Disponível em: <http://www.fatosdesconhecidos.com.br> Acesso em: 04 abr. 2016.
História, diáspora, etnia e gênero em tempos de globalização
06 A 10 DE JUNHO/2016
VII SEMANA DE ESTUDOS ÉTNICO-RACIAIS XLIV SEMANA CULTURAL DA FAFIMAN
Ficha catalográfica elaborada automaticamente, com os dados fornecidos pelo(a) autor(a)
Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)
SE471 XIII SEMANA DE HISTÓRIA: História, diáspora, etnia e gênero em tempos de globalização (1. : 2016 : Mandaguari, PR)
Anais [recurso eletrônico] da XIII SEMANA DE HISTÓRIA: História, diáspora, etnia e gênero em tempos de
globalização realizada em Mandaguari, no ano de 2016; organizado por Levi Avelino Martins. – Mandaguari: FAFIMAN, 2016. ISSN: 2177 - 689 X
506 p.
Disponível em: http://www.fafiman.br/
1. Historia. 2. Migrações. 3. Gênero. 4. etnia. I. MARTINS, Levi Avelino. II. Título
COMISSÃO ORGANIZADORA Ma. Ana Lúcia da Silva
Me. Bruno Sanches Mariante da Silva Me. Heitor Esperança Henrique
Esp. Levi Avelino Martins COLABORADORES
Diretor
Me. José Natal de Oliveira
Vice-diretor
Prof. Esp. Wedson José Pierobon
Departamento de Administração e Agronegócio
Profª. Ma. Isabela Tamine Parra Miranda
Departamento de Ciências Biológicas
Profº. Dr. Carlos Henrique Lopes
Departamento de Direito
Profº Me. Wanderlei Lukachewski Júnior
Departamento de Educação Física
Profº. Me. César Luiz Teixeira
Departamento de Enfermagem
Profª Ma. Juliana Furlan Rabelo
Departamento de Ciências Contábeis
Profº. Dr. Constantino de Gaspari Gonçalves
Departamento de Educação
Profª Ma. Christina Aparecida dos Santos
Departamento de Gestão em Agronegócios
Profª Ma. Isabela Tamine Parra Miranda
Departamento de História
Profº. Esp. Levi Avelino Martins
Departamento de Ciência da Computação
Profº. Esp. Osny Antonio Scaramal Fascio
Departamento de Letras
Profº. Me. Antonio Carlos Xavier
Departamento de Matemática
Profª Ma. Gislaine Aparecida Suzuki
Coordenação Pedagógica
Profª. Ma. Carmen Lucia Ramos Vinholi Sespede
Secretária Geral
Apresentação
Durante o ano da comemoração dos 50 anos da FAFIMAN, o
curso de História oferece uma grande oportunidade para os
acadêmicos e profissionais do ensino participar de eventos
científicos, publicarem seus trabalhos, dividirem experiências e,
ao mesmo tempo, estimularem os colegas a darem os primeiros
passos na pesquisa.
PROGRAMAÇÃO OFICIAL
06/06 Abertura com apresentação cultural Grupo: Samba e Pagode do Biló Palestra de abertura: Migrações e refugiados na Europa Contemporânea.
Palestra proferida pelo professor Doutor José Henrique Rollo Gonçalves-UEM Coordenação: Prof. Esp. Levi Avelino Martins
07/06 Palestra: História, migração, racismo e xenofobia: diálogos sobre os haitianos no Brasil
Palestra proferida pelo professor Mestre Fritznel Alphonse, da Unicamp-Campinas Coordenação: Prof. Me. Heitor Esperança Henrique
08/06 Apresentações de comunicações, inclusive com a participação de nossos professores
do DHI.
09/06 Palestra: Migração feminina e relações de gênero no Brasil
Palestra proferida pela professora PhD Tânia Gomes, da UFPR Coordenação: Prof. Me. Bruno Sanches Mariante da Silva
10/06 “Cine-debate Cão Branco” Sinopse:
Um animal treinado para atacar pessoas negras, Julie Sawyer ao perceber o comportamento racista do cachorro o entrega a um treinador negro, para reeducar o animal.
Coordenação: Paulo Campagnolo
ÍNDICE
(por ordem alfabética dos títulos)
RESUMOS ... 05
TRABALHOS COMPLETOS ... 22
6 A FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL:
ORIGEM SOCIAL DOS PILOTOS
Professor Mestre Heitor Esperança Henrique (Fafiman)
RESUMO: O Brasil participou da Segunda Guerra Mundial junto aos Aliados na luta
contra o Eixo. Para este grande conflito enviou duas unidades militares: a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e a Força Aérea Brasileira (FAB). O objetivo deste trabalho é demonstrar e discutir quais eram as origens sociais dos indivíduos que integraram o grupo aéreo brasileiro, e na medida do possível será realizada uma comparação com as origens sociais dos integrantes da FEB. Para a realização deste trabalho usou-se como referencial teórico a Nova História Política em conjunto com a Nova História Militar. As fontes utilizadas compreendem alguns livros de memória dos participantes do grupo de aviadores do Brasil. Também foi utilizado como fonte as fichas bibliográficas dos integrantes do grupo de aviação encontradas no portal: http://www.sentandoapua.com.br/portal/. Pode-se concluir com este trabalho que os pilotos possuíam uma origem social mais abastada e com bom nível de educação em relação aos integrantes da FEB, isso também se explica devido as funções que iriam desempenhar, que exigia um maior nível de instrução.
7
A GUERRA DOS FARRAPOS:
UMA VISÂO SOBRE OS DOIS LADOS DA GUERRA
Leonardo G. C. Colombo
2ºano História FAFIMAN
Orientador: Professor Mestre Heitor Henrique
Comunicação oral
RESUMO: Também conhecida como Revolução Farroupilha, a Guerra dos
Farrapos foi um conflito regional contrário ao governo imperial brasileiro e
com caráter republicano. Ocorreu na província de São Pedro do Rio Grande
do Sul, entre 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845. Tendo como
principais causas: o descontentamento político com o governo imperial
brasileiro; busca por parte dos liberais por maior autonomia para as
províncias; revolta com os altos impostos cobrados no comércio de couro e
charque, importantes produtos da economia do Rio Grande do Sul naquela
época e por último mas não menos importante a entrada de couro e charque
vindo de outros países com preços mais baratos do que os dos
rio-grandenses por acordos que os governantes brasileiros fizeram com outros
países. Este trabalho tem como objetivo analisar o desdobramento da
guerra, salientando os principais acontecimentos que levaram ao início e ao
final da revolta, ressaltando também como foi a participação dos escravos
nas batalhas e os motivos para que eles lutassem ao lado dos revoltosos.
PALAVRAS CHAVES: Brasil Império; Rio Grande do Sul; Charque;
8 A PROTEÇÃO INTERNACIONAL DOS REFUGIADOS
Alayde Vieira Navarro – autor [email protected] Amanda R. A. Vidal Berber - coautor [email protected] FAFIMAN – Mandaguari Palavras chave: direito internacional; refugiados; e proteção.
O tratamento é idealizado pelo âmbito internacional aos indivíduos que encontram-se em situação de refúgio em razão da atualidade e do continente europeu.
Isso se iniciou em 1951 com a convenção da ONU a qual requer constantes movimentos por parte da comunidade internacional. Essa proteção representa a proteção dos Direito Humanos, visto que, surge a necessidade de se institucionalizar a proteção de pessoas que se vêem forçadas a fugir de seus países de origem em razão de perseguições à sua vida e liberdade.
