto, Vera Lúcia,
1946-Samira vai ao borboletário / Vera Lúcia Seleto ; ilustrações Paulo R. Masserani. - [1. ed.] - Americana, SP : Adonis., 2013.
32 p. : il. ; 17x24 cm. ISBN 978-85-7913-152-3
1. Borboleta - Literatura infantojuvenil brasileira. 2. Conto infantojuvenil. I. Masserani, Paulo R. II. Título.
13-05418 CDD: 028.5
CDU: 087.5
Um dia, quando Pedrinho foi cuidar de Samira, seu bi-chinho de estimação, viu uma porção de bolotinhas escu-ras e pedacinhos de folhas de árvore picadas espalhados pelo chão do seu quintal.
Olhou para um lado e para o outro, querendo desco-brir o mistério daquelas bolotinhas. De repente, olhou para cima e viu uma quantidade enorme de lagartas ca-minhando pelos galhos e folhas da árvore. Umas comiam sem parar as folhas pela beiradinha, outras passeavam pelos galhos, procurando as folhas mais verdinhas.
Pedrinho já havia percebido que, como a primavera es-tava chegando, era comum que algumas árvores se tor-nassem hospedeiras de lagartas. E pensou em voz alta:
— Logo, logo o ciclo da natureza vai se completar e este jardim ficará colorido e alegre, repleto de lindas borboletas.
Subitamente, Pedrinho olhou para baixo e viu Samirinha, quietinha e admirada. Ela queria perguntar ao menino so-bre o que ele estava falando.
Pedrinho, carinhoso e alegre, se dirigiu a Samira dizen-do que logo, logo o quintal e o jardim estariam cheios de belas borboletas. Samira não entendeu direito, mas sorriu também para Pedrinho. Imediatamente, o menino correspondeu ao seu sorriso e disse:
— Samira, você sabe por que o chão em volta dessa árvore está cheio de bolotinhas? E por que há um monte de folhinhas picadas espalhadas pelo chão? Você já viu a árvore que está ao lado do seu minhocário, cheia de lagartas?
— Hã? Eu não! Estou até assustada com tantas per-guntas! E mais ainda em saber que há um monte de la-gartas na árvore bem em cima do meu minhocário... Oh! Isso não!
— Não se assuste, Samira! Fique até feliz, porque aca-bei de ter uma boa ideia! Vou levar você para dar um passeio num lugar bem especial!
— Oba! Oba! Que bom! Mas “peraí”, e esses bichos estranhos aí? Eles não vão cair dentro da minha casa?
— Não, Samira. Mas, se isso acontecer, não se preo-cupe. Eles não vão invadir a sua terra. Eles saem rapida-mente e voltam para a árvore em que estavam se alimen-tando desde que nasceram.
— Você está falando tanta coisa, eu não estou enten-dendo nada!
— Calma, Samira! Acho que assustei você com tanta informação, por isso resolvi levá-la para dar um passeio.
Você vai conhecer um lugar especial. — Mas aonde você vai me levar? — A um BORBOLETÁRIO!
— Aonde?
— A um borboletário, Samira! — O que é isso?
— Um lugar muito interessante, como se fosse um mi-nhocário. Só que minhocário é casa de minhocas e bor-boletário é casa de borboletas. Entendeu?
— Entendi, mas, Pedrinho, o que tem a ver o borbo-letário com as bolotinhas, as folhinhas e as lagartas que estão em cima da minha casa?
— Ah, Samira, você logo vai entender! No próximo do-mingo, quando chegarmos ao borboletário, vou explicar tudo para você.
— Está até parecendo o “mistério das bolotinhas”. Mas tudo bem! Tudo bem! Vou esperar.
No domingo seguinte, o dia amanheceu lindo! O sol, com seu brilho suave, iluminava aos poucos o minhocário de Samira. A minhoquinha acordou feliz. Bocejou, espre-guiçou-se, esfregou a carinha numa pequenina pedra e pensou: “Hoje é domingo, dia em que Pedrinho vai me levar àquele passeio que ele prometeu”.
