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Análise das Demonstrações Financeiras

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Academic year: 2021

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FUPAC - FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE UBERLÂNDIA

Prof

a

. Thays Silva Diniz

Uberlândia – MG

Análise das

Demonstrações

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PARTE I – Elementos Fundamentais para Análise das Demonstrações Financeiras

Introdução

1 – OBJETIVOS E METODOLOGIA DA ANÁLISE DE BALANÇOS

A Análise de Balanços objetiva extrair informações das Demonstrações Financeiras para a tomada de decisões.

As demonstrações financeiras fornecem uma série de dados sobre a empresa, de acordo com regras contábeis. A Análise de Balanços transforma esses dados em informações e será tanto mais eficiente quanto melhor informação produzir.

É importante a distinção entre dados e informações:

DADOS – são números ou descrição de objetos ou eventos que, isoladamente, não provocam nenhuma reação no leitor;

INFORMAÇÕES – representam, para quem as recebe, uma comunicação que pode produzir reação ou decisão, freqüentemente acompanhada de um efeito-surpresa.

O objetivo da Análise de Balanço é produzir informação. Seqüência do processo contábil

Processo Técnicas de Contábil Análise de Balanços

O contador procura captar, organizar e compilar dados. Sua matéria-prima são fatos de significado econômico-financeiro expressos em moeda. Seu produto final são as demonstrações financeiras. O analista de balanços transforma os dados em informações e conclui se a empresa merece ou não crédito, se é bem ou mal administrada.

O grau de excelência da Análise de Balanços é dado exatamente pela qualidade e extensão das informações que conseguir gerar.

A Análise de Balanços deve ser elaborada como se fosse descomplicada, assumindo o papel de tradução dos elementos contidos nas demonstrações financeiras.

Podemos incluir no relatório as seguintes informações:

 Situação financeira.

 Situação econômica.

 Desempenho.

 Eficiência na utilização dos recursos.

 Pontos fortes e fracos.

 Tendências e perspectivas.

 Quadro evolutivo.

 Adequação das fontes às aplicações de recursos.

 Causas das alterações na situação financeira.

 Causas das alterações na rentabilidade.

 Evidência de erros da administração.

 Providências que deveriam ser tomadas e não foram.

 Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras. A Análise de Balanços baseia-se no raciocínio científico.

Fatos ou eventos econômicos-financeiros Demonstrações financeiras = dados Informações financeiras para tomada de decisões

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Processo de tomada de decisão

1 2 3 4

ANÁLISE

Quando essa seqüência não é levada em conta, fatalmente a Análise de Balanços fica prejudicada. Por falta de padrões ou por não saber construí-los, a qualidade da análise fica comprometida, pois como se poderá fazer afirmativas sem os elementos de referência?

Mais na frente estudaremos cada uma dessas etapas.

2 – PANORAMA DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS

1895 – Conselho Executivo da Associação dos Bancos do Estado de New York – recomenda solicitar a análise aos tomadores de crédito.

1900 – Conselho Executivo da Associação dos Bancos do Estado de New York – na proposta do formulário de crédito incluía espaço para balanço.

1906 – Willian Post – declara facilidade para obter tais informações.

1913 – a atenção é voltada para índices que não fossem Ativo Circulante e Passivo Circulante. 1915 – Federal Reserve Board - a análise tornou-se praticamente obrigatória nos EUA.

1918 – Federal Reserve Board – através de um livreto contribuiu com formulários padronizados para Balanços e Demonstrações de Lucros e Perdas.

1919 – Alexandre Wall (Pai da Análise de Balanços) – apresentou um modelo de análise através dos índices.

1923 – James H. Biss (obra: Financial and Operating ratios in Management) – escreveu sobre os coeficientes característicos que podem ser obtidos através de médias.

1931 – Dun & Bradstreet – índices padrão para diversos ramos de atividades.

1925 – Stephen Gilman – índices encadeados que indicasse as variações havidas nos principais itens (análise horizontal).

Déc 30 – Du Pont – análise de rentabilidade que decompunha a taxa de retorno em taxa de margem de lucro e giro dos negócios ROI (Return on Investiment).

Déc. 40 – técnicas de análise de balanços. 1968 – Brasil – Serasa começou a operar.

Atualmente, novas pesquisas são efetuadas pela Diagnose – Análise Empresariais Ltda – cujo know-how nada deve aos centros mais avançados do mundo.

TÉCNICAS DE ANÁLISE

2.1 ANÁLISE ATRÁVES DOS ÍNDICES

A Análise de Balanços surgiu por motivos práticos e mostrou-se logo instrumento de grande utilidade. Alguns dos índices que surgiram inicialmente permanecem em uso até hoje. As atuais técnicas de Análise de Balanços possibilitam grande número de informações sobre a empresa.