Outros tratados internacionais passaram a existir por Estados Signatários, uma obrigação de acolher e proteger os refugiados que chegam ao seu território. Caso não acolhessem a obrigação imposta a este, responderia sob pena internacional.
Após este fato, surgiu a ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas pelos Refugiados com a capacidade de atuar de forma independente no propósito de efetivar a proteção dos refugiados mesmo que haja a necessidade se seguir os exercícios de suas atribuições às diretrizes da Assembleia Geral e do Conselho Econômico e Social da ONU.
9
ASPECTOS JURÍDICOS DA MIGRAÇÃO NO CONTINENTE EUROPEU À
LUZ DO DIREITO INTERNACIONAL
Maria de Andrade Rizzo – autor
[email protected]
Fabio Sukekava Junior - coautor
[email protected]
FAFIMAN – Mandaguari
Milhares de refugiados chegam às fronteiras europeias, fugindo de guerras,
pobreza e violência, em sua maioria, oriundos da região do Oriente Médio
da África.
Trata-se de uma tendência que se verificava pelo menos desde o ano
passado. Em 2014, o número de pessoas que chegou a Europa em busca
de asilo e refúgio aumentou significativamente em relação ao ano anterior.
Em 2015, só no primeiro quadrimestre o número de pedidos já ultrapassou
184 mil, segundo o bureau estatístico da União Europeia, o Eurostat.
Além dos pedidos de asilo, este ano, o número de pessoas que chegou ao
continente por meios considerados irregulares foi estimado em 340 mil pela
agência europeia, fonte responsável pelo monitoramento de fronteiras dos
países do continente. Em Julho, este número atingiu seu pico, 107 mil
pessoas chegaram ao continente buscando abrigo.
Diante dos fatos narrados, da situação precária em que tais indivíduos,
protegidos internacionalmente pela DUDH
– Declaração Universal dos
Direitos Humanos, o que poderia ser feito, para que seja dado o verdadeiro
respaldo jurídico e moral para estas pessoas, necessitadas de tratamento
diferenciado e integral, tendo como princípios os tratados e atos
internacionais, a DUDH e costumes de cada país.
10 BRASIL, PROTEJA-ME: SOBRE A NECESSIDADE DE PROTEÇÃO DOS
DIREITOS HUMANOS PARA IMIGRANTES
VIDAL BERBER, Amanda Rafaela Aparecida1- [email protected] BEDÊ, Judith Aparecida de Souza2 - [email protected]
RESUMO: A universalização dos Direitos Humanos tem como objetivo assegurar
direitos e garantias individuais a qualquer homem, em qualquer território, sendo então resguardado pela comunidade internacional capaz de fundamentar os institutos de refúgio e de asilo para garantir essa proteção. Porém, após um terremoto que atingiu o país em 2010, os haitianos migraram para o Brasil e parte deles encontra-se em condições desumanas por não serem adeptos ao território escolhido como exílio. A falta de comunicação pela língua nativa, o excesso de pessoas em abrigos e a necessidade de um serviço remunerado em um país diferente, que enfrenta um índice de desemprego alto são somente algumas das dificuldades por eles encontradas. A aplicação das prerrogativas de Direitos Humanos deve ser observada pelas autoridades brasileiras para constituir a atividade de proteção em conformidade com o Direito Constitucional e com os ditames do Direito Internacional. Após discussões sobre o tema, recentemente a ONU editou o primeiro documento legal internacional trazendo a regulamentação para que haja proteção para pessoas em situações de desastre ambiental, como também dever do Estado com esta população, prestando a assistência internacional, política de redução de riscos de desastres e direitos humanos das pessoas afetadas. Concretizando legal e necessária essa migração.
Palavras-chave: Haiti. Migração. Brasil. Direitos Humanos.
Referência: DE OLIVEIRA, Rivana Barreto Ricarte. A proteção integral do migrante haitiano no Brasil: Uma análise situacional do visto humanitário.
Disponível emhttp://www.publicadireito.com.br/artigos/?cod=7575c8affdb79557 Acesso em: 19 maio de 2016.
1 Bolsista do Programa de Iniciação Científica da FAFIMAN 2015-2016 2 Orientadora do Programa de Iniciação Científica da FAFIMAN 2015-2016
11 IMIGRAÇÃO JUDAICA PARA ROLÂNDIA EM MEADOS DA DÉCADA DE
1930.
Marcos Vinícius Quini(graduando em história Pela Fafiman) (Orientador: ProfessorMestre Heitor Henrique)
RESUMO: neste trabalho será mostrada a imigração judaica para Rolândia em
meados da década de 1930. Serão abordados temas essências para o contexto histórico daquele momento, como: ascensão de Hitler e noite dos cristais; história da cidade de Rolândia, CNTP (Companhia de Terras Norte do Paraná) e antissemitismo. Mais especificamente será abordado por que os judeus e alemães vieram para Rolândia, como vieram, o que fizeram por aqui, e como foi sua adaptação em um local extremamente contrário do que estavam acostumados em suas casas em seu país de origem. Sobre a origem da cidade de Rolândia será estudado como ela surge em meio do nada para abrigar imigrantes fugidos da guerra e da crise em que o mundo vivia nessa época. Este trabalho foi realizado a partir de uma pesquisa bibliográfica a respeito de fatos e acontecimentos que ocorreram ao entorno da imigração judaico-alemã para o Brasil no início do século XX.
12
MIGRAÇÃO: A SEGURANÇA NÃO OS ACOMPANHA ALARCON
Luciana Rosa Cabrero [email protected]
FAFIMAN – MANDAGUARI
RESUMO: Com o passar dos anos, milhares de migrantes e refugiados
tentam chegar à Europa, movimento gerado pela crise ou até mesmo por
violência e perseguição no seio de seus países de origem. Verifica-se que
as pessoas se retiram ou são obrigadas a se retirarem de seus países de
origem, ao chegarem a outros territórios, se deparam com a ignorância, a
intolerância; descobrem que a segurança não os acompanha. E embora
quase todos os países europeus sejam signatários de pactos de respeito aos
direitos humanos, sobretudo os países mais desenvolvidos buscam adotar
politicas migratórias cada vez mais rígidas; atitude que possibilita
observar-se que a dignidade humana e os direito fundamentais são constantemente
violados. As migrações podem contribuir positivamente para o futuro da
humanidade e para o desenvolvimento econômico e social dos países; mas
o oposto também pode acontecer, e é com medo desta “concorrência” que
a maioria dos governos e povos agem. O fenômeno das migrações
internacionais aponta para a necessidade de se repensar o mundo; não com
base na competitividade econômica e o fechamento das fronteiras, mas sim,
calcados nos direitos de uma cidadania universal, na solidariedade, nas
ações humanitárias e no respeito à segurança. Os países devem adotar
políticas que contemplem e integrem o contributo positivo do imigrante,
vendo, assim, as migrações como um ganho e não como um problema.
Estes são ditames que não é só o Estado que é obrigado a garantir,
promover e proteger os direitos, mas, antes, todos devem respeitar.
PALAVRA-CHAVE: Migração Internacional. Proteção. Respeito e
Dignidade.
REFERÊNCIAS:
MARINUCCI,
Roberto;
MILESI,
Rosita.
Migrações
Internacionais
Contemporâneas.
Disponível
em:
http://www.migrante.org.br/index.
php/refugiados-as2/143-migracoes-internacionais-contemporaneas. Acesso
21 de maio de 2016.
