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e Março de 2010Chen Nº 1 do 10º ano A
Índice
Introdução ... 3
Breve Resumo da Viagem ... 3
Informações ... 4
Perguntas para Relatório de Visita de Estudo ... 5
Conclusão ... 6
Introdução
No dia 19 de Março de 2010, no âmbito de Física e Química A, realizamos (a turma de FQA do 10º ano juntamente com o professor Paulo Guerra) uma visita de estudo à Central Térmica de Coloane. Saímos da escola aproximadamente às 9:30 da manhã e voltámos às 12:15 da tarde.
A visita teve como objectivo mostrar a Central Térmica e como é o seu funcionamento, juntamente com as suas diversas instalações, para ficarmos a saber como a energia é transformada, quais as matérias-primas utilizadas, os tipos de geradores alí existentes e a quantidade de energia fornecida pela CEM (Companhia de Electricidade de Macau).
Breve Resumo da Visita
Chegamos à Central Térmica de Coloane, que está divida em duas centrais, a Central Térmica de Coloane A (CCA) e a Central Térmica de Coloane B (CCB), por volta das dez horas. Da entrada, dirigímo-nos para uma espécie de auditório, situado na CCB, onde o Engenheiro Filipe Costa, o nosso guia, apresentou-nos um pequeno vídeo e um slideshow sobre a CEM servindo como uma pequena introdução à visita.
Depois da apresentação, tirámos uma fotografia em conjunto e seguimos, de autocarro, para a sala de controlo da CCB. No caminho até lá, Engenheiro Filipe Costa foi-nos indicando diversas instalações da CCB, como a incineração (que queima os líquidos que já não se podem utilizar para “produzir” energia. Os resíduos são aproveitados: a areia é vendida para a fábrica de cimento e os gases são utilizados para por em funcionamento uma turbida a vapor, “produzindo” energia.), os tanques de armazenamento de fuelóleo e de diesel e a estaçao de tratamento de água.
Na sala de controlo, onde os computadores estão ligadados às turbinas e aos geradores, foi-nos explicado que a sua função é a manutenção e o controlo, ou seja, manter a segurança. Também nos foi apresentado um dos trabalhadores da sala, que é irmão da secretária da presidente da nossa escola.
Da sala de controlo dirigímo-nos para um dos grupos da CCA. No caminho, Filipe Costa indicou-nos os tanques de armazenamento de água destilada e de amónia em solução aquosa.
Na entrada, tirámos outra fotografia em conjunto e depois, Filipe Costa mostrou-nos a diferença entre as válvulas de um motor de um camião com o motor de uma turbina da central, sendo o da turbina muito maior. Também nos explicou o funcionamento do motor de explosão.
Seguímos para a sala de controlo do grupo. A sala estava quase vazia, pois naquele dia, a necessidade de “produzir” energia era pouca, havendo só uma turbina em funcionamento, “produzindo” cerca de 16 MW. Na sala, Filipe esclareceu algumas dúvidas e explicou-nos a função da sala, que é praticamente a mesma que a outra sala de controlo que visitámos na CCB, que é a manutenção.
Saímos da sala de controlo e entramos para uma parte onde era obrigatório o uso de capacetes, no entanto entramos sem eles. Nesta parte pudemos observar as turbinas “ao vivo” e testemunhar o tamanho delas, que é enorme.
De seguida, fomos para a cantina da CCA onde nos foram oferecidos lanches e esclarecidas as nossa dúvidas.
Após a pequena refeição, fomos para o autocarro, agradecemos pela experiência e dirigímo-nos para a escola.
Informações
• A CEM tem cerca de 215000 clientes e fornece aproximadamente 3400 GWh por ano, com uma rede de distribuicão (11kW) constituída por 1300
postos de transformação ligados por 580 km de cabos.
• Tem cerca de 15800 sistemas de iluminação pública.
• A interrupção média do fornecimento de energia por cliente de Guanzhou é de 9 horas, de S. Francisco de 4 horas, de Londres de 28 minutos e de Macau de 3 minutos. O fornecimento de energia de Macau é muito fiável.
• Desde 2001 a emissão de gases baixou cerca de 85%.
• A tarifa de Macau é de 51%, sendo o de Seoul 150%, de Toquio 59% e de Nova Iorque de 36% maiores que Macau. A tarifa de Hong Kong é comparável com a de Macau.