Samira começou a ficar ansiosa, pulando de alegria. Lá do jardim, Samira ouvia a movimentação da família se arrumando para o passeio. Com a cabecinha bem es-ticada, ela viu Pedrinho preparando o miniminhocário de vidro em que ele costumava levá-la para passear.
— Bom dia, Samira! Está pronta para o passeio?
higiene, minha refeição matinal e coloquei meu laço de fita vermelha na cabeça. Estou louca para conhecer o tal bor-bo-bor-bo-bor-bo... o que é mesmo, hein?
— Calma, Samira! Borboletário! Dê um pulinho para a caixinha de vidro e vamos passear.
— Opa! Que legal! Que legal! Vamos logo passear! — Você está muito agitada, sua sapequinha!
Estavam todos prontos. Pedrinho seguiu em direção ao carro, onde seus pais e irmãos já estavam esperando.
Dentro do carro, Samira ficou com a cabecinha levan-tada para ver tudo que estava acontecendo. O vento en-trava pela janela. Samira, curiosa como sempre, esticou ainda mais seu corpinho para fora da caixa e, com os olhos arregalados, olhava tudo na rua.
As crianças brincavam e tagarelavam, fazendo uma baguncinha gostosa no banco de trás, quando, de re-pente, viram o laço de fita vermelha da Samira voando para dentro do carro. Pedrinho tomou um susto e re-preendeu a minhoca.
— Samira, você está debruçada na janela do carro?! Isso é muito perigoso! Você podia ter caído lá fora! Olhe onde seu laço foi parar!
— É que o ventinho estava tão gostoso... Nem reparei que meu laço caiu!
Maria Clara, irmã de Pedrinho, arrumou o laço verme-lho em Samira, que ficou bem quietinha.
— Pronto! Está linda! Veja agora se sossega! — disse a menina.
Depois de um tempo de viagem, dona Rute exclamou: — Olhem! Estamos quase chegando!
Luisinho, o irmãozinho menor, falou: — À casa das b-o-r-b-o-l-e-t-a-s? — É sim, meu filho, ao borboletário. — Oba! Oba! — voltou a falar Samira.
Pedrinho, o irmão mais velho, já tinha estudado sobre borboletas na escola e sabia muitas coisas sobre o ciclo de vida delas, mas nunca tinha ido a um borboletário.
O pai das crianças começou a explicar o que sabia so-bre esses insetos:
— No borboletário, nós vamos observar vários tipos de borboleta, uma porção de outros insetos e uma coisa muito importante, que é a metamorfose.
— Meta... o quê? Metamo... Que nome esquisito! Metamor... É perigoso?
Pedrinho respondeu:
— Não, Samira, não tem nada de perigoso! O nome é METAMORFOSE, que é a transformação de uma lagarta em borboleta.
— Então a borboleta é mágica? E a lagarta também? — Mágicas, Samira, por quê?
— Ué, porque ela é uma coisa e se transforma em outra! — Samira, isso não é mágica! É um fenômeno da na-tureza!
— FENÔMENO?! Puxa, Pedrinho, você agora deu para falar cada palavra difícil! Eu sou apenas uma minhoqui-nha! Não entendo essas palavras difíceis de gente!
Seu Euclides continuou a explicação.
— Este borboletário é como uma minifloresta. Ao en-trarmos, podemos apreciar as borboletas e observar ou-tros insetos que convivem com elas.
Samira, novamente com os olhos arregalados, admira-va tudo ao seu redor.
— Está gostando, Samira? — perguntou Pedrinho. — Eu nunca vi uma floresta tão linda, só de borboletas coloridas!
Maria Clara falou:
— Não são só borboletas! Olhe bem! Existem muitos outros insetos aqui dentro! Prestando atenção, em todos os lugares vemos pequeninos insetos, de vários tipos, que