13 MIGRAÇÃO E RELAÇÕES DE GENERO
MELLO, Stephani Cristina de –[email protected] BEDÊ, Judith Apª de [email protected] FAFIMAN-MANDAGUARI
RESUMO:Os estudos sobre a migração feminina contribuíram para a crítica das
teorias migratórias baseadas nos modelos econômicos clássicos, principalmente as do tipo push-pull forces, uma vez que os movimentos migratórios de mulheres não se explicam facilmente como sendo produtos de decisões individuais orientadas por um comportamento economicamente racional. (BILAC, 1995). Para a compreensão de processos sociais diferentes, são necessários estudos aprofundados sobre a migração feminina ligando por si só as relações de gênero em diferentes fases dos processos sociais, voltados especialmente à migração, demonstrando como os papeis tiveram mudanças significativas entre homens e mulheres, buscando novos métodos de pesquisa, alimentando o debate interdisciplinar que sustenta os avanços científicos alcançados até o momento, evidenciando os acontecimentos atuais. Os papeis de gênero desempenhados por homens e mulheres antes da migração são bastante “resistentes”, e essa transformação é um processo que acaba por contestar, dentro do domicilio, relações de poder e autoridade. (MOROKVASIC, 2013). Se, nos papéis clássicos, já é bastante difícil uma imigração, sobretudo a ilegal, o que dizer de indivíduos com definições de gênero não-convencionais. Deve-se destacar, contudo, que o Direito visa proteger a dignidade humana, independentemente de opção de gênero.
PALAVRAS – CHAVES: Migração Feminina.Mudanças. Relações de gênero.
REFERENCIAS:
BILAC, E. Gênero, família e migrações internacionais. Seminario de Emigração e Imigração no Brasil contemporâneo. São Paulo. Programa de Avaliação e
acompanhamento das Migrações Internacionais, 1994.
MOROKVASIC, M; EREL, U; SHINOZAKI, K (Eds) Crossing Borders and shifting boundaries.Vol I, Gender on the move. Oplanden, 2003.
PERES, Roberta Guimarães.BAENINGER, Rosana. Águas de Lindóia.São Paulo. 2012. Disponível em: <
14 DESAFIOS À MANUTENÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA
Eliete Souza da Silva Ferreira [email protected] Judith Aparecida de Souza Bedê –[email protected] FAFIMAN- Mandaguari
RESUMO: Os recentes acontecimentos (2015) envolvendo refugiados no continente
europeu demonstram com clareza o total desrespeito à dignidade humana, há muito defendida pelos organismos internacionais. Embora o Direito Internacional e os costumes dos povos defendam a igualdade, a liberdade e a fraternidade, o que ocorre, na verdade, é o total desrespeito ao ser humano e nenhuma concretização de fraternidade, pois as nações, nos momentos de conflito, privilegiam os nacionais e retomam as antigas barreiras protecionistas, deixando homens, mulheres e crianças literalmente ou, metaforicamente, “à deriva”. Não bastassem as guerras, as populações atingidas pelos conflitos têm que lidar, ainda, com o tráfico de pessoas e com a prostituição, apenas para citar dois exemplos, isso para não se falar no contrabando de migrantes (VIVELA, 2015). O papel do Direito, em tempos de desrespeito à humanidade, é o de lembrar a governantes e governados que a sociedade que o respeito à dignidade é de essencial importância, devendo ser compartilhado com todo cidadão que precisa ser defendido e defender-se; a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948, precisa ser mais do que marco histórico de direitos, para tornar-se medida efetiva cumprida por todo e qualquer governo a qualquer povo, em qualquer momento, mas sobretudo nos momentos de conflito onde tais direitos são mais fortemente ameaçados.
PALAVRAS-CHAVE: Refugiados. Europa. Direitos Humanos. REFERÊNCIAS:
VILELA, Pedro Barbabela de Mello. A migração ilegal para a Europa: os desafios
da União Europeia. Disponível em http://pucminasconjuntura.wordpress.com/
2015/05/25/amigração-ilegal-para-a--europa-os-desafios-da-união-europeia. Acesso 19 maio de 2016.
15
O ATEÍSTA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
INGRED SATOMI CARVALHO
FAFIMAN
COMUNICAÇÃO ORAL
PALAVRAS CHAVE: Religião, ateísmo, história contemporânea.
dyhcarvalho.ic@hotmailcom
Este trabalho foi elaborado a fim de conceituar a ideia do ateísmo e como
ele é visto na sociedade contemporânea.
Além de demonstrar o contexto histórico do ateísmo (como e onde surgiu)
tem a ênfase em descontruir alguns pensamentos medievalistas e
preconceituosos sobre tal.
Na sociedade contemporânea ocorreram muitos avanços em relação a
diversidade cultural, porém esta diversidade não é tão respeitada quando o
assunto é religião.
Para alguns, mesmo estando no século XXI acreditam que a religião é um
tabu e algo que não deve ser discutido por ser um assunto polêmico e afim
de não se criar conflitos.
Há também pensamentos que assumem que o quesito religião em um modo
geral deve ser respeitada, mas para estes ser ateu é problema social, onde
não crer em nenhum deus é algo inaceitável, imoral.
De nenhuma maneira este trabalho servirá para tentar convencer as
pessoas a se tornarem ateístas e tampouco será utilizado como instrumento
para desmerecer os religiosos mesmo que isso cause algum desconforto a
alguns, mas a intenção é a demonstração de um ponto de vista diferenciado
e que por isso não deve ser julgado ou desmerecido.
16
O DESRESPEITO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DE HAITIANOS NO
BRASIL
MELLO, Stephani Cristina de - [email protected]
ALARCON, Luciana Rosa Cabrero - [email protected]
RESUMO: A migração dos haitianos no Brasil vem se transformando
permanentemente desde meados de 2010, gerando grandes desafios para
a sociedade brasileira. O que se pode notar é que esse processo esteve
sempre ligado às condições de vida não favorável em boa parte daquele
território; o que contribuiu para grandes fluxos migratórios. O Brasil recebeu
grandes contingentes populacionais haitianos, sobretudo após o terremoto
de 2010; contudo, existem relatos até de trabalho escravo, além de
externalizações racistas e xenofóbicas; fatores estes que deixam claro para
a ciência jurídica que esta população não conseguiu ter seus direitos
constitucionais fundamentais respeitados (veja-se arts. 5º. 6º. 7º. entre
outros). Após 2012 o mundo mergulhou em grave crise econômica, e o Brasil
não ficou imune, o que levou as pessoas a rechaçarem os estrangeiros,
vendo-os como ameaça à manutenção de seus empregos, uma vez que
muitos haitianos possuem nível superior e o domínio de idiomas. A mídia
nacional chegou a noticiar agressão pelas ruas das grandes capitais, o que
causa arrepio a qualquer norma de direito humano. Insta esclarecer que,
quando os brasileiros passam a não aceitar os imigrantes, evidenciam a
xenofobia e o racismo. Embora o Brasil insista em se auto-proclamar um
país sem preconceitos, destaque-se a fala de um haitiano relatada no II
Seminário do Fórum Permanente sobre Mobilidade Humana, ocorrido em
Porto Alegre, em novembro de 2013, e que merece especial destaque: "Eu
não era negro no Haiti. Eu só descobri que era negro no Brasil".
PALAVRAS-CHAVE: Direitos Fundamentais. Haitianos. Brasil
REFERÊNCIAS:
SABARIEGO, Jesús, GUIBENTIF ET all. Pensemos xenofobia racismo e os
haitianos
no
Brasil.
Disponível
em
<http://justificando.com/2015/06/12/pensemos-xenofobia-racismo-e-os-haitianos-no-brasil/> acesso 19 de maio de 2016.