• A maior parte da energia fornecida pela CEM não é produzida por ela: o Importação da China – 60,9%
o Incinerador de Macau – 2,1% o Produção Local – 37%
• A produção local está dividida em três partes: o Central Térmica de Macau – 0,4%
4 motores Diesel
2 geradores de Turbina de Gás o Central Térmica de Coloane A – 67,2%
6 motores Diesel
2 geradores de Turbina a vapor o Central Térmica de Coloane B – 32,4%
2 geradores de Turbina a Gás 1 gerador de Turbina a vapor
• As matérias-primas utilizadas são o gasóleo, o fuelóleo e o gás natural.
• Os geradores da CCB fazem parte de um ciclo combinado. Este ciclo combinado consiste no aproveitamento dos gases que saem (a altas temperaturas) dos geradores a gás, para vaporizar a água da caldeira, colocando em funcionamento o gerador a vapor. Este ciclo aumenta a eficiencia dos geradores, aumentando o rendimento de 43% para 46%. Se a quantidade de electricidade produzida aumenta, o preço diminui.
• O motores têm um rendimento de 40% mas destes 40%, 60% é utilizado para acionar o compressor de ar.
Perguntas para Relatório da Visita de Estudo
1. Que produz a instalação industrial visitada?
Não produz, mas sim transforma e fornece energia a Macau.
2. Quais as matérias-primas que se utilizam?
As matérias-primas utilizadas são o gasóleo, o fuelóleo e o gás natural.
3. A que se destinam os bens produzidos?
A energia que é “produzida” destina-se aos consumidores e à iluminação pública. Destina-se a tornar Macau um lugar melhor onde se viver.
4. A laboração é contínua ou descontínua?
É contínua, no entanto, quando a energia importada é o suficiente, há uma descontinuidade na “produção” de energia.
5. Existe trabalho por turnos? Qual o horário?
Sim. De 8 em 8 horas.
6. Em linhas gerais, em que consiste o processo industrial utilizado?
Nos geradores de turbinas a gás, são queimados os combustíveis, e os gases evacuados fazem rodar as turbinas.
Nos geradores de turbinas a vapor, os gases que são evacuados dos geradores de turbinas a gás, que estão a altas temperaturas, vaporiza água da caldeira, fazendo rodar as turbinas.
Nos motores Diesel, o ar a alta pressão e o combustível são comprimidos, havendo explosão e os gases que daí resultam, fazem girar as turbinas.
7. Quais os possíveis riscos para a saúde dos trabalhadores?
Toxicidade das substâncias e riscos associados à corrente eléctrica de alta tensão.
8. Que medidas de segurança foi dado observar?
Sinais de alta tensão e obrigação da utilização de capacetes.
9. A indústria visitada é susceptível de causar poluição? Que instalações de combate à poluição foram encontradas?
Sim. Foram gastos 450 milhões em infra-estruturas de protecção ambiental como o SCR (Selective Catalytic Reduction), as centrais de tratamento de águas, e controlo do ruído e da qualidade do ar.
10. Qual a formação escolar do pessoal técnico que dirige e acompanha o processo?
Têm formação escolar, formação técnica e formação específica.
11. Que ensinamentos se podem retirar da visita?
Que o fornecimento de energia de Macau é muito fiável e que, mesmo não parecendo, os preços da electricidade têm vindo sempre a baixar.
12. Quais os aspectos que mais o impressionaram e pensa ficarem mais vivos na memória após a visita?
O tamanho dos tanques e dos geradores, a fiabilidade do fornecimento de Macau e o como são bons os rolinhos de côco que nos ofereceram.
Conclusão
Gostei muito de ter ido à Central e de ver “ao vivo” as diversas intalações. Pude ficar a saber bastante sobre a CEM: como nos fornecem energia, de onde vem essa energia, os geradores utilizados, os sistemas instalados para a protecção do ambiente, as suas salas de controlo e o trabalho que têm para nos fornecer uma vida melhor.
Curiosamente, não sabia que o Despacho pertence a CEM e que coordena o processo de produção, transporte e distribuição. Tenho passado sempre por lá durante 5 anos e não fazia a mínima ideia.
Bibliografia
http://www.cem-macau.com/Producao