Através de certos índices de balanços pode-se prever a insolvência; cada índice tem seu peso e sua importância na análise. Os índices-padrão permitem uma adequada avaliação do índice de uma determinada empresa e proporciona ao usuário da análise informação objetiva do seu desempenho. Os índices de balanço fornecem avaliações genéricas sobre diferentes aspectos da empresa em análise, sem descer a um nível maior de profundidade. Essa profundidade é alcançada por outras técnicas.

Escolha de indicadores Comparação com padrões Diagnóstico ou conclusões Decisões

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2.2 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL

Presta-se fundamentalmente ao estudo de tendências. Poucos estudos têm sido feitos com base nesse tipo de análise, pois essa técnica exige uma média de 180 quocientes percentuais ou evolutivos e sua utilização é relativamente pequena.

No entanto, pesquisas efetuadas recentemente com insolvência de pequenas e médias empresas têm ressaltado a utilidade da Análise Vertical e Horizontal como instrumento de análise.

2.3 ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO

Através do cálculo dos índices de rotação ou prazos médios (recebimento, pagamento e estocagem), é possível construir um modelo de análise dos investimentos e financiamentos do capital de giro, de grande utilidade gerencial, bem como para a avaliação da capacidade de administração do capital de giro por parte da empresa.

2.4 MODELOS DE ANÁLISE DE RENTABILIDADE

2.4.1 ANÁLISE DO ROI (RETORNO OPERACIONAL DOS INVESTIMENTOS)

Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explicam quais os principais fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade. Possibilita ainda identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando esta estiver em estudo.

2.4.2 ANÁLISE DA “ALAVANCAGEM FINANCEIRA”

É utilizada para comparar o custo das diferentes alternativas de capitais de terceiros com o custo do capital próprio, a análise da “alavancagem financeira” é imprescindível para as decisões de subscrição de ações e muito recomendável nas decisões de financiamentos de longo prazo.

2.5 ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS E DO

FLUXO DE CAIXA

A partir de 31/12/78 a DOAR (Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos) começou a ser divulgada por determinação da Lei n.º 6.404.

Os analistas de balanço pouco conhecem das potencialidades informativas dessa demonstração e não vêm utilizando para emissão de seus pareceres.

Com a utilização dos dados da DOAR, pode-se construir a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa, cuja análise é a última palavra sobre a situação financeira da empresa e sobre sua gestão de caixa.

2.6 ANÁLISE PROSPECTIVA

A Análise de Balanços tradicional detém-se exclusivamente no passado da empresa, por serem os dados do passado os únicos contidos nas demonstrações financeiras. Nesse tipo de análise supõem-se que o comportamento da empresa no futuro seja igual ao do passado.

Técnicas previsionais de análises tem superado em muito os resultados que se obtém pela análise do passado, entretanto seu grau de erro é muito maior. Em vista das dificuldades, a análise previsional ainda é muito pouco usada no Brasil.

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3 – USOS E USUÁRIOS DA ANÁLISE DE BALANÇOS

Um dos elementos mais importantes na tomada de decisões relacionadas a uma empresa é a análise das suas demonstrações financeiras.

Saber analisar balanços está se tornando uma necessidade para grande numero de pessoas, principalmente para aqueles que pretendem se relacionar com a empresa.

Cada usuário está interessado em algum aspecto particular da empresa. Vejamos agora os principais usuários:

3.1 FORNECEDORES

O fornecedor de mercadorias precisa conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes, ou seja, a sua liquidez. Geralmente os fornecedores observam para sua segurança até o próximo balanço índices também de rentabilidade e endividamento.

3.2 CLIENTES (COMPRADORES)

Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. Em geral ocorre análise por parte do comprador quando depende de fornecedores que não possuam o mesmo porte dele ou que possam de alguma forma oferecer riscos.

Outra possibilidade de ocorrer análise se dá quando existem poucos fornecedores no mercado e a relação entre comprador e fornecedor é bastante forte.

3.3 BANCOS COMERCIAIS (ou Carteira Comercial do Banco Múltiplo)

A análise do banco comercial dá maior ênfase a aspectos de curto prazo (empréstimos que devem ser pagos dentro de dois ou três meses), embora não relege os pontos de longo prazo, como a rentabilidade e a capitalização do cliente.

O banco comercial preocupa-se com o endividamento do cliente, pois sabe que é um forte indicador de insolvência.

3.4 BANCOS DE INVESTIMENTOS (ou Carteira de Investimentos no Banco Múltiplo)

Os bancos de investimentos concedem investimentos dependendo da situação futura do cliente. Por isso analisar a tendência e fazer previsões é muito mais importante para o banco de investimento do que fazer análise da atual situação do cliente.