17 O SAGRADO FEMININO ATRAVÉS DE DIANA EM ARADIA (1899), DE CHARLES
G. LELAND.
Mayara Carrobrez1 Sílvio Ruiz Paradiso1
COMUNICAÇÃO ORAL RESUMO:
Buscamos, nesse trabalho que é fruto de uma pesquisa de iniciação científica, tecer algumas reflexões sobre as irrupções do “sagrado feminino” na literatura, em especial, em uma obra de cunho folclórico, investigando sobre a imagem da deusa Diana na configuração arquetípica de mulher selvagem a partir da obra “Aradia, o evangelho das bruxas”, escrita por Charles G. Leland, em 1899, onde a mesma é a figura central da obra e de certas práticas religiosas conhecidas como “Stregheria”. A obra, escrita por um folclorista, apresenta Diana enquanto Deusa da lua, esposa de Lúcifer e mãe de Aradia, que, na presente obra tem papel de figura messiânica. Nossa pesquisa de iniciação científica pretende investigar Diana enquanto um símbolo do sagrado feminino e arquétipo de mulher e deusa selvagem. Nesse sentido, a metodologia da pesquisa será de cunho bibliográfico, pois terá como ponto de partida a leitura da obra acima citada e, a partir de um levantamento bibliográfico à realizar-se no início do trabalho. Inicialmente, utilizaremos como base as análises literárias de Ribeiro (2001) e Rapucci (2011) sobre o “sagrado e princípio feminino”, assim como outros autores de tendência junguiana poderão ser acrescidos durante o período realização da pesquisa.
Palavras-chave: Bruxa, Bruxaria, Sagrado Feminino
1 Aluna do curso de História (UEM) e Letras Português-Inglês (UNICESUMAR) e-mail: [email protected]
18
POR UMA ÉTICA NA POLÍTICA: CONFRONTO ENTRE OS
PENSAMENTOS DE THOMAS HOBBES E DE JOHN LOCKE
Thiago Luciano Fernandes e José Mateus Valderrama Garbim
Orientador: Professor Mestre Heitor Esperança Henrique
Email: [email protected]
Comunicação Oral
Resumo: Thomas Hobbes (1588-1679) defendeu o modelo absolutista, e
sua obra que consagrou essa defesa foi o Leviatã, nela esta os motivos pelo
qual se deve a população confiar em um príncipe absoluto. John Locke
(1632-1704) é considerado o pai do liberalismo e mesmo tendo vivido em
um período muito próximo ao de Hobbes suas ideias são opostas, e essas
ideias são mostradas no Segundo Tratado Sobre o governo. E é justamente
esse o objetivo desse trabalho, mostrar que por mais que viveram no mesmo
contexto social cada um foi influenciado de uma maneira, e colocar em
confronto as ideias defendidas em o Leviatã (Thomas Hobbes) e no Segundo
Tratado Sobre o Governo (John Locke).
19 TUTELA INTERNACIONAL NO TOCANTE DA MIGRAÇÃO FEMININA E AS
RELAÇÕES DE GÊNERO BRASILEIRAS COM FOCO NO DIREITO INTERNACIONAL
Fabio Sukekava Junior – autor [email protected] Alayde Vieira Navarro - coautor [email protected] FAFIMAN – Mandaguari Palavras chave: direito internacional; migração feminina; e gênero.
Quando falamos do fenômeno migratório, devemos dizer que é fundamentalmente de caráter interdisciplinar, visto que, permite vários tipos de interpretações como, por exemplo, demográfica, econômica e assim por diante. Já no contexto de migrações, muitos estudiosos têm voltado suas atenções para a temática da mobilidade do ser humano a questão do gênero.
Focando nossos estudos migratórios a partir do gênero, fica evidente um leque muito vasto de desafios teóricos e práticos, especialmente nas políticas públicas nacionais e internacionais, tuteladas pelo direito, em face da população em mobilidade.
Uma das principais motivações das mulheres transitarem dessa forma se faz evidente em consonância com motivos econômicos e relacionados aos seus familiares, não deixando de lado a independência, tão almejada.
Nesse tocante, o direito internacional deve procurar meios pelos quais serão abordados, para que essas mulheres, em busca de uma “vida melhor”, através da experiência migratória, possam ter seus direitos inerentes à pessoa humana, garantidos internacionalmente, garantidos e bem aplicados em sua realidade, onde quer que estejam.
Todos estes meios são necessários, vistoque, a situação de migração já reforça o estado de vulnerabilidade que essas mulheres estão expostas, pelo fato de não dominarem uma língua estrangeira e pela falta de documentação regular para sua permanência no país, o que as torna desamparadas pela legislação local.
20
Um pouco da história do exército brasileiro
Acadêmico: Giovane da silva 2º historia
Intuição: Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari Fafiman
Email: [email protected]
O brasil tem um histórico de guerra bastante longa, com vinte e cinco guerras
incluindo as grandes guerras, primeira e segunda guerra mundial, fora suas
participações em missões da ONU, tais como Angola, Suez, Moçambique,
Angola, Timor-Leste e Haiti.
Estas informações são poucas inseridas no cotidiano e por isto é comum
ouvir que o exército Brasileiro não seria forte em batalhas entre outros. Este
trabalho tem a intenção de mostrar como o brasil tem um exército forte e
teve grandes conquista em guerras famosas.
Como na primeira guerra mundial o Brasil participou com o envio de medico
e equipes medica para ajudar os feridos da tríplice entente (Reino Unido,
França Rússia e Estados unidos). Também fazendo patrulhamento no
oceano atlântico utilizando militares.
Já na segunda guerra mundial o brasil entrou de acordo com o presidente
americano Roosevelt. O Brasil enviou 25 mil homens da Força
Expedicionária Brasileira (FEB) e 42 pilotos e 400 de apoio a Força Aérea
Brasileira (FAB).
É também lembrando que a primeira formação do exército brasileiro foi em
sua Guerra da independência, onde foi formado por milícias e contratar
militares ingleses e franceses.
Palavras chaves: Historia- exercito - Brasil
Referencias:
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/guerra_independencia.html
http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/como-foi-participacao-brasil-segunda-guerra-mundial-495726.shtml
21
UMA ANÁLISE BOURDIANA DA FORMAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE
SAÚDE EM LONDRINA: UM OLHAR SOBRE A SAÚDE FEMININA.
Bruno Sanches Mariante da Silva
Doutorando em História e Sociedade (UNESP/Assis)
Professor do Depto. História FAFIMAN [email protected]
Comunicação oral
A cidade de Londrina, formada a partir de um empreendimento de lotes
urbanos e rurais nos anos 1930, passou por um forte processo higienista.
Nossa análise aqui será, mormente, sobre o empenho na elaboração de uma
polis higiênica – os discursos do higienismo e suas implicações no controle
social da população, em especial das mulheres. Trata-se aqui de um ensaio
cujo principal escopo é realizar um exercício teórico-metodológico de
aproximação da temática da saúde pública e dos discursos sobre higienismo
que se alastravam na primeira metade do século XX pelo Brasil (sem
exceção em Londrina e o norte do Paraná), com o arcabouço
teórico-metodológico elaborado pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930
–
2002). Serão tomados alguns conceitos da obra de Bourdieu como habitus,
campo e poder simbólico na tentativa de relacionar com a conjuntura do
desenvolvimento dos aparatos de saúde em Londrina a partir de 1934.
Palavras-chave: londrina, Bourdieu, história da saúde feminina.
TRABALHOS
COMPLETOS
23 A FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: ORIGEM SOCIAL DOS PILOTOS. Anais Eletrônicos da XIII Semana de História, pp. 23 – 34.
A FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: ORIGEM SOCIAL DOS PILOTOS
Professor Mestre Heitor Esperança Henrique (Fafiman) A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito armado da história da humanidade e produziu uma cifra espantosa de aproximadamente cinquenta e cinco milhões de mortos, entre civis e militares. As motivações para tal conflito se encontram no período anterior à guerra, o chamado período Entreguerras (1919-1939). A mal resolvida Primeira Guerra Mundial (1914-1918) deixou várias questões pendentes nos países europeus que a protagonizaram, que se refletiram nas duas décadas seguintes.
O período Entreguerras observou a maior crise do sistema capitalista que já aconteceu, que culminou com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929, com consequências mundiais, principalmente na Europa, mais especificamente na Alemanha. Este período observou também o surgimento de um país socialista no leste europeu, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S.). Com isso, os países europeus observavam uma grande crise no sistema capitalista e a alternativa soviética que vinha do leste. Diante disso, os partidos de extrema direita começam a ganhar certo espaço. O Fascismo chega ao poder em 1924 na Itália e o Nazismo (vertente fascista alemã) chega ao poder em 1933 depois de ter ganhado espaço aos poucos no país.
Depois de estar no poder, o líder nazista Hitler tomou várias atitudes que desobedeciam o Tratado de Versalhes, reativou suas forças armadas, fez acordos políticos com seus vizinhos e anexou territórios. Enquanto isso, Inglaterra e França demonstravam uma atitude de não-intervenção nas atitudes de Hitler. Hitler preparava seu país para uma nova guerra, que teve início em 1939 após a invasão da Polônia pelo exército alemão.
Até o ano de 1941 a guerra ocorria no continente europeu. O conflito tornou-se mundial após o ataque japonês à batornou-se norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacifico em 1941. Após o ataque os Estados Unidos entram definitivamente na guerra, e um conflito que parecia tão distante aos brasileiros começou a se aproximar.
24 A FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: ORIGEM SOCIAL DOS PILOTOS. Anais Eletrônicos da XIII Semana de História, pp. 23 – 34.
Com a entrada dos Estados Unidos na guerra o Brasil ficava cada vez mais próximo de um esforço de guerra contra o Eixo. Ao final de 1941 os países sul-americanos romperam relações econômicas com a Alemanha. Como represália submarinos alemães atacaram e afundaram várias embarcações brasileiras mercantes no Oceano Atlântico a partir de 1942, ocasionando mais de seiscentos civis mortos. Em agosto de 1942, Getúlio Vargas assina a declaração de guerra à Alemanha. O Brasil enviou para a guerra uma força expedicionária (FEB) e um grupo de aviadores de caça que representou a Força Aérea Brasileira (FAB).
Para tentar alcançar os objetivos traçados o Brasil enviou uma Força Expedicionária (FEB) com aproximadamente 25.000 homens um grupo aéreo, representado pelo 1° Grupo de Aviação de Caça com aproximadamente 400 homens, entre pilotos e pessoal de terra, que atuariam na Itália a partir do ano de 1944.
Os objetivos buscados pelo Brasil com a participação na Segunda Guerra Mundial eram
”melhor posição na política mundial; consolidação da sua superioridade na América do Sul; cooperação mais segura e íntima com os Estados Unidos; maior influência sobre Portugal e suas posses; desenvolvimento de sua força marítima; desenvolvimento do poder aéreo; desenvolvimento de indústrias pesadas; criação de indústrias de guerra; criação de setores-agrícolas, extrativista e mineral-complementares às dos Estados Unidos e essenciais para a reconstrução do mundo; ampliação de ferrovias e rodovias do Brasil para fins econômicos e estratégicos; exploração de combustíveis essenciais.” (FERRAZ, MCCANN, 2011, p. 129 – 131)
“Além de razões internacionais, Vargas provavelmente pensou que distrair o Exército com uma campanha externa seria dar-lhe algum espaço político para o desenvolvimento de uma base populista na qual preservaria os ganhos do recém-rotulado Estado Novo. Os opositores da ditadura rapidamente consideraram o papel de combate como garantia de que o regime não iria durar além da guerra. Eles afirmaram que os brasileiros não poderiam lutar contra a tirania no exterior e voltar a conviver com ela no próprio país. ” (FERRAZ, MCCANN, 2011, p. 131)
“Umas das motivações brasileiras ao enviar tropas para a guerra era a conquista de um lugar de destaque na política internacional do pós-guerra. No entanto, ao recusar o uso das tropas como força de ocupação na Europa destruída, perdeu a oportunidade de ganhar a importância na reordenação mundial. Mesmo no continente, a aliança com os Estados Unidos não produziu os efeitos desejados de uma preeminência brasileira na América do Sul. Aos Estados Unidos, potência hegemônica capitalista no mundo, não interessava compartilhar poder político no continente sul-americano com o Brasil ou qualquer outro país. ” (FERRAZ, 2005, p. 66-67)
Em termos econômicos, o Brasil buscou a conquista de uma base para o desenvolvimento industrial do país, com a construção do complexo siderúrgico de
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Volta Redonda. Mas a situação econômica brasileira não melhoraria com a sua participação no conflito, inserida na reorganização mundial do capitalismo pós-guerra manteve sua fragilidade e dependências estruturais, principalmente em relação aos Estados Unidos.
O Brasil, quando entrou na Segunda Guerra Mundial, era um país periférico e pobre, longe de ter a capacidade bélica dos protagonistas da guerra. A população brasileira era majoritariamente rural e nunca havia estado numa guerra dessa magnitude. No entanto, dessa população se formou uma força expedicionária (FEB) e uma unidade aérea (FAB) composta pelo 1º Grupo de Aviação de Caça, que representaram o Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Em 20 de janeiro de 1941, foi criado o Ministério da Aeronáutica. As responsabilidades foram logo impostas a recém criada Força Aérea Brasileira, num gigantesco e duplo esforço de desenvolvimento e de operações de guerra inadiáveis que surgiram ao longo do nosso litoral, a Força Aérea Brasileira desenvolveu uma atividade febril para consolidar a sua organização, para desenvolver a sua infra-estrutura, para formar e adestrar o seu pessoal, para receber e operar adequadamente aviões de toda a espécie, alguns altamente complexos, recebidos durante os três anos que ainda durou a guerra e, finalmente, para enfrentar, numa luta de vida ou morte, poderosos inimigos já veteranos.
As primeiras atuações da Força Aérea Brasileira no contexto da Segunda Grande Guerra se deram na costa brasileira, apesar de se achar ainda em fase de organização como força armada autônoma, passou a colaborar no serviço de patrulhamento e proteção de comboios no Atlântico Sul, em ação conjunta com os elementos de superfície das marinhas de guerra brasileira e norte-americana. Coube a FAB o mérito de ter garantido o intercâmbio de víveres imprescindíveis ao abastecimento das regiões litorâneas do país. Esta atividade ficou conhecida como a campanha anti-submarina.