3.5 SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (ou carteira de Crédito Imobiliário do Banco Múltiplo)

Essas sociedades concedem créditos a construtoras por prazos superiores a um ano. A análise delas, feitas pela sociedade de crédito imobiliário, geralmente fica no meio termo entre a análise de um banco de investimento e a de um comercial.

3.6 SOCIEDADES FINANCEIRAS (ou Carteiras de Financiamento ao Consumidor do Banco Múltiplo)

Essas sociedades concedem crédito diretamente aos consumidores. As lojas vendem para seus clientes e estes recebem o crédito da Sociedade Financeira, sendo que a loja intervém como avalista dos empréstimos. É por essa razão que tais sociedades necessitam conhecer avais a seus clientes.

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3.7 CORRETORAS DE VALORES E PÚBLICO INVESTIDOR

Neste caso as análises são para investimento em ações. As corretoras, como agentes dos investidores, preocupam-se basicamente com a rentabilidade da empresa. A liquidez interessa apenas como questão de sobrevivência.

3.8 CONCORRENTE

A análise dos concorrentes de uma empresa é de vital importância. O conhecimento profundo da situação de seus concorrentes pode ser fator de sucesso ou de fracasso da empresa no mundo.

A empresa deve também saber qual sua posição em relação a seus concorrentes e como se situa quanto à liquidez e à rentabilidade.

Os concorrentes fornecem os padrões necessários para a empresa auto-avaliar-se. É fundamental analisar empresas concorrentes.

3.9 DIRIGENTES

A análise para os administradores é um instrumento complementar para a tomada de decisões. Ela será utilizada como auxiliar na formulação de estratégia da empresa, pois pode fornecer subsídios úteis como informações fundamentais sobre a rentabilidade e a liquidez da empresa hoje em comparação com as dos balanços orçados.

A liquidez é uma preocupação para os administradores da empresa, pois, se for muito baixa, ainda que dê condições de a empresa operar, pode representar sério entrave para a obtenção do crédito bancário. 3.10 GOVERNO

O governo utiliza intensamente a Análise de Balanço em diversas situações. Por exemplo, numa concorrência aberta, ele escolherá aquela empresa que estiver em melhor situação financeira. E ao longo do desenvolvimento dos trabalhos da empresa vencedora, ele buscará através da análise informações sobre a continuidade dos trabalhos.

Da mesma maneira, o governo também controla as empresas públicas e autarquias, estabelecendo níveis de investimentos e índices de desempenho.

3.11 ACOMPANHAMENTO DE CLIENTES E FORNECEDORES

A Análise de Balanços proporciona bons resultados na previsão de insolvência. Muitos fornecedores e bancos tiveram enormes prejuízos com empresas que vão à falência ou concordata simplesmente porque deixaram de acompanhar, ainda que de forma simples, a situação financeira desta empresa. A análise detalhada revela se os fornecedores inicialmente contratados teriam ou não condições de cumprir os acordos assinados.

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1 - INTRODUÇÃO Atividades Práticas 1. Marque a Alternativa Correta

1. A Análise de Balanços objetiva:

a) Extrair dados do departamento de contabilidade de uma empresa.

b) Transformar os dados financeiros em uma linguagem complicada, embora útil. c) Extrair informações das Demonstrações Financeiras para a tomada de decisões. d) Nenhuma das alternativas anteriores

2. As informações da Análise de Balanços podem ser classificadas em:

a) Informações sobre a situação financeira e sobre a rentabilidade da empresa. b) Informações para o fisco e informações para a direção da empresa.

c) Contabilidade Financeira, Contabilidade de Custos e Planejamento. d) Nenhuma das alternativas anteriores.

3. Os primeiros passos da Análise de Balanços ocorreram: a) No início da Revolução Industrial.

b) No final do século XIX. c) Nos anos 70.

e) Nenhuma das alternativas anteriores

4. O fornecedor de mercadorias utiliza a Análise de Balanços para: a) Conhecer as estratégias da empresa-cliente.

b) Conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes.

c) Conhecer a capacidade econômica da empresa-cliente para que possa concorrer a curto prazo. d) Nenhuma das alternativas anteriores.

2. Questões:

1. Qual a diferença entre dado e informação?

2. Que tipo de informações podemos incluir no relatório? 3. Qual é a seqüência do processo de tomada de decisão? 4. Fale sobre as técnicas de análise.

5. Relacione os principais usuários de Análise de Balanços.

3. Numere:

1 – Padronização ( ) permite elaborar um diagnóstico geral da situação econômica-financeira da empresa.

2 – Análise Através de Índices ( ) possibilita descrição detalhada da situação econômica- financeira.

3 – Análise Vertical e Horizontal ( ) coloca as demonstrações financeiras sob forma adequada para a Análise.

Referências

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