Na Segunda Guerra Mundial a Força Aérea Brasileira esteve representada pelo 1º Grupo de Aviação de Caça. O grupo foi instituído pelo decreto nº 6.123 de 18
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de dezembro de 1943 assinado pelo presidente Getúlio Vargas, e em 27 de dezembro o então Major Nero Moura1 foi nomeado o seu comandante. (LIMA, 1989, p.17)
Major-Aviador Nero Moura
“Nero Moura recrutou 32 voluntários e os mesmos embarcaram em três de janeiro de 1944 para a Escola de Tática Aérea em Orlando, Flórida, enquanto a maioria do grupo seguia para Albrook Field, Panamá. O grupo passou pelo curso de caça em Aguadulce, Panamá e depois partiram para o último treinamento em Long Island, Estado de Nova York, antes de embarcarem para a Itália. ” (LIMA, 1989, p.17)
Ainda no Brasil os pilotos voaram o P-36 na defesa da costa brasileira, no Panamá o curso de vôo foi nos aviões P-40, onde os pilotos brasileiros aprenderam o sistema norte-americano de vôo com treinamento intensivo de vôo rasante, bombardeamento, carga e tiro ao alvo. E nos Estados Unidos finalmente treinaram nos caças que usariam durante o combate na Itália, o P-47- Thunderbolt.
O grupo embarcou para a Itália em Suffolk, Virgínia, em 18 de setembro de 1944 as 18 horas e 30 minutos. O deslocamento foi feito no navio UST Colombie. Foi nesta viagem que nasceu o “avestruz” como símbolo do grupo, relacionado à diferente dieta alimentar que os pilotos brasileiros tiveram de se adaptar durante os treinamentos. O deslocamento durou dezessete dias, e desembarcaram em Livorno, Itália, no dia 6 de outubro de 1944, chegando no dia seguinte a Base Aérea de
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Tarquínia, onde permaneceram até 21 de novembro, quando se deslocaram para a Base Aérea de San Giusto, Pisa, onde ficaram até o final da guerra. (LIMA, 1989)
O lema do 1º Grupo de Caça era o “Senta a Pua! ”, muito usado durante as missões de guerra. Os pilotos brasileiros passaram a ser chamados pelo nome “Jambock”, código que o grupo recebeu ao chegarem a Tarquínia e usara até o final da guerra. (LIMA, 1989, p.40)
Emblema do 1º Grupo de Aviação de Caça
Na simbologia do emblema do grupo brasileiro encontrava-se uma faixa externa verde e amarela que representava o Brasil; um avestruz que significava a velocidade e maneabilidade do avião de caça e o estômago dos pilotos, que agüentavam qualquer comida; o quepe do avestruz simbolizando ser piloto da Força Aérea; um escudo que representava a robustez do P-47 e proteção ao piloto; o fundo azul e estrelas representando o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul; a pistola significava o poder de fogo do Thunderbolt; a nuvem em alusão ao espaço aéreo; fumaça e estilhaços representando a anti-aérea inimiga; o fundo vermelho em homenagem ao sangue derramado pelos pilotos na guerra e a frase “Senta a Pua” como o grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça. (LIMA, 1989)
Na Itália o grupo brasileiro estava subordinado à unidade americana denominada de 350º Fighter Group2. O 1º Grupo de Caça atuou como um esquadrão
2 O 350º Group, comandado pelo Coronel Ariel W. Nielsen, possuiu quatro esquadrões na campanha do Mediterrâneo. 345º Fighter Squadron, Comandante: Major Lee C. Wells; 346º Fighter Squadron, Comandante:
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do 350º Fighter Group, que estava sob o comando do XXII Comando Aéreo Tático, que apoiava o V Exército norte-americano do qual fazia parte a FEB.
No grupo brasileiro havia quatro estrangeiros, todos norte-americanos: a enfermeira Joelma Wallace; o cabo Joseph Rodeiro; o 1º Sargento Joseph Britto e o Major John W. Buyers que era o oficial de ligação entre o 1º Grupo de Caça brasileiro e a United States Air Force (USAF), durante o combate na Itália. (LIMA, 1989, p.45-47)
Durante a campanha na Itália o 1º Grupo de Caça sofreu dezesseis baixas. Desses, nove morreram em combate, um ainda em treinamento no Panamá, cinco tornaram-se prisioneiros de guerra e três conseguiram regressar ao território aliado depois de abatidos em pleno vôo pela artilharia antiaérea alemã.
Os pilotos abatidos que ejetaram sobre o território inimigo conseguiram regressar às linhas aliadas com muita dificuldade. Na maioria das vezes eram auxiliados pela população italiana local, os partizanos. O trajeto de volta era realizado durante a noite para não levantar suspeita e os pilotos não serem detectados pelos alemães. Depois de dias de caminhada conseguiam retornar a base muito debilitados e com uma grande perda de peso.
Outros pilotos não tiveram a oportunidade de regressarem às linhas aliadas após o salto de pára-quedas. Depois de abatidos pela artilharia antiaérea alemã caiam prisioneiros de guerra. Esses prisioneiros passaram por seções de interrogatório, os interrogadores buscavam qualquer informação que pudesse comprometer o serviço militar aliado em proveito do alemão. A rotina dos prisioneiros fora muito penosa, as refeições eram diminutas: uma fatia de pão com uma caneca de café pela manhã, ao meio-dia recebiam três batatas cozidas e a noite mais uma fatia de pão e o correspondente a uma xícara de sopa sem sal. A perda de peso tornara-se conseqüência natural de tal situação. Também foram vítimas do rigoroso inverno europeu de temperaturas negativas e da grande falta de higiene dos campos. Ficaram
Major Charles E. Gilbert II; 347º Fighter Squadron, Comandante: de 22 de setembro a 22 de janeiro de 1945, Major Hugh D. Dow, abatido, prisioneiro, ultimo comandante: Major Alvin H. Ballard; 1º Brazilian Fighter Squadron, Comandante: Tenente-Coronel Nero Moura.
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mantidos como prisioneiros de guerra até a libertação dos campos pelos exércitos aliados.
No 1º Grupo de Caça brasileiro houve oito mortes durante a campanha na Itália e uma morte ainda em treinamento no Panamá. Os pilotos foram vítimas da artilharia antiaérea alemã.
“O 1º Grupo de Caça, não foi utilizado na caça propriamente dita porque, quando chegou à Itália, praticamente não havia mais atividade aérea inimiga naquele teatro. Assim o grupo atuou como unidade de caça bombardeiros, isto é, no bombardeio picado sobre objetivos táticos, tais como pontes de estradas de ferro e de rodagem, trechos e instalações de estrada de ferro, campos de aviação, posições de artilharia de campanha e antiaérea de todos os calibres, edifícios utilizados pelas tropas inimigas, concentração de material e de tropa, depósitos de munições e de combustíveis, comboios, fábricas, organizações de terreno, etc.” (FERRAZ,2005, p.59-60)
Em todas as missões, após o ataque, aos objetivos, os pilotos voavam baixo buscando metralhar quaisquer veículos em circulação pelas estradas, aviões no solo, tropas em movimento, etc.
Esse ataque era de grande eficácia, desde que consideremos que cada P-47 é armado com oito metralhadoras de meia polegada, cuja ação simultânea concentra grande poder de fogo. Não raro provocava grandes incêndios e explosões dos objetivos e fazia voar pelos ares os depósitos de munições. Para o bombardeio de mergulho foram utilizadas bombas de 250 kg, das quais cada avião conduzia duas, colocadas externamente, sob as asas. Houve também o emprego de bombas de gasolina gelatinosa. Excepcionalmente os P-47 chegaram a conduzir duas bombas de 500 kg cada. (LIMA, 1989)
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P-47 Thunderbolt
“Devido às más condições do tempo, não puderam auxiliar a infantaria brasileira em algumas missões difíceis, como a tomada de Monte Castelo. Quando puderam, finalmente, lutar em articulação com os homens do Exército brasileiro, na quinta tentativa de conquistar a elevação, o objetivo foi alcançado. Ao final da guerra, a avaliação do desempenho do Grupo de Caça brasileiro foi excelente, segundo os comandantes da unidade norte-americana aos quais estavam subordinados. ” (FERRAZ, 2005, p.61)
Durante o período de 6 a 29 de abril de 1945 o Grupo de Caça Brasileiro voou 5% das saídas executadas pelo XXII Comando Aéreo Tático e, no entanto, dos resultados obtidos por este comando, foram oficialmente atribuídos aos brasileiros 15% dos veículos destruídos, 28% das pontes destruídas, 36% dos depósitos de combustíveis danificados e 85% dos depósitos de munições danificados. (LIMA, 1989) O 1º Grupo de Caça colaborou assim, no plano de bombardeios que o Comando da Força Aérea Tática do Mediterrâneo levou a efeito, objetivando: primeiro, apoio às forças terrestres por meio de ataques às posições de baterias, organizações do terreno e concentração na retaguarda do campo de batalha; segundo, isolamento do campo de batalha pela interrupção sistemática das vias de comunicação ferroviárias e rodoviárias que ligavam a linha de frente alemã na Itália ao vale do Pó e este ao território alemão; e terceiro, destruição de indústrias e de instalações militares do norte da Itália. (LIMA, 1989)
Um dos problemas que o grupo brasileiro enfrentou durante a guerra foi a questão do recompletamento das tropas. Após os pilotos passarem por um grande número de missões, o Coronel Nero Moura requisitava o recompletamento do grupo.
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Algo que não aconteceu. Isso fez com que o grupo operasse em déficit a partir do segundo mês de operações na Itália. Os pilotos brasileiros por vezes voaram de duas a três missões por dia e alguns completaram aproximadamente cem missões no final da guerra, enquanto um piloto de caça americano voava em média trinta e cinco missões de guerra, e após isso o recompletamento era automático.
Devido ao ótimo desempenho do grupo brasileiro na guerra o Coronel Ariel W. Nielsen, comandante da USAF, indicou o 1º Grupo de Caça em 17 de maio de 1945 para receber a medalha de guerra do governo americano, condecoração concedida apenas às tropas norte-americanas, por atos de extremo heroísmo contra um inimigo armado. (LIMA, 1989, p.434)
Formação e Origem sociológica do Grupo de Caça
Para a formação da unidade que representaria a Força Aérea Brasileira o processo não mostrou muitas diferenças em relação a FEB, a não ser na preparação, pois se tratava de uma unidade aérea, o que exige maior treinamento dos seus integrantes. No mais, a dependência da ajuda dos Estados Unidos ocorreu de maneira semelhante a FEB.
A formação do 1º Grupo de Aviação de Caça Brasileiro teve início com o recrutamento voluntário, buscando escolher entre os inscritos indivíduos com uma determinada experiência de voo e um certo conhecimento da mecânica dos aviões. Para compor este grupo era natural a busca por indivíduos com uma certa qualificação.
A composição social do grupo que representou a FAB na guerra era bastante heterogênea. Foram mais de 400 integrantes com funções diferentes. Se levarmos em consideração apenas a origem social e educacional dos pilotos, os quais eram minoria dentro do grupo, encontraremos um grau elevado de educação formal entre eles. Isso era esperado em função das atividades que iriam desempenhar durante a guerra, mais especializadas. Se tomarmos como referência todo o grupo, incluindo pessoal de manutenção e reparo das aeronaves, municiadores, operadores de rádio, controle das operações em terra, meteorologistas, serviços médicos, etc., a média
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instrucional entre eles certamente cairá, mesmo essas funções necessitando de uma certa instrução. Segundo Nero Moura (1996, p.118-119) na composição do grupo havia aproximadamente 400 homens, a maioria soldados e taifeiros, quase analfabetos, mal sabendo ler e escrever, muito menos limpar um avião ou utilizar uma metralhadora. Os sargentos possuíam uma instrução melhor, mesmo tendo pouca idade. O conhecimento adquirido por este integrantes para realizarem um bom trabalho durante a guerra ocorreu nos treinamentos realizados no Panamá e nos Estados Unidos.
Quando se trata dos pilotos, entre eles: Tenentes-Coronéis, Majores, Capitães, Tenentes e Aspirantes, eles já possuíam uma base educacional consolidada, oriundos de famílias com o mesmo nível educacional, em alguns casos de família militar. O próprio escritor do livro “Senta a Pua!”, Rui Moreira Lima, era filho de desembargador. Também é possível perceber esta instrução através das cartas trocadas entre Nero Moura e as famílias dos pilotos abatidos durante a guerra; reconhece-se o bom nível educacional de algumas famílias através do domínio e uso do português nestas correspondências. E estes pilotos já tinham iniciado antes a sua carreira na pilotagem de aviões, seja no serviço do Correio Aéreo, Aviação do Exército ou Aviação Naval. (LIMA, 1989)
Não há muitas informações disponíveis sobre a origem dos integrantes do grupo como um todo. As informações encontradas provém do livro “Senta a Pua!” de Rui Moreira Lima de 1989 e do site www.sentandoapua.com.br/portal, e estão focadas nos pilotos, abordando sua educação e suas origens familiares. Sobre o restante dos integrantes do grupo as informações são praticamente nulas.
Mesmo assim, é possível pensar que, por se tratar de uma unidade que necessitava possuir habilidades especiais e competências profissionais mais definidas, o grupo de Caça teve necessariamente, um perfil de escolaridade melhor que o dos expedicionários da FEB. Os pilotos do grupo realizaram missões em aviões com tecnologias recentes para época e seus mecânicos trabalharam no reparo das mesmas aeronaves, por isso a necessidade de uma instrução mais detalhada. Porém, se for levado em consideração o grupo todo, encontravam-se indivíduos que mal sabiam ler e de uma educação bastante limitada. Ao compará-lo com os integrantes da FEB de mesmo nível, não haveria uma provável diferença entre o padrão de um
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ou de outro: os dois possuíam um baixo nível de conhecimento, e foram utilizados em funções mais simples durante a guerra.
A diferença entre os padrões educacionais dos integrantes da FAB e da FEB fica evidenciada definitivamente nas oportunidades profissionais do pós-guerra. Não só os pilotos, mas também o restante dos integrantes do grupo teve menos problemas para encontrar emprego e desta forma a sua reinserção e reintegração na sociedade foi mais tranquila em comparação com os integrantes da FEB.
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A GUERRA DOS FARRAPOS: A VISÂO SOBRE OS DOIS LADOS DA GUERRA
Leonardo G. C. Colombo (acadêmico do 2º ano de História da Fafiman Orientador: Professor Mestre Heitor Henrique
INTRODUÇÃO
O que acontece quando um estado dentro de um país grande começa a ser desvalorizado, sendo que o mesmo se esforça e carrega o país durante guerras e mantem uma parte da economia?
É o que vemos com o estado do Rio Grande do Sul dentro do novo império que está emergindo na América do Sul após 1822. O estado começa a ser desvalorizado depois de ter defendido o país nas fronteiras e doado todos os seus homens para que isso se concretizasse durante a guerra da cisplatina, que ao vermos o rumo da história não foi uma guerra bem sucedida.
Vemos também que durante a batalha da cisplatina o estado rio-grandense foi um dos que mais abasteceu o exército brasileiro com alimentos para que os soldados pudessem lutar as batalhas para aumentar o poderio do imperador sobre a América do Sul.
Após o termino da batalha o Rio Grande assim como o Brasil voltou a suas atividades diárias, no caso com a fabricação de couro e charque, só que com o passar dos anos o Brasil abriu sua portas para o couro e charque da Argentina e Uruguai. Através acordos com o governo brasileiro esses produtos adentraram as divisas com impostos mais baixos do que os que eram produzidos no estado rio-grandense, dificultando assim o comércio interno entre o Brasil e o estado sulista.
O site Wikipédia1 relata outros fatores que também foram decisivos para o
descontentamento por parte dos grandes produtores de charques e couros. Temos por exemplo o descontentamento político com o governo brasileiro que não dava autonomia para os estados poderem competir com os produtos externos, que estavam acabando com a economia dos estados. Ao analisarem a situação e conversarem com
1 Essa informação foi tirada do site: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Farrapos, no dia 02 de junho de 2016.
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os governantes para obter resultados e não conseguirem êxito não tiveram outra escolha a não ser organizar uma revolta contra o governo regente na época.
Então em 1835 explodiu a revolta em todo estado rio-grandense tendo como líder o renomado Bento Gonsalves que organizou o exército e os levou até a capital, Porto Alegre. Após três dias derrotou todas as forças imperiais e tomando a capital como principal centro da revolta. Não demorou muito quase todo o Rio Grande já estava sobre o domínio dos revoltosos, gerando um medo dentro do governo regente do período.
Em pouco tempo o exército brasileiro se organizou e retomou a capital do Rio Grande do Sul, e prenderam o líder da revolução e o levaram para uma prisão bem longe do Rio Grande, mais especificamente na Bahia onde ficou preso no Forte do Mar. Mesmo assim os revoltosos não perderam o ânimo e continuaram as batalhas uma após outra contra o império, e por um determinado período tiveram sucesso depois que o amigo de Bento, Antônio de Sousa Neto, assumiu como líder da revolução até que Bento Gonsalves voltasse.
Antônio após ser pressionado pelos revoltosos teve de proclamar a república rio-grandense concluindo mais um paço para um movimento separatista dentro do país. Após longas batalhas os revoltosos precisavam de armas e munições para conseguirem combater as forças imperiais a altura, então fizeram uma importante aliança com a cidade de Lajes em santa Catarina e começaram um comércio de armas e munições.
Dentro da cidade do Rio de Janeiro Bento Gonsalves conheceu um italiano chamado Giuseppe Garibaldi2, e após explicar a situação que levava a revolta
Garibaldi aderiu ao movimento e organizou a marinha das forças rio-grandenses. Meses mais tarde após ter organizado e treinado homens para o combate adentrou a cidade de Laguna em Santa Catarina, surpreendendo as forças imperiais, mas depois de algum tempo o governo se reorganizou e retomou Laguna após uma batalha intensa.
Dentre todos os coronéis do exército rio-grandense um dos que mais se destacou foi Davi Canabarro que usou seu imponente exército compostos por homens
2 Giuseppe Garibaldi foi um importante revolucionário da época e também um importante nome para a revolta farroupilha. Anos antes Garibaldi lutou para a unificação de seu país a Itália, mas não teve êxito, então fugiu para o Brasil onde conheceu Bento Gonsalves que o incentivou a lutar na revolução farroupilha.
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negros. Antes da revolta esses homens eram escravos e após a república ter sido declarada dentro do rio Grande foram libertos, e para continuarem livres entraram no exército dos farrapos e conseguiram grandes vitórias sob o comando de Davi Canabarro.
Em 1840 os farrapos já haviam vencido importantes batalhas, e ao verem o rumo que a batalha estava levando o governo regencial começou a investir duramente contra os revoltosos usando um maior poderio bélico. Depois de travarem algumas batalhas os revoltosos começaram a perder alguns territórios, até que em 1842 grande parte da cavalaria dos revoltosos já havia sido derrotada pelos imperiais e importantes cidades haviam caído sob o poderio bélico usado pelas forças do exército brasileiro. Bento Gonsalves começa a perder sua influência com os seus generais e vários desentendimentos começaram a eclodir dentro do exército rio-grandense, então Bento foi obrigado a usar de manobras para não perder seus poderes e conseguiu ter algumas vitórias sobre as forças imperiais levantando os ânimos dos farrapos.
A batalha já durava 7 anos e os dois lados já se encontravam desgastados pela a extensão da guerra, muitos mortos e feridos de ambos os lados e nenhum resultado. Então após chegar o fim das revoltas ao norte do Brasil alguns liberais se juntaram ao exército farroupilha reforçando as forças republicanas, mas também com o sufocamento das outras revoltas ao Norte do país o exército brasileiro pode contar com a sua total força para se concentrar na revolta sulista. O site Wikipédia 3relata que o exército farroupilha nesse período contava com cerca de 3.500 homens sendo que o exército imperial contava com cerca de 12.000, os lideres republicanos tinham conhecimento sobre o tamanho da força imperial então começaram a travar pequenas batalhas com o intuito de reduzir o número de soldados das forças imperiais, mas fato que se sucedeu sem êxito.
Em 1843 Bento reconheceu a decadência da república piratinense e enviou seus termos de rendições, mas o governou negou paz, pois os revoltosos estavam sendo apoiados por oficiais liberais e a luta se estendeu por mais dois anos. Davi Canabarro reorganizou seu exército de lanceiros negros, cerca de 1.000 homens e deu sua última investida contra as forças imperiais, mas fracassou tendo quase total
3Essa informação foi tirada do site: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Farrapos, no dia 02 de junho de 2016.
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aniquilação de seus soldados e outros, inclusive ele, foram presos pelo exército Brasileiro, que na época contavam como líder o futuro Duque de Caxias.
A batalha terminou com alguns acordos políticos feitos para a república rio-grandense, pagando suas dividas, incorporação o exército farroupilha no exército brasileiro e colocaram um novo presidente para república, escolhido pelos rio-grandenses.
GUERRA DOS FARRAPOS: CAUSAS E DESENVOLVIMENTO
Como muito escritores relatam em seus livros a guerra dos farrapos foi um conflito regional, que se sucedeu nos anos de 1835 a 1845 na província do Rio Grande do Sul e se transferindo até o estado vizinho de Santa Catarina. Seu principal ideal era lutar contra o governo regente deixado como herança pelo ultimo imperador D. Pedro I que se retirou as pressas do país, pois tinha uma política e ideologia muito diferentes das que agradaria os grandes fazendeiros da época.
Tomando para si o exemplo Francês de revolução os rio-grandenses deram inicio a uma disputa por uma hegemonia econômica e pelo reconhecimento de seus esforços que fizeram lutando nas fronteiras com os países vizinhos. A guerra duraria dez anos e deixaria um saldo de mortos e feridos maior do que o esperado de acordo com os moldes franceses.
CAUSAS DA GUERRA DOS FARRAPOS
Vários fatores levaram ao estopim da guerra e de acordo com o que autor Lindolfo Collor escreve em seu livro Garibaldi E A Guerra Dos Farrapos a principal causa para o inicio da guerra foi á produção de charque e couro que tiveram um grande aumento tributário. A produção da época era toda voltada para o mercado interno do país e abastecia as fazendas que alimentavam os escravos e também destinava grande parte de sua produção para o consumo de Minas Gerais, nas atividades mineradoras.
Também vemos que o charque foi para o nordeste nas regiões de cana-de-açúcar, para o sudeste onde encontrava-se os grandes barões que davam inicio a grande produção de café. Vemos que uma vasta região do país necessitava dos charqueadores, só que na região do Prata vemos uma indústria crescendo a todo vapor a saladeril, também outra região vizinha começa a produzir sal